31 de dez de 2012

Um Brinde ao Novo Ano!


Nesta época do ano costumamos lembrar e refletir sobre todas as coisas que aconteceram.

Que tal ser tempo de imaginar?

Pensar como será 2013, como aproveitar melhor o tempo ao lado das pessoas queridas e como alcançar todos os seus sonhos.

Desejo que tudo que você imagina para o próximo ano vire realidade.

Bjs,
Sam.

28 de dez de 2012

White Christmas (Drama Special)


Ano: 2011
Produção: KBS
Gênero: Drama, Thriller
Duração: 8 episódios

Direção: Kim Yong-soo-I (Equator Man)
Roteiro: Park Yeon-seon (Alone in Love)

Elenco:
Kim Sang-kyeong, psiquiatra Kim Yo-han
Baek Seong-hyeon, aluno Park Moo-yeol
Kim Yeong-kwang, aluno Jo Yeong-jae
Lee Soo-hyeok, aluno Yoon Soo
Hong Jong-hyeon, aluno Lee Jae-gyoo
Esom, aluna Yoon Eun-seong
Kim Woo-bin, aluno Kang Mir
Seong Joon, aluno Choi Chi-hoon
Jeong Seok-won, professor Yoon Jong-il

Resumo

A Escola de Ensino Médio Susin, apelidada de "Escola Prisão", é um colégio de elite frequentado pelos melhores estudantes do país. Suas notas exemplares são resultado de uma pressão constante, e um sistema extremamente rigoroso, ao ponto de os alunos evitarem qualquer atividade além do estudo. É nesta atmosfera sufocante que sete estudantes e um professor permanecem na escola durante o período de férias de inverno, com a presença adicional de um psiquiatra chamado Kim Yo Han, forçado a se abrigar com eles após envolver-se em um acidente de carro. Enquanto celebram a véspera de Natal isolados do mundo, os alunos descobrem que cartas anônimas enviadas a cada um deles não foi resultado de uma brincadeira inocente; há um assassino entre eles. Resta apenas uma pergunta: Os monstros são criados, ou já nascem monstros?

Comentário

Primeiro, estabelecido que se trata de um suspense, é altamente recomendável evitar ‘spoilers’ ou descrições mais detalhadas da estória, sob o risco de estragar o prazer e as surpresas que acompanham este drama.

O que vale a pena ressaltar é a qualidade excepcional do roteiro e da direção, o elenco pequeno, mas obviamente escolhido ‘a dedo’, e a trilha musical de extremo bom gosto. O que desejar mais de um drama especial?

Confesso que a maioria dos dramas especiais coreanos que assisti até hoje foram decepcionantes, para dizer o mínimo. Mas depois de ler tantos comentários entusiasmados sobre White Christmas, pude confirmar que os elogios eram mais do que merecidos.

A primeira coisa que chama a atenção é o cuidado com a produção – incluindo-se fotografia, cenografia e música. Em segundo lugar, e o ponto mais delicado de qualquer drama ou filme, a estória. É no gênero suspense (thriller) que os clichês mais se proliferam e destroem as expectativas do espectador mais exigente, com a maior facilidade. Felizmente, não é o caso de White Christmas, onde o drama é construído em camadas que vão de sobrepondo e criando uma estória concisa e de profundidade psicológica impressionante.

No entanto, como todos sabem, a melhor das produções pode ser arruinada por um elenco mal escolhido (‘miscasting’ é o termo inglês, muito apropriado). Pessoalmente, não gosto muito de estórias que reúnam um elenco principal muito grande, pois a chance da trama sair enfraquecida no processo é muito grande, e proporcional ao número de personagens. Mas não é o caso deste drama, pois cada personagem – especialmente os estudantes – é tratado com atenção especial. E cada um dos atores brilha sem exceção em seu papel, coisa raríssima neste tipo de situação.

É claro que é natural a tendência do espectador se identificar mais com este ou aquele personagem. E tratando-se de uma estória que se passa dentro de uma escola, quem já passou ou ainda se encontra nesta fase da vida, certamente vai se reconhecer em um dos personagens – o tímido, o estudioso, o gênio desligado, o rebelde, e assim por diante.

Talvez o personagem mais interessante e simpático – e que pode ser considerado o personagem central da trama - seja Park Moo-yeol (interpretado brilhantemente pelo jovem Baek Seong-hyeon, do drama BIG), pois reúne várias características marcantes, como inteligência, charme, coragem, e um toque de timidez. Ele parece ser o personagem mais equilibrado, mais normal, embora as aparências muitas vezes enganem, e é da natureza humana que certas fraquezas sejam expostas em momentos de crise ou estresse.

E este é o ponto de questionamento da estória: somos todos normais, até sermos pressionados a agir de forma irracional? Ou somos capazes de controlar nossos instintos mais primitivos, mesmo nas situações mais ameaçadoras? Nascemos monstros ou a sociedade pode nos transformar em monstros? Um questionamento intrigante, perturbador e muito difícil de ser respondido.

Mas é o que White Christmas tenta esclarecer e, se a conclusão é correta ou não, fica a cargo do espectador decidir. O certo é que o drama traz referências claras a romances como O Senhor das Moscas, ou a filmes como O Silêncio dos Inocentes, que lidam com temas psicológicos complexos.

Para quem não tem preconceitos sonoros e gosta de música de qualquer gênero, desde que seja boa, White Christmas é um prato cheio – vale correr atrás da trilha musical após concluir os oito episódios eletrizantes do drama. Do rock nervoso de AC/DC à música clássica de Mozart , da ultra pop Britney Spears ao eletrônico elegante de Massive Attack, a mistura improvável, estranhamente, se encaixa perfeitamente em cada cena, sem ficar ‘over’.

Não vou me deter individualmente nos atores, pois são todos maravilhosos, e embora muito jovens, já são bem conhecidos do público que acompanha os dramas coreanos. Mas vale destacar a presença sempre impressionante de Kim Sang-kyeong, que raramente dá o ar da graça na TV, por estar muito ocupado com sua carreira cinematográfica. Recomendo assistir qualquer filme que puder com este ator – que acaba de estrear a megaprodução The Tower, filme catástrofe, com grande elenco.

18 de dez de 2012

Novidades e Expectativas para 2013


O que vai estrear em breve, quem estará em alta no próximo ano...  Muitas certezas e algumas especulações sobre o que vai acontecer de bom no mundo do cinema e drama coreanos.

Em primeiro lugar, desejo que o ano de 2013 nos traga mais romances e comédia, já que este foi definitivamente o ano do melodrama. Até mesmo nos dramas que pendiam mais para o lado da comédia, como Rooftop Prince, ou I Do I Do, por exemplo, os finais foram lacrimosos (não que tenham sido decepcionantes, muito pelo contrário).


Mas chega de lágrimas! Que venha a aventura e a ação, com Iris 2 e o duelo entre espiões das duas Coréias. Com um elenco estelar, encabeçado pelo sempre maravilhoso Jan Hyeok (Midas,  The Client), repetindo par romântico com Lee Da-hae (Chuno),  além do baixinho (mas grande ator) Lee Beom-soo (On Air) como espião da Coréia do Norte. O roteirista é Jo Gyoo-won, de Iris e Poseidon, ou seja, um especialista em dramas de ação.

A atriz Soo-ae está de volta com o drama político Yawang (SBS), que deve estrear em janeiro. “Uma publicitária é demitida por organizar um protesto contra a morte do marido, e acaba se tornando a primeira mulher presidente do país.” Achou a estória parecida com Daemul? É porque Yawang está sendo produzido por Park In-kwon, o criador de Daemul. O roteiro está a cargo de Lee Hee-myeong, autor do drama Rooftop Prince. O par romântico de Soo-ae é o galã Kwon Sang-woo.

A simpática Choi Kang-hee (Protect the Boss) volta à telinha com Level 7 Civil Servant (antes chamado My Girlfriend is an Agent), fazendo par romântico com o garotão Joo Won (Bridal Mask).  Choi  Kang-hee é dez anos mais velha que Joo Won.  Só uma dúvida... Será que faltam boas atrizes jovens para atuar com parceiros da mesma idade? Nada contra diferença de idade entre casais, mas acho que últimos exemplos, como o do par Kim Seon-ah e Lee Jang-woo (no drama I Do I Do), ou Yoo Eun-hye e Yoo Seung-ho (Missing You) parecem forçar um pouco a barra, e tiram um pouco do clima romântico da estória, ao menos para mim. O mesmo valeria para uma situação contrária (o ator muito mais velho que a atriz), mas não sei se tem acontecido na mesma proporção, ao menos entre os dramas que assisti ultimamente. Independente disso, são dois ótimos atores, e Level 7... tem tudo para ser um bom drama.

Três dramas que começaram no segundo semestre e que entram em 2013 dando o que falar e agradando muito ao público são: King of Dramas (que já garantiu uma extensão), School 2013 (com Choi Daniel, de Ghost) e Cheongdam-dong Alice. Ainda não começou a assisti-los? Vale a pena correr atrás!


No cinema, curiosidade é o que não falta – ao menos para mim - com a estreia de Park Shin-yang (Sign, Painter of the Wind, Lovers in Paris) na comédia The Gangster Shaman. Sempre achei que Park Shin-yang tinha um lado cômico pouco aproveitado, e esta é uma boa oportunidade de ver como ele se sai num papel mais irreverente. O diretor é Jo Jin-kyoo, de My Wife is a Gangster.


E parece que o tema do ano, tanto na TV quanto no cinema será a espionagem. Além do aguardado drama Iris 2, a expectativa é grande com a produção cinematográfica The Berlin File, com um elenco impressionante: o onipresente Ha Jeong-woo (Take Off), seu melhor amigo Ryo  Seok-Kyu (Arahan, The Unjust), o veterano Han Seok-Kyu (Eye for an Eye) e a atriz Jeon Ji-hyeon (The Thieves). Tem potencial para blockbuster do ano!

As fãs de Kang Dong-won (Secret Reunion) terão de esperar um pouco mais para vê-lo atuando novamente, e será no filme Band of Thieves, ao lado de ninguém menos que Ha Jeong-woo (de novo!), talvez o ator mais prestigiado da atualidade no cinema coreano. A direção estará a cargo de Yoon Jong-bin, do recente blockbuster Nameless Gangster.  Band of Thieves se passará no período da Dinastia Joseong.

Alguns filmes que já estrearam ou estão a ponto de estrear e que estou ansiosa para ver são:


My P.S. Partner, comédia romântica 'sexy', com Ji Seong (Protect the Boss) e Kim Ah-joong (Sign).

O drama romântico Love 911, com o gatíssimo (e em breve papai) Ko Soo (The Front Line), e Han Hyo-joo (Always).


O filme The Man and The Woman´s Inside Story, em que Jeong Da-hye terá de escolher com qual destes três homens irá ter um relacionamento sério: Yeon Je-wook, Seo Ji-seok ou Lee Sang-il.

O filme catástrofe The Tower, com Seol Kyeong-gu (Silmido), Kim Sang-kyeong (Ha Ha Ha) e Son Ye-jin (Chilling Romance). O engraçado é que o filme se passa em plena véspera de Natal, quando centenas de pessoas ficam presas em um prédio altíssimo em chamas. E The Tower estreia no dia 25 de dezembro, na Coréia do Sul. Isto é que é espírito (anti) natalino!


Este foi sem dúvida alguma o ano de Song Joong-ki, que arrasou na TV com o melodrama de vingança Nice Guy, e especialmente com um dos filmes coreanos do ano, A Werewolf Boy. O ator de 27 anos foi eleito celebridade masculina do ano pelo canal SBS, e recheou sua conta bancária protagonizando dezenas de comerciais de TV e editoriais de revistas de moda em seu país. Os próximos passos deste verdadeiro prodígio serão seguidos com atenção...


Um ator que me agrada até mais que Song Joong-ki é Lee Min-ki (Dalja´s Spring), e estou muito curiosa para ver seu novo filme, Interviewing Him and Her, coestrelado por Kim Min-hee e dirigido pela jovem cineasta Roh Deok.

Grande expectativa também com a volta de Hyeon Bin, que vinha numa ascensão impressionante em sua carreira de ator, tanto na TV (Secret Garden) como no cinema (Late Autumn). Embora vê-lo nos dramas, em princípio, seja mais satisfatório para as fãs, acho que o ator acertaria se investisse mais na carreira cinematográfica, daqui em diante. Hyeon Bin já provou ser um grande ator, e a qualidade e popularidade do cinema coreano voltou a crescer muito nos últimos dois ou três anos. Espero que ele aproveite esta boa onda e, se sobrar um tempinho, que faça também algum bom drama (de preferência um bem romântico, com Yoo Eun-hye).

Outro que cumpriu seu serviço militar obrigatório e saiu faz horas é Lee Dong-geon (When It´s at Night, Lovers in Paris), mas o ator parece hesitante em escolher um novo projeto (talvez porque rompeu com sua antiga agência). Sua contratação foi especulada por vários canais de TV, mas até agora nada se concretizou. Esperemos que o próximo ano nos brinde com a presença deste talentoso (e lindo) ator e cantor coreano.


Para finalizar, um ator que amo de paixão, Lee Jeong-jin (9 End 2 Outs, Wonderful Radio), volta aos dramas com A Hundred Year´s Inheritance, pela rede MBC,  contracenando com a atriz e cantora Eugene (Bread, Love and Dreams).  Lee Jeong-jin teve um ano especial, com sua marcante participação no filme Pieta (melhor filme no Festival de Cinema de Veneza e no Blue Dragon Awards), do polêmico diretor Kim Ki-duk.

13 de dez de 2012

Ha Ha Ha (filme, 2010)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 115 min.

Direção e Roteiro: Hong Sang-soo

Elenco: Kim Sang-kyeong, Yoo Joon-sang, Kim Kang-woo, Yeh Ji-won, Moon So-ri.
 
Resumo
 
Dois amigos se reunem para beber e compartilhar estórias sobre suas aventuras no último verão.

Comentário

Depois de acumular quase uma dúzia de filmes em sua carreira de diretor/roteirista/produtor, Hong Sang-soo (1960) conquistou os jurados do 63º Festival de Cinema de Cannes (na categoria "Un Certain Regard") com a comédia Ha Ha Ha.

Com um tom bem menos sarcástico, e muito mais cômico, o cineasta Hong não chega a inovar, mas pode surpreender e agradar a um público não tão afeito ao cinema independente.

Os personagens de Hong continuam essencialmente os mesmos, homens intelectuais que circulam no meio acadêmico, e que perseguem belas jovens impressionáveis e, na maioria das vezes, emocionalmente instáveis.

A palavra é o combustível que move os personagens de Hong Sang-soo , e é impossível não comparar o seu trabalho ao de cineastas como Woody Allen, Eric Rohmer, entre outros. Aliás, não surpreende que os críticos franceses admirem tanto o cineasta coreano – muito mais do que os conterrâneos dele. Esta foi a sexta visita do diretor ao prestigiado festival de cinema francês.

Como em Woman on the Beach, os protagonistas de Ha Ha Ha vão à praia, só que desta vez na cidade litorânea de Tongyeong, onde a paisagem urbana predomina sobre a marinha, que aparece apenas em alguns relances.

O “gatilho” da estória está no encontro entre dois amigos, Moon-gyeong (Kim Sang-kyeong), cineasta, e Joong-sik (Yoo Joon-sang), crítico de cinema. Numa conversa de bar, entre um brinde de outro de  makgeolli (vinho de arroz tradicional coreano), eles acabam se dando conta que estiveram em Tongyeong ao mesmo tempo, no último verão. Eles se revezam na descrição de suas aventuras, as novas amizades que fizeram e as mulheres que conheceram.

Durante este bate-papo descontraído, descobrimos que as pessoas que ambos encontraram em Tongyeong foram as mesmas, embora os amigos não tenham concidido em nenhuma ocasião. Realmente, esta é a grande ‘sacada’ do filme, pois a interligação das estórias cria uma expectativa crescente, além de realçar o lado cômico da trama.

Felizmente, não se trata da repetição da mesma estória sob dois pontos de vista, mas da visão única de dois homens, sobre a sociedade que que os cerca. Moon-gyeong e  Joong-sik não estão interessados em discutir, mas sim compartilhar suas desventuras amorosas e familiares, num divertido clima de camaradagem.

Os personagens masculinos de Hong Sang-soo continuam imaturos, fracos, mulherengos e convencidos.  Embora anteriormente eu tenha deixado clara minha aversão ao caráter dos personagens de Hong Sang-soo (especificamente no filme Woman on the Beach), os protagonistas de Ha Ha Ha, se não chegam a ser adoráveis, geram uma empatia quase involuntária no espectador.

Kim Sang-kyung (Memories of Murder, White Christmas) está hilário como o auto-intitulado diretor de cinema Moon-gyeong – obviamente um alter-ego do diretor Hong. Com trejeitos nervosos a la Woody Allen, e bem acima do peso, ainda assim Kim Sang-kyung não perde seu charme de eterno garotão. Cena inesquecível do filme: Moon-gyeong apanhando da mãe com um cabide.

Yoo Joon-sang, como o crítico de cinema Joong-sik também compõe um personagem complexo, neurótico, bipolar. Ele passa o filme engolindo pílulas, e não se constrange em admitir, para quem quiser ouvir, que sofre de depressão profunda. A namorada tenta apoiá-lo, mas o clima pesa quando ela cobra que Joong separe de uma vez da esposa.

Até Kim Kang-woo (Haeundae Lovers), que considero um ator dos mais fracos (embora seja muito bonito), não está nada mal como o poeta Kang Jeong-ho. Ele consegue ser o personagem mais equilibrado do filme. Adoro os momentos em que ele lê seus poemas para os amigos, em busca de aprovação. E o mais engraçado, Moon-gyeong e Joong-sik entram na onda e escrevem seus próprios versos – com o único objetivo de impressionar as garotas.

Ao contrário de Woman on the Beach, as mulheres deste filme, Yeon-joo (interpretada por Yeh Ji-won) e Seong-ok (Moon So-ri) são muito mais interessantes e bem resolvidas. Não que elas não tenham suas neuras, mas seu modo de encarar a vida está bem mais próximo do senso comum feminino, e este é um dos pontos mais positivos do filme e que mostra, talvez, um amadurecimento tardio do autor. Quem sabe ele, ao contrário de seus personagens masculinos, esteja aprendendo a entender as mulheres.

10 de dez de 2012

Because It´s Christmas


Para entrar no clima natalino...

As bandas de kpop sempre lançam singles e vídeos divertidos para comemorar as festas de fim de ano.

Veja estes vídeos fofos dos projetos especiais Jelly Christmas 2012 HEART PROJECT - Sung Si-kyung, Park Hyo-shin, Lee Seok-hoon, Seo In-guk e VIXX (Jellyfish Entertainment), e Brand New Project - As One, Verbal Jint, Swings, Miss S, Bizniz e PHANTOM.

E Boas Festas a todos!
 
 
 
 



 
 "Because It´s Christmas" single:
 

 
 
 
 


 
 
  


"Happy Brand New Year" single:

6 de dez de 2012

Sign (Episódio Final)


Chegamos ao final desta longa, mas satisfatória recaptulação do drama coreano Sign, de autoria da talentosa roteirista Kim Eun-hee-I (Ghost). Quem acompanhou este drama pôde desfrutar de momentos de suspense, ação, uma pitada de romance e comédia, e um final de grande impacto emocional. O Dr. Yoon Ji-hoon (interpretado magistralmente por Park Shin-yang) é daqueles personagens para ficar na história da dramaturgia televisiva. Acompanhar a trajetória dos protagonistas de Sign e não se emocionar com seu desfecho é simplesmente impossível. Um belo drama, sem sombra de dúvida.

Recap (spoilers!)

Como visto no episódio anterior, o Dr. Yoon Ji-hoon envia uma mensagem para Go Da-kyeong, pedindo que ela vá até o seu apartamento.

Continua... (clique abaixo)


22 de nov de 2012

Dalja’s Spring (drama, 2007)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 22 episódios
Produção: KBS TV

Direção: Lee Jae-sang, Park Chan-yool
Roteiro: Kang Eun-kyeong

Elenco: Chae Rim, Lee Min-ki, Lee Hyeon-woo, Kong Hyeong-jin, Lee Hye-young, Lee Kyeong-jin, Kim Yeong-ok, Kil Yong-woo, Jang Young-nam, Kwon Ki-seon, Kim Seong-gyeom.

Resumo

Dal-ja é uma mulher solteira e bem sucedida profissionalmente. Mas ao completar 33 anos, surge o questionamento: até quando é possível esperar antes de assumir a responsabilidade de casar-se e ter filhos?

Comentário

Dalja’s Spring está na lista de meus dramas prediletos, pelo simples fato de que, à medida que o tempo passa, posso entender e simpatizar mais e mais com sua personagem principal. É isso que faz de um drama um clássico, não deixar que o tempo esmaeça sua beleza e a força de sua mensagem.

Chae Rim é Oh Dal-ja, uma gerente de um canal de TV de compras. Ela é dona de um belo apartamento, tem um carro, e uma vida dedicada exclusivamente ao trabalho. Não que ela não tenha interesse em rapazes, mas a falta de experiência faz com que suas tentativas em arrumar um namorado acabem sempre em desastre. O que sobra à jovem em experiência no trabalho, lhe falta no amor. Ingênua, se envolve com o diretor Shin Sedo (Kong Hyeong-jin), sem perceber que ele é um grande mulherengo, e fica furiosa ao perceber que ele não lhe é fiel.


Ela então decide contratar um namorado de aluguel, para se vingar e provocar ciúmes em Sedo. É assim que Dal-ja acaba conhecendo Kang Tae-bong (Lee Min-ki), um rapaz de 27 anos que faz bico como acompanhante de mulheres, e parece estar envolvido em muitas encrencas, já que vive fugindo de um bando de mafiosos. Tae-bong é pago para fingir ser o namorado de Dal-ja, mas com o tempo começa a sentir algo mais pela jovem.


A seguir, entra em cena o homem que vai balançar o coração romântico e sonhador de Dal-ja, Yeom Gi-joong (Lee Hyeon-woo). Gi-joong é um empresário bem sucedido, que dirige uma companhia de importação. Ele é um homem sofisticado, extremamente educado, mas, por outro lado, muito possessivo e uma pessoa que odeia perder. Aos olhos de Dal-ja, ele parece ser o legítimo príncipe encantado. Mas aos poucos ela irá perceber que a figura do homem perfeito pode acabar passando longe do que ela idealizara até então.

 
O roteiro consegue equilibrar muito bem a comédia, o romance e o drama, abordando sempre com realismo os problemas dos personagens. Aliás, os personagens secundários também têm espaço, e suas estórias de vida são interessantes e servem de apoio ao crescimento emocional dos personagens principais.


Entre um elenco secundário muito simpático, destaca-se o grande comediante Kong Hyeong-jin, um de meus atores favoritos, com uma carreira impressionante, tanto na TV (Chuno, 2010) como no cinema Couples ( 2011). E fazendo par romântico com Kong Hyeong-jin, a sempre elegante Lee Hye-young, como a apresentadora do canal de compras Wi Seon-joo. A diva Wi Seon-joo é um dos personagens mais surpreendentes deste drama, pois se a princípio ela parece moldada para ser a vilã da estória, acaba tornando-se aquela que influenciará a vida de nossa heroína, e de muitos outros ao seu redor.


Chae Rim e Lee Min-ki formam um par adorável, e o prazer e encanto que os dois sentem ao se conhecerem, pouco a pouco, é compartilhado por nós com igual intensidade. Chae Rim (1979) é uma ótima atriz, mas sua carreira não tem estado à altura de seu talento. Ela tem trabalhado regularmente, mas apenas em projetos televisivos, como Oh, My Lady (2010), Good Job, Good Job (2009) e Powerful Opponents (2008). Chae Rim é irmã do ator Park Yoon-jae (Faith, 2012).


Já o ator Lee Min-ki (1985), desde que iniciou sua carreira no cinema, não parou mais. Ele pode ser visto em uma dezena de bons filmes, como Chilling Romance (2011), Haeundae (2009) ou A Good Day to Have an Affair (2007). Seu mais novo filme, Interviewing Him and Her, tem estreia prevista para 2013.


Dalja´s Spring tem muito em comum com outro drama maravilhoso, The Woman Who Wants to Get Married, ao abordar com candura e naturalidade a vida da mulher moderna, e a busca incessante pela realização profissional e pessoal. Felizmente, em ambos os dramas, não se fazem concessões quanto ao desfecho da estória, optando pela realidade sobre a fantasia, mas sem perder o romantismo, é claro.



Sobre a roteirista: Kang Eun-kyeong tem escrito dramas de sucesso desde 2001, destacando-se os dramas Hotelier (2001), Hello, God (2006), Bread, Love and Dreams (2010) e Glory Jane (2011). Em 2013 estreia seu novo drama, Medical Novel, com Lee Seung-gi e Suzy.

18 de nov de 2012

Ditto (filme, 2000)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Melodrama, Romance, Fantasia
Duração: 110 min.

Direção: Kim Jeong-kwon
Roteiro: Heo In-ah, Jang Jin, Kim Jeong-kwon, Soo Dah.

Elenco: Yoo Ji-tae, Kim Ha-neul, Ha Ji-won, Park Yong-woo, Lee Seung-min.

Resumo

Uma jovem universitária faz amizade com um colega através de transmissões de rádio amador. Quando resolvem se conhecer pessoalmente, surge a revelação surpreendente... Eles vivem em mundos paralelos, duas décadas separados um do outro.

Comentário

Antes de tudo, quero chamar a atenção para uma coincidência quase tão misteriosa quanto a ficção... O ano de 2000 foi prolífico em filmes com estórias muito similares, de gente se comunicando através de mundos paralelos. Um pouco depois de Ditto, estreava nos cinemas coreanos o filme Il Mare, – depois adaptado em Hollywood, com o também belo The Lake House. Acho que todos já conhecem a estória do casal que vive na mesma casa, mas em épocas diferentes. No mesmo ano, entrava em cartaz nos EUA um pequeno filme chamado Frequency, em que um homem conversava via rádio amador com seu pai, falecido havia 30 anos. Ditto foi um dos dez filmes mais vistos naquele ano, na Coréia do Sul. Só para aproveitar e fazer mais uma viagem no tempo, 2000 foi o ano do filme Joint Security Area, que teve impressionantes 2 milhões e meio de espectadores em seu país.

O filme Ditto circula por este mundo de ficção científica, de mundos paralelos, realidades alternativas, etc., mas, felizmente, deixando de lado a parte complicada da explicação teórica do fenômeno.

O filme especula, isto sim, sobre as consequências de alguém ter acesso ao seu futuro, e até que ponto sua vida pode ser alterada ao estar de posse de tais informações preciosas.

A estudante So-eun (Kim Ha-neul) é uma garota tímida, que tem uma paixão secreta por um colega de faculdade, chamado Dong-hee. Quando Dong-hee (Park Yong-woo) volta à universidade após prestar dois anos de serviço militar, percebe o interesse da colega e a convida para sair. Sem experiência nos assuntos do amor, So-eun só pode contar com os conselhos da amiga Sunmi-Hur (Lee Seung-min), que está hospitalizada, convalescendo de um acidente de bicicleta.

Meio que por acaso, So-eun leva para casa um velho rádio amador, e começa a se comunicar com um estudante da mesma universidade, chamado Ji In (Yoo Ji-tae). Os dois combinam de se encontrar em frente à torre do relógio do campus e, após um suposto desencontro, eles percebem que algo de estranho está se passando. Acontece que a jovem So-eun frequenta a escola no ano de 1979, em plena ditadura militar sul coreana, enquanto que Ji In afirma estudar no mesmo local, só que vinte anos no futuro.  

Embora, como todo o melodrama, Ditto não economize no açúcar, na música de efeito e nas lágrimas copiosas, há um poder inequívoco no filme quando os dois personagens principais, ou melhor, as vozes dos dois personagens se encontram. Os questionamentos singelos que o casal troca são os mesmos que toda a humanidade compartilha, ou seja, para onde vamos, como será nosso futuro, até que ponto nossas atitudes de vida podem mudar o destino dos que estão à nossa volta, e até mesmo do mundo como um todo.

Ditto é uma boa oportunidade para os fãs de Yoo Ji-tae, Kim Ha-neul e Ha Ji-won (quase um bebê na época) viajarem no tempo, se não nas ondas do rádio, ao menos nas imagens captadas há mais de uma década, e admirarem seus jovens rostos de então, e como eles já brilhavam espetacularmente na tela do cinema.
 
É interessante ressaltar o bom trabalho do diretor e roteirista Kim Jeong-kwon, e indicar outros filmes dele, tão sensíveis e tocantes quanto este, como Ba:Bo, Heartbreak Library, ou A Man Who Went to Mars. Sem falar no toque especial do grande escritor Jang Jin, que já cansei de elogiar por aqui, com roteiros brilhantes como os de Someone Special, ou Welcome to Dongmakgol.

Park Yong-woo, ator: My Love, Butterfly Lady (drama, 2012),The World of Silence (2006).
Ha Ji-won, atriz (1978): Sector 7 (filme, 2011), Secret Garden (drama, 2010).

14 de nov de 2012

My Country Calls (drama, 2010)


Título alternativo: Secret Agent Miss Oh; Call of the Country

País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Comédia, Romance, Policial
Duração: 16 episódios
Produção: KBS TV

Direção: Kim Jeong-gyoo (He Who Can´t Marry, 2009; I am Sam, 2007)
Roteiro: Choi I-rang (Tamra, the Island, 2009), Lee Jin-mae (I am Sam, 2007)

Elenco: Lee Soo-kyeong, Kim Sang-kyeong, Ryoo Jin, Horan, Kang Shin-il, Yan Geum-seok, Lee Byeong-joon, Kim Hyeon-woo, Lee Ki-yeol, Park Hyo-joo, Choi Jae-hwan

Resumo

A policial Oh Ha-na no fundo é uma boa pessoa, mas dificuldades financeiras fizeram dela uma profissional de moral flexível, aceitando propinas aqui e ali, fechando os olhos para pequenos delitos. Mas ao cruzar com o agente da polícia federal Ko Jin-hyuk, ela é forçada a andar na linha... e vive um romance dos mais tumultuados!

Comentário

O ano de 2012 vai ficar na lembrança como o ano dos melodramas, e muita gente deve estar sedenta de uma boa comédia. Enquanto a nova temporada de dramas não chega, que tal voltar no tempo e curtir uma comédia romântica leve e despretensiosa chamada My Country Calls, que estreou no ano de 2010, na KBS, e que teve 16 episódios.

O drama My Country Calls lembra muito When It´s at Night (2009) ao misturar comédia, romance e uma pitada de suspense policial. Ambas séries conseguiram reunir um elenco seleto, que interage muito bem ao longo de toda a trama. A diferença fica no clima geral, que pende mais para a comédia desbragada, no caso de My Country Calls. Mas o elenco reunido não é nada desprezível, com atores tarimbados como o trio principal Lee Soo-kyeong, Kim Sang-kyeong e Ryoo Jin.


Lee Soo-kyeong é Oh Ha-na, uma policial que se aproveita dos privilégios do cargo para ‘arrecadar’ presentes dos comerciantes informais, e estorquir descaradamente agiotas e outros marginais menos perigosos. Órfã de pai, ela praticamente sustenta a mãe, que vive sendo enganada por vendedores espertos. Sendo assim, o sonho de mãe e filha de mudar-se para um apartamento parece distante.

Quando Ha-na leva o fora do noivo, e se vê sem dinheiro para pagar seus empréstimos bancários, parece que nada pior pode acontecer, mas acontece. Ao cruzar com o agente da NIA (uma agência de inteligência estatal), Ko Jin-hyeok (Kim Sang-kyeong), e arruinar por engano uma investigação em curso, Ha-na acaba sendo demitida da polícia.

Após uma série de reviravoltas um tanto absurdas, mas muito engraçadas, a policial Ha-na acaba sendo recrutada pela NIA, como agente secreta. Sua missão é trabalhar disfarçada de secretária de um empresário que administra uma fundação de arte, mas que é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. O tal empresário é Han Do-hoon (Ryoo Jin), um dandy que administra parte dos negócios do pai, mas que gosta mais de arte e moda, do que de trabalhar duro.


Ao conviver diariamente com Han Do-hoon, como sua secretária particular, Ha-na fica confusa, pois ele não tem o perfil clássico de um contraventor. Ele é egocêntrico e esnobe, mas não parece ser do tipo que cometeria um crime grave. No entanto, os colegas agentes da NIA asseguram a Ha-na que existe evidência clara do envolvimento de Han Do-hoon com um perigoso traficante de drogas. Portanto, vai caber a Ha-na vigiar os passos do empresário, e botá-lo de vez na cadeia.

Francamente, o que menos importa em My Country Calls é a trama policial. As trapalhadas dos agentes, os vilões mais ridículos que assustadores, além do  romance, predominam e ofuscam o pouco de seriedade que resta na série.


Lee Soo-kyeong é uma atriz que sempre se destaca em papéis cômicos (The Lawyers of the Great Republic Korea), e fica um pouco apagada em dramas muito pesados (Daemul). É uma de minhas atrizes coreanas favoritas, mas sua migração recente para a TV à cabo (Color of Woman) não tem se mostrado uma boa decisão.


O ator Ryoo Jin, mais conhecido por seus papéis de galã (Love You a Thousand Times), surpreende e rouba a cena com o hilário Han Do-hoon. Foi My Country Calls que abriu as portas para personagens mais leves na carreira do ator, como no recente drama Standby. Pena que ele tropeçou feio ao fazer o drama Babyfaced Beauty.


Quem dispensa apresentações é o grande ator Kim Sang-kyeong, que tem sua carreira mais voltada ao cinema, nos últimos anos. O ator tem trabalhado com alguns dos diretores mais importantes do cinema coreano, em filmes como The World of Silence, May 18, Ha Ha Ha, e o meu preferido de sempre Memories of Murder. Seu último trabalho televisivo foi no “drama special” White Christmas (imperdível!).

Muitas vezes, e com boa razão, os personagens secundários desviam a atenção dos principais. O veterano Kang Shin-il (Kimchi Family), respeitado ator de cinema e TV, brilha como o agente Sin Gi-joon, um chefe exigente, mas que sempre apóia os subordinados, e que tem uma afeição paterna pelo agente Ko Jin-hyeok. Ele forma um trio divertido com os atores Lee Ki-yeol (como o chefe Lee Hyeong-sik) e Lee Sang-hwi (o agente Kim Byeong-joon).


Outra atriz experiente, mas sempre jovial, a bela Yan Geum-seok (Lovers), mostra seu lado mais cômico, como a mãe desligada da policial Ha-na.


Já a cantora Horan estréia neste drama como atriz, e se lhe falta experiência no ramo, sobram beleza, naturalidade e simpatia - como a agente durona Choi Eun-seo. Parece que ela resolveu dar prioridade à carrreira musical, pois não vi outro trabalho seu na TV, a não ser em participações especiais, como ela mesma.


A dupla de agentes mais jovens da NIA, Na joon-min (o gatinho Kim Hyeon-woo), e Park Se-mi (atriz Park Hyo-joo) completa a equipe.


No lado do crime, temos Lee Byeong-joon, como o bandido histriônico Joo Soo-yeong. Lee Byeong-joon é um de meus atores veteranos favoritos, por sua voz profunda (ele também trabalha em musicais), e por sua capacidade de sempre surpreender, por menor que seja o seu papel (Secret Garden, Eye for an Eye).


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