21 de mai de 2014

A New Leaf (drama, 2014)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama
Produção: MBC TV
Duração: 18 episódios

Direção: Park Jae-beom-I
Roteiro: Choi Hee-ra

Elenco: Kim Myeong-min, Park Min-yeong, Kim Sang-joong, Chae Jeong-na, Jin Lee-han, Choi Il-hwa, Lee Han-wi, Oh Jeong-se, Kim Yoon-seo.

Resumo

Um advogado brilhante, mas muito ambicioso, perde a memória após um acidente, e acaba reavaliando sua postura de vida.

Comentário

O tema central de A New Leaf é simples e até mesmo pouco original, e, sendo assim, cabe à roteirista criar algo que nos surpreenda e emocione.

Bem, para começar, a escritora Choi Hee-ra possui um histórico curto mas consistente, com dois dramas médicos de sua autoria, OB and GY (2010), e Golden Time (2012). Em A New Leaf ela muda de tema, - para o direito legal - mas continua com sua ‘obsessão’ por enredos complexos, que certamente lhe exigem muita pesquisa. E é bom alertar aos desavisados, ou aos que não apreciam dramas legais, que a trama pode ser confusa e até mesmo maçante, em boa parte do tempo.

Felizmente, para quem curte dramas médicos, legais, enfim, que mergulhem com maior profundidade em temas específicos (como p.ex. Midas, ou Legal High), A New Leaf é uma boa pedida. E se este tipo de estória conseguir conciliar o drama com uma pitada de bom humor, ainda melhor! Para mim este o ponto mais positivo, até agora, deste drama. Como espectador, é sempre um bônus poder rir um pouco, mesmo diante de um assunto tão sério. O mesmo acontecia no belo drama médico Golden Time, que sabia expor as falhas humanas dos profissionais da saúde, mas sem denegrir sua imagem ou seu propósito maior que era o de salvar vidas.


Em A New Leaf, a produção pôde contar com um elenco muito bom, ancorado pelo sempre brilhante Kim Myeong-min (Beethoven Virus), um ator camaleônico, metódico, que adora novos desafios. Em A New Leaf, Kim Myeong-min incorpora o advogado Kim Seok-joo, o principal funcionário de um grande escritório especializado em direito corporativo. Desde a primeira cena, ficamos sabendo que Kim Seok-joo não mede esforços para chegar aos seus objetivos, ou seja, ganhar o maior número de causas possíveis e, consequentemente, milhões em dinheiro. Na verdade, ele não parece obcecado pela riqueza, mas muito mais pelo sabor da vitória. Ele é o tipo de pessoa que sente prazer em demonstrar aos adversários sua genialidade e invencibilidade. E como a estória revela mais adiante, a origem da ganância do advogado Kim Seok-joo parece estar intimamente relacionada com seu relacionamento turbulento com o pai. Acontece que o pai, Kim Shin-Il (Choi Il-hwa de The Bride of the Century, The City Hall) é um advogado aposentado, que atuava na área de direitos humanos, e que, por isso mesmo, despreza a escolha do filho em defender os ricos e poderosos.


A jovem atriz Park Min-yeong (City Hunter, Sungkyunkwan Scandal) é Lee Ji-yoon, uma advogada recém-formada, que consegue uma vaga de estagiária no escritório de Kim Seok-joo. Lee Ji-yoon é uma jovem alegre, cheia de ideais, apesar da inexperiência. Dito isso, apesar da juventude e certa imaturidade, o comportamento de Lee Ji-yoon é, em muitas ocasiões, inverossímil, para não dizer tolo. Ora, esta jovem resolveu por livre e espontânea vontade concorrer a uma vaga em um escritório de advocacia conhecido por defender grandes corporações financeiras. Só que ao se defrontar com os meios agressivos (para não dizer desonestos) usados por seus superiores para ganhar as causas, ela fica chocada e chega ao cúmulo de criticar abertamente o advogado Kim Seok-joo. Pois é, alguém pode dizer que são coisas da ficção, que devem ser relevadas, mas acho que isto tira um pouco do respeito pelo personagem. E como é uma mulher a responsável pelo roteiro, seria interessante ver retratada uma personagem feminina mais realista. Apesar deste pequeno deslize, vale ressaltar que o personagem de Park Min-yeong tem um papel vital na regeneração emocional e ética de nosso herói. É através do bom caráter e da visão extremamente ética de sua assistente que Kim Seok-joo começa a perceber como sua vida estava sendo desperdiçada.



Quero destacar outros personagens importantes, a começar pelo chefe de Kim Seok-joo, Cha Young-woo, sócio majoritário dono do escritório de advocacia que leva seu nome. O advogado Cha é interpretado pelo grande ator Kim Sang-joong (The Chaser, Doctor Stranger), que com seu charme e carisma únicos, forma uma dupla de sonho com Kim Myeong-min.

No sétimo episódio surge um novo personagem, Yoo Jung-sun (Chae Jeong-an, de The Prime Minister and I) a noiva de Kim Seok-joo. O advogado não a reconhece e mal consegue disfarçar o choque ao tomar conhecimento sobre a existência do relacionamento com a filha de um chaebol.
 
Por outro lado, eu tinha achado muito promissor o ‘clima’ entre Kim Seok-joo e a promotora Lee Sun Hee (Kim Suh Hyung, de Empress Ki), e ficou subentendido que os dois já tiveram um romance no passado.

Enquanto isso, Lee Ji-yoon tem de aguentar as fofocas sobre seu suposto relacionamento pessoal com o chefe, embora esteja de olho em um belo vizinho, Jeon Ji-won (Jin I-han, de Empress Ki), um jovem e respeitado juiz. O sempre divertido Oh Jeong-se (Miss Korea) é Park Sang-tae, advogado e melhor amigo de Seok-joo.

A direção de A New Leaf prima pelo bom gosto e elegância, o que não surpreende, dada a experiência passada de Park Jae-beom-I como diretor de arte e produtor. O interessante é que esta é a estreia do talentoso Park Jae-beom-I na direção, já que ele é mais conhecido como roteirista de dramas médicos (God´s Quiz e Good Doctor).

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