1 de set de 2017

My Only Love Song (web drama, 2017)




País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica, Épico, Fantasia
Duração: 20 episódios (30 min. duração)
Produção: FNC Entertainment
Distribuição: Naver, Sohu, Netflix

Direção: Min Doo-sik
Roteiro: Kim Soo-jin

Elenco: Gong Seung-yeon, Lee Jong-hyun, Park Joo-hyung, Lee Jae-jin, Kim Yeon-seo, Ahn Bo-hyun, Lee Chul-min, Lee Yong-jik, Kim Jung-pal, Kim Chae-eun, Kim Bo-ra.

Resumo

Song Soo-jeong, uma atriz famosa por interpretar personagens de dramas épicos, é magicamente transportada à Era Goryeo. Ela se apaixona por On-dal, mas descobre que ele é um personagem importante da história, destinado a casar-se com a princesa Pyunggang e tornar-se um grande general.

Comentário

Tem horas que tudo que você quer é ver um drama mais leve, e, de preferência, que não tome muito do seu tempo. E os web dramas estão aí para isso mesmo, e de quebra podemos conhecer novos atores (muitas vezes novatos mesmo), roteiristas e diretores. O problema é que nem sempre os web dramas “concordam” com qualidade de produção, ou muito menos com boas atuações. Dei uma espiada, por exemplo, no recente Wednesday 3:30 p.m., e não consegui passar do primeiro episódio. Mas já tive ótimas experiências com o gênero, e um dos últimos foi com My Only Love Song, uma produção coreana distribuída com exclusividade para a mega produtora e distribuidora de conteúdo para a web, Netflix.

Sem esperar muito além de uma comédia romântica bobinha, fiquei encantada com a criatividade da estória, e, especialmente, com a competência do elenco. Um roteiro tão bom caberia muito bem em qualquer produção de um grande canal de TV. Por outro lado, uma produção mais modesta muitas vezes pode contar com uma maior liberdade criativa, não é mesmo?

Entre tantos títulos do gênero, o que me atraiu a ver especialmente My Only Love Song foi o nome da atriz Gong Seung-yeon. Esta jovem e belíssima atriz conseguiu o feito de chamar a atenção no épico Six Flying Dragons (SBS, 2015), entre tantas estrelas do drama, como seu par romântico na ocasião, Yoo Ah-in. E a carreira da moça vai de vento em popa, já que ela protagonizou, somente em 2017, além deste web drama, o drama Introverted Boss (tvN), a ficção científica Circle: Two Worlds Connected (tvN), e Are You Human, Too (KBS2, inédito).

Com uma carreira de ator muito menos impressionante, Lee Jong-hyun (mais conhecido como guitarrista e vocalista do grupo pop CNBLUE) não faz feio como par romântico de Gong Seung-yeon. Talvez a mágica da súbita boa atuação de Lee Jong-hyun (A Gentleman´s Dignity) esteja no seu encontro anterior com Gong Seung-yeon, no reality show We Got Married (MBC, 2015), onde o casal teve a oportunidade de aprofundar seus laços de amizade (e afinar sua química!).

O elenco mais velho é bem conhecido, e totalmente eficiente, dando o apoio necessário ao jovem elenco. A presença de caras (quase) novas como Lee Jae-jin (membro do grupo pop F.T. Island), Ahn Bo-hyun, ou Kim Yeon-seo são a prova de que os web dramas são uma ótima vitrine para o mercado das séries coreanas.

Gong Seung-yeon é a atriz Song Soo-jeong, uma celebridade pop, famosa por interpretar heroínas de dramas épicos. Temperamental e exigente, como toda a grande diva, Soo-jeong é mais temida do que respeitada por diretores, assistentes e colegas atores. Irritada com um dia de trabalho especialmente difícil, e com a especulação sobre sua vida pessoal por parte da imprensa, ela resolve fugir do set de filmagens.

Para desespero do diretor do drama (Lee Cheol-min, de Last) e de seu agente (Lee Yong-jik, de The Great Seer), Soo-jeong abandona as filmagens (no cenário real de um grande palácio), vestida a caráter, dirigindo uma Kombi. Sem saber ao certo para onde ir, ela segue as instruções do GPS, e dirige por muitos quilômetros, até se embrenhar por um caminho estreito, cercado por mato, e chocar-se, subitamente contra algo, ou alguém. Ao descer da van, ela dá de cara com grupo de soldados vestidos com trajes típicos de tempos muito antigos. Sem saber se o que está vivendo é sonho ou realidade, Soo-jeong é levada presa, junto de seu carro, que os estranhos parecem tratar como uma criatura misteriosa.

Na sede militar do vilarejo, Soo-jeong é postada ao lado de outros criminosos, e fica horrorizada ao perceber o que o destino lhe reserva. O único que parece intrigado com o comportamento da jovem é On-dal (Lee Jong-hyun). On-dal é um trambiqueiro conhecido da polícia, sempre envolvido em métodos escusos de ganhar dinheiro. Ele se diverte com a atuação de Soo-jeong, que insiste em ser a princesa Pyunggang, herdeira do reino Goryeo, à época. Ela acaba convencendo o magistrado (também interpretado por Lee Cheol-min) de que é mesmo a princesa desaparecida. Mas a mentira não dura muito tempo, e ela acaba fugindo com On-dal, com quem estabelece uma divertida relação de amor e ódio, no melhor estilo das comédias românticas clássicas.

Tudo se complica quando o casal se vê em uma nova missão, a de ajudar a verdadeira princesa Pyunggang (Kim Yeon-seo, de New Trial) a fugir de um casamento forçado com um nobre pernóstico, o general Go Il-yong (Park Joo-hyung). Park Joo-hyung (Lookout, Chief Kim) rouba a cena, como o homem mais desagradavelmente vaidoso e malévolo que a ficção épica já conheceu. É muito engraçado ver como comportamento bizarro do efeminado general Go Il-yong constrange até mesmo seus serviçais, em especial o assistente pessoal (interpretado por Kim Jung-pal, de Pied Piper), que tem de aturar seus chiliques constantes. A única pessoa que consegue tirá-lo do sério é Soo-jeong, e, por isso, mesmo, a garota torna-se sua maior obsessão. E sabe que rola uma química muito boa entre os dois, com cenas cômicas impagáveis.

A princesa Pyunggang, filha única do rei Pyungwon (Lee Yong-jik, que também faz o papel de agente de Soo-jeong) passou a vida trancafiada no palácio, e, naturalmente, se vê encantada com a inédita liberdade de andar pelo mundo, e de conhecer um homem charmoso e rebelde como On-dal. Enquanto isso, o guarda-costas Moo-myung (Ahn Bo-hyun, de Descendants of the Sun) protege a princesa incondicionalmente, e sofre calado com seu amor impossível por ela.

Song Soo-jeong é um personagem surpreendente, por sua bravura, audácia e paixão pela vida. É impossível não comparar Song Soo-jeong com outro personagem que sofreu com um destino similar, a pobre Hae-soo, de Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo. Hae-soo é um personagem que me deixou muito deprimida, pois apesar de ter vivido alguns momentos de alegria, acabou se rendendo ao lado trágico de sua sina de ser prisioneira do passado. Felizmente, Soo-jeong é muito diferente – desde o princípio ela não se deixa intimidar, e impõe sua vontade diante das situações mais difíceis. É interessante que alguns flashbacks mostram como o caráter forte da garota se formou – uma órfã criada pela avó, Soo-jeong batalhou muito para chegar à fama como atriz. É por isso que ela combina tanto com On-dal, que também sofreu muito com o destino trágico de sua família, e vive única e exclusivamente com o objetivo de salvar sua mãe.

A fantasia tresloucada, o humor irreverente, e o romantismo épico fazem desta pequena pérola, My Only Love Song, uma grande pedida para uma maratona de fim de semana...

Um comentário:

  1. Fiquei curiosa para assistir. Já tinha olhado esse drama algumas vezes no Netiflix mas sempre me pareceu tão bobinho que nunca dei uma chance...

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