24/04/2014

Miss Korea (drama, 2013)


País: Coréia do Sul
Gênero: comédia romântica
Duração: 20 episódios
Produção: MBC TV

Direção: Kwon Seok-jang
Roteiro: Seo Sook-hyang

Elenco: Lee Seon-gyoon, Lee Yeon-hee, Lee Ki-woo, Lee Mi-sook, Lee Sung-min, Song Seon-mi, Oh Jung-se, Choi Jae-hwan, Hong Ji-min, Go Sung-hee.

Resumo

O ano é 1997, quando o país enfrenta uma grave crise financeira, e Kim Hyung-joon, presidente de uma pequena fábrica de cosméticos, luta para livrar o negócio da falência. É assim que ele e sua equipe decidem preparar a jovem Oh Ji-young para concorrer a Miss Coréia, e promover seus cosméticos. Ji-young foi muito popular nos tempos de escola, mas, apesar de não ter perdido a beleza, agora trabalha como uma modesta ascensorista. Ji-young e seu “oppa” Hyung-joon serão aliados no sonho de ter um futuro melhor e, de quebra, superar as mágoas do passado.

Comentário (spoilers!)

Uma fórmula que inclui boa parte do elenco do drama médico Golden Time (Lee Seon-gyoon, Lee Sung-min, Song Seon-mi, Hong Ji-min e Jung Seok-yong), seu diretor, Kwon Seok-jang (My Princess), e a roteirista Seo Sook-hyang (The Lawyers of The Great Republic Korea), só podia ter como resultado um espetáculo inesquecível! A primeira parceria entre o PD Kwon Seok-jang e a roteirista Seo Sook-hyang foi no drama Pasta (2010), estrelado por Lee Sun-kyun. Pasta não é nem de longe um de meus dramas favoritos, mas Lee Seon-gyoon brilhou no papel do chef temperamental e misógino, Choi Hyeon-wook. Seo Sook-hyang já havia provado seu talento como escritora com o fantástico The Lawyers of The Great Republic Korea (2008), muito superior aos seus trabalhos seguintes, Pasta e Romance Town. Por isso mesmo, foi uma sorte esta equipe ter se reunido novamente para criar esta pequena obra prima televisiva.

Para começar, meu coração já bateu mais forte ao ver juntos mais uma vez Lee Seon-gyoon e Lee Sung-min, que já viveram duas parcerias inesquecíveis e divertidíssimas, tanto no drama Golden Time, como no filme Officer of the Year. Só que desta vez Lee Sung-min não é amigo nem mentor de Lee Seon-gyoon (ao menos no início da estória), mas seu pior inimigo... Lee Sung-min é Jeong Seon-saeng, um capanga que vive da intimidação dos clientes devedores de uma empresa de agiotagem. E nos primeiros minutos do drama vemos Jeong Seon-saeng quebrando a cara do pobre Kim Hyung-joon (Lee Seon-gyoon) quando este admite não ter como pagar o valor integral da dívida de sua empresa, a ViVi cosméticos. Desesperado com a iminência de perder o negócio, Hyung-joon decide arriscar uma última cartada com um golpe publicitário que envolve encontrar uma candidata ao concurso de beleza mais disputado do país, o Miss Coréia, conseguir que ela seja eleita e, finalmente, usar sua fama para promover a ViVi cosméticos. Um sonho maluco no qual embarcam seus parceiros de empresa, Go Hwa-jung (Song Seon Mi), Kim Hong-sam (Oh Jung-se), Kim Kang-woo (Choi Jae-hwan) e o próprio Jeong Seon-saeng, que acaba se revelando um mafioso de bom coração.

Mas quem terá o potencial para ser coroada Miss Coréia 1997? Hyung-joon não precisa parar um segundo para responder a esta pergunta... Porque para ele a mulher mais bonita do país é, e sempre foi, Oh Ji-young, seu primeiro amor. Nos tempos de escola, Oh Ji Young era a garota mais popular do bairro, e os rapazes se penduravam nas janelas do colégio para vê-la passar. No entanto, o tempo passou, Hyung-joon foi para a universidade e perdeu contato com Ji-young. Oh Ji-young parecia não ter grandes ambições profissionais, e acabou presa a um emprego de ascensorista em um grande centro comercial. Um destino triste para uma jovem tão bonita, confinada por sete anos dentro de um elevador... Quando Ji-young está a ponto de jogar tudo para cima e pedir demissão, surge Hyung-joon com a proposta de transformá-la na mulher mais admirada do país. A jovem hesita, surpresa e ainda magoada com sentimentos mal resolvidos de seu passado misterioso com Hyung-joon.

Apesar da aparente simplicidade de seu enredo, Miss Korea é um drama sólido, um verdadeiro drama de caráter. E embora encontremos muitos dos elementos de um drama coreano clássico, a roteirista procura desconstruir certas características deste tipo de obra, especialmente no que se refere aos personagens. Neste ponto, o drama se aproxima muito mais da linguagem cinematográfica, do que da televisiva... Várias vezes (enquanto assistia o drama) me peguei pensando que Miss Korea teria sido um grande filme... Mas, por outro lado, se fosse um filme não teríamos a oportunidade de desfrutar de mais tempo na presença de personagens tão encantadores, e tão humanos.

Ji-young e “oppa” Hyung-joon são, sem dúvida alguma, um dos casais mais adoráveis já vistos nos dramas coreanos. Mas seu romance, ao contrário da maioria dos casais da ficção, é dolorosamente real... Mas nem por isso menos interessante ou impactante. Lee Seon-gyoon mais uma vez consegue incorporar com naturalidade e graça um personagem que, é verdade, lhe caiu como uma luva. Quem admira e conhece a carreira deste ator há de concordar que ele poderia ser Hyung-joon na vida real. E quanto a Lee Yeon-hee, o papel de Ji-young foi a melhor oportunidade que ela poderia ter para desabrochar como atriz. Quem a viu no drama Ghost não acredita que se trate da mesma pessoa. Não sei se de lá para cá ela fez um curso intensivo de atuação, ou simplesmente encontrou o papel certo para mostrar seu verdadeiro potencial. Oh Ji-young é um personagem cuja complexidade vai se revelando ao longo da estória, de um mero rostinho bonito, a uma mulher que resolve tomar o destino em suas próprias mãos.

Assistir um drama que nos presenteie com um casal tão carismático, já seria o bastante, mas, felizmente, Miss Korea tem muito mais a nos oferecer. Se há uma coisa que detesto é um drama que use os personagens secundários como mera escada para os principais, ou mero passatempo para o enredo. Este é mais um ponto a favor, ou talvez a maior qualidade deste drama: os personagens não são secundários, eles são coadjuvantes da estória. O romance/embate entre Lee Sung Min e Song Seon Mi, por exemplo, é engraçado, e ao mesmo tempo tão repleto de emoção, que eles mereciam ter um drama particular só para eles. Mas o desfecho deste romance certamente satisfez aqueles que ficaram frustrados com o destino de Lee Sung Min e Song Seon Mi no drama Golden Time.

Outra que brilha no drama é Lee Mi-sook (A Thousand Days´Promise), como Ma Ae Ri, dona do Salão de Beleza Queen, ex-miss Coréia e missóloga. A presença marcante desta atriz é algo fora de série, não só por sua beleza clássica, mas por sua atuação madura e seu surpreendente dom para a comédia. Se fosse para escolher o personagem mais interessante da trama, ficaria com Ma Ae Ri, por representar todas as qualidades que uma mulher de caráter deveria possuir.

O ator mais prejudicado neste drama acabou sendo Lee Ki-woo, já que seu personagem, o empresário Lee Yoon, que era para ser o principal rival de Hyung-joon, acabou sendo apenas uma presença pálida e no máximo irritante na estória. É claro que não foi culpa de Lee Ki-woo ter sido deixado de escanteio com tantos outros personagens divertidos que passaram por Miss Korea. Mas cada vez que o via, me lembrava de papéis tão maravilhosos que ele já interpretou, como no drama Flower Boy Ramyun Shop, por exemplo, e ficava com peninha dele.

Pontos extras para a direção (especialmente de atores) e para ambientação impecável – já que o drama se passa nos - nem tão longínquos - anos noventa, mas muita coisa mudou de lá para cá. E é muito divertido ver que o mundo mudou mesmo, especialmente na área tecnológica – do pager para o telefone celular digital, do videocassete para o Blue-ray... E parece que o mundo também ficou um pouco menos ingênuo e romântico... Mas talvez seja apenas impressão minha.

18/03/2014

Os Bons Dramas Coreanos da Temporada


Nem deu tempo de lamentar o final dos dramas Miss Korea, I Need Romance 3 e Let´s Eat, pois uma leva fresquinha de novos dramas coreanos acaba de chegar. Veja o que vale a pena conferir entre os dramas em cartaz, e as novidades por vir...

Comédias Românticas: Sly and Single Again; Bride of the Century

Sly and Single Again (MBC, 16 episódios), antes chamado Cunning Single Lady, traz de volta a rainha da comédia romântica, Lee Min-jeong, que tem a sorte de sempre contracenar com os atores mais guapos da Coréia. Desta vez, o par romântico da Sra. Lee Byeong-hyeon é o ator Joo Sang-wook, da fama de dramas como TEN (2 temporadas) e Good Doctor.


Na Ae-ri não levou a sério a parte dos votos matrimoniais que mencionam “amar o cônjuge, na riqueza e na pobreza” e quando a empresa do marido, Cha Jeong-woo, não decola, ela pede o divórcio. Anos depois, Na Ae-ri rala muito para sobreviver, até descobrir que o ex tornou-se um homem de negócios de sucesso.

Vale conferir Sly and Single Again, especialmente pela surpresa agradável que é ver Joo Sang-wook em um papel cômico, mas sem perder o charme matador. O casal central tem uma boa química (ao menos nas brigas de gato e rato), e os personagens secundários são agradáveis (com exceção da família de Na Ae-ri), com destaque para a charmosa Kim Gyoo-ri-I (como a empresária Yeo-jin), e para o cantor Seo Kang-joon (como o jovem chaebol Seung-hyeon). Até o cantor L (acredite) não faz feio como o secretário Gil Yo-han.

Bride of the Century (TV Chosun, 16 episódios) é uma comédia romântica, com toques de fantasia e drama, ou seja, atira para todos os lados e, incrivelmente, consegue acertar no alvo... Isto se você entender o alvo como sendo o público adolescente e os românticos incuráveis, que não ligam para originalidade ou criatividade em demasia.


Bride of the Century não é um drama a ser recomendado enfaticamente, mas não há como negar o seu apelo pop, refletido na presença carismática de dois (quase) novatos: o cantor Lee Hong-gi (FT Island) e a meiguinha Yang Jin-seong. Yang Jin-seong (Secrets, 2013) surpreende ao cumprir muito bem a difícil tarefa de interpretar dois personagens fisicamente iguais, mas psicologicamente opostos. Como a heroína Na Doo-rim ela é uma jovem cheia de vida, um tanto ingênua, mas incrivelmente corajosa. Já como a antagonista Yi-kyeong ela é sombria, calculista e dissimulada. O ídolo pop Lee Hong-gi, por sua vez, acerta em sua atuação sóbria (quem não se lembra do ator como o loirinho Jeremy no drama You´re Beautiful?), e ao conseguir incorporar um herói romântico que é o sonho de qualquer adolescente.

Roteirista e diretor não se constrangem em aplicar todos os clichês possíveis e imagináveis do drama romântico fantástico, mas o resultado, é preciso admitir, não é dos piores. É o que classifico como “drama perfeito para ver no celular ou no tablet”.

Suspenses: God´s Gift – 14 Days; Three Days

É louvável a iniciativa do canal SBS de investir em duas megaproduções de suspense/ação, ao mesmo tempo. Nas segundas e terças-feiras você pode acompanhar o thriller fantástico God´s Gift, e nas quartas e quintas, a ação vertiginosa de Three Days. Duas ótimas pedidas!


God´s Gift – 14 Days (SBS, 16 episódios) é a volta da atriz Lee Bo-yeong ao drama fantástico, após o recente sucesso de I Hear Your Voice (também um thriller que misturava fantasia e suspense, mas com um viés mais romântico). Em God´s Gift – 14 Days, Lee Bo-yeon repete o papel da mulher de caráter forte, na pele da roteirista de TV Kim Soo-hyeon, casada e mãe de uma garotinha adorável, mas um tanto rebelde (Kim Yoo-bin-I).

God´s Gift – 14 Days é um drama imperdível, seja pelo elenco fantástico -além de Lee Bo-yeon, temos dois grandes atores de cinema, Jo Seung-woo (The Sword With No Name) e Kim Tae-woo (No Doubt), além do gatíssimo Jung Gyu-woon (Sign) -, pela qualidade do roteiro (Choi Ran-I, Iljimae), ou pela produção cinematográfica, sob a direção de Lee Dong-hoon (diretor de dramas românticos), em seu primeiro trabalho no gênero de ação.

 A segunda oferta da SBS TV no gênero de ação é Three Days, uma estória que se passa, como entrega o título, em apenas três dias. O agente do serviço secreto Han Tae-kyeong (Park Yoochun) tem apenas três dias para encontrar os responsáveis pelo atentado contra a vida do presidente da Coréia. Para isso, ele contará com a ajuda de duas belas mulheres, a policial Yoon Bo-won (Park Ha-seon, do drama Two Weeks) e a agente Lee Cha-yeong (So I-hyeon, de Who Are You).


Assim como God´s Gift, Three Days é uma superprodução, com direção e fotografia cinematográficas, e com elenco estelar. E quem conhece a veterana roteirista (embora ainda jovem) Kim Eun-hee-I, sabe que ela é craque no gênero suspense (vide Ghost e Sign).

Three Days é imperdível para quem é fã do ídolo pop e ator Park (Micky) Yoochun (Missing You), ou simplesmente curte um bom thriller.

Finalizando, mais um drama que deve atrair os amantes do suspense é Gap-dong, que deve estrear no dia 11 de Abril (sextas e sábados, na tvN, no lugar de Emergency Couple). Gap-dong é baseado na estória real da caça a um serial killer que aterrorizou o interior da Coréia nos anos 80 (os chamados “Assassinatos de Hwa-seong”), e que nunca foi preso. Enquanto o filme Memories of Murder (2003), do aclamado diretor Bong Joo-ho, retratava os fatos da época, o drama Gap-dong se passa nos dias atuais, quando o detetive Ha moo-yeom (Yoon Sang-hyeon) resolve reabrir os arquivos dos antigos assassinatos, em busca da redenção do pai, falsamente incriminado na época. O drama deverá ter um total de 16 episódios.


Tem mais: Não deixe de conferir Witch´s Romance (com Uhm Jung-hwa), Triangle (com o cantor Kim Jae-joong), It´s Ok, It´s Love (com Kong Hyo-jin e Jo In-sung) e Hotel King (com Lee Dong-wook e Lee Dae-hae, par romântico prévio em My Girl). Tem diversão e bons dramas para todos os gostos. Mal posso esperar! E vocês, algum palpite sobre quais são, ou serão, os melhores dramas de 2014?

28/02/2014

Officer of the Year (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: Policial, Comédia
Título Alternativo: The Apprehenders
Duração: 117 min.

Direção: Lim Chan-ik
Roteiro: Choi Jin-won, Lim Chan-ik, Yoon Soon-yong

Elenco: Park Joong-hoon, Lee Seon-gyoon, Lee Sung-min, Kim Jeong-tae, Choi Deok-moon, Joo Jin-moo, Lee Han-wi, Lee Won-hee.

Resumo

Na capital Seul, duas delegacias de polícia disputam entre si o título de número um na resolução de crimes violentos, e quase nunca jogando limpo...


Comentário

Uma das melhores comédias dos últimos tempos, Officer of the Year, consegue divertir sem cair no pastelão e, ao mesmo tempo, ser séria em alguns momentos, sem pieguice.

O filme começa com um narrador esclarecendo que os bairros de Seodaemun e Mapo abrigam uma enorme quantidade de bares e boates, o que atrai, consequentemente, crimes graves como tráfico de drogas e roubo. Alvo de constante pressão por parte dos oficiais superiores para atingir as metas de apreensão, os policiais de duas delegacias especializadas vivem em pé de guerra, competindo pelos melhores resultados. Os detetives da delegacia de Seodaemun são esforçados, mas seus métodos de investigação são um tanto caóticos...
Já a delegacia de Mapo é chefiada por Hwang Jae-seong (Park Joong-hoon), um policial de caráter obsessivo e determinado em estar sempre no topo. Sua tática é resolver os crimes que trazem mais pontos para a corporação, especialmente o tráfico de drogas. Para isto, Hwang conta uma rede de informantes dentro do mundo da contravenção, os quais ele protege numa troca pouco lícita de favores.


Os detetives da delegacia de Seodaemun parecem conformados com a inferioridade diante do esquadrão de Mapo... Até a chegada do novo chefe, Jeong Ee-chan (Lee Seon-gyoon), recém saído da academia de polícia. O det. Jeong não desperta muita confiança nos subordinados, com seu visual desleixado (o abrigo adidas e a boina de lã parecem colados ao seu corpo) e seu ar juvenil. A única preocupação real do det. Jeong é onde conseguir dinheiro para comprar um apartamento e casar com a noiva grávida. Ele é ameaçado diariamente pelo sogro, que não acredita na sua capacidade de sustentar uma família com o mísero salário de policial.


O det. Jeong só começa a agir seriamente ao ter dois meliantes capturados por ele (após atropelá-los por acaso, diga-se de passagem) literalmente roubados pelo det. Hwang. Furioso, Jeong descobre que o rival Hwang corre atrás da eficiência máxima em busca do título de “policial do ano”, o qual é agraciado não apenas com uma medalha, mas com um belo prêmio em dinheiro. Aí está o incentivo para o det. Jeong e sua equipe superarem finalmente a delegacia de Mapo.

O engraçado é que no começo da estória, você torce para que os simpáticos detetives da delegacia de Seodaemun consigam vingar-se dos rivais... Só que chega um momento em que é impossível não admitir que os policiais de Mapo não são apenas ambiciosos além da conta mas, simplesmente, ótimos profissionais.


Os atores Lee Seon-gyoon e Lee Sung-min fazem uma dupla deliciosamente divertida, parceria, aliás, que já se repetiu com grande sucesso nos dramas Golden Time e, mais recentemente, (a pérola) Miss Korea. Mas, para minha surpresa, o “duelo” entre Lee Seon-gyoon e Park Joong-hoon não ficou atrás em termos de empatia. Mas também não é de admirar, já que o ator Lee Seon-gyoon (que recebeu o apelido carinhoso das fãs de “The Voice”), além de supercarismático, é um queridão!


E, como costuma acontecer nos filmes coreanos, o elenco é recheado de figurinhas tarimbadas... Veteranos como Lee Han-wi (presente em um de cada três dramas coreanos), o “cara de buldogue” Joo Jin-moo, ou o comediante Lee Won-hee (em uma participação hilária, como o lunático Dr. Ko).


E, para finalizar, gosto sempre de destacar o currículo da produção que, neste caso é composta de gente multitalentosa. Lim Chan-ik, além de diretor, é editor, ator e roteirista e recebeu, merecidamente, por este filme o prêmio de Melhor Novo Diretor, no PaekSang Arts Awards, em 2012. Ele foi editor de outra ótima comédia, The Wedding Campaign, e trouxe o roteirista Yoon Soon-yong deste filme para ser seu parceiro no roteiro de Officer of the Year. Atualmente Lim Chan-ik está na TV, dirigindo o drama Cheo Yong: The Paranormal Detective. O terceiro roteirsta de Officer of the Year, Choi Jin-won, também está de volta à TV, a cargo do drama Big Man, com Kang Ji-hwan, que  estreia este ano.

14/02/2014

I Need Romance 3 (drama, 2014)


País: Coréia do Sul
Gênero: Romance
Duração: 16 episódios
Produção: tvN

Direção: Jang Yeoung-woo
Roteiro: Jeong Hyeong-jeong

Elenco: Kim So-yeon, Seong-joon, Nam Goong-min, Wang Ji-won, Park Hyo-joo, Yoon Seung-ah, Park Yoo-hwan.

Resumo

Shin Joo-yeon é uma produtora de um canal de TV de compras. Quando jovem, ela tinha uma personalidade alegre e otimista, mas as desilusões da vida a tornaram uma mulher que teme as próprias emoções... Até o dia em que Joo-wan, um músico bem sucedido surge, trazendo a Shin Joo-yeon, lembranças do passado, e a esperança de um amor futuro...

Comentário

Um dos dramas mais comentados de 2011 foi I Need Romance, uma aposta acertada da tvN ao produzir séries voltadas para um público adulto e menos conservador. Comparações não faltaram entre I Need Romance e séries gringas como Sex and the City, que abordavam os anseios típicos da mulher independente do século XXI. E embora não tenha sido tão ousado quanto as produções do gênero norte-americanas, I Need Romance fez sucesso por sua abordagem mais liberal (e realista) da vida sexual da mulher coreana da cidade grande. No ano seguinte, o canal de TV a cabo veio com a “continuação” I Need Romance 2, com novo elenco, e novos dramas românticos. Infelizmente, esta segunda temporada deixou a desejar, tanto em termos de elenco quanto de enredo. Sendo assim, foi com desconfiança, mas com uma pitada de esperança (especialmente devido ao elenco anunciado) que fui conferir a estreia de I Need Romance 3. Com dez episódios (de 16) que passaram voando, dá para garantir que esta é a melhor temporada até o momento. Com um clima mais romântico que sedutor, o drama nos envolve com personagens bonitos e carismáticos, em igual medida.

Apesar do romance ‘noona-donsaeng’ já estar um tanto ‘batido’, o casal principal (Kim So-yeon e Seong-joon ) nos conquista já no primeiro episódio. O fato dos dois terem se conhecido quando ele era apenas um bebê e ela era sua babá pode parecer, à primeira vista, uma tentativa de ousar e escandalizar, mas não é o caso, muito pelo contrário... O drama nos mostra, pouco a pouco, como a relação entre estes dois irá se reestabelecer, a partir de uma forte ligação emocional do passado, que nem o tempo pôde apagar.

O que mais gostei em INR3 foi o equilíbrio entre romance, comédia, e uma pitada de drama. A estória tem um ritmo agradável, deixando que os personagens se revelem gradualmente, dando tempo para que possamos compreender suas escolhas de vida. A roteirista Jeong Hyeong-jeong é autora solo das três temporadas de I Need Romance, e seu trabalho vem crescendo muito em qualidade com o passar do tempo. E Jang Yeoung-woo também havia dirigido I Need Romance 2, com muita competência, diga-se de passagem.

A atriz Kim So-yeon está mais linda do que nunca, e lhe cai muito bem o gênero comédia romântica. Admirei esta atriz desde a primeira vez que a vi, no drama Gourmet, e ela segue me surpreendendo, por escolher sempre papéis muito diferentes um do outro, tanto no cinema (Gabi), como na TV (Doctor Champ, Two Weeks). E o jovem Seong-joon, apesar de ainda estar engatinhando na profissão, também tem mostrado sua evolução como ator, a cada novo papel... Sem mencionar que seu charme e beleza são irresistíveis!

Muitas reviravoltas ainda nos esperam nos últimos capítulos deste romance, mas acho que I Need Romance 3 tem tudo para ser um dos bons dramas do ano, que está apenas começando...

12/01/2014

Lady Joker (drama, 2013)


País: Japão
Gênero: Drama, Policial
Episódios: 7
Produção: WOWOW TV

Direção: Mizutani Toshiyuki, Suzuki Kosuke
Roteiro: Takamura Kaoru (original), Maekawa Youichi

Resumo

Um empresário japonês é sequestrado, mas em seguida liberado pelos bandidos, que passam a chantageá-lo em troca de milhões em dinheiro, sem o conhecimento da polícia. Enquanto isso, o detetive Goda tenta descobrir quem são os criminosos, e desvendar seu plano brilhante e maligno.

Comentário

Lady Joker é mais nova adaptação para a TV de uma obra do brilhante escritor de romances policiais Takamura Kaoru. O canal de TV WOWOW já havia levado à telinha a mini série Marks no Yama, em 2010, com duração de 5 episódios. Agora o destemido detetive de polícia Goda Yuichiro volta em mais uma trama complexa e emocionante, em Lady Joker.

Como sempre, as novelas de Takamura Kaoru envolvem crimes intrincados e uma lista enorme de personagens, o que pode, a princípio, assustar e confundir o espectador. Entretanto, o autor dá espaço e tempo suficiente para que todos os personagens importantes sejam bem conhecidos e a estória acaba fluindo de forma intensa e envolvente.

Se em Marks no Yama os personagens centrais despertavam certo estranhamento, em Lady Joker tanto vítimas como bandidos geram interesse e empatia no espectador, tornando esta estória muito mais interessante que a anterior. E desta vez a polícia é retratada de forma ainda mais negativa pelo autor. A batalha de egos e os interesses políticos escusos fazem com que a luta do detetive Goda (Kamikawa Takaya) para solucionar o crime pareça estar perdida desde o princípio.

Por mexer em um grande vespeiro e fazer com que gente influente fosse exposta no caso “Marks no Yama”, o detetive Goda é “recompensado” com um rebaixamento, e é designado para uma delegacia afastada, onde é tratado como um mero recruta inexperiente. Mas nada abala a honestidade e a confiança de Goda e, ao se deparar com o caso do sequestro de Shiroyama Kyosuke (Shibata Kyohei), um importante empresário do ramo da cerveja, logo intui que algo muito mais complicado se passa por detrás deste crime.

Para não arruinar as surpresas da trama, convém discrição ao comentar os acontecimentos... Resumindo, “Lady Joker” é como se autodenomina (em cartas enviadas à imprensa) um grupo criminoso que realiza o sequestro ousado de um CEO de uma fábrica de cerveja. O pequeno grupo é composto de homens que, até então, nunca haviam se envolvido em qualquer atividade ilegal. A ausência de um passado criminal destes indivíduos, e seu plano secreto para extorquir dinheiro da cervejaria, deixa a polícia confusa, sem conseguir levar adiante a investigação. Somente com a intervenção do detetive Goda, que é designado para vigiar o Sr. Shiroyama, é que o caso começa a ser desvendado.

O ator Kamikawa Takaya (Iryu Sousa) mais uma vez brilha no papel do detetive de polícia Goda Yuichiro. Goda é um cavaleiro solitário, que aponta sua espada hora em direção aos criminosos, hora contra os próprios colegas, que desonram a profissão. Seu único aliado e amigo continua sendo o promotor de justiça Kano Yusuke (Ishiguro Ken), embora nem Kano consiga protegê-lo das garras dos colegas policiais corruptos.

Apesar do elenco grande e super competente, quem arrasa mesmo é o veterano ator Shibata Kyohei, como o Sr. Shiroyama, um homem que tem de enfrentar dilemas épicos para proteger sua empresa e a honra de sua família. Um personagem inesquecível, em uma trama policial das mais surpreendentes já escritas. Imperdível para os amantes do gênero policial, ou simplesmente de um bom suspense.

10/01/2014

Love Is Not Blind (filme, 2011)


País: China
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 110 min.

Direção: Teng Hua-Tao
Roteiro: Bao Jingjing, Teng Hau-Tao

Elenco: Bai Baihe, Wen Zhang, Zhang Jia-yi, Zhang Zi-Xuan, Wang Yaoqing.

Resumo

O que fazer quando um relacionamento de sete anos termina repentinamente? A jovem Xiaoxian passa por uma crise emocional ao ser abandonada pelo noivo, e terá de repensar suas expectativas sobre o amor.

Comentário

Love Is Not Blind é uma comédia romântica que procura retratar os relacionamentos pessoais e profissionais de um grupo de jovens adultos que vive em uma das maiores cidades do mundo, Beijing. Embora os filmes românticos taiwaneses sejam bem mais populares, a China continental também tem produzido bons filmes do gênero.

O diretor Teng Hua-Tao (mais conhecido por seu trabalho com dramas televisivos, como o recente Fu Chen, 2012) procura retratar os ângulos mais insólitos e a arquitetura mais charmosa e inovadora da capital chinesa. O resultado é um deslumbramento constante com o luxo dos ambientes frequentados pelos personagens desta película. Por outro lado, a estória é muito simples: garota leva o fora do namorado que, para piorar, a troca por sua melhor amiga. A partir daí vem todas as fases clássicas do rompimento de um relacionamento: choque, negação, revolta, tristeza e aceitação. Mas para superar o fim de um romance, nada melhor do que contar com a ajuda de um amigo ou, melhor ainda, de um novo amor.

Pode-se encarar a simplicidade do enredo de Love Is Not Blind como um ponto positivo, dando ao filme um tom realista, mesmo com o desfecho óbvio de uma comédia romântica. A personagem principal é uma jovem muito normal, com suas qualidades e defeitos e, felizmente, não sofre da “síndrome da mocinha chata” que vem assolando os dramas e filmes nos últimos tempos.  A atriz Bai Baihe interpreta Xiaoxian com tal naturalidade e delicadeza, que é impossível não simpatizar com a personagem.

Huang Xiaoxian leva uma boa vida, com um emprego estável, um apartamento bacana e um namorado perfeito. Ela sonha em ser pedida em casamento por Lu Ran (Guo Jingfei), após sete anos de namoro estável. Até o dia em que descobre estar sendo traída por Lu Ran, com sua melhor amiga, Jia Qi (Jiao Junyan). Chocada, Xiaoxian tenta entender o motivo do fracasso de seu relacionamento amoroso.

No trabalho em uma empresa de eventos, ela sofre ainda mais ao ter de organizar festas de casamento de outras pessoas. O colega de escritório Wang Xiaojian, que costumava pegar no pé de Xiaoxian por qualquer motivo, passa a ajudá-la a superar a dor da separação, e torna-se um grande amigo e confidente. Wen Zhang brilha no papel do neurótico Wang Xiaojian. Os trejeitos e manias de Xiaojian deixam Xiaoxian em dúvida sobre as tendências sexuais do rapaz, mas, quanto mais ela o conhece mais se dá conta de seu bom coração. O personagem Xiaojian é tão divertido e interessante, que fica a vontade de que ele tivesse uma maior presença no filme.



 
 

Love Is Not Blind não é um filme de altos e baixos, ou de grandes reviravoltas; a estória flui de forma muito natural e agradável. O único momento em que o filme sofre com uma quebra de ritmo é exatamente quase no final, quando Xiaoxian vai visitar uma cliente no hospital, uma senhora que espera se casar, embora esteja muito doente. A mensagem deste episódio é bonita, mas um tanto forçada, no contexto do filme.

No geral, Love Is Not Blind é um bom drama romântico, com momentos divertidos, outros tocantes, e com um elenco encantador.

16/12/2013

Os Melhores Dramas de 2013


Chegou a hora de relembrar os dramas que mais me emocionaram neste conturbado ano de 2013. Para ser politicamente correta, vou citar alguns dramas que não pude assistir (mas que já estão na lista dos dramas a ver, em breve), e que foram muito bem falados... E, finalmente, não podemos deixar de mencionar algumas decepções do ano.

Fazendo uma medição baseada unicamente na satisfação pessoal, eu diria que o ano de 2013 deixou a desejar... Embora boas lembranças venham à mente (como o drama Two Weeks), não houve um drama que possa ser considerado como uma experiência bombástica. Falando exclusivamente em dramas coreanos, não há um título que eu possa incluir na minha lista de melhores de todos os tempos... Quanto aos dramas japoneses, a estória é outra... Hanzawa Naoky e Lady Joker, só para citar dois exemplos, já podem ter orgulho em figurar na lista dos melhores dramas, ao menos da década. Por sinal, os dramas japoneses foram literalmente a tábua de salvação em meio ao marasmo predominante na produção de TV coreana este ano. O que falta em romantismo e ‘fashionismo’ aos dramas nipônicos, sobra em criatividade e ousadia. Se você é daqueles que só assiste dramas coreanos, não sabe o que está perdendo!

Acho que posso começar pelos dramas que (ainda) não assisti, mas que já reservei em meu HD para curtir no próximo verão... Nine: Nine Time Travels, segundo as críticas mais antenadas, traz o melhor do gênero ‘viagem no tempo’, com um roteiro original e inteligente. Um drama épico muito elogiado foi The Fugitive of Joseon (Mandate of Heaven) com o gatíssimo Lee Dong-wook, uma espécie de versão sageuk de Two Weeks. Secret, um melodrama romântico com todos os ingredientes de um makjang, é recomendado estritamente para os fãs do gênero e/ou do maravilhoso Ji Sung.

O meio termo fica com aqueles dramas que não fizeram feio, mas também não merecem prêmios da academia... The Master´s Sun: se não foi uma decepção absoluta, comprova (mais uma vez) a falta de habilidade das supervalorizadas irmãs Hong em levar um drama até o fim, sem deixar cair a peteca. Por mim, o que valeu foi ver o lindão So Ji-sub sair-se muito bem em um papel cômico, ainda que tivesse de driblar os diálogos tolinhos do drama.

The Good Doctor até merece estar na lista dos melhores do ano, exceto pelo fato de que não é um drama que eu penso em rever (uma prerrogativa pessoal para classificar um drama como ‘the best’). É tipo “foi bom enquanto durou”... O Bom Doutor tem uma estória simples, direta, fácil de acompanhar e, o principal, um personagem marcante, interpretado de forma brilhante pelo ator Joo Won. O que poderia ter sido uma oportunidade para abordar temas polêmicos, como o preconceito, e os eternos problemas da saúde pública, é desperdiçado com romances forçados e vilões cartunescos.

All About My Romance talvez tenha sido, no final das contas, o melhor drama romântico do ano, pela simples falta de concorrência no gênero. Suave e divertida, a estória de amor entre Lee Min-jeong e Sin Ha-gyoon serviu para embalar os corações sedentos de romance à moda antiga. O mesmo vale para Dating Agency Cyrano que, se não foi impactante ou revolucionário, foi mais satisfatório que muitos outros dramas mais incensados ao longo do ano.


O ‘crème de la crème

Two Weeks, Heartless City, I Hear Your Voice, Flower Boy Next Door, School 2013, Who Are You, Ten 2, Hanzawa Naoki, Lady Joker, Summer Nude.                                                                                
Quem viu gostou, e adoraria ver a sequência de Two Weeks, o drama mais elogiado do ano, e que deve render muitos prêmios à produção e elenco, especialmente a Lee Joon-ki, em mais uma atuação brilhante. Já falei bastante sobre a maioria dos dramas acima listados, assim, você pode clicar sobre os títulos para saber mais detalhes sobre os mesmos.




Olhando em retrospectiva, dá para perceber que este foi o ano dos dramas de ação... Além de Two Weeks, tivemos o surpreendente drama policial Heartless City, com atuação inesquecível de Jeong Kyeong-ho. O thriller japonês Lady Joker, em um ritmo lento, mas impactante, fez a alegria dos fãs de romances policiais, e do incansável detetive Goda. A sequência de Special Affairs Team Ten, com o super sexy Joo Sang-wook nos deixou na expectativa para a próxima (e derradeira?) temporada. Ainda assim, no topo da lista eu colocaria o drama Hanzawa Naoki, que não por acaso bateu todos os recordes de audiência no Japão. Imperdível!

Who Are You ficou no meio termo entre o suspense e o romance e, para uma produção tão modesta, o resultado foi dos mais satisfatórios. Destaque para a atuação madura de Kim Jae Wook, e para a simpatia de Taecyeon. Além do mais são dois lindões!


Prêmio “Algodão-doce”

Você, fã ardorosa de garotos lindos como Joo Won, ou Lee Min-ho, pode estar cega de paixão, mas a realidade não pode ser negada: podia ter sido melhor... No caso de Joo Won, o rapaz até conseguiu se redimir, ao pular agilmente de um detetive caricato em Level 7 Civil Servant, para um médico autista, em The Good Doctor. O rapaz tem sorte mesmo, pois ainda conseguiu fechar o ano com chave de ouro, com a ótima recepção ao filme Only You. Se Level 7 Civil Servant serviu para alguma coisa, foi para gerar uma série de recaps hilárias, despertando o melhor do bom humor dos fãs e blogueiros.

E o que dizer do drama que mais gerou expectativas em 2013,The Heirs? Parece até absurdo dizer que Heirs é a grande decepção do ano, quando se passa os olhos pelos principais fóruns de debate sobre dramas, voltados para o público adolescente. Mas, para quem conhece e admira (como é o meu caso) a roteirista Kim Eun-sook, a decepção com Os Herdeiros é inevitável. Nem mesmo os diálogos afiados, marca registrada da escritora, se fizeram presentes neste drama previsível e soporífico. Sinceramente, nem dá para culpar o elenco pela frustração gerada com Heirs, pois com um casting mais fraco teria sido terrível acompanhar até o final a trama. Cha Eun-sang é um dos piores personagens femininos já escritos, tão unidimensional que é difícil acreditar que tenha saído da mente de uma escritora experiente como Kim Eun-sook. A atriz Park Sin-hye nuca esteve tão adorável e, por isso mesmo, deve ter sido um desafio incrível para ela criar um personagem empático, com tão pouco conteúdo a sua disposição. Lee Min-ho e Kim Woo-bin também puderam provar o quão bons atores são, diante de personagens tão superficiais. Sinceramente, Kim Woo-bin foi minha única motivação para chegar ao final deste drama. E se você também for fã do rapaz (e de Lee Jong-suk), e quiser ver um drama escolar realmente bom, fique com School 2013, certamente o melhor do gênero do ano.

Quem diria que a mesma pessoa que escreveu o melhor drama médico de 2011, Brain (Yoon Kyeong-ah) voltaria com uma estória tão insossa como Medical Top Team? Para mim, esta sim foi a maior decepção do ano. Mais uma vez, o elenco fez milagres, com um roteiro que desafiou a paciência do fã mais ardente de dramas médicos. Se não fosse pela presença sempre marcante de Joo Ji-hoon (amo de paixão!) e do profissionalismo dos demais atores – Kwon Sang-woo, Jeong Ryeo-won, Oh Yeon-seo, Minho – nem estaria falando neste drama. Um desperdício de talento de partir o coração! Se não for arriscar assistir MTT, ao menos ouça sua trilha musical, uma das melhores do ano.

Marry Me If You Dare (Mirae´s Choice): ainda está entalado na minha garganta o desastre em que se transformou este drama que prometia ser o mais romântico do ano. Yoon Eun-hye e Lee Dong-gun é um par romântico encomendado no céu... Mas a bendita roteirista de Mirae´s Choice só pode ser a pessoa mais insensível da face da terra, para não ver isso. Dá vontade de ir correndo rever Lie to Me (e é o que vou fazer!).

E então, quais foram seus dramas favoritos de 2013? Se algum de seus favoritos não foi mencionado, conte para nós! E que 2014 seja um ano de muito romance, ação e, seria bom, um pouco mais de comédia nas nossas telinhas...

20/11/2013

Lovers (drama, 2006)


País: Coréia do Sul
Gênero: Romance, Drama
Duração: 20 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Sin Woo-cheol
Roteiro: Kim Eun-sook, Lee Man-hee

Elenco: Lee Seo-jin, Kim Jeong-eun, Jeong Chan, Kim Gyoo-ri.

Resumo

O encontro improvável entre a médica Mi-joo e o gangster Kang-jae. Mi-joo não resiste ao charme de Kang-jae, apesar de seus problemas com a lei. Mas a situação se complica quando ela descobre que sua vizinha, Yoo-jin, é amante de Kang-jae. Neste meio tempo, Mi-joo conhece Sae-yeon, filho de um grande empresário, chefe de Kang-jae.

Comentário

Lovers faz parte da sequência de dramas românticos que ficou conhecida como a “Trilogia Lovers” (Lovers in Paris, Lovers in Prague, Lovers). Na época, Kim Eun-sook ainda contava com o apoio de co-roteiristas para escrever seus dramas. Foi só a partir do drama On Air (2008) que ela, já tendo alcançado nome e prestígio no canal SBS, passou a assinar sozinha os roteiros. Em Lovers ela teve apoio do experiente roteirista de TV e cinema, Lee Man-hee (The Divine Weapon), que, imagino, deve ter se encarregado das cenas de ação do drama. Já o diretor Sin Woo-cheol ficou conhecido por sua parceria de sucesso com Kim Eun-sook, com quem trabalhou de Lovers in Paris, até A Gentleman´s Dignity (2012).

Em Lovers encontramos todos os elementos caros à escritora Kim Eun-sook, como o melodrama romântico, heroínas sonhadoras e heróis apaixonados, tudo isto embalado por diálogos afiados, e pitadas de comédia. Aliás, é graças à constante autocrítica e senso de humor dos personagens, que a roteirista consegue transformar um mero melodrama em uma estória agradável de ser acompanhada.

Para aqueles que têm sede de estórias puramente românticas, Lovers é um dos melhores títulos do gênero... Os melodramas românticos andam em baixa; analisando cuidadosamente os últimos dramas, a maioria das estórias de amor é ofuscada por conflitos mais prementes dos personagens (ambição, vingança, problemas familiares, etc). Mesmo o drama mais recente de Kim Eun-sook, The Heirs, tem sido por demais econômico no romance.




Kim Jeong-eun (Lovers in Paris, I Am Legend) é Yoon Mi-joo, uma cirurgiã plástica que trabalha em uma clínica de cirurgia estética em Seul. Ela é uma mulher alegre e espontânea, mas, como toda mocinha de drama, ainda não achou seu príncipe encantado. Antes de ir morar na capital, Mi-joo vivia em uma pequena ilha com seu pai, um pastor que administra uma capela e um orfanato. Certo dia, Mi-joo é procurada por sua irmã, que está grávida e foi abandonada pelo marido. Mi-joo fica revoltada e decide sair à caça do cunhado, mas, por uma série de mal entendidos, acaba confundindo ele com outro homem. E este homem é Ha Kang-jae (o super sexy Lee Seo-jin - Yi San, Soul), um capanga que trabalha para um empresário poderoso, um magnata que tem negócios lícitos (e outros nem tanto) em vários setores.



Depois deste encontro, uma série de eventos acaba por ligar ainda mais a médica a Kang-jae. Primeiro Mi-joo é convencida por uma paciente, Jeong-Yang-geum (Yang Geum-suk), a ir a um encontro arranjado com seu filho, Sae-yeon.  Acontece que Kang Sae-yeon (Jung Chan - King's Daughter, Soo Baek Hyang) é o filho único e, portanto, herdeiro do megaempresário Kang Choong-shik (Choi Il-hwaThe City Hall), justamente o chefe de Kang-jae. Sae-yeon fica encantado com a simpatia e espontaneidade de Mi-joo e a convida para um feriado na ilha chinesa de Hainan. E é neste local paradisíaco que Mi-joo irá reencontrar Kang-jae, e apaixonar-se de vez por ele. No entanto, de volta a Seul, a médica descobre que sua vizinha de porta é a amante de Kang-jae. Park Yu-jin (Kim Kyu-ri - Lights and Shadows) sonha em casar-se com Kang-jae, mas o rapaz, apesar de sustentá-la como a uma esposa, parece mais preocupado com os negócios do que com relacionamentos amorosos.



Mi-joo e Kang-jae sabem que seu amor é impossível, mas a paixão intensa que os envolve os une mais e mais ao longo do tempo. Como a filha de um reverendo e um mafioso poderão encontrar a felicidade juntos? A ficção virou realidade, na época, quando o casal de atores Lee Seo-jin e Kim Jeong-eun acabou se apaixonando. Não é difícil perceber a atração intensa entre o casal, nas muitas cenas ‘quentes’ de Lovers. Pena que na vida real eles não viveram felizes para sempre... Mas a bela estória de amor de Min-joo e Kang-jae deixa saudades naqueles que assistiram este drama.
 
 
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