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junho 25, 2012

A Dignidade (das palavras) de um Cavalheiro


Um de meus autores favoritos é Harold Bloom, professor de literatura da Universidade de Yale, que escreveu, entre muitos outros, o livro A Invenção do Humano. Nesse livro, o prof. Bloom nos explica por que William Shakespeare foi o primeiro escritor a colocar em palavras os verdadeiros sentimentos que fazem de nós, seres humanos, e tão complexos. Ao ler no momento, em pílulas, outro estudo muito agradável de Bloom, intitulado Onde Encontrar a Sabedoria?, me deparei com essa frase de La Rochefoucauld “Certas pessoas jamais amariam, se não tivessem ouvido falar do amor”. Foi como um oráculo respondendo a pensamentos que ecoavam na minha mente, ao assistir os últimos episódios do drama A Gentleman´s Dignity. Não, eu não estava associando o roteiro de um melodrama romântico para a TV, com os escritos fantásticos do Bardo. Mas estava pensando em como é agradável ver (ou ler) uma estória bem escrita, por mais banal que pareça. Parece que ouvir falar de amor nos faz entender mais sobre esse sentimento, e a vivê-lo com maior intensidade... e também faz nos sentir mais humanos.

A escritora Kim Eun-sook tem uma sensibilidade fora do comum para colocar em (belas) palavras os sentimentos dos personagens. O sucesso de suas estórias não é gratuito. Se, sem citar nomes, agora mesmo podemos assistir outra meia dúzia de dramas tão ou mais divertidos que esse, mais do que a surpresa de reviravoltas, ou o riso fácil, o que resta no final, como recordação?

Pessoas reais, vivendo situações comuns geram empatia em qualquer um. Poder transformar os sentimentos mais corriqueiros em algo precioso, inestimável, é um talento que poucos possuem. É por isso que é um prazer tão grande ouvir os diálogos dos personagens da escritora Kim Eun-sook.

O personagem Kim Do-jin talvez seja o mais privilegiado pela escritora, pois seus discursos são tão poéticos como certeiros, especialmente ao tentar despertar os sentimentos de Seo In-soo.

Na cena em que Do-jin reconhece seu fracasso em conquistar a professora ele diz “De repente me dei conta... Eu tenho jogado meus sentimentos sobre você, como pedras” “Ser atingida por esses sentimentos – como pedras – deve ter machucado essa mulher” “É por isso que eu devo deixá-la ir”. E ele conclui “Desculpe por eu não ter agido como um cavalheiro, durante todo esse tempo”.

Mesmo em seus momentos de pura imaturidade, quando proclama (aos quarenta anos de idade!) “Eu ainda estou florescendo”, Do-jin desperta simpatia, pois sentimos que ele é está sendo sincero. Nos divertimos ao entender seus sentimentos de frustração quando ele comenta com os amigos “Na nossa idade, ainda estamos falando sobre amor?!” “Mesmo sendo maçante, sem sentido e inútil, o amor é supervalorizado”.

E finalmente nos enternecemos quando ele divaga “A primavera é a estação que mais combina comigo... aquela que ainda está florescendo... Embora aquela mulher (In-soo) fosse rir de mim”. Nobres palavras, de um cavalheiro do século XXI.

março 17, 2006

Book: Easy Riders, Raging Bulls

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I´m currently reading (again) ”Easy Riders, Raging Bulls” how the sex-drugs-and rock´n´roll generation saved Hollywood, by Peter Biskind (Simon & Shuster Ed., 1998). The book tells the story of the last golden days of Hollywood, when Spielberg, Coppola and Lucas created the blockbuster cinema, changing the movie bussiness forever. It´s a very funny material, interviews with all the Hollywood people in the 70´s, onscreen and off.
Now, there´s a documentary of 2003 about the book. But many of the subjects profiled in author Peter Biskind's book, including directors Steven Spielberg, George Lucas, Robert Altman, and William Friedken all declined interviews for the documentary. So, better read the book!

novembro 17, 2005

Books: Cinema

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Dictionnaire du Cinéma/Les Réalisateurs
by Jean Tulard


Le Cinéma Selon François Truffaut
col. by Anne Gillain


Dictionnaire des Films
by Georges Sadoul

Les Films-Clés du Cinema
by Claude Beylie

novembro 09, 2005

Book: The Moonstone

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“One of the wildest of the Palace of Seringapatam related to a Yellow Diamond – a famous gem in the nativa annals of India. The earliest Known traditions describe the stone as having been set in the forehead of the four-handed Indian god who typifies the Moon. Partly from its peculiar colour, partly from a superstition whitch represented it as feeling the influence of the deity whom it adorned, and growing and lessening in lustre with the waxing and waning of the moon, it first gained the name by whitch it continues to be known in India to this day – the name of THE MOONSTONE”.

The Moonstone, a large, beautiful yet fated diamond, was stolen from an Indian shrine. It is given to Rachel Verinder on her eighteenth birthday and, that same night, stolen again. Sergeant Cuff is employed by Rachel´s mother to find the precious stone and has no shortage of suspects. By turns, those on the periphery and at the heart of the mistery tell their version of the events until all is unravelled at the unexpected conclusion.
(A classic detective novel by Wilkie Collins (1871)/ Penguin Books).
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