Mostrando postagens com marcador lista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lista. Mostrar todas as postagens

março 06, 2018

Melhores Dramas de 2017 (Parte 3)




Os gêneros menos explorados do ano, por estranho que pareça, foram os clássicos, ou seja, o drama romântico, a comédia e o épico. Dos poucos épicos que assisti, The King Loves, Ruler: Master of the Mask, My Sassy Girl, e Queen for Seven Days, o último é o único que talvez mereça ser lembrado, embora não tenha entrado na lista de meus sageuk favoritos. Because This is My First Life foi o melhor drama romântico do ano, e My Father is Strange o makjang que conseguiu arrancar mais risos e suspiros do que lágrimas...


Hospital Ship (MBC, 40 episódios)

Estou convencida de que Han Ji-won deveria investir mais em sua carreira no cinema e dar um tempo aos dramas. Depois de ver The Time We Were Not In Love e Hospital Ship, a impressão que fica é que a linda Ji-won anda meio cansada, ou pior, entediada com seu ofício. Pessoalmente, sempre preferi seu trabalho no cinema (Haeundae, As One, BA:BO), embora ela já tenha feito bons dramas (Secret Garden, The King 2Hearts, Damo).

Hospital Ship tem lá os seus charmes, como na originalidade do tema (as aventuras de uma equipe médica em um hospital barco) ou na paisagem deslumbrante (o drama foi filmado na Ilha Geole). No entanto, a direção pesada de Park Jae-bum (Missing You, A New Leaf) e a trama lenta e pouco envolvente da escritora Yoon Sun-joo (Hwang Jin-Yi, The Great King Sejong), mais famosa por dramas épicos, fazem de Hospital Ship um drama que deixa muito a desejar. Para piorar, a atuação da porção jovem do elenco carece de energia, por estranho que pareça. Han Ji-won atua, na maior parte do tempo, no piloto automático. Ela perdeu a oportunidade de aproveitar um personagem interessante, a Dra. Song Eun-jae, uma cirurgiã talentosa e ambiciosa, mas muito solitária. Trabalhando incansavelmente em um grande hospital de Seul, ela não tem tempo, ou desejo, de fazer amigos, e muito menos de casar-se. Tudo muda com uma morte súbita em sua família, e sua demissão abrupta do hospital. Abalada, ela resolve voluntariar-se para trabalhar a bordo de um hospital flutuante, que atende a população de uma bela região litorânea do país. Individualista e reservada, ela tem muita dificuldade em adaptar-se à vida em comunidade, tanto a bordo do navio hospital, como na pousada, morando com a tripulação. Pior ainda, ela parece imune ao interesse instantâneo de seus colegas médicos, jovens, bonitos e solteiros!

Kang Min-hyuk (Heirs, músico do grupo CNBlue) é o Dr. Kwak Hyun, especialista em medicina interna, um rapaz educado, carinhoso e sinceramente preocupado com seus pacientes, especialmente os mais carentes. Ele é filho do Dr. Kwak Seong (Jeong In-gi, Secret Garden), um cirurgião talentoso, que deixou a família para atender feridos em zonas de guerra, mas acabou voltando ao país após ser diagnosticado com demência.

Lee Seo-won (The Liar and His Lover) é o Dr. Kim Jae-gul, formado em Medicina Oriental, especialista em Acupuntura. Seu pai, o Dr. Kim Soo-gwon (Jeong Won-joong), diretor do hospital local, não se conforma com a escolha profissional do filho, enquanto lamenta a morte do filho mais velho, um médico cirurgião promissor. Han Hee-sook é a mãe do Dr. Jae-gul e esposa do Dr. Kim Soo-gwon. É divertido ver a atriz Park Jun-keum, que no passado foi a ‘sogra do inferno’de Han Ji-won, no drama Secret Garden, redimir-se em Hospital Ship como a desejável, embora improvável, ‘sogra dos sonhos’. Kim In-sik (Monster) é Cha Joon-young, o cirurgião dentista do hospital barco, o mais chatinho dos três, que vive reclamando por ter tido o azar de ter sido designado a este posto pelo serviço militar.

A dinâmica do grupo se mostra a princípio complicada, já que a Dra. Song tem de fazer milagres a cada situação de emergência para operar num ambiente precário. O Dr. Kwak é muito competente, mas um trauma meio ridículo o deixa paralisado, quando mais se precisa de sua ajuda. O Dr. Jae-gul, coitado, é o mais inútil, já que espetar agulhas só salva vidas em dramas de fantasia (ver Deserving of the Name), mas ao menos ele é um colírio para os olhos! O dentista Joon-young acaba sendo mais útil como assistente de enfermagem improvisado, mesmo que a contragosto. Simpáticos mesmo (e muito melhores atores) são os veteranos Kim Kwang-kyu (Save Me), como o gerente do hospital barco Choo Won-gong, e Jeong Kyeong-soon (Moon Lovers), como a enfermeira chefe Pyo Go-eun. Lamentável é a participação mais do que dispensável da atriz Wang Ji-won (Divorce Lawyer in Love), como Choi Young-eun, a ex-namorada assediadora de Kwak Hyun.


Age of Youth 2 (jtbc, 14 episódios)

A tão aguardada continuação do drama cult Age of Youth está de volta, para alegria dos fãs, com novos moradores na pousada Belle Epoque, e mistérios ainda mais intrigantes. Infelizmente, a roteirista Park Yeon-sun (Age of Youth, Alone in Love, White Christmas) resolveu seguir com a fórmula de esticar o suspense sobre o segredo do passado de um personagem quase a exaustão, acabando por diluir muito de seu impacto final, e, inevitavelmente, esfriando o interesse do espectador. Mas o PD Lee Tae-gon (Age of Youth, My Love Eun-dong) segura a onda, dando um show, como sempre, na direção de fotografia, e na condução precisa do elenco.

Um dos acertos da produção foi substituir a fraquíssima Park Hye-soo (e não me venham com a desculpa de conflito de agenda) por Ji-woo, no papel da tímida estudante de psicologia Yoo Eun-jae. Por outro lado, fez muita falta a presença energética e sexy de Ryu Hwa-young (Mad Dog), como Kang Yi-na, em participação especial nesta temporada (felizmente, muito bem aproveitada). A animação da casa fica toda concentrada na ‘pimentinha’ Song Ji-won (Park Eun-bin, de Nothing to Lose), mas sua autoindulgência faz dela uma líder pouco efetiva. Yoon Jin-myung (Han Ye-ri, de Six Flying Dragons), esta sim, deveria ser a ‘mãe’ do grupo, mas sua personalidade introvertida não se alterou, mesmo com a experiência de morar no exterior, se apaixonar, - ela ainda namora o chefe de cozinha Park Jae-wan (Yoon Park), - e conseguir um bom emprego numa agência de talentos. No momento mais dramático para as meninas, é Kang Yi-na que aparece para botar ordem na casa. A verdade é que Jin-myung tem problemas o bastante na empresa, como lidar com o aspirante a cantor pop Heimdal (An Woo-yeon, Jealousy Incarnate, um dos atores mais surpreendentes de sua geração).

Jeong Ye-eun (Han Seung-yeon, de Last Minute Romance) volta ao curso de Nutrição, enquanto se recupera a duras penas do trauma sofrido um ano antes, quando foi sequestrada pelo ex-namorado, Ko Doo-young (Ji Il-joo, de Temperature of Love). Mas ela pode dar uma nova chance ao amor, ao conhecer um garoto muito especial, o nerd Kwon Ho-chang (Lee You-jin, de Second Time Twenty Years Old). Ao contrário de Ye-eun, Eun-jae sofre muito ao levar o fora de seu primeiro amor, o colega Yoon Jong-yeol (Shin Hyun-soo, de My Golden Life, Age of Youth), e faz de tudo para reconquistar seu coração.


As meninas têm muita dificuldade em encontrar a colega de quarto ideal para substituir Kang Yi-na, e, pressionadas pela proprietária do prédio, acabam aceitando, sem pensar muito, Jo Eun (Choi A-ra), uma estudante de outra universidade. Altíssima, com um visual andrógino, Jo Eun assusta e intriga as novas colegas. No entanto, com o tempo, ambos os lados vão cedendo, e mais uma bela amizade floresce no Belle Epoque. Mas, além da misteriosa Jo Eun, um novo morador chega para mexer com a rotina das estudantes... Seo Jang-hoon (Kim Min-suk, Because This is My First Life), neto da dona do Belle Epoque, é um baixinho charmoso, que conquista a simpatia das meninas, e o coração de uma em especial.

Ji-Won, formada em jornalismo, parece viver no limbo, sem ânimo para buscar um emprego, ou arrumar o tão sonhado namorado. Para piorar tudo, lembranças perturbadoras, mas fugazes de um trauma de infância não deixam sua mente. Com a ajuda de seu fiel amigo Im Seong-won (Son Seung-won, de Age of Youth, Remember You) ela resolve investigar o motivo de seu bloqueio mental, ligado ao desaparecimento de uma amiga de infância. Infelizmente a roteirista (que já provou ter uma resistência teimosa ao romance, na temporada anterior) não cede ao apelo dos fãs do casal Ji-won-Seong-won, e nos joga apenas migalhas do que seria um dos grandes romances do ano. Mas o golpe fatal da roteirista sobre os fãs de Ji-won veio nos créditos finais do drama, de uma insensibilidade única.


School 2017 (KBS2, 16 episódios)

A KBS está de volta com uma de suas franquias de maior sucesso, o drama escolar School, em sua sétima temporada, e uma das melhores até então.

 School 2017 é um drama escolar que aborda os temas intrínsecos ao gênero: a pressão sobre desempenho dos estudantes por parte de pais e professores, as amizades, os primeiros amores, o bulling, etc. O PD Park Jin-suk (Naked Fireman) trata com muito carinho seus personagens, e dá liberdade para que os atores explorem seus papeis, sem esconder sua inexperiência, mas valorizando seu talento nato. É o caso da cantora Kim Se-jeong (membro do grupo pop Gugudan), que surpreende o espectador com sua naturalidade e simpatia.

As roteiristas Jung Chan-mi (Cheer Up!) e Kim Seung-won (Pinocchio´s Nose, drama especial) fazem um belo trabalho ao apontar vários dilemas e desafios dos adolescentes, às vésperas de tornarem-se adultos, mas sem deixar de lado as delícias e as angústias do primeiro amor. Kim Jung-hyun (Jealousy Incarnate) e Kim Se-jeong formam um dos casais mais charmosos e convincentes já vistos num drama adolescente. Assistindo o flerte ingênuo entre a irreverente Ra Eun-ho e o rebelde Hyun Tae-woon, qualquer adulto tem vontade de voltar no tempo e reviver o sentimento puro de uma primeira paixão.


The Liar and His Lover (tvN, 16 episódios)

A roteirista Kim Kyung-min adaptou para a TV coreana o mangá "Kanojo wa Uso o Aishisugiteru" de Aoki Kotomi, que já tinha virado filme no Japão em 2013. O PD Kim Jin-min (Pride and Prejudice) traz à telinha um grupo de jovens belíssimos e talentosos para falar sobre os desafios de se tornar uma celebridade pop.

Kang Han-kyeol (Lee Hyun-woo, To The Beautiful You, The Technicians) é baixista da banda Crude Play, mas quando o grupo está para assinar seu primeiro contrato com a gravadora Sole Music, ele é substituído por Seo Chan-young (Lee Seo-won, Hospital Ship), considerado um melhor instrumentista. Mas Kang Han-kyeol é um compositor genial, e acaba se tornando produtor e criador de todas as canções do Crude Play. Para dar um ar de mistério à banda, a identidade de Han-kyeol é mantida em segredo, e ele é conhecido por fãs e imprensa como “K”. Por isso, quando Han-kyeol se apaixona pela estudante e aspirante a cantora Yoon So-rim (Joy, membro grupo pop Red Velvet), não pode contar a ela que é o compositor da banda pop mais famosa do país. Quando So-rim e sua banda são revelados por Choi Jin-hyuk (Lee Jeong-jin, 9 End 2Outs), produtor da Sole Music, a verdade é revelada.

The Liar and His Lover poderia ter sido um drama genial, se tivesse optado por um tom mais realista, e nos tivesse poupado do romance açucarado do casal So-rim e Han-kyeol. Mesmo assim, o drama tem seus bons momentos, especialmente no bromance caloroso entre os músicos da banda Crude Play. O vocalista Yoo Shi-hyun (Sung Joo😍, membro do grupo pop UNIQ, Deserving of the Name), o baterista Ji In-ho (Chang Kiyoung, de Go Back Couple), o guitarrista Lee Yoon (Shin Je-min), o baixista Seo Chan-young, mais o compositor Han-kyeol salvam o drama da mesmice com sua amizade sincera, embora tão conflituosa. Ainda vale destacar a presença de uma novata de beleza deslumbrante, Hong Seo-young (Bad Families, drama especial), na pele da diva pop Chae Yoo-na,  musa de Han-kyeol.

A ala mais velha do elenco também contribui para dar mais conteúdo à trama. Park Ji-young (Save Me), como a empresária musical Yoo Hyun-jung, o veterano Choi Min-soo (Pride and Prejudice), como o músico boêmio Kang In-woo, pai de Han-kyeol e Lee Jeong-jin😍 representam com credibilidade os dilemas dos profissionais envolvidos no fabuloso, embora muitas vezes cruel mundo do entretenimento.


Strongest Deliveryman (KBS2, 16 episódios)

Um drama com uma estória muito simples, mas com um enfoque interessante sobre os desafios da juventude coreana no competitivo mercado de trabalho atual. O roteirista Lee Jeong-woo-III (The Joseon Shooter, Comrades) e o PD Jeon Woo-sung (The Fugitive of Joseon), talvez por seu histórico de dramas épicos, tem uma mão meio pesada para a comédia, mas ao menos o elenco se esforça para dar charme aos personagens. Choi Gang-soo (Ko Gyung-pyo, de Chicago Tipewriter, Answer Me 1988) pula de um emprego para outro, fazendo tele-entregas em restaurantes, - sua verdadeira motivação é encontrar a mãe que o abandonou há muitos anos. Mas ele acaba se estabelecendo em um pequeno restaurante de comida chinesa, administrado pelo cozinheiro Jang Dong-soo (Jo Hee-bong, de Tunnel, Falsify) e a gerente Soon-ae (Lee Min-young, de Fermentation Family). A amizade com a colega Lee Dan-a (Chae Soo-bin, de I´m Not a Robot, Moonlight Drawn By Clowds), dá um novo sentido a sua vida, e o faz sonhar com um futuro melhor. O mesmo vale para o casal de herdeiros mimados Oh Jin-gyu (Kim Sun-ho, de Two Cops, Chief Kim) e Lee Ji-yoon (Go Won-hee, The Stars Are Shining), que aprendem a valorizar o trabalho e as amizades verdadeiras, ao conhecerem Choi Gang-soo e Lee Dan-a.

Strongest Deliveryman está longe de ser um drama brilhante, mas conquista a simpatia do espectador com seus personagens sonhadores, que lutam bravamente por um lugar ao sol.


Girls´ Generation 1979 (KBS2, 8 episódios)

Baseado no romance “Lingerie Girls' Generation” de Kim Yong-hee, o drama foi adaptado por Yoon Kyung-ah (Brain, Ms. Perfect), e dirigido por Hong Seok-ku (Ms. Perfect). Girls´ Generation 1979 se passa nos conturbados anos setenta, em plena ditadura militar na Coréia do Sul. Na tranquila cidade de Daegu, um grupo de jovens adolescentes descobre os prazeres e as dores do primeiro amor.

O título original do romance “Lingerie Girls' Generation” faz referência ao atelier de costura de roupas íntimas de propriedade dos pais da protagonista do drama, a romântica Lee Jung-hee (Bona, The Best Hit, membro do grupo pop WJSN). Para quem curtiu a franquia “Answer Me...”, Girls´ Generation 1979 é um drama imperdível, uma produção que reproduz com capricho o ambiente de um período não tão distante da história, mas estranho ao mundo tecnológico (e impessoal) de hoje. É pelos olhos da adolescente Lee Jung-hee (interpretada com muita sensibilidade pela cantora pop Bona) que relembramos o quão doce e ao mesmo tempo dolorosa é esta fase da vida. É comovente ver o amadurecimento rápido destes jovens, forçados a enfrentar uma realidade que se choca brutalmente com a inocência natural de sua idade. Muito mais que um drama adolescente, Girls´ Generation 1979 é um retrato fiel e ao mesmo tempo poético de uma geração.


Chief Kim (KBS2, 20 episódios)

O roteirista Park Jae-bum (Good Doctor, God´s Quiz) e os diretores Lee Jae-hoon (Page Turner) e Choi Yoon-suk (Assembly) apresentam a ‘comédia de escritório’ Chief Kim (ou Good Manager), estrelada por Namgung Min (Girl Who Sees Smells).

Namgung Min (que vem se afastando com sucesso do estigma de papéis marcantes de vilões) encarna o irreverente gerente de finanças Kim Sung-ryong. Experiente na administração de bens ilícitos de gerentes do crime, Kim Sung-ryong tem a oportunidade de trabalhar para uma das maiores empresas do país, a TQ Company. No entanto, de posse dos números do departamento de contabilidade da companhia, ele descobre que nem sempre os negócios legais estão imunes à corrupção e às relações obscuras.

Os funcionários do departamento de contabilidade, chefiados pelo simpático Choo Nam-ho (Kim Won-hae, de While You Were Sleeping) desconfiam a princípio das motivações de Kim Sung-ryong, mas ele acaba não apenas conquistando sua confiança, mas liderando-os numa verdadeira revolução dentro da TQ Company.

Nam Sang-mi (Gourmet, The Joseon Shooter) é a subgerente Yoon Ha-kyung, que se torna a principal aliada de Kim Sung-ryong na batalha contra o jovem diretor Seo Yool (Lee Joon-ho, Twenty, membro do grupo pop 2PM). Se a linha romântica do drama não se concretiza, ao menos podemos nos divertir com o bromance ‘antagônico’ memorável entre Namgung Min e Lee Joon-ho.

novembro 20, 2017

Melhores Dramas de 2017 (Parte 2) – Fantasia




O segundo gênero mais popular do ano foi fantasia, indo da mais pura ficção científica (Circle), ao romance onírico (Bride of the Water God), passando pelo suspense policial (Tunnel). Examinemos os títulos que amamos, e os que, por outro lado, nos fizeram desejar voltar no tempo para esquecê-los...


Tunnel (16 episódios, OCN)

Mal havia sido divulgada a sinopse de Tunnel e já tinha gente acusando o drama de ser um plágio da trama de Signal (tvN, 2016). Quem não teve preconceitos e deu uma chance a Tunnel viu um dos dramas mais divertidos do ano.

Tunnel mescla o thriller policial com ficção científica, com o diferencial de enfatizar o drama pessoal de seus protagonistas, aproximando emocionalmente o espectador da estória.

Destaque para o trio de protagonistas, os atores Choi Jin-hyeok (Pride and Prejudice) e Yoo Hyeon-min (Witch´s Courtroom), e a jovem atriz Lee Yoo-young (The Treacherous), em seu debut na telinha. Leia aqui a resenha completa de Tunnel.


The Bride of the Water God (tvN, 16 episódios)

The Bride of the Water God (ou The Bride of Habeak) deve ter sido o drama mais subestimado do ano, o que para mim é um grande mistério, levando-se em conta seu elenco charmoso e produção impecável. Os fãs de Goblin torceram o nariz para o drama, por uma suposta (e errônea) semelhança de temática. The Bride of the Water God é uma adaptação do webtoon "Habaekui Shinboo" de Yoon Mi-kyung, pelas mãos da talentosíssima roteirista Jung Yoon-jung (Misaeng, Arang and the Magistrate).

O PD Kim Byung-soo (Bubblegum, Nine: 9 Times Time Travel) coordena com maestria os vários elementos que compõe um drama de fantasia de sucesso, da fotografia de sonho aos cenários fantásticos, passando por efeitos especiais surpreendentes (para uma produção de TV). Talvez o problema esteja no ritmo lento da estória, mas (quase) ninguém se queixou da trama enrolada de Goblin, se bem me lembro.

The Bride of the Water God conta a estória do amor impossível entre o deus da água Ha Baek (Nam Joo-hyuk) e a psiquiatra Yoon So-ah (Shin Se-kyung).

Para tornar-se o deus supremo de seu reino, Ha Baek enfrenta um grande desafio, o de descer a Terra em busca de três selos sagrados. O que ele não sabe é que o alto sacerdote Dae Sa-je (Lee Kyung-young, de Misaeng, Argon) preparou-lhe uma ‘prova de fogo’. Ao chegar a Seul, Ha Baek perde seus poderes, e é forçado a contar com a caridade de uma humana, Yoon So-ah. Mais do que um teste sobre suas habilidades divinas, a experiência como humano é uma forma de reparar um grave erro seu do passado. Acontece que a psicoterapeuta Yoon So-ah já tem seu fardo pesado para carregar. Cheia de dívidas, ela leva sua carreira médica com pouco entusiasmo, - seu sonho é mudar-se para uma ilha paradisíaca, e nunca mais voltar para casa. O surgimento inesperado do misterioso Ha Baek, escoltado pelo servo Nam Soo-ri (Park Kyu-sun, de Monstar), obriga Yoon So-ah a rever suas prioridades, e, mais importante, enfrentar fantasmas do passado.

Muitos espectadores criticaram a atuação de Nam Joo-hyuk (Weightlifting Fairy Kim Bok-joo, Moon Lovers) como o deus Habaek. Em minha opinião, o problema de Nam Joo-hyuk não está em sua interpretação (visualmente, ele é a encarnação perfeita de um príncipe de mangá), mas no mistério exagerado que cerca o passado e as motivações pessoais do personagem. Se o ator fosse um pouco mais velho, ou experiente, poderia ter questionado o diretor e a roteirista sobre o perfil emocional de Habaek. No entanto, felizmente, as emoções do personagem crescem ao longo da estória, e ele se revela um grande herói romântico.

Shin Se-kyung (The Girl Who Sees Smells, Six Flying Dragons), por outro lado, é a grande protagonista do drama. A surpresa nem está na atuação da bela Shin Se-kyung (que já provou seu talento em tantos gêneros diferentes), mas no fato de seu personagem ser o verdadeiro motor da estória. Yoon So-ah é um dos personagens femininos mais interessantes que já habitou o mundo dos dramas. Às vezes forte e determinada, muitas vezes frágil e melancólica, Yoon So-ah é uma mulher de notável inteligência. Poucas vezes se vê um personagem expressar-se de forma tão clara e sábia, ainda mais se tratando de uma jovem mulher. Apesar da dificuldade em encarar seus traumas pessoais, Yoon So-ah consegue analisar com precisão as neuroses alheias. Os deuses são, por excelência, criaturas contraditórias, que desprezam e ao mesmo tempo invejam o livre arbítrio dos humanos. Sendo assim, não é nada fácil lidar com estes seres mimados e neuróticos, mas Yoon So-ah acaba se beneficiando desta relação, ao redescobrir sua vocação como terapeuta, e, ultimamente, seu amor à vida.


Deserving of the Name (tvN, 16 episódios)

Outro drama que passou meio despercebido foi Deserving of the Name (ou Live Up To Your Name), uma fusão de fantasia romântica com épico, e boas doses de comédia. Talvez a mistura inusitada de gêneros tenha espantado o público, mas Deserving of the Name se encaixa perfeitamente no gênero romântico clássico. A roteirista Kim Eun-hee (The Queen´s Classroom), pouco conhecida, mostra um talento especial para a comédia romântica, e se sai muito bem com a tarefa árdua de ilustrar a vida paralela do casal protagonista, um na longínqua Era Joseon, e outro na cosmopolita e efervescente Seul da atualidade. O PD Hong Jong-chan (My Secret Hotel, Dear My Friends) também merece elogios, especialmente por sua direção de elenco.

Kim Nam-gil (Bad Guy, Shark) é Heo Im, um médico acupunturista que atende na histórica Clínica Hyeminseo, pioneira na medicina oriental do século XVII, Era Joseon. Durante o dia ele trata das enfermidades dos pobres, que chegam à clínica em busca de atendimento gratuito. Mas Heo Im, de origem humilde, sonha em ficar rico, e à noite atende os nobres da cidade. Ele nunca teve a oportunidade de pôr os pés no grande palácio, até o Dr. Heo Jun (Uhm Hyo-sup, de Shopping King Louie, Doctors) o convocar para realizar uma sessão de acupuntura no rei. É a grande oportunidade na carreira de Heo Im, que, no entanto, entra em pânico e foge. Ao ser atingido por uma flecha da guarda real ele não morre, mas viaja no tempo, indo parar na moderna Seul do século XXI.

Kim Ah-joong (Wanted, Punch, Sign, My P.S. Partner) é a doutora Choi Yun-kyung, cirurgiã cardiotorácica no Hospital Shinhye, em Seul. Seu avô, Choi Chun-sool (Yoon Joo-sang, de Mrs. Cop 2), é um médico acupunturista, dono da Clínica Hyeminseo (o nome, obviamente, é uma homenagem à antiga clínica). No começo, a Dra. Yun-kyung acha que Heo Im não passa de um louco, ou pior, um golpista, e recusa-se a ouvir sua estória sobre ter viajado no tempo. Mas o avô de Yun-kyung acaba abrigando Heo Im em sua clínica, e ela é forçada a conviver com o intruso vestido em trajes antigos, com seus cabelos longos enrolados no coque típico da época. Heo Im é uma figura curiosa e simpática, que logo se adapta ao conforto e a tecnologia da vida moderna. Colado ao Hospital Shinhye está o Hospital Oriental, e seu diretor, o Dr. Ma Sung-tae (Kim Myung-gon) logo reconhece o talento de Heo Im e o convida para trabalhar ali. O neto do diretor, o Dr. Yoo Jae-ha (Yoo Min-kyu, de Queen for 7 Days) não confia nas habilidades de Heo Im, e quer desmascarar sua verdadeira identidade. Além do mais, o jovem médico nutre uma paixão antiga pela Dra. Yun-kyung, e sente ciúmes de sua relação próxima com o exótico Dr. Heo Im.

Deserving of the Name deve ser lembrado por revelar a surpreendente veia cômica de Kim Nam-gil, impagável e absolutamente charmoso no papel do Dr. Heo Im (personagem histórico real), mas também por proporcionado seu encontro com uma das atrizes mais talentosas e bonitas de sua geração, Kim Ah-joong. Os atores formam um par romântico encantador, e nos fazem acreditar que ainda há espaço para as boas estórias de amor. E, acredite, ainda sobra espaço para o drama fazer uma bela crítica às desigualdades sociais do país, que se repetem ao longo das gerações.


Circle: Two Worlds Connected (tvN, 12 episódios)

Ficção dirigida por Min Jin-ki (SNL Korea, Blue Tower, Gold Tower) e desenvolvida por uma equipe de roteiristas: Kim Jin-hee, Yoo Hye-mi, Ryoo Moon-sang, e Park Eun-mi.

Circle é ficção científica hardcore e, portanto, deve agradar apenas aos fãs ardorosos do gênero. O drama usa (quase) todos os arquétipos do gênero, da invasão alienígena, a um futuro distópico e apocalíptico.

A estória se divide em duas partes: Parte 1: Beta Project (o presente), e Parte 2: Brave New World (o futuro, ano 2037). No presente, o jovem universitário Kim Woo-jin (Yeo Gin-goo, de Reunited Worlds) procura seu irmão, Kim Beom-gyoon (An Woo-yeon, de Age of Youth 2), que desaparece após alegar estar sendo perseguido por alienígenas. Na verdade, a paranoia de Beom-gyoon teve inicio na infância, com o surgimento em suas vidas de uma estranha jovem, que teria provocado o desaparecimento do pai dos meninos. Antes de desaparecer, Beom-gyoon aponta Han Jung-yeon (Kong Seung-yeon, de My Only Love Song) como um dos alienígenas que conspira para destruir a humanidade. Mas ao conhecer de perto a bela Han Jung-yeon, Kim Woo-jin fica em dúvida se ela é apenas uma estudante normal, ou a vilã que abduziu seu irmão.

Enquanto isso, em 2037, os alienígenas passaram pela Terra e, aparentemente, trouxeram tanto a miséria quanto as inovações tecnológicas. No ‘distrito geral’ semi-abandonado e poluído do planeta vive o detetive de polícia Kim Joon-hyuk (Kim Kang-woo, de Goodbye Mr. Black, Marriage Blue) que aguarda ansiosamente uma oportunidade de entrar no ‘distrito inteligente’, onde apenas uma elite privilegiada desfruta da tecnologia do futuro. Só que o objetivo do policial não é viver nesta redoma de vidro, mas sim investigar os planos dos alienígenas sobre o destino da humanidade na Terra.

Não sei se o futuro retratado em Circle é kitch por contensão de verbas da produção (o mais provável), ou por estilo, mas este detalhe não tira o mérito do drama, e, como fã que sou de Kim Kang-woo, seu personagem divertido foi motivo o bastante para curtir o drama.


Duel (OCN, 16 episódios)

Bem que tentei me esforçar para gostar de Duel, e é duro admitir que Jeong Jae-young, um de meus atores favoritos do cinema, fez uma péssima escolha (talvez a primeira de sua carreira) ao escolher este projeto. Duel deveria concorrer com Circle: Two Worlds Connected, como o grande drama de ficção científica do ano, e, embora nenhum dos dois tenha sido excepcional, Duel foi a maior decepção, ao menos para mim.

Duel começa muito bem, com uma trama repleta de tensão e mistério, mas, infelizmente, o suspense não se sustenta por muito tempo. Jeong Jae-young não economiza esforços para retratar fidedignamente o detetive de polícia Jang Deuk-cheon, um homem simplório, mas um pai dedicado, que vai ao inferno, se for preciso, para salvar a vida de sua filha.

A princípio, me incomodou ver um ator relativamente inexperiente como Yang Se-jong (Temperature of Love) como protagonista, e ainda mais, interpretando dois personagens que deveriam ser idênticos e ao mesmo tempo o extremo oposto um do outro, psicologicamente falando. Mas até que o ator não se saiu tão mal no papel dos irmãos ‘clones’.

Jang Deuk-cheon se esforça para conciliar a carreira de policial com a de pai viúvo. Sua filha, Soo-yun, de 11 anos, sofre de uma doença degenerativa, e os custos de seu tratamento são cada vez maiores. Jang Deuk-cheon se desespera com o agravamento da doença da filha, mas os médicos lhe devolvem as esperanças ao sugerirem um tratamento experimental, que pode salvar sua vida. O mistério começa quando Soo-yun é sequestrada de dentro da ambulância que a levava para a clínica. O detetive parte numa caçada alucinante ao homem que abduziu sua filha... Ele consegue capturar o suspeito, um jovem chamado Lee Sung-joon, mas este nega veementemente ser o autor do sequestro. Juntos eles irão buscar pistas do verdadeiro criminoso, um homem que é a cópia perfeita de Lee Sung-joon.

Este é o primeiro trabalho solo da roteirista Kim Yoon-joo, que já demonstrou sua preferência pela ficção e aventura. Ela é co-autora de dois grandes sucessos, Queen In-hyun´s Man, e Nine: 9 Times Time Travel, que escreveu em parceria com Song Jae-jung (W, The Three Musketeers). Talvez lhe falte um pouco mais de experiência para trabalhar em um gênero tão interessante quanto complexo como a ficção científica. Não basta ter uma boa ideia, é preciso ter criatividade para desenvolvê-la.


Manhole (KBS2, 16 episódios)

Manhole é sobre um cantor pop chamado Kim Jae-joong que, após estrelar o pior drama da história, volta no tempo para corrigir o maior erro de sua vida. É claro que estou só brincando, mas aposto que Kim Jae-joong, nos dois anos em que esteve fora da mídia, cumprindo o serviço militar obrigatório, sonhou em voltar à TV em um belo projeto. Infelizmente, não foi o caso, apesar de Manhole ter sido escrito por um roteirista tão bacana como Lee Jae-gon, autor do drama policial TEN, e da sequência TEN 2. Depois de ver Manhole (sim, fui uma das duas pessoas que viu o drama até o fim) a impressão que tive foi de que o problema não foi a estória em si, mas sua execução, - da direção (Park Man Young (The Vineyard Man), Yoo Young Eun), ao casting, parece que faltou ‘liga’ ao projeto.

Kim Jae-joong é Bong Pil, um jovem que mora com os pais em um tranquilo subúrbio de classe média. Bong Pil diz que quer ser policial, mas estuda há três anos sem conseguir passar no concurso público. Sua única obsessão é a vizinha de porta, Kang Soo-jin (UEE), sua amiga e colega de escola de infância. Porém, uma insegurança profunda impede o rapaz de declarar seu amor por Soo-jin. Cansada de esperar que Bong Bil amadureça, ela resolve se casar com o farmacêutico Park Jae-hyun (Jang Mi-kwan). Desesperado, Bong Pil se dá conta de que foi covarde ao evitar tomar as decisões mais importantes de sua vida. Ao cair dentro de um bueiro, transformado em um portal interdimensional, Bong-pil volta no tempo, por um curto período de 24 horas, uma e outra vez, até aprender a abrir seu coração para Soo-jin.

Apesar da tentativa de dar um clima leve e cômico à estória, o resultado é pesado e artificial, e os atores parecem deslocados e estranhamente desconfortáveis em seus respectivos papeis. Bem que Kim Jae-joong (Triangle) se esforça para transmitir energia a Bong-pil, mas correr loucamente de um lado para o outro não é o bastante para transformar um personagem insosso em um grande herói. Não é por nada que o melhor episódio é aquele em que Bong-pil volta no tempo como um gangster, um perfil energético e sedutor que combina muito mais com o ator. E o que dizer de UEE (High Society), que nunca foi uma grande atriz, mas em Manhole parece ter esquecido o pouco que aprendeu ao longo de sua carreira (sem contar sua fragilidade física preocupante). A química entre o casal protagonista é tão ruim, que cheguei a torcer para que Bong-pil ficasse com a amiga Yoon Jin Sook (Jung Hye-sung, de Chief Kim).


Reunited Worlds (SBS, 20 episódios)

Reunited Worlds é um drama romântico cujo tom melodramático, e, por que não, fantasmagórico, conquistou um público muito restrito. É uma pena, pois o PD Baek Soo-chan e o roteirista Lee Hee-myung (Rooftop Prince) foram mais felizes em suas parcerias anteriores, Girl Who Sees Smells, e Beautiful Gong Shim. Confesso que achei o drama penosamente lento, e tive muita dificuldade em acreditar no casal de protagonistas, Lee Yeon-hee e Yeo Jin-goo. Não que eles sejam maus atores, muito pelo contrário, - sou fã do jovem Yeo Jin-goo, especialmente de seu trabalho no cinema. Por outro lado, acho que há muita condescendência com Ahn Jae-hyun, e não consigo ver sua evolução como ator.

Jung Jung-won (Lee Yeon-hee, de Miss Korea), 31 anos, teve de deixar os estudos e trabalhar duro para pagar uma pesada dívida de família. Ela trabalha como auxiliar de cozinha no restaurante de culinária francesa do chef Cha Min-joon (Ahn Jae-hyun, de Blood). Com tantos problemas pessoais e pouco tempo para realizar seus sonhos de juventude, Jung-won não se dá conta do interesse romântico de Min-joon por ela. Além do mais, Jung-won nunca superou a morte de seu amor de adolescência, Sung Hae-sung... até ele aparecer, milagrosamente, à sua porta, numa noite chuvosa.

Se Reunited Worlds sofre com o ritmo irregular, não se pode negar suas boas intenções, e quem curte dramas familiares certamente irá se emocionar com sua bela mensagem de união fraterna, e do quão importante é valorizar cada momento de convivência com aqueles que amamos.


Chicago Tipewriter (tvN, 16 episódios)

Chicago Tipewriter provou que um drama televisivo pode desafiar o intelecto do espectador, sem deixar de ser divertido, ou emocionante. Infelizmente o drama não gerou o burburinho esperado, e a tvN produziu mais um cult a ser resgatado daqui a alguns anos...

Han Se-joon (Yoo Ah-in) é um escritor de bestsellers que sofre de um repentino bloqueio criativo, que ameaça sua carreira prolífica, e o deixa a beira da loucura. Daí que surge um auxilio inesperado, embora nada bem vindo, na figura do misterioso ghostwriter Yoo Jin-o (Ko Gyung-pyo, de Answer Me 1988).

Um drama belíssimo, com uma fusão perfeita de romance, fantasia e eventos históricos, embalados por uma trilha musical de sonho. Se você ainda não assistiu Chicago Tipewriter, é o melhor presente de Natal que pode dar a si mesmo! Leia aqui a resenha completa.


The Best Hit (KBS2, 16 episódios)

Se alguém acha que o tema ‘viagem no tempo’ está esgotado ainda não viu The Best Hit, que encara o gênero com humor, irreverência, e uma boa dose de romance. Se falhou espetacularmente com Manhole, a KBS TV ao menos redimiu-se com esta comédia romântica deliciosa, sobre um cantor pop dos anos noventa que viaja ao presente, e descobre que o mundo mudou tanto, em tão pouco tempo... The Best Hit foi mais uma oportunidade para o ator Yoon Si-yoon escancarar todo seu talento cômico, e revelar-se um dublê muito convincente de ídolo pop. Leia a resenha completa aqui.


While You Were Sleeping (SBS, 16 episódios)

A roteirista Park Hye-ryun gosta mesmo de amaldiçoar seus protagonistas com poderes especiais (ou inconvenientes, conforme o ponto de vista), - em I Can Hear Your Voice, Lee Jong-suk é um estudante que tem o dom de ouvir o pensamento das pessoas, já em Pinocchio, Park Shin-hye é uma repórter que, ironicamente, não consegue mentir. Em While You Were Sleeping, Lee Jong-suk, o ator favorito da escritora, é um promotor de justiça que tem sonhos premonitórios. Este foi o drama que mais gostei da autora, depois do mini-drama Page Turner (KBS2, 2016). While You Were Sleeping, livre do melodrama excessivo de Pinocchio, equilibra bem o suspense com o romance terno do casal protagonista. A única coisa mais surpreendente que o roteiro ágil e divertido, foi a atuação convincente da eterna cantora pop Bae Suzy, criticada (com razão) por sua canastrice em projetos anteriores. Mordi a língua, mas fico feliz em ver a adorável Suzy amadurecer a olhos vistos no papel da repórter Nam Hong-joo. Não sei se ela teve uma epifania, apaixonou-se por Lee Jong-suk, ou resolveu fazer m curso sério de interpretação (o mais provável, né?), mas o resultado é louvável. Destaque especial para Jung Hae-in (como o policial Han Woo-tak), cujo incrível carisma deve catapultá-lo ao estrelato, merecidamente.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...