28 de out de 2012

Kekkon Shinai (drama, 2012)


Título em inglês: Wonderful Single Life
Proodução: Fuji TV
Duração: 11 episódios

Direção: Ishii Yusuke, Tanaka Ryo
Roteiro: Yamazaki Takako, Sakaguchi  Riko

Elenco: Kanno Miho, Amami Yuki, Tamaki Hiroshi, Koichi Mantaro, Sakura Mai, Ito Ayumi, Fukuda Ayano, Ishibashi Ryo.

Sinopse

Kekkon Shinai (tradução literal: não se case) discute as dificuldades de se encontrar o par ideal nos tempos atuais. A superficialidade das relações, a valorização da profissão e do trabalho – especialmente pelas mulheres – sobre o casamento, são temas abordados de forma delicada, sem radicalismos, neste belo drama japonês.

Comentário

O elenco, surpreendentemente, reune duas super estrelas do drama nipônico, Kanno Miho e Amami Yuki. Tanaka Chiharu (Kanno) e Kirishima Haruko (Amami) são duas mulheres solteiras que, embora muito diferentes, por força do acaso, acabam desenvolvendo uma bela amizade.


Chiharu tem 35 anos, e além de enfrentar a pressão da família para arrumar um namorado, é a única entre seu grupo de amigas que ainda não se casou. Não é que ela não queira se comprometer, mas parece ser cada vez mais difícil encontrar o homem certo que a faça feliz. Ela leva uma vida simples, trabalhando como funcionária em uma agência de viagens.


Já Haruko, com 44 anos, é uma mulher bem mais pragmática, que decidiu há tempos dedicar-se exclusivamente à profissão, renunciando ao casamento ou qualquer relacionamento sério. Haruko é uma profissional muito bem sucedida, que trabalha para uma grande empresa de paisagismo e venda de flores.


Entre estas duas belas e confusas mulheres surge o artista plástico (e florista) Kudo Junpei (Tamaki Hiroshi), que também foge de qualquer compromisso amoroso, provavelmente por causa de sua falta de estabilidade financeira. Por motivos ainda não explicados (até o episódio 3) ele desistiu da carreira de pintor, para trabalhar como funcionário temporário em uma floricultura. Graças à sua sensibilidade artística, Junpei tem um talento especial com as plantas, além de ser um cara tranquilo e educado.


Mesmo que este drama seja pouco inovador na forma de abordar certos temas, o grande prazer fica em assistir duas grandes atrizes juntas em cena. A sempre jovial Kanno Miho continua a mesma, entra ano sai ano. Eu gostaria de saber qual o segredo de sua eterna juventude (na verdade um dos segredos ela revela durante o drama, preste atenção).
 
 
Amami Yuki também não mudou – seu visual não se alterou muito desde seu papel de chefe de polícia durona em Boss (1 e 2). Não é nada difícil para ela interpretar uma mulher poderosa, com sua altura incrível e seu olhar entre inquiridor e reprovador, que afugenta qualquer homem de pouca fibra.


Já o espetacularmente lindo Tamaki Hiroshi, é a cereja do bolo deste drama. Mais maduro, Hiroshi perdeu aquele ar de garotinho indefeso dos tempos do inesquecível Nodame Cantabile (drama, 2006). Espero que seu personagem tenha mais espaço nos próximos episódios, e que algum romance surja em seu caminho.


Se este fosse um drama coreano, certamente teríamos vários casamentos até o episódio final, mas como se trata de um drama japonês, tudo é possível. E como o título sugere que é possível ser feliz na solteirice, resta esperar se a estória vai pender mais para o realismo ou para o romance puro. Independente do rumo dos personagens, Kekkon Shinai é um drama altamente recomendável.

27 de out de 2012

B.A.P. (kpop music)


É difícil levar a sério, ao menos em termos artísticos, muitas das boybands coreanas, que surgem em maior profusão que o inço no jardim da minha casa. Mas, apesar da qualidade duvidosa de algumas, vez que outra surgem talentos que podem ser reconhecidos a primeira vista.

O grupo B.A.P. saído recentemente da cozinha mágica da agência TS Entertainment é um bom exemplo de sucesso quase instantâneo - e merecido - no mercado asiático.


A trupe de seis lindinhos oxigenados é composta por Bang Yong Guk, Kim Hincham, Jung Daehyung, Yoo Youngjae, Moon Jong Up e Choi Zelo. O destaque no grupo vai para Bang Yong Guk, que vem do hip hop underground - deve vir daí as pegadas mais "sujas" e interessantes de algumas músicas do B.A.P. O talentoso Yong Guk deve ser o primeiro a sair em carreira solo muito em breve. A conferir!

Veja mais em http://bit.ly/VvkVGe

Enquanto isso, é impossível não gostar do MV divertidíssimo do single "Stop It".

25 de out de 2012

Sign (Episódio 18)


Recap (spoilers!)

Como vimos no episódio anterior, a promotora Jeong Woo-ji foi até o local onde seu amado detetive Choi estava fazendo uma campana, mas deu o azar de cruzar com o suspeito de ser o “assassino do martelo”.


O detetive Choi falava com Woo-ji ao celular quando a ligação é interrompida bruscamente. Ele corre até uma rua próxima, e a encontra caída, com um ferimento na cabeça.


continua... (clique abaixo)

23 de out de 2012

Finais de Dramas


Nas últimas semanas, vários dramas deram adeus, alguns deixando saudades, outros nem tanto...

É uma tristeza que o tempo seja tão curto – o ano está acabando! – e tenha sido impossível acompanhar todas as tramas desta temporada. No meu caso, os dramas japoneses acabaram escanteados pelos coreanos neste semestre. Mas tudo bem, eles sempre estarão lá, a espera de uma oportunidade de serem descobertos – aliás, vários dramas nipônicos tiveram problemas com atraso ou desistência nas traduções, o que me fez abandonar algumas boas séries pelo caminho.


Já que estamos falando sobre os dramas japoneses, comecemos por Sprout, um melodrama juvenil que teve um total de 12 episódios. Um grupo de belos adolescente, vivendo com intensidade o primeiro amor. Um romance de verão, com fotografia etérea, um trilha sonora moderninha (o som delicioso do Grouplove por si só faz recomendar este drama). Não há muita estória, é mais um recorte da vida de um grupo de jovens muito normais, em uma pequena cidade japonesa – mas a estória poderia se passar em qualquer lugar do mundo, afinal, as alegrias e as dores de um primeiro amor são iguais em qualquer língua. Lá pela metade do drama, perdido o impacto inicial da beleza dos atores e da cenografia, a coisa fica meio repetitiva, e só resta a curiosidade em saber quem fica com quem (embora não seja tão difícil assim de se adivinhar). Mas Sprout é um drama que agrada tanto aos olhos quanto ao coração, pois é impossível não despertar lembranças ternas de uma primeira paixão, em quem já foi adolescente um dia. Assista e depois corra atrás das músicas do Grouplove.


Rich Man, Poor Woman foi o grande hit da temporada na TV japonesa, graças ao casal de atores Ishihara Satomi e Oguri Shun. Com 11 episódios, Rich Man, Poor Woman deixou mais saudades do ubersexy Oguri Shun do que do drama em si. É claro que o par Ishihara Satomi e Oguri Shun deu muito que falar, mas a trama não foi das mais originais – me fez lembrar muito o malfadado Tsuki No Koibito, com Kimutaku. Rich Man, Poor Woman é encantador quando o casal Hyuga Toru e Natsui Makoto está junto em cena, mas o interesse diminui muito nas demais situações. Para quem está familiarizado com os ‘doramas’ japoneses não chega a ser uma surpresa a falta de cenas mais ‘calientes’, mas neste caso, com um casal tão lindo foi uma pena a produção não ter sido um pouquinho mais ousada. Por isso, eu diria que RMPW é recomendado para iniciadas nos doramas japoneses, e para as fãs loucas por Oguri Shun (hoje em dia um respeitável senhor casado, não se esqueçam). Ponto positivo para a música de abertura, a super fofa “Hikari e” de Miwa.


To the Beautiful You, como já era esperado, não se atreveu a inovar ou muito menos a superar o original japonês, Hana Kimi. Como nas versões Disney dos contos de fada, o drama escolar To the Beautiful You é mais reluzente, mais espetacular, mas muito menos impactante que o material que o inspirou. Por outro lado, os projetos da SBS TV devem ser respeitados pela qualidade dos profisionais neles envolvidos! Mesmo tendo visto as versões anteriores, e sabendo que as surpresas serão zero, o drama é diversão acima da média. Como já comentei aqui, ainda recomendo fortemente que assistam a uma das versões japonesas da estória, mas sem desmerecer o trabalho dos atores e a produção de To the Beautiful You.


O melhor drama médico da temporada (houve outro?), Golden Time, vai deixar boas lembranças nos fãs do gênero. É o tipo de drama que poderia tranquilamente se estender por mais uns meses, ou até mesmo ter uma segunda temporada. GT certamente vai estar entre os meus ‘top 10’ do ano. Um drama à primeira vista incrivelmente simples, mas talvez esta seja a sua maior qualidade, não tentar inovar, mas passar o máximo de realismo para o espectador. Ao contrário do drama Brain, que se concentrava principalmente nos médicos e em suas ambições pessoais, o personagem principal de Golden Time é o hospital. A preocupação é mostrar os sacrifícios pessoais e profissionais de uma equipe médica por seus pacientes. Um diretor excepcional este de GT, que conduziu o elenco como uma grande orquestra, afinada e melodiosa até o final de seus 20 maravilhosos episódios. Imperdível!


Panda and the Hedgehog foi um daqueles dramas da TV a cabo coreana (Channel A), que deve ter passado batido para muita gente, não sem razão. Uma trama fraquinha, atores medianos, mas que teve seus encantos ao longo de curtos 16 episódios. O que me fez conferir o drama foi o tema da gastronomia, e realmente, os cupcakes e os macarones preparados na cozinha do chef Go Seung-ji são uma atração à parte. Mas confesso que se não fosse pelo elenco masculino, teria largado o drama no primeiro episódio. Graças à presença dos atores Lee Dong-hae (Attack on the Pin-Up Boys) e Choi Jin-hyeok (I Need Romance), o drama pôde superar suas muitas deficiências de roteiro e elenco coadjuvante. Me desculpem os fãs da atriz Yoon Seung-ah, mas sua interpretação neste drama em particular não foi das mais entusiasmantes. Acho que a própria produção percebeu que o drama crescia muito mais nas cenas em que a dupla masculina contracenava, do que nas cenas românticas entre o casal central (Dong-hae e Seung-ah). Como já aconteceu em muitos outros dramas, o ‘bromance’ floresceu e despertou mais interesse no público – tanto que a pobre Panda acabou quase esquecida nos episódios finais. Para quem teve coragem de acompanhar este drama até o final, ao menos foi agraciado com um belo desfecho, romântico, emotivo e alegre, tudo ao mesmo tempo. Um drama açucarado, do início ao fim.
 


Um drama que misturou de forma surpreendente romance, suspense, sobrenatural e drama histórico, Arang and the Magistrate foi provavelmente o drama mais ousado da temporada. Mais um para entrar na lista dos meus favoritos de 2012, Arang and the Magistrate é um drama diferenciado em termos artísticos. Sem medo de seguir um ritmo mais lento, com o objetivo claro de desenvolver bem a trama e os personagens, a roteirista Jeong Yoon-jeong (Chosun Police) criou um drama excepcional. E o mérito pela qualidade de Arang and… deve de ser compartilhado com Kim Sang-ho-I (Soul, Can You Hear My Heart) que se revelou um diretor extremante criativo e seguro. A princípio me preocupou muito o elenco tão reduzido, mas isso acabou se revelando uma vantagem, já que a roteista pôde dar vida e dimensão aos personagens. E claro que ajudou muito o talento coletivo do elenco. O par romântico, Lee Joon-ki e Sin Min-ah, está presente lado a lado em boa parte das cenas, e se a relação entre os dois não fosse natural e envolvente, o drama perderia toda a sua graça. Felizmente, Arang (Min-ah) e o Magistrado (Joon-ki) formaram um dos casais mais adoráveis da história dos dramas, e serão lembrados com carinho por quem acompanhou sua bela e misteriosa jornada. Foram 20 episódios (MBC TV) que passaram voando… E Lee Joon-ki arrasa cantando “One Day” para a trilha musical de Arang and the Magistrate.

18 de out de 2012

The Divine Weapon (filme, 2008)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: aventura, guerra, drama
Duração: 134 min.

Produção: KnJ Entertainment
Direção: Kim Yoo-jin
Roteiro: Lee Man-hee

Elenco: Jeong Jae-yeong, Han Eun-jeong, Ahn Seong-gi, Heo Joon-ho.

Resumo

Durante o reinado de Sejong, a Dinastia Joseon (1392-1910) foi a personificação do estado perfeito. Para a dinastia Ming chinesa, o poder imperial aspirante, Joseon se apresentava como um obstáculo à sua expansão territorial. A China exigia submissão e interferia nos assuntos internos de Joseon. Enquanto isso, o reino também sofria com as ameaças constantes dos bárbaros do norte. Irritado com a interferência dos chineses, o rei Sejong desenvolve secretamente o “Lançador de Flechas Fantasma”, uma arma que ele planejava usar para retomar o território de Joseon e sua supremacia. Mas quando os chineses descobrem o plano, o imperador Ming tenta interrompê-lo com força, desencadeando uma onda de violência.

Comentário

The Divine Weapon, um filme com orçamento de U$ 10 milhões (grande para os padrões coreanos) procura dramatizar a história e a política que cercou o primeiro sistema mundial de foguete de multilançamento, inventado na Era Joseon, sob o reinado de Sejong (1418-1450), no esforço de enfrentar a China com maior autonomia.
 

O filme é dirigido por Kim Yoo-jin (1950), mais conhecido pelo melodrama A Promise (1998), estrelando Jeon Do-yeon. O roteirista Lee Man-hee tem sido parceiro constante do diretor Kim em seus projetos cinematográficos, mas também é conhecido pelo drama Lovers (2006), e pelo filme 71-Into de Fire (2009).

The Divine Weapon tem no elenco o veterano ator Ahn Seong-gi (Unbowed, 2011) – que acaba de ganhar uma estrela na calçada da fama em Hollywood - como o rei Sejong, Jeong Jae-yeong, como um contrabandista, e Han Eun-jeong (The Lawyers of the Great Republic Korea, drama), como a filha de um inventor de armas de guerra. Complementando o elenco, o grande ator Heo Joon-ho (Moss, 2010), como o general Chang-kang.

Fazer ficção histórica é sempre arriscado – e pode dar muito errado, como no caso do filme Gabi, comentado recentemente por aqui. Mas este felizmente não é o caso de The Divine Weapon, que mistura com sabedoria política e aventura com romance, e uma pitada saudável de humor.

O resultado é uma recriação detalhada de uma época de grande tensão geopolítica (embora o conflito sino-coreano tenha se dado um século antes do retratado) em que o pequeno reino de Joseon luta como Davi, contra o gigante Golias que era o império Ming.


O rei Sejong contrata um engenheiro brilhante (uma espécie de Da Vinci coreano) para desenvolver uma arma de guerra sofisticada e extremamente potente para combater seus inimigos – os chineses e os bárbaros. Quando os chineses descobrem o plano vão à caça do inventor de armas, que acaba morrendo. Resta apenas sua filha, Hong-ri, para resguardar o projeto secreto do rei.

Os chineses têm bons motivos para temer a arma inovadora, que além de disparar múltiplas flechas ao mesmo tempo, carrega explosivos mortais. A arma (Daesingijeon) era capaz de disparar flechas que voavam por 2 km antes de explodir crateras de até 30 cm de profundidade. Este impressionante aparato da engenharia bélica foi criado por volta de 1500, para afugentar tanto os invasores do norte como os piratas japoneses – seu projeto é reconhecido pela Federação Astronáutica como o mais antigo do gênero.

Embora estes fatos históricos reais sejam realmente marcantes, o protagonista desta trama não é o rei ou o seu inventor genial. O destino do reino acaba nas mãos de um contrabandista chamado Seol-ju. Seol-ju é filho de um fabricante de pólvora, e por isso é escolhido pelo rei para dar continuidade ao projeto secreto. Acontece que Seol-ju tem de abrigar Hong-ri, e ajudá-la na construção da arma de guerra. Hong-ri, uma mulher bonita e inteligente não gosta nada dos modos grosseiros do mercador Seol-ju, mas a convivência acaba por despertar sentimentos mais profundos no casal.


Apesar de filmes de guerra em geral serem pesados e dramáticos, The Divine Weapon consegue suavizar o tema com personagens simpáticos, dando espaço para algumas boas risadas e até um pouco de romance enternecedor. Ou seja, é um filme para agradar a todos os públicos (a partir dos 15 anos, por causa das cenas de violência). Para quem gostou de filmes como Arrow, the Ultimate Weapon, ou quer ver Jeong Jae-yeong em um romance histórico (muito sexy, de cabelos longos), The Divine Weapon é uma boa pedida para uma sessão pipoca.

7 de out de 2012

O Futuro Casal Perfeito dos Dramas


Os dramas coreanos já nos presentearam com muitos casais maravilhosos, que ficarão para sempre em nossa memória. Mas e quanto àqueles que nunca tiveram a sorte, ou o destino de se encontrarem? Homens e mulheres que poderiam ‘soltar faíscas’ ao se apaixonarem – ao menos no mundo de fantasia dos dramas.

A quantidade de atores trabalhando atualmente nos dramas é enorme, por isso cito apenas alguns dos casais que imagino serem capazes de gerar um material potencialmente ‘explosivo’. Não vou mencionar os atores muito jovens, pois estes terão muitas oportunidades futuras de formarem muitos pares românticos épicos.


O primeiro casal– e um dos mais óbvios para muita gente – é Hyung-bin e Yoon Eun-hye. Embora não tenham estado juntos no mundo da ficção, já gravaram um comercial de roupas que despertou a curiosidade de muitas fãs.

Pelas fotos, eles parecem um casal forjado nos céus! Yoon Eun-hye (Coffee Prince) tem a rara habilidade de sempre despertar o lado mais romântico de seus coadjuvantes masculinos – vide Yoon Sang-hyeon (em My Fair Lady), e Kang Ji Hwan (em Lie to Me). Se um dia por sorte ela conseguir conquistar o coração de Hyung-bin, terá de ser em uma comédia romântica (óbvio), e numa situação em que houvesse uma boa dose de contato físico – eles poderiam ter de dividir a mesma casa, ou trabalhar juntos em um projeto complexo (talvez construindo uma casa, só para ficar no tema?). Quem mais você gostaria de ver como par romântico de Yoon Eun-hye?

Kim Seon-ah, uma de minhas atrizes favoritas, já teve a sorte de contracenar com muitos homens lindos e talentosos, mas, ultimamente, acho que os produtores têm forçado a barra ao fazê-la contracenar com atores cada vez mais jovens (assim ela vai acabar na cadeia, rerê!).

Certamente todos se lembram do par perfeito de Kim Seon-ah, o ator Cha Seung-won, no drama The City Hall. Cha Seung-won é um pouco mais velho (5 anos) que Kim Seon-ah, e é alto o bastante para que ela possa usar saltos altos com tranquilidade. Além da química incrível que rolava entre os dois, eles formaram um casal muito bonito (pena que ele já era casado na época).


Então, quem seria compatível o bastante com a atriz para apagar Jo-gook da memória dela – e das fãs? É complicado, mas, para começar, eu gostaria de ver Kim Seon-ah ao menos ao lado de um cara não tão jovem (ela é de 1975). Para uma comédia romântica eu poderia pensar em Yoon Sang-hyeon (Secret Garden) – não é muito alto, mas é dois anos mais velho que ela, e já provou que não se intimida com grandes estrelas – basta ver sua magnífica atuação ao lado de Choi Ji-woo, em Can´t Lose.


Para um melodrama, eu poderia pensar, por exemplo, em Kim Seung-soo (Still You, 2012), um ator que mostrou grande potencial no drama I Am Legend, no qual fazia o papel de marido de Kim Jeong-eun (Ooh La La Couple). Um ator que tem sido subaproveitado e que poderia crescer muito ao lado de Kim Seon-ah – como, aliás, acontece com todos os atores que contracenam com ela.


Uma terceira alternativa seria Oh Ji-ho (Chuno), que, só por sua altura faria um par muito bonito com Kim Seon-ah. Mas teria de ser um drama romântico, já que Oh Ji-ho, convenhamos, é um ator mediano (embora seja belíssimo!).

E quanto à Kim Ha-neul (On The Air), que acaba de ter um romance inesquecível com Jang Dong-gun (na telinha, bem dito, já que o moço é casado)?! Gostaria de ver a atriz viver um grande romance que talvez pudesse virar realidade. Kim Ha-neul é solteira, tem 34 anos, e confessou em entrevista recente ser uma pessoa muito tímida e reclusa. Sendo assim, ou ela conhece um grande amor no trabalho, ou vai acabar tendo de partir para um casamento arranjado... Brincadeirinha! Mas bem que ela merece uma oportunidade, em um drama bem romântico – poderia ficar com a comédia romântica, até que ela não se saiu tão mal em A Gentleman´s Dignity – e com o par perfeito. Ator lindo e solteiro é o que não falta na dramalândia, mas quem seria o homem perfeito para Kim Ha-neul? Pelo perfil pessoal dela, gostaria de imaginar um jovem cavalheiro, alto, elegante, inteligente (talvez até meio nerd) e disponível!...
 
 
... Alguém como Lee Dong-wook (Scent of a Woman), talvez? Ele é três anos mais jovem que Kim Ha-neul, mas é alto, parece ser um cara sensível (Kim Seon-ah se apaixonou!), perfeito como par em um drama romântico.  


Outro que poderia dar o que falar como amante fictício de Ha-neul seria Lee Dong-geon. Na verdade os dois já contracenaram antes, no drama Stained Glass, mas eu certamente daria mais uma chance ao casal. Após dois anos de árduo serviço militar, Dong-geon está estudando ofertas de roteiros, e ainda não se decidiu... Que tal um romance com toques de comédia (eu o adorei em When It´s at Night)... A estória poderia começar com um encontro em Paris - como em Lovers in Paris, só que com um final mais feliz para Dong-geon. Com sua voz aveludada, ele poderia fazer muitas serenatas para a romântica Kim Ha-neul.


É difícil encontrar atores com mais de 35 anos, descomprometidos e que ainda não tenham contracenado com Ha-neul. Um que tem um perfil mais ‘cool’ (e meio geek) é o ator Kim Joo-hyeok (fazendo sucesso no momento com o drama sageuk God of War). Talvez eles pudessem se encontrar em um drama épico, como príncipe e princesa?!

3 de out de 2012

Ooh La La Couple


Uma comédia romântica com toques dramáticos, Ooh La La Couple é a volta da atriz Kim Jeong-eun ao que ela faz de melhor, comédia. Por coincidência eu estava mesmo revendo Lovers (2006) com ela e, apesar de este ser um super melodrama, é impossível não rir com o personagem da cirurgiã plástica que se apaixona por um gangster. E estou torcendo para que Ooh La La Couple seja bom, pois Kim Jeong-eun não teve muita sorte com seus últimos dramas (Hanbando, I Am Legend). E é um tanto preocupante que o roteirista, Choi Soon-sik, insista no tema de “troca de espíritos”, já que sua primeira tentativa, com o drama Come Back, Soon Ae (2006), não foi das mais felizes.

Yeo-ok (Kim Jeong-eun) e Soo-nam (Shin Hyeon-joon, de Gaksital) é um casal em crise. Yeo-ok está mais para “escrava do lar” do que esposa realizada. Ela passa o dia em função da família, composta por filho, marido, sogra e cunhada. Enquanto isso, Soo-nam é gerente de um hotel cinco estrelas, e só pensa no trabalho e (spoiler!) na amante. Yeo-ok vive dizendo ao marido que se ele a tratasse com um décimo da consideração com que trata os hóspedes do hotel, ela ficaria feliz. Mas Soo-nam trata a esposa com enorme desprezo. O motivo para tanta insensibilidade não é explicado nos dois primeiros episódios, ou talvez o cara seja apenas um grande canalha mesmo.


Finalmente Yeo-ok descobre que o marido a está traindo com uma funcionária do hotel, e resolve pedir o divórcio. No dia em que o casal vai ao fórum para assinar a separação, acontece a reviravolta. Como a introdução do drama deixa claro, o destino desse casal é ficar junto, e para que isso aconteça, uma “força mágica superior” irá agir. Eles terão de viver na pele um do outro para recuperarem o amor e o respeito perdidos.

Sim, você tem razão se estiver pensando que a estória da “troca de espíritos” não é nada original. O próprio roteirista de Ooh La La Couple já brincou com a ideia em Come Back, Soon Ae, e Kim Eun-sook (A Gentleman´s Dignity) renovou muito bem o tema tão batido com Secret Garden (2010). Sem contar a mais recente incursão das irmãs Hong, com BIG (um drama que na verdade foi um engodo, já que apenas uma das partes passa pela experiência da troca). Minha versão favorita da fantasia da “troca de espíritos” continua sendo o antigo filme Dating the Enemy (1996), com o ator inglês Guy Pearce.

Meu veredicto para Ooh La La Couple terá de ficar para o terceiro episódio, já que o segundo não foi tão bom quanto eu esperava. Mesmo assim, estou curiosa em como Kim Jeong-eun irá se sair no papel de “homem no corpo de mulher”.


Oo La La Couple (comédia romântica, 2012), KBS TV, segundas e terças-feiras, 16 episódios.

Direção: Jeon Woo-seong, Lee Jugn-seob (Baker King).
Roteiro: Choi Soon-sik

Elenco: Kim Jeong-eun, Shin Hyeon-joon, Han Jae-seok (Merchand Kim Man-deok), Han Chae-ah, Choi Seong-gook, Juni (I Am Legend).
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