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julho 13, 2014

Drug War (filme, 2012)


País: China/Hong Kong
Gênero: Ação
Duração: 107 min.
Produção: Johnnie To, Wai Ka-fai

Direção: Johnnie To
Fotografia: Cheng Siu-keung
Roteiro: Wai Ka-fai, Yau Nai-hoi, Ryker Chan, Yu Xi

Elenco: Sun Hong-lei, Louis Koo, Huang Yi, Gao Yunxiang, Wallace Chun, Guo Tao, Cheng Taishen, Zi Yi, Li Jing, Hao Ping, Gan Tingting, Xiao Cong, Gao Xin, Lo Hoi-Pang, Eddie Cheung, Gordon Lam, Michelle Ye, Lam Suet, Berg Ng, Philip Keung, Yin Zhusheng, Wang Zixuan, Tan Kai, Li Zhenqi, Jiang Changyi, Ma Jun, Yao Gang, Ren Yan, Guo Zhigang, Zheng Wanqiu, Yi Lin.

Resumo

Timmy Choi é um traficante de Hong Kong que, após a explosão de seu laboratório de drogas, vai parar no hospital e é preso pelo esquadrão de combate ao narcotráfico. Para ter sua pena reduzida (o que significa escapar da pena de morte) ele oferece ao capitão de polícia Zhang Lei entregar os chefões do narcotráfico da região.

Comentário

Primeira co-produção da famosa produtora de Hong Kong, Milkyway, com a China, Drug War não decepciona os fãs do mestre Johnnie To (Exiled), e deve agradar aos cinéfilos que não dispensam estórias com conteúdo.

Para garantir a aprovação do governo chinês, o filme adota um tom moralista, com policiais heroicos, e bandidos cruéis e inescrupulosos até a medula. Mesmo assim, Johnnie To, macaco velho, sabe muito bem como driblar certas regras e impor sua visão irreverente do mundo da contravenção. De qualquer modo, em Hong Kong os criminosos de Johnnie To, por mais carismáticos que sejam, raramente fogem ao destino – morrer ou parar na cadeia. E por falar em bandidos charmosos, Louis Koo (Don´t Go Breaking My Heart) está simplesmente perfeito na pele do traficante Timmy Choi. Ele consegue se descolar de sua aura de estrela de cinema, com um personagem que provoca as mais diversas emoções no espectador- da simpatia a uma crescente desconfiança ao longo do filme. Com a suspeita sobre as verdadeiras intenções de Timmy Choi, as atenções se voltam para o sucesso (e a segurança) do capitão Zhang Lei e seu esquadrão em desmantelar esta grande rede de tráfico de drogas. E é aí que brilha a estrela de Sun Hong-lei (Seven Swords), como o encarnado capitão Zhang Lei, um personagem único na história do cinema policial. O capitão Zhang Lei não se contenta em comandar seus subordinados; ele se envolve de corpo e alma nas investigações. Além de trabalhar como agente infiltrado, ele tem um talento nato para a atuação, e consegue mimetizar os trejeitos e, assim, se fazer passar por vários bandidos ao longo da estória.

O que mais me agrada em Johnnie To é esta forma meio shakespeariana de conduzir suas tramas, num ritmo lento, em que a tensão vai crescendo até explodir em um último ato de carnificina incontrolável. Passam-se muitos minutos até que as primeiras balas comecem a voar - até fiquei imaginando John Woo assistindo o filme e morrendo de aflição, rará – mas o desfecho é apoteótico, no melhor estilo do cine de ação de Hong Kong.

Apesar do elenco gigantesco, com muitas figurinhas conhecidas do cinema chinês, brilham mesmo a dupla Sun Hong-lei e Louis Koo, o que só prova a importância da presença de bons atores, mesmo no cinema de entretenimento.

julho 01, 2014

Lacuna (filme, 2012)


País: China
Gênero: comédia romântica
Duração: 94 min.
Produção: Pang Ho-cheung, Subi Liang, Liu Zhijiang

Direção: Derek Tsang, Jimmy Wan
Roteiro: Gu Yu, Zhang Youyou

Elenco: Shawn Yue, Zhang Jingchu

Resumo

Um casal de desconhecidos acorda em uma cama, sem lembrança dos acontecimentos da noite anterior. Eles tentam refazer sua louca jornada pela noite de Beijing, onde muitas surpresas os esperam...


Comentário

Lacuna é uma comédia romântica contemporânea, que conta a estória de dois estranhos que tentam descobrir como foram parar na mesma cama, após uma noite de bebedeira. Muitas vezes uma amnésia etílica pode ser uma benção, mas não no caso de Shen Wei e Tong Xin... Muito mais do que o constrangimento de passar a noite com um estranho, sem fazer a mínima ideia do que rolou, este casal tem de se preocupar com as consequências de seus atos. Enquanto Shen Wei (Shawn Yue) não lembra onde estacionou o próprio carro, Tong Xin (Zhang Jingchu) simplesmente não sabe onde foi parar uma bolsa cheia de dinheiro, que ela deveria entregar a alguém, por ordem do seu chefe.



Logo Shen Wei e Tong Xin percebem que o único modo de resolver seus problemas é unir forças para desvendar o que de fato aconteceu naquela noite. Como num quebra-cabeças eles vão juntando as peças, através de depoimentos dos amigos, mensagens nas redes sociais, e até de um boletim de ocorrência na polícia. É refazendo seus passos nesta segunda noite, que eles têm a oportunidade de se conhecer de verdade, e mal conseguem disfarçar o quão encantados ficam um com o outro.



Shawn Yue (Dragon Tiger Gate, Shamo, Rule No. 1) e Zhang Jingchu, ótimos atores, formam um casal adorável, o que contribui muito para que nos interessemos pelo destino destes personagens. E o roteiro intercala de forma inteligente o tempo presente e os flashbacks, dando à estória um ritmo ágil e divertido. Lacuna me fez lembrar bons filmes independentes americanos dos anos 90, como Go (1999).
 

 
Apesar de despretensioso, Lacuna é um filme bem acabado, com a colaboração inestimável do diretor de fotografia Charlie Lam, e do editor Wenders Li. Mas são os pequenos detalhes que, em conjunto, me fizeram apreciar muito este filme... A música, o clima outonal de Beijing, os cenários pouco óbvios da cidade (becos, ruas tranquilas, prédios em construção, uma floresta) e, especialmente, Shawn Yue e Zhang Jingchu – ela tão charmosa, ele tão meigo... É impossível esquecer a cena em que eles sobem ao palco durante um show de rock, dão um ‘mosh’ e flutuam lado a lado, carregados pelo público... Um momento mágico, que só o cinema pode nos proporcionar.
 

 

janeiro 10, 2014

Love Is Not Blind (filme, 2011)


País: China
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 110 min.

Direção: Teng Hua-Tao
Roteiro: Bao Jingjing, Teng Hau-Tao

Elenco: Bai Baihe, Wen Zhang, Zhang Jia-yi, Zhang Zi-Xuan, Wang Yaoqing.

Resumo

O que fazer quando um relacionamento de sete anos termina repentinamente? A jovem Xiaoxian passa por uma crise emocional ao ser abandonada pelo noivo, e terá de repensar suas expectativas sobre o amor.

Comentário

Love Is Not Blind é uma comédia romântica que procura retratar os relacionamentos pessoais e profissionais de um grupo de jovens adultos que vive em uma das maiores cidades do mundo, Beijing. Embora os filmes românticos taiwaneses sejam bem mais populares, a China continental também tem produzido bons filmes do gênero.

O diretor Teng Hua-Tao (mais conhecido por seu trabalho com dramas televisivos, como o recente Fu Chen, 2012) procura retratar os ângulos mais insólitos e a arquitetura mais charmosa e inovadora da capital chinesa. O resultado é um deslumbramento constante com o luxo dos ambientes frequentados pelos personagens desta película. Por outro lado, a estória é muito simples: garota leva o fora do namorado que, para piorar, a troca por sua melhor amiga. A partir daí vem todas as fases clássicas do rompimento de um relacionamento: choque, negação, revolta, tristeza e aceitação. Mas para superar o fim de um romance, nada melhor do que contar com a ajuda de um amigo ou, melhor ainda, de um novo amor.

Pode-se encarar a simplicidade do enredo de Love Is Not Blind como um ponto positivo, dando ao filme um tom realista, mesmo com o desfecho óbvio de uma comédia romântica. A personagem principal é uma jovem muito normal, com suas qualidades e defeitos e, felizmente, não sofre da “síndrome da mocinha chata” que vem assolando os dramas e filmes nos últimos tempos.  A atriz Bai Baihe interpreta Xiaoxian com tal naturalidade e delicadeza, que é impossível não simpatizar com a personagem.

Huang Xiaoxian leva uma boa vida, com um emprego estável, um apartamento bacana e um namorado perfeito. Ela sonha em ser pedida em casamento por Lu Ran (Guo Jingfei), após sete anos de namoro estável. Até o dia em que descobre estar sendo traída por Lu Ran, com sua melhor amiga, Jia Qi (Jiao Junyan). Chocada, Xiaoxian tenta entender o motivo do fracasso de seu relacionamento amoroso.

No trabalho em uma empresa de eventos, ela sofre ainda mais ao ter de organizar festas de casamento de outras pessoas. O colega de escritório Wang Xiaojian, que costumava pegar no pé de Xiaoxian por qualquer motivo, passa a ajudá-la a superar a dor da separação, e torna-se um grande amigo e confidente. Wen Zhang brilha no papel do neurótico Wang Xiaojian. Os trejeitos e manias de Xiaojian deixam Xiaoxian em dúvida sobre as tendências sexuais do rapaz, mas, quanto mais ela o conhece mais se dá conta de seu bom coração. O personagem Xiaojian é tão divertido e interessante, que fica a vontade de que ele tivesse uma maior presença no filme.



 
 

Love Is Not Blind não é um filme de altos e baixos, ou de grandes reviravoltas; a estória flui de forma muito natural e agradável. O único momento em que o filme sofre com uma quebra de ritmo é exatamente quase no final, quando Xiaoxian vai visitar uma cliente no hospital, uma senhora que espera se casar, embora esteja muito doente. A mensagem deste episódio é bonita, mas um tanto forçada, no contexto do filme.

No geral, Love Is Not Blind é um bom drama romântico, com momentos divertidos, outros tocantes, e com um elenco encantador.

setembro 30, 2012

Novidades das Celebridades do Cinema Chinês


Fazia tempo que eu não me atualizava com as novidades dos astros do cinema chinês, especialmente os de Hong Kong. Sem notícias a tempos de um diretor e ator que adoro, Stephen Chow, fui dar uma checada no paradeiro dele e de outros favoritos conterrâneos seus.


O talentoso diretor, ator, mestre do kung fu Stephen Chow assinou contrato de colaboração de sete anos com a ChinaVision Media. Seu primeiro projeto com a companhia (num total de cinco) é o filme Chu Mo Chuan Qi, estrelando Fuuny Shu, Huang Bo e Wen Zhang, e que deve estrear em 2013.


O eternamente lindo Louis Koo se encontra agora mesmo no set de filmagem dos reis do cine de terror, os Pang Brothers. Os irmãos Pang (autores de pérolas como The Eye e Recycle) estão trabalhando em seu novo filme 3D catástrofe, Inferno (Toh Chook Sun Tin).


Além de Louis Koo Tin Lok, fazem parte do elenco Koo Lau Ching Wan, Angelica Lee Sinjie, Goo Jai, Jin Qiaoqiao e Chen Sicheng. Inferno é ambientado em sua maior parte na Tailândia, como já aconteceu em outras produções dos Pang Brothers.


O ator Andy Lau acaba de celebrar 51 anos de idade (27 de setembro). 


E o maior astro do cinema de Hong Kong acaba de fazer uma participação especial no filme Cold War (Hong Jin), co-estrelado por Aaron Kwok e Tony Leung Ka Fai.


A volta da paixão pelo gênero “wu xia”. A bela atriz taiwanesa Shu Qi (The Eye) volta aos cinemas com o filme Assassin (Nip Yun Leung), um projeto que vem sendo planejado faz sete anos pelo diretor Hou Hsiao-Hsien. Fazendo par com Shu Qi, o gatíssimo Chang Chen(The Grandmasters). Ah, e a atriz Shu Qi continua solteira, apesar dos boatos de sua ligação com o colega Stephen Fung.

Enquanto isso, o novo projeto do ator Daniel Wu é o filme Control (Hong Sing Gai) do diretor Kenneth Bi. Ambientado em HK, Control trás no elenco, além de Daniel Wu, a atriz Yao Chen e o ator Simon Yam.


Já o astro Chow Yun Fat (O Tigre e o Dragão) é o famoso general Cao Cao, em mais uma versão da lenda chinesa dos Três Reinos, The Assassins, dirigida por Zhao Linshan, e co-estrelada por Liu Yifei, Qiu Xinzhi, Alec Su e pela japonesa Shizuka Inoh.

E finalmente, é bom fica atento à comédia romântica Lacuna, com Shawn Yue (Initial D) e Zhang Jingchu. O filme se passa num período de 24 horas de encontros e desencontros de um casal na capital chinesa Beijing.
 

abril 23, 2012

Wu Xia/Swordsmen (2011)



Wuxia – gênero cinematográfico, ou literário chinês, que mistura fantasia e artes marciais, e que pode ser traduzido livremente como ‘herói das artes marciais’. O filme “O Tigre e o Dragão”, por exemplo, foi baseado no gênero wuxia.

País: Hong Kong, China
Gênero: thriller, artes marciais
Duração: 115 min.

Produção: Peter Chan, Huang Jianxin, Jojo Hui
Direção: Peter Chan
Roteiro: Aubrey Lam

Elenco: Donnie Yen, Takeshi Kaneshiro, Tang Wei, Jimmy Wang, Kara Hui.

Wu Xia é um filme que mistura suspense com artes marciais, dirigido por Peter Chan, estrelando Donnie Yen, Takeshi Kaneshiro e Tang Wei. O filme estreiou  em maio de 2011, no Festival Internacional de Cinema de Cannes (na categoria ‘Seção da Meia-Noite’).

Para quem gosta de filmes de artes marciais, ou de dramas policiais (se gostar dos dois gêneros, está premiado!), Wu Xia é uma obra imperdível. E se o espectador (como eu) gosta de se surpreender, nem leia a sinopse abaixo e corra para ver o filme. A surpresa, no caso desse filme, realça em muito o prazer em acompanhar a trama.


Sinopse (com spoilers médios)

Wu Xia se passa no ano de 1917, pós-Dinastia Qing, na pequena vila Liu (cada vila tinha o nome de um clã, o que significava que todos os seus habitantes compartilhavam o mesmo sobrenome, no caso Liu), na fronteira de Yunnan, China.

Liu Jinxi (Donnie Yen) e sua esposa Yu (Tang Wei) são um casal simples com dois filhos pequenos, Fangzheng e Xiaotian, que mora na vila Liu. Um dia, dois bandidos entram na vila e tentam assaltar o armazém local. Liu Jinxi, que se encontrava no local no momento do assalto, luta (desajeitadamente) com os ladrões, quando vê que estes começam a agredir o casal de proprietários idosos. Ele acaba matando os bandidos durante o embate. O detetive Xu Baijiu (Takeshi Kaneshiro) é chamado para investigar o ocorrido, e descobre que os bandidos eram fugitivos perigosos, procurados pelo governo chinês. O magistrado local fica satisfeito por eles terem sido mortos em sua comarca, e Liu Jinxi é considerado um herói pelo povo da aldeia.

Entretanto, o detetive Xu fica intrigado e suspeitoso, pois não acredita que os bandidos com fama de serem grandes lutadores, poderiam ser facilmente mortos por Liu, um mero fabricante de papel. Examinando a cena do crime como um verdadeiro Sherlock Holmes, Xu é capaz de deduzir que Liu na verdade é um mestre em artes marciais, pelo ‘estrago’ que fez nos corpos dos bandidos. E investigando mais fundo ele descobre a verdadeira identidade de Liu Jinxi.

Comentário

Tive, pessoalmente, minha fase de fã de filmes chineses de artes marciais. E apesar de admirar e reconhecer o talento de Donnie Yen como lutador, sempre o achei sofrível como ator, além de pouco carismático – ao contrário de figuras simpáticas como Jackie Chan e Jet Li. Aliás, Donnie Yen nunca teve fama de simpático, muito pelo contrário. Assim, fui feliz da vida assistir Wu Xia só para ver o maravilhoso (lindo, simpático, ótimo ator) Takeshi Kaneshiro. E é claro que não me decepcionei, pois sua atuação como o detetive Xu é sensacional. Dá para perceber sua evolução constante como ator (e ele continua lindíssimo!).


Mas tive de rever meus conceitos sobre Yen. Não sei como, mas o diretor Peter Chan fez um milagre ao arrancar uma atuação tão boa de Yen. Ele consegue passar uma imagem de homem meigo, doce – no convívio com a mulher e os filhos – é verdadeiramente tocante ver o relacionamento dele com a família.


Por outro lado, quando seu passado é revelado, e vemos todo seu potencial de mestre das artes marciais, é de ‘cair o queixo’. O homem está em plena forma, e ainda tem o mérito de ter se encarregado da direção de ação, ou seja, de elaborar todas as coreografias das lutas. Aliás, as cenas de ação são verdadeiramente memoráveis. Mesmo para quem já viu muitos filmes do gênero, não tem como não se surpreender. Duvido que mesmo alguém que não goste de filmes de artes marciais, não fique sem fôlego ao presenciar coreografias tão elaboradas, de uma plasticidade única.

A bela e talentosa atriz Tang Wei

Juntando o talento de Yen, com a direção impecável do cantonês Peter Chan, mais a fotografia belíssima de Lai Yiu-fat e Jake Pollock – as paisagens das florestas úmidas da Tailândia dão uma sensação de mistério, sonho e assombração, tornando-se um personagem a mais na estória. Algo que me impressionou muito também foi a edição de som - quem puder assistir o filme com fones vai perceber bem a qualidade sonora. Sem contar a trilha envolvente, a cargo de Chan Kwong-wing e Peter Kam.

Todo esse pacote de alta qualidade cinematográfica – roteiro inteligente, bons atores, produção impecável – custaram ‘meros’ U$ 20 milhões. E depois tem quem se pergunte por que Hollywood gasta tanto para produzir filmes tão medíocres. Pena que não tivemos a oportunidade (no Brasil) de desfrutar de Wu Xia na tela grande dos cinemas.

setembro 06, 2011

Tao Jie (HK, 2011)


Filme: Tao Jie (A Simple Life)

País: China (Hong Kong)
Duração: 118 min.
Direção: Ann Hui
Fotografia: Yu Lik Wai
Roteiro: Susan Chan, Roger Lee

Elenco: Andy Lau, Deanie Ip, Wang Fuli, Qin Hailu.

Andy Lau em Veneza
Tao Jie é o mais novo filme do maior astro de Hong Kong, o ator Andy Lau, que está em Veneza, junto com o resto do elenco e diretora, no mais badalado festival do cinema europeu.

Tao Jie (A Simple Life) está recheado de ‘cameos’ de gente famosa do cinema de HK, como p.ex. os veteranos das artes marciais Tsui Hark e Sammo Hung. Não que esse seja mais um filme de ação da terra do kung fu, muito pelo contrário. Como já sugere o título, A Simple Life é um drama contido e lento, centrado na união entre a empregada Ah Tao (Ip) e Roger (Lau), um produtor de cinema. Ah Tao vem servindo a família de Roger há 60 anos, e quando sua saúde começa a se deteriorar, é a vez do patrão assumir os cuidados com ela.

Baseado em fatos verídicos, o roteiro de Chan e Lee é um olhar agridoce e emotivo sobre as relações interpessoais não ligadas a laços de sangue, mas que tem um significado especial, como o de mãe e filho.

Diretora Ann Hui, atores Deanie Ip, Andy Lau e Qin Hailu em Veneza
A diretora veterana Ann Hui, de filmes como The Swordsman e The Postmodern Life of My Aunt (com o maravilhoso Chow Yun Fat) reúne nessa produção os astros Andy Lau e sua madrinha, na vida real, Deanie Ip.

setembro 29, 2009

"Murderer", com Aaron Kwok

Em seu mais novo filme, o ator e cantor de Hong Kong, Aaron Kwok (45 anos, ganhador de dois Golden Horse Award de melhor ator), encarna um policial emocionalmente torturado. No thriller policial “Murderer”, o policial Ling Kwong (Kwok) persegue um serial killer a solta em Hong Kong, e acaba ele mesmo suspeito dos assasinatos

Também estrelam o filme Ning Chang, atriz taiwanesa, como a esposa de Kwok, Eddie Cheung, Josie Ho, Chin Kar Lok, Chen Kuan Tai e Wong Yau Nam

Direção do novato Roy Chow Hing-yeung, e roteiro da veterana Christine To (“Fearless” e “Secret”). Produção da Focus Features International, Hero Focus Group, Sil-Metropole Organisation Ltd and East Film Production Ltd. O filme estreiou em Julho, na China.

Filmes de Aaron Kwok em dvd: "2000 AD" (2000), "The Detective" (2007).

"Forever Enthralled": China escolhe filme para o Oscar 2010

"Forever Enthralled"

A China Já escolheu o filme que irá concorrer a uma vaga na categoria de filme estrangeiro, nos Oscar 2010. É a última produção do consagrado diretor Chen Kaige, “Forever Enthralled”, estrelando a atriz Ziyi Zhang, que ficou conhecida no ocidente com o filme “Memórias De Uma Concubina”.

Estamos muito curiosos para ver esse filme, e se for ao menos a metade do que foi o clássico "Adeus Minha Concubina", vale a pena esperar, e torcer para que chegue aos nossos cinemas.


Ficha Técnica:
Forever Enthralled (‘Mei Lanfang’) China/ 2008/ 147 min.
Diretor: Chen Kaige
Gênero: Drama, Biografia, História
Elenco: Leon Lai, Ziyi Zhang, Gillian Chung, Masanobu Ando, Honglei Sun

“Forever Enthralled” é a cinebiografia da estrela da ópera chinesa Mei Lanfang, nascido em 1894, numa família de artistas da Ópera de Beijing. No final da dinastia Qing, o status social dos artistas da ópera não era melhor que o das prostitutas. Embora o avô de Mei Lanfang, Mei Qiaoling, fosse admirado pela corte, ele tinha de atuar no palco seminu, por fazer papéis de mulheres. Ironicamente, fora do palco tudo que ele ganhava era o desprezo das pessoas. Mei Lanfang cresceu nesse ambiente e também começou a interpretar personagens femininos. O ator morreu no ano de 1938, aos cuidados do amigo Qiu Rubai.

O cantor e ator Leon Lai faz o papel de Mei Lanfang no filme.


É a terceira vez que o diretor Kaige pode concorrer ao Oscar, depois de Adeus Minha Concubina ("Farewell, My Concubine"), que também fala sobre a Ópera de Pequim, e da fantasia épica A Promessa (“The Promise”).

Veja as fotos da estréia do filme na 59th Berlinale:
http://english.eastday.com/e/0212/u1a4167678.html

abril 23, 2009

Filmes Asiáticos na TV

Filmes Asiáticos - Programação da TV (abril 2009)
O Guerreiro Da Luz (Restless, Jungcheon)*(Aventura, Coreia do Sul, 2006, 105 min.)
TC Action - 11/05, 22h00

Resumo:
Em uma terra governada por corruptos, rebeliões se espalham e guerreiros monstros espalham terror pelo território. Depois que sua noiva é assassinada, um jovem guerreiro se junta a um grupo de caçadores de demônios em busca de vingança e redenção.
*disponível em DVD

Breaking News - Uma Cidade Em Alerta (Breaking News, Daai Si Gin)*
(Ação, Hong Kong, 2004, 87 min.)
Direção: Johnnie To
Elenco: Kelly Chen, Nick Cheung, Richie Ren, Simon Yam
TC Action - 23/04 , 07h30

Resumo:
Uma gangue consegue fazer um roubo ousado em plena luz do dia, na frente das lentes da imprensa. Com a sua imagem arranhada, a polícia de Hong Kong fará de tudo para pegar os criminosos, dar show para a mídia e recuperar o seu prestígio.
Preste atenção ao plano-sequência sem cortes do início do filme.
*disponível em DVD

Inimigos Do Império (Banquet, Ye Yan)*
(Ação,
China, 2006, 131 min.)
TC Pipoca - 23/04 – 08h15
TC Pipoca - 11/05 – 05h25

Resumo:
O filme se passa na China Antiga, onde a imperatriz Wan se apaixona por seu enteado o príncipe Wu Luan. Li, irmão do imperador, não aprova essa relação e ao assumir o trono Wan decide se casar com ele para proteger o enteado. Mas Li não se dá por satisfeito e resolve armar contra o rival.
Inspirado na peça “Hamlet”.
*disponível em DVD

março 13, 2009

Assembly (filme, 2007)



Assembly / Assembleia 
País: China
Gênero: Guerra, Drama
Duração: 125 min.

Direção: Feng Xiaogang
Roteiro: Heng Liu
 
Elenco: Zhang Hanyu, Yuan Wenkang, Tang Yan, Hu Jun

Resumo

Estória verdadeira e emocionante acompanha a vida de soldado chinês que sobreviveu a várias guerras, da guerra civil chinesa, à Guerra da Coréia.

Comentário

As seqüências de batalha impressionam, a produção é impecável, e o enredo envolve o expectador ao focar os dramas pessoais dos soldados, esquecidos ou apagados no contexto das grandes guerras.

O filme pode pecar por ser um tanto despolitizado, provavelmente para evitar a censura do governo chinês. No entanto, a decisão de enfatizar o sacrifício dos soldados e do povo, não por uma causa, mas por seu país, pode ser apreciado e identificado por qualquer audiência estrangeira.

Feng Xiaogang dirigiu O Banquete (2006).

março 07, 2009

The Forbidden Kingdom (filme, 2008)



O Reino Proibido/ The Forbidden Kingdom 
País: EUA/China
Duração: 113 min

Direção: Rob Minkoff (Stuart Litlle)
Elenco: Jet Li, Jackie Chan
Distribuidora: Imagem Filmes

Os próprios protagonistas do filme, Chan e Li, avisaram que essa seria uma produção voltada exclusivamente para o público infantil norte-americano. E eles tinham razão, quem é fã do cinema de ação de HK não deve se impressionar, mesmo depois de anos aguardando uma colaboração entre os dois maiores astros das artes marciais chinesas. O lado bom é que Chan e Li adoraram a parceria e prometeram uma nova colaboração para o futuro.

O Reino Proibido é daqueles filmes que vai passar muito nas matinés da TV aberta (pelo menos é melhor do que filme de cachorro falante).
Por que comprar: para assistir o primeiro duelo cinematográfico entre Chan e Li.

março 06, 2009

Andy Lau - Herói do Cinema Épico Chinês

A Nova Safra do Cinema Chinês Épico, ou “Três Vezes Andy Lau”

 A Battle of Wits/ Confronto de Guerreiros (China, 2006, 132 min.)
Direção e Roteiro: Jacob Cheung
Elenco: Andy Lau, Ah Sung-ki, Choi Shi-won, Fan Bingbing
Distribuidora: Swen Filmes
DVD: sem extras, áudio original (mandarim) e português; tela widescreen anamórfico



 Warlords/ Os Senhores da Guerra (China, 2007)
Direção: Peter Chan
Com: Andy Lau, Jet Li, Takeshi Kaneshiro
Distribuidora: Imagem Filmes


Three Kingdoms: Resurrection Of The Dragon/ Três Guerreiros: A Ressurreição do Dragão
(China, Coréia do Sul, HK, 2007, 102 min.)
Direção: Daniel Lee
Elenco: Andy Lau, Sammo Hung, Maggie Q
Distribuidora: Imagem Filmes

Depois da onda de filmes de temática que unia fantasia e artes marciais (Herói, Sete Espadas, etc.), chega agora em dvd o “ciclo” dos filmes épicos chineses. E a moda parece que pegou, pois os títulos são variados, e todos os diretores de ação quiseram filmar suas versões sobre o tema “pré-unificação” chinesa.

Para começar, já foram lançados em dvd (varejo) Confronto de Guerreiros e Os Senhores da Guerra. Three Kingdoms Resurrection Of The Dragon está disponível apenas para locação, e Princess Warrior ainda não foi lançado. E o aguardado filme de John Woo, Red Cliff, presumo que deva chegar apenas em dvd, já que ver esse e os demais filmes nos cinemas por aqui é quase impossível.

Confronto de Guerreiros

No período em que os sete reinos buscavam o poder supremo sobre o território chinês, a pequena cidade fortificada de Liang é atacada pelo exército de Zhao. A única esperança do reino Liang é a ajuda do povo Mohista, conhecidos mestres nas estratégias de defesa. A ajuda chega na figura de um homem misterioso, Ge Li (Andy Lau), um mohista que parece mais um monge maltrapilho do que um experiente combatente. O trabalho de Ge Li é convencer um rei bêbado e insensível, e uma população ignorante e assustada, a seguir suas ousadas e arriscadas táticas de guerra.

Apesar de a princípio Battle of Wits parecer apenas mais um filme de ação, a estória se aprofunda em questionamentos importantes, como o totalitarismo, a solidariedade, a liberdade e a futilidade das guerras. Andy Lau personifica o pacifista, o representante das minorias, o mestre budista. E entre ele estão o rei tirano e o invasor bárbaro. É difícil saber quem são os bons e quem são os maus.

Influências: Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa; baseado no mangá japonês "Bokko", escrito e ilustrado por Hideki Mori.

Por que assistir: interpretações impecáveis, com destaque para Wang Zhiwen, como o rei beberrão, e o sempre carismático ator coreano Ahn Sung Ki (falando chinês!), grandes cenas de ação, e um tom provocativo e ao mesmo tempo tocante.

Os Senhores da Guerra

Depois de assistir a Confronto de Guerreiros, esse filme dá uma certa sensação de dejá vu, talvez por abordar o mesmo assunto, embora sobre uma perspectiva diferente. Em The Warlords
, vemos a guerra do lado de fora dos muros da cidadela. As batalhas cruéis e sangrentas se arrastam por anos e anos, tirando o sentido geral da guerra para aqueles que a lutam.

Os destaques dessa produção estão na fotografia, figurino, e nas atuações de Jet Li (melhor ator, 27 Hong Kong Film Awards), Andy Lau e Takeshi Kaneshiro (The Returner).

Por que não comprar o dvd: sem áudio original em mandarim. Quando é que as distribuidoras nacionais vão aprender a respeitar o consumidor?

Three Kingdoms: Resurrection Of The Dragon

O mais divertido dos três filmes, talvez por lembrar mais a safra dos filmes de fantasia como Herói, ou o Clã das Adagas Voadoras.

Mais uma vez, temos Andy Lau como astro principal da produção (é espantosa a quantidade de filmes que esse ator consegue fazer, sem contar sua carreira de cantor e showman), atuando ao lado do sempre simpático Sammo Hung (que aqui divide a tarefa de ator com a de diretor de ação) e Maggie Q (Missão Impossível 3), como a vilã não muito convincente da estória.

setembro 28, 2008

56th San Sebastian International Film Festival

San Sebastian International Film Festival, Spain

PREMIO ALTADIS–NUEVOS DIRECTORES

The New Directors award went to chinese director Cao Baoping, for the film
Li mi de cai xiang (The Equation of Love and Death) (China/HK, 96 min.)
Cast: Zhou Xun, Deng Chao, Wang Baoqiang, Zhang Hanyu, Wang Ning
 

Production: Wang Zhong Lei, Siu Ming Tsui, Huayi Brothers Media Corporation, Beijing Shunyi Tian Zhu Wenyu River, Lon Tai Duan
Coproduction: Sundream Motion Pictures Limited

Actress Joan Chen has presented the Altadis New Directors Award

Synopsis
Limi is a cab driver who has been trying to find her fiancé, Fang Wen, since he disappeared when her parents broke off their pending marriage. Qiu Shuitian is a small-time crook from the countryside who comes to the big city with hopes of getting his hands on some booty to take home with him and finding his true love. Lastly, Feifei is a recovering drug addict who has found support in her lover and business partner, Ma Bing. A mysterious death and its subsequent investigation suddenly intertwine the lives of these characters, gradually revealing the bizarre connection between them.

Director and screenwriter

A graduate from the Beijing Film Academy in 1989, Cao Baoping taught screenwriting for years before shooting his first film. In 1990, he started writing and directing films for television, such as Absolute Feelings (2001). In 2004, he wrote, directed and produced his first feature film, Trouble Makers. In 2005, he also directed the TV drama 10 Months of Pregnancy.

Masato Arada has presented the Golden Shell for Best Film to Pandora´s Box, by Yesim Ustaoglu


Source: all photos from the website http://www.sansebastianfestival.com/
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