16 de dez de 2013

Os Melhores Dramas de 2013


Chegou a hora de relembrar os dramas que mais me emocionaram neste conturbado ano de 2013. Para ser politicamente correta, vou citar alguns dramas que não pude assistir (mas que já estão na lista dos dramas a ver, em breve), e que foram muito bem falados... E, finalmente, não podemos deixar de mencionar algumas decepções do ano.

Fazendo uma medição baseada unicamente na satisfação pessoal, eu diria que o ano de 2013 deixou a desejar... Embora boas lembranças venham à mente (como o drama Two Weeks), não houve um drama que possa ser considerado como uma experiência bombástica. Falando exclusivamente em dramas coreanos, não há um título que eu possa incluir na minha lista de melhores de todos os tempos... Quanto aos dramas japoneses, a estória é outra... Hanzawa Naoky e Lady Joker, só para citar dois exemplos, já podem ter orgulho em figurar na lista dos melhores dramas, ao menos da década. Por sinal, os dramas japoneses foram literalmente a tábua de salvação em meio ao marasmo predominante na produção de TV coreana este ano. O que falta em romantismo e ‘fashionismo’ aos dramas nipônicos, sobra em criatividade e ousadia. Se você é daqueles que só assiste dramas coreanos, não sabe o que está perdendo!

Acho que posso começar pelos dramas que (ainda) não assisti, mas que já reservei em meu HD para curtir no próximo verão... Nine: Nine Time Travels, segundo as críticas mais antenadas, traz o melhor do gênero ‘viagem no tempo’, com um roteiro original e inteligente. Um drama épico muito elogiado foi The Fugitive of Joseon (Mandate of Heaven) com o gatíssimo Lee Dong-wook, uma espécie de versão sageuk de Two Weeks. Secret, um melodrama romântico com todos os ingredientes de um makjang, é recomendado estritamente para os fãs do gênero e/ou do maravilhoso Ji Sung.

O meio termo fica com aqueles dramas que não fizeram feio, mas também não merecem prêmios da academia... The Master´s Sun: se não foi uma decepção absoluta, comprova (mais uma vez) a falta de habilidade das supervalorizadas irmãs Hong em levar um drama até o fim, sem deixar cair a peteca. Por mim, o que valeu foi ver o lindão So Ji-sub sair-se muito bem em um papel cômico, ainda que tivesse de driblar os diálogos tolinhos do drama.

The Good Doctor até merece estar na lista dos melhores do ano, exceto pelo fato de que não é um drama que eu penso em rever (uma prerrogativa pessoal para classificar um drama como ‘the best’). É tipo “foi bom enquanto durou”... O Bom Doutor tem uma estória simples, direta, fácil de acompanhar e, o principal, um personagem marcante, interpretado de forma brilhante pelo ator Joo Won. O que poderia ter sido uma oportunidade para abordar temas polêmicos, como o preconceito, e os eternos problemas da saúde pública, é desperdiçado com romances forçados e vilões cartunescos.

All About My Romance talvez tenha sido, no final das contas, o melhor drama romântico do ano, pela simples falta de concorrência no gênero. Suave e divertida, a estória de amor entre Lee Min-jeong e Sin Ha-gyoon serviu para embalar os corações sedentos de romance à moda antiga. O mesmo vale para Dating Agency Cyrano que, se não foi impactante ou revolucionário, foi mais satisfatório que muitos outros dramas mais incensados ao longo do ano.


O ‘crème de la crème

Two Weeks, Heartless City, I Hear Your Voice, Flower Boy Next Door, School 2013, Who Are You, Ten 2, Hanzawa Naoki, Lady Joker, Summer Nude.                                                                                
Quem viu gostou, e adoraria ver a sequência de Two Weeks, o drama mais elogiado do ano, e que deve render muitos prêmios à produção e elenco, especialmente a Lee Joon-ki, em mais uma atuação brilhante. Já falei bastante sobre a maioria dos dramas acima listados, assim, você pode clicar sobre os títulos para saber mais detalhes sobre os mesmos.




Olhando em retrospectiva, dá para perceber que este foi o ano dos dramas de ação... Além de Two Weeks, tivemos o surpreendente drama policial Heartless City, com atuação inesquecível de Jeong Kyeong-ho. O thriller japonês Lady Joker, em um ritmo lento, mas impactante, fez a alegria dos fãs de romances policiais, e do incansável detetive Goda. A sequência de Special Affairs Team Ten, com o super sexy Joo Sang-wook nos deixou na expectativa para a próxima (e derradeira?) temporada. Ainda assim, no topo da lista eu colocaria o drama Hanzawa Naoki, que não por acaso bateu todos os recordes de audiência no Japão. Imperdível!

Who Are You ficou no meio termo entre o suspense e o romance e, para uma produção tão modesta, o resultado foi dos mais satisfatórios. Destaque para a atuação madura de Kim Jae Wook, e para a simpatia de Taecyeon. Além do mais são dois lindões!


Prêmio “Algodão-doce”

Você, fã ardorosa de garotos lindos como Joo Won, ou Lee Min-ho, pode estar cega de paixão, mas a realidade não pode ser negada: podia ter sido melhor... No caso de Joo Won, o rapaz até conseguiu se redimir, ao pular agilmente de um detetive caricato em Level 7 Civil Servant, para um médico autista, em The Good Doctor. O rapaz tem sorte mesmo, pois ainda conseguiu fechar o ano com chave de ouro, com a ótima recepção ao filme Only You. Se Level 7 Civil Servant serviu para alguma coisa, foi para gerar uma série de recaps hilárias, despertando o melhor do bom humor dos fãs e blogueiros.

E o que dizer do drama que mais gerou expectativas em 2013,The Heirs? Parece até absurdo dizer que Heirs é a grande decepção do ano, quando se passa os olhos pelos principais fóruns de debate sobre dramas, voltados para o público adolescente. Mas, para quem conhece e admira (como é o meu caso) a roteirista Kim Eun-sook, a decepção com Os Herdeiros é inevitável. Nem mesmo os diálogos afiados, marca registrada da escritora, se fizeram presentes neste drama previsível e soporífico. Sinceramente, nem dá para culpar o elenco pela frustração gerada com Heirs, pois com um casting mais fraco teria sido terrível acompanhar até o final a trama. Cha Eun-sang é um dos piores personagens femininos já escritos, tão unidimensional que é difícil acreditar que tenha saído da mente de uma escritora experiente como Kim Eun-sook. A atriz Park Sin-hye nuca esteve tão adorável e, por isso mesmo, deve ter sido um desafio incrível para ela criar um personagem empático, com tão pouco conteúdo a sua disposição. Lee Min-ho e Kim Woo-bin também puderam provar o quão bons atores são, diante de personagens tão superficiais. Sinceramente, Kim Woo-bin foi minha única motivação para chegar ao final deste drama. E se você também for fã do rapaz (e de Lee Jong-suk), e quiser ver um drama escolar realmente bom, fique com School 2013, certamente o melhor do gênero do ano.

Quem diria que a mesma pessoa que escreveu o melhor drama médico de 2011, Brain (Yoon Kyeong-ah) voltaria com uma estória tão insossa como Medical Top Team? Para mim, esta sim foi a maior decepção do ano. Mais uma vez, o elenco fez milagres, com um roteiro que desafiou a paciência do fã mais ardente de dramas médicos. Se não fosse pela presença sempre marcante de Joo Ji-hoon (amo de paixão!) e do profissionalismo dos demais atores – Kwon Sang-woo, Jeong Ryeo-won, Oh Yeon-seo, Minho – nem estaria falando neste drama. Um desperdício de talento de partir o coração! Se não for arriscar assistir MTT, ao menos ouça sua trilha musical, uma das melhores do ano.

Marry Me If You Dare (Mirae´s Choice): ainda está entalado na minha garganta o desastre em que se transformou este drama que prometia ser o mais romântico do ano. Yoon Eun-hye e Lee Dong-gun é um par romântico encomendado no céu... Mas a bendita roteirista de Mirae´s Choice só pode ser a pessoa mais insensível da face da terra, para não ver isso. Dá vontade de ir correndo rever Lie to Me (e é o que vou fazer!).

E então, quais foram seus dramas favoritos de 2013? Se algum de seus favoritos não foi mencionado, conte para nós! E que 2014 seja um ano de muito romance, ação e, seria bom, um pouco mais de comédia nas nossas telinhas...

20 de nov de 2013

Lovers (drama, 2006)


País: Coréia do Sul
Gênero: Romance, Drama
Duração: 20 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Sin Woo-cheol
Roteiro: Kim Eun-sook, Lee Man-hee

Elenco: Lee Seo-jin, Kim Jeong-eun, Jeong Chan, Kim Gyoo-ri.

Resumo

O encontro improvável entre a médica Mi-joo e o gangster Kang-jae. Mi-joo não resiste ao charme de Kang-jae, apesar de seus problemas com a lei. Mas a situação se complica quando ela descobre que sua vizinha, Yoo-jin, é amante de Kang-jae. Neste meio tempo, Mi-joo conhece Sae-yeon, filho de um grande empresário, chefe de Kang-jae.

Comentário

Lovers faz parte da sequência de dramas românticos que ficou conhecida como a “Trilogia Lovers” (Lovers in Paris, Lovers in Prague, Lovers). Na época, Kim Eun-sook ainda contava com o apoio de co-roteiristas para escrever seus dramas. Foi só a partir do drama On Air (2008) que ela, já tendo alcançado nome e prestígio no canal SBS, passou a assinar sozinha os roteiros. Em Lovers ela teve apoio do experiente roteirista de TV e cinema, Lee Man-hee (The Divine Weapon), que, imagino, deve ter se encarregado das cenas de ação do drama. Já o diretor Sin Woo-cheol ficou conhecido por sua parceria de sucesso com Kim Eun-sook, com quem trabalhou de Lovers in Paris, até A Gentleman´s Dignity (2012).

Em Lovers encontramos todos os elementos caros à escritora Kim Eun-sook, como o melodrama romântico, heroínas sonhadoras e heróis apaixonados, tudo isto embalado por diálogos afiados, e pitadas de comédia. Aliás, é graças à constante autocrítica e senso de humor dos personagens, que a roteirista consegue transformar um mero melodrama em uma estória agradável de ser acompanhada.

Para aqueles que têm sede de estórias puramente românticas, Lovers é um dos melhores títulos do gênero... Os melodramas românticos andam em baixa; analisando cuidadosamente os últimos dramas, a maioria das estórias de amor é ofuscada por conflitos mais prementes dos personagens (ambição, vingança, problemas familiares, etc). Mesmo o drama mais recente de Kim Eun-sook, The Heirs, tem sido por demais econômico no romance.




Kim Jeong-eun (Lovers in Paris, I Am Legend) é Yoon Mi-joo, uma cirurgiã plástica que trabalha em uma clínica de cirurgia estética em Seul. Ela é uma mulher alegre e espontânea, mas, como toda mocinha de drama, ainda não achou seu príncipe encantado. Antes de ir morar na capital, Mi-joo vivia em uma pequena ilha com seu pai, um pastor que administra uma capela e um orfanato. Certo dia, Mi-joo é procurada por sua irmã, que está grávida e foi abandonada pelo marido. Mi-joo fica revoltada e decide sair à caça do cunhado, mas, por uma série de mal entendidos, acaba confundindo ele com outro homem. E este homem é Ha Kang-jae (o super sexy Lee Seo-jin - Yi San, Soul), um capanga que trabalha para um empresário poderoso, um magnata que tem negócios lícitos (e outros nem tanto) em vários setores.



Depois deste encontro, uma série de eventos acaba por ligar ainda mais a médica a Kang-jae. Primeiro Mi-joo é convencida por uma paciente, Jeong-Yang-geum (Yang Geum-suk), a ir a um encontro arranjado com seu filho, Sae-yeon.  Acontece que Kang Sae-yeon (Jung Chan - King's Daughter, Soo Baek Hyang) é o filho único e, portanto, herdeiro do megaempresário Kang Choong-shik (Choi Il-hwaThe City Hall), justamente o chefe de Kang-jae. Sae-yeon fica encantado com a simpatia e espontaneidade de Mi-joo e a convida para um feriado na ilha chinesa de Hainan. E é neste local paradisíaco que Mi-joo irá reencontrar Kang-jae, e apaixonar-se de vez por ele. No entanto, de volta a Seul, a médica descobre que sua vizinha de porta é a amante de Kang-jae. Park Yu-jin (Kim Kyu-ri - Lights and Shadows) sonha em casar-se com Kang-jae, mas o rapaz, apesar de sustentá-la como a uma esposa, parece mais preocupado com os negócios do que com relacionamentos amorosos.



Mi-joo e Kang-jae sabem que seu amor é impossível, mas a paixão intensa que os envolve os une mais e mais ao longo do tempo. Como a filha de um reverendo e um mafioso poderão encontrar a felicidade juntos? A ficção virou realidade, na época, quando o casal de atores Lee Seo-jin e Kim Jeong-eun acabou se apaixonando. Não é difícil perceber a atração intensa entre o casal, nas muitas cenas ‘quentes’ de Lovers. Pena que na vida real eles não viveram felizes para sempre... Mas a bela estória de amor de Min-joo e Kang-jae deixa saudades naqueles que assistiram este drama.
 
 

4 de nov de 2013

O Melhor do Korean Rock&Pop 2013


Neste ano que está acabando, cheguei à conclusão, em retrospectiva, que a trilha sonora dos dramas refletiu a baixa qualidade dos mesmos. Poucos dramas épicos, igual a raras trilhas impactantes. Bons dramas, em geral, vêm acompanhados de músicas agradáveis e envolventes, salvas algumas raras exceções. Mas não consigo me lembrar de nenhuma trilha musical que valesse a pena ser ouvida na íntegra. Felizmente, para quem curte um bom kpop, ou krock, não faltou coisa boa para ouvir. Os músicos coreanos estavam inspirados e, do r&b ao hip hop, do pop ao rock, a lista de bons álbuns lançados é grande.

Fiz uma pequena lista daqueles que formaram o ‘top chart’ no meu music player... Os álbuns que vale a pena ouvir na íntegra, são:


Coup D'Etat, G-Dragon - O bonitinho G-Dragon (Kwon Ji-yong), começou sua carreira musical com apenas 5 anos de idade e, aos 25 anos, é uma estrela internacional do hip hop. G-Dragon ficou famoso ao fazer parte do Big Bang, grupo para o qual compôs muitos hits. Seu segundo álbum solo, o energético Coup D´Etat, tem participações especiais das norte-americanas Missy Eliot e Sky Ferreira, Boys Noise, Jeenie Kim, entre outros. Dá para ouvir tranquilamente o álbum inteiro, mas vale destacar as baladas “Black” (a versão com Jennie Kim, ou com a modelo Sky Ferreira), e “Window”; e a batida “groove” de “Who You?”.


Busker Busker – o grupo de indie rock lançou recentemente seu segundo álbum, depois de uma carreira meteórica, desde sua revelação no programa de TV Superstar K3. O trio é formado por dois músicos coreanos,Jang Beom-jun e Kim Hyung-tae, e um norte-americano, o baterista Brad Moore. O som dos caras é sofisticado, sem ser esnobe, e agrada em cheio ao povo que curte um pop-rock de qualidade. A balada “Love, At First” é uma pérola... Ouça e vicie no som do BB.


Por falar em baladas viciantes, um dos meus cantores favoritos é K.Will (Kim Hyung-soo, 31 anos), e seu último mini-álbum, Will in Fall é imperdível. A melhor balada do ábum é “You Don´t Know Love”. Confira também K.Will, The Third Album (2012-13).


Na minha lista de favoritos, o único que compete com K.Will em termos de voz e de qualidade nas composições é John Park. Aos 25 anos, apresenta uma maturidade e uma sofisticação impressionantes como cantor. Ouça seu primeiro álbum, Inner Child, e não deixe de conferir o mini-álbum de 2012, Knock.


Nell é uma banda já veterana do rock coreano, tendo sido formada no ano de 1999. O quarteto é composto por Kim Jong-wan (vocais, guitarra e teclados), Lee Jae-kyong (guitarra), Lee Jung-hoon (baixo) e Jung Jae-won (bateria). Quem curte o som de bandas britânicas como Radiohead, Travis ou Muse vai gostar do estilo do Nell. Dá para perceber que a influência da música eletrônica mais experimental vem crescendo ao longo dos últimos álbuns, e especialmente no último, Escaping Gravity. Para quem prefere um som mais britpop (mais no estilo de bandas como Travis, ou Coldplay) vale conferir os primeiros trabalhos do Nell, especialmente o belíssimo Separation Anxiety (2008). Também recomendo os discos Healing Process (2006) e Slip Away (2012). Quem assistiu o drama Two Weeks (2013) deve se lembra da música de abertura, “Run”, de autoria do Nell.


Ra.D – Ra.D, ou Lee Doo Hyun,  é um cantor e compositor que incorpora de forma brilhante ritmos como r&b, blues e hip hop. Entre os novos músicos coreanos, Ra.D talvez seja o menos incensado, mas certamente é o mais surpreendente... Ouça seu primeiro trabalho, o mini-álbum 작은 이야기 (Small Story). Se minha vida fosse uma comédia romântica, “Small Story” seria a trilha perfeita! Ouça “Something Flutters”, de Ra.D, na trilha sonora do drama Dating Agency: Cyrano.

30 de out de 2013

Hanzawa Naoki (drama, 2013)


País: Japão
Gênero: drama, suspense
Episódios: 10
Produção: TBS

Direção: Fukuzawa Katsuo
Roteiro: Yazu Hiroyuki, baseado em novelas de Ikeido Jun

Elenco: Sakai Masato, Ueto Aya, Oikawa Mitsuhiro, Takito Kenichi, Kitaoji Kinya, Kagawa Teruyuki, Morita Junpei, Kataoka Ainosuke, Shoufukutei Tsurube, Lily, Yamazaki Naoko.

Resumo

O herói desta emocionante estória é Hanzawa Naoki, gerente de empréstimos de um dos maiores bancos do Japão. Cedendo à pressão do chefe, ele concede um empréstimo de risco a uma empresa, cujo dono acaba declarando falência, e embolsando o dinheiro do banco. A Hanzawa só resta correr atrás do prejuízo e tentar, por conta própria, resgatar os milhões perdidos, e evitar sua demissão do banco.


Comentário

Hanzawa Naoki é uma adaptação de duas novelas do consagrado escritor Ikeido Jun. Por isso mesmo, não passa despercebido ao espectador a qualidade excepcional do roteiro deste drama. A estória é muito bem estruturada, em um thriller envolvente, com um herói cativante, algo raro de se ver hoje em dia. E a escolha do ator Sakai Masato não poderia ser mais acertada. Sakai Masato é um dos atores mais demandados pela TV japonesa, graças a papéis marcantes em dramas como Joker, ou o magnífico Legal High, já em sua segunda temporada. E em Hanzawa Naoki Sakai domina a cena do início ao fim, mesmo com um elenco grande e poderoso desfilando ao longo dos eletrizantes dez episódios da série.

Apesar do tema aparentemente árido do mundo das finanças, Hanzawa Naoki não chega a ser complexo a ponto de afugentar o espectador interessado em desfrutar de um bom thriller. Quando entra nos meandros das transações bancárias, o roteiro é muito didático, o que é ótimo, já que a maioria das pessoas não entende tanto do assunto. Mas o tema central é o da vingança pessoal e suas inevitáveis consequências.
 
 
O drama nos mostra a trajetória de Hanzawa Naoki, um homem que entrou no cruel e obscuro mundo das instituições financeiras, não para se tornar um grande executivo, mas para vingar uma tragédia familiar. Este homem é movido pela vingança e pelo ódio, mas seu comportamento pessoal é, contraditoriamente, o oposto... Hanzawa tem uma esposa bonita e sensível (Ueto Aya, a eterna Azumi), amigos fiéis, e colegas de trabalho que respeitam sua integridade e senso ético. Este é um personagem que nos provoca sentimentos conflituosos, pois sabemos que sua vendetta poderá prejudicar muitas pessoas inocentes... Mas, ao mesmo tempo, é impossível não simpatizar com uma pessoa que procura um pouco de justiça, em um mundo frio e materialista.


A estória começa na cidade de Osaka, em uma filial do Tokyo Chuo Bank. Hanzawa Naoki é responsável pelo setor de empréstimos do banco. Certo dia, o diretor do banco, Asano Tadasu (Ishimaru Kanji), pede que Hanzawa facilite um empréstimo de $500 milhões de yen para a empresa Nishi Osaka Steel. Hanzawa tenta primeiro verificar a estabilidade da empresa, mas é pressionado pelo chefe a repassar o valor imediatamente. Pouco tempo depois, descobre-se que o dono da empresa declarou falência, e embolsou o valor do empréstimo do banco. Hanzawa percebe ter caído em uma armadilha, quando Asano o acusa de ser responsável direto pelo grande prejuízo sofrido pelo banco. Desesperado, mas determinado, Hanzawa decide investigar o caso, e reaver os milhões ‘roubados’ pelo empresário, custe o que custar...


Quando se trata de suspenses, não gosto de entrar em muitos detalhes sobre o enredo, para não estragar a surpresa. Mas basta dizer que Hanzawa Naoki, além do roteiro sólido, tem uma produção digna dos grandes filmes, com destaque para a belíssima fotografia, além da atuação inesquecível de Sakai Masato.

26 de out de 2013

Watashi ga Renai Dekinai Riyuu (drama, 2011)


País: Japão
Gênero: Drama, Romance
Episódios: 10
Produção: Fuji TV

Música Tema: Love Story, por Namie Amuro
Música de abertura: Sit! Stay! Wait! Down! , por Namie Amuro

Direção: Ishii Yusuke, Namiki Michiko
Roteiro: Yamazaki Takako, Sakaguchi Riko

Elenco: Karina, Yoshitaka Yuriko, Oshima Yuko, Inamori Izumi, Tanaka Kei, Nakao Akiyoshi, Kurashina Kana, Gouriki Ayame, Koyanagi Yu, Aoyagi Sho.

Resumo

Nos dias de hoje, o que as mulheres mais desejam? Encontrar um grande amor, ter uma carreira de sucesso, ou ter amigos com quem contar nas horas difíceis? Fujii Emi , Ogura Saki e Shiraishi Misuzu  são três jovens mulheres que tentam descobrir o verdadeiro caminho para a felicidade...

Comentário

Watashi ga Renai Dekinai Riyuu (The Reason I Can't Find My Love) nos traz um tema caro aos dramas japoneses: a dificuldade de encontrar um lugar no mundo, especialmente para as mulheres. Em uma sociedade tecnológica, mas ainda extremamente machista e conservadora, ser mulher é – literalmente – padecer no paraíso. Watashi... segue o destino de três mulheres, no florescer de uma bela amizade, na descoberta do amor, e na luta por um espaço digno em suas carreiras profissionais.


Fujii Emi , Ogura Saki e Shiraishi Misuzu, as três amigas desta estória, são muito diferentes uma da outra e, a princípio, parece impossível que uma amizade verdadeira surja entre elas. Mas, quando as três passam a morar juntas – em uma bela casa antiga, emprestada pela tia de Misuzu – os conflitos, apesar de naturais, são superados pelo respeito e carinho mútuo que cresce entre as garotas.



Karina (Real Clothes, Summer Nude) é Fujii Emi, a mais velha das amigas, com 27 anos. Emi trabalha em uma companhia de iluminação de eventos. Ela não se importa em realizar tarefas pesadas, como carregar holofotes e cabos, e nem em ser a única mulher da empresa. Os colegas a tratam como um camarada, e Emi sente-se confortável neste meio... Até a volta do ex-colega e ex-namorado, Hasegawa Yu (Tanaka Kei), que havia passado alguns anos nos EUA.


Yoshitaka Yuriko (Galileo 2) é Ogura Saki, 24 anos, e a mais descontraída e falante das três amigas. Saki veio para Tóquio com o sonho de ser editora e escritora. Só que a realidade não é nada fácil e, para ajudar no sustento da mãe viúva e da irmã mais nova, Saki terá de aceitar trabalhos pouco dignos... Mas nem por isso ela abandona o sonho de ter uma carreira de sucesso. Saki proclama seu ceticismo sobre o amor... Até o dia em que conhece Shiraishi Takumi (Hagiwara Masato), o chefe da amiga Emi. Saki se apaixona antes de descobrir que Takumi é casado, justamente com Shiraishi Misuzu (Inamori Izumi), diretora de uma grande produtora de eventos. Uma observação sobre a atriz Yoshitaka Yuriko: apesar de ela ter desagradado os fãs de Galileo com sua participação desastrosa na segunda temporada do drama policial, achei que ela se saiu muito bem no papel de Ogura Saki.



Por fim, temos Hanzawa Mako (Oshima Yuko), 22 anos, uma jovem tímida e ingênua, que sonha em encontrar um grande amor, mas que sempre acaba escolhendo o homem errado (o que vai acabar lhe custando o emprego além de muita desilusão no amor). Mas é graças à forte amizade que une estas mulheres, que elas serão capazes de apoiar umas às outras, e encontrar a felicidade verdadeira.




Existe uma série de dramas japoneses que abordam os dilemas da mulher moderna, de uma forma realista, mas não menos interessante ou agradável. Já nos dramas coreanos é mais difícil encontrar temas semelhantes, embora haja algumas exceções, como, por exemplo, The Woman Who Still Wants to Marry, ou Dalja´s Spring. É por isso que, como mulher, me agrada tanto assistir este gênero de drama japonês.
 

 
Watashi ga Renai Dekinai Riyuu é mais uma boa indicação para quem gosta de acompanhar uma estória sensível sobre o dia-a-dia de mulheres vivendo dramas que poderiam ser os seus, ou os meus... Em alguma fase de nossas vidas passamos, ou passaremos por situações semelhantes às destas três amigas. A jornada de Emi, Saki e Misuzu é repleta de desafios, algumas decepções e tristezas, mas também de esperança e realização.

21 de out de 2013

My P.S. Partner (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 114 min.

Direção: Byun Sung-hyun
Roteiro: Byun Sung-hyun, Kim Min-soo-I, Kim Soo-A

Elenco: Ji Seong, Kim Ah-joong, Shin So-yul, Kang Kyeong-joon, Kim Seong-oh.

Resumo

Yoon-jeong liga por engano para um estranho (Hyeon-seong), achando ser seu o namorado, e acaba fazendo sexo por telefone com ele. Dias depois, bêbado e deprimido pelo fim de um longo relacionamento, Hyeon-seong liga para Yoon-jeong, e os dois acabam se conhecendo melhor.


Comentário

Apesar do tema picante, My P.S. Partner surpreende pelo romantismo e pela discussão séria sobre os relacionamentos complicados entre homens e mulheres. Outros filmes coreanos do gênero (como Petty Romance, ou You Pet) já tentaram misturar, sem sucesso, comédia romântica com uma pitada de sexo. Em My P.S. Partner os roteiristas acertam na dose, usando o sexo como fio condutor da estória, mas sem cair no mau gosto. O quase novato Byun Sung-hyun (diretor e roteirista de The Beat Goes On, 2010), faz um excelente trabalho, filmando com sensualidade, vibração e, ao mesmo tempo, muita leveza, as cenas de amor entre os casais. E dá para perceber a mão feminina de Kim Soo-A, co-autora do roteiro, ao criar personagens que falam e vivem como mulheres reais. Kim Soo-A é autora de outro grande filme sobre relacionamentos amorosos, The Worst Man of My Life (2007).



O elenco de apoio é discreto, mas muito divertido. O destaque vai para Shin So-yul (Ugly Alert), como So-yeon, a ex-namorada de Hyeon-seong. Apesar da osadia de suas cenas com Ji Seong, a atriz não perde a elegância, e mostra grande talento dramático. Kang Kyeong-joon (o professor de educação física de To The Beautiful You) também está muito bem no papel de Seung-joon, namorado de Yoon-jeong.
 
 
Mas é claro que as estrelas do filme são o casal central, Kim A-joong e Ji Seong. A escolha dos atores não poderia ter sido mais perfeita. Kim A-joong (Sign) prova, mais uma vez, seu talento para a comédia. Mesmo com sua beleza exuberante, a atriz não se prende ao visual, procurando sempre papeis que lhe dêem a oportunidade de mostrar sua capacidade interpretativa. Ela já tinha revelado seu lado cômico e sua bela voz no filme 200 Pounds Beauty (2006). Em My P.S. Partner ela volta a cantar, e sua voz é muito bem explorada nas falas ao telefone, criando as cenas mais excitantes e divertidas do filme. E Ji Seong (Protect the Boss) é o par perfeito para Kim A-joong, por sua naturalidade, seu ar juvenil, e seu grande talento dramático. Como Kim A-joong, ele consegue transpirar sensualidade num instante, e fragilidade quase infantil no seguinte. Ah, e ele também canta muito bem!


O filme me agradou especialmente por dar tempo para que a amizade se desenvolvesse entre o casal, para que os dois se conhecessem a fundo, antes de descobrir o amor. Primeiro veio a paixão, seguida pela amizade e, finalmente, pela descoberta de um grande amor. Uma bela comédia romântica, para aquele público cansado de ver adultos sendo retratados como pseudo-adolescentes no cinema.
 
 
Não importa que o final não seja surpreendente – afinal, é uma comêdia romântica – o que importa é o que acontece enquanto os personagens se apaixonam.

20 de out de 2013

A Semana em Review



Nos últimos dias nos despedimos de alguns dramas, e demos as boas vindas a muitos outros... O ano está quase acabando, mas algumas surpresas ainda nos esperam na dramalândia!


(Spoiler Alert) Na despedida de The Good Doctor, muitas lágrimas, mas poucas surpresas. Como diria o Bardo, “tudo está bem quando acaba bem”. A parte desinteressante deste drama médico - as intrigas sobre a venda do hospital - teve uma conclusão canhestra e pouco verossímil, mas, quem se importa?! Todos queriam saber se o Dr. Park Shi-ohn iria ficar com a Dra. Cha Yoon-seo, e se o amor dos dois seria aceito pelos colegas do hospital, amigos e familiares. O roteirista Park Jae-bum resolveu não se aprofundar no dilema familiar que, certamente, a Dra. Yoon-seo irá enfrentar no futuro... Mas também não dava tempo, a não ser que a estória se prolongasse até virar um drama de 50 capítulos. O final foi bonito e emotivo, deixando para a audiência uma mensagem edificante de amor e tolerância ao próximo. Minha única reclamação, como fã do ator Joo Sang-wook, foi empurrar para o Dr. Kim Do-han a intragável Yoo Chae Kyung (Kim Min-seo, atriz? sério?), que passou de vilã a vítima em uma piscadela. As cenas “românticas” entre os dois foram das mais embaraçosas e forçadas que já vi. Suspirei de alívio quando tudo terminou sem nenhum beijinho. Não vejo a hora de ver o anúncio da terceira temporada de Special Affairs Team Ten. Mas, sem dúvida alguma, o grande astro de Good Doctor foi Joo Won, que tem demonstrado uma maturidade e uma dedicação pouco vista em outros atores de sua geração. E a atriz Moon Chae-won dispensa comentários, com sua beleza natural e meiguice que dão credibilidade a qualquer papel que ela interprete.


Two Weeks foi o drama que veio para reiterar, caso alguém ainda tivesse alguma dúvida, o talento deste astro chamado Lee Joon-ki. O ator e cantor Joon-ki brilhou do início ao fim, entregando-se de corpo e alma ao papel do atormentado (e injustiçado) Tae-san. Joon-ki recebeu um prêmio de melhor ator este ano, pelo drama Arang and the Magistrate, e certamente vai ser aclamado no próximo ano por sua interpretação impecável em Two Weeks. O drama deu uma desacelerada no final, o que gerou certa estranheza, depois de dezoito episódios de muita correria e grandes emoções. Mas acho que o desfecho foi satisfatório para os personagens, e coerente com o enredo. Como é bom assistir um drama tão bem escrito, dirigido e com um elenco tão afinado. Two Weeks merece estar no topo da lista dos melhores do ano...


Assim como o drama Two Weeks será lembrado pela magnífica atuação de Lee Joon-ki, The Master´s Sun, em minha opinião, não teria o mesmo charme sem a presença de So Ji-sub. Engraçado que o próprio ator comentou não saber possuir um lado “cômico” e, realmente, ele se saiu surpreendente bem no papel do ‘chaebol’ Joo-goon. O par romântico com Kong Hyo-jin não foi eletrizante, mas foi agradável e divertido, graças à leveza da estória. A verdade é que poucas vezes senti tanta pena dos atores, como neste drama, por terem de pronunciar frases tão tolinhas e sem sentido. A conclusão a que cheguei foi que, se os personagens fossem pré-adolescentes, ao invés de adultos, este drama teria sido brilhante. Para variar, as irmãs Hong quase derrapam na conclusão do drama, que vinha num ritmo bem tranquilo... Foi por pouco! Mas (ufa) todos viveram felizes para sempre! E So Ji-sub saiu-se vitorioso, com uma atuação elogiada, e ainda mais amado por suas fãs (suspiros).

As estreias que acompanhei até agora foram as de The Heirs, Marry Him If You Dare, e Medical Top Team.


Medical Top Team foi a menos impactante até agora, mas ainda estou apostando na habilidade reconhecida da roteirista Yoon Kyung-ah, de Brain. Acontece que o elenco não me entusiasma nem um pouco, especialmente Kwon Sang-woo e Jung Ryeo-won. Mas vou continuar conferindo o drama por meu querido Joo Ji-hoon (The Devil), e porque sempre é bom ter um drama médico na agenda...


The Heirs (The Inheritors) estreou com pompa, circunstância e enorme expectativa... Se todo o frisson em torno do drama adolescente é justificado, ainda é cedo para confirmar. Os primeiros quatro episódios serviram para colocar em desfile o grande elenco (ou quase todo ele; imagino que faltem alguns personagens que irão frequentar o campus escolar). Apesar das paisagens deslumbrantes da ensolarada Califórnia, foi com alívio que vimos o casal central cruzar o pacífico de volta para casa. O episódio 4 foi o mais divertido e segurou a audiência até o último segundo, na torcida pelo reencontro do herdeiro Kim Tan com sua cinderela, Eun-sang. Quem conhece bem o trabalho da roteirista Kim Eun-sook deve estar estranhando o ritmo lento do drama nestes primeiros capítulos. Poderia ser uma questão de insegurança com o tema novo para ela (adolescência e drama familiar), mas acho que não é o caso. Kim Eun-sook não é escritora de se intimidar com um desafio, e imagino que ela queira diferenciar seu drama de tantos outros que já passaram pela TV (e as comparações com Boys Over Flowers e o original, Hana Yori Dango surgiram antes mesmo da estreia de Heirs). Restrições à parte, Heirs tem uma produção impecável, e um elenco invejável, não só pelo quesito beleza como pela qualidade de seus atores. Lee Min-ho, mais próximo da maturidade dos 30, do que da adolescência, consegue imprimir uma melancolia e uma suavidade romântica ao personagem – como um Hamlet que fosse parar por acidente no conto de fadas da Cinderela. Por sinal, Kim Eun-sook continua com seu hábito de incluir referências, mais ou menos cifradas, a livros – “Sonhos de Uma Noite de Verão” e “Cinderela” parecem ser seus fetiches em Heirs. Muito discutiremos ainda sobre este drama... Quais foram suas primeiras impressões?


Marry Him If You Dare é outro drama muitíssimo esperado, especialmente para quem aguardou 5 anos pelo retorno de Lee Dong-geon. E podemos garantir que valeu o sacrifício, já que o ator voltou mais bonito, e atuando melhor do que nunca. E vê-lo como par romântico de Yoon Eun-hye, é como receber um presente de Natal adiantado. Os dois primeiros episódios de Marry Me... já deram o tom do drama, que tem a clara ambição de ser inovador, mesmo com um tema tão batido como o da viagem no tempo. Com clara influência dos quadrinhos (manhwa), as imagens estão repletas de animações que saltam na tela, onomatopeias e cortes ágeis; um trabalho extremamente elaborado por parte da produção deste drama. O elenco, como era de se esperar, também parece ter se preparado muito bem, com destaque para Yoon Eun-hye, uma das atrizes mais talentosas da TV coreana. Muito profissional e compenetrada, Yoon Eun-hye está sempre pronta para aceitar novos desafios como atriz... E consegue manter o charme mesmo com um penteado bizarro (sugestão dela, por sinal) como o da personagem Na Mi-rae.

Ainda falaremos muito sobre estes novos dramas; por enquanto fica aqui a sugestão de dar uma conferida nestas novidades, e escolher as suas favoritas. Até mais, e bons dramas!
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