25 de mar de 2013

A Company Man (filme, 2012)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Ação, Drama
Duração: 96 min.

Direção e Roteiro: Lim Sang-yoon

Elenco: So Ji-sub, Lee Mi-yeon, Kwak Do-won, Dong Jun, Lee Kyeong-yeong, Han Bo-bae.

Resumo

Ji Hyeong-do usa terno e gravata como qualquer funcionário de empresa... exceto que sua profissão é a de matador. Leal ao seu empregador, ele é considerado o melhor do ramo. Até que um dia ele conhece uma mulher e resolve largar o emprego, mesmo sabendo estar contrariando as regras da companhia. E de caçador, Hyeong-do passa a ser a caça...

Comentário

O drama Ghost, estrelado pelo ator So Ji-sub, fez muito sucesso em 2012, servindo de veículo de promoção para o filme A Company Man. Para os fãs, era grande a expectativa de rever So Ji-sub na telona, e ainda por cima repetindo parceria com o simpático ator Kwak Do-won (o policial Kwon Hyeok-joo, de Ghost).


A Company Man é o primeiro projeto pessoal de Lim Sang-yoon, que trabalhou como diretor assistente nos filmes The Cut, Shadows in the Palace, e no melodrama The Old Garden, todos de 2007. E Lim demonstra segurança e personalidade em sua estreia como diretor e roteirista.

Ji Hyeong-do (So Ji-sub) é um homem de fala mansa, cordial com os colegas e subserviente aos superiores. Mas ele tem um lado frio e metódico, que justifica sua fama de assassino brilhante. Entretanto, uma série de eventos começa a minar, pouco a pouco, a confiança de Hyeong-do como matador.

Alguém fez um comentário interessante sobre A Company Man e seu questionamento social implícito sobre à obsessão das pessoas por dinheiro, sucesso e status. Concordo que há uma pitada de crítica social, mas acho que o foco principal está na moral, na responsabilidade e nas escolhas pessoais que fazemos.


A única forma de sair da “companhia” é se aposentando, ou morrendo. E quando o funcionário Jin Chae-gook resolve abandonar tudo, Hyeong-do recebe a tarefa de perseguir e eliminar o colega. É aí que a semente da dúvida é plantada na mente de Hyeong-do. Ao ser confrontado com Hyeong-do, Jin Chae-gook confessa que durante anos suportou realizar um serviço tão bárbaro, apenas para poder sustentar a família. Com a morte do filho, atropelado por um taxi, tudo perde o sentido para ele. A princípio Hyeong-do fica confuso, pois para ele, trabalhar para a companhia é sua única razão de viver. Compadecemos-nos com a vida vazia e solitária que Hyeong-do leva... (sim, ele é um assassino de aluguel, mas tem o rosto de So Ji-sub, portanto nos dê um desconto)... Até o dia em que ele conhece Yoo Mi-yeon (Lee Mi-yeon, de Love Exposure), uma costureira que luta para sustentar sozinha os filhos. Na juventude, Yoo Mi-yeon teve uma carreira fugaz de cantora pop, mas Hyeong-do lembra muito bem daqueles tempos. Encantado por encontrar a mulher que fez parte de suas fantasias de adolescência, Hyeong-do decide largar o emprego e começar uma vida nova ao lado dela. Ilusão ou ingenuidade, seja o que for que tenha impulsionado Hyeong-do a dar este passo, o preço será alto, pois a “companhia” não aceita cartas de demissão voluntárias.


Esta fusão de melodrama e ação violenta e profusa me fez lembrar os bons tempos dos filmes de ação de John Woo, estrelados pelo maravilhoso Chow Yun Fat. O tiroteio desenfreado em A Company Man choca quem está acostumado aos filmes coreanos, os quais dão preferência, tradicionalmente, às armas brancas e aos golpes de artes marciais. O diretor obviamente é grande fã do cinema de Hong Kong. E apesar das cenas de ação serem muito bem coreografadas, este acaba sendo, na minha opinião, o ponto fraco do filme, já que o cinema coreano de ação costuma ser muito mais inovador e transgressor do que isso.


Mesmo assim, nada tira o mérito da diversão e do prazer de ver So Ji-sub em ação, com sua desenvoltura corporal admirável – ele tem mesmo a postura de um lutador, é só vê-lo em Always, onde ele interpreta um boxeador. So Ji-sub está incrivelmente magro em A Company Man, e não mostra os músculos em nenhuma cena, sendo assim, não precisam segurar a respiração até o final do filme, garotas. Mas estão todas livres para usar a imaginação...

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