6 de mai de 2016

The Assassination (filme, 2015)


País: Coréia do Sul
Gênero: Épico, Drama, Ação
Duração: 140 min.

Direção: Choi Dong-hoon
Roteiro: Choi Dong-hoon, Lee Gi-cheol

Elenco: Jeon Ji-hyeon, Ha Jeong-woo, Lee Jeong-jae, Jo Jin-woong, Oh Dal-soo, Lee Kyeong-yeong, Kim Hae-Sook.

Resumo

Estamos em plena ocupação japonesa da Coréia, no início do século XX. Um grupo da resistência coreana, exilado em Shanghai, planeja o atentado a um oficial do alto comando japonês, na capital Seul.

Comentário

À primeira vista, o enredo de The Assassination me pareceu um tanto batido, mas diretor e elenco acabaram impondo a necessidade de checar esta produção. E para minha agradável surpresa, o roteiro é tão ágil quanto original. Choi Dong-hoon já havia provado seu talento como cineasta, dirigindo e roteirizando o fantástico The Thieves, um sucesso de bilheteria, bem como este último projeto, The Assassination.

 O tema principal de The Assassination é uma missão suicida que visa atingir o comando japonês na Coréia ocupada do início do século XX. Mas então nos deparamos com personagens complexos, cheios de segredos, motivações ocultas, ou que simplesmente são envolvidos contra a vontade na luta pela liberdade de um país brutalmente ocupado. Sim, porque a ocupação japonesa deixou marcas até hoje não cicatrizadas na população coreana, memórias amargas de tempos de sofrimento sem fim na mão dos tiranos estrangeiros.

Nos anos trinta, membros da resistência coreana se escondiam na China. O ano é 1933, em Shanghai, quando o comando que formava o chamado governo coreano interino convoca um de seus agentes, Yeom Seok-jin (Lee Jeong-jae) para tirar da cadeia a franco-atiradora Ahn Ok-Yoon (Jeon Ji-hyeon). Junto com ela são resgatados dois de seus comparsas, Chu ‘Big Gun’ Sang-ok (Jo Jin-woong), um cínico traficante de armas, e Hwang Deok-Sam (Choi Deok-moon), um especialista em explosivos.

O trio de mercenários resiste à convocação patriótica de Yeom Seok-jin, mas entre apodrecer na cadeia e encarar uma missão suicida, eles ficam com a segunda alternativa. Sua missão é ir a Seul e matar o comandante japonês local (Shim Cheol-jong), e o empresário coreano Kang In-gook (Lee Kyeong-yeong), que vem lucrando há anos com a ocupação nipônica, traindo covardemente a pátria.

Mas as coisas esquentam ainda mais quando os chefes da resistência descobrem que um duplo espião vazou informações sobre o plano. Só que é tarde demais, pois o trio já partiu para Seul. A solução drástica é contratar terceiros para sabotar a missão, ou seja, matar Ahn Ok-Yoon e seus amigos. O serviço sujo fica a cargo do misterioso assassino de aluguel conhecido apenas como Hawaii Pistol (Ha Jung-woo), e seu parceiro, Old Man (Oh Dal-soo).

O cineasta Choi Dong-hoon deve ter muito boa fama com os atores coreanos, pois, repetindo a façanha do filme The Thieves, reuniu um elenco sensacional para The Assassination. Acho que Jeon Ji-hyeon encontrou um diretor que sabe como ninguém explorar seu talento como atriz. Em The Thieves, Jeon Ji-hyeon impressionou a todos, ao encarnar uma assaltante sensual e ousada... E em The Assassination ela consegue se superar, na pele de uma fora da lei, mas desta vez, com muito mais sensibilidade e complexidade, já que ela encara um desafio duplo (sem entrar em detalhes, para evitar spoilers!). E ela volta a encontrar o ator Ha Jeong-woo, seu marido no filme The Berlin File (2013), e, embora desta vez não haja tempo para romance, não dá para negar que eles formam um belo casal!

Ha Jeong-woo(The Client) está impecável (como sempre) no papel do sexy matador de aluguel Hawaii Pistol, mas há dois outros atores que roubam a cena: Lee Jeong-jae e Jo Jin-woong. Acho surpreendente que Lee Jeong-jae (The Face Reader), com todo o seu charme e carisma não se importe em interpretar personagens tão desprezíveis, mas, por outro lado, ele tem uma capacidade única de envolver e depois partir meu coração com toda a sua vilania. Jo Jin-woong (Signal), por outro lado, se apresenta como um frio mercenário, mas em poucas cenas nos faz torcer por ele, como se fosse o maior herói da estória.

Depois de um período de certo marasmo, o cinema coreano vem se renovando, e, felizmente, os filmes de ação vêm retomando seu espaço de direito nas bilheterias nacionais. Os filmes de ação (policial, thriller) coreanos se destacam pela qualidade e originalidade dos roteiros, e por isso mesmo é um prazer ver cineastas de talento como Choi Dong-hoon, ou Ryoo Seung-Wan (só para citar dois exemplos), produzindo grandes filmes, e tendo o reconhecimento merecido, tanto do público com da crítica.

Sempre é bom (embora seja tão raro) ver uma atriz ganhando um papel de destaque num filme de ação, e melhor ainda, com um personagem tão bonito, e com uma trama tão dramática e envolvente. Um filme imperdível, especialmente para o público feminino.

27 de abr de 2016

Atrizes Coreanas de Futuro


O título é só para dar impacto, já que as atrizes listadas abaixo já tem uma carreira sólida o bastante para terem protagonismo garantido, seja na TV ou no cinema. Mas isto também não nos impede de nutrir grandes expectativas quanto ao futuro profissional destas senhoritas...

Deve haver uma centena de aspirantes a celebridade, dos 15 aos 30, disputando um lugar ao sol na mídia coreana. Por isso mesmo é impossível não ser injusta ao deixar muitos nomes promissores fora da lista, mas tentei seguir alguns critérios que considero importantes: protagonismo, reconhecimento (de crítica e público), relevância (e continuidade) na escolha dos projetos (no cinema e TV) e, é claro, minha visão pessoal.

Garimpando com certo esforço (mas nem tanto) cheguei ao top 10 das melhores atrizes jovens (dos 17 aos 32) coreanas, em ordem de preferência particular:

1. Park Bo-young (1990)


Dizem que nos menores frascos se encontram os melhores perfumes, ditado que vale muito bem para a ‘petit’ Park Bo-young. Sua carreira teve início na TV, com o drama escolar Secret Campus (EBS, 24 ep., 2006). Uma curiosidade foi que na sua estreia contracenou com Lee Min-ho, parceria que se repetiu em outro drama escolar, Mackarel Run (2007), e no filme Our School E.T (2008).


Mas foi no cinema que a atriz consolidou sua carreira, especialmente nos últimos anos, com A Werewolf Boy (2012), Hot Young Bloods (2014), Collective Invention e You Call It Passion (2015).

Mas o público de TV andava meio esquecido de Park Bo-young, até sua volta espetacular com o drama de fantasia Oh My Ghostess (tvN, 2015). No papel de uma jovem possuída pelo espírito de uma virgem (tema clássico de qualquer filme de terror, mas aqui transformado em comédia dramática), Park Bo-young dá um show de interpretação... Sua incorporação do gestual e personalidade efusiva da atriz Kim Seul-gi provocou arrepios reais nos espectadores do drama. Outro ponto alto de Oh My Ghostess foi o par romântico com o ator Jo Jeong-seok, com o qual compartilhou o primeiro beijo em cena (!) de sua carreira.


Mais do que atriz, Park Bo-young é uma artista completa, que aprendeu com a família a interessar-se por todas as formas de arte, como a música – ela canta, toca piano e violão – tendo contribuído para a trilha musical do filme A Werewolf Boy, e do drama Oh My Ghostess.

2. Shim Eun-kyeong (1994)


Assistindo o filme Miss Granny (grande sucesso de bilheteria do cinema coreano, e com duas versões estrangeiras, uma chinesa e outra japonesa) é impossível não perceber de imediato o talento diferenciado de Shim Eun-kyeong. E parece até que ela só foi notada com este filme, mas a atriz vinha de uma longa (embora irregular) carreira na TV, num total de 14 dramas, de Marry Me (MBC, 2004), a Naeil´s Cantabile (KBS2, 2014). Mas foi no cinema que a atriz aprimorou-se na profissão, com filmes importantes como Sunny, Romantic Heaven (2011), ou Masquerade (2012), com Lee Byeong- heon. 


Estou muito curiosa com o ainda inédito Marital Harmony, uma comédia romântica épica, co-estrelada pelo querido Lee Seung-gi. Apesar da expectativa frustrada com o drama Naeil´s Cantabile, fica a vontade de vê-la de volta à telinha, embora os projetos cinematográficos continuem sendo a prioridade da atriz. Não dá para criticar as escolhas de Shim Eun-kyeong, que está ocupada com as filmagens de Special Citizen, ao lado do grande Choi Min-sik.

3. Shin Se-kyeong (1990)


Muitas qualidades fazem desta uma de minhas atrizes favoritas, mas a principal é sua escolha inteligente e variada de papéis. A carreira de Shin Se-kyeong teve início, simultaneamente, na TV com o drama épico The Land (SBS, 2004), e no cinema, com My Little Bride (2004), contracenando com uma também muito jovem Moon Geun-young.


Depois disso, sua carreira no cinema continuou, mas sem tanto impacto quanto o trabalho na TV. Tree With Deep Roots (SBS, 2011) foi seu primeiro grande desafio. Embora seja um drama épico espetacular, na época não me entusiasmei muito com o personagem interpretado por Shin Se-kyeong. Não que sua atuação deixasse a desejar, mas achei que ela era ainda muito novinha para contracenar com atores de peso como Jang Hyeok e Han Seok-kyeo. 


O lado bom desta aventura foi que a atriz deixou uma ótima impressão no diretor e na roteirista, que a convidaram para seu próximo sageuk, o ainda melhor Six Flying Dragons (SBS, 2015). O rosto de boneca e a voz aveludada e madura formam um belo contraste, fazendo de Shin Se-kyeong uma atriz muito atraente e ao mesmo tempo peculiar.


Shin Se-kyeong costuma ter uma boa interação com seus atores protagonistas, como visto, por exemplo, no drama The Girl Who Sees Smells (SBS, 2015), em que forma um adorável par romântico com Park Yoo-chun, além de interagir muito bem com o sexy Namgung Min. Espero que ela volte em breve com uma comédia romântica bem divertida, depois de tanto sofrimento de seus personagens nos épicos!

4. Park Mi-young (1986)

Park Mi-young é formada em Teatro e Cinema, pela Universidade de Dongguk.


Park Mi-young tem uma trajetória parecida com a da colega Shin Se-kyeong, exceto por ainda não ter investido (falta de tempo?) no cinema, com exceção do filme de terror The Cat (2011). Em compensação, na TV Mi-young adquiriu grande projeção nos últimos anos, contracenando com astros do porte de Yoo Seung-ho (Remember: War of the Son), Ji Chang-wook (Healer) e Lee Min-ho (City Hunter), com o qual teve um affair muito comentado (e reprovado por muitas fãs do galã). Teve a grata oportunidade de contracenar com o ator Kim Myeong-min, em A New Leaf, embora, infelizmente, o drama tenha deixado muito a desejar.


O primeiro papel importante de Park Mi-young foi no drama épico Sungkyunkwan Scandal, onde foi cortejada por três dos mais populares atores da atualidade, Yoo In-ah, Song Joong-ki e Park Yoo-chun. Fico imaginando se algum dia ela voltará a encontrar ao menos um dos três rapazes na TV (de preferência que seja num drama romântico).


Seu mais novo projeto internacional é o drama (wuxia) Braveness of the Ming, com Zhang Han, o que dá uma ideia da projeção e sucesso que a atriz vem atingindo.

5. Lee Yeon-hee (1988)

Lee Yeon-hee, ao contrário de muitas celebridades da atualidade (especialmente as cantoras pop), não ganhou protagonismo com tanta facilidade, e sua capacidade como atriz foi muito criticada, até o merecido reconhecimento vir com o drama Miss Korea.


Ela estreou profissionalmente como modelo (e talvez venha daí o preconceito contra a atriz), embora tenha se graduado em Artes Dramáticas pela Universidade de Chung Ang. Mas o fato é que Lee Yeon-hee tem intercalado com frequência projetos no cinema (Marriage Blue, Detective K: Secret of the Lost Island), e na TV (Hwajung, Ghost). Realmente, a primeira vez que vi a atriz, no drama Ghost, não fiquei nada impressionada, mas a série era tão boa que sua atuação insegura não chegou a atrapalhar a estória. Recentemente vi o drama Resurection (KBS, 2005), onde ficava muito mais clara sua inexperiência como atriz, embora sua beleza já chamasse muito a atenção. Finalmente Lee Yeon-hee encontrou o projeto de sua vida, Miss Korea (MBC, 2013), um drama que soube explorar com sucesso todo o potencial oculto da atriz. Ao lado do ator Lee Seon-Kyeon, ela brilhou e ainda provou ter um excelente timing para a comédia. 


A seguir veio o drama épico Hwajung (MBC, 2015), onde ela teve a oportunidade de contracenar com Cha Seung Won, e viver um belo romance com Seo Kang-Joon. Lee Yeon-hee ainda tem um caminho a percorrer pra revelar seu talento, mas aposto que a experiência só trará bons frutos à sua carreira.

6. Kang So-ra (1990)


Formada em Artes Cênicas pela Universidade de Dongguk, Kang So-ra debutou como atriz no thriller 4th Period Mystery (2009), mas obteve reconhecimento com o filme Sunny (2011). A partir daí a atriz concentrou seus esforços na TV, e com o drama musical Dream High 2 (KBS, 2012) revelou seu talento como cantora. Acima de suas qualidades como atriz está a simpatia e naturalidade, que agradam um número cada vez maior de fãs dos dramas coreanos. Tal é seu carisma, que no drama Doctor Stranger (SBS, 2014) Kang So-ra foi defendida com fervor por muitos admiradores, que gostariam de vê-la conquistando o coração do protagonista da trama (Lee Jeong-seok).


Se Kang So-ra perdeu para a rival neste drama que merece ser esquecido, ganhou na loteria ao protagonizar Misaeng (tvN, 2014), um drama perfeito, inesquecível, onde ela pôde contracenar com gente bacana como Lee Sung-min, Siwan, Kang Ha-neul e Byeon Yo-han. Infelizmente, parece que a atriz está fadada a alternar projetos brilhantes (como Misaeng), com dramas medíocres (Doctor Stranger), e seu drama seguinte foi a fraquíssima comédia romântica Warm and Cozy


Mas – ufa! – para compensar, logo em seguida veio outra pérola, Neighborhood Lawyer Jo Deul-ho (KBS, 2016), onde ela contracena com o fantástico Park Shin-yang (Sign). A seguir, seria maravilhoso ver nossa querida Kang So-ra protagonizar um drama romântico à altura de seu talento (seria uma boa ideia voltar ao lar da tvN, garantia de projetos inteligentes).

7. Jeong Yoo-mi (1984)


Uma atriz que parecia destinada a papéis secundários, ou de vilã em melodramas, mas que teve paciência e pouco a pouco conquistou o protagonismo merecido. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de Hanyang, Jeong Yoo-mi tem uma carreira sólida tanto no cinema quanto na TV. 


Seu último e maior sucesso foi com o drama épico Six Flying Dragons, no qual ela participou ativamente durante os longos, mas emocionantes, 50 episódios. Foi o drama que mais soube privilegiar a beleza etérea e a capacidade dramática de Jeong Yoo-mi.


A primeira vez que Jeong Yoo-mi chamou minha atenção foi no melodrama  A Thousand Days´ Promise (SBS, 2011), onde ela interpreta uma jovem emocionalmente frágil, que se apaixona por um Kim Rae-won (Punch) mais sexy do que nunca (o ator acabara de sair do exército). A seguir ela encarou uma vilã detestável, no romance Rooftop Prince. Seu último projeto é o drama Master - God of Noodles (KBS, 2016), co-protagonizado por Cheon Jeong-myeong e Jo Jae-hyeon.

8. Kim Seul-gi (1991)


Uma das maiores revelações dos últimos tempos, esta atriz, comediante e cantora tem uma carreira curta, mas meteórica e, felizmente, baseada unicamente no talento.

Depois de desenvolver suas habilidades como comediante no programa Saturday Night Live Korea, Kim Seul-gi passou para os dramas, em papéis pequenos, como o da hilária editora estressada em Flower Boy Next Door (tvN, 2013). Em Surplus Princess (tvN, 2014) ela volta a roubar a cena, e ganha cada vez mais destaque, até chegar ao primeiro papel protagonista, no mini-drama Splash Splash Love (MBC, 2015), formando um par romântico inesquecível com Yoon Doo-joon (Let´s Eat). Ela também formou uma dupla adorável com Yoon Hyeon-min, no drama Discovery of Romance (2014).


Mas foi em Oh My Ghostess (tvN, 2015) que Kim Seul-gi provou que pode ser a estrela de um drama. Alternando cenas cômicas e dramáticas com sensibilidade e delicadeza, a jovem atriz impressionou e recebeu a aprovação unânime do público. Só faltou a chance de beijar Jo Jeong-seok (de quem a atriz é fã declarada)... Mas oportunidades futuras não faltarão, não é mesmo, Kim Seul-gi?

9. Kim So-hyeon (1999)

A mais jovem do grupo, mas com um currículo de dar inveja a qualquer atriz veterana, Kim So-hyeon debutou na TV na mais tenra idade, com apenas 3 anos de idade, no drama Children of Heaven (KBS, 2002). A partir de 2007 sua carreira teve início para valer, e até hoje, já são 36 participações, entre cinema, TV e até como cantora (em trilhas musicais de dramas em que atuou: The Strange Housekeeper, Reset).


Apesar de todo o talento nato, a atriz não teve o privilégio de tornar-se uma celebridade da noite para o dia. Kim So-hyeon tem trabalhado duro para chegar aos merecidos papeis protagonistas nos dramas televisivos. Foram dezenas de participações especiais, principalmente fazendo o papel de atrizes protagonistas na infância. Ela foi a pequena Kim Min-seo, no épico The Moon That Embraces the Sun, uma sofrida adolescente Yoon Eun-hye, em Missing You, e uma rebelde Lee Bo-young, em I Hear Your Voice. Foi a partir de 2013, com o drama The Strange Housekeeper que Kim So-hyeon começou a ganhar papeis de maior destaque, chegando ao protagonismo absoluto com o drama escolar Who Are You: School 2015. Com este drama ficou claro que a jovem estava preparada para alçar vôos mais altos.


Este ano de 2016 tem sido o grande ano de Kim So-hyeon, que chegou à TV com dois dramas - Page Turner (drama special), e Nightmare Teacher – e dois filmes – Pure Love, e Princess Deokhye.

Kim So-hyeon com suas feições delicadas, mas olhar penetrante, me faz lembra demais da atriz Son Ye Jin, e estou certa de que ela tem o mesmo potencial para atingir o estrelato.

10. Kim Ji-won (1992)


Com apenas 23 anos, Kim Ji-won consegue convencer o espectador no papel de uma médica militar no drama Descendants of the Sun (2016), o maior sucesso em sua carreira até o momento. Mas ela também se passa perfeitamente por uma adolescente rebelde em Gap Dong, ou uma menina rica e mimada em The Heirs. Esta atriz tão magrinha tem a fama de roubar a cena, mesmo em projetos mais antigos, como no drama adolescente To The Beautiful You (2012). Veremos a atriz ainda este ano no drama épico Moonlight Drawn By Clouds (KBS, 20 ep.), com Park Bo-gum.


Kim Ji-won fez apenas três filmes (Romantic Heaven, Horror Stories 1 e 2), mas imagino que com o alvoroço causado pelo drama da escritora Kim Eun-sook, a atriz receba convites para projetos cinematográficos interessantes. Talento é o que não falta para a ‘brava’ Kim Ji-won.

21 de abr de 2016

A Hard Day (filme, 2013)


País: Coréia do Sul
Gênero: Policial, Ação
Duração: 111 min.

Direção e Roteiro: Kim Seong-hoon

Elenco: Lee Seon-gyoon, Jo Jin-woong, Sin Jeong-geun, Jeong Man-sik, Kim Dong-yeong, Shin Dong-mi.

Resumo

Em uma noite chuvosa o detetive de polícia Go Geon-soo atropela e mata um homem, mas, ao invés de comunicar a ocorrência, ele tenta esconder as provas do acidente. A partir deste evento trágico, Geon-soo irá experimentar o pior dia de sua vida...

Comentário

Se você acha pouco original usar o argumento da estória que se passa em apenas 24 horas, ainda assim pode se surpreender com A Hard Day. Com um ritmo frenético, e transbordante de humor ácido, A Hard Day traz o selo de qualidade do cinema coreano de ação.

A essência do filme é o duelo mortal entre Lee Seon-gyoon e Jo Jin-woong, dois atores igualmente talentosos e carismáticos. Lee Seon-gyoon talvez seja mais conhecido do público, por circular com versatilidade entre TV (Miss Korea, Goden Time, Coffe Prince) e cinema (Officer of the Year, Paju, Helpless). No entanto, o prestígio de Jo Jin-woong vem crescendo nos últimos tempos, especialmente com projetos de peso como o drama Signal (tvN, 2016), ou o filme Assassination (2015). De general heroico no drama épico Tree With Deep Roots (2011), a mercenário aventureiro no filme Assassination, Jo Jin-woong já provou sua habilidade para interpretar os mais diversos papéis. Sem contar que sua simpatia e talento para o humor evitam que fique marcado em papeis fortes como o do vilão de A Hard Day. O medo que seu personagem nos provoca em A Hard Day é facilmente substituído por simpatia e afeto no drama Signal, onde ele interpreta o inesquecível detetive de polícia Lee Jae-han.

Lee Seon-gyoon é Go Geon-soo, um detetive de polícia que, junto com seus colegas, não se constrange em cobrar propinas do comércio da região onde atua. Ao ser avisado pelo chefe (Sin Jeong-geun) de que a corregedoria de polícia está a caminho da delegacia para investigar seus atos ilícitos, ele sai correndo do funeral da própria mãe, para tentar apagar as provas de sua corrupção. É noite, chove, e Geon-soo dirige em alta velocidade, até que atropela um homem que surge do nada na estrada. Em pânico, ele joga o corpo do estranho no porta-malas do carro e vai embora. Agora Geon-soo tem dois grandes problemas a resolver: enfrentar um processo por corrupção, e o mais grave, evitar que descubram que atropelou e matou uma pessoa. A esta altura o leitor deve estar se perguntando como é possível simpatizar com um alguém de personalidade tão distorcida como o detetive Geon-soo. Bem, em primeiro lugar, é Lee Seon-gyoon na pele de Geon-soo. Não consigo pensar em outro ator que pudesse encarar este papel com tanta malícia, sem despertar antipatia, mesmo que seus atos sejam condenáveis e imorais. Além disso, Geon-soo não é um personagem unidimensional – o diretor (e roteirista) faz uma pausa para que conheçamos as motivações de Geon-soo, um pai solteiro, com uma filha pequena para criar, e que vive modestamente com a irmã (Shin Dong-mi) e o cunhado.

Na manhã seguinte ao ocorrido, Geon-soo é encarregado de encontrar um assassino de aluguel, mas, absurda coincidência, trata-se exatamente do homem que ele atropelou e matou. Para piorar as coisas, ele começa a receber ligações anônimas de alguém dizendo ter testemunhado o acidente. A partir daí a vida de Geon-soo vira de cabeça para baixo, e suas mentiras se transformam em uma grande e destrutiva bola de neve. Não sobra tempo para ele (e que dirá o espectador) respirar enquanto o misterioso Park Chang-min (Jo Jin-woong) o envolve num doentio jogo de gato e rato.

O diretor Kim Seong-hoon (Tunnel, 2016) consegue criar uma trama muito original e extremamente divertida. O aspecto mais interessante da estória, em minha opinião, é a motivação do personagem principal, o detetive Geon-soo. O que move o policial não é a vingança, ou a ganância, mas o mais puro desejo de sobreviver. O título do filme deveria ser “O Sobrevivente”, tal é a paixão e o desespero que esta situação extrema desperta no personagem.  No entanto, o diretor Kim não quis se render a um desfecho moralista – para minha surpresa, já que os filmes coreanos são famosos por não perdoar nem mesmo seus protagonistas. O fato é que Geon-soo não recebe a punição merecida, e nós não recebemos uma lição de moral finamente embalada, embora eu duvide que alguém se arriscasse a passar por tudo que ele passou, para viver este desfecho surpreendente... A Hard Day é diversão garantida, e o melhor de tudo, na companhia deliciosa de Lee Seon-gyoon!

14 de abr de 2016

Dame na Watashi ni Koishite Kudasai (drama, 2016)


País: Japão
Gênero: Comédia, Romance
Formato: Renzoku
Duração: 10
Produção: TBS TV


Direção: Kawai Hayato, Fukuda Ryosuke, Tsukikawa Sho
Roteiro: Yoshizawa Tomoko, baseado no mangá de Nakahara Aya

Elenco: Fukada Kyoko, Dean Fujioka, Miura Shohei, Nonami Maho, Ishiguro Hideo, Mimura.

Resumo

Solteira, desempregada, aos 30 anos de idade, Michiko é uma mulher desesperada, mas sem noção de como fazer para se encaixar na sociedade japonesa... Até reencontrar um antigo chefe, Kurosawa Ayumu, que lhe oferece casa, comida, e uma perspectiva de encontrar o amor verdadeiro...


Comentário

Dame na Watashi ni Koishite Kudasai  é uma adaptação do mangá homônimo de Nakahara Aya (Lovely Complex, Seishun no Tamago). Yoshizawa Tomoko faz um ótimo trabalho preservando o humor esperto e a malícia típica dos quadrinhos japoneses, mas também dando um toque agridoce ao mundo habitado pela simpática e atrapalhada Shibata Michiko.


Michiko (Fukada Kyoko) já passou dos 30, mas ainda se comporta como uma adolescente sonhadora e inconsequente. Apesar de viver sozinha em Tóquio (sua família administra um templo budista no interior), Michiko está desempregada e ainda sustenta os luxos de um jovem ídolo pop por quem se apaixonou perdidamente. Custa muito a Michiko se dar conta de que o rapaz a está explorando, sem o mínimo interesse amoroso. 



Com o coração partido, e sem um tostão no bolso, Michiko encontra por acaso seu antigo chefe, Kurosawa Ayumu (Dean Fujioka). Depois de flagrá-la numa situação humilhante, catando uma lata de comida para gatos no chão de uma praça, Kurosawa a contrata para trabalhar em seu novo empreendimento, um pequeno restaurante de bairro, batizado de Himawari. 


Ao descobrir que Michiko contraiu uma dívida para ajudar o namoradinho gigolô, Kurosawa a repreende rispidamente, mas novamente parte em seu resgate, emprestando dinheiro e deixando que ela more no segundo piso do restaurante. Apesar de seu jeito brusco e de poucos sorrisos, Kurosawa conquista aos poucos a simpatia de Michiko, por acolhê-la de braços abertos, agindo como um verdadeiro mentor para ela.

Convivendo intimamente com Kurosawa ela também descobre muitas facetas intrigantes do belo chefe, como ele ter sido um rebelde na juventude, ou ser apaixonado pela culinária. Ao largar o emprego de diretor de empresa para abrir um restaurante, Kurosawa acaba rompendo com a namorada de sete anos, Ikushima Akira (Nonami Maho). 


E para desgosto de Kurosawa, Michiko torna-se amiga e confidente de Akira. Akira é uma mulher forte e independente, e enquanto lamenta amargamente a perda do namorado, confessa a Michiko que o rapaz pode estar apaixonado por outra mulher, há muito tempo. Quem seria está pessoa? Haruko (Mimura), dona de uma floricultura que fornece plantas para o restaurante Himawari, é a viúva do irmão de Kurosawa. Michiko começa a suspeitar que Haruko seja o antigo amor de Kurosawa, e trata de incentivá-lo a declaras-se de uma vez para a cunhada.


Com o incentivo de Kurosawa, Michiko arruma um emprego de secretária em uma empresa, onde ela conhece o jovem Mogami Daichi (Miura Shohei). Daichi é um jovem executivo dedicado ao trabalho, e seu charme e simpatia logo conquistam a romântica Michiko. O rapaz sente ciúmes do chefe bonitão de Michiko, e embora ela negue a existência de qualquer sentimento romântico de sua parte por Kurosawa, aos poucos as coisas vão mudando. Ao morar e compartilhar suas pequenas preocupações diárias com Kurosawa, Michiko começa a vê-lo com novas luzes e percebe o grande homem que ele é...


Dame na Watashi ni Koishite Kudasai é um drama tão agradável, que mesmo seus pequenos defeitos devem ser perdoados. Apesar do tom por vezes antiquado, o humor delicado do drama é superior, e seus personagens são todos igualmente simpáticos. Aliás, este foi o aspecto que mais me agradou no drama: a ausência de vilões, ou personagens com segundas intenções. É muito satisfatório ver personagens, especialmente os secundários femininos, tendo voz para expressar seus sentimentos, e crescendo junto na trama. 


Ikushima Akira é o exemplo clássico da mulher bem sucedida profissionalmente, mas que sofre para encontrar o amor, à medida que o tempo passa. Nonami Maho (Gakkou no Kaidan) encarna com paixão e irreverência este personagem tão humano e divertido.

Miura Shohei (Hungry!, e Hanakimi 2011) é um ator que traz sempre ternura e honestidade aos seus papéis, e não foi diferente ao interpretar Mogami Daichi, o interesse romântico de Michiko.


Como eu não estava familiarizada com boa parte do elenco foi um prazer adicional conhecer atores tão interessantes, especialmente Dean Fujioka, perfeito no papel do sexy Kurosawa Ayumu. Aos 35 anos, Fujioka possui um currículo curto, mas diversificado, com passagens pelos EUA, Hong Kong, onde começou sua carreira de modelo e ator (August Story), e que o trouxe de volta ao Japão, onde dirigiu um filme baseado em fatos reais, I am Ichihashi - Journal of a Murderer. Um ator que pretendo acompanhar com muito interesse de agora em diante.


Mas quem surpreende mais neste drama é Fukada Kyoko, com seus 33 anos, e rosto de garotinha, e uma longa carreira no cinema (Samurai Hustle) e na TV (Second Love). Fukada é responsável por dar vida a este ser tão complexo que é Shibata Michiko. Ingênua, autêntica, romântica e absurdamente faminta! Sua fome por carne é uma bela metáfora sobre a fome de viver, de amar, de ser um ente completo e feliz... E nada melhor que um cozinheiro para “matar” esta fome de viver, em grandes bocados! Uma comédia deliciosa, sensível, que emociona mais pelos pequenos gestos, do que por eventos épicos.

3 de abr de 2016

Signal (drama, 2016)


País: Coréia do Sul
Gênero: Suspense, Policial, Drama
Duração: 16 episódios
Produção: tvN

Direção: Kim Won-suk
Roteiro: Kim Eun-hee

Elenco: Lee Je-hoon, Kim Hye-soo, Jo Jin-woong, Jang Hyeon-seong.

Resumo

O policial Park Hae-young encontra um walkie-talkie antigo que, misteriosamente, recebe sinais do passado. É assim que ele se comunica com o detetive Lee Jae-han, e os dois se unem para resolver casos de polícia. No entanto, eles logo descobrirão que alterar eventos do passado pode trazer graves consequências para suas vidas.

Comentário

Park Hae-young (Lee Je-hoon) é um oficial de polícia especialista em traçar perfis de criminosos. O jovem policial não conta com a simpatia dos colegas, por sua postura fria e distante. Na verdade, Hae-young é, contraditoriamente, um policial que não confia na polícia. Dois eventos distintos, mas marcantes na vida de Hae-young o tornaram reticente com a lei. Então, por que ele escolheu esta carreira? Isso ficará claro ao longo da estória...

O drama começa com Park Hae-young tendo um encontro com um repórter, que contrata seus serviços para fazer o perfil de celebridades envolvidas num escândalo (um triângulo amoroso envolvendo os atores Siwan, Kang So-ra e Byeon Yo-han – uma piadinha carinhosa do diretor com o elenco de Misaeng). Hae-young acaba sendo detido pela detetive Cha Soo-hyeon (Kim Hye-soo), sob suspeita de ser um ‘stalker’. Já na delegacia, esclarecida a confusão, Hae-young sai irritado por ter recebido uma reprimenda. É noite em frente à delegacia, e Hae-young houve uma voz abafada chamando por ele. A voz vem de um antigo walkie-talkie, e é o detetive Lee Jae-han (Jo Jin-woong) – (fique atento, pois esta primeira ligação é importante para entender o desfecho da trama). A princípio nenhum dois se dá conta do que se passa, mas aos poucos percebem que, enquanto um fala de 2016, o outro se encontra no ano 2000 (e em seguida, regredindo ainda mais no tempo). A partir daí eles se unem para tentar resolver crimes pretéritos e atuais. Com os conhecimentos de Hae-young sobre casos policiais não resolvidos, e as informações presenciais do detetive Jae-han nas ocorrências, eles tentar corrigir os erros do passado. Só que aos poucos eles percebem que mudar o passado trás consequências nem sempre bem vindas a quem vive no presente.

Ao ajudar a chefe de equipe Cha Soo-hyeon num antigo caso não resolvido do desaparecimento de uma criança, Park Hae-young chama a atenção das autoridades superiores, que dão ao casal a tarefa de investigar crimes graves arquivados (os chamados arquivos mortos). Soo-hyeon traz para o novo esquadrão seus colegas de confiança Kim Gye-cheol (Kim Won-hae, de The Whistleblower), um detetive muito resmungão, mas fiel, e Jeong Heon-gi (Lee Yoo-joon), um técnico forense.

Park Hae-young, obviamente, não conta a ninguém sobre suas conversas com o detetive Lee Jae-han, e de como sua ajuda é essencial para desvendar os casos mais complicados da história criminal do país. Só que Hae-young não sabe que sua chefe, Soo-hyeon, foi colega de Jae-han, no início de sua carreira, e era perdidamente apaixonada por ele. Passados 15 anos do desaparecimento misterioso de Jae-han, Soo-hyeon ainda sofre com a ausência do amado.

Signal é mais um roteiro brilhantemente arquitetado por Kim Eun-hee, autora de dramas impactantes como Sign, Ghost, e 3 Days. O mais interessante de se observar é como o trabalho da escritora vem evoluindo ao longo do tempo.  Impressionou-me a capacidade da autora em criar uma trama de “viagem no tempo” sem cair nos clichês típicos do gênero. Se a ideia de fazer os personagens se comunicarem através de épocas distintas não é exatamente original, as soluções encontradas pela escritora Kim são muito criativas e únicas. Problemas como o paradoxo temporal, e a consequente criação de universos paralelos me pareceram bem resolvidos com o artifício dos personagens viajarem indiretamente no tempo. No instante em que Park Hae-young, no presente, começa a comunicar-se e a trocar informações com o detetive Lee Jae-han, a história vai sendo alterada. No entanto, e é aí que está o ‘pulo do gato’, nenhum dos dois perde a consciência destas alterações, ou seja, eles conseguem viver duas ou mais realidades alternativas. Park Hae-young é um viajante do tempo que não usa uma ‘máquina do tempo’ clássica, seu transporte é simplesmente a consciência plena das alterações que provoca, no tempo e no espaço. Eu sei, é uma loucura, mas faz todo o sentido na estória. E é a única forma de explicar por que ele não se esquece do passado, mesmo quando este alterou completamente sua vida (exceto no último e impactante evento – que não deve ser revelado aqui!).

Vendo este drama, e como Kim Eun-hee vem amadurecendo como escritora, não pude evitar a comparação com sua colega Kim Eun-sook, que vem alcançando uma popularidade absurda com o drama Descendants of the Sun. É conhecida do público a admiração mútua entre as escritoras, mas, analisando friamente seus últimos dramas, não posso deixar de perceber que enquanto Kim Eun-hee se preocupa em criar roteiros de qualidade, Kim Eun-sook tem priorizado o sucesso imediato. Ora, é claro que uma coisa não precisa excluir a outra, mas foi-se o tempo em que Kim Eun-sook era admirada por dramas como The City Hall, ou Secret Garden. E não venha alguém querer me dizer que The Heirs, ou este último projeto, Descendants of the Sun, têm o mesmo nível de qualidade de seus primeiros dramas. Não é com leviandade que opino sobre o assunto, já que Kim Eun-sook sempre foi minha roteirista preferida.

Voltando a Signal, um dos únicos ‘defeitos’ dos roteiros de Kim Eun-hee era a debilidade de seus personagens femininos, nunca tão bem desenvolvidos ou interessantes. Mas até este problema ela conseguiu superar em Signal, ao criar uma protagonista fantástica, a detetive Cha Soo-hyeon. É claro que ajudou muito o fato de a personagem ser interpretada por uma atriz maravilhosa como Kim Hye-soo (The Face Reader, The Thieves). Cha Soo-hyeon foge completamente do estereótipo da policial durona, sem sentimentos. No presente a conhecemos como uma chefe de esquadrão muito encarnada no trabalho, pouco preocupada com a própria aparência, e com uma vida afetiva nula. Mas aos poucos descobrimos que ela tem muitos sentimentos represados, ocultos por um passado traumático, que envolve a perda de seu grande amor. Este lado mais romântico da estória é inesperado, mas muito bem vindo!

Falando em atores, que elenco incrível o de Signal. Nota-se que a produção foi muito criteriosa ao escolher os atores, quase todos profissionais experientes no cinema e na TV. Contracenando com a bela Kim Hye-soo, temos a fantástica dupla Lee Je-hoon e Jo Jin-woong. Vi dois filmes recentemente com Jo Jin-woong, A Hard Day (2014) e Assassination (2015), e embora ele faça o papel de assassino nas duas películas, são duas interpretações completamente distintas e igualmente brilhantes. E não posso esquecer sua bela participação nos dramas sageuk Chuno e Tree With Deep Roots. Lee Je-hoon, por outro lado, até Signal estava à espera de um grande retorno à TV, depois da fria recepção ao drama Secret Door. Conhecido por uma carreira sólida no cinema, com filmes com The Front Line, e Architecture 101, Lee Je-hoon vem aí com uma estreia promissora, Phantom Detective. Se eu fosse o ator, me apegava à tvN, pois a chance de participar de projetos criativos na TV é muito maior neste canal!

Tem tanto a se comentar sobre Signal, uma produção cuja qualidade está diretamente ligada a um nome: Kim Won-suk. O que mais me espanta na carreira deste diretor, é ele não ter se aventurado ainda no cinema, com todo o talento já comprovado em dramas como Misaeng, ou Sungkyunkwan Scandal. Mas ao menos o público de TV sai ganhando, ao poder desfrutar de um profissional apaixonado pela arte de contar estórias. Quem assistiu Misaeng, incluindo o especial sobre a produção do drama, pôde ter a exata noção sobre a dedicação quase obsessiva de Kim Won-suk com os mais ínfimos detalhes: cenário, trilha sonora, vestuário, nada escapa do olhar de águia do diretor. Mas o que mais me agrada no PD Kim é seu apreço pelos atores. Quem pode esquecer a emoção que ele conseguiu arrancar do inexperiente Siwan (Triangle), e demais atores, no drama Misaeng?

A sacada mais genial do PD Kim em Signal foi proporcionar ao espectador uma percepção mais imediata do tempo, dividindo o passado e o presente apenas mudando a lente das câmeras... No passado, temos a sensação de estar vendo um filme em 35 mm,(com as imagens ‘esticadas’ e a fotografia em tons mornos), enquanto que no presente, temos a imagem límpida e clara da alta definição (em cores mais frias, azuladas). A trilha sonora do passado também é distinta, com uma música incidental que lembra os filmes policiais dos anos 70. Cenário e figurino, que vão dos anos 80 até 2016, também são reproduzidos nos mínimos detalhes. Fico cansada só de pensar no trabalho de pré-produção do drama. Mas para o PD Kim deve ter sido uma diversão!

Já tem se especulado sobre a sequência de Signal, já que o final deixa esta possibilidade em aberto... Não sei se será possível reunir mais uma vez um elenco tão ocupado (especialmente com projetos de cinema), mas seria incrível ver esta turma junta para mais aventuras. Se porventura acontecer, estarei mais do que pronta a acompanhá-los!
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