outubro 22, 2015

Bad Family (drama, 2006)


País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Yoo In-sik, Bae Tae-seop, Kang Sin-hyo
Roteiro: Lee Hee-myung, Han Eun-kyeong

Elenco: Kim Myeong-min, Nam Sang-mi, Park Jin-woo, Hyeon Yeong, Kim Hee-cheol, Im Hyeon-sik, Yeo Woon-kye, Kang Nam-gil, Geum Bo-ra, Lee Young-yoo, Kim Gyoo-cheol, Hyeong Kwan-yu, Yoo Hyeong-kwan.

Resumo

A pequena Na-rim perde toda a família em um acidente de carro e acorda no hospital, sem lembrar-se do ocorrido. O tio da garota contrata uma família de aluguel para cuidar de Na-rim, e tentar recuperar sua memória. Só que a nova família é composta por um bando de desajustados, que se mete em uma infinidade de confusões.

Comentário

Melhor do que a expectativa de um novo drama, é descobrir algum clássico ou cult do passado. O verdadeiro aficionado dos dramas coreanos curte garimpar produções antigas, seja para ver seus ídolos em início de carreira, ou apenas por apreciar boas estórias. Infelizmente, é cada vez mais complicado encontrar dramas passados, seja para baixar ou para ver online. Por isso, foi uma alegria conseguir resgatar está pérola da dramaturgia televisiva que é Bad Family. Pena que demorei tanto para ver este drama, estrelado pelo sempre fantástico Kim Myung-min (Beethoven Virus, A New Leaf, 6 Flying Dragons). Adepto do Método (de Stanislavski), Kim Myung-min costuma construir personagens atendo-se aos mínimos detalhes, do visual, ao perfil psicológico dos mesmos.


E não foi diferente em Bad Family, onde ele encarna um gangster muito diferente: calculadamente caricato, o personagem resulta surpreendentemente cômico. A verdadeira obcessão de Kim Myung-min em interpretar seus personagens com a máxima veracidade possível é bem conhecida, e quase já lhe custou a vida. No filme Closer to Heaven, para interpretar um homem que sofre de uma doença degenerativa incurável, o ator emagreceu tanto que acabou ele mesmo seriamente doente.


Os personagens de Bad Family causam um estranhamento e até mesmo certa aversão, à primeira vista, mas à medida que nos tornamos íntimos destas figuras exóticas, nos apaixonamos totalmente por eles. E é exatamente este o ‘gancho’ do enredo do drama, a desconfiança e inimizade entre a família postiça, que se transforma aos poucos em uma relação tão ou mais profunda que a de irmãos de sangue. 




É claro que o elenco tem uma influência indiscutível no sucesso de Bad Family. Yeo Woon-kye (falecida em 2009) está impagável como a feirante Park Bok-nyeo; Geum Bo-ra (Jang Bo-ri Is Here!), é Eom Ji-sook, com seu ar esnobe, embora não tenha onde cair morta; e Nam Sang-mi (The Joseon Gunman) nunca esteve tão adorável, com seu eterno ar de moleca, no papel da briguenta Kim Yang-ah. Destaque especial para uma atriz que aparece muito pouco em dramas, mas que tem um timing maravilhoso para comédia, Hyeon Yeong (Producers), como a doce Ha Boo-kyeong. Aliás, nunca vi Kim Myeong-min tão à vontade (e divertindo-se a olhos vistos) contracenando com duas atrizes - Hyeon Yeong e Nam Sang-mi quase levam o rapaz à loucura!



No elenco masculino temos o baixinho simpático Im Hyeon-sik (Yuna´s Street), como o professor de dança de salão Jang Hang-goo; o sempre divertido Kang Nam-gil (Super Daddy Yeol), como o atrapalhado Jo Gi-dong; Park Jin-woo (Love From Today), como o mimado Ha Tae-kyeong; e Kim Hee-cheol (Granpas Over Flowers Investigation Team), é o alienado Gong-min.


As crianças roubam a cena!

A trama divertida e muito original de Bad Family foi escrita a quatro mãos por Lee Hee-myung (My Fair Lady, Rooftop Prince,The Girl Who Sees Smells) e Han Eun-kyeong. Os diretores são Yoo In-sik (Giant, Mrs Cop) e Kang Sin-hyo (The Heirs, Midas).


Um empresário e sua a família (mulher, filhos, tios e avós) sofrem um acidente de carro, enquanto passeavam no interior. A única sobrevivente da tragédia é a filha caçula, Na-rim (Lee Yeong-yoo, de The Queen´s Classroom), de apenas 9 anos de idade. O Sr. Byeon (Yoo Hyeong-kwan), o único parente vivo de Na-rim, tenta descobrir a causa do acidente, mas a sobrinha acorda no hospital sem lembrar-se de nada. Preocupado com as consequências do trauma na menina, ele resolve contratar uma família postiça, e assim, tentar resgatar aos poucos sua memória.


Oh Dal-gun (Kim Myung-min) é um gangster que, entre muitos negócios, dirige uma agência que fornece convidados falsos para casamentos e funerais. O Sr. Byeon contrata Oh Dal-gun para recrutar um grupo de pessoas que possam se fazer passar, convincentemente, pela família perdida de Na-rim. A esperança é que Na-rim recupere aos poucos a lembrança da família e das circunstâncias do acidente de carro. Acontece que o Sr. Byeon não sabe que Oh Dal-gun é um capanga que servia a um mafioso de Busan, até ser expulso da gangue. Oh Dal-gun recruta pessoas através de chantagem sobre a cobrança de suas dívidas com agiotas, formando assim, a família falsa que irá conviver com a pequena Na-rim. Embora Na-rim não se lembre das feições dos parentes, obviamente fica desconfiada de sua “nova” família.


Bad Family talvez seja a família mais disfuncional e maluca já vista, mas também é muito divertida e, por incrível que pareça, enternecedora. Bad Family combina romance, comédia e drama familiar na dose certa. Para quem sente falta de roteiros mais ousados e criativos, é uma ótima pedida!

setembro 20, 2015

As Garotas Que Amavam Demais...


... nos dramas coreanos.

Foi enquanto assistia recentemente Bad Family (2006), uma pérola da dramaturgia televisiva coreana, que me dei conta de um fenômeno raro e pouco estudado, o da personagem secundária que se apaixona pelo protagonista... Mas não estou falando das rivais clássicas das protagonistas, mas daquelas que geram a simpatia do público, por seu amor não correspondido.

As discussões acaloradas sobre o amor não correspondido (‘one sided love’) dos personagens secundários por suas protagonistas são frequentes nos fóruns e blogs, mas pouco se fala das garotas que se apaixonam pelos heróis dos dramas... Duas situações costumam acontecer com elas nestes casos: ficarem sozinhas, ou ganharem um romance de consolo, nos minutos finais da estória.

É compreensível que as fãs de dramas se interessem muito mais por aquele personagem secundário masculino tão ou mais bonito que o protagonista, e se preocupem muito menos com a potencial rival da mocinha da trama. É simplesmente natural se identificar com a protagonista e torcer por ela. No entanto, para quem já assistiu um bom número de dramas, outros aspectos começam a chamar a atenção... Além disso, um bom drama não é feito apenas de protagonistas sedutores, mas de coadjuvantes interessantes, que contribuam com o desenvolvimento da estória de forma positiva.

Não existem tantas personagens coadjuvantes que sejam simpáticas à audiência, a não ser que sejam amigas da protagonista, ou façam parte da família do herói do drama. O habitual é a rivalidade explícita pelo amor do mocinho, com todo tipo de tramoia envolvido nesta conquista.

Se a coadjuvante merece ou não – numa realidade alternativa – acabar nos braços do seu amado, depende muito da empatia do personagem, mas também do carisma da atriz. Vamos a alguns exemplos (não há como evitar os spoilers, portanto, cuidado!)...


Em Bad Family, temos Ha Boo-kyeong, uma mulher jovem, bonita, super feminina, que, por azar, se apaixona por um bandido. O ditado de que os opostos se atraem não se aplica nesta estória. O gangster Oh Dal-gun (Kim Myeong-min) sente-se mais atraído por Yang-ah (Nam Sang-mi), uma garota de temperamento forte como o seu. Mas é impossível não simpatizar com a charmosa Boo-kyeong, já que seu amor é sincero, embora tão equivocado. As cenas entre Boo-kyeong e o bruto Dal-gun são engraçadas, mas ao mesmo tempo incrivelmente ternas. Um (quase) casal inesquecível.

É difícil competir com a própria irmã pelo primeiro amor...

Outra situação que me sensibiliza muito é a do primeiro amor... King of High School e Gap Dong são dois dramas que trazem adolescentes vivendo intensamente o primeiro amor, mas infelizmente o mesmo não é correspondido. King of High School fala do romance escolar... Normal, não é mesmo, se enamorar do melhor atleta (e o mais bonito, óbvio) da escola?! Felizmente, é mais fácil superar este sentimento e encontrar outro amor juvenil. Mas quando a adolescente se apaixona por um homem mais velho... Aí a coisa é bem mais complicada, já que os sentimentos de amor e proteção paterna costumam se misturar de modo perigoso.
 

Em Gap Dong (tvN, 2014), a paixonite de Ma Ji-wool (Kim Ji-won) pelo policial Ha Moo-yeom (Yoon Sang-hyun) coloca em risco muito mais do que uma simples desilusão amorosa.

Muitas mulheres já tiveram o coração partido por Lee Joon-ki... Ou melhor, por seus personagens heroicos nos dramas. Duas jovens belíssimas sofreram demais por Joon-ki (em sua fase atual de dramas sageuk), tanto em The Joseon Gunman como em The Scholar Who Walks The Night (MBC, 2015).


As espectadoras que perceberam a boa química entre Joon-ki-shi e sua coadjuvante em The Joseon Gunman, a atriz Jeon Hye-bin, podem consolar-se ao saber que a amizade do casal na vida real tem se fortalecido desde então (apesar de ele negar qualquer envolvimento amoroso). Já na ficção, ele escolheu Nam Sang-mi.


Em The Scholar Who Walks The Night, por outro lado, o que chamou a atenção foi a beleza impressionante da atriz Jang Hee-jin (como a gisaen Soo Hyang), e por isso mesmo, fica difícil acreditar que nosso herói a trocaria pela lindinha, mas imatura Lee Yoo-bi. Infelizmente, não sobrou para Soo Hyang nada além de amizade e gratidão de seu amado vampiro.


Por falar em se apaixonar pelo patrão (raramente uma boa ideia), Park Min-young foi mais uma a sofrer de amor não correspondido por Kim Myeong-min, no drama legal A New Leaf (MBC, 2014). Na verdade eu até torci para que ela ficasse com o gatíssimo Jin Yi-han (My Secret Hotel), mas o drama acabou abruptamente, sem dar tempo para romance de parte alguma. De qualquer modo, apesar de Park Min-young ser bem mais jovem que Kim Myeong-min, o casal combinava muito bem. Aliás, ver Kim Myeong-min envolvendo-se com sua ex-noiva Chae Jung-na (péssima atriz) foi uma das maiores decepções deste drama tão mal executado.

Seguindo no gênero legal, a comédia romântica Lawyers of Great Republic of Korea (MBC, 2008) nos apresentou um “quadrado” romântico muito interessante... Alguns espectadores podem ter achado a personagem interpretada pela bela atriz Han Eun-jung desagradável, mas certamente ela não era uma vilã no drama. Ela, aparentemente, quer se vingar do marido, reivindicando metade de sua fortuna, mas seus motivos são mais singelos do que se possa imaginar. Um drama que mostra de forma realista como o amor mais perfeito pode fracassar...

Mencionei anteriormente que uma boa atriz (num bom papel) pode conquistar o coração da audiência, e posso citar dois exemplos: Kim So-yeon, em Gourmet (SBS, 2008), e Kang So-ra em Doctor Stranger. No drama gastronômico Gourmet, Kim So-yeon se apaixona por Kim Rae-won, embora esteja noiva do irmão deste, Kwon Oh-jeong. É mais um caso clássico de atração pelo diferente, mas entendemos porque a sofisticada Joo-hee prefere o caloroso Sung-chan, ao frio chef Bong-joo. Mas também, ela não conhecia a regra de que ninguém mexe com os homens de Nam Sang-mi (a lista de conquistas da garota é grande, e de dar inveja. Repararam que ela é mencionada três vezes nesta lista?). 

Em Doctor Stranger (SBS, 2014) a fórmula que não deu certo é a seguinte: uma atriz carismática (Kang So-ra), com um enorme fã-clube, perde o amor do protagonista para uma rival muito sem sal. Foi uma verdadeira declaração de guerra à audiência feminina. No final das contas, um drama de roteiro sofrível, que gerou mais atenção do que merecia.


Tem casos em que o espectador é advertido, mesmo que indiretamente, desde o princípio, de que o casal protagonista não terá um final feliz. É o caso, por exemplo, do recente Assembly: o protagonista é casado, fim de papo! Mas acontece que ele está separado da mulher, e sua ligação com a protagonista é tão magnífica, que persiste, até o fim, a esperança de que haja uma reviravolta... Infelizmente, nestas horas, o conservadorismo impera.

Outro caso ainda mais comovente é o dos personagens que já ‘partiram desta para uma melhor’ e que, mesmo assim (ou por isso mesmo), enchem nossos corações de tristeza por seu amor impossível. 49 Days (SBS, 2011) e Oh My Ghostess são dois dramas que transformam suas personagens secundárias em heroínas trágicas... Quem não se comoveu com a ilusão de Nam Gyu-ri de que poderia vencer a morte, enquanto descobria os verdadeiros sentimentos de seu melhor amigo por ela?


Já o fantasma interpretado por Kim Seul-gi, é a versão mais divertida e romântica já criada para o clássico Cyrano de Bergerac. Oh My Ghostess é um caso único, no qual as duas protagonistas são complementares, e a encarnação quase literal de Park Bo-young como Kim Seul-gi é surpreendente e inesquecível. Mas Kim Seul-gi tem razão ao reclamar por não ter podido beijar o ator Cho Jung-seok. Que surjam oportunidades futuras para você, garota!

Ufa, na verdade eu teria mais uma meia dúzia de exemplos divertidos e dramáticos de garotas que amaram demais (e não foram correspondidas), mas já estou quase escrevendo um livro... Ficaria feliz com sugestões de vocês, de dramas que tenha marcado sua memória, por suas personagens femininas de coração partido...

setembro 07, 2015

The Berlin File (filme, 2013)


País: Coréia do Sul
Gênero: Ação, Drama
Duração: 120 min.

Direção e Roteiro: Ryoo Seung-wan
Produção: Kang Hye-Jung

Elenco: Ha Jeong-woo, Jeon Ji-hyun, Ryoo Seung-beom, Han Seok-kyu, Lee Kyoung-young, Kwak Do-won.

Resumo

Na capital alemã, Berlin, uma equipe de agentes secretos sul coreanos tenta rastrear as atividades suspeitas dos inimigos norte-coreanos, especialmente a compra no mercado negro de armas de guerra. Só que a guerra de espionagem acaba se transformando numa perseguição implacável a agentes dissidentes norte-coreanos.

Comentário

O diretor, roteirista e produtor Ryoo Seung-wan, apesar de ainda jovem, tem uma carreira longa e prolífica como cineasta. Sem fugir do gênero de ação, mas procurando variar o cenário de seus filmes, Ryoo Seung-wan tem o privilégio de contar com a admiração e respeito tanto de público como de crítica. Fica clara na obra do cineasta a influência do cinema de ação de Hong Kong – as artes marciais e o trabalho com dublês nas sempre vertiginosas cenas de ação são prova desta influência. Em seus primeiros filmes, com o orçamento apertado, Ryoo até mesmo chegou a dividir-se entre o trabalho de diretor e ator. Logo em seguida ele pôde contar com a ajuda do irmão mais novo, o ator Ryoo Seung-beom, presença constante em seus filmes (The Injust, Ararang). Ryoo Seung-beom, por sua vez, teve sorte de poder estrelar os filmes do irmão, o que contribuiu para consolidar sua carreira de ator no cinema sul coreano.

The Berlin File é um projeto ambicioso, mas nem por isso o mais brilhante de Ryoo Seung-wan. O roteiro tem furos imensos e nem mesmo o editor mais genial conseguiria disfarçar os problemas de continuidade (especialmente no terço final do filme). Mesmo assim, para quem é fã do cineasta, ou ainda, do cinema de ação asiático em geral, The Berlin File é um filme plenamente desfrutável. Quanto à estória em si, não é mais absurda do que qualquer episódio de James Bond, só para citar um exemplo. Pelo menos a ousadia de Ryoo Seung-wan na direção, com o apoio do cinegrafista Choi Young-Hwan, garante a qualidade do espetáculo. Outro ponto positivo dos filmes de Ryoo Seung-wan é o elenco – ele sempre consegue trazer os melhores atores para seus projetos – e em The Berlin File não é diferente.


A estória é a seguinte... Em Berlin, Alemanha, uma equipe do serviço de inteligência sul coreano, liderada pelo agente Jung Jin-Soo (Han Suk-Kyu, de Eye for an Eye) vigia um hotel onde está para acontecer uma negociação entre norte-coreanos e russos, para a compra de armas de guerra. Quando os agentes invadem o quarto do hotel onde está para ser acertada a transação ilegal, o negociador norte-coreano consegue escapar, não sem antes entrar em luta corporal com Jung Jin-Soo. No entanto, um novo encontro entre os dois irá acontecer em breve. 


O norte-coreano é Pyo Jong-Sung (Ha Jeong-woo), um agente de prestigio em seu país natal, por suas grandes ações de bravura no passado. O embaixador Lee Hak-Soo (Lee Kyoung-Young), alerta o agente Pyo Jong-Sung para a chegada iminente a Berlin de Dong Myung-Soo (Ryoo Seung-Beom), vindo da Coréia do Norte. Dong Myung-Soo é filho de um poderoso militar, e sua fama de assassino cruel desperta a preocupação dos compatriotas em Berlin. Enquanto isso, Pyo Jong-Sung tem de lidar com o desaparecimento de sua esposa, Ryun Jung-Hee (Jeon Ji-hyun), que trabalha como tradutora na embaixada norte-coreana.


A beleza áspera e o charme bruto de Ha Jeong-woo (The Client) nunca foram tão bem explorados como neste filme, e, sendo assim, as mocinhas podem suspirar com seus músculos, enquanto os rapazes admiram sua coragem inabalável. Diversão garantida toda a família (acima de 18 anos).

Queen of Housewives (drama, 2009)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Comédia
Duração: 20 episódios
Produção: MBC
Título alternativo: My Wife is a Superwoman

Direção: Ko Dong-Seon, Kim Min-Sik
Roteiro: Park Ji-Eun

Elenco: Kim Nam-joo, Oh Ji-ho, Lee Hye-young, Choi Chul-ho, Yoon Sang-hyeon, Seon Woo-seon, Na Young-hee.

Resumo

Ji-ae casou-se muito jovem, e não teve interesse em seguir uma carreira profissional. Mas como seu marido, Dal-soo, não consegue parar em nenhum emprego, ela é obrigada a fazer vários ‘bicos’ para sustentar a família. Cansada de viver com pouco dinheiro, ela dá um ultimato ao marido para que consiga um emprego fixo. Determinada, Ji-ae fará de tudo para que o marido seja contratado pela Queen´s Food.

Comentário

Queen of Housewives é um drama que traz um olhar crítico, até mesmo um pouco amargo, sobre a sociedade coreana contemporânea – com ênfase nos relacionamentos entre marido e mulher. Mas, apesar da seriedade com que os conflitos matrimoniais e a feroz competição dentro do mercado de trabalho são tratados, sobra espaço para uma saudável dose de bom humor. Quem conhece a roteirista Park Ji-Eun (Unexpected You, My Love From the Star, Producers) sabe de sua habilidade em escrever diálogos afiados, cheios de ironia e humor debochado. Mas a comédia inserida nos trabalhos da escritora Park nunca é gratuita – é uma forma de abordar assuntos sérios, sem deixar o clima pesado, melodramático. É por isso que seus dramas, por mais realistas que sejam, nunca são entediantes ou depressivos para o espectador. Apesar de eu estar bem familiarizada com os dramas da escritora Park, confesso que havia hesitado em ver este seu trabalho mais antigo, Queen of Housewives. No entanto, tendo visto anteriormente o delicioso (embora longo) Unexpected You, sabia que teria de dar uma chance a Queen of Housewives, e que dificilmente iria me arrepender... Para começar, as várias sinopses do drama postadas por aí não fazem juz à estória, e até iludem o espectador em potencial a achar que vai ver um drama sobre uma dona-de-casa ambiciosa que tenta fazer o marido enriquecer a qualquer custo. Felizmente, não é nada disso, muito pelo contrário, pois se a personagem central é uma mulher de caráter forte (e às vezes um tanto agressivo, é verdade) ela é tudo menos uma criatura fútil ou pretenciosa. Kim Nam-joo é a atriz perfeita para encarnar as mulheres fortes e ao mesmo tempo sensíveis criadas pela roteirista Park – tanto que sua parceria já rendeu ao menos três belos dramas.

A direção a quatro mãos do drama é trivial, mas dá espaço à comédia, especialidade dos dois diretores, Ko Dong-Seon (Cunning Single Lady) e Kim Min-Sik (Still, Marry Me).

Em Queen of Housewives, Kim Nam-joo é Ji-ae, uma mulher que na juventude teve todos os homens a seus pés, e acabou se casando com um rapaz bonito, mas sem ambição. Dal-soo (Oh Ji-ho, de Chuno) pode parecer um marido perfeito, carinhoso com a mulher e a filha, e respeitoso com os pais. Mas, com um curso superior incompleto, e a falta de competência para manter-se no mesmo emprego por muito tempo, Dal-soo se transforma num perdedor aos olhos da mulher e demais parentes. Ji-ae tem de se virar entre uma infinidade de trabalhos temporários para sustentar a família, enquanto o marido fica em casa, jogando cartas e bebendo com os amigos. Até que um dia Ji-ae resolve dar um basta nesta situação: ela intima o marido a arrumar imediatamente um emprego, ou irá se divorciar dele. Assustado com a perspectiva da separação, ele vai a uma entrevista de emprego numa grande empresa de alimentos, a Queen´s Food. Vendo que o marido tem poucas chances de conseguir o emprego, já que a vaga é disputada com o sobrinho de um dos diretores da empresa, Ji-ae resolve ajudá-lo como pode, ou seja, fazendo lobby com as esposas dos executivos senior. Primeiro ela segue a esposa do diretor geral, a Sra. Young-sook (Na Young-hee), para conhecer seus hábitos, e conquistar sua simpatia. Young-sook, mulher do executivo mais importante da Queen´s Food, o diretor Hong-shik, é paparicada pelas esposas dos demais diretores, que sabem de sua influência sobre as decisões do marido.

Preciso abrir um parêteses para comentar a atuação sensacional de Na Young-hee - atriz que já vimos em tantos dramas, sempre no papel de mulher rica e ambiciosa, - o que se repete aqui, mas com um toque especial de exagero, o que a torna um dos personagens mais engraçados da trama.

Young-sook, a apropriada presidente do clube das esposas da empresa, sugere a Ji-ae que faça amizade com a mulher do diretor do departamento em que Dal-soo pode vir a trabalhar. Disposta a puxar o saco de quem for preciso para ajudar o marido, Ji-ae bate à porta da tal mulher, apenas para descobrir que se trata de Bong-soon (Lee Hye-young), uma amiga de adolescência, que não via há muitos anos. Acontece que Bong-soon não fica nada feliz em ver Ji-ae, pois nutre um rancor antigo por ela. Para surpresa de Ji-ae, Bong-soon não apenas se transformou numa belíssima mulher (graças aos milagres da cirurgia plástica) como se casou com o primeiro amor da amiga, Jun-hyuk (Choi Chul-ho, de The Joseon Gunman). Foi um grande prazer ver o casal fictício Lee Hye-young e Choi Chul-ho, - ambos são engraçadíssimos, e me deixaram com saudades de dois dramas inesquecíveis em que atuaram – respectivamente, Dalja´s Spring, e Still, Marry Me.

O terceiro casal da trama é o presidente da Queen´s Food, Tae-joon (Yoon Sang-hyeon, de Secret Garden) e sua esposa Eun So-hyeon (Seon Woo-seon, de Hundred Year Inheritance). Tae-joon e So-hyeon não se casaram por amor, mas por um acordo de negócios de suas famílias. Tae-joon se ressente por ter deixado a mulher que amava para seguir a imposição de seu pai, dono de um conglomerado empresarial. Eun So-hyeon tenta levar o casamento de aparências, mesmo com o desprezo constante do marido. O casal leva uma vida de frustração amorosa constante, até o dia em que So-hyeon reencontra seu primeiro amor, dos tempos de universidade, Dal-soo. E, por coincidência, Tae-joon conhece a esposa de Dal-soo, Ji-ae, e se encanta com seu charme ingênuo e sua autoconfiança.

É mais ou menos assim que estes três casais, Ji-ae e Dal-soo, Bong-soon e Jun-hyuk, So-hyeon e Tae-joon, se encontram e interferem, para o bem ou para o mal, no destino uns dos outros. Uma comédia à moda antiga, que aborda com sabedoria os problemas da vida moderna.

agosto 28, 2015

Os Românticos Políticos dos Dramas


Entre os dramas que têm as profissões como tema central, existem os favoritos do público, tanto por seu apelo social - a lei (policiais e advogados), ou a medicina,-  como pelo glamour -, e aí podemos pensar, por exemplo em moda, culinária ou arquitetura. Os dramas políticos, por outro lado, não são tão comuns ou populares, muito em razão da complexidade e aridez do tema. No entanto, os dramas que falam diretamente sobre política costumam ser surpreendentemente divertidos e envolventes. Assistindo o drama atual Assembly (KBS2), um intenso e ao mesmo tempo satírico retrato do dia-a-dia no parlamento sul-coreano, resolvi relembrar outras séries que tiveram a política como pano de fundo.

Nos dramas, os políticos costumam ser (muito) mais idealistas, românticos e bonitos que os da vida real. Ainda bem, já que a política não é o assunto mais sexy do mundo... Mesmo assim, não é bom que se fuja demais da realidade, pois uma boa dose de senso crítico sempre é bem vinda. E o tom de denúncia e crítica é muito bem dosado em Assembly, que, sem levantar bandeiras (à esquerda ou à direita) consegue mostrar as imensas dificuldades de um legislador novato em fazer política com honestidade. “O inferno está cheio de boas intenções”, é um ditado que cabe como uma luva no mundo da política... Entre os discursos inflamados nos palanques, e os interesses pessoais dos políticos, existe um abismo infinito - é a lição que o deputado Jin Sang-pil (Jeong Jae-young) não demora a aprender. Mas não é fácil para um homem antes acostumado a lutar por direitos trabalhistas, à frente de um sindicato operário, aceitar a dura realidade das tramoias sórdidas da política. E, tristemente, parece só haver dois caminhos: juntar-se à maioria, ou render-se e renunciar. Como seria bom se existissem mais homens como Jin Sang-pil, que veem a política como um meio de trazer melhorias sociais reais e urgentes. Com o apoio da assessora Choi In-gyeong (Song Yoon-a) e do jovem Kim Gyu-hwan (Taecyeon), Jin Sang-pil almeja a política que faça diferença na vida do povo de seu país. Ingênuo? Idealista? Certamente, mas é estranhamente um espetáculo emocionante e enaltecedor, como ver um super-herói derrotar os maiores vilões.


Assembly, KBS2, 2015, 20 episódios.

Não é muito fácil imaginar um grande romance florescendo dentro das frias paredes de mármore do congresso, ainda mais entre parlamentares de partidos ideologicamente opostos. Mas é o que acontece em All About My Romance, e o resultado é uma comédia romântica das mais saborosas. Sin Ha-gyoon é Kim Soo-young, um ex-juiz, em seu primeiro mandato como deputado representante de um partido conservador. Lee Min-jeong é No Min-young, que entra na política meio que por acaso, ao substituir a irmã falecida, que pretendia concorrer à presidência do país. Não demora muito para que Soo-young e  Min-young  passem de inimigos políticos, a parceiros no amor.. O problema é enfrentar a forte oposição política a este grande amor... Eu votaria em Sin Ha-gyoon para presidente, sem pestanejar!


All About My Romance, SBS, 2013, 16 episódios.

The City Hall, além de ser um dos melhores dramas de todos os tempos, é um dos poucos que consegue transformar a política num tema atraente. Ou talvez seja o ‘power couple’ Kim Seon-ah e Cha Seung-won que torne fascinante até mesmo acompanhar uma campanha eleitoral... Jo Gook (Cha Seung-won) é o deputado que chega a uma modesta cidade litorânea com o propósito de transformar Shin Mi-rae (Kim Seon-ah) em testa-de-ferro de seu partido, à frente da prefeitura... Só que o pobre Jo Gook acaba tendo seu coração flechado pela adorável caipira Mi-rae. Não é preciso gostar, ou entender de política para cair de amores por este drama. Simplesmente essencial!


The City Hall, SBS, 2009, 20 episódios.

Change é um drama político protagonizado pelo mega ídolo pop Kimura Takuya (Hero), onde ele interpreta ‘apenas’ o Primeiro Ministro do Japão. Quem está familiarizado com os dramas japoneses sabe que muitas vezes a pieguice chega a ser constrangedora... No caso de Change, o tom melodramático passa da conta, pois tratar de política com tanta ingenuidade é, no mínimo, desprezar a inteligência do espectador. Então, porque mencionar um drama com um roteiro tão tolo? Simplesmente porque, para quem é fã de Kimutaku, qualquer oportunidade de vê-lo atuando é um presente. Além do mais, o elenco todo é excelente, com destaque para o sempre charmoso Abe Hiroshi (Shinzanmono) e a adorável Fukatsu Eri (Slow Dance).


Change, Fuji TV, 2008, 10 episódios.

Um drama recente que trabalhou muito bem a conexão entre a justiça e a política é Punch, com Kim Rae-won (Gourmet) e Kim A-joong (Sign). Neste drama vemos o quanto a política pode corromper os demais poderes, e quanto isso pode enfraquecer um país, e prejudicar os seus cidadãos. Realmente, Punch é um drama que deve agradar mais aos fãs de tramas políticas do que os interessados em dramas legais. Mesmo assim, quem simplesmente aprecia um bom thriller, Punch traz uma boa dose de adrenalina à telinha. Um dos melhores dramas do ano!


Punch, SBS, dez/2014 a fev/2015, 19 episódios.

A maioria dos dramas épicos, os chamados ‘sageuk’, tem como pano de fundo as batalhas pelo poder dentro das cortes reais. Mas Hwajung (Splendid Politics) é um dos poucos dramas do gênero que enfoca diretamente a política praticada na época, no caso, na Dinastia Joseon. Em Hwajung temos o ponto de vista de um príncipe, Gwanghae (um espetacular Cha Seung-won), cujo único propósito na vida é ser rei. No entanto, quando seu sonho se torna realidade, todo o peso e a solidão do poder recaem sobre seus ombros. Gwanghae é um rei aprisionado entre as disputas internas pelo poder, e as invasões bárbaras ao pequeno reinado de Joseon. Os reis da época não desfrutavam do poder absoluto, como se pode imaginar, mas dependiam da aprovação dos ministros, nobres e até mesmo dos invasores – nesta estória, o período das insistentes e cruéis invasões das tribos chinesas. Hwajung é um drama muito bonito, como um tom hamletiano, e com Cha Seung-won mais lindo do que nunca, como o melancólico rei Gwanghae.

 
Hwajung, MBC, 2015, 50 episódios.

Outros dramas coreanos que misturam política ao enredo, em maior ou menor dose, e que podem lhe interessar: Three Days, com Park Yoo-chun, como o guarda-costas do Presidente; Queen of Ambition, com Soo Ae como a primeira-dama do país; Dae Mul, Go Hyeon-jeong é a primeira mulher presidente da Coréia do Sul; King 2 Hearts, com Lee Seung-gi como o príncipe que se casa com uma norte-coreana.

agosto 19, 2015

I Remember You (drama, 2015)



País: Coréia do Sul
Gênero: Thriller, Policial, Drama
Duração: 16 episódios
Produção: KBS2

Direção: Kim Jin-won-I, No Sang-hoon
Roteiro: Kwon Ki-yeong

Elenco: Seo In-guk, Jang Nara, Choi Won-yeong, Park Bo-geom, Lee Cheon-hee, Min Seong-wook, Lim Ji-eun, Do Kyeong-soo, Jeon Kwang-ryeol, Kim Jae-young, Son Seung-won.

Resumo

Um especialista em perfis criminais e uma detetive de polícia se unem na caça de um perigoso assassino serial.

Comentário

Parece que os coreanos inventaram (ou ao menos aprimoraram) um novo gênero, o thriller romântico (ou romance policial, como queira). Neste gênero, o romance floresce em meio a perseguições policiais, tramas de vingança e/ou terror. Aqui, nossas heroínas não precisam temer ex-namoradas vingativas, ou sogras malvadas, mas precisam ajudar seus amados a derrotar os mais perversos inimigos – o que requer alto treinamento em artes marciais, e tiro ao alvo, só para começar! Saltos altos e bolsas de marca são substituídos por tênis de corrida e mochilas... Não é fácil a vida de uma protagonista de um drama policial!

Intrigante mesmo é a insistência no gênero, já que os dramas que seguem esta onda não tem tido uma recepção tão boa quanto se poderia esperar. Parece que a audiência ainda segue muito apegada ao makjang, e à comédia romântica clássica. Pinocchio, Healer e The Girl Who Sees Smells são exemplos de últimas incursões no gênero -, dramas muito bem executados, mas que não animaram muito o público coreano. Por outro lado, o povo da internet acolheu com entusiasmo os dramas acima citados, e especialmente o recém-finalizado I Remember You.

Com a direção segura da dupla Kim Jin-won-I (Nice Guy) e No Sang-hoon (Queen of Office) e um elenco charmoso, e notadamente talentoso, I Remember You tinha tudo para ser um grande sucesso para o canal KBS. Nem mesmo a qualidade do roteiro, a cargo do jovem Kwon Ki-yeong (All About My Romance, Protect the Boss) serviu para seduzir a audiência, ultimamente mais afeita aos shows de variedade, e à TV por demanda.

É uma pena mesmo, pois I Remember You é um drama acima da média, com uma trama muito bem desenhada, sem apelar para os excessos comuns ao gênero do suspense. O primeiro ponto positivo do drama é que a trama central é acompanhada de sub-tramas – a cada dois episódios, outros crimes são resolvidos, e estes, ao mesmo tempo, servem como peças que nossos heróis vão encaixando no quebra-cabeça central, que á a busca ao vilão Lee Joon-young (interpretado na juventude por Do Kyeong-soo, de It´s Ok, That´s Love).

Seo In-guk (King of High School) volta ao modo ‘suave’ (como visto em The Master´s Sun) ao encarnar Lee Hyeon, um homem torturado por uma grande tragédia familiar do passado. Lee Hyeon é um respeitado especialista em perfis psicológicos de criminosos, que migrou para os EUA há muitos anos, onde presta consultoria, dá aulas e escreve livros sobre o tema. Uma correspondência misteriosa o traz de volta à Seul, e ele passa a auxiliar a policia na resolução de vários crimes.

Uma pessoa que conhece muito bem o passado de Lee Hyeon é a detetive Cha Ji-an (Jang Nara, de Fated to Love You), embora ele não pareça lembrar-se dela. Ji-an seguiu a carreira policial por não conseguir superar a perda do pai, desaparecido quando ela era criança.

De volta ao país, o primeiro crime a atrair a atenção de Lee Hyeon é uma série de assassinatos de mulheres, e o principal suspeito é um empresário, que parece achar que o dinheiro pode mantê-lo acima da justiça. Seu advogado é Jeong Seon-ho (Park Bo-geom, de Admiral: Roaring Currents, Tomorrow Cantabile), um jovem ambicioso, acostumado a enfrentar casos polêmicos.

Lee Hyeon conhece muitos policiais veteranos, colegas de seu pai, Lee Joong-min (Jeon Kwang-ryeol, de Sign), psicólogo que avaliava a sanidade mental de criminosos perigosos. Após a morte trágica do pai, e o desaparecimento do irmão caçula, Lee Hyeon foi criado pela chefe de polícia Hyeon Ji-soo (Lim Ji-eun , de The King´s Face).

Apesar de ser contratado como consultor da equipe especial do departamento de homicídios de Seul, Lee Hyeon não faz questão de se entrosar com os colegas, já que seu único objetivo é encontrar o assassino de seu pai. Kang Eun-hyeok (Lee Cheon-hee, de Dating Agency Cyrano), o líder, e o resto da equipe, Son Myeong-woo (Min Seong-wook, de Pinocchio), Choi Eun-bok (Son Seung-won, de Healer) e Min Seung-joo (Kim Jae-young, de No Breading, Blade Man), admiram a genialidade de Lee Hyeon, mas odeiam seu ar esnobe e pouco amistoso. Os únicos que parecem compreender e aceitar o caráter peculiar do rapaz são a policial Cha Ji-na, e o médico legista Lee Joon-ho (Choi Won-yeong, de 3 Days, The Heirs).

Minha preocupação inicial em ver Seo In-guk contracenando novamente com uma noona (após tão pouco tempo passado de King of High School) foi substituída pela satisfação em ver a boa parceria que o ator estabeleceu com Jang Nara. A atriz, com seu rostinho angelical, às vezes parece até mais jovem que Seo In-guk.

Por outro lado, provavelmente porque o roteiro foi escrito por um homem, as emoções que afloram a partir dos relacionamentos masculinos são muito mais intensas... O triângulo entre Park Bo-geom, Seo In-guk e Choi Won-yeong é mais complexo e turbulento que muitos romances tradicionais vistos nos dramas coreanos. Choi Won-yeong parece divertir-se imensamente em interpretar o misterioso Lee Joon-ho, e ele sabe muito bem como mexer com a insegurança do espectador. Agora, sem dúvida alguma, a melhor surpresa deste drama é Park Bo-geom, que, como um jovem e malicioso Puck, nos enfeitiça com seu sorriso encantador. E Seo In-guk, ou melhor, Lee Hyeon, passa por muitos apuros até finalmente lembrar-se deste sorriso...

Concluído este ótimo trabalho, só resta torcer para que Seo In-guk fique bem longe dos sageuks (The King´s Face), e quem sabe volte em breve com uma bela comédia romântica!
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