22 de dez de 2011

Os Bons, os Maus e os Favoritos (Dramas de 2011)



Um resumo dos dramas mais marcantes de 2011, segundo THC.

Perdi um tempo que eu não tinha essa semana, mas não resisti em ler (nos blogs que sempre acompanho) algumas retrospectivas dos dramas que passaram neste ano de 2011. Na verdade o que eu buscava não era saber o que foi bom para os outros, mas sim (de forma egoísta, reconheço) encontrar quem compartilhasse da minha opinião sobre os melhores (e piores) deste ano, entre um cardápio tão variado de séries (coreanas e japonesas). Mas como os gostos pessoais são sempre muito variados, é impossível encontrar reações iguais, especialmente quando se fala de produtos culturais, como filmes e séries de TV. E o pior, nem sempre é agradável ouvir (ou ler) alguém ‘detonando’ aquele drama que te emocionou tanto: “Como podem criticar o ator ‘x’, ou desprezar a obra-prima da roteirista ‘y’?!”. Aliás, acho que esse ano foi um dos mais atípicos nesse sentido, pois não consegui detectar um drama sequer que tenha sido consenso entre os fãs do gênero.

Falando exclusivamente do que eu consegui assistir até o final, certamente boas lembranças vão ficar, mas não tantas como as do ano de 2010 (Chuno, Secret Garden, só para lembrar de dois exemplos). E com o risco certo de desagradar a muitos, também tenho de apontar as minhas principais decepções. O que mais lamento foi ter perdido tempo com alguns dramas taiwaneses, pois sua qualidade está anos luz atrás da produção coreana e japonesa de TV. Atraída pelos comentários positivos de várias blogueiras, assisti uma boa parte dos dramas Love Keeps Going e Drunken To Love You. O primeiro tinha um casal bonitinho (Cindy Wang e Mike He), mas o nível de atuação era abaixo do sofrível. Se alguma coisa se salva é a canção tema “Don´t Cry” – Cindy Wang tem uma belíssima voz.



A segunda, Drunken to Love You, foi uma febre entre os fãs de dramas, principalmente pela presença carismática do ator Joseph Chang. A Atriz Rainie Yang foi a mulher mais invejada do ano por poder contracenar com esse homem maravilhoso! Para ver pulando as partes em que Chang não aparece.


Dos poucos dramas japoneses que vi (infelizmente o tempo foi curto) em 2010, os melhores foram os dramas colegiais, surpreendente, pois não tenho muita paciência com temas adolescentes. AsukoMarch!, já comentado aqui, é divertido, emocionante, e tem um elenco jovem adorável. Outro elenco adorável é o de Hana Kimi Remake. Apesar dos fãs da série original terem torcido o nariz para essa refilmagem, é puro mau humor, pois quem gosta de uma boa comédia escolar tem diversão garantida. E é mais uma pá de meninos lindos para alegria de qualquer adolescente (e de muitas ‘ahjummas’).


Para fechar a minha ‘trilogia’ de dramas escolares, recomendo o anime Kimi ni Todoke (Reaching You). Na verdade a primeira temporada foi ao ar no Japão entre outubro de 2009 e março de 2010. A segunda temporada passou na NTV em janeiro desse ano. Kimi ni Todoke é até hoje um mangá shojo (romance) de grande sucesso, com direito a videogame, anime e filme ‘live-action’ (com o casal Mikako Tabe e Haruma Miura). Veja primeiro as duas temporadas do anime, antes de ver o filme, pois embora este não seja de todo ruim, perde muito de sua força dramática ao resumir demais a estória do romance adolescente entre a tímida Sawako Kuronuma e o popular Shota Kazehaya.


A maior expectativa fica sempre com os dramas coreanos, seja pela qualidade das suas produções, ou pela variedade de temas e formatos. Mas as decepções não deixaram de acontecer, mesmo com dramas que teimei em assistir até o final. O drama ‘sobrenatural’ 49 Days, por exemplo, para mim foi um tanto frustrante, por vários aspectos, sendo o principal o roteiro, mas o elenco fraco também não ajudou. O princípio do enredo é muito interessante: uma jovem que entra em coma na véspera de seu casamento, e se vê, como espírito, na missão de ‘emprestar’ o corpo de outra jovem para consertar os erros cometidos em vida. Muita gente gostou de 49 Days, e o drama gerou muitos debates, inclusive sobre o seu final surpreendente. Mas o que restou como lembrança de 49 Days (e seus longos 20 episódios), para mim, foi o ator Jung Il-woo, como o inesquecível ‘Squeduler’. O garoto é mesmo impressionante, tem grande presença como ator dramático e, ao mesmo tempo tem um ótimo ‘timing’ para comédia. Quem assistiu Flower Boys Ramyen Shop, o drama seguinte de Jung Il-woo, sabe do que estou falando. Ele certamente é a grande revelação de 2011.

Outro drama que sofri (muito mais) para ver, nos seus infindáveis 20 episódios, foi Baby-faced Beauty. Esse drama também teve seus fãs e por isso, para não despertar a ira de ninguém só quero comentar sobre o desperdício dos dois atores masculinos principais, Daniel Choi e Ryu Jin. Ainda não estou certa se Choi é um grande ator, ou apenas uma figura carismática, mas acho que ele tem potencial para se transformar em um profissional de respeito. E foi o motivo, no final das contas, para que Baby-faced Beauty não tenha sido um fracasso completo. Agora, desperdício mesmo foi a presença de Ryu Jin, que tinha surpreendido positivamente público e crítica com seu papel cômico no drama Call of the Country (2010).

E por fim, The Greatest Love não me agradou (e olha que aguentei até o episódio 11), apesar de adorar o ator Cha Seung Won e ele ser literalmente o galã desse drama. Uma coisa que percebi recentemente é que existem duas correntes de fãs na dramaland: os que amam as irmãs Hong, incensadas roteiristas de dramas como You´re Beautiful e My Girlfriend is a Gumiho, e os que admiram a escritora Kim Eun Sook, de The City Hall e Secret Garden. Eu me enquadro no segundo grupo, e prefiro me lembrar de Cha Seung Won como o inesquecível Jo Gook, de City Hall.

E quais foram as boas surpresas de 2011? Bem, especialmente os dramas produzidos pela TV a cabo coreana, como:
- O thriller policial Vampire Prosecutor, que felizmente deve ter uma segunda temporada,
- A comédia (às vezes dramática) I Need Romance, que caiu um pouco de ritmo nos episódios finais, mas que no conjunto fez bonito,


- A comédia Flower Boy Ramyen Shop, mais voltada para o público adolescente, mas que agradou a quem gosta de roteiros ágeis, e pela oportunidade de ver Jung Il-woo brilhar duas vezes no mesmo ano.

E os favoritos da casa? É difícil colocar os títulos em ordem de preferência, principalmente com tantos temas diferentes sendo abordados, de investigação policial à comédia, do drama médico ao histórico, teve de tudo um pouco. Para não cometer a mesma injustiça dos eleitores do Oscar, que sempre se esquecem dos filmes que passaram no início do ano, não posso deixar de citar o drama que talvez tenha sido o meu favorito de 2011, Sign.

Sign, um drama em 20 episódios da SBS TV, é estrelado por Park Shin Yang (Painter of the Wind), que faz o papel de um médico legista que trabalha junto à polícia e promotoria para resolver crimes de homicídio. Para quem gosta do gênero policial, com uma pitada de drama e romance, é imperdível. Uma grande estória e, para mim, sem dúvida o final de drama mais emocionante do ano.


Por outro lado, num clima bem mais leve, tivemos a comédia romântica Lie to Me, também produzida pela SBS TV (16 episódios). Se não foi consenso, Lie to Me certamente foi o drama mais comentado do ano, especialmente pela química ‘explosiva’ entre o casal Yoon Eun-hye e Kang Ji-hwan. Aparentemente a troca de roteiristas no meio da produção foi a grande responsável pela queda de ritmo no drama, e o que achei lamentável foi abandonar-se os personagens secundários que eram interessantes, e poderiam ter dado mais ‘substância’ à estória. Mesmo assim, foi um dos dramas mais divertidos para mim, até mesmo na hora da tradução das legendas.


Scent of a Woman superou muitas falhas para terminar como um dos melhores dramas do ano. Pessoalmente, achei o núcleo dos personagens ‘ricos’ do drama irritante, para não dizer maçante. Este é um ponto fraco do roteirista No Ji-seol (o mesmo de Dr. Champ) que ainda precisa aprender a criar personagens secundários mais complexos e significativos para o enredo. Mas pelo menos dessa vez ele acertou no final – comovente e esperançoso na medida exata. E o que dizer de Kim Sun-ah? Ninguém poderia ter feito um maior elogio à atriz do que o seu amigo e ex-par romântico Cha Seung Won que, ao ligar para ela e cumprimentá-la pelo sucesso de Scent of a Woman, reclamou, “O que vai ser de nós, pobres atores, depois de nos depararmos com essa sua grande atuação?” Ele tem razão, Kim Sun-ah é a grande rainha do drama coreano.
E não posso esquecer de mencionar Protect the Boss, sobre o qual já falei aqui, certamente o drama com elenco mais afiado do ano e, para as românticas de plantão, talvez o único que satisfez o desejo delas de ver uma cena de casamento para fechar a estória. Que Eun Seol e Ji Heon vivam felizes para sempre na nossa memória.

O único drama histórico que pude ver em 2011 foi Deep-Rooted Tree, e por sorte, está valendo muito a pena! Apesar de alguns episódios de ritmo mais lento no começo, o terceiro ato desse drama está sendo emocionante. A qualidade do roteiro me surpreende a cada reviravolta que acontece e, apesar de ter escolhido ver Deep-Rooted Tree por causa do ator Jang Hyuk (Chuno), tenho de reconhecer que o grande personagem desse drama ‘sageuk’ é o Rei Sejong, interpretado brilhantemente por Han Suk-kyu. Han Suk-kyu certamente vai receber muitos prêmios por essa atuação. E já estão falando em uma segunda temporada para Deep-Rooted Tree. Veremos o que 2012 nos reserva!


E quem diria que 2011 iria fechar com chave de ouro?! Estou falando, é claro, do drama médico Brain (KBS2). Que Sin Ha-gyoon é um grande ator, todo mundo já sabia (Sympathy for Mr. Vengeance, No Mercy for the Rude), mas até ele se surpreendeu com o alvoroço que tem gerado (principalmente entre as mulheres) o personagem do médico temperamental e egocêntrico, Lee Kang-hoon.


Em resumo, são as lembranças mais marcantes que ficaram de 2011.
Só temos que agradecer a toda essa gente maravilhosa que produz arte da melhor qualidade, e torcer para que 2012 chegue logo, com mais bons dramas para satisfazer nossa sede infinita de assistir e de fazer, mesmo que por alguns momentos, parte desse mundo.

Sam.

12 comentários:

  1. Dos que eu vi, scent of woman foi o melhor, se Kim Sun Ah não levar o prêmio de melhor será injusto, no quesito ator fico com Il Woo, espetacular como o sheduler de 49 days e a única graça deste dorama

    Bjs o/

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  2. Anônimo5:14 AM

    Acho que A thousand days' promise tb mereceu destaque em 2011... claro que, entre ele e Scent of a woman, fico com este último só por causa da bela atuação de Kim Sun Ah... pq enqto a bela atuação de Soo-Ae teve o acompanhamento de vários atores, Kim Sun Ah sustentou o drama praticamente sozinha! Desculpem as fãs de LD... ele é lindo, mara, tudo de bom... mas, a atuação dele foi normal... a dela, espetacular!

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  3. olá, adorei o post... uma curiosidade, onde encontro brain pra download com legende em pt? ja procurei e não consegui encontrar... obrigada!!

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  4. Oi gente!

    concordo com a Dana sobre a atuação de Kim Su-ah, ela merece todos os prêmios possíveis.

    quanto a A Thousand Days... resolvi não destacar pq não acabei de ver dentro de 2011, mas certamente é um belo drama, e mais uma atuação maravilhosa de Soo Ae.

    E para a Bruh, acho que vc vai ter de treinar um pouco seu inglês, pois que eu saiba ainda não tem legendas em PT. Mas vale a pena, grande drama!

    abraços a todos,
    Sam.

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  5. Olá! Achei o seu blog uma fofura e estou acompanhando!
    Estou começando o meu com críticas e resenhas sobre dramas, e gostaria que vc visitasse: http://tudoasfixia.wordpress.com/

    Espero que possamos trocar figuras a respeito! Beijos!

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  6. Oi Graziele,

    já dei uma espiada no seu blog e adorei, muito inteligente e divertido!
    quando eu voltar das férias vou ler seus posts com mais calma, mas já estás nos meus favoritos!
    bjs,
    Sam.

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  7. vou te dar um desconto pois voce disse que assistiu apenas até o episodio 11...
    best love para mim e 97% das maniacas por doramas foi um dos melhores e talvez atrevo-me a dizer que foi o melhor do ano para mim.
    Cha seung wo estava absolutamente divino e o drama em si foi super engraçado... com certeza as fans de cha seung wo te mataria se lesse esse seu post ^^ eu entro na fila!!

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  8. Adorei o blog e concordo que Gratest love não foi lá essas coisas,pulei varias partes kkk''.
    Não cheguei a assistir Lie to me por preconceito.
    Kim sun Ah perrfeitaa em Scent of Woman ao contrario de lee dong que ficou devendo.
    Flower Boy Ramyen Shop foi perfeitoo,gostei muito de Protect Boss tbm.
    I need to romance foi meia boca,destaque para a que fazia a virgem de 30 anos,adorei a atriz.
    Eu tenho que assistir brain,essa atriz é muito boa já tinha visto stars falling from the sky com ela(recomendo)

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  9. Muito obrigada pelo elogio, Juh!
    Que bom que você tem bom gosto e concorda comigo, rerê!
    Acho que você gostaria de "Lie to Me", e "Brain" certamente é um grande drama.
    vou conferir Stars falling... obrigada pela dica.
    bjs,
    Sam.

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  10. Comecei a ler a postagem e concordo plenamente com o ponto em que você disse que é ruim ler opiniões diferentes das nossas...
    Mas lamentável mesmo é ler os seus comentários sobre os dramas taiwaneses, sendo que você se baseou em apenas dois para chegar uma conclusão tão taxativa. Não te culpo! O primeiro drama coreano que eu comecei a assistir, eu detestei (Era Gong). Aí achei que todos fossem ruins, agora sei que fui equivocada. Talvez seja legal vc dar chance a outros... Os melhores dramas que já assisti são taiwaneses.
    Só para citar alguns "It started with a kiss" e a continuação "Thay kiss again", "Mars", "Silence" e "Black & White".
    Realmente as produções coreanas geralmente são mais pomposas, mas já vi muita pompa com pouca qualidade e nenhuma realidade.
    A interpretação é muitas vezes questão de estilo. Não vi um drama coreano se quer em que os atores agissem de maneira natural, eles tem um estilo próprio de interpretação, assim como os japoneses (que minha amiga Japa jura que são horríveis em interpretação, principalmente nas falas.) Assim como alguns dramas taiwaneses que optam por uma interpretação mais exagerada, porém não errada. É só estilo!
    Assim como na música existe o samba, o rock, o sertanejo, o pop, etc... Mas não posso falar dos dois que vc citou já que não assisti a nenhum.

    Continuando o que eu comecei no primeiro parágrafo... Eu não gostei da sua opinião sobre os dramas taiwaneses e vc não vai gostar da minha opinião sobre a sua opinião. Como eu disse, vc começou muito bem essa postagem.

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  11. Oi Viviane,

    Em primeiro lugar, já assisti outros dramas taiwaneses, mas como não consegui vê-los até o fim, prefiro não fazer comentários. Quanto a ler comentários que não nos agrada, não é preciso ser tão radical! Eu, pessoalmente, gosto tanto de ler sobre cinema e dramas, que costumo entrar em blogs de fãs de dramas chineses e taiwaneses para me informar e divertir. E recomendo muito que todos que gostem de cultura asiática procurem por títulos de filmes de TW, um país que tem diretores magníficos, premiados internacionalmente (Ang Lee, Sylvia Chang, entre muitos outros).
    Agradeço muito teu comentário - muito interessante a parte em que você fala sobre os estilos de interpretação - só esse tópico dá muito 'pano pra manga'. E obrigada pelas sugestões de dramas, sempre fico curiosa sobre o que o pessoal está vendo e tenho certeza de que muita gente vai aproveitar tuas dicas.
    Estou sempre aberta a sugestões, críticas (e elogios, rerê), assim, espero sua presença aqui futuramente.
    abraços,
    Sam.

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  12. Realmente falei do tipo de interpretação porque vejo muitas vezes as pessoas criticando uma atuação ou elogiando outra sem critério algum. Sem entender um pouco do assunto é preocupante dar opiniões afirmativas, como "fulano é horrível interpretando", quando na verdade, talvez, o mais certo seria "eu não gosto da interpretação de fulano pq...". Quem não estudou o assunto, talvez não saiba que existe interpretação realista, realista/naturalista, expressionista, farsesca, clownesca, superficial/exagerada e por aí vai... Quem dá esse tom da interpretação é o diretor em conjunto com o ator. E esse tom deve estar de acordo com a proposta de encenação, que envolve todo o resto da produção do drama.

    O que me encanta em algumas produções asiáticas é ver soluções diferentes das comumente encontradas em produções ocidentais. Em Secret Garden, por exemplo, em que para mostrar que o protagonista tá pensando na mocinha, ela aparece do lado dele. Ou em "The Roses" que foi baseado no mangá e tem um jogo de câmeras que busca retratar os quadrinhos. E em "Mars" onde é criado todo um clima de suspense psicológico, mas mantendo aquela delicadeza encontrada na cultura asiática.

    Assim como você eu adoro cinema, séries, dramas e amo o pai de todos, o teatro (só não sou muito fã de novelas brasileiras ou mexicanas, respeito quem gosta, rsrs.)
    Como estudiosa e profissional da área, aprendi a respeitar muito qualquer trabalho artístico, pois sei o trabalho e o esforço necessário para a realização de tal. Mesmo os trabalhos que são mais produtos do que arte, tem o seu valor. Não é?

    Obrigada pela acolhida e pelas dicas.

    Abraços.

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