13 de mai de 2015

Divorce Lawyer in Love (drama, 2015)


País: Coréia do Sul
Gênero: Romance, Comédia, Drama Legal
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Park Young-soon
Roteiro: Kim Ah-jeong

Elenco: Yeon Woo-jin, Jo Yeo-jeong, Sim Hyeong-tak, Wang Ji-won.

Resumo

Go Cheok-hee é uma advogada especializada em casos de divórcio, que trata muito mal os funcionários de seu escritório, incluindo o secretário So Jung-woo. Mas tudo muda quando Cheok-hee perde sua licença e não pode mais exercer a profissão, enquanto Jung-woo torna-se um advogado bem sucedido. O casal volta a se encontrar quando a advogada temperamental é contratada como secretária de Jung-woo.

Comentário

Parafraseando um velho ditado, “nada como um episódio depois do outro”, para descrever o que acontece com Divorce Lawyer in Love, um drama que começou mal, mas que melhorou muito a partir do quinto episódio, e merece uma segunda chance, embora a audiência já tenha despencado dramaticamente em sua terra natal. Felizmente, dois motivos me fizeram insistir no drama: Yeon Woo-jin (que já seria motivo o bastante, não é?), e a vontade de ver uma comédia romântica mais leve, em meio a tantos dramas bons, mas pesados ( Sensory Couple, e School 2015 são dois exemplos de dramas divertidos, mas que pendem mais para o suspense que para o romance).

A debilidade no roteiro de Divorce Lawyer in Love é o que mais chama a atenção, já que o elenco é excelente, e a direção (Park Young-soon, de 49 Days) é burocrática, mas não atrapalha em especial o andamento da estória. Em 2014, o canal SBS (através da Fundação SBS) organizou um concurso de roteiro, com a intenção de descobrir novos talentos. E o premiado foi Kim Ah-jeong, que, portanto, estreia profissionalmente com Divorce Lawyer in Love. O fato de o roteirista ser um homem não justifica a incapacidade de criar personagens femininos envolventes, mas a inexperiência de Kim Ah-jeong fica muito evidente, no caso deste drama. Kim se apoia na obra teatral “A Megera Domada” para tentar transpor a famosa comédia de Shakespeare para os dias atuais. A ideia é boa, já a sua execução, nem tanto. Primeiro, porque fica difícil gerar simpatia da audiência (essencialmente feminina) com um personagem antipático e grosseiro como a advogada Go Cheok-hee. Segundo, porque os personagens apresentados nos casos de divórcio não são nada interessantes (mesmo que eles sirvam de mera "escada" para os protagonistas).

Bem, expostos os pontos fracos, podemos ressaltar as qualidades que fazem de Divorce Lawyer in Love, um drama que ainda assim merece ser visto. Como eu já havia mencionado, o elenco desta comédia romântica é competente, são atores experientes e bem conhecidos do público. Jo Yeo-jeong já tem uma carreira muito bem estabelecida, tanto na TV quanto no cinema, embora em projetos com resultados irregulares (gostei dela no drama I Need Romance, e no filme The Target). Confesso não ter simpatizado a princípio com a advogada Go Cheok-hee, mesmo prevendo que o personagem iria ser “domado” pelo amor. Mas, tudo bem, como era óbvio, a advogada “má” transforma-se na profissional que todos admiram, embora continuem temendo. Aliás, parece que a moda agora nos dramas coreanos é criar personagens femininas chatas e mandonas – não confundir com inteligentes e bem sucedidas. Não há pior clichê que o ‘chaebol’ mimado, ou a jovem executiva fria e calculista. Mas enfim, desabafos a parte, quando Go Cheok-hee finalmente enxerga o charme do colega So Jung-woo, tudo muda em sua vida. Demorou, hem, para ela reconhecer que tinha um homem tão maravilhoso bem diante do seu narizinho, há tanto tempo... Ah, Yeon Woo-jin, a encarnação perfeita do bom moço! Como os colegas de escritório de Jung-soo mesmo dizem, “um sorriso de engravidar” (rará, boa essa). Ao contrário da terrível Cheok-hee, So Jung-woo é um personagem que nos encanta de cara, tanto por sua boa índole e inteligência, como por suas pequenas, mas naturais, fraquezas humanas. A mulherada se encantou com Yeon Woo-jin no drama Marriage, Not Dating (tvN, 2014), mas eu gostei mesmo foi do seu papel em Arang and the Magistrate (MBC, 2012). Um ator que, muito além da beleza, já provou seu talento tanto para o drama como para a comédia.



O casal coadjuvante também é muito agradável, especialmente Sim Hyeong-tak – adoro seu ar ‘dandy’ e seu charme irreverente. Com mais de trinta projetos em seu currículo, já passou da hora do ator ganhar um papel principal em um drama. Bem que o canal tvN, onde Sim Hyeong-tak esteve recentemente com o excelente drama gastronômico Let´s Eat, podia chamá-lo para protagonizar um projeto... E Wang Ji-won, que costuma interpretar mulheres frias e elegantes (I Need Romance 3, Fated to Love You), está ótima como a advogada Jo Soo-ah – pena que mais uma vez ela não terá sorte no amor.

Enfim, Divorce Lawyer in Love chega à metade de seu enredo, meio aos trancos e barrancos, mas ao menos permanece a curiosidade sobre o destino destes advogados neuróticos, mas muito charmosos...

30 de abr de 2015

Punch (drama, 2014)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama político
Duração: 19 episódios
Produção: SBS

Direção: Park Myung-woo
Roteiro: Park Kyung-soo

Elenco: Kim Rae-won, Cho Jae-hyun, Kim Ah-joong, Choi Myoung-gil, Seo Ji-hye, On Joo-wan, Park Hyuk-kwon, Kim Eun-soo, Lee ki-young, Kim Ji-young, Jeong Dong-hwan, Lee Han-wi, Song Ok-suk, Lee Young-eun.

Resumo

Park Jung-hwan é o promotor que lidera a equipe de investigação contra a corrupção federal de seu país. Para chegar a este cargo importante, Park comprometeu seriamente tanto sua ética pessoal, quanto profissional. Quando descobre que tem um tumor cerebral, e que lhe resta pouco tempo de vida, ele tenta corrigir seus erros passados. Para isso, Park precisa demover do cargo seu mentor, o chefe da promotoria pública federal Lee Tae-joon, bem como a ministra Yoon Ji-sook.

Comentário

Punch foi um dos grandes dramas de 2014, uma excelente trama política, com doses equilibradas de suspense e drama pessoal. Após o sucesso com o drama The Chaser (2012), o roteirista Park Kyung-soo (Empire of Gold, The Legend) volta à SBS com mais um thriller eletrizante, desta vez envolvendo as disputas pelo poder entre o executivo e o judiciário, representados respectivamente pela ministra da justiça Yoon Ji-sook (Choi Myoung-gil), e pelo chefe da promotoria federal Lee Tae-joon (Cho Jae-hyun). No centro do fogo cruzado entre estes dois personagens para lá de ambiciosos está o promotor Park Jung-hwan (Kim Rae-won).



Park Jung-hwan desviou-se do caminho da justiça em nome do poder e da fortuna ilícita, no momento em que conheceu Lee Tae-joon, há sete anos. Esta escolha custou-lhe não apenas a honra, mas seu casamento, e o respeito de colegas e superiores. Shin Ha-Gyung (Kim Ah-joong) é uma promotora séria e incorruptível, que não se conforma em ver o ex-marido usar o poder da justiça como moeda de troca com empresários e políticos influentes. Ela só não rompeu todos os laços com Park Jung-hwan por causa da filha, a adorável Ye-rin (Kim Ji-young). Enquanto Park Jung-hwan serve incondicionalmente a Lee Tae-joon, Shin Ha-Gyung apoia a ministra Yoon Ji-sook, inimiga política declarada do chefe da promotoria.

A situação fica ainda mais tensa quando o irmão de Lee Tae-joon, o empresário Lee Tae-sub (Lee ki-young) é investigado pela morte de um ex-empregado. Apesar de ser a única testemunha do crime, Shin Ha-Gyung é falsamente acusada de assassinato, e é presa. Quando Park Jung-hwan descobre que seu chefe tramou para incriminar sua ex-mulher, sente-se profundamente traído por este. É em meio a este dilema que Park Jung-hwan descobre estar muito doente, com um tumor cerebral incurável. Sabendo que tem pouco tempo de vida, ele decide confrontar o chefe, livrar Shin Ha-Gyung da cadeia, e tentar salvar o pouco de honra que lhe resta.



A trama de Punch lembra muito o estilo dos dramas da roteirista Kim Eun-hee, como Sign, ou Ghost. Portanto, para quem gosta de dramas policiais, ou thrillers, Punch é altamente recomendável. Mas acima de uma boa estória, está um grande elenco, e a direção segura de Park Myung-woo (Fashion King, Princess Ja Myung Go).

O ator Kim Rae-won já havia perdido bastante peso para interpretar um gangster no filme Gangnam Blues (2015), e para interpretar o promotor à beira da morte em Punch, emagreceu ainda mais, o que lhe deu um aspecto assustadoramente frágil, ainda mais para um homem de porte físico saudável, com seus 1,83 m de altura. Quem viu Kim Rae-won recém-saído do exército, no drama A Thousand Day´s Promise (2011), não pode deixar de se espantar com a transformação pela qual passou ultimamente. Com este visual ultrarrealista, e uma atuação visceral, do início ao fim, Kim Rae-won construiu um personagem inesquecível... O promotor Park Jung-hwan é um homem que vai do céu ao inferno, na luta por sua redenção, e pelo perdão de sua amada família.

A trama de Punch é muito bem elaborada, e no final de cada episódio há sempre um momento de suspense, que leva a uma consequente reviravolta. A tensão é tão grande que, sinceramente, eu não conseguia assistir mais de um episódio por vez... E boa parte da culpa é a dos “vilões”, que vão crescendo em número e armando mais e mais artimanhas para destruir nosso anti-herói, Park Jung-hwan. Cho Jae-hyun (Jeong DoJeon), como o promotor chefe Lee Tae-joon traz toda a sua bagagem de ator (cinema e TV) para criar um personagem odioso, mas incrivelmente humano. A amizade entre Lee Tae-joon e Park Jung-hwan é natural e verdadeira, até o último instante, embora não possa ser superada pela ambição e pelo desejo de vingança.

Se Lee Tae-joon é o vilão que você adora odiar, a ministra da justiça Yoon Ji-sook é um personagem bem mais complexo, que a princípio nos encanta, e progressivamente vai tornando-se mais e mais assustador. Choi Myoung-gil (Marry Him If You Dare) também aproveita muito bem a oportunidade de explorar o papel da megalomaníaca Yoon Ji-sook, até as últimas consequências. E (spoiler!) o pior é que Yoon Ji-sook arrasta consigo para “o lado do mal” o jovem promotor Lee Ho-sung (On Joo-won), que é tentado pelo poder, como foi anteriormente seu colega Park Jung-hwan.



Punch é o tipo de drama que me agrada especialmente, por dar tempo o bastante para que todos os personagens, por menores que sejam, tenham seu momento de aparecer e contar sua estória. Os promotores também tem um papel de destaque na trama: o eterno vassalo de Lee Tae-joon, Jo Gang-jae (Park Hyuk-kwon, sempre brilhante, por menor que seja o seu papel), a ambiciosa Choi Yeon-jin (a bela Seo Ji-hye), e o honorável promotor sênior Jung Gook-hyun (Kim Eun-soo), todos participam ativamente dos acontecimentos e tornam a estória mais rica e cativante.

Para não dizer que tudo gira em torno da política e do poder, os momentos de carinho e afeto entre Park Jung-hwan e sua filha Ye-rin são dos mais tocantes, de levar às lágrimas mesmo... E embora não tenha restado muito tempo para romance, Kim Rae-won e Kim Ah-joong formam um par belíssimo, e seria um prazer vê-los algum dia, juntos, em um drama romântico... Fica a dica!

9 de abr de 2015

Valid Love (drama, 2014)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 20 episódios
Produção: tvN

Direção: Han Ji-Seung
Roteiro: Kim Do-Woo

Elenco: Uhm Tae-woong, Lee Si-young, Lee Soo-hyuk, Lee Young-ran, Im Ha-ryong, Choi Yeo-jin, Park Jung-min, Seo Jung-yun, Han Eu-Ddeum

Resumo

Il-ri era apenas uma adolescente quando conheceu Hee-tae, um biólogo contratado como professor temporário na escola de meninas onde ela estudava. Ali eles se apaixonaram, mas apenas sete anos depois voltaram a se encontrar, e se casaram. O casal leva uma vida ordinária, até o dia em que Il-ri conhece o jovem carpinteiro Kim Joon, e seu amor pelo marido é posto à prova.

Comentário

A primeira coisa importante a ressaltar sobre Valid Love é que, ao contrário do que possa parecer (pela sinopse oficial), o tema central deste drama não é o adultério, mas todo o comprometimento emocional e familiar que envolve um casamento. Algum espectador desavisado pode decepcionar-se com a abordagem pouco romântica, ou sensual, sobre o triângulo amoroso de Valid Love, mas, se ele tiver um interesse verdadeiro, pode surpreender-se com a profundidade e o realismo das emoções despertadas pela estória. Valid Love, essencialmente, é um drama familiar, e um dos melhores que já assisti. A roteirista, Kim Do-Woo , é autora do inesquecível drama My Name is Kim Sam Soon (2005). Apoiado em atuações agradavelmente naturais, tanto do elenco jovem, como dos atores veteranos, e uma produção impecável – como já é de se esperar do canal de TV a cabo coreano tvN – o drama se desenrola como um episódio da vida real de uma família normal, que poderia muito bem ser a minha ou a sua. Alguém pode até argumentar que não há graça em acompanhar eventos triviais da vida de “gente como a gente”, e eu mesma tenho certa aversão a melodramas familiares, especialmente quando envolvem doenças terminais, ou tramas de vingança infindáveis. Felizmente, apesar de Valid Love desfilar uma boa dose de dramas familiares, é o modo como os mesmos são abordados que faz a diferença entre um dramalhão, e uma estória que merece ser contada e vista.

Lee Si-young é Il-ri, uma adolescente cheia de energia e com uma mente criativa, repleta de fantasias, e que é confundida por colegas e professores como uma criatura exótica, e um tanto desequilibrada. E é através do olhar perspicaz do professor de biologia Jang Hee-tae (Uhm Tae-woong), que conhecemos o valor desta jovem, altruísta, determinada, embora um tanto teimosa. E é exatamente uma visão um tanto fatalista de Il-ri, que a empurra para um destino muito aquém de seus sonhos brilhantes de infância. Il-ri é uma ótima desenhista, e poderia ter frequentado uma escola de artes, mas ao invés disso, resolve lutar para pagar os estudos da irmã caçula, trabalhando como pintora de paredes. E é enquanto pinta a fachada de um prédio, que Il-ri reencontra seu primeiro e único amor, o professor Hee-tae. Os dois reconhecem que nunca esqueceram um do outro, e acabam se casando. Apesar de Hee-tae ser o filho mais velho, o casal mora sozinho, em um apartamento no mesmo bairro dos pais dele. Mas, além de trabalhar como pintora, Il-ri vai todos os dias à casa dos sogros, ajudar a cuidar da cunhada (uma deslumbrante Choi Yeo-jin), que sofre de uma síndrome que a deixou paralisada dos pés à cabeça. Enquanto isso, Hee-tae trabalha em um instituto oceanográfico, e passa alguns dias fora de casa, em expedições de pesquisa em alto mar. Il-ri não reclama de sua rotina pesada, inclusive faz questão de cuidar da família do marido, pela qual nutre um grande carinho... Mas as pessoas parecem não se dar conta de que Il-ri é ainda muito jovem, e que nunca teve oportunidade de aproveitar a vida como teria direito, se não tivesse tantas responsabilidades sobre seus frágeis ombros.

Bem, as coisas começam a mudar quando Il-ri é contratada para pintar a oficina de um novo vizinho, um jovem carpinteiro chamado Kim Joon. O primeiro contato entre os dois não é dos mais amigáveis, já que Il-ri é alegre e tagarela, o oposto de Kim Joon, que é incrivelmente sério e taciturno. Mas aos poucos o carpinteiro vai se sentindo atraído por esta jovem de temperamento forte, mas de grande coração. E Il-ri, por sua parte, encontra em Kim Joon uma pessoa com a qual pode compartilhar suas angústias e pesares mais profundos.

No entanto, quando o clima de flerte e conhecimento mútuo está apenas começando, o marido de Il-ri descobre tudo, e sua reação é muito mais imatura e intempestiva do que se poderia esperar, para um homem de sua idade. E a possível separação de Il-ri e Hee-tae, na perspectiva das famílias de ambos, tem consequências muito maiores do que o fim do amor entre o casal. É como se costuma dizer, quando você se casa com alguém, está se casando com toda a família dele... E no amor verdadeiro as palavras ‘egoísmo’ e ‘individualismo’ devem ser banidas do seu dicionário, para o bem ou para o mal...


Uhm Tae-woong (Architecture 101, Dr Champ) e Lee Si-young (Golden Cross) já são atores veteranos, e suas interpretações são tão naturais e ao mesmo tempo tão fascinantes, que é difícil imaginar outros desempenhando tão bem seus papéis. Espero que Lee Si-young desista de vez de sua (tentativa) carreira como boxeadora e invista mais na de atriz, pois ela é simplesmente fantástica. Mas queria falar mesmo sobre Lee Soo-hyuk, que, com uma carreira de ator muito mais recente, tem tido a sorte, ou talvez melhor dizendo, a sabedoria de escolher bons projetos, especialmente na TV. Do drama White Christmas (2011) ao penúltimo trabalho de destaque, a comédia King of High School (tvN, 2014), Lee Soo-hyuk vem construindo uma imagem séria como ator, muito além da pura beleza física dos tempos de modelo profissional. Esta combinação de beleza angelical, melancolia e sensualidade faz de Lee Soo-hyuk um ator único e incrivelmente atraente. Por isso mesmo ele convence tão bem em Valid Love, com o jovem que exerce uma atração irresistível sobre os demais personagens, e ainda mais, sobre nós, espectadores...

12 de mar de 2015

Hot Young Bloods (filme, 2014)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama
Duração: 121 min.
Gênero: Drama, Adolescência

Direção e Roteiro: Lee Yeon-Woo
Produção: Kim Jin-Sub
Direção de Fotografia: Lee Jung-In, Kim Dong-Chun

Elenco: Park Bo-yeong, Lee Jong-suk, Lee Se-yeong, Kim Yeong-kwang, Kwon Hae-hyo, Kim Hee-won.

Resumo

Hot Young Bloods conta a estória de um grupo de adolescentes, em meio a uma existência pacata, na província de Heongseong, no início da década de oitenta.



Comentário

Hot Young Bloods retrata um dos períodos mais cruciais de nossas vidas, a passagem da adolescência para a idade adulta. Estamos na década de oitenta, em uma pequena cidade da província de Heongseong, e os estudantes da escola pública local têm pouco a fazer além de frequentar as aulas, ir ao cinema, e passear de bicicleta pela região. Ao contrário da geração atual, completamente envolvida pela tecnologia, os jovens de Hot Young Bloods vivem uma época ainda muito ingênua, e suas maiores preocupações são os primeiros amores, e um futuro profissional incerto. 


Young-sook (Park Bo-young) é a líder da gangue de garotas da escola e, apesar de sua figura delicada, consegue intimidar os colegas de ambos os sexos. Gwang-sik (Kim Young-kwang) é o chefe da gangue de rapazes da escola rival, e considera Young-sook sua namorada, embora esta o trate como um mero camarada. Young-sook curte uma paixão secreta (e antiga) pelo colega Joong-gil (Lee Jong-suk). Joong-gil era o melhor amigo de Young-sook na infância, mas agora procura ignorá-la, especialmente por ser alvo constante de bulling do brigão Gwang-sik. Joong-gil é um garoto sem grandes objetivos na vida, fora o de seduzir o maior número possível de garotas na escola. Ele realmente se considera o maior conquistador da cidade, e fica especialmente entusiasmado com a aparição de uma nova aluna em sua escola, So-hee (Lee Se-yeong), uma garota muito bonita, mas um tanto arisca.



Hot Young Bloods, de autoria do cineasta Lee Yeon-Woo (Running Turtle, 2009) tem um enredo que caberia muito bem em uma série de TV, mas como roteiro de filme, carece de uma “liga” que una os eventos da trama. Além do mais, o cineasta/roteirista demora demais para revelar os problemas pessoais dos protagonistas (traumas do passado, sofrimentos secretos atuais), que são essenciais para que o espectador possa compreender e se solidarizar com os mesmos. Quando finalmente entendemos os motivos para a rebeldia e solidão de Young-sook, ou a superficialidade emocional de Joong-gil, é quase tarde demais para empatizar com eles, como eles mereceriam.



Mas, apesar destas falhas cruciais no roteiro, Hot Young Bloods é um filme que merece ser visto e apreciado, ao menos pelas belas atuações do elenco jovem. E ao contrário do que se poderia pensar, não é Lee Jong-suk o grande destaque do filme, mas sim a jovem revelação Park Bo-young. A cada novo trabalho da atriz, fica mais claro seu talento diferenciado. Da delicada Soon-yi de A Werewolf Boy (2012) à rebelde Young-sook de Hot Young Bloods, Park Bo-young impressiona por sua maturidade, e pela paixão que imprime aos seus personagens. É um talento nato, que não se adquire em nenhuma escola de interpretação. E ela tem tido a oportunidade de atuar ao lado de outros atores jovens e talentosos, como é o caso de Lee Jong-suk e Kim Young-kwang (Plus Nine Boys). Aliás, quem ainda não pôde ver este filme, mas acompanhou os dois atores no recente drama Pinocchio (2014), terá a oportunidade de ver uma divertida inversão de poderes, com o pobre Lee Jong-suk sofrendo horrores nas mãos do malvado Kim Young-kwang. Apesar da choradeira e dos olhos roxos, é um prazer ver esta dupla junta mais uma vez!



Enfim, Hot Young Bloods é um filme agradável, que tem como crédito trazer qualidade ao cinema voltado ao público adolescente, tão carente, nos últimos anos, de boas estórias.

11 de mar de 2015

Mondai no Aru Restaurant (drama, 2015)


País: Japão
Gênero: Comédia, Drama, Culinária
Duração: 11 episódios
Produção: Fuji TV
Música tema: Mondai Girl, com Kyary Pamyu Pamyu

Direção: Namiki Michiko, Kato Yusuke
Roteiro: Sakamoto Yuji

Elenco: Maki Yoko, Higashide Masahiro, Nikaido Fumi, Takahata Mitsuki, Matsuoka Mayu, Usuda Asami, YOU, Suda Masaki, Yasuda Ken, Tayama Ryosei, Fukikoshi Mitsuru, Sugimoto Tetta.


Resumo

Tanaka Tamako e suas amigas resolvem abrir um simpático bistrô, na cobertura de um prédio. Mas elas terão de enfrentar a competição do empresário Ameki Taro, e seu restaurante vizinho, cujo chef é o ex-namorado de Tanaka, Monji Makato. Mais do que uma luta por mercado, é uma batalha contra o tratamento desigual e desrespeitoso que estas mulheres vêm recebendo da sociedade machista que as rodeia.



Comentário

Apesar de dar preferência aos dramas coreanos, sempre que descubro um bom drama japonês, tenho de admitir sua maior criatividade e ousadia, ao menos em termos de temática. Como o ano começou meio morno (ao menos para meu gosto) na TV coreana, fui buscar um dorama, e o tema culinário de Mondai no Aru Restaurant foi o que primeiro me chamou a atenção – realmente gosto de dramas sobre culinária, restaurantes, etc. Mas Mondai no Aru Restaurant é muito mais que um drama sobre o mundo da alta gastronomia (como Dinner, ou Pasta). O roteirista Sakamoto Yuji é conhecido por enfocar temáticas contemporâneas em seus dramas. Das complicações do casamento, em Saikou no Rikon, à dura vida das mães solteiras no Japão, em Mother, Sakamoto Yuji tem um olhar crítico e muito acurado sobre as idiossincrasias da cultura japonesa. Por isso, pode parecer estranho a primeira vista um homem escrever de forma tão contundente sobre a sociedade machista, mas Sakamoto consegue atingir todos os pontos nevrálgicos, sem concessões. Aliás, poucas vezes se viu num drama o machismo e a misoginia do homem japonês ser tratado de forma tão direta, e ao mesmo tempo, tão empática (ao menos para as mulheres). Por um lado, é uma pena que não tenha sido uma mulher a escrever uma estória tão verdadeira sobre o mundo feminino, mas, por outro lado, é bom saber que existem homens capazes de reconhecer e criticar as muitas injustiças sociais sofridas por nós, mulheres.



Mas Mondai no Aru Restaurant não é só drama, ou um mero libelo feminista - a comédia e o romance (mesmo que em doses agridoces) também estão garantidos. Além do ótimo roteiro, destacam-se em igual medida a direção, a cargo de Namiki Michiko e Kato Yusuke, e o elenco, especialmente o feminino.




Maki Yoko (Saikou no Rikon) brilha como a jovem empreendedora Tanaka Tamako, uma mulher que exala confiança e determinação. Mesmo nos momentos mais difíceis, Tanaka encontra forças para alcançar seus sonhos, e, principalmente, para vingar o assédio sofrido pela amiga e colega Fujimura Satsuki (Kikuchi Akiko), nas mãos do empresário Ameki Taro (Sugimoto Tetta, de Inpei Sousa). Para se livrar dos constantes maus tratos e humilhações dos superiores, Tanaka convida a colega Nitta Yumi (Nikaido Fumi: Melhor Atriz Iniciante no Festival de Veneza, pelo filme Himizu), o confeiteiro travesti Oshimazuki Haiji (Yasuda Ken, de Inpei Sousa) e a dona-de-casa Morimura Kyoko (Usuda Asami), para abrir um restaurante. Ela encontra um imóvel barato, no alto de um prédio de três andares, no bairro Jungumae, em Tóquio. Juntas, as amigas reformam o local abandonado, e o transformam num charmoso bistrô, que batizam de “Bistrô Fou”. 


Mas não foi coincidência Tanaka ter escolhido abrir seu bistrô justo em frente ao novo empreendimento do ex-chefe Ameki Taro. E além de competir com o asqueroso Ameki, ela irá aproveitar para por em pratos limpos sua relação fracassada com o sexy chef Monji Makato (Higashide Masahiro, de Goshisousan). E Tanaka consegue mais uma grande aliada na disputa com Ameki Taro, sua filha Ameki Chika (Matsuoka Mayu), uma chef de cozinha talentosa, que odeia o pai, por ter abandonado a família quando ela era criança. Completam o grupo de amigas de Tanaka, a boêmia Karasumori Nanami (YOU), e a suposta rival Kawana Airi (Takahata Mitsuki, de GTO).




Mondai no Aru Restaurant não é mais uma comédia gastronômica bobinha (embora apresente pratos lindos, de dar água na boca), e a “aspereza” de certas cenas pode às vezes chocar e incomodar, mas a humanidade das mulheres do Bistrô Fou nos faz torcer, não apenas para que consigam superar todos os preconceitos sociais, mas que possam, como diz uma das personagens “apenas viver feliz e honestamente”.

6 de mar de 2015

As Atrizes Poderosas do Drama Coreano


O Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado no próximo domingo, é uma boa oportunidade para listar algumas atrizes que têm se destacado no cinema e na TV coreana, nas duas últimas décadas.

A cada nova temporada, a TV coreana tenta lançar novos talentos femininos, muitos advindos do Korean Pop, e talvez, por isso mesmo, poucas carreiras acabam vingando. É claro que muitas atrizes jovens já provaram seu talento, mas não há nada como a experiência (pessoal e profissional) para transformar uma promessa em uma presença marcante na mente da crítica e do público.


O primeiro nome da lista não poderia ser outro: Kim Seon-ah. Poucas atrizes conseguem combinar popularidade e respeito profissional em igual proporção. Kim Seung-ah (1979) consagrou-se como atriz de TV, embora tenha intercalado sua carreira, de forma regular, com o cinema. Quando penso em Kim Seon-ah, penso numa atriz sempre disposta a transformações físicas, e a papéis desafiadores. Seu primeiro grande sucesso foi o drama romântico My Name is Kim Sam-soon (MBC, 2005), quando engordou vários quilos e despiu-se de qualquer vaidade feminina, para interpretar a confeiteira Sam-soon, que se apaixona pelo chaebol Jin-heon (um inesquecível Hyun Bin). Em seguida veio When It´s At Night (MBC, 2008), um drama não tão popular, mas que é um de meus favoritos, especialmente por sua grande química com o ator Lee Dong-gun. Neste drama, ela encarava mais um papel complexo, Heo Cho-hwi, uma mulher forte, e muito passional. Cho-hwi é uma funcionária de um museu, responsável pela preservação e segurança do patrimônio histórico e cultural de seu país. Mesmo com o surgimento de um interesse romântico, na forma do sedutor Kim Bum-sang, especialista em objetos arqueológicos coreanos, ela não perde o foco no seu trabalho. É divertido ver, para variar, o protagonista suar a camisa para conquistar a mocinha. Logo em seguida vem o que considero o melhor papel, até hoje, da carreira de Seon-ah, o da caipira Shin Mi-rae. No drama The City Hall (SBS, 2009), Seon-ah é uma garota esperta, mas um tanto ingênua, que trabalha como secretária no gabinete do prefeito de uma pequena cidade litorânea. Tudo muda com a chegada de um político poderoso de Seul, o deputado Jo Gook (Cha Seung-won). É difícil encontrar um par tão perfeito como o de Kim Seon-ah e Cha Seung-won, e uma estória de amor tão bonita! Shin Mi-rae é um personagem magnífico, uma mulher simples do interior, que, desafiada pelo amor, se torna uma grande líder política. O último drama da atriz foi I Do, I Do (MBC, 2012), mais uma comédia romântica, em que ela interpreta uma empresária poderosa, que vê sua carreira abalada por uma gravidez indesejada. Em termos de roteiro, é um projeto inferior, mas a atuação de Seon-ah é, mais uma vez, impecável.

Melhor filme: S Diary (2004).
Melhor atuação: Scent of a Woman (2011).
Trivia: Seon-ah já morou nos EUA e Japão.


Quando penso em uma atriz coreana no estilo das grandes estrelas de Hollywood, como Julia Roberts, por exemplo, me vêm imediatamente à mente Choi Ji-woo (1975), a eterna Yoo-jin, de Winter Sonata (KBS, 2002). Mas a carreira da atriz começou muito antes, em 1995, com os dramas Happiness e War and Love. Apesar dos papéis iniciais de mocinha frágil e romântica (Stairway to Heaven), Choi Ji-woo foi amadurecendo e escolhendo personagens que casam muito melhor com sua personalidade forte. Can´t Lose (MBC, 2011), por exemplo, foi o primeiro drama a mostrar um lado mais cômico da atriz, e em perfeita sincronia com seu par romântico, o ator Yoon Sang-hyun. Do alto de seus 1,73 m, Choi Ji-woo se impõe física e emocionalmente sobre o pobre marido, o colega advogado Hyung-woo. A advogada esquentadinha Eun-jae é meu personagem favorito interpretado por ela, entre os que pude acompanhar. É uma pena que ela tenha voltado ao melodrama, com Temptation (SBS, 2014). No cinema, Choi Ji-woo participou de um projeto muito interessante, o filme Actresses (2009), como atriz e co-roteirista.

Melhor par romântico: Bae Yong-jun, em Winter Sonata.


Para ficar na mesma geração das atrizes anteriores, falemos sobre Kim Jeong-eun (1976), mais conhecida pelo drama Lovers in Paris (SBS, 2004), primeiro sucesso da incensada roteirista Kim Eun-sook (The Heirs). Meu drama favorito da atriz é Lovers (SBS, 2006), no qual ela se apaixonava dentro e fora da telinha pelo ator Lee Seo-jin (pena que o romance não sobreviveu ao drama). Apesar de alguns papéis interessantes como no drama I Am Legend, Jeong-eun não tem tido muita sorte na escolha de seus projetos, e seu talento de atriz tem sido francamente mal aproveitado. Kim Jeong-eun também se destaca como cantora, e já apresentou com grande sucesso um programa de variedades musicais, o Kim Jeong-eun´s Chocolate.

Melhor par romântico: Lee Seo-jin “forever”!
Trivia: tem o mesmo nome do falecido ditador norte coreano.


Uhm Jung-hwa (1969) surgiu como cantora pop, mas logo migrou para a carreira de atriz, intercalando papéis no cinema e na TV. Se na TV a atriz é mais conhecida por protagonizar comédias românticas (He Who Can´t Marry, Witch´s Love), é no cinema que ela tem revelado seu talento para encarnar os mais diversos personagens... De escritora neurótica no thriller Bestseller (2010) a dona de casa sonhadora, no divertidíssimo Dancing Queen, Uhm Jung-hwa, com todo seu sex appeal, consegue convencer e emocionar o espectador, a cada novo trabalho. Sou uma grande fã da atriz, por seu charme, simpatia e grande talento cênico.

Melhor par romântico: acho que ainda está por vir, mas soltou faíscas com o jovem Park Seo-joon...
Trivia: é irmã do ator UhmTae-woong (Valid Love).


Um pouco mais jovem, mas com uma carreira impressionante, é a atriz Son Ye-jin (1982). O que impressiona no currículo da atriz é a maturidade na escolha de seus projetos, tanto no cinema, quanto na TV. O resultado é o reconhecimento do público e muitos prêmios ao longo de sua curta, mas prolífica carreira. No cinema, Son Ye-jin já encarnou personagens muito mais velhos e maduros, como no clássico April Snow, ou no melodrama A Moment to Remember. É engraçado que, hoje em dia, ela tem buscado papéis que condigam mais com sua idade, como em Chilling Romance, ou Pirates. De qualquer modo, Ye-jin é uma atriz sempre disposta a novos desafios, e que já deixou sua marca em projetos inesquecíveis, como o drama Alone in Love (SBS, 2006), ou o filme My Wife Got Married (2004). Uma bela atriz, cuja carreira vale muito a pena acompanhar.

Melhor par romântico: Lee Min-ki (Chilling Romance), e Bae Yong-jun (April Snow).

Há tantas outras atrizes que eu gostaria de citar, mas fico com estas, que são uma boa referência tanto no cinema quanto na TV coreana. Esta lista deveria incluir nomes como Soo-ae (que infelizmente, vem desacelerando sua carreira nos últimos anos, mas espero que volte em breve aos dramas), Lee Soo-kyeong (Lawyers of Korea), Kong Hyo-jin (Master´s Sun), Yoon Eun-hye (das mais jovens, minha favorita, mas falta-lhe experiência no cinema) e Kim So-yeon (I Need Romance 3).

21 de fev de 2015

Kang Koo´s Story (drama, 2014)




País: Coréia do Sul
Gênero: Romance, Drama
Duração: 2 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Hong Sung-chang
Roteiro: Baek Mi-kyeing

Elenco: Lee Dong-wook, Park Joo-mi, Shin Dong-woo, Jo Yeong-jin, Kim Byung-ok.

Resumo

Esta é a estória de amor entre um mafioso e uma jovem viúva, que cria seu filho adolescente em uma pacífica cidade litorânea chamada Kang Koo.

Comentário

Kang Koo´s Story é um melodrama romântico bem convencional, mas que encanta graças à presença marcante de Lee Dong-wook, e a uma fotografia deslumbrante (filmada em 3D), em meio a belas paisagens do litoral coreano.


Kyung-tae (Lee Dong-wook) é um mafioso que resolve ajudar a irmã e o sobrinho de um amigo que foi assassinado em um confronto com uma gangue rival. Ao completar um ano da morte do colega, Kyung-tae usa como desculpa a busca de terrenos para um novo empreendimento imobiliário no litoral, para se aproximar da família deste. Moon-sook (Park Joo-mi) é uma jovem viúva, que administra um pequeno restaurante de frutos do mar, com o qual sustenta a si e ao filho adolescente. Lee Kang-koo (Shin Dong-woo, de Flames of Desire) adora jogar futebol no time da escola, e sua personalidade é alegre, e ao mesmo tempo muito determinada.


A viúva parece não saber sobre a morte do irmão, e Kyung-tae não revela seu passado com ele. Quando chega à cidade, tudo que ele quer é ajudar secretamente Moon-sook, mas não pode evitar apaixonar-se por ela. A viúva, além de muito bonita, tem um grande coração, e conquista o tímido gangster. Ele também se apega a Kang-koo, um garoto cheio de energia, e de caráter forte, mas bondoso como a mãe, e fiel como o tio falecido.

As coisas se complicam quando um chefe mafioso rival (Kim Byung-ok) reivindica a posse das terras, nas quais está incluído o restaurante de Moon-sook. Kyung-tae se vê dividido entre salvar a vida da amada, que sofre de um diabetes gravíssimo, e bloquear o ataque da gangue rival.


O drama é dividido em dois episódios: a primeira parte é mais leve e romântica; o melodrama se instala com a sequência dos eventos, mas o desfecho é surpreendente e agradavelmente apresentado.

Lee Dong-wook está como gosto de vê-lo, forte, elegante, e com seu sorriso de moleque estampado no rosto. Este mini-drama me fez lembrar os melhores momentos de Lee Dong-wook em Scent of a Woman, e me deixou com saudades de seu incrível par romântico com Kim Sun-ah. Infelizmente, em TKKS o clima romântico nem chega aos pés de Scent of a Woman (ou mesmo de Hotel King), tudo por culpa da atuação morna de Park Joo-mi (A Gentleman´s Dignity, Blood). Em compensação, para quem é fã de Lee Dong-wook, sua presença é o que basta para desfrutar de duas horas em sua bela companhia.

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