março 08, 2016

One More Happy Ending (drama, 2016)


País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 16 episódios
Produção: MBC TV

Direção: Kwan Seong-chang
Roteiro: Heo Seong-hee

Elenco: Jang Na-ra, Jeong Kyeong-ho, Kwon Yul, Yoo In-na, Seo In-young, Yoo Da-in, Kim Tae-hoon, Kwang Seon-hee, Kim As-kwon, Kwak Si-yang
Resumo

Quatro amigas, ex-integrantes de um grupo de música pop, compartilham as alegrias e tristezas no amor e no trabalho, na busca eterna por um final feliz...


Comentário

Se 2015 foi um tanto decepcionante para os fãs das comédias românticas, este ano começa muito bem, com a deliciosa One More Happy Ending.

A atriz Jang Na-ra (I Remember You, Fated to Love You), cuja atuação vem se aprimorando a cada novo papel, se encontrou de vez na comédia. E combinando seu timing e carisma com o de Jeong Kyeong-ho, temos o par romântico mais perfeito dos últimos tempos. 


Desde o drama The City Hall que eu não via um casal tão afinado, que sabe se comunicar de forma harmônica, apenas com uma troca de olhares. 



É claro que Jeong Kyeong-ho (Heartless City, Falling for Innocence), costuma ser receptivo com todas as atrizes com as quais compartilha a telinha, mas, com a adorável Jang Na-ra ele deixa aflorar todo o seu romantismo, sem perder sua irreverência e bom humor característicos. É um dos poucos atores que eu realmente gostaria de conhecer pessoalmente, pois sua simpatia e bom caráter são inegáveis!


Os dramas que enfocam a amizade feminina não são tão comuns, mas estão entre os meus favoritos. One More Happy Ending me fez lembrar títulos como Still, Marry Me, ou o drama japonês Watashi ga Renai Dekinai Riyuu.


Com vinte e poucos anos, Han Mi-mo (Jang Na-ra), Baek Da-jung (You Da-in), Go Dong-mi (Yoo In-na), Hong Ae-ran (Seo In-young) e Goo Seul-a (Sandara Park) fizeram parte do grupo pop “Angels”. A brusca ruptura veio com o afastamento de Goo Seul-a, a única do grupo a alcançar o patamar de celebridade nacional.


As demais garotas seguiram suas vidas fora da mídia, sem deixar de serem boas amigas. Han Mi-mo e Baek Da-jung são sócias de uma agência de consultoria focada em pessoas divorciadas à procura de um novo par. Han Mi-mo é separada, mas sempre aberta a um novo amor.


Já a amiga Da-jung (Yoo Da-in, de Plus Nine Boys), casou-se na juventude com um empresário bem sucedido e tem um filho de sete anos. No entanto, o marido, Kim Geon-hak (Kim Tae-hoon, de Hidden) quer o divórcio, pois o casamento esfriou há muitos anos.


Go Dong-mi (Yoo In-na, de My Secret Hotel) sempre foi uma garota desajeitada, mesmo durante os tempos das Angels, e agora é uma professora frustrada de escola fundamental. Dong-mi quer muito se casar, mas afugenta os pretendentes com sua aparência estranha.


Por fim, temos Hong Ae-ran (Seo In-young, cantora do grupo Jewelry), representante de vendas de roupas e acessórios de um shopping virtual. Ela está noiva de um jovem e rico empresário, Bang Dong-bae (Park Eun-seok), mas está hesitante em casar com ele, pois não se sente apaixonada.


As personagens de Yoo In-na e Seo In-young são as menos interessantes, tanto pelo enredo quanto pelas atuações menores das atrizes. Mas isto não chega a prejudicar a trama geral, pois a estória de vida de Jang Na-ra e Jeong Kyeong-ho é suficiente para cativar o espectador.


Song Soo-hyuk (Jeong Kyeong-ho) é repórter de um tabloide, e pai solteiro de um adolescente, Min-woo (Kim Dan-yool, Wonderful Days). O melhor amigo de Soo-hyuk, desde os tempos de faculdade, é o médico neurologista Goo Hae-joon (Kwon Yul, de Let´s Eat 2).



Goo Hae-joon é divorciado, mas convive civilizadamente com a ex-mulher, a doutora Woo Yeon-soo (Kwang Seon-hee, de Sign, The Man in the Mask).




É uma tortura deliciosa para Jang Na-ra ver-se dividida entre estes dois homens maravilhosos, Jeong Kyeong-ho e Kwon Yul... E suas escolhas amorosas são tão surpreendentes quanto admiráveis! One More Happy Ending é um drama engraçadíssimo, mas que não deixa de discutir seriamente sobre os relacionamentos entre homens e mulheres, e, ainda mais importante, sobre as responsabilidades inevitáveis que vem com a maturidade.

 
Apesar da carreira pouco expressiva de seu diretor (Kwan Seong-chang, de Late Night Hospital) e de uma roteirista desconhecida (Heo Seong-hee), One More Happy Ending resulta numa comédia romântica das mais agradáveis, muito superior a outras recentes, de elenco e produção mais badalados. Para quem gosta de dramas de temática adulta, mas com uma leitura mais leve e otimista, One More Happy Ending é uma ótima pedida!

março 04, 2016

Marry Me or Not (drama, 2015)


País: Taiwan
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 15 episódios
Produção: Eastern Television, para CTV

Direção: Yuan Zhong Zhong
Roteiro: Jian Qi Feng, Lin Xin Hui

Elenco: Roy Qiu, Alice Ke, Harry Zhang, Joanne Tseng.

Resumo

O romance tumultuado entre um advogado de divórcios e uma agente de viagens, que fingem se odiar, mas que não conseguem esconder por muito tempo o chamado do coração...

Comentário

Apesar de assistir ocasionalmente alguns dramas taiwaneses, não costuma haver interesse o bastante de minha parte em escrever a respeito destes, seja pela superficialidade de seus roteiros, ou por atuações pouco brilhantes – é claro que estou generalizando bastante, e sem a intenção de melindrar os fãs, pois é apenas uma questão de gosto pessoal. E a razão para abrir uma exceção e destacar um drama taiwanês recente é, mais do que uma boa estória, um par romântico fora de série: Roy Qiu e Alice Ke. Marry Me or Not é uma comédia romântica pouco original e repleta de clichês (ao menos as constantes referências aos dramas coreanos são uma admissão bem humorada da roteirista da influência que os mesmos exercem sobre o gênero em toda a Ásia), mas o casal central faz toda a diferença na hora de conquistar o espectador. Ao menos a roteirista segue ao pé da letra os princípios essenciais de uma boa comédia romântica: um casal de caráter forte, diálogos afiados e atração física explosiva. E felizmente Alice Ke e Roy Qiu não se intimidam ao retratar o casal apaixonado e divertido de Marry Me or Not.



Cai Huan Zhen (Alice Ke), 28 anos, é uma profissional ambiciosa e muito bem sucedida, que trabalha como gerente de vendas de uma grande agência de viagens.

Hao Sheng Nan (Joanne Tseng), gerente de vendas da agência Wu Fu Travels, foi a melhor amiga de Cai Huan Zhen durante muitos anos, até que um desentendimento não só as separou como as tornou rivais profissionais.

O reencontro das ex-amigas se dá em maus termos, pois Huan Huan vence Hao Sheng Nan na concorrência sobre um contrato turístico importante. E para piorar as coisas, ela anuncia seu noivado com Lin Shu Hong (Danny Liang), o jovem tio de Sheng Nan. Humilhada, Sheng Nan apresenta seu próprio irmão Justin (Roy Qiu) como seu noivo, o que só faz aumentar o espírito competitivo de Huan Huan.

Quando Sheng Nan arma um esquema para sabotar o casamento de Huan Huan e Shu Hong, não imagina o vespeiro que agitou. Huan Huan jura vingança eterna à ex-amiga, tanto profissional como emocional. E seu objetivo principal é roubar o noivo de Sheng Nan, o que obviamente gera uma série de situações engraçadas, já que ela nem desconfia que Justin é o irmão e não namorado da amiga, e o coitado acaba enredado na disputa louca entre as duas.

Há algo muito peculiar e estranho que acontece neste drama: os monólogos de abertura de cada episódio, intercalados entre o casal principal, e os diálogos de ambos, são inteligentes, divertidos, até mesmo cativantes... Por outro lado, as falas e o perfil em geral dos demais personagens parecem ter sido criados por um escrito diferente, e muito pior. É até usual que nos dramas taiwaneses os personagens secundários oscilem entre o medíocre o explicitamente irritante. Mas no caso de Marry Me or Not o fato chama mais a atenção, pois a personalidade do casal central é muito bem construída, ao contrário de seus confusos coadjuvantes. 


O casal secundário, Hao Sheng Nan e Jiang Qian Yue não convence e não gera interesse especial do espectador em momento algum, e não é por culpa dos atores, mas totalmente da roteirista. Os familiares dos personagens também geram mais constrangimento que diversão a cada aparição, mas não chegam a comprometer o brilho da estória.

Quanto à produção do drama, direção e fotografia são impecáveis, e a trilha sonora é correta, embora convencional (com as baladas românticas de sempre).


Acho que Marry Me or Not pode ser mais indicado para quem costuma torcer o nariz para os dramas taiwaneses, ou para os que tenham receio de assisti-los pela primeira vez e decepcionar-se. Marry Me or Not é simplesmente uma ótima pedida para qualquer fã de boas e clássicas comédias românticas, e que queira desfrutar de momentos de alegria na companhia de um dos casais mais charmosos e apaixonantes dos últimos tempos.

março 02, 2016

Resurrection/Revenge (drama, 2005)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama
Duração: 24 episódios
Produção: KBS TV

Direção: Park Chan-hong, Jeon Chang-geun
Roteiro: Kim Jee-woo

Elenco: Eom Tae-woong, Han Ji-min, So Yi-hyeon, Ko Joo-won, Lee Yeon-hee, Kim Yoon-seok.

Resumo

Resurrection é a estória de irmãos gêmeos separados na infância. Yoo Gang-hyeok é adotado por uma família pobre, passa a chamar-se Seo Ha-eun e torna-se detetive de polícia. Yoo Sin-hyeok, um empresário bem sucedido, acha que o irmão morreu no acidente de carro que vitimou seu pai. Quando Ha-eun resolve investigar as circunstâncias suspeitas da morte do pai, acaba reencontrando o irmão Sin-hyeok.

Comentário

A parceria entre a roteirista Kim Jee-woo e o diretor Park Chan-hong é uma das mais longas e bem sucedidas no mundo dos dramas, tendo iniciado com o drama Resurrection, e seguindo com The Devil (2007), Kimchi Family (2012) e Shark (2013). A escritora Kim Jee-woo gosta de criar seus protagonistas sempre como bad boys, de policiais durões a gangsters rebeldes, mas todos no fundo, de bom coração... A vingança, as tragédias familiares e romances impossíveis são temas recorrentes desta roteirista que não tem medo de levar seus personagens a cometer atos extremos em nome da justiça pessoal. Depois da experiência satisfatória, embora traumática, de assistir o drama The Devil, foi com cautela e temeridade que acompanhei os passos do anti-herói Seo Ha-eun, em sua busca inexorável por vingança. E realmente, as escolhas morais de Seo Ha-eun nem sempre são as mais acertadas, mas, por outro lado, em momento algum ele deixa de ter consciência da gravidade de seus atos. Em Resurrection Eom Tae-woong interpreta um detetive de polícia dedicado e admirado pelos colegas, como voltaria a acontecer no drama The Devil. Mas as semelhanças entre os personagens param por aqui, pois se em The Devil ele era o alvo da trama de vingança de Joo Jin-hoon, em Resurrection é Eom Tae-woong que assume o papel de justiceiro implacável.


Por tratar-se de um suspense, quanto menos o espectador souber sobre a estória, mais agradavelmente surpreendente será acompanhar a trama. Apesar de o drama contar com 24 episódios, os personagens centrais são fixos, e a estória gira toda em torno do protagonista Eom Tae-woong (Valid Love), em sua dupla interpretação, como os gêmeos Yoo. É um verdadeiro tour de force do ator, já que no final das contas, as reviravoltas loucas da trama o fazem interpretar quatro ‘personalidades’ diferentes (só vendo para entender!). Aliás, é o carisma e o apelo masculino do ator que sustentam firmemente a trama de Resurrection até o fim. Sem contar que a veia cômica de Eom Tae-woong traz um alívio muito bem vindo ao clima trágico do drama.

Aos sete anos de idade, os gêmeos Gang-hyeok e Sin-hyeok levam uma vida tranquila com o pai, policial, e a mãe, dona de casa. Até o dia em que Gang-hyeok e o pai morrem em um acidente de carro. Ao menos é o que conclui a polícia e a família, mas na verdade, o pequeno Gang-hyeok é resgatado por um estranho e entregue para adoção. É assim que Gang-hyeok passa a chamar-se Ha-eun, e é criado pelo Sr. Seo (Kang Shin-il), na companhia da filha Eun-ha (Han Ji-min, de Rooftop Prince). 


O casal de irmãos postiços cresce, e o amor que sentem um pelo outro torna-se cada vez mais evidente. Ha-eun é um detetive de polícia muito encarnado no trabalho, igual ao pai do qual não guarda lembrança alguma. Eun-ha é uma jovem bonita e meiga, que infelizmente não teve condições de ir à universidade, e luta para conseguir um emprego fixo. Apesar da vida simples que levam, os dois são muito felizes na companhia um do outro.

A rotina da família Seo é abalada quando Ha-eun descobre ter um irmão gêmeo, e que o acidente de carro que sofreu na companhia do pai no passado pode ter sido na verdade um assassinato. Sem contar nada à Eun-ha, ele resolve encontrar-se com o irmão gêmeo, para tentar desvendar o mistério que os separou por tantos anos. A partir daí Ha-eun terá de enfrentar figuras poderosas da sociedade, entre políticos e empresários, envoltos numa trama de corrupção e assassinatos, e que foram responsáveis pelo trágico destino de sua família. Ha-eun, com seu senso agudo de justiça, jura vingança contra todos os homens que destruíram sua família, mesmo que para isso tenha de matar ou morrer...


So Yi-hyeon (Who Are You), em início de carreira, é a repórter Lee Kang-joo, filha do poderoso deputado Lee Tae-joon (Kim Kap-soo). As famílias de Yi-hyeon e Yoo Sin-hyeok sonham em unir o casal num casamento arranjado, mas nenhum dos dois parece muito inclinado em seguir a vontade dos pais. 


Ko Joo-won (The Legendary Witch) é Jeong Jin-woo, rival nos negócios de Sin-hyeok, e que acaba curtindo uma paixão não correspondida por Ha-eun. 


Lee Yeon-hee (Miss Korea) muito jovenzinha, faz uma pequena ponta como a irmã caçula de Sin Hyeok. 


Mas participação de luxo mesmo é a de Kim Yoon-seok, hoje um ator celebrado no cinema, com filmes premiados como The Chaser, The Yellow Sea, The Thieves, e os mais recentes, The Priests (2015), e Will You Be There (2016).


Resurrection certamente entra na lista de clássicos a serem conferidos pelos fãs dos dramas coreanos. E não deixem de ver os demais dramas da escritora Kim, especialmente The Devil e Kimchi Family, uma estória belíssima de união familiar através das delícias da culinária tradicional coreana.

março 01, 2016

It All Began When I Met You (filme, 2013)


País: Japão
Título Original: Subete wa Kimi ni Aeta kara
Gênero: Drama, Romance
Duração: 1h46

Produção: Kentaro Koike, Shinzo Matsuhashi
Direção: Katsuhide Motoki (de Samurai Hustle)
Roteiro: Atsuko Hashibe

Elenco: Hiroshi Tamaki, Rin Takanashi, Fumino Kimura, Masahiro Higashide, Miwako Ichikawa, Saburo Tokito, Nene Otsuka.

Resumo

Em seis episódios interligados, acompanhamos os dramas de casais e familiares, às vésperas do Natal, com a romântica estação de trem de Tóquio como pano de fundo.

Comentário

Roteirizar um filme composto de episódios (os chamados omnibus) pode ser complicado, e nem sempre o resultado é satisfatório para o público. Felizmente, o drama japonês It All Began When I Met You apresenta seis estórias igualmente envolventes, e que se interconectam de forma natural, e sem perder seu interesse individual.

Estórias que se passam no Natal costumam encantar o público, por sua nostalgia e romantismo intrínsecos, e em It All Began When I Met You não é diferente. Com um elenco muito simpático, capitaneado pelo sempre charmoso Tamaki Hiroshi, este drama natalino é uma boa pedida para quem sente falta de filmes com mensagens positivas, e um estilo clássico de cinema.


O primeiro episódio, Eve no Koibito (O Amor de Eve), mostra o encontro entre Kuroyama Kazuki, um empresário bem sucedido (Tamaki Hiroshi, de Kyou wa Kaisha Yasumimasu) e Sasaki Reiko, uma aspirante a atriz (Takanashi Rin, de From Five To Nine). Kazuki a princípio desconfia das intenções de Reiko, mas não resiste aos encantos da jovem, que leva uma vida muito mais livre de ambições que a sua.


Enkyori Renai (Relacionamento à Distância) é o segundo episódio, com Kimura Fumino (Kumo no Kaidan), como a estilista de moda de noivas Yamaguchi Yukina, e Higashide Masahiro (Mondai no Aru Restaurant) como Tsumura Takumi, seu noivo, que trabalha na construção civil. O casal parece ter um relacionamento harmonioso, mas Yukina sente que Takumi está se afastando cada vez mais, por morar longe de Tóquio, ter um trabalho estressante e uma rotina de vida muito diferente e nada glamourosa, comparada à sua, no mundo da moda.

Christmas no Yūki (Coragem de Natal) introduz Otomo Natsumi (Honda Tsubasa, de Koinaka), funcionária de uma confeitaria, que sonha em encontrar o homem perfeito, contando apenas com o destino.

O quarto episódio, Christmas Present (Presente de Natal) conta a estória comovente de uma garotinha órfã, Terai Akane (Kai Emiri), que sonha em reencontrar a família perdida, e de sua cuidadora no orfanato, Kishimoto Chiharu (Ichikawa Miwako, de First Class 2).


Nibun no Ichi Seijinshiki (Cerimônia de Passagem de Idade de 2 Minutos) é a estória mais melancólica e impactante do filme. Tokito Saburo (Dr. Koto Shinryojo) é Miyazaki Masayuki, um condutor de trem que é obrigado a se aposentar antes do tempo, por problemas de saúde. Em casa, ele tenta reconectar-se emocionalmente com o filho Miyazaki Koji (Yamasaki Ryutaro), o que não é fácil, mesmo com a ajuda da esposa Miyazaki Saori (Otsuka Nene, de Hero).


Para fechar, o episódio Okurete Kita Present (Presente Tardio) volta à confeitaria onde trabalha a romântica Natsumi, que irá aprender uma bela lição de vida com a velha doceira Oshima Kotoko (Baisho Chieko).


It All Began When I Met You é um filme que surpreende por ser efetivo em sua simplicidade e autenticidade. Romântico sem ser apelativo, dramático sem ser piegas, o filme encapsula seis belíssimas estórias de vida, que deixam no espectador ternas lembranças de Natal.

dezembro 17, 2015

Os Dramas Coreanos que Marcaram 2015 (Parte 2)


Seguindo com a lista dos dramas mais significativos do ano (para mim, é claro), falemos de thrillers, sageuks e as últimas surpresas da temporada...


Assembly (KBS, 20 episódios), Jeong Jae-young, Song Yoon-a e Taecyeon.

Assembly é um drama político excepcional, tanto por sua trama robusta e envolvente, como pela presença inédita de um dos maiores atores do cinema coreano, o fantástico Jeong Jae-young.

Apesar da tvN levar o mérito de inovação, os canais abertos tradicionais procuraram manter o frescor temático, com um leque de estórias interessantes para todos os tipos de público. Os dramas Assembly (KBS) e The Village: Acchiara´s Secret (SBS) são dois exemplos do esforço meritório de duas grandes redes de TV em apresentar produtos diferenciados, embora a resposta do público tenha sido francamente decepcionante. Os embates políticos entre Jeong Jae-young e Jang Hyeon-seong foram dramáticos e estimulantes... Mas memorável mesmo é o encontro explosivo entre Jeong Jae-young e Song Yoon-a, um ‘quase’ casal perfeito... Quem sabe numa próxima oportunidade...

 
The Village: Achiara´s Secret (SBS, 16 episódios), com Moon Geun-young, Yook Seong-jae, On Joo-wan, Kim Min-jae.

Tome nota de dois nomes: Park Eun-seok e Choi Jae-woong. O Segredo de Acchiara foi o drama mais prolífico em termos de revelação de novos talentos (talvez com exceção apenas de Six Flying Dragons). Os fãs (que não são poucos) de Moon Geun-young (Painter of the Wind) devem ter ficado chateados com a aparição apagada da atriz, diante de tantas atuações marcantes do resto do elenco. Na verdade, em uma entrevista muito esclarecedora, o PD Lee Yong-suk revelou que Moon Geun-young entendeu que seu personagem iria repartir sua importância com muitos outros na trama. Moon Geun-young é experiente o bastante para saber dar espaço, com elegância, para seus colegas brilharem. E não há como negar que este drama foi dominado por duas atrizes: Sin Eun-kyeong (Oh My Ghostess) e Han Hee-jin (Scholar Who Walks the Night). Yook Seong-jae e Kim Min-jae também formaram uma dupla adorável, e quase mereciam um spin off só para eles. Outro ator fantástico que acabou um tanto ofuscado foi On Joo-wan (Punch), mas sua atuação não poderia ser mais correta, com o material que lhe foi presenteado. Por falar em presente, quem ganhou a sorte grande, no final das contas, foi o desconhecido (até então) Choi Jae-woong. Ator de teatro e musicais, Choi Jae-woong foi o único a aceitar o desafio (outros atores convidados rejeitaram o convite) de encarnar o misterioso travesti conhecido apenas como ‘ahjussi’. Outro ator que deixou uma ótima impressão foi Park Eun-seok, no papel do torturado professor de artes plásticas Nam Geon-woo.

The Village: Achiara´s Secret tem referências tão amplas como o filme “O Silêncio dos Inocentes”, ou a série Cult “Twin Peaks”. Da ambientação, à trilha sonora, da direção com toques cinematográficos, ao elenco impecável,  Achiara´s Secret merece estar no Top 5 dos melhores dramas do ano, e entre as melhores de todos os tempos.


Bubblegum (tvN), com Lee Dong-wook, Jeong Ryeo-won e Lee Jong-hyuk.

Bubblegum foi o melhor presente de fim de ano que um fã de dramas poderia pedir. A tvN surpreende mais uma vez com este drama romântico, divulgado sem estardalhaço, como mais uma de suas belas produções indie. Até aqui, Oh My Ghostess estava no topo da minha lista de comédias românticas do ano, e de melhor casal, mas com a estreia de Bubblegum, tive de mudar de opinião. Mesmo quem não simpatiza com Lee Dong-wook, se assistir Bubblegum, terá de admitir a atuação brilhante do rapaz. Há tantas cenas cruciais em que as espressões faciais do ator dizem mais do que mil palavras... É impressionante o quanto Lee Dong-wook evoluiu como ator, e o quanto este drama (e a influência direta do PD Kim Byeong-soo e da roteirista Lee Mi-na-I) foi importante em sua carreira. Lee Dong-wook e Jeong Ryeo-won formam um casal tão real, tão convincente, que nos apaixonamos por eles, e por sua emocionante estória de amor. Ah, e o beijo ‘bubblegum’ é o mais sexy do ano!


Oh My Venus (KBS, 16 episódios) com So Ji-sub, Shin Min-a.

Ainda não cansou de estórias românticas? Depois de Oh My Ghostess, She Was Pretty, Warm And Cozy, Twenty Again, ainda sobrou espaço para uma boa comédia romântica, e provavelmente com o casal mais bonito do ano, So Ji-sub e Shin Min-a. Oh My Venus começou morno, previsível, mas o clima vem esquentando entre a advogada gordinha Joo-eun (uma vez conhecida como Venus de Daeju) e o personal trainer/chaebol Yeong-ho. Shin Min-a (Arang and the Magistrate) está encantadora como sempre, mas quem rouba a cena é So Ji-sub (A Company Man) com sua beleza etérea e seu olhar sofredor que desperta instintos não confessáveis na mulherada. Tanta beleza deveria dar cadeia!


Hidden Identity (tvN, 16 episódios), com Kim Beom, Park Seong-woong, Kim Tae-hoon.

Um drama para fãs incondicionais de Kim Beom (eu preferia ouvi-lo cantar de novo, ou atuar numa comédia romântica).

Quem curte um bom drama policial, ou thriller teve poucas opções este ano, mas cada emissora ofereceu ao menos um título interessante. A tvN já produziu dramas policiais melhores que Hidden Identity, mas eu curti está série, mais pelo elenco do que pela trama. Kim Beom é um policial traumatizado com o assassinato brutal da noiva, e busca vingança a qualquer preço. Seus parceiros bem que tentam acalmar sua ira, mas, como diz o ditado, a vingança é cega... Destaque para o charmoso Park Seong-woong, que acaba de voltar à telinha com um papel bem diferente, no drama Remember: war of the son.


Mrs. Cop (SBS, 18 episódios), com Kim Hee-ae, Kim Min-jong, Son Ho-jun, Lee Da-hee.

Mrs. Cop foi sem dúvida o melhor drama policial do ano, tanto que a SBS está pensando seriamente numa nova temporada para muito em breve. Enquanto isso, ficamos com a lembrança da unidade especial de combate ao crime chefiada pela durona Choi Yeong-jin, - mais um papel memorável da atriz Kim Hee-ae (Midas). Numa mistura interessante de drama policial e familiar, Mrs. Cop mostra as dificuldades que uma mulher enfrenta para conciliar a carreira exigente de policial com a de mãe solteira.


Last (jTBC, 16 episódios), com Yoon Kye-sang, Lee Beom-soo.

Apesar da expectativa com a adaptação do webtoon Awl, fiquei muito mais satisfeita com a versão live action do manhwa Last (de Kang Hyeong-gyu), muito bem adaptada pelo roteirista Han Ji-Hoon (Time Between Dog and Wolf). A direção, a cargo de Jo Nam-gook (The Chaser) é impecável, e o carinho e respeito com os atores e seus respectivos personagens é visível. Yoon Kye-sang (The Greatest Love) e Lee Beom-soo (Triangle) brilham em um duelo de forças (e egos), apoiados por suas respectivas “gangues” de atores igualmente geniais. Se você quer fazer seu namorado gostar de dramas, uma boa dica é apresentá-lo a Last – ele vai querer mais!


Awl (jTBC), com Ji Hyun-woo e Ahn Nae-sang.

Um drama belíssimo, mas para um público muito restrito, que curta quadrinhos cult, dramas com temas político/sociais, como Misaeng, ou Last. Muitos esperavam ver algo no nível de Misaeng, mas Awl, apesar de totalmente recomendável, não tem o apelo emocional do já cultuado Incomplete Life. Awl conta várias estórias individuais de vida, dentro de uma estória de luta coletiva por direitos trabalhistas, numa Coréia do Sul que estava engatinhando na democracia, nos anos noventa, após anos de uma ditadura brutal. Grandes atuações de Ji Hyun-woo (que evoluiu absurdamente como ator, de uma atuação apática em Queen In-hyun's Man, até seu retorno do período de serviço militar) e Ahn Nae-sang (Splendid Politics).


Missing Noir M (OCN, 10 episódios), com Kim Kang-woo e Park Hee-soon.

Os dramas policiais da OCN são sempre estilosos, embora nem sempre tão bem resolvidos em termos de roteiro e produção final. Missing Noir M tem um visual cinematográfico (que lembra o fantástico TEN), e um elenco bacana, encabeçado pelo bonitão Kim Kang-woo. Apesar de o drama policial ser meu gênero favorito, junto com a comédia romântica, Missing Noir M pecou muito com um roteiro arrastado e com mistérios demais, que acabaram não resolvidos, deixando uma frustração desagradável no espectador. O pior é que não há notícias de uma segunda temporada, e assim, como no saudoso TEN, ficaremos na eterna expectativa de ver a resolução de seus maiores mistérios.


D-Day (jTBC, 20 episódios), com Kim Young-kwang, Jeong So-min e Ha Seok-jin, Kim Sang-ho, Lee Kyeong-yeong, Cha In-pyo.

O ano de 2015 não foi feliz para quem aprecia um bom drama médico, mas pelo menos D-Day surgiu para suprir em parte esta carência. D-Day foi um de meus dramas favoritos do ano, apesar de alguns pequenos defeitos, - o maior talvez tenha sido a duração da trama, que se beneficiaria muito de uma redução no número de episódios de 20 para 16. Mas, apesar de um certo congestionamento na trama, D-Day contava com personagens tão queridos, atores tão carismáticos como Kim Young-kwang, Jeong So-min ou Kim Sang-ho, que os episódios passavam voando. Mas certamente Kim Young-kwang é a grande revelação desta estória que mistura com sabedoria thriller catástrofe com drama médico. O médico Kim Young-kwang e o bombeiro Kim Sang-ho são os grandes heróis anônimos, que ajudam a reerguer uma cidade atingida por um terremoto devastador. Neste drama Kim Young-kwang graduou-se definitivamente como protagonista de dramas. É muito bom ver surgir uma nova e talentosíssima geração de atores coreanos!


Hwajung (MBC, 50 episódios), com Kim In-yeong, Lee Yeon-hee, Seo Kang-joon, Cha Seung-won.

Hwajung, ou Splendid Politics é criação da talentosa roteirista Kim In-yeong (The Woman Who Still Wants to Marry). Nem bem concluiu o drama Unkind Women, e Kim In-yeong aceitou trabalhar pela primeira vez no roteiro de um sageuk. Acontece que não basta ter talento para escrever dramas, quando se trata de dramas épicos o autor precisa de múltiplas habilidades: conhecimento histórico, facilidade em criar cenas de ação e suspense, e especialmente, criar diálogos adaptados ao período. A roteirista já provou seu talento para criar belas estórias contemporâneas, mas, por sua inexperiência com o gênero épico, teria sido interessante uma parceria com um segundo roteirista, que fosse encarregado de desenvolver as cenas de ação. Mesmo assim, para quem curte os dramas sageuk, e é fã de Cha Seung-won, vale a pena dar uma chance à Hwajung. Graças ao belo elenco, e à produção caprichada, acabei desfrutando deste drama, mas sem pressa de chegar ao final de seus 50 episódios.


Scholar Who Walks the Night (MBC, 20 episódios), com Lee Jeong-ki, Lee Yoo-bi, Lee Soo-hyeok.

Diferentemente do drama épico tradicional, ocasionalmente os dramas coreanos inspiram-se nos filmes e dramas chineses que misturam mitologia local e fantasia, para criar estórias fantásticas, repletas de romance e ação. Scholar Who Walks the Night é mais um drama inspirado em um webtoon de sucesso, e procura seguir o estilo e o ritmo característico das estórias em quadrinhos. Lee Jeong-ki, sempre muito confortável em papeis em dramas épicos, resolveu embarcar nesta aventura, talvez pensando poder repetir o sucesso de Arang and the Magistrate, e de The Joseon Gunman. Só que, infelizmente, não foi o caso. As fãs adolescentes parecem ter ficado satisfeitas com o resultado, mas, francamente, Scholar Who Walks the Night é um desastre, e Lee Jeong-ki merecia um material de maior qualidade. Sentindo que o drama naufragava vergonhosamente, o ator ainda tentou salvar a produção trazendo às pressas o escritor Lee Jeong-woo-III (The Joseon Gunman) para dar um ‘up’ no roteiro, mas, àquela altura o estrago estava feito. Foi difícil não abandonar Scholar... a meio caminho, - apenas o respeito e a admiração pela atuação brilhante de Lee Jeong-ki me fizeram chegar ao fim deste que foi o drama mais absurdamente ruim do ano – mesmo com tanto empenho de seu jovem elenco. Uma pena...


Six Flying Dragons (SBS, 50 episódios), com Kim Myeong-min, Yoo Ah-in, Shin Se-kyung, Byun Yo-han, Yoon Gyoon-sang, Jeong Yoo-min.

O drama que chegou para salvar a boa fama dos dramas épicos coreanos foi o maravilhoso e já clássico Six Flying Dragons. Aconteça o que acontecer até o final desta estória, os Seis Dragões Voadores já conquistaram os fãs do gênero. Não é todo dia que se tem a oportunidade de ver um elenco tão superior em uma única produção. O mesmo prazer que senti com cada personagem no drama Misaeng, repetiu-se com Six Flying Dragons. Do carisma dos veteranos - Kim Myeong-min, Cheon Ho-jin, Park Hyeok-kwon, – aos novos talentos - Yoo Ah-in, Shin Se-kyung, Byun Yo-han, - Six Flying Dragons tem todos elementos que compõe um drama épico de primeira qualidade. É uma alegria ver Kim Myeong-min de volta ao sageuk, 11 anos após seu inesquecível papel em Immortal Admiral Yi Sun-shin (2004). E é uma sorte ter como protagonista o jovem ator mais badalado (e premiado) do momento, Yoo Ah-in. Recém vindo de dois grandes sucessos no cinema, - The Throne, no qual interpreta o famoso príncipe Sado, e de Veteran (de Ryoo Seung-wan) como um chaebol mau caráter, Yoo Ah-in está afiadíssimo como ator. Não há desculpas para deixar de ver este drama belíssimo, seja pelo romantismo épico, ou pelas exuberantes coreografias de luta - Six Flying Dragons é o drama do ano.
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