13 de ago de 2012

Architecture 101 (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 118 min.

Direção e Roteiro: Lee Yong-joo-I

Elenco: Eom Tae-woong, Ha Ga-in, Lee Je-hoon, Suzy, Jo Jeong-seok.

Resumo

O arquiteto Seung-min é surpreendido quando Seo-yeon, seu primeiro amor, reaparece em sua vida despertando lembranças agridoces do passado.

Comentário

O ator Eom Tae-woong é Seung-min, arquiteto que trabalha em uma empresa especializada em projetos comerciais. Certo dia aparece uma cliente, Seo-yeon (Ha Ga-in), querendo que ele faça o projeto de uma casa, na paradisíaca Ilha de Jeju. A princípio ele finge não reconhecê-la, mas trata-se de uma pessoa com quem ele teve uma forte ligação emocional, muito tempo atrás. Foi no primeiro ano de universidade que Seung-min e Seo-yeon se conhecem na classe de Introdução à Arquitetura. Morando no mesmo bairro, eles ficam amigos, e Seung-min se apaixona pela bela Seo-yeon. O rapaz é muito tímido e não tem coragem de declarar seus sentimentos, ainda mais ao ficar sabendo que Seo-yeon está interessada em outro colega, rico e popular entre as garotas.


Mas agora Seung-min não parece disposto a lembrar-se das experiências que viveu um dia com Seo-yeon. Contratar o arquiteto para construir sua casa é a forma que Seo-yeon encontra para tentar descobrir o que fez sua amizade romper-se bruscamente, quando então eram tão unidos.

Architecture 101 é um filme que gerou boas expectativas na época de seu lançamento, seja pela forte campanha publicitária prévia, seja pela fama do elenco principal. Aliás, apesar de Eom Tae-woong e Ha Ga-in serem muito populares, foi a versão jovem do casal, Lee Je-hoon e Suzy que acabou chamando mais a atenção, tanto do público como da crítica.


Faz sentido, afinal, é a estória de um primeiro amor. Apesar das idas e vindas entre o passado e o presente, as grandes emoções se concentram no casal quando jovem, principalmente no sofrimento de Seung-min. Lee Je-hoon compõe um personagem incrivelmente simpático. Ele esbanja talento ao interpretar com delicadeza e muita segurança o estudante de arquitetura Seung-min, um jovem humilde, tímido, mas cheio de sonhos. Quem o viu anteriormente na pele de um soldado psicótico, no filme The Front Line, sabe bem do que esse ator é capaz.

As cenas que mais me comoveram e ao mesmo tempo divertiram foram as protagonizadas por Lee Je-hoon, na companhia de Jo Jeong-seok (grande ator!), que faz o papel de Nap-tteuk-I, o melhor amigo do rapaz.


Na universidade o professor determina “Saiam pelas ruas e conheçam a cidade em que moram”. Assim, Seung-min e Seo-yeon andam juntos por Seul, descobrindo seus recantos, e ao mesmo tempo conhecendo um ao outro. É interessante perceber que o olhar de Seo-yeon está sempre voltado para o futuro. Ela sonha com a casa em que vai morar, o marido rico que vai ter... Enquanto Seung-min só pensa no presente,em  como viver com pouco dinheiro, como conquistar o coração da sua amada. No presente, a situação se inverte. Seung-min agora é um homem responsável, pragmático, que quer ter sucesso na carreira, viajar... E Seo-yeon sofreu muitas decepções na vida, e se apega mais e mais às memórias de um amor puro da adolescência.

Para mim, estas foram as grandes sacadas do filme, que no geral, peca por uma grande falta de originalidade, tanto nos diálogos, como na premissa romântica. Infelizmente, Eom Tae-woong acaba sendo o mais prejudicado como ator, já que sobra pouco espaço para seu personagem, o adulto Seung-min. Ha Ga-in (The Sun and the Moon, drama), por outro lado, teve mais oportunidade de construir seu personagem, e até que não se saiu tão mal. Entretanto, apesar de ela ser uma mulher belíssima, nesse filme ela está tão parecida com a atriz Son Ye-jin, que não pude deixar de comparar as duas, e concluir que talvez a segunda tivesse feito um trabalho melhor. E a cantora Suzy (Big, drama), estreando como atriz (com a corajem de aceitar tamanho desafio), também não decepciona no papel da jovem Seo-yeon. Ainda falta muito para ela ser chamada de atriz, mas seu carisma e intuição natural demonstram que tem um belo futuro pela frente.

O cineasta, produtor e roteirista Lee Yong-joo-I escreve  e dirige, surpreendentemente, um melodrama, após uma carreira mais ligada a filmes de terror (Living Death, 2009) e suspense. Isso explica a mão meio pesada nas cenas mais românticas, mas espero que ele siga nessa direção, pois demonstrou ter sensibilidade o bastante no gênero.

Concluindo, embora não seja uma obra excepcional ou inovadora, o filme acompanha de forma muito sensível as alegrias e tristezas do primeiro amor, e é impossível não identificar-se ao menos um pouquinho com o casal protagonista de Architecture 101.

Um comentário:

  1. Chorei muito e só tenho a declarar que o filme é perfeito, eu batia naquela mulher, eu adoreii, foi tudo tão lindo e perfeito, apesar de tudo gostei bastante do desfecho. Obrigado

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