21 de set de 2017

The Best Hit (drama, 2017)




País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 32 episódios
Produção: KBS2 TV

Direção: Yoo Ho-jin, Cha Tae-hyun
Roteiro: Lee Young-chul

Elenco: Yoon Si-yoon, Cha Tae-hyun, Lee Se-young, Kim Min-jae, Dong Hyun-bae, Yoon Son-ha, Lee Deok-hwa, Hong Kyung-min, Lim Ye-jin, Cha Eun-woo, Bona, Lee Han-seo.

Resumo

Yoo Hyun-jae foi um cantor pop famoso no início dos anos noventa, até sua desaparição misteriosa... Vinte e quatro anos depois ele reaparece diante dos amigos, sem tem envelhecido um dia sequer, para reivindicar seu lugar em um mundo que mudou tanto, em tão pouco tempo...

Comentário

O gênero comédia está em baixa nos dramas coreanos, e me pergunto o porquê desta súbita ausência de (bom) humor na telinha... É muito provável que tenha a ver com a oferta abundante de shows de variedade na TV coreana, incluindo 2 Days & 1 Night, estrelados exatamente pela equipe envolvida na criação e execução de The Best Hit. E, não por acaso, The Best Hit é (pausa para o suspense) uma comédia! O ator Cha Tae-hyun convidou os parceiros de 2 Days & 1 Night, o PD Yoo Ho-jin, e o roteirista Lee Young-chul (High Kick!) para produzir pela primeira vez, juntos, um drama. The Best Hit soma a experiência da equipe de 2 Days & 1 Night nos reality shows, com a de Cha Tae-hyun e Yoon Si-yoon com os dramas. E apesar de a KBS ter tentado vender The Best Hit como um novo The Producers (KBS2, 2015), a única coisa em comum entre os dois projetos é a presença de Cha Tae-hyun. Enquanto The Producers procurava abordar com realismo os bastidores do mundo do entretenimento, The Best Hit se apoia no mesmo tema, mas com ênfase no romance e na comédia.


Estamos nos anos noventa, e o Sr. Lee Soon-tae (Lee Deok-hwa, de Suspicious Partner) é o CEO da World Planning Entertainment, uma agência pequena, que se apoia unicamente no sucesso explosivo do duo pop Jay-2. Lee Kwang-jae (Cha Tae-hyun, de BA:BO) é o agente da dupla, formada pelos jovens Yoo Hyun-jae e Park Young-jae. Yoo Hyun-jae (Yoon Si-yoon, de Flower Boy Next Door) é o verdadeiro talento da dupla, responsável tanto pela composição das músicas, quanto pelas coreografias de palco. Quando Yoo Hyun-jae resolve aceitar a oferta milionária de outra produtora musical, a World Planning Entertainment entra em colapso. Lee Kwang-jae ainda tenta convencer Yoo Hyun-jae a ficar na agência, mas o músico simplesmente desaparece, sem deixar pistas.

Vinte e quatro anos depois, Lee Kwang-jae assumiu a direção da World Planning Entertainment, a qual, no entanto, nunca recuperou-se da perda de seu grande astro. Em um modesto prédio, a produtora compartilha espaço com uma padaria, administrada pela ex-cantora pop dos anos 90, Hong Bo-hee. No segundo andar do edifício, Hong Bo-hee mora com Lee Kwang-jae, o Sr. Lee Soon-tae e sua netinha, Mal-sook (Lee Han-seo, de Fight My Way). 


O filho de Hong Bo-hee, Lee Ji-hoon (Kim Min-jae, de Romantic Doctor, Teacher Kim) se acomoda num pequeno apartamento no terraço do prédio. Lee Kwang-jae, que ajudou Bo-hee, uma mãe solteira, a criar Ji-hoon, incentiva o rapaz a estudar para tornar-se um servidor público. No entanto, o sonho do rapaz é ser um astro pop, e ele treina secretamente em uma grande agência de talentos, a Star Punch Entertainment. Seu melhor amigo e colega é o raper MC Drill (Dong Hyun-bae, de Shut Up Flower Boy Band), que já está passando da idade de debutar como cantor pop.


O relacionamento entre o Sr. Lee Soon-tae e sua netinha Mal-sook é uma estória a parte – engraçado, encantador, e terrivelmente comovente...


Ao contrário de Ji-hoon, sua amiga de infância Choi Woo-seung (Lee Se-young, Hot Young Bloods, Laurel Tree Tailors) adoraria passar em um concurso público. Ela divide os estudos com uma rotina cansativa em vários empregos temporários, enquanto sonha com uma vida melhor. Quando Woo-seung descobre que sua colega de quarto a está traindo com seu namorado, Yoon-gi (divertida participação especial de Lee Kwang-soo), fica sem namorado, e sem ter onde morar. Woo-seung acaba tendo que se acomodar, mesmo que temporariamente, no apartamento de Ji-hoon, que já está abrigando, escondido da família, MC Drill.


Recortando apenas as cenas do convívio forçado de Ji-hoon e seus amigos em seu minúsculo apartamento, já é o bastante para deliciar-se com momentos de pura comédia, e outros tantos de confraternização despreocupada...

Park Young-jae (Hong Kyung-min, de Love Can´t Wait), a metade menos talentosa da dupla Jay-2, casou-se com Cathy (Lim Ye-jin, de The Liar and His Lover), uma mulher muito rica, e bem mais velha, e tornou-se presidente da Star Punch Entertainment. O astro da companhia é o cantor pop MJ (Cha Eun-woo, membro da boy band Astro), mas o que ninguém sabe é que seu sucesso está amparado em composições inéditas de Yoo Hyun-jae. Não se sabe como, mas Park Young-jae tem em suas mãos o caderno original de composições de seu colega misteriosamente desaparecido em 1994.


Todos estes personagens, cujas vidas estavam intimamente relacionadas no passado, são surpreendidos com a volta de Yoo Hyun-jae, não por ele estar vivo, mas por continuar tendo 23 anos de idade! Um ano antes de desaparecer da face da terra, Yoo Hyun-jae, de posse de uma pequena fortuna, deixava o apartamento em que vivia (no terraço da World Planning Entertainment), com destino incerto. No entanto, um tornado gigante o captura (como a Dorothy, de O Mágico de Oz) e o transporta para o futuro, no ano de 2017.


Estranhamente, a reação das pessoas ao reaparecimento de Hyun-jae não é de surpresa ou de alegria, mas de contrariedade e até mesmo de enfado. Mas este é o efeito inicial, pois a presença fulgurante, cheia de energia do rapaz, é contagiante... Lee Kwang-jae tenta enviar o amigo de volta ao passado, com medo de que Hong Bo-hee entre em choque ao vê-lo – Bo-hee e Hyun-jae teriam namorado no passado, e ela nunca superou seu desaparecimento. Ji-hoon se ressente do talento natural, no canto e na dança, de Hyun-jae, sem saber que ele é um cantor que foi tão famoso no passado. Mas o pior para ele é ver Choi Woo-seung cada vez mais atraída pelo charmoso Hyun-jae.


Mas não é só Choi Woo-seung que se rende aos encantos do ídolo pop Yoo Hyun-jae – e não é apenas por culpa do carisma do personagem, mas especialmente pela presença brilhante de seu intérprete, Yoon Si-yoon. É impressionante como o drama ganha outro ritmo, outro clima mesmo, com o surgimento de Yoon Si-yoon. Por mais que se simpatize com Lee Ji-hoon (inteligente, educado, bonito), é impossível resistir à irreverência, bom humor e, enfim, à personalidade magnética de Hyun-jae. É meio irônico o fato de Yoon Si-yoon interpretar um astro pop, não tendo o mesmo background do colega Kim Min-jae (que tem uma voz incrível, por sinal), e conseguir nos convencer de sua superioridade artística (!) E quem acha que Yoon Si-yoon é um ator monocromático, que só sabe fazer comédias, pode comprovar sua versatilidade em papeis dramáticos, como, por exemplo, no belíssimo épico Mirror of the Witch. Aliás, o elenco de The Best Hit é tão enxuto quanto talentoso, e o clima de intimidade natural entre os atores é visível. É óbvio que a direção de Cha Tae-hyun, e sua amizade antiga com Yoon Si-yoon fizeram de The Best Hit um drama que transpira amor e energias positivas. Se você, como eu, anda sentindo falta de dar boas risadas, sem deixar de se emocionar em outros bons momentos, The Best Hit é o drama que faltava.

5 de set de 2017

Crisis: Special Security Squad (drama, 2017)




País: Japão
Gênero: Policial, Thriller
Duração: 10 episódios
Produção: Fuji TV

Direção: Suzuki Kosuke, Shiraki Keiichiro
Roteiro: Kaneshiro Kazuki

Elenco: Oguri Shun, Nishijima Hidetoshi, Tanaka Tetsushi, Nomagushi Toru, Araki Yuko, Nagatsuka Kyozo, Iida Kisuke, Mashima Hidekazu, Ishida Yuriko, Nozaki Moeka, Kaneko Nobuaki.

Resumo

Para enfrentar perigosos grupos terroristas que agem dentro do país, o governo forma um esquadrão especial, composto por cinco profissionais, cada um com uma habilidade especial.

Comentário

Crisis: Special Security Squad é um thriller policial, com enfoque no drama social contemporâneo. O drama aborda, com muita propriedade, uma das maiores aflições da sociedade moderna, o fantasma do terrorismo urbano, que pode atacar a qualquer hora, em qualquer lugar, deixando o cidadão em verdadeiro estado de paranoia.


Não costumo prestar muita atenção nos nomes dos diretores de dramas japoneses (ao contrário dos famosos PDs coreanos), mas admiro o trabalho da dupla de PDs de Crisis, Suzuki Kosuke (Lady Joker, Marks no Yama) e Shiraki Keiichiro (Siren, Hungry!). E Kaneshiro Kazuki é um escritor muito talentoso, que transita bem entre o drama (Fly, Daddy, Fly), e o suspense (SP, Border).

O drama começa com os altos escalões do governo ordenando o diretor da agência de segurança nacional, Kaji Daiki (Nagatsuka Kyozo, de Onna no Kunsho), a formar um esquadrão secreto. O governo anda muito preocupado com o aumento no número de células terroristas, as quais vêm cooptando cidadãos, especialmente os mais jovens, por serem naturalmente mais influenciáveis, a cometer atos de violência contra a população.

O subdiretor Aonuma Yuukou (ator Iida Kisuke) escolhe cinco agentes, cada um com uma habilidade especial, para formar o grupo secreto que terá a missão de investigar, vigiar e capturar os bandidos, antes que cometam seus atos de terror. 


O líder do novo esquadrão é Yoshinaga Mitsunari (Tanaka Tetsushi, de Love Song) um agente muito bem articulado, especialista em interrogatórios, e em elaborar perfis dos criminosos. Kashii Yusuke (Nomagushi Toru, de Border) sabe tudo sobre artefatos explosivos, e tem a habilidade impressionante de detectar uma bomba apenas pelo olfato. A única mulher do grupo é a jovem Oyama Rei (Araki Yuko, de Code Blue 3), uma ex-hacker, um gênio dos computadores. 


Tamaru Saburo (Nishijima Hidetoshi), ex-membro das forças especiais da polícia, é um agente modelo, mestre em artes marciais, e no manuseio de armas. O último agente a entrar para a equipe é Inami Akira (Oguri Shun), um militar das forças especiais que é afastado do posto, com síndrome de estresse pós-traumático. Akira, apesar de ser um soldado treinado para eliminar friamente o inimigo, sofre com as consequências psicológicas de suas antigas missões, enquanto tenta esconder suas feridas emocionais com uma personalidade alegre e despreocupada...


... E ele acaba sendo o personagem que quebra o gelo, e dá a ‘liga’ à equipe, que apesar de pequena, tem pessoas tão diferentes umas das outras. Aliás, este é um dos motivos para o drama ter um charme especial, a sincronia perfeita que se estabelece no grupo, especialmente durante as missões. Cada um conhece e respeita as habilidades do outro, - com exceção de certos momentos em que os agentes Akira e Saburo fogem da regra, mais por ansiedade heroica, do que por egoísmo. Oguri Shun (Border, Rich Man, Poor Woman) e Nishijima Hidetoshi (Strawberry Night, Real Clothes) formam uma dupla fantástica, um bromance cheio de energia masculina, e um bocado de carinho no olhar 😂...


... Além da boa química entre os protagonistas, gostei muito das cenas de luta, os atores ‘se puxam’ e as coreografias são bem realistas. Mais ou menos a cada dois episódios um caso é investigado e resolvido, o que torna o enredo verdadeiramente eletrizante. 


Mas há uma estória que serve de pano de fundo, a de uma seita que esconde um grupo terrorista muito perigoso. Hayashi Satoshi (Mashima Hidekazu) é um agente infiltrado nesta seita. Nesta condição de agente secreto, ele não pode nem ao menos se comunicar regularmente com sua esposa, Chigusa (Ishida Yuriko, We Married as Job). Seu contato indireto com o marido é feito através do agente Tamaru Saburo, que parece curtir uma paixão secreta por Chigusa.


Apesar das cenas cruas e violentas, há espaço para refletir sobre a solidão dos protagonistas, que vivem uma vida secreta em todos os sentidos... Os dez episódios de Crisis passam voando, e é uma pena que a esperança de uma continuação (e a oportunidade de rever personagens tão carismáticos) se evapore, com um desfecho melancólico, embora totalmente coerente com a trama. De qualquer modo, é um belo drama, que já está na minha lista de melhores do ano!

1 de set de 2017

My Only Love Song (web drama, 2017)




País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica, Épico, Fantasia
Duração: 20 episódios (30 min. duração)
Produção: FNC Entertainment
Distribuição: Naver, Sohu, Netflix

Direção: Min Doo-sik
Roteiro: Kim Soo-jin

Elenco: Gong Seung-yeon, Lee Jong-hyun, Park Joo-hyung, Lee Jae-jin, Kim Yeon-seo, Ahn Bo-hyun, Lee Chul-min, Lee Yong-jik, Kim Jung-pal, Kim Chae-eun, Kim Bo-ra.

Resumo

Song Soo-jeong, uma atriz famosa por interpretar personagens de dramas épicos, é magicamente transportada à Era Goryeo. Ela se apaixona por On-dal, mas descobre que ele é um personagem importante da história, destinado a casar-se com a princesa Pyunggang e tornar-se um grande general.

Comentário

Tem horas que tudo que você quer é ver um drama mais leve, e, de preferência, que não tome muito do seu tempo. E os web dramas estão aí para isso mesmo, e de quebra podemos conhecer novos atores (muitas vezes novatos mesmo), roteiristas e diretores. O problema é que nem sempre os web dramas “concordam” com qualidade de produção, ou muito menos com boas atuações. Dei uma espiada, por exemplo, no recente Wednesday 3:30 p.m., e não consegui passar do primeiro episódio. Mas já tive ótimas experiências com o gênero, e um dos últimos foi com My Only Love Song, uma produção coreana distribuída com exclusividade para a mega produtora e distribuidora de conteúdo para a web, Netflix.

Sem esperar muito além de uma comédia romântica bobinha, fiquei encantada com a criatividade da estória, e, especialmente, com a competência do elenco. Um roteiro tão bom caberia muito bem em qualquer produção de um grande canal de TV. Por outro lado, uma produção mais modesta muitas vezes pode contar com uma maior liberdade criativa, não é mesmo?

Entre tantos títulos do gênero, o que me atraiu a ver especialmente My Only Love Song foi o nome da atriz Gong Seung-yeon. Esta jovem e belíssima atriz conseguiu o feito de chamar a atenção no épico Six Flying Dragons (SBS, 2015), entre tantas estrelas do drama, como seu par romântico na ocasião, Yoo Ah-in. E a carreira da moça vai de vento em popa, já que ela protagonizou, somente em 2017, além deste web drama, o drama Introverted Boss (tvN), a ficção científica Circle: Two Worlds Connected (tvN), e Are You Human, Too (KBS2, inédito).

Com uma carreira de ator muito menos impressionante, Lee Jong-hyun (mais conhecido como guitarrista e vocalista do grupo pop CNBLUE) não faz feio como par romântico de Gong Seung-yeon. Talvez a mágica da súbita boa atuação de Lee Jong-hyun (A Gentleman´s Dignity) esteja no seu encontro anterior com Gong Seung-yeon, no reality show We Got Married (MBC, 2015), onde o casal teve a oportunidade de aprofundar seus laços de amizade (e afinar sua química!).

O elenco mais velho é bem conhecido, e totalmente eficiente, dando o apoio necessário ao jovem elenco. A presença de caras (quase) novas como Lee Jae-jin (membro do grupo pop F.T. Island), Ahn Bo-hyun, ou Kim Yeon-seo são a prova de que os web dramas são uma ótima vitrine para o mercado das séries coreanas.

Gong Seung-yeon é a atriz Song Soo-jeong, uma celebridade pop, famosa por interpretar heroínas de dramas épicos. Temperamental e exigente, como toda a grande diva, Soo-jeong é mais temida do que respeitada por diretores, assistentes e colegas atores. Irritada com um dia de trabalho especialmente difícil, e com a especulação sobre sua vida pessoal por parte da imprensa, ela resolve fugir do set de filmagens.

Para desespero do diretor do drama (Lee Cheol-min, de Last) e de seu agente (Lee Yong-jik, de The Great Seer), Soo-jeong abandona as filmagens (no cenário real de um grande palácio), vestida a caráter, dirigindo uma Kombi. Sem saber ao certo para onde ir, ela segue as instruções do GPS, e dirige por muitos quilômetros, até se embrenhar por um caminho estreito, cercado por mato, e chocar-se, subitamente contra algo, ou alguém. Ao descer da van, ela dá de cara com grupo de soldados vestidos com trajes típicos de tempos muito antigos. Sem saber se o que está vivendo é sonho ou realidade, Soo-jeong é levada presa, junto de seu carro, que os estranhos parecem tratar como uma criatura misteriosa.

Na sede militar do vilarejo, Soo-jeong é postada ao lado de outros criminosos, e fica horrorizada ao perceber o que o destino lhe reserva. O único que parece intrigado com o comportamento da jovem é On-dal (Lee Jong-hyun). On-dal é um trambiqueiro conhecido da polícia, sempre envolvido em métodos escusos de ganhar dinheiro. Ele se diverte com a atuação de Soo-jeong, que insiste em ser a princesa Pyunggang, herdeira do reino Goryeo, à época. Ela acaba convencendo o magistrado (também interpretado por Lee Cheol-min) de que é mesmo a princesa desaparecida. Mas a mentira não dura muito tempo, e ela acaba fugindo com On-dal, com quem estabelece uma divertida relação de amor e ódio, no melhor estilo das comédias românticas clássicas.

Tudo se complica quando o casal se vê em uma nova missão, a de ajudar a verdadeira princesa Pyunggang (Kim Yeon-seo, de New Trial) a fugir de um casamento forçado com um nobre pernóstico, o general Go Il-yong (Park Joo-hyung). Park Joo-hyung (Lookout, Chief Kim) rouba a cena, como o homem mais desagradavelmente vaidoso e malévolo que a ficção épica já conheceu. É muito engraçado ver como comportamento bizarro do efeminado general Go Il-yong constrange até mesmo seus serviçais, em especial o assistente pessoal (interpretado por Kim Jung-pal, de Pied Piper), que tem de aturar seus chiliques constantes. A única pessoa que consegue tirá-lo do sério é Soo-jeong, e, por isso, mesmo, a garota torna-se sua maior obsessão. E sabe que rola uma química muito boa entre os dois, com cenas cômicas impagáveis.

A princesa Pyunggang, filha única do rei Pyungwon (Lee Yong-jik, que também faz o papel de agente de Soo-jeong) passou a vida trancafiada no palácio, e, naturalmente, se vê encantada com a inédita liberdade de andar pelo mundo, e de conhecer um homem charmoso e rebelde como On-dal. Enquanto isso, o guarda-costas Moo-myung (Ahn Bo-hyun, de Descendants of the Sun) protege a princesa incondicionalmente, e sofre calado com seu amor impossível por ela.

Song Soo-jeong é um personagem surpreendente, por sua bravura, audácia e paixão pela vida. É impossível não comparar Song Soo-jeong com outro personagem que sofreu com um destino similar, a pobre Hae-soo, de Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo. Hae-soo é um personagem que me deixou muito deprimida, pois apesar de ter vivido alguns momentos de alegria, acabou se rendendo ao lado trágico de sua sina de ser prisioneira do passado. Felizmente, Soo-jeong é muito diferente – desde o princípio ela não se deixa intimidar, e impõe sua vontade diante das situações mais difíceis. É interessante que alguns flashbacks mostram como o caráter forte da garota se formou – uma órfã criada pela avó, Soo-jeong batalhou muito para chegar à fama como atriz. É por isso que ela combina tanto com On-dal, que também sofreu muito com o destino trágico de sua família, e vive única e exclusivamente com o objetivo de salvar sua mãe.

A fantasia tresloucada, o humor irreverente, e o romantismo épico fazem desta pequena pérola, My Only Love Song, uma grande pedida para uma maratona de fim de semana...
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