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maio 22, 2020

Door Lock (filme, 2018)




País: Coréia do Sul
Gênero: Suspense
Duração: 102 min.

Direção: Lee Kwon
Roteiro: Lee Kwon, Park Jung-hee

Elenco: Gong Hyo-jin, Kim Ye-won, Kim Sung-ho, Jo Bok-rae, Lee Chun-hee, Lee Ga-sub, Kim Kwang-kyu, Kim Jae-hwa.

Resumo

Uma jovem mulher vê sua segurança ameaçada por um estranho que tenta invadir seu apartamento.

Comentário

Se há um gênero de filme que caiu na armadilha do clichê, ou das fórmulas repetitivas, é o do suspense, especialmente por culpa do cinema norte-americano, seu principal divulgador. A verdade é que depois de autores como Hitchcock, e mais tarde Carpenter, sobrou pouco espaço para criar algo de novo no suspense ou no terror. Mas então, não tem mais como contar uma boa estória sem ‘plagiar’ filmes do passado? É claro que sim, tanto que o cinema asiático renovou o thriller, e agora é a vez dos gringos beberem desta fonte! Mesmo assim, me surpreendi e me alegrei demais com esta pequena joia do cinema coreano, das mãos de uma equipe jovem, e muito talentosa, que são o diretor Lee Kwon (Save Me 2, Shut Up: Flower Boy Band) e a roteirista Park Jung-hee (Yoo-mi´s Room).

Com uma estória simples, mas com uma estrutura que vai se desdobrando até um final apoteótico (aí sim, optando por ser fiel ao gênero), Door Lock é mais um drama social/contemporâneo do que uma película de ‘sustinhos’ gratuitos.

Gong Hyo-jin (Jealousy Incarnate) é Cho Kyung-min, uma jovem mulher que veio morar na capital em busca de um lugar ao sol no disputadíssimo mercado de trabalho de seu país. Funcionária temporária em um banco, ela sonha em ser efetivada, mas fica claro que sua personalidade pouco agressiva não contribui para seu crescimento profissional. Sua única amiga e colega, a bancária Oh Hyo-joo (a simpática Kim Ye-won, de Heart Surgeons), tenta animá-la, mas é difícil interferir quando, por exemplo, uma gerente veterana (Kim Jae-hwa, de Room Nº 9) vive roubando seus clientes, e seu chefe (Kim Kwang-kyu, de Diary of a Prosecutor) cobra dedicação, mas fica só na promessa sobre sua promoção.

Cho Kyung-min aluga um pequeno apartamento quarto/banheiro, num destes grandes condomínios ocupados majoritariamente por estudantes e funcionários mal pagos. A rotina da jovem é espartana, de casa para o trabalho, do trabalho para casa, dia após dia. Até que uma noite, quando já estava deitada em sua cama, tentando conciliar o sono, ela ouve um barulho em sua porta, e a maçaneta sendo forçada do lado de fora. Assustada, ela chama a polícia, e é este o primeiro momento angustiante do filme, pois sua queixa não só é diminuída como ela é praticamente acusada de ter provocado a situação, por não ter um namorado para protegê-la, blá-blá-blá, blá-blá-blá...

É aí que dá o ‘click’ em qualquer mulher que esteja assistindo o filme, pois é impossível não colocar-se na pele da personagem. Não há mulher que não tenha passado por pelo menos uma das situações constrangedoras, ou ofensivas que Cho Kyung-min enfrenta, confrontada por todos os personagens masculinos com os quais convive. Não é transformar os homens em vilões, embora haja vários em seu caminho, mas às vezes o desprezo ou a omissão são igualmente agravantes para nós, mulheres. Cho Kyung-min não é uma garota frágil, ela simplesmente é uma mulher muito normal, que de repente se vê confrontada com uma situação de perigo extremo, e que precisa juntar forças quase sobre humanas para sobreviver a uma violência absurda, perpetrada por uma única pessoa.

Door Lock pode parecer um título meio estranho para um filme, mas a tal ‘fechadura da porta’ simboliza tudo que envolve este conto de terror, ou seja, o segredo (o código da fechadura eletrônica, que dá ao proprietário uma falsa sensação de segurança), a intimidade, a familiaridade, e, em contraponto, a solidão, o isolamento, a desconexão com o mundo exterior...

É crucial não entrar em maiores detalhes sobre o enredo do filme, por motivos óbvios, mas ao menos quero frisar o desempenho espetacular de Gong Hyo-jin, numa atuação simplesmente impecável, ainda mais levando-se em conta que é muito fácil um ator cair na armadilha das “caras e bocas” e gritinhos agudos dos filmes de suspense, que muitas vezes provocam um humor involuntário no espectador. É interessante observar que a carreira de Gong Hyo-jin é muito mais prolífica no cinema, embora ela pareça ter recebido mais atenção nos últimos anos por seus papeis nos dramas televisivos. O fato é que ela tem amadurecendo muito bem como atriz, vide seu protagonismo em dramas imperdíveis como o mais recente, When the Camellia Blooms (KBS2, 2019), ou o cultuado It´s Ok, This is Love (SBS, 2014). Para um registro mais leve e romântico, vale conferir seu último filme, Crazy Romance (2019), onde contracena com o ator Kim Rae-won.

outubro 10, 2019

PARASITE (filme, 2019)




País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Suspense
Duração: 131 min.
Distribuição: CJ Ent.

Direção: Bong Joong-ho
Roteiro: Bong Joong-ho, Han Ji-won
Fotografia: Hong Kyung-pyo

Elenco: Song Kang-ho, Jang Hye-jin, Choi Woo-sik, Park So-dam, Lee Sun-kyun, Cho Yeo-jeong, Jung Ji-so, Jeong Hyun-jun, Lee Jung-eun, Park Myung-hoon.

Resumo

A família Kim, unida na pobreza e no desemprego, vislumbra um futuro melhor ao conhecer a família Park, que desfruta das infinitas benesses da alta sociedade.

Comentário

(sem spoilers, fora observações sobre o perfil de alguns personagens)

O cultuado diretor Bong Joong-ho está de volta com uma produção cem por cento coreana, depois de dois projetos internacionais, Snow Piercer (2012) e Okja (2017). O resultado foi dos mais positivos, e Parasite foi aclamado por público e crítica, tendo faturado a tão cobiçada Palme d´Or, no Festival Internacional de Cinema de Cannes.

À parte da qualidade indubitável do filme, a aprovação quase unânime de Parasite se deve, sem dúvida, ao seu tema de apelo universal. A desigualdade social está presente em todos os cantos do planeta, e a estória da família Kim poderia ser a estória de vida da família Silva, Smith, Suzuki, e assim por diante... Para os coreanos, o filme deve calar ainda mais fundo, já que foram séculos de guerra, fome e escravidão na estória do país, que nos últimos anos vive um renascimento social, cultural e tecnológico invejáveis. No entanto, esta mesma evolução industrial não alcança uma parte da sociedade, que é empurrada cada vez mais para a periferia das metrópoles, ficando apenas com as migalhas do sonho capitalista. E a família Kim faz parte desta fatia desprivilegiada da sociedade, fora do mercado de trabalho formal, sem educação, ou alimentação saudável.

Kim Ki-taek (Song Kang-ho, - A Taxi Driver, The Host), motorista desempregado, compartilha, com mulher e casal de filhos, um apartamento no subsolo de um prédio, infestado de pragas e pouco iluminado. Sua esposa, Chung-sook (Jang Hye-jin, - Family Affair), uma ex-atleta medalista, parece conformada com a situação precária da família, que trabalha unida montando caixas de pizza, em troca de alguns centavos. O casal de filhos, Ki-woo (Choi Woo-sik,- Train to Busan) e Ki-jung (Park So-dam, - Beautiful Mind) vai na onda dos pais, e vive numa espécie de torpor, diante das desanimadoras perspectivas de vida. A união familiar, ao invés de ser comovente, parece apenas ressaltar suas fraquezas pessoais.

Certo dia, o jovem Ki-woo sai para beber com seu único amigo dos tempos de escola, Min-hyuk (Park Seo-joon, - Fight for My Way), e este lhe propõe que assuma seu ‘bico’ de tutor de inglês de uma garota rica, já que ele está indo estudar no exterior por uns tempos. Além do mais, Min-hyuk confessa estar apaixonado pela menina, e planeja pedi-la em namoro assim que ela entrar na universidade. Esta confissão parece despertar mais o interesse de Ki-woo no emprego, do que a oportunidade financeira em si. Antes de partir, Min-hyuk surge no porão dos Kim com um presente de despedida, que parece simbolizar a caixa de Pandora que se abrirá para desencadear os eventos mais inusitados em suas vidas.

Ao ser admitido na mansão da família Park, Ki-woo sente estar entrando em outro mundo, como Alice pisando no País das Maravilhas, repleto de personagens tão fascinantes quanto bizarros. A dona da casa, Choi Yeon-kyo (Cho Yeo-jeong, - Divorce Lawyer in Law), é uma mulher frágil, que tenta disfarçar sua insegurança social com uma dedicação obsessiva com as vontades do marido. O Sr. Park (Lee Sun-kyun, - My Mister, Miss Korea), empresário bem sucedido, sob um verniz de educação e civilidade, é um homem esnobe e preconceituoso. A filha, Da-hye (Jung Ji-so, - Hwajung) é uma adolescente típica, mais interessada em romance do que nos estudos. Seu irmão caçula, Da-song (Jeong Hyun-jun, - Nokdu Flower), é um menino mimado, cujas birras são interpretadas pelos pais como genialidade, ou ainda um trauma psicológico misterioso. Apesar da afetação da Sra. Choi, quem administra a casa com mão de ferro é a governanta Gook Moon-gwang (Lee Jung-eun, - Strangers from Hell).

Não demora muito para que Ki-woo veja a oportunidade de trazer sua irmã, Ki-jung, para dentro da mansão dos Park, como tutora do caçula da família. O desembaraço com que os irmãos lidam com a família Park nos faz questionar o porquê de sua situação social tão precária. Será que um diploma ‘5 estrelas’ e contatos importantes são a única forma de um cidadão ter uma vida decente nesta sociedade? O instigante desta estória é a dualidade de sentimentos (e sensações) que os personagens despertam em nós, espectadores... Quem é o ‘parasita’ do título? Qual o futuro das ditas superpotências tecnológicas, que canibalizam sua própria população, em nome do progresso?

Parasite é um filme precioso, e cineastas autorais, que produzem roteiros originais, são cada vez mais raros no cinema... Com seu prestígio e respeito, Bong Joong-ho pode se cercar de grandes profissionais, como o diretor de fotografia Hong Kyung-pyo (Burning, Snowpiercer), e atores tarimbados como Song Kang-ho, companheiro de tantos outros filmes seus. Ainda que Parasite seja um filme brilhante, eu, como grande fã do diretor, ainda fico com Memories of Murder, muito acima de todos, e como crítica social, ainda prefiro The Host. De qualquer modo, vale a pena conferir os filmes anteriores do diretor, pois a diversão é garantida.

E uma última sugestão, assista Shoplifters (2018), um filme belíssimo, de outro grande cineasta, o japonês Hirokazu Koreeda, com uma temática muito similar a Parasite (e que por coincidência ou não também levou a Palme d´Or em Cannes), e, mais do que comparar as duas obras, é interessante refletir sobre o mundo estranho e desafiador em que vivemos.

novembro 05, 2018

Student A (filme, 2018)




País: Coréia do Sul
Gênero: Drama Escolar
Duração: 114 min.

Direção: Lee Kyung-sub
Roteiro: Lee Kyung-sub, baseado no webtoon de Heo5Pac6

Elenco: Kim Hwan-hee, Jung Da-bin, Suho, Yoo Jae-sang, Jung Da-eun, Lee Jong-hyuk, Kim Jung-hwa.

Resumo

A vida da adolescente Mi-rae é um ciclo de eventos tristes, da perseguição escolar, aos maus tratos diários do pai alcoólatra. Seu único consolo são os jogos de videogame e a literatura.

Comentário

Basedo em webtoon do portal Naver, Student A conta, em tom de ‘semi-fábula’, a estória de uma garota extraordinária, que, desafortunadamente, vive uma vida de tristeza e solidão. A talentosíssima atriz mirim Kim Hwan-hee (The Wailling, On the Way to the Airport, The Miracle We Met) encarna Jang Mi-rae, uma garota invisível para o mundo, embora tenha muito a dizer...


Se você está cansado de ver filmes ou séries sobre o trauma do assédio escolar (o infame bullying), fique tranquilo, pois Student A aborda o tema de forma muito original, sem cair no dramalhão, ou na autocomiseração. Mesmo nos momentos mais desesperadores de sua vida, Jang Mi-rae não perde a lucidez e analisa até mesmo com certo pragmatismo sua condição social e emocional.



O palco central do drama é o ambiente escolar no qual a adolescente Jang Mi-rae passa a maior parte de seu dia, e onde vive momentos dolorosos de constrangimento e repressão. Fica claro o preconceito contra sua situação familiar, de pobreza e violência doméstica. Nem mesmo o bom comportamento, notas altas e talento para a escrita bastam para impressionar colegas e professores. O único colega a tratar Mi-rae com um mínimo de gentileza é Tae-yang (Beauty Inside), e é muito natural que ela se enamore do rapaz. O melhor refugio para Mi-rae é o ambiente tranquilo da biblioteca, onde ela pode ler e escrever suas estórias sem ser incomodada. Em casa, ela se refugia no mundo fantástico dos videogames, e os amigos virtuais são sua maior companhia.



Surpreendentemente, Mi-rae se vê fazendo sua primeira amizade, justamente com a garota mais popular da escola, Baek-hab (Jung Da-bin, Should We Kiss First). As duas compartilham o prazer especial em escrever estórias, e passam horas agradáveis trocando experiências sobre seus personagens. Baek-hab se mostra encantada com o talento literário de Mi-rae. Infelizmente, não tarda muito para que Mi-rae se decepcione ao descobrir as verdadeiras intenções de seus novos amigos, Baek-hab e Tae-yang. Deprimida e sem ter com quem conversar, ela resolve procurar um de seus amigos virtuais, a ‘Princesa Hee-na’. Mi-rae encontra Hee-na distribuindo abraços grátis em uma praça da cidade, mas a surpresa mesmo é descobrir que na verdade se trata de um belo rapaz de cabelos dourados, chamado Jae-hee (Suho, membro da boy band EXO).



Jae-hee é o ombro amigo que a garota precisa, a bússola que coloca sua vida caótica no rumo certo. Com ele Mi-rae resgata sua voz, aprendendo assim a reivindicar o direito de ser vista e apreciada por seus colegas. Se todos os problemas da garota não podem ser milagrosamente resolvidos, ao menos ela tem a oportunidade de viver sua juventude como qualquer menina normal, com as alegrias e tristezas próprias da idade. Mais do que um filme simpático, Student A é uma obra iluminada, que aquece o coração, e faz da estória corriqueira de Jang Mi-rae, um exemplo de coragem e resiliência.


dezembro 07, 2017

Midnight Runners (filme, 2017)




País: Coréia do Sul
Gênero: Ação, Policial, Comédia
Duração: 109 min.
Distribuição: Lotte Ent.

Direção e Roteiro: Kim Joo-hwan

Elenco: Park Seo-joon, Kang Ha-neul, Park Ha-sun, Sung Dong-il, Bae Yoo-ram, Go Joon.

Resumo

Dois alunos da Academia de Polícia de Seul testemunham o sequestro de uma jovem e decidem investigar o caso por conta própria.

Comentário

Midnight Runners é um filme de ação com boas doses de comédia, que usa a fórmula infalível “dupla policial em apuros”, que fez tanto sucesso no cinema norte-americano dos anos 90.

O filme já começa muito bem quando somos apresentados aos novos recrutas da polícia coreana, e acompanhamos sua puxada rotina escolar, de perfil militar. Ao contrário do que seria natural esperar, a dupla protagonista tem motivos muito prosaicos para escolher uma carreira tão desafiadora. Kang Hee-yeol (Kang Ha-neul), com sua inteligência excepcional, poderia ter entrado em qualquer grande universidade, mas optou por ser um policial (segundo ele mesmo), apenas para fugir do lugar comum. Park Ki-joon (Park Seo-joon), por outro lado, escolheu este caminho simplesmente por não ter condições financeiras de cursar o ensino superior. Sendo assim, seria razoável imaginar que os dois garotos iriam passar maus bocados durante o treinamento na academia. No entanto, para nossa surpresa, parece que a dupla possui o dom natural para combater o crime. A princípio, o brigão Ki-joon implica com o colega nerd Hee-yeol, mas da convivência forçada nasce uma bela amizade (ainda mais quando Ki-joon descobre que Hee-yeol é filho de um açougueiro 😂).


Em sua primeira noite de folga, os amigos combinam ir a uma boate, coisa que nunca fizeram na vida. Infelizmente, eles não conseguem se integrar bem no ambiente festivo, - em cena hilária, uma garota fica pouco impressionada ao ser informada por Ki-joon que ele é um aspirante a policial, e faz questão de ressaltar que ele será pobre para o resto da vida, rerere. Após a incursão fracassada na boate, eles bebem soju em um boteco, onde refletem pela primeira vez sobre seu futuro como agentes da lei. A rotina na academia não é nada inspiradora e eles sentem que não estão aprendendo nada de útil ali.
Saindo do bar eles avistam uma bela jovem caminhando sozinha na rua, e resolvem segui-la, tentando armar-se de coragem para abordá-la para conversar.
Subitamente, uma van para em um beco escuro e a garota é violentamente abduzida. Eles tentam correr atrás do carro, mas o perdem de vista. Sem conseguir a ajuda da polícia, eles resolvem investigar o crime sozinhos, e se deparam com uma gangue perigosa, que age no bairro chinês, onde nem mesmo a polícia costuma se aventurar.

Park Seo-joon (Fight My Way, A Witch´s Love, Beauty Inside), em seu primeiro papel protagonista no cinema, arrasa como o ‘esquentadinho’ Ki-joon, e mostra ao mundo seu talento para a comédia (o que não é surpresa para quem conhece o rapaz dos dramas na TV). E Kang Ha-neul (Like for Likes, Twenty, Misaeng), já veterano do cinema, passeia com tranquilidade no papel do tímido Hee-yeol. O elenco é bem enxuto, mas vale a lembrança de Sung Dong-il (Reply 1988), como o Prof. Yang Sung-il, e Park Ha-sun (Drinking Solo), como a policial e treinadora da academia Lee Joo-hee. Inesquecível mesmo é a cena eletrizante de luta entre Go Joon (Save Me) e os jovens policiais.


O diretor e roteirista Kim Joo-hwan (Goodbye My Smile, Koala) apresenta o drama policial clássico para esta nova geração de cinéfilos, com muita leveza, numa linguagem ágil e cômica, mas nunca vazia. Na corrida contra o tempo para salvar a vida de uma jovem desconhecida, Ki-joon e Hee-yeol reafirmam sua vocação, aprendem muito sobre integridade profissional, solidariedade e, acima de tudo, vivem um bromance de sonho 😍!
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