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março 11, 2022

Dark Hole (drama, 2021)

 


País: Coréia do Sul

Gênero: Suspense, Ficção

Duração: 12 episódios

Produção: OCN/tvN

Direção: Kim Bong-joo

Roteiro: Jung Yi-do

Elenco: Kim Ok-vin, Lee Joon-hyuk, Song Sang-eun, Lim Won-hee, Jo Ji-na, Bae Jung-hwa, Oh Yu-jin, Park Keun-rok, Kim Byung-ki, Lee Ha-eun, Kim, Do-hoon, Lee Ye-bit, Jung Hae-kyun, Heo Hyung-kyu, Jeon Yeo-jin,Yong-jin, Yun Seul.

 

Resumo

 

Uma agente policial de Seul, ao seguir a uma pista de uma criminosa, chega à cidade de Mooji, justo quando surge uma enorme cratera na floresta local, da qual sai uma névoa escura que transforma os moradores em zumbis.

 

Comentário

 

É admirável a criatividade dos roteiristas coreanos para reciclar temas do cinema de suspense, como os lendários mortos-vivos... Os zumbis já são considerados um arquétipo da cultura ocidental, especialmente de Hollywood. Mas o oriente tem todo o direito de explorar este mito, já que sua origem é milenar, e presente em várias culturas.

E parece que os temas apocalípticos viraram febre, mesmo com a sensibilidade de todos à flor da pele após dois anos de pandemia. Depois de Dark Hole tivemos mais dois dramas com zumbis no protagonismo, Happiness (tvN, 2021) e All of Us Are Dead (Netflix), ambos excelentes!

O roteirista Jung Yi-do (Save Me, Strangers from Hell) é um mestre do terror psicológico; seus personagens são tão ou mais assustadores que os eventos místicos, ou antinaturais que os afligem. Tanto é verdade que em Dark Hole o autor divide o suspense, com certo senso de ironia, entre a misteriosa ‘névoa’ mortal, e a pura e imparável maldade humana.

O drama começa com uma cena ‘spoiler total’ do terror que os protagonistas irão enfrentar heroicamente dentro de poucas, mas intensas horas. Mas vamos reservar a curiosidade ao espectador e, enquanto isso, dias antes...

... A inspetora Lee Hwa-sun (Kim Ok-vin, Arthdal Chronicles) chega à cidade de Mooji, seguindo a pista de uma assassina perigosa chamada Lee Soo-yeon. Um forte impulso de justiça e vingança levam a policial da Unidade de Investigação Criminal da Agência Metropolitana de Seul a perseguir a criminosa de rosto desconhecido. No entanto, a única coisa estranha que Lee Hwa-sun encontra é uma profunda cratera, em meio à floresta que cerca a cidade. Ela fica paralisada diante do enorme buraco, que expele lentamente uma estranha névoa escura. Como disse Nietzche, “Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” É o que a ‘névoa’ faz com as pessoas, as obrigam a encarar seu lado mais escuro.

Yoo Tae-han (Lee Joon-hyuk, A Poem A Day, Forest of Secrets), motorista de um caminhão guincho, percorre as estradas do interior, na companhia do amigo Nam Yeong-sik (Kim Han-jong). Ex-policial, Tae-han é um tipo tranquilo, mas seu senso de justiça e sua bravura afloram na hora do perigo.

Quando o povo da pacata cidade de Moojin se dá conta de que a tal ‘névoa’ é responsável pela súbita onda de violência, infelizmente, é tarde demais, e o caos se instala ali. Depois de cruzar brevemente com Lee Hwa-sun, Yoo Tae-han refugia-se no hospital local, junto de pacientes e outros cidadãos assustados. Ali ele reencontra o ex-colega, o policial Park Soon-il (Lim Won-hee, Romantic Doctor,Teacher Kim), e o novato Cho Hyun-ho (Jo Ji-na, Love Alarm), cuja jovem esposa se encontra no final da gravidez.

Enquanto isso Lee Hwa-sun ajuda uma enfermeira a resgatar sua pequena filha, Do-yoon (Lee Ye-bit, The Uncanny Counter). A policial e a criança acabam fugindo para a Escola Secundária de Moojin, cujos alunos e professores também fazem barricadas para evitar a entrada dos zumbis; a essa altura, boa parte dos moradores foram contaminados pela névoa tóxica. Na escola, a policial enfrenta um perigo ainda maior do que a névoa, e alerta à Tae-han por rádio, para que tome cuidado.

Como se a situação não estivesse tensa o bastante, um grupo de fanáticos religiosos, liderados pela xamã Madame Kim (Song Sang-eun, Private Lives), é convencido do poder místico/divino da ‘névoa’. Yoo Tae-han e a equipe do hospital são cada vez mais hostilizados pela xamã e seus asseclas.

Lee Hwa-sun e Yoo Tae-han unem forças para resgatar os poucos sobreviventes, e derrotar o Mal, no melhor estilo “Caça Fantasmas”.

Para quem aprecia um bom suspense clássico, com muita correria, heróis simpáticos, Dark Hole é a aventura certa para se embarcar. Kim Ok-vin e Lee Joon-hyuk formam uma dupla encantadora, - ela ousada e passional, ele corajoso e bem-humorado. O PD Kim Bong-joo (The Phone, 2015) é muito eficiente na condução do elenco, grande e variado, e as cenas de ação são fluidas e emocionantes. A porção jovem do elenco é carismática, especialmente a protagonista Oh Yu-jin (True Beauty), no papel da estudante Han Dong-rim, e Kim Do-hoon (Here´s My Plan), como seu nêmesis, o asqueroso Lee Jin-seok. Mas é a atriz mirim Lee Ye-bit que encanta com seu talento natural, e sua força ao interpretar um personagem tão sofrido.

Eu assistiria uma segunda temporada de Dark Hole, ou quem sabe um longa-metragem? É pouco provável que isso aconteça, mas ao menos há uma boa notícia para os fãs de Kim Ok-vin, que é a confirmação da 2ª temporada de Arthdal Chronicles.

setembro 17, 2018

My Mister (tvN, 16 episódios)




O genial diretor Kim Won-suk (Misaeng, Signal) volta à TV com outra produção diferenciada, o drama existencialista My Mister (My Ahjusshi). Como já comentei em outro post, não sei como ainda não convenceram este senhor a voltar-se para o cinema, - até lá, garantimos nossos dramas no mais alto nível de qualidade. Aliás, seu próximo projeto, The Chronicles of Aseudal (tvN, 2019) já é esperado com ansiedade pelos fãs da dupla de roteiristas de The Six Flying Dragons.

O PD Kim e a roteirista Park Hae-Young (Oh Hae Young Again) nos brindam com o que talvez seja o melhor drama do ano, My Mister. My Mister aborda temas que sensibilizam em especial os habitantes das metrópoles, - solidão, desemprego, pobreza, violência, são chagas que afligem os personagens desta estória -, no entanto, mesmo na tragédia eles encontram consolo e esperança, quando um estranho lhes estende a mão.

O que torna atraente esta estória tão triste e ‘pesada’ é o olhar infinitamente carinhoso da escritora sobre seus personagens. O drama nos mostra que a solidão, embora comum a toda a humanidade, é um sentimento muito complexo, com significados diferentes para cada pessoa e para cada momento de sua vida. Park Dong-hoon (Lee Seong-kyeong, Miss Korea) é um homem que sofre de uma solidão profunda e crônica, apesar de ser um profissional bem sucedido, casado, e cercado do carinho de sua mãe e irmãos. Sua condição provoca o afastamento da esposa, Kang Yoon-hee (Lee Ji-ah, Beethoven Virus, The Ghost Detective), advogada, mãe, que busca consolo nos braços do amante, Do Joon-young (Kim Young-min). Do Joon-young, ex-colega de universidade de Park Dong-hoon e agora seu superior na empresa de engenharia, sofre de um complexo de inferioridade deprimente, que o leva a usar a amante como uma reafirmação de sua masculinidade.

Sang-hoon (Park Ho-san, Lawless Lawyer) e Gi-hoon (Song Sae-byeok, Seven Years of Night) são os irmãos de Park Dong-hoon, que após uma série de infortúnios na vida, voltam a morar com a mãe, a dona-de-casa viúva Byeon Yo-soon (Ko Du-shim). Entediados e desesperançados, Sang-hoon e Gi-hoon acompanham com preocupação fanática os menores eventos cotidianos da vida do irmão, contribuindo assim com os momentos mais enternecedores do drama. O primogênito Sang-hoon é um sujeito sensível, emotivo, que não tem forças para superar a falência de seu negócio, e o consequente fracasso do casamento. Gi-hoon (ex-diretor e roteirista de cinema), por sua vez, é ainda mais lamentável, já que uma única decepção profissional o deprimiu o bastante a ponto de fazê-lo se acomodar à vida de solteirão desempregado. A reaparição da atriz Choi Yoo-ra (Nara, Your Honor), que Gi-hoon considera sua ‘nemesis’, funciona como uma espécie de terapia de choque, que o obriga a repensar seu destino.

Os irmãos Park moram há anos no mesmo bairro, e, com os antigos e fiéis amigos de infância, compartilham partidas de futebol, além de bebedeiras quase diárias. A dona do boteco frequentado por eles é Jung-hee (Oh Na-ra, Judge vs Judge), que teve o coração partido por Gyum Duk (Park hae-joon, Misaeng), que a trocou pela vida celibatária de monge budista. Jung-hee não se conforma que Gyum Duk tenha abdicado de seu amor, pela solidão eterna no alto de uma montanha. O irônico é que ela, ao viver da memória deste amor, é a mais solitária dos dois.

Mas tudo muda na vida destes personagens, com a chegada de uma garota misteriosa, Lee Ji-an (IU, Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo). A princípio Lee Ji-an parece uma pequena marginal, o que não deixa de ser verdade, em parte, mas a estória que a levou até este ponto crítico é tão traumática quanto comum no mundo cruel em que vivemos. Órfã, ela luta para sustentar a si mesma e a avó surda-muda, enquanto é perseguida incansavelmente por Lee Gwang-il (Jang Ki-yong, Come and Hug Me), um agiota violento, estranhamente obsecado com a garota. Quando o destino une Park Dong-hoon e Lee Ji-an, o casal reconhece um no outro aquela solidão profundamente enraizada em suas almas, e que, milagrosamente, eles conseguem transformar em reparação.

Palmas para o roteiro brilhante, a direção sensível, sem ser invasiva, e, especialmente, para o elenco de My Mister. Lee Seong-kyeong, entre tantos papeis importantes na TV (Miss Korea, Golden Time) e no cinema (Paju, A Hard Day), chega ao auge como ator, ao interpretar um personagem tão complexo e carismático como Park Dong-hoon. IU bem que poderia usar seu nome de batismo, Lee Ji-eun, para descolar-se como atriz de sua bem sucedida carreira de cantora pop. Este drama foi um enorme passo na carreira desta jovem, para retirar de vez seu rótulo de celebridade pop, e inseri-la na lista das melhores atrizes de sua geração. Outra alegria que este drama nos proporcionou foi ver a volta cautelosa, mas marcante da atriz Lee Ji-ah, depois de anos de ostracismo forçado (por um casamento infeliz). Mais difícil ainda é descrever em palavras o prazer de ver esta dupla de veteranos do cinema, Park Ho-san e Song Sae-byeok, dando um show de interpretação, com um frescor e um desprendimento mais do que bem vindos na telinha. Pois é por estórias maravilhosas como estas, que nos deixam lembranças tão queridas, que aguardamos com expectativa a cada nova temporada. Sendo assim, até a próxima...

junho 14, 2018

Live (drama, 2018)




País: Coréia do Sul
Gênero: Policial, Drama
Duração: 18 episódios
Produção: tvN

Direção: Kim Kyu-tae
Roteiro: No Hee-kyung

Elenco: Jung Yu-mi, Lee Kwang-soo, Bae Sung-woo, Bae Jong-ok, Sung Dong-il, Jang Hyun-sung, Lee Eol, Lee Joo-young, Shin Dong-wook, Lee Si-um, Lee Soon-jae, Yum Hye-ran

Resumo

Live acompanha a rotina de um grupo de novatos em uma delegacia de polícia de Seul, enquanto aprendem a valorizar seu papel de guardiões da ordem social.

Comentário

No Hee-kyung (It´s Ok, This is Love, That Winter, The Wind Blows, Padam Padam, Worlds Within...) é uma roteirista que não costuma fazer concessões a temas amenos, e muito menos a sentimentos baratos, e, talvez por isso mesmo, é tão respeitada entre diretores, atores, e fãs de dramas com conteúdo.  Se as estórias da escritora emocionam, enquanto fazem o espectador refletir sobre a vida, também é verdade que é impossível sair de coração leve ao assistir qualquer um de seus dramas.

Apesar de escolher cenários diferentes para cada drama, um sentimento comum prevalece em suas estórias, o da luta do cidadão para sobreviver em uma sociedade que cobra muito e oferece pouco em troca. E em Live ela dispara com toda a carga, e em todas as direções... Live é um retrato nada bonito dos vícios do poder, do preconceito de classe, e da violência brutal contra mulheres e crianças. Decepciona um pouco ver uma sociedade tão elogiada por seus altos índices de escolaridade e avanços tecnológicos, carregar uma herança maldita que parece vir dos tempos de reinados cruéis e escravagistas.

Como acontece em muitos países, quando os jovens se veem afastados de perspectivas profissionais brilhantes, a solução é tentar a carreira pública. E é o que acontece com Han Jung-o e Yeom Sang-soo, que compartilham um passado de sacrifícios pessoais, até se encontrarem na academia de polícia. Após um treinamento militar estressante, eles são designados à mesma delegacia, em um bairro com altos índices de ocorrências policiais.

Han Jung-o (Jung Yu-mi, de Train to Busan) e Song Hye-ri (Lee Joo-young, de Believer) são as únicas mulheres na delegacia, mas nem por isso recebem tratamento diferenciado. Elas alugam um apartamento no piso superior da casa do colega recruta Yeom Sang-soo (Lee Kwang-soo, de It´s Ok, This is Love), que mora com a mãe (Yum Hye-ran, de Lawless Lawyer). Apesar da amizade sincera do trio, a competitividade é grande, já que os bons resultados geram pontos, enquanto que os fracassos podem levar à expulsão da polícia.

Han Jung-o é uma jovem que esconde seus sentimentos por detrás de uma fachada de serenidade e pragmatismo. Mas sua maturidade surgiu à custa do convívio com a mãe, que a criou sozinha, dominada por ataques de síndrome do pânico, cobrando da filha mais do que ela talvez possa alcançar na vida. Han Jung-o sente-se atraída por um de seus superiores, o oficial Choi Myung-ho (Shin Dong-wook, Lookout, Soul Mate), não só por sua beleza e carisma, mas especialmente por sua ética profissional. Confesso que me senti traída pela expectativa de ver Shin Dong-wook em um papel mais destacado em um drama, - infelizmente, não foi desta vez. O triângulo amoroso entre Yeom Sang-soo, Han Jung-o e Choi Myung-ho, a princípio divertido, torna-se o ponto menos interessante da trama. O problema é que o caráter egocêntrico dos recrutas torna seus dramas pessoais muito menos interessantes que os de seus superiores.

Sang-soo tem uma personalidade difícil, e sua resistência em aceitar as críticas dos superiores torna seu trabalho muito mais difícil. Ele fica ainda mais nervoso quando Oh Yang-chon, o instrutor mais detestado da academia é transferido para a delegacia. Até dá para entender o desespero de Yeom Sang-soo em sair-se bem na carreira policial, depois de tantas decepções em trabalhos anteriores, mas sua coragem cega expõe a ele e aos colegas a situações cada vez mais arriscadas. Este lado autocentrado, egoísta mesmo dos personagens mais jovens me fez perder o interesse por seu destino na estória.

Oh Yang-chon (Bae Sung-woo) é um detetive de polícia incansável, mas sua dedicação é premiada com uma punição severa, quando ele se envolve em uma investigação não autorizada. Rebaixado a policial fardado, ele não tem uma recepção das mais calorosas ao chegar à delegacia de bairro. O delegado Ki Han-sol (Sung Dong-il, de It´s Ok, This is Love, Answer Me 1988), velho conhecido do detetive tenta acalmar os ânimos, mas não é fácil conter a frustração de Yang-chon, e o desprezo dos oficiais mais jovens. Para piorar, o sub delegado Eun Kyung-mo (Jang Hyun-sung, Man to Man), curte uma paixão antiga pela esposa de Yang-chon, An Jang-mi. An Jang-mi (Bae Jong-ok, Bubblegum), chefe de investigação de crimes violentos, profissional competente, mãe de um casal de adolescentes, se desdobra para resolver os problemas de trabalho e família. Cansada da falta de envolvimento do marido na rotina familiar, ela resolve pedir o divórcio. Oh Yang-chon não quer se separar, mas é forçado a sair de casa e vai morar com o pai (Lee Soon-jae, Money Flower). Yang-chon não perdoa o pai por seu passado de alcoolismo, quando costumava espancar mulher e filho. Idoso, o pai de Yang-chon cuida da esposa hospitalizada em estado vegetativo há anos. Por ironia do destino, ambos os pais da nora, An Jang-mi, encontram-se internados, inconscientes, no mesmo hospital. Apesar de tantas tragédias pessoais, são os oficiais mais velhos que nos presenteiam tanto com os necessários momentos de alívio cômico, como com belas lições de vida. Ainda mais, as atuações destes atores veteranos valorizam enormemente o texto do drama. Depois de assistir a atuação excepcional de Bae Sung-woo (The King, The Swindlers) é difícil de acreditar que este ator experiente tenha sido relegado a papeis secundários, apesar de sua carreira sólida no cinema. Carismático, com um charme bruto, mas cheio de humor cínico, Bae Sung-woo encontrou seu lugar merecido como protagonista, no papel do detetive de polícia Oh Yang-chon. É muito divertido acompanhar a relação complicada do casal Yang-chon e Jang-mi, e aprender que nunca é tarde para evoluir e amadurecer, como pais, filhos, marido e mulher.

Outro personagem que me comoveu profundamente foi Lee Sam-bo, um oficial às vésperas da aposentadoria, que ganha aos poucos o respeito de sua pupila, Song Hye-ri. Uma interpretação louvável de Lee Eol (Insadong Scandal), um ator que andava meio esquecido, e que torço para ver mais vezes no futuro.

Live tem mais o sentido de “subsistir”, do que de “viver”, ou talvez fosse mais apropriado o título “sobreviver” para este drama, que retrata de forma tão amarga as mazelas da sociedade coreana. Se o argumento da roteirista é fiel à realidade, os membros da polícia coreana são grandes heróis, mesmo que acidentais, que recebem um salário miserável, são exigidos ao máximo, mas pouco respeitados pela sociedade, enquanto arriscam a vida a cada dia... Uma realidade que está bem mais próxima do que gostaríamos, de nosso próprio país.

novembro 20, 2017

Melhores Dramas de 2017 (Parte 2) – Fantasia




O segundo gênero mais popular do ano foi fantasia, indo da mais pura ficção científica (Circle), ao romance onírico (Bride of the Water God), passando pelo suspense policial (Tunnel). Examinemos os títulos que amamos, e os que, por outro lado, nos fizeram desejar voltar no tempo para esquecê-los...


Tunnel (16 episódios, OCN)

Mal havia sido divulgada a sinopse de Tunnel e já tinha gente acusando o drama de ser um plágio da trama de Signal (tvN, 2016). Quem não teve preconceitos e deu uma chance a Tunnel viu um dos dramas mais divertidos do ano.

Tunnel mescla o thriller policial com ficção científica, com o diferencial de enfatizar o drama pessoal de seus protagonistas, aproximando emocionalmente o espectador da estória.

Destaque para o trio de protagonistas, os atores Choi Jin-hyeok (Pride and Prejudice) e Yoo Hyeon-min (Witch´s Courtroom), e a jovem atriz Lee Yoo-young (The Treacherous), em seu debut na telinha. Leia aqui a resenha completa de Tunnel.


The Bride of the Water God (tvN, 16 episódios)

The Bride of the Water God (ou The Bride of Habeak) deve ter sido o drama mais subestimado do ano, o que para mim é um grande mistério, levando-se em conta seu elenco charmoso e produção impecável. Os fãs de Goblin torceram o nariz para o drama, por uma suposta (e errônea) semelhança de temática. The Bride of the Water God é uma adaptação do webtoon "Habaekui Shinboo" de Yoon Mi-kyung, pelas mãos da talentosíssima roteirista Jung Yoon-jung (Misaeng, Arang and the Magistrate).

O PD Kim Byung-soo (Bubblegum, Nine: 9 Times Time Travel) coordena com maestria os vários elementos que compõe um drama de fantasia de sucesso, da fotografia de sonho aos cenários fantásticos, passando por efeitos especiais surpreendentes (para uma produção de TV). Talvez o problema esteja no ritmo lento da estória, mas (quase) ninguém se queixou da trama enrolada de Goblin, se bem me lembro.

The Bride of the Water God conta a estória do amor impossível entre o deus da água Ha Baek (Nam Joo-hyuk) e a psiquiatra Yoon So-ah (Shin Se-kyung).

Para tornar-se o deus supremo de seu reino, Ha Baek enfrenta um grande desafio, o de descer a Terra em busca de três selos sagrados. O que ele não sabe é que o alto sacerdote Dae Sa-je (Lee Kyung-young, de Misaeng, Argon) preparou-lhe uma ‘prova de fogo’. Ao chegar a Seul, Ha Baek perde seus poderes, e é forçado a contar com a caridade de uma humana, Yoon So-ah. Mais do que um teste sobre suas habilidades divinas, a experiência como humano é uma forma de reparar um grave erro seu do passado. Acontece que a psicoterapeuta Yoon So-ah já tem seu fardo pesado para carregar. Cheia de dívidas, ela leva sua carreira médica com pouco entusiasmo, - seu sonho é mudar-se para uma ilha paradisíaca, e nunca mais voltar para casa. O surgimento inesperado do misterioso Ha Baek, escoltado pelo servo Nam Soo-ri (Park Kyu-sun, de Monstar), obriga Yoon So-ah a rever suas prioridades, e, mais importante, enfrentar fantasmas do passado.

Muitos espectadores criticaram a atuação de Nam Joo-hyuk (Weightlifting Fairy Kim Bok-joo, Moon Lovers) como o deus Habaek. Em minha opinião, o problema de Nam Joo-hyuk não está em sua interpretação (visualmente, ele é a encarnação perfeita de um príncipe de mangá), mas no mistério exagerado que cerca o passado e as motivações pessoais do personagem. Se o ator fosse um pouco mais velho, ou experiente, poderia ter questionado o diretor e a roteirista sobre o perfil emocional de Habaek. No entanto, felizmente, as emoções do personagem crescem ao longo da estória, e ele se revela um grande herói romântico.

Shin Se-kyung (The Girl Who Sees Smells, Six Flying Dragons), por outro lado, é a grande protagonista do drama. A surpresa nem está na atuação da bela Shin Se-kyung (que já provou seu talento em tantos gêneros diferentes), mas no fato de seu personagem ser o verdadeiro motor da estória. Yoon So-ah é um dos personagens femininos mais interessantes que já habitou o mundo dos dramas. Às vezes forte e determinada, muitas vezes frágil e melancólica, Yoon So-ah é uma mulher de notável inteligência. Poucas vezes se vê um personagem expressar-se de forma tão clara e sábia, ainda mais se tratando de uma jovem mulher. Apesar da dificuldade em encarar seus traumas pessoais, Yoon So-ah consegue analisar com precisão as neuroses alheias. Os deuses são, por excelência, criaturas contraditórias, que desprezam e ao mesmo tempo invejam o livre arbítrio dos humanos. Sendo assim, não é nada fácil lidar com estes seres mimados e neuróticos, mas Yoon So-ah acaba se beneficiando desta relação, ao redescobrir sua vocação como terapeuta, e, ultimamente, seu amor à vida.


Deserving of the Name (tvN, 16 episódios)

Outro drama que passou meio despercebido foi Deserving of the Name (ou Live Up To Your Name), uma fusão de fantasia romântica com épico, e boas doses de comédia. Talvez a mistura inusitada de gêneros tenha espantado o público, mas Deserving of the Name se encaixa perfeitamente no gênero romântico clássico. A roteirista Kim Eun-hee (The Queen´s Classroom), pouco conhecida, mostra um talento especial para a comédia romântica, e se sai muito bem com a tarefa árdua de ilustrar a vida paralela do casal protagonista, um na longínqua Era Joseon, e outro na cosmopolita e efervescente Seul da atualidade. O PD Hong Jong-chan (My Secret Hotel, Dear My Friends) também merece elogios, especialmente por sua direção de elenco.

Kim Nam-gil (Bad Guy, Shark) é Heo Im, um médico acupunturista que atende na histórica Clínica Hyeminseo, pioneira na medicina oriental do século XVII, Era Joseon. Durante o dia ele trata das enfermidades dos pobres, que chegam à clínica em busca de atendimento gratuito. Mas Heo Im, de origem humilde, sonha em ficar rico, e à noite atende os nobres da cidade. Ele nunca teve a oportunidade de pôr os pés no grande palácio, até o Dr. Heo Jun (Uhm Hyo-sup, de Shopping King Louie, Doctors) o convocar para realizar uma sessão de acupuntura no rei. É a grande oportunidade na carreira de Heo Im, que, no entanto, entra em pânico e foge. Ao ser atingido por uma flecha da guarda real ele não morre, mas viaja no tempo, indo parar na moderna Seul do século XXI.

Kim Ah-joong (Wanted, Punch, Sign, My P.S. Partner) é a doutora Choi Yun-kyung, cirurgiã cardiotorácica no Hospital Shinhye, em Seul. Seu avô, Choi Chun-sool (Yoon Joo-sang, de Mrs. Cop 2), é um médico acupunturista, dono da Clínica Hyeminseo (o nome, obviamente, é uma homenagem à antiga clínica). No começo, a Dra. Yun-kyung acha que Heo Im não passa de um louco, ou pior, um golpista, e recusa-se a ouvir sua estória sobre ter viajado no tempo. Mas o avô de Yun-kyung acaba abrigando Heo Im em sua clínica, e ela é forçada a conviver com o intruso vestido em trajes antigos, com seus cabelos longos enrolados no coque típico da época. Heo Im é uma figura curiosa e simpática, que logo se adapta ao conforto e a tecnologia da vida moderna. Colado ao Hospital Shinhye está o Hospital Oriental, e seu diretor, o Dr. Ma Sung-tae (Kim Myung-gon) logo reconhece o talento de Heo Im e o convida para trabalhar ali. O neto do diretor, o Dr. Yoo Jae-ha (Yoo Min-kyu, de Queen for 7 Days) não confia nas habilidades de Heo Im, e quer desmascarar sua verdadeira identidade. Além do mais, o jovem médico nutre uma paixão antiga pela Dra. Yun-kyung, e sente ciúmes de sua relação próxima com o exótico Dr. Heo Im.

Deserving of the Name deve ser lembrado por revelar a surpreendente veia cômica de Kim Nam-gil, impagável e absolutamente charmoso no papel do Dr. Heo Im (personagem histórico real), mas também por proporcionado seu encontro com uma das atrizes mais talentosas e bonitas de sua geração, Kim Ah-joong. Os atores formam um par romântico encantador, e nos fazem acreditar que ainda há espaço para as boas estórias de amor. E, acredite, ainda sobra espaço para o drama fazer uma bela crítica às desigualdades sociais do país, que se repetem ao longo das gerações.


Circle: Two Worlds Connected (tvN, 12 episódios)

Ficção dirigida por Min Jin-ki (SNL Korea, Blue Tower, Gold Tower) e desenvolvida por uma equipe de roteiristas: Kim Jin-hee, Yoo Hye-mi, Ryoo Moon-sang, e Park Eun-mi.

Circle é ficção científica hardcore e, portanto, deve agradar apenas aos fãs ardorosos do gênero. O drama usa (quase) todos os arquétipos do gênero, da invasão alienígena, a um futuro distópico e apocalíptico.

A estória se divide em duas partes: Parte 1: Beta Project (o presente), e Parte 2: Brave New World (o futuro, ano 2037). No presente, o jovem universitário Kim Woo-jin (Yeo Gin-goo, de Reunited Worlds) procura seu irmão, Kim Beom-gyoon (An Woo-yeon, de Age of Youth 2), que desaparece após alegar estar sendo perseguido por alienígenas. Na verdade, a paranoia de Beom-gyoon teve inicio na infância, com o surgimento em suas vidas de uma estranha jovem, que teria provocado o desaparecimento do pai dos meninos. Antes de desaparecer, Beom-gyoon aponta Han Jung-yeon (Kong Seung-yeon, de My Only Love Song) como um dos alienígenas que conspira para destruir a humanidade. Mas ao conhecer de perto a bela Han Jung-yeon, Kim Woo-jin fica em dúvida se ela é apenas uma estudante normal, ou a vilã que abduziu seu irmão.

Enquanto isso, em 2037, os alienígenas passaram pela Terra e, aparentemente, trouxeram tanto a miséria quanto as inovações tecnológicas. No ‘distrito geral’ semi-abandonado e poluído do planeta vive o detetive de polícia Kim Joon-hyuk (Kim Kang-woo, de Goodbye Mr. Black, Marriage Blue) que aguarda ansiosamente uma oportunidade de entrar no ‘distrito inteligente’, onde apenas uma elite privilegiada desfruta da tecnologia do futuro. Só que o objetivo do policial não é viver nesta redoma de vidro, mas sim investigar os planos dos alienígenas sobre o destino da humanidade na Terra.

Não sei se o futuro retratado em Circle é kitch por contensão de verbas da produção (o mais provável), ou por estilo, mas este detalhe não tira o mérito do drama, e, como fã que sou de Kim Kang-woo, seu personagem divertido foi motivo o bastante para curtir o drama.


Duel (OCN, 16 episódios)

Bem que tentei me esforçar para gostar de Duel, e é duro admitir que Jeong Jae-young, um de meus atores favoritos do cinema, fez uma péssima escolha (talvez a primeira de sua carreira) ao escolher este projeto. Duel deveria concorrer com Circle: Two Worlds Connected, como o grande drama de ficção científica do ano, e, embora nenhum dos dois tenha sido excepcional, Duel foi a maior decepção, ao menos para mim.

Duel começa muito bem, com uma trama repleta de tensão e mistério, mas, infelizmente, o suspense não se sustenta por muito tempo. Jeong Jae-young não economiza esforços para retratar fidedignamente o detetive de polícia Jang Deuk-cheon, um homem simplório, mas um pai dedicado, que vai ao inferno, se for preciso, para salvar a vida de sua filha.

A princípio, me incomodou ver um ator relativamente inexperiente como Yang Se-jong (Temperature of Love) como protagonista, e ainda mais, interpretando dois personagens que deveriam ser idênticos e ao mesmo tempo o extremo oposto um do outro, psicologicamente falando. Mas até que o ator não se saiu tão mal no papel dos irmãos ‘clones’.

Jang Deuk-cheon se esforça para conciliar a carreira de policial com a de pai viúvo. Sua filha, Soo-yun, de 11 anos, sofre de uma doença degenerativa, e os custos de seu tratamento são cada vez maiores. Jang Deuk-cheon se desespera com o agravamento da doença da filha, mas os médicos lhe devolvem as esperanças ao sugerirem um tratamento experimental, que pode salvar sua vida. O mistério começa quando Soo-yun é sequestrada de dentro da ambulância que a levava para a clínica. O detetive parte numa caçada alucinante ao homem que abduziu sua filha... Ele consegue capturar o suspeito, um jovem chamado Lee Sung-joon, mas este nega veementemente ser o autor do sequestro. Juntos eles irão buscar pistas do verdadeiro criminoso, um homem que é a cópia perfeita de Lee Sung-joon.

Este é o primeiro trabalho solo da roteirista Kim Yoon-joo, que já demonstrou sua preferência pela ficção e aventura. Ela é co-autora de dois grandes sucessos, Queen In-hyun´s Man, e Nine: 9 Times Time Travel, que escreveu em parceria com Song Jae-jung (W, The Three Musketeers). Talvez lhe falte um pouco mais de experiência para trabalhar em um gênero tão interessante quanto complexo como a ficção científica. Não basta ter uma boa ideia, é preciso ter criatividade para desenvolvê-la.


Manhole (KBS2, 16 episódios)

Manhole é sobre um cantor pop chamado Kim Jae-joong que, após estrelar o pior drama da história, volta no tempo para corrigir o maior erro de sua vida. É claro que estou só brincando, mas aposto que Kim Jae-joong, nos dois anos em que esteve fora da mídia, cumprindo o serviço militar obrigatório, sonhou em voltar à TV em um belo projeto. Infelizmente, não foi o caso, apesar de Manhole ter sido escrito por um roteirista tão bacana como Lee Jae-gon, autor do drama policial TEN, e da sequência TEN 2. Depois de ver Manhole (sim, fui uma das duas pessoas que viu o drama até o fim) a impressão que tive foi de que o problema não foi a estória em si, mas sua execução, - da direção (Park Man Young (The Vineyard Man), Yoo Young Eun), ao casting, parece que faltou ‘liga’ ao projeto.

Kim Jae-joong é Bong Pil, um jovem que mora com os pais em um tranquilo subúrbio de classe média. Bong Pil diz que quer ser policial, mas estuda há três anos sem conseguir passar no concurso público. Sua única obsessão é a vizinha de porta, Kang Soo-jin (UEE), sua amiga e colega de escola de infância. Porém, uma insegurança profunda impede o rapaz de declarar seu amor por Soo-jin. Cansada de esperar que Bong Bil amadureça, ela resolve se casar com o farmacêutico Park Jae-hyun (Jang Mi-kwan). Desesperado, Bong Pil se dá conta de que foi covarde ao evitar tomar as decisões mais importantes de sua vida. Ao cair dentro de um bueiro, transformado em um portal interdimensional, Bong-pil volta no tempo, por um curto período de 24 horas, uma e outra vez, até aprender a abrir seu coração para Soo-jin.

Apesar da tentativa de dar um clima leve e cômico à estória, o resultado é pesado e artificial, e os atores parecem deslocados e estranhamente desconfortáveis em seus respectivos papeis. Bem que Kim Jae-joong (Triangle) se esforça para transmitir energia a Bong-pil, mas correr loucamente de um lado para o outro não é o bastante para transformar um personagem insosso em um grande herói. Não é por nada que o melhor episódio é aquele em que Bong-pil volta no tempo como um gangster, um perfil energético e sedutor que combina muito mais com o ator. E o que dizer de UEE (High Society), que nunca foi uma grande atriz, mas em Manhole parece ter esquecido o pouco que aprendeu ao longo de sua carreira (sem contar sua fragilidade física preocupante). A química entre o casal protagonista é tão ruim, que cheguei a torcer para que Bong-pil ficasse com a amiga Yoon Jin Sook (Jung Hye-sung, de Chief Kim).


Reunited Worlds (SBS, 20 episódios)

Reunited Worlds é um drama romântico cujo tom melodramático, e, por que não, fantasmagórico, conquistou um público muito restrito. É uma pena, pois o PD Baek Soo-chan e o roteirista Lee Hee-myung (Rooftop Prince) foram mais felizes em suas parcerias anteriores, Girl Who Sees Smells, e Beautiful Gong Shim. Confesso que achei o drama penosamente lento, e tive muita dificuldade em acreditar no casal de protagonistas, Lee Yeon-hee e Yeo Jin-goo. Não que eles sejam maus atores, muito pelo contrário, - sou fã do jovem Yeo Jin-goo, especialmente de seu trabalho no cinema. Por outro lado, acho que há muita condescendência com Ahn Jae-hyun, e não consigo ver sua evolução como ator.

Jung Jung-won (Lee Yeon-hee, de Miss Korea), 31 anos, teve de deixar os estudos e trabalhar duro para pagar uma pesada dívida de família. Ela trabalha como auxiliar de cozinha no restaurante de culinária francesa do chef Cha Min-joon (Ahn Jae-hyun, de Blood). Com tantos problemas pessoais e pouco tempo para realizar seus sonhos de juventude, Jung-won não se dá conta do interesse romântico de Min-joon por ela. Além do mais, Jung-won nunca superou a morte de seu amor de adolescência, Sung Hae-sung... até ele aparecer, milagrosamente, à sua porta, numa noite chuvosa.

Se Reunited Worlds sofre com o ritmo irregular, não se pode negar suas boas intenções, e quem curte dramas familiares certamente irá se emocionar com sua bela mensagem de união fraterna, e do quão importante é valorizar cada momento de convivência com aqueles que amamos.


Chicago Tipewriter (tvN, 16 episódios)

Chicago Tipewriter provou que um drama televisivo pode desafiar o intelecto do espectador, sem deixar de ser divertido, ou emocionante. Infelizmente o drama não gerou o burburinho esperado, e a tvN produziu mais um cult a ser resgatado daqui a alguns anos...

Han Se-joon (Yoo Ah-in) é um escritor de bestsellers que sofre de um repentino bloqueio criativo, que ameaça sua carreira prolífica, e o deixa a beira da loucura. Daí que surge um auxilio inesperado, embora nada bem vindo, na figura do misterioso ghostwriter Yoo Jin-o (Ko Gyung-pyo, de Answer Me 1988).

Um drama belíssimo, com uma fusão perfeita de romance, fantasia e eventos históricos, embalados por uma trilha musical de sonho. Se você ainda não assistiu Chicago Tipewriter, é o melhor presente de Natal que pode dar a si mesmo! Leia aqui a resenha completa.


The Best Hit (KBS2, 16 episódios)

Se alguém acha que o tema ‘viagem no tempo’ está esgotado ainda não viu The Best Hit, que encara o gênero com humor, irreverência, e uma boa dose de romance. Se falhou espetacularmente com Manhole, a KBS TV ao menos redimiu-se com esta comédia romântica deliciosa, sobre um cantor pop dos anos noventa que viaja ao presente, e descobre que o mundo mudou tanto, em tão pouco tempo... The Best Hit foi mais uma oportunidade para o ator Yoon Si-yoon escancarar todo seu talento cômico, e revelar-se um dublê muito convincente de ídolo pop. Leia a resenha completa aqui.


While You Were Sleeping (SBS, 16 episódios)

A roteirista Park Hye-ryun gosta mesmo de amaldiçoar seus protagonistas com poderes especiais (ou inconvenientes, conforme o ponto de vista), - em I Can Hear Your Voice, Lee Jong-suk é um estudante que tem o dom de ouvir o pensamento das pessoas, já em Pinocchio, Park Shin-hye é uma repórter que, ironicamente, não consegue mentir. Em While You Were Sleeping, Lee Jong-suk, o ator favorito da escritora, é um promotor de justiça que tem sonhos premonitórios. Este foi o drama que mais gostei da autora, depois do mini-drama Page Turner (KBS2, 2016). While You Were Sleeping, livre do melodrama excessivo de Pinocchio, equilibra bem o suspense com o romance terno do casal protagonista. A única coisa mais surpreendente que o roteiro ágil e divertido, foi a atuação convincente da eterna cantora pop Bae Suzy, criticada (com razão) por sua canastrice em projetos anteriores. Mordi a língua, mas fico feliz em ver a adorável Suzy amadurecer a olhos vistos no papel da repórter Nam Hong-joo. Não sei se ela teve uma epifania, apaixonou-se por Lee Jong-suk, ou resolveu fazer m curso sério de interpretação (o mais provável, né?), mas o resultado é louvável. Destaque especial para Jung Hae-in (como o policial Han Woo-tak), cujo incrível carisma deve catapultá-lo ao estrelato, merecidamente.
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