março 23, 2012

SIGN (drama, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, suspense, policial
Duração: 20 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Jang Hang-joon, Kim Hyeong-sik, Kim Yeong-min-I
Roteiro: Kim Eun-hee

Elenco: Park Shin-yang, Kim Ah-joong, Eom Ji-won, Jeong Kyeo-woon, Jeon Kwang-ryeol, Song Jae-ho.

Comentário (alguns spoilers)

Sign é um drama policial que retrata o trabalho de médicos legistas, no principal instituto de ciências forenses da Coréia do Sul. Em conjunto com a polícia e a promotoria, estes cientistas brilhantes conseguem desvendar os crimes mais complexos e prender os assassinos mais perigosos.

O Dr. Yoon Ji-hoon (Park Shin-yang) é um médico legista dedicado ao ofício, e um profissional altamente respeitado. No entanto, sua obsessão pelo trabalho o tornou uma pessoa solitária, e o fez ganhar a antipatia da maioria dos colegas... Com exceção do chefe do instituto forense, o Dr. Jeong Byeong-do (Song Jae-ho) que o apoiou desde a adolescência, quando ele ficou órfão.


Go Da-kyeong (Kim Ah-joong) é uma jovem que se formou em medicina, mas que seguiu a carreira de perita criminal. Ao conhecer o Dr. Yoon Ji-hoon sua vida sofre uma grande reviravolta e ela passa para a medicina forense. Ela é uma jovem honesta, com fortes laços familiares - entusiasmada com a profissão de médica forense – e uma grande fã do Dr. Yoon.


Jeong Woo-jin (Eom Ji-won) é uma promotora pública inteligente, ambiciosa, e que batalhou muito para subir na carreira. Anos atrás, sua ambição a fez romper o noivado com o Dr. Yoon Ji-hoon, ao suspeitar que ele pudesse atrapalhar a sua ascensão ao poder.


Choi I-han (Jeong Kyeo-woon) é um jovem detetive de polícia, dedicado, mas um tanto rebelde e impetuoso, o que o fez ser punido por indisciplina inúmeras vezes. Seu pai é um homem poderoso, mas ele faz questão de manter o fato em segredo e nunca se aproveitou dessas conexões potencialmente vantajosas.


O Dr. Lee Myeong-han (Jeon Kwang-ryeol) é um médico legista proeminente, ex-colega do Dr. Jeong Byeong-do, e que vai fazer de tudo para assumir o posto dele no instituto forense. Ele entra em choque direto com o Dr. Yoon, ao colocar a ambição política acima da ética profissional, fato inaceitável para este último.


Sign tem um enredo que mistura suspense, drama policial, e a trama principal é intercalada com outras estórias (crimes) paralelas. Assim, apesar dos personagens seguirem adiante movidos por um grande mistério a ser resolvido, outros crimes intrigantes surgem no seu caminho, gerando um suspense constante a cada episódio.

Os personagens são muito interessantes e, felizmente, apesar de muitas tragédias pessoais e crimes cruéis, há espaço para um pouco de comédia e romance. O ator Park Shin-yang, tem uma tarefa árdua ao compor o Dr. Yoon, um personagem pouco simpático, embora extremamente honesto. É interessante que, somente ao acabar de ver o último episódio desse drama é que pude entender (e apreciar totalmente) do porque de ele ter escolhido dar aquele tom e intensidade peculiar ao personagem do Dr. Yoon. Quem só viu Park Shin-yang em papéis de galã, como no romance Lovers in Paris, precisa vê-lo no drama ‘saeguk’ Painter of the Wind para admirá-lo totalmente como ator... É inesquecível a atuação dele nesse drama que, por sinal, é belíssimo.

O contraponto ao Dr. Yoon é a descontraída e alegre Dra. Da-kyeong, a queridíssima atriz Kim Ah-joong, que brilhou no filme 200 Pounds Beauty, e que tem sido muito mal aproveitada em Hallyu.

A sempre delicada Eom Ji-won  consegue surpreender positivamente no papel da promotora durona Jeong Woo-jin (bem diferente de papéis anteriores, como o da romântica Jeong Da-jeong, no drama The Woman Who Still Wants to Marry). Mas mesmo em Sign ela deixa escapar sua veia cômica em algumas cenas, para sorte nossa! Aliás, surpreende também a boa conexão dela com o ator Jeong Kyeo-woon. Os dois formam um casal, em princípio improvável, mas no final, adorável.

março 19, 2012

Hungry! (drama, 2012)


No final do ano passado eu já havia lido com grande interesse sobre a estreia do drama Hungry!. E minha curiosidade foi despertada por dois motivos principais: o elenco e o tema. O tema: gastronomia. Tudo bem que é um assunto que parece saturado para alguns, de tantas produções que surgiram sobre cozinheiros, restaurantes, enologia, etc, nos últimos tempos. Azar para quem não gosta, pois eu adoro a temática gastronômica (embora às vezes seja quase uma tortura ver tantas delícias desfilando pela telinha). E por falar em delícia... O elenco de Hungry! é uma maravilha. Atores (/músicos) da melhor qualidade; uma garotada muito talentosa e divertida.
Assista o primeiro episódio, e vai ser fisgado de cara!

Título (em inglês): Hungry!
Formato: Renzoku
Gênero: comédia, romance, gastronomia
Duração: 11 episódios
Produção: Fuji TV

Roteiro: Omori Mika
Direção: Motohashi Keita, Shiraki Keiichiro, Kiuchi Taketo

Música: Ohashi Torio
Música tema: Rock me Baby (The Bawdies)
Trilha: Mayonaka no Hidamari (Yasuta Nao); HUNGRY (The Bawdies)

Comentário

Mukai Osamu é Yamate Eisuke, um ex-baixista de uma banda de rock que desiste de seu sonho de ser músico para dar continuidade a uma tradição familiar, a administração de um restaurante de culinária francesa.

Kuninaka Ryoko é Tachibana Maria, a namorada mais velha de Eisuke, que trabalha em um banco. Ela fica chocada ao descobrir que ele abandonou sua (fracassada) carreira musical para dedicar-se ao restaurante, e fica insegura quanto ao relacionamento dos dois. Isso é o que diz a sinopse, mas não vejo o porquê de ela não querer que ele siga a carreira gastronômica, já que Eisuke fez curso de ‘chef’ e, como músico, não conseguiu decolar após 15 anos de tentativas fracassadas.

Takimoto Miori é Okusu Chie, uma estudante universitária de 20 anos cuja família de agricultores fornece os vegetais para o restaurante ‘Le Petit Chou’ de Eisuke. Embora a primeira impressão dela sobre o Eisuke ‘roqueiro’ não seja das melhores, ela acaba se apaixonando pelo Eisuke ‘Chef’, ao provar seus pratos deliciosos.

E, obviamente, o triângulo amoroso entre Eisuke e as duas jovens acaba sendo inevitável.


Inagaki Goro (do veterano grupo musical SMAP) interpreta o empresário Tokio, um afetadíssimo dono de uma cadeia de restaurantes franceses, que compra o restaurante da mãe de Eisuke, tornando-se rival do jovem no disputado mundo da culinária.

Eisuke leva para trabalhar em seu novo restaurante os amigos e ex-membros de sua banda de rock Rockhead. São eles Tsukamoto Takashi, como o guitarrista Sumiyoshi Kenta (o mais calmo e centrado do grupo), Miura Shohei, como o vocalista temperamental Hiratsuka Taku e Kawabata Kaname (do Chemistry), como o baterista Fujisawa Tsuyoshi.

Mukai Osamu (1982) atuou em inúmeros dramas, como Nodame Cantabile (2006, como Kikuchi Toru), Shinzanmono (2010), e no filme Paradise Kiss (2011) entre muitos outros.


Tsukamoto Takashi (ator, cantor, 1982), um de meus atores favoritos da nova geração, aparece em dramas (os que vi com ele) como Natsu no Koi wa Nijiiro no Kagayaku (Fuji TV, 2010, ep6), Magerarenai Onna (NTV, 2010) e no filme Midnight Sun (2006), filme este, por sinal, altamente recomendável.

Outro que adoro, desde que o vi em Hanazakari no Kimitachi (2011) é o queridíssimo Miura Shohei (1988).


Curiosidade: o drama Hungry! parece ter se inspirado (muito) no filme alemão Soul Kitchen (2009), de Fatih Akin.

março 18, 2012

Always (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 108min.

Direção: Song Il-gon
Roteiro: Roh Hong-jin, Song Il-gon

Elenco: So Ji-sub, Han Hyo-joo, Kang Shin-il, Park Cheol-min, Yoon Jong-hwa, Oh Kwang-rok, Kim Mi-keong

Comentário (spoilers mínimos)

A estória do encontro (predestinado) entre o ex-boxeador Cheol-min (So Ji-sub) e a atendente de telemarketing Jeong-hwa (Han Hyo-joo). Cheol-min é um homem que passou boa parte de sua vida na solidão, desde a infância em um orfanato, até o repentino final de uma carreira de sucesso como atleta. Ao se afastar do mundo do boxe ele escolhe uma vida de isolamento e alienação. Isso até conhecer Jeong-hwa, uma jovem que também tem sua cota de sofrimento na vida, mas que é sempre amável e aberta com próximo. Anos atrás, um trágico acidente de carro fez Jeong-hwa perder os pais e ficar cega. Órfã e sem recursos, ela teve de abandonar a universidade para se sustentar. Ao conquistar o coração do arredio Cheol-min, ela dá um novo sentido à vida dele. Ele volta a lutar, ela sonha em voltar a trabalhar com cerâmica... E a vida deles segue numa felicidade jamais imaginada... Até que uma revelação chocante do passado ameaça separá-los para sempre.


Always é um melodrama no sentido mais clássico da palavra. No entanto, apesar de todos os clichês, a direção pouco convencional e a produção esmerada fazem de Always um filme diferenciado. O diretor e roteirista Song Il-gon, até então mais conhecido por trabalhos mais ‘cult’, como The Magicians (2005), segue por uma via mais ‘comercial’ em Always, mas sem deixar de lado a preocupação em desenvolver um produto de qualidade. O resultado é um filme de acabamento primoroso, muito agradável mesmo de se ver.


Os atores So Ji-sub e Han Hyo-joo formam um par belíssimo e ambos desenvolvem seus personagens com segurança e muita sensibilidade. Se falta um pouco mais de ‘pimenta’ nas cenas entre os amantes, deve ter sido por escolha do diretor (e roteirista), que optou por um clima mais etéreo e romântico. E se o filme apresenta mais de uma coincidência que parecem um tanto forçadas e até mesmo desnecessárias, isso não chega a arruinar o desenvolvimento do drama. Assim, Always pode ser recomendado como um belo drama romântico, a ser assistido com grande prazer.

Quem é Quem...

Han Hyo-joo, atriz (1987): Dong Yi (drama, 2010), Postman to Heaven (filme, 2009).


So Ji-sub, ator, cantor (1977): Ghost (drama, 2012), Caim and Abel (filme, 2008), Sorry I Love You (drama, 2004).


Kang Shin-il, ator (1960): Lie to Me (drama, 2011), Fermentation Family (drama, 2012).

Park Cheol-min, ator (1967): Beethoven Virus (drama, 2008), Cyrano Agency (filme, 2010)

Uma cena muito bacana do filme é quando o casal vai ao show de Horan e Alex (Clazziquai):


Trailer Musical:

março 14, 2012

When It´s at Night (drama, 2008)


País: Coréia do Sul
Gênero: comédia, romance, drama
Duração: 17 episódios
Produção: MBC

Direção: Son Hyeong-seok
Roteiro: Kim Eun-hee, Yoon Eun-kyeong

Elenco: Kim Seon-ah, Lee Dong-geon, Lee Joo-hyeon, Kim Jeong-hwa, Park Ki-woong.

Resumo

O relacionamento conflituoso entre uma funcionária de um museu e um professor de arqueologia, e que têm em comum o desejo de descobrir antiguidades coreanas, mas com motivações bem diversas.

Ladrões 'profissionais' de antiguidades, que sabem diferenciar de longe uma cerâmica Goryeo de uma cerâmica falsa... Detetives de polícia especializados em perseguir esses ladrões espertinhos... E há ainda os funcionários públicos que dedicam suas vidas à procura dos ladrões de sítios arqueológicos, por puro patriotismo... Essas pessoas estão envolvidas com a herança cultural e, ao mesmo tempo, com os altos e baixos de suas vidas pessoais.

Comentário

Um dos dramas prediletos dessa casa, logo atrás de The City Hall, e não por acaso, estrelado pela mesma Kim Seon-ah, When It´s at Night é pura diversão.

Romance sempre é bom, e se for acompanhado de muita comédia, alguma dose de ação e uma pitada de drama – é a fórmula ideal, presente do início ao fim em When It´s at Night.

O cenário deste drama é a ‘Administração de Herança Cultural da Coréia do Sul’ e o museu anexo que abriga as obras de arte antiga do país. Os personagens são os funcionários da instituição, responsáveis pelo zelo do patrimônio histórico-cultural e pela investigação dos crimes contra esse patrimônio. Na periferia, estão os ‘inimigos’, os ladrões de obras de arte, os intermediários (que repassam os roubos) e os compradores, gente muito rica e poderosa, do país e do exterior. E bem na linha de fogo entre os protetores da herança cultural, gente patriota e abnegada, e os que se apropriam dessas obras, está o professor Kim Beom-sang, uma espécie de ‘Indiana Jones’ coreano.

Kim Beom-sang (Lee Dong-geon) é professor universitário, popular apresentador de TV, playboy, brilhante especialista em restauração de obras de arte antiga, e que tem a habilidade de detectar falsificações de longe.


O problema é que Kim Beom-sang não se preocupa com ética quando se trata de adquirir e restaurar uma antiguidade. Como ele faz questão de frisar “Um restaurador é como um médico, que só se preocupa em tratar do paciente, sem se importar com sua origem”. Um pensamento nada nobre para aqueles que investigam o tráfico de obras antigas.

E quando ele se depara com Heo Cho-hee (Kim Seon-ah), membro da equipe de investigação de crimes contra o patrimônio cultural e funcionária dedicada, o confronto é inevitável.


O principal ponto positivo de When It´s at Night certamente é o roteiro. A dupla feminina de escritoras, Kim Eun-hee e Yoon Eun-kyeong têm se aprimorado a cada trabalho, e vêm conseguido equilibrar com sucesso drama e comédia. Em My Fair Lady (drama, 2009) elas já mostraram com desenvoltura sua veia cômica. Em When It´s at Night elas tratam com muito talento e carinho os personagem secundários, ponto importantíssimo para dar qualidade a um drama. Se os personagens principais ficam um pouco restritos num tom mais dramático – alguns podem lamentar a seriedade excessiva de Kim Seon-ah, excelente nas comédias – os secundários se esbaldam na comédia, o que resulta num equilíbrio muito saudável.

A estória está centrada na funcionária pública Heo Cho-hee, que se tornou investigadora do patrimônio cultural por um só motivo – a busca de um tesouro muito pessoal, o pai desaparecido há 7 anos. Seu mentor e chefe é No Jeong-pil (Ki Joo-bong), um dos poucos que conhece o segredo doloroso do passado de sua família.

Seus colegas, por outro lado, são o estereótipo do servidor público: preguiçosos, e perdem mais tempo bebendo café e fofocando do que produzindo algo de útil. Na Dae-gil (o sempre engraçado Kim Seung-wuk - o mordomo de My Fair Lady) sonha em ser chefe, embora deteste grandes esforços. Lee Sang-hoo (Kim Joon-ho) é a sombra de Na Dae-gil, e eterno apaixonado pela colega Wang Joo-hyeon (a surpreendente atriz Kim Jeong-hwa). Wang Joo-hyeon é uma garota que só é ágil na hora de espalhar alguma fofoca, mesmo que seja sobre ela mesma.




E tem ainda a equipe policial de apoio. O chefe é o jovem e belo detetive Kang Si-wan (Lee Joo-hyeon), viúvo, e que só tem olhos para a filha de cinco anos. Seus colegas são os esforçados, embora um tanto atrapalhados detetives Jo Sang-cheol (Jo Hee-bong) e Park Jin-gook (Kim Hyeong-beom).



No lado dos malvados temos uma trupe de bandidos – por sorte – um tanto inabilidosa, liderada por Kim Sang (sim, o nome é quase igual ao do prof. Kim Beom-sang, confusão garantida entre os personagens), um ladrão de antiguidades que tem mais pose do que fama. Seu principal cliente é o empresário Jang Oh-seong (Kim Yong-geon), um dos maiores colecionadores de arte do país, e que também costuma usar os serviços de consultoria do prof. Kim Beom-sang.


Entre a correria atrás de obras de arte roubadas, dos meliantes, e do pai desaparecido, Heo Cho-hee ainda vai achar tempo para uma descoberta ainda mais preciosa... o amor da sua vida.

A atriz Kim Seon-ah está ótima como sempre, um pouco acima do peso, provavelmente ainda reflexo do drama anterior, My Name is Kim Sam-soon (mas ela emagrece visivelmente ao longo de When It´s at Night). Talvez esse seja seu papel mais contido, mas eu gostei de vê-la num tom mais suave e dramático (sem os excessos de Kim Sam-soon), e sua interação com o ator Lee Dong-geon é excelente. Duvido que alguém concorde comigo (incluindo ela!), mas gostei mais do par com ele do que com Lee Dong-wook. Pelo menos Lee Dong-geon canta bem melhor (o dueto entre ela e Dong-geon é bem mais afinado do que com Dong-wook, em Scent of a Woman).


Lee Dong-geon... O que fazer, não posso resistir ao seu charme masculino, num rosto de menino. Sua carreira curta de ator (Lovers in Paris) e cantor sofreu uma pausa brusca com alistamento militar obrigatório , mas felizmente ele está de volta à vida civil a partir de abril, e ao mundo artístico em breve, esperamos!

Destaque especial para o jovem ator Park Ki-woong, como Heo Gyoon, o irmão caçula de Kim Seon-ah, papel que lhe deu oportunidade de demonstrar seu talento tanto na comédia como no drama. Park fará parte do elenco do drama Bridal Mask (maio de 2012).

Quem é Quem...

- Son Hyeong-seok, diretor: Personal Taste (drama, 2010).

- Kim Eun-hee, roteirista: ela será roteirista do aguardado drama Ghost com o astro Son Ji-sub. Escreveu dramas de sucesso como Sign (2011), Harvest Villa (2010), My Fair Lady (2009) e o clássico Winter Sonata (2002).

- Yoon Eun-kyeong, a roteirista compartilhou o sucesso com Kim Eun-hee nos dramas My Fair Lady (2009), Summer Scent (2003) e Winter Sonata (2002), entre outros.

"For Couples Who Have Just Begun" - Dueto de Lee Dong Gun e Kim Sun Ah.


março 11, 2012

Eye for an Eye (filme, 2008)


Um filme de ação que se desenrola com velocidade, estilo e substância.

País: Coréia do Sul
Duração: 101 min.
Gênero: ação, suspense, policial

Direção: Ahn Kwon-tae, Kwak  Gyeong-taek
Roteiro: Kim Dong-woo

Elenco: Han Seok-kyu, Cha Seung-won, Song Yeong-chang, Lee Byeong-joon, Jeong In-ji, Kim Ji-seok-I, Son Byeong-wook, Lim Seong-gyoo, Lee Jae-goo.

Comentário

Dois grandes atores coreanos, Han Seok-kyu e Cha Seung-won se reúnem em Eye for an Eye, num verdadeiro embate de titãs.

Crimes (quase) perfeitos e perseguições de gato e rato se desenrolam num estilo tradicional, mas com o toque picante do cinema coreano.


O filme vale especialmente para ver um Han Seok-kyu (Deep Rooted Tree) bem diferente, com seus cabelos prateados, combinando com os ternos cinza Hermes, no papel de um detetive aparentemente educado, mas de língua afiada, sempre mascando chiclete (tentando curar o vício do cigarro) e que fica obcecado em fechar seu último caso antes de deixar o cargo.


O veterano detetive Baek está para se demitir, sonhando com uma vida mais tranquila e lucrativa como homem de negócios. Mas ele tem de adiar seu desejo quando 1,8 bilhões de won são roubados de um carro forte em plena luz do dia e logo em seguida 600 kg de ouro de importação ilegal desaparece de um aeroporto, sob as barbas da equipe de Baek. Alguém, astutamente, assumiu a identidade do Cap. Baek, o que representa um grande golpe no ego do policial.

No dia seguinte aos roubos, Baek receber um pacote, um maço de dinheiro, assinado “de e para Baek”. Esse gesto ‘amigável’ vem do líder e mentor dos crimes em pessoa, Ahn Hyun-min (Cha). Esse homem misterioso e de inteligência excepcional passa a perna em Baek, além de elaborar seus planos de forma impecável. Para botar mais lenha na fogueira, Ahn tem a petulância de deixar pistas gritantes e até mesmo de aparecer na frente de Baek, sem medo de ser pego. Logo, Baek se dá conta de que está sendo usado como isca para o grande plano de Ahn, de atacar um inimigo maior.


Ao contrário dos bons, mas muitas vezes convencionais filmes da ação de Hollywood, Eye for na Eye, tem aquele toque único do cinema coreano. O drama humano por detrás dos personagens os torna empáticos e nos faz ficar na expectativa sobre o que será deles.

Embora aqui Ahn seja o ‘bandido’, Baek, que não se controla ao usar a violência para atingir os seus fins, parece, em algumas ocasiões, muito mais desprezível. E Ahn, com sua obcessão ‘hamletiana’, desperta um entendimento e uma simpatia inevitáveis nos espectadores.

Destaque para o ator Lee Byung-joon (Secret Garden, drama, 2010), que disfarça sua profunda voz de barítono, no papel de "Antonio", um empresário - de dia, e travesti à noite - que fala num tom agudo e desfila num visual de ‘perua’ impecável. O personagem composto por ele se torna um contraponto sutil e hilário aos dois atores principais.


É claro que o diretor se aproveita muito bem do perfil elegante de Cha Seung-won (que já foi modelo), que desfila pelas cenas em ternos de corte impecável, e com o sorriso debochado que é marca registrada ator. Mas não dá para desmerecer a grande atuação de Cha, sempre intenso e suave na mesma medida. Irresistível!


O filme foi dirigido a quatro mãos: Ahn Kwon-tae (My Brother, 2004), que foi diretor assistente de Kwak Gyeong-ta no seu grande ‘hit’ Friend (2001), rodou a primeira metade de Eye for an Eye, antes de seu mentor assumir a cadeira de diretor. O resultado foi um filme repleto de cenas inspiradas nas estórias em quadrinhos, com a tela dividida ao meio, além de muita ação e perseguições automobilísticas, do início ao fim.

março 09, 2012

Shinya Shokudo (drama, 2009)


País: Japão
Título: Shinya Shokudo (Late-Night Diner)
Produção: TBS, MBS
Formato: Renzoku
Duração: 10 episódios
Gênero: Comédia dramática


Produção: Moriya Takeshi, Tosaka Takuma
Estória original (mangá): Abe Yarou
Roteiro: Manabe Katsuhiko, Mukai Kousuke, Oikawa Takurou, Wada K.
Direção: Matsuoka Jouji, Oikawa Takurou, Tosaka Takuma.
Food Stylist: Iijima Nami
Design: Amuse, MBS (Mainichi Housou)
Música Tema (final): Believe in Paradise, de Magic Party
Narração: Kobayashi Kaoru

Elenco: Kobayashi Kaoru, Matsushige Yutaka, Andou Tamae, Ayata Toshiki,
Yamanaka Takashi, Fuwa Mansaku, Motoi Hiroyuki, Odagiri Joe, etc.


“Quando o dia chega ao fim, e as pessoas estão a caminho de casa, o meu dia começa.”

{Menu}
Tonjiru Tradicional: 600 yen
Cerveja: 600 yen
Sakê: 500 yen
Shochu: 400 yen
(Máximo de 3 drinques por cliente)

“Esse é o meu menu. A possibilidade de servir-se qualquer outra coisa, desde que possível... É o meu modelo de negócio. Estou aberto da meia-noite, às sete da manhã. É o que chamam de... “Shinya Shokudo” (restaurante da meia-noite). Como vão os negócios? Eu diria que “bem o bastante”.

É sempre com essa introdução, e com a belíssima canção Omohide (recordações), de Suzuki Tsunekichi que começa cada episódio do drama japonês Shinya Shokudo.

Mangá original de Abe Yarou

Resumo

Um pequeno restaurante de esquina, em um bairro comercial de Tóquio, que só abre da meia-noite às sete da manhã, e que apresenta um cardápio fixo. Apesar disso, os clientes chegam ao restaurante, noite após noite, pelo prazer de conversar com o proprietário e com os pedidos culinários mais exóticos, os quais ele sempre atende, sem hesitar. A cada episódio, o drama retrata as estórias dos clientes, que vão de um membro da yakuza, à artistas do underground, passando por trabalhadores comuns que vivem a vida solitária de uma metrópole.


Comentário

A memória humana é algo muito complexo, e ela pode nos falhar ou nos enganar, com falsas memórias, ou reconstituições fantasiosas de nosso passado. Mas se tem um sentido que nos faz evocar lembranças do passado, e torna inesquecíveis certos momentos de nossa história pessoal, esse sentido é o paladar.

Quando um cliente chega ao “Shinya Shokudo” e pede ao ‘Master’ (Kobayashi Kaoru) que prepare um prato especial, essa pessoa está tentado resgatar uma lembrança marcante de sua vida. E é através da visão desses indivíduos, devorando os deliciosos pratos preparados pelo misterioso proprietário do restaurante, que descobrimos seus segredos mais íntimos, seus traumas, seus amores, seus arrependimentos.

Em um formato compacto de 25 minutos de duração, com uma sensibilidade incrível em contar as mais diversas estórias de profundo drama humano, os diretores e roteiristas de Shinya Shokudo criaram um produto único, uma joia da dramaturgia televisiva.

Depois do tremendo sucesso de público e crítica, Shinya Shokudo entra em sua segunda temporada, no ano de 2012.

março 08, 2012

The Front Line (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: guerra, ação, drama, épico

Duração: 133 min.

Direção: Jang Hoon
Roteiro: Park Sang-yeon
Produção: Lee Woo-jung, Jung Won-chan


Elenco

Ko Soo (como Kim Soo-Hyuk)
Sin Ha-gyoon (como Kang Eun-Pyo)
Kim Ok-bin (como Cha Tae-Kyung)
Ryoo Seung-yong (Hyun Jeong-Yoon)
Lee Je-hoon (Shin Il-Young)
Ko Chang-seok (Yang Hyo-Sam)
Ryoo Seung-soo (Oh Ki-Young)
Lee Da-wit (Nam Sung-Sik)

Resumo

Perto do final da Guerra da Coréia (1951), um cessar-fogo é ordenado, mas na fronteira leste das colinas de Aerok, uma batalha intensa prossegue. Uma corrida para dominar um ponto estratégico e determinar uma nova fronteira entre as duas Coréias é o prêmio final.

É então que se descobre uma bala no cadáver de um comandante de uma companhia do exército sul coreano. A bala que matou esse comandante veio do lado sul coreano. O tenente do Comando de Defesa Kang Eun-Pyo (Shin Ha-Kyun) é encarregado de ir até a linha de frente oriental para investigar essa morte. Quando Kang Eun-Pyo chega nas Colinas de Aerok é surpreendido ao encontrar seu velho amigo Kim Soo-Hyuk (Ko Soo) comandando tropas na região. Kang Eun-Pyo acreditava que Kim Soo-Hyuk estava morto há tempos.

Quando jovem, Kim Soo-hyuk era uma pessoa dócil, mas eventualmente tornou-se líder da companhia como tenente. A situação na companhia Aeok levanta muitas suspeitas aos olhos de Kang Eun-Pyo, com soldados usando uniformes norte-coreanos por causa do frio intenso, um garoto de 20 anos comandando tropas como capitão, além do resurgimento de seu antigo companheiro Kim Soo-hyuk.

A contagem regressiva para o cessar-fogo começa, enquanto a vida de inúmeros soldados se perde no caminho…

Comentário


Para quem gosta de filmes de Guerra e/ou homens bonitos de uniforme, The Front Line é imperdível. Falando sério, The Front Line é um belíssimo filme de guerra, que faz lembrar os clássicos do gênero (quando norte-americanos e ingleses ainda faziam bons filmes). O filme tem uma narrativa linear, com alguns flashbacks, e mesmo para quem não conhece muito dos eventos históricos da terrível Guerra da Coréia, não é difícil de entender o que se passa. A Guerra da Coréia ficou conhecida como “A Guerra Esquecida” e o filme tem o grande mérito de relembrar o impacto que as últimas batalhas, como a retratada (ficcionalmente) nas colinas de Aerok teve sobre as pessoas que lutaram e caíram ali.

O diretor Jang Hoon (1975) é relativamente novato na profissão, tendo dirigido anteriormente apenas dois filmes, Rough Cut (2008) e Secret Reunion (2010). Hoon conduz muito bem o filme e consegue extrair excelentes desempenhos de todo o elenco.


Falando em elenco, o que me atraiu a princípio a ver o filme foi a presença do Dr. Lee Kang-hoon (aham!), ou melhor, o ator Sin Ha-gyoon. Ele está ótimo, como sempre, e foi interessante vê-lo encarnando um personagem ‘normalzinho’ para variar. Se você gostar de vê-lo uniformizado, assista também Welcome to Dongmakgol, outro filme sobre a Guerra da Coréia, mas com um toque de fantasia e comédia.


Agora, não dá para negar a presença marcante do ator Ko Soo, que embora não tão bom ator, é de uma beleza estonteante. Me fez lembrar de atores como Paul Newman ou Robert Redford, no auge de suas carreiras. Tem essa expressão em inglês que diz tudo sobre alguém assim: “eye candy”. O “eye candy” Ko Soo também pode ser visto no filme Hauters (2010) e no melodrama Will it Snow for Christmas? (2009).



E guarde bem esse nome: Lee Je-hoon (Fashion King, drama, 2012). O jovem ator simplesmente arrasa no papel do insano capitão Shin Il-Young.

The Front Line teve uma bilheteria impressionante no seu país, com cerca de 3 milhões de espectadores. Além disso, recebeu quatro prêmios da KAFC (Associação de Críticos de Cinema da Coréia), outros quatro prêmios no Festival de Cinema da Daejong e dois prêmios técnicos do Festival de Cinema Blue Dragon. O filme também foi exibido numa série de festivais de cinema pelo mundo, no ano de 2011.

março 04, 2012

Verbal Jint (músico)


O ano de 2011 foi de muito sucesso e reconhecimento para o talentoso rapper coreano Verbal Jint. Primeiro, ele recebeu dois prêmios Hiphopplaya, levando para casa o Prêmio de Single do Ano, além do MV do Ano, pela canção "You Look Good" com o convidado Black Skirt.

Para completar, Verbal Jint acaba de ser agraciado com o título de Artista do Ano, no Korean Music Awards, que aconteceu em 29 de fevereiro, no Ax-Korea, no noroeste de Seoul.

A cerimônia do Korean Music Awards começou em 2004 e pretende reconhecer as realizações dos artistas coreanos. Os prêmios são escolhidos por um grupo de especialistas da indústria musical coreana.

Verbal Jint (Kim Jin Tae) nasceu em 19 de dezembro de 1980, na Coréia do Sul. Seu primeiro álbum foi 'Modern Rhymes' (2001 EP). O músico e produtor formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Nacional de Seul.

Suas maiores influências na infância foram os músicos 2pac e J Dilla. Sua carreira teve início no grupo de hip hop SNP. Seu primeiro EP teve o mérito de adaptar de forma surpreendente as rimas do hip hop para a língua coreana. Seu segundo álbum, ‘False Charge” (2008), é reconhecido como o melhor disco de rap já gravado na Coréia do Sul.




Discografia

- Modern Rhymes (2001, EP)
- Favorite (2007, EP)
-
무명
(2007, primeiro álbum)
- Framed ganbogi (
누명 간보기
) (2008, Single)
-
누명
(2008, álbum)
- Rhythmer Remix (2008, Single)
- Nomnomnom (
놈놈놈
) (2008, Single)
- Afterplay (2008, álbum)
- Seriously Drunk (
취중진담
) (2008, Single, feat. Nodo)
- Seriously Drunk (2009, Single)
- Stay Strong (2009, Single)

- The Good Die Young (2009, Album)


- Go Easy (2011, álbum)

Verbal Jint (feat. Black Skirt): "You Look Good" single

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