22 de jul de 2012

Sign (Episódio 13)


Recap (spoilers!)

Como visto ao final do episódio 13, o Dr. Yoon Ji-hoon destrói os argumentos da promotoria, que acusava o empresário Jeong Cha-yeong  pelo crime de homicídio. Segundo o argumento do legista, a quantidade de veneno (antimônio) encontrada nas vítimas não era suficiente para comprovar a causa das mortes.


Sendo assim, o juiz ordena a liberação do acusado. A promotora Jeong Woo-ji e o detetive Choi I-han ficam frustrados e revoltados com a atitude do Dr. Yoon. Já a Dra. Go Da-kyeong tenta acreditar que há um motivo plausível para o seu chefe ter agido dessa forma.


Ao confrontar o Dr. Yoon, Da-kyeong houve o argumento de que as provas encontradas até o momento seriam muito frágeis para conseguir incriminar alguém nos tribunais. O Dr. Yoon resolve investigar o caso mais a fundo e encontrar provas sólidas para condenar o magnata.


A primeira dedução de Yoon é que o empresário Jeong teria passado a usar um veneno diferente dos primeiros casos, muito mais rápido e letal. O conglomerado Han Young adquiriu uma indústria farmacêutica que estaria fazendo pesquisas com uma toxina natural, extraída do baiacú. Yoon e Da-kyeong se dão conta que essa pode ser a prova que faltava.


Enquanto isso, Lee Cheol-eon, funcionário do Grupo Han Young, chega ao escritório do presidente Jeong. O detetive Choi avisa o Dr. Yoon sobre o perigo da situação e todos correm até a empresa, temendo o pior.


Lee Cheol-eon diz ao chefe que não está ali para chantageá-lo, mas para esclarecer que além dos amigos, Jeong teria matado sua futura esposa, Han Tae-joo, que ainda por cima estava grávida. Jeong não parece preocupado e oferece uma bebida para Lee. Trêmulo, ele aceita o copo de uísque. Jeong também bebe, e faz piada com o medo visível do rapaz de estar sendo envenenado. Lee explica que desta vez ele mesmo envenenou a bebida, e que ambos estão condenados.


O Dr. Yoon fica chocado com a conclusão trágica do caso e sente-se responsável por ter deixado o criminoso escapar, resultando na morte de mais um inocente. Da-kyeong tenta consolá-lo dizendo que não foi sua culpa, mas o médico se sente culpado demais para ouvir qualquer argumento racional.


Num clima muito mais ameno, a promotora Jeong e seu policial favorito, o detetive Choi, bebem soju em um bar. Choi pede que a promotora coloque seus óculos de leitura, pois ela fica muito charmosa com eles. Ela fica encabulada, mas concorda e é surpreendida por um beijo do rapaz. Furiosa, ela o chuta para fora da mesa.


Nesse momento o detetive Choi recebe um telefonema importante. É a jovem Lee Soo-jung, condenada pelo assassinato do músico Seo Yoon-hyung. Ela diz estar com medo de ser morta e pede que Choi vá até o presídio, pois ela quer contar toda a verdade sobre a morte do ex-namorado Seo.

Já a Dra. Da-kyeong está preocupada com o sumiço do Dr. Yoon e vai procurá-lo em uma pequena vila do interior, à beira de um grande lago, onde ele costumava ir pescar com o falecido Dr. Jeong Byeong-do.


O detetive Choi e a promotora Jeong vão até o presídio conversar com Lee Soo-jung, mas ao chegar ao local, são avisados de que terão de esperar, pois ela tem outra visita no momento. Trata-se de Kang Seo-yeon, que veio alertar Soo-jung para que fique calada, e cumpra a pena completa sem protestar.


É à beira de um lago congelado que Da-kyeong encontra o Dr. Yoon. Ela pede que ele volte à Seul, e conta que interceptou a carta de demissão que ele enviara ao SNF.


No presídio feminino, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam perplexos com a atitude de Lee Soo-jung, que nega ter algo a dizer a eles, e diz que na verdade não estava sendo ameaça de morte por ninguém.


Go Da-kyeong insiste em ficar com o Dr. Yoon até que ele decida voltar para Seul, mas ele está irredutível. Ao descobrir que terá de dividir um quarto com ele na única pousada da vila, ela fica nervosa, mas não quer partir.


Ela resolve dar uma volta pelas redondezas sozinha, e ao tentar alcançar uma das crianças da vila vai parar em uma casa vazia, onde encontra um idoso morto.


Ela chama o Dr. Yoon, mas quando eles chegam ao local, o corpo desapareceu. Eles resolvem chamar a polícia, mas não há sinal de celular, e alguém esvaziou os pneus de seus carros.

Em Seul, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam desconfiados com a reação de Lee Soo-jung durante sua visita. Choi resolve voltar ao presídio para interrogar novamente a jovem.


Da-kyeong e o Dr. Yoon encontram-se isolados na aldeia e resolvem procurar o cadáver sumido, antes que ele e as provas de um possível crime desapareçam para sempre.

Legendas em português, cortesia “Tea House and Cinema”
Link: http://bit.ly/GO72BR
Link para vídeo (raw) torrent: http://bit.ly/1H4jIAD

Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

19 de jul de 2012

Dramas Japoneses (Julho, 2012)

Para quem ficou ansioso e confuso com a infinidade de estreias deste mês na TV japonesa, indico três dramas em especial:

Dois dramas baseados em mangás (Sprout e Omo ni Naitemasu) e um romance adulto (Rich Man, Poor Woman) parecem promissores, já nos primeiros episódios. A conferir!


Sprout

Baseando na série mangá Bessatsu Friend (de Nanba Atsuko), este drama romântico acompanha com delicadeza e realismo o prazer e a dor do primeiro amor de jovens adolescentes, com belas paisagens litorâneas, e fotografia de sonho. Tudo começa quando os pais da jovem Ikenochi Miku (Morikawa Aoi) transformam sua casa em uma pensão estudantil. Como filha única, a princípio ela se sente incomodada com a presença de estranhos, mas logo é cativada pela presença carismática de Narahashi Sohei (Chinen Yuri).

Sprout: Drama romântico, Japão, NTV, episódios aos sábados.



Omo ni Naitemasu

Um drama que segue o ritmo louco do mangá original em que se baseia, Omoni Naite Imasu (de Higashimura Akiko, 2010).

Konno Izumi (Nanao) é uma espécie de ‘Corcunda de Notre Dame’ às avessas. Em um argumento hilário e ao mesmo tempo absurdo, acompanhamos Izumi, uma jovem que por ser bela demais, não pode sequer sair às ruas sem provocar grandes tragédias. Por isso, ela vive uma vida miserável, tendo como única amiga e protetora Midorikawa Tsune (Kusakari Mayuu). Até que um dia surge Akamatsu Keisuke(Nakamaru Yuichi), um estudante de artes plásticas, que aos poucos consegue conquistar a confiança e a amizade de Izumi e Keisuke. Repleto de referências da cultura pop nipônica, Omo ni Naitemasu talvez seja o drama mais diferenciado entre as últimas estreias, tanto pela irreverência, como pela maravilhosa direção de fotografia. Resumindo em uma só palavra, irresistível.

Omo ni Naitemasu (Mostly Crying): Comédia, Romance,Japão, Fuji TV, sábados.



Rich Man, Poor Woman

Entre os três dramas indicados, Rich Man, Poor Woman é o mais convencional, mas consegue seduzir especialmente pela presença carismática do sexy Oguri Shun.

Oguri Shun é Hyuga Toru, uma espécie de jovem Steve Jobs, um empresário bilionário de sucesso, que conduz uma empresa de IT. Como todo gênio, Hyuga Toru tem suas excentricidades, mas suas maiores fraquezas são de fundo emocional, entre elas ter sido abandonado pela mãe na infância.

Seu mundo perfeitamente controlado é sacudido pela chegada de Sawaki Chihiro (Ishihara Satomi). Chihiro é uma estudante universitária inteligente e esforçada, mas que não vem tendo sorte em arrumar emprego, no mercado super disputado de Tóquio. Hyuga chama Chihiro para ajudar em um projeto importante, com a intenção de descartá-la em seguida, mas a honestidade e dedicação da jovem acabam conquistando o coração do empresário temperamental.

Rich Man, Poor Woman: Drama, Romance, Japão, Fuji TV, segundas-feiras.
 

15 de jul de 2012

Boohwal (Korean Rock)


Há quase três anos sem lançar um novo álbum, o Boohwal volta à cena com Purple Wave, seu décimo terceiro disco, em uma carreira longa e consistente, e com milhares de admiradores fiéis.

Para quem (ainda) não conhece o Boohwal ("Ressurreição", em coreano), esta é uma das bandas de rock mais influentes no seu país de origem e, desde sua estreia em 1985 até os dias de hoje, conseguiu permanecer relevante na cena musical.

Ao longo de suas dez faixas, o disco Purple Wave se mantém fiel ao estilo musical conhecido do grupo. O Boohwal também mantém sua formação com o líder, guitarrista e compositor Kim Tae-won, o talentosíssimo vocalista Chung Dong-ha, o baixista Seo Jae-hyuck e o baterista Chae Je-min.

Ficou curioso em saber mais sobre a carreira impressionante do grupo Boohwal? Assista o belíssimo Rock Rock Rock (2010), um documentário em forma de drama sobre a vida do guitarrista Kim Tae Won, líder da banda de rock legendária Boohwal. São 4 episódios que contam de forma sensível e emocionante a estória da banda e das pessoas que fizeram parte de sua história.

10 de jul de 2012

Lucky Seven (drama, 2012)


País: Japão
Formato: Renzoku
Gênero: Detetive, Comédia
Episódios: 10
Produção: Fuji TV

Roteiro: Hayafune Kaeko , Nogi Akiko, Kanazawa Tatsuya
Direção: Sato Shinsuke, Narita Gaku, Hirano Shin
Música Tema: Wild At Heart by Arashi

Elenco: Matsumoto Jun, Eita, Naka Riisa, Kadono Takuzo, Oizumi Yo, Iriki Mari, Matsushima Nanako.

Resumo

Na agência de detetives Lucky, a proprietária do negócio, Fujisaki Touko, comanda um grupo de funcionários dos mais peculiares. Individualmente, eles costumam se envolver em grandes encrencas, mas juntos formam uma equipe imbatível. No dia a dia nada glamoroso de um verdadeiro detetive, eles investigam os casos mais corriqueiros, como o desaparecimento de um cão, ou uma infidelidade matrimonial. Mas alguns casos mais complicados põem à prova tanto a habilidade, como a força da amizade dos sete detetives particulares.

Comentário

Como bem diz o material de divulgação oficial de Lucky Seven, esse é um drama que agrada a toda a família. Com boas doses de ação, sem nunca perder o senso de humor, e com um elenco dos mais coesos, Lucky Seven é diversão garantida. A grande sacada foi a parceria entre os atores Eita (como o detetive Nitta Teru) e Matsumoto Jun (como o novato Tokita Shuntaro).


Eita (Nodame Cantabile, Sunao ni Narenakute) acerta o alvo mais uma vez, com um personagem que nos surpreende a cada episódio, com suas incríveis habilidades ocultas. Ele vai de mestre das artes marciais, a nerd da química, sem perder o charme e sempre mantendo seu personagem verossímil.


Matsumoto Jun (Natsu no Koi wa Nijiiro ni Kagayaku) apesar de ser um ator bem menos experiente, tem carisma o bastante para conquistar a nossa simpatia sem fazer muito esforço. Além do mais, o garoto impressiona nas cenas de luta. E só o ‘bromance’ entre ele e Eita já vale o passeio que é assistir esse drama delicioso.


Para completar a gangue dos sete temos a lindinha Naka Riisa (Shiawase ni Narou yo),como a espevitada Mizuno Asuka, o sempre hilário Oizumi Yo (Ogon No Buta, 2011), como o detetive atrapalhado Asahi Junpei, a pequena Iriki Mari (como a hacker Kayano Mei), e o veterano Kadono Takuzo (Hero, 2001), como o gerente da agência, Tsukushi Masayoshi.


E o personagem central da estória é a bela Matsushima Nanako (como a chefe da agência, Fujisaki Touko). O trabalho anterior da atriz, o drama Kaseifu no Mita (2011) teve uma ótima audiência no Japão e arrecadou vários prêmios no “Television Drama Academy Awards”.

5 de jul de 2012

Woman on the Beach (filme, 2006)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama
Duração: 127 min.

Direção e Roteiro: Hong Sang-soo

Elenco: Kim Seung-woo, Ko Hyeon-jeong, Song Seon-mi, Kim Tae-woo, Jeong Chan, Lee Ki-woo.

Resumo
Um cineasta de nome Joong-rae prepara seu próximo filme, mas é incapaz de finalizar o roteiro do mesmo. Ele implora ao amigo Chang-wook, que vá viajar com ele, mas esse hesita já que tinha outros planos com a namorada, a compositora Moon-sook. Finalmente, Chang-wook leva a namorada junto, e eles viajam para a costa oeste, até a bela praia de Shinduri. Lá, Joong-rae começa a flertar descaradamente com Moon-sook. A garota, uma fã dos filmes do diretor, não esconde seu interesse. Mas ela vai acabar descobrindo que paixão e amor são conceitos muito vagos na mente de Joong-rae.

Comentário
Algum desavisado que não conheça o trabalho do cineasta Hong Sang-soo pode se deixar enganar pelos cartazes de promoção do filme. Por isso é bom avisar, essa não é uma comédia romântica! Se há pitadas de comédia, são ácidas demais para os corações ingênuos. O diretor e roteirista Hong costuma retratar seus personagens masculinos, repetidamente, como figuras emocionalmente fracas, homens que tentam seduzir jovens ingênuas com sua filosofia de botequim e seu status de produtores artísticos.

Antes de ver Woman on the Beach eu já tinha ouvido falar muito do filme, considerado uma obra ‘cult’ do cinema coreano. Do ponto de vista feminino, assistir Woman on the Beach (bem como os demais filmes desse autor) é como ver um filme de ação – ou qualquer desses filmes voltados para o público masculino – é interessante pela curiosidade em (tentar) entender o que se passa na mente deles. As jovenzinhas vão ficar chocadas, as mais experientes vão murmurar “já vi isso, já estive lá”.
Joong-rae (Kim Seung-woo) é um cineasta que desfruta de certa fama, é um homem charmoso, que encanta jovens como Moon-sook (Ko Hyeon-jeong), ou simplesmente atrai mulheres mais velhas como Sun-hee. Mas sua superficialidade emocional e egoísmo apagam qualquer traço de simpatia ou atração que desperte inicialmente. A compositora Moon-sook, por outro lado, não desperta grande empatia no público feminino, por sua ingenuidade e insistência em tentar fazer Joong-rae amá-la a qualquer custo. Fica mais do que óbvio quem vai sair ferido nessa estória.

Sinceramente, da metade para o final do filme (que se beneficiaria muito de uma edição mais enxuta) comecei a ficar incomodada e a me questionar sobre as intenções do diretor Hong. Ele queria mesmo retratar Joong-rae como um idiota memorável? Será Joong-rae um alter-ego do autor do filme? Será que a crueza dos personagens é uma tentativa de se aproximar ao máximo da realidade? É bem provável, e na verdade, é esse o ponto mais positivo – e como os filmes de Hong devem ser encarados. Não como fábulas, mas como recortes da vida real (da vida dele?). O diretor Hong tem um caráter muito hermético, não gosta de falar sobre suas obras, ou sobre o sentido delas. Por entrevistas que li, ele tem um método de criação semelhante ao do diretor chinês Wong Kar Wai (In the Mood for Love), ao não se basear em um roteiro fechado. Ele diz que gosta de se deixar levar pela intuição e o acaso, modificando o roteiro à medida que filma (bom para ele, nem tanto para os atores). Talvez seja por isso que muitos críticos de cinema norte-americanos rotulem seu trabalho como amadorístico, enquanto os franceses sejam apaixonados por ele. Por sinal, Hong teve seu último filme, In Another Country, entre os concorrentes ao Festival Internacional de Cannes. O filme tem no papel principal a atriz francesa Isabelle Ruppert.
Hong Sang-soo, diretor e roteirista (1960): Oki´s Movie (2010), Ha Ha Ha (2009), Tale of Cinema (2005).

Kim Seung-woo, ator (1969): Miss Ripley (drama, 2011), 71-Into the Fire (2009), Athena (drama, 2010).
Ko Hyeon-jeong, atriz (1971): Daemul (drama, 2010), Actresses (2009).

Lee Ki-woo, ator (1981): Flower Boy Ramyen Shop (drama, 2011), Lost and Found (2008).

2 de jul de 2012

Doctor Champ (drama, 2010)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Park Hyeong-gi (Scent of a Woman)
Roteiro: No Ji-seol

Elenco: Kim So-yeon, Jeong Kyeo-woon, Eom Tae-woong, Cha Ye-ryeon, Jeong Seok-won.

Resumo

A médica Kim Yeon-woo (Kim So-yeon) é demitida do hospital em que trabalha por tentar denunciar um erro médico de seu superior. Sem alternativa, ela vai parar na clínica médica da vila olímpica sul coreana, onde a elite esportiva do país se prepara para as grandes competições. Ali, ela vai se envolver profissional e sentimentalmente com o judoca Park Ji-heon (Jeong Kyeo-woon) e o temperamental Dr. Lee Do-wook (Eom Tae-woong).


Comentário
 
Aproveitando o clima pré-olímpico,me  lembrei do drama médico-esportivo Doctor Champ, dos mesmos criadores do melodrama Scent of a Woman (2011).

Se Dr. Champ não leva a medalha de ouro no quesito romance, leva ao menos prata pelo conjunto da obra. Como drama esportivo é interessante, principalmente para quem se interessa por judô – o esporte mais enfocado no enredo. O tema da medicina esportiva também é original – principalmente ao mostrar a importância dos médicos no bom desempenho dos atletas, igual ou maior até do que a de treinadores e técnicos.

O diretor Park Hyeong-gi (ver Scent of a Woman) é conhecido por sua preocupação em explorar a estética pictórica de cada cena. Com a visão sensível de Park, uma simples corrida de táxi se transforma numa imagem poética... Ou ainda, quando centenas de balões coloridos iluminados sobem os céus da cidade... Cenas como essas fazem esse drama valer a pena ser visto.


O elenco talvez seja o fator mais crítico de Dr. Champ, principalmente a metade feminina dele. Eu até gosto da atriz Kim So-yeon (Gourmet), mas não é fácil simpatizar com seu personagem aqui. A Dra. Kim Yeon-woo é uma profissional capaz, mas ela consegue despertar sentimentos contraditórios com seu comportamento rígido. Com sua ética implacável, ela não perdoa deslize de ninguém, seja do colega Dr. Lee, ou de seus pacientes. Embora suas ações sejam corretas, acabam passando uma sensação de insensibilidade. Talvez seja por isso que o Dr. Lee prefira perseguir seu antigo amor, a treinadora Kang Hee-yeong (atriz Cha Ye-ryeon), do que a nova colega médica. Cha Ye-ryeon (My Black Mini Dress), por outro lado, não chega a ser uma má atriz, mas está longe de ter uma presença impactante.


Quanto ao elenco masculino, o drama está bem melhor servido. Eom Tae-woong (Dr. Lee) é um canastrão, mas seu charme compensa suas limitações como ator. Eu adorei seu trabalho no filme Cyrano Agency - acho que os papéis cômicos combinam mais com ele. Já Jeong Kyeo-woon (como o judoca Park Ji-heon) é um dos jovens atores mais promissores dos últimos tempos (Sign) e junto do ator Jeong Seok-won (Rooftop Prince) ele forma um ‘bromance’ inesquecível.


Ao final do drama, algo estranho acontece com a edição, e parece que fica faltando uma parte da estória – principalmente em uma cena importante de uma disputa de judô. Certamente não foi culpa do diretor, parece ter sido algum percalço da produção. Apesar disso, pode-se recomendar Dr. Champ como um drama divertido, bem produzido e com um tema original.

28 de jun de 2012

Sign (Episódio 12)


Recap (spoilers!)


O episódio 12 começa com um clima de tristeza e consternação. Um cortejo chega ao SNF, trazendo o caixão do falecido Dr. Jeong Byeong-do. Os funcionários do instituto forense prestam sua última homenagem ao Dr.Jeong.


Até mesmo o Dr. Lee Myeong-han se emociona ao lembrar-se do velho amigo, como quem fundou o SNF, há mais de 20 anos.


A Dra. Go Da-kyeong vai procurar o Dr.Yoon Ji-hoon, que não apareceu no velório. Ela o encontra prostrado, na casa do Dr. Jeong, que era uma forte figura paterna para ele. Yoon está deprimido e chocado com a atitude do seu mentor e amigo.


Entretanto, ele acaba correndo até o SNF para questionar o motivo do Dr. Lee ter sido o último a ver o Dr. Jeong – e qual teria sido o assunto de sua conversa. Ele desconfia que o Dr. Lee disse algo muito grave ao Dr. Jeong, que o levou a tirar sua própria vida.


O Dr. Yoon realiza a autópsia de Han Tae-joo, funcionária que trabalhava no Grupo Han Young. O resultado do exame não esclarece o motivo de sua morte; a única descoberta é de que a mulher estava grávida. Examinando as imagens das câmeras de segurança da empresa, Yoon, Go e a promotora Jeong Woo-ji começam a suspeitar que os quatro funcionários da Han Young podem ter sido envenenados. O Dr. Yoon fica ainda mais incomodado ao não poder evitar de associar o caso atual com a morte de seu pai, há vinte anos.
 

O detetive de polícia Choi I-han aparece com mais uma evidência para o caso. Ele ficou sabendo pela viúva de um dos funcionários, que os quatro falecidos eram muito amigos. Eles começam a especular sobre qual teria sido a toxina usada para matar essas pessoas.


A promotora Jeong interroga Lee Cheol-eon, funcionário do Grupo Han Young, e colega das vítimas. Ele conta à promotora que ele e os amigos sabiam que o presidente da empresa, Jeong Cha-yeong, há anos vinha desviando verbas e aceitando propinas. Com essa informação em mãos, ele e os colegas vinham extorquindo dinheiro do chefe, em troca de não revelar as fraudes.


O Dr. Yoon resolve ir perguntar diretamente ao presidente Jeong Cha-yeong se o veneno que está sendo usado agora, também foi usado há vinte anos, na mesma empresa. O presidente da Han Young não demonstra surpresa com o questionamento e ainda comenta que é muito fácil para um leigo testar toxinas em pessoas, coisa que um cientista não tem a liberdade de fazer. Chocado, o Dr. Yoon se dá conta de que Jeong Cha-yeong pode ter acabado de envenenar um funcionário que acabara de sair de seu escritório, no momento em que ele entrava.


Ele e o detetive Choi correm até o estacionamento do prédio da empresa, mas é tarde demais – o homem já está morto.


De volta ao SNF, Yoon e Da-kyeong pesquisam na literatura científica, para tentar descobrir que toxina estaria sendo usada nos assassinatos.


O Dr. Yoon resolve ir ainda mais fundo no caso, e tenta estabelecer uma ligação entre as mortes do passado e as atuais, no Grupo Han Young.


O primeiro passo é exumar o único cadáver que restou intacto – de vinte anos atrás - de uma mulher que era colega do pai do Dr. Yoon. Ao verificarem que o corpo da mulher ficou muito bem conservado, o Dr. Yoon deduz que tipo de toxina pode ser a correta. No SNF, ele prepara uma análise química para confirmar sua descoberta.


O Dr. Lee resolve abrir o jogo com Yoon, contando que há vinte anos, a mesma estória se passou. Naquela época, o SNF vinha enfrentando dificuldades financeiras, e o Dr. Jeong aceitou forjar as autópsias da morte do pai de Yoon e de seus colegas, em troca de dinheiro.


Finalmente a promotora Jeong consegue autorização para revistar o escritório do presidente do Grupo Han Young, e eles encontram uma evidência – um vidro de uma toxina letal chamada antimônio.


O Dr. Yoon se vê em um grande dilema, pois se o dono das empresas Han Young for condenado, toda a verdade sobre a corrupção no passado do seu mestre, o Dr. Jeong, será exposta ao mundo.


No dia do julgamento preliminar de Jeong Cha-yeong, a promotora Jeong conduz o testemunho dos pesquisadores do SNF, que confirmam as mortes criminosas por envenenamento. Entretanto, no depoimento final, e mais importante, do Dr. Yoon, a surpresa é geral, quando ele volta atrás e estabelece uma dúvida quanto à causa das mortes.

Link para legendas PT (uma cortesia “Tea House and Cinema”): http://bit.ly/GO72BR
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Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

27 de jun de 2012

Nora Ephron (1941-2012)

Nora Ephron, roteirista e diretora de cinema norte-americana, herdou o talento para as letras dos pais, teatrólogos. Embora tenha ficado mais conhecida por suas comédias românticas, escreveu roteiros de drama social (Silkwood, 1983), autobiográficos (Heartburn – A Difícil Arte de Amar, 1986), além de livros bestsellers como I Feel Bad About My Neck.

No ambiente profissional essencialmente machista de Hollywood, Ephron conseguiu se destacar como diretora, e com suas comédias românticas de baixo orçamento e lucros impressionantes, conseguiu até mesmo ajudar a reerguer os estúdios Warner Bros., que enfrentavam uma grave crise financeira nos anos noventa.

Nora Ephron levou ao cinema personagens inesquecíveis, como o casal Annie Reed (Meg Ryan) e Sam Baldwin (Tom Hanks) de Sleepless in Seatle (Sintonia de Amor, 1993), ou Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan), em When Harry Met Sally (1989). A atriz Meg Ryan foi a grande estrela dos filmes de Ephron, tendo repetido o sucesso como par romântico de Tom Hanks, no filme You´ve Got Mail (Mensagem pra Você, 1998).
 
Well, it was a million tiny little things that, when you added them all up, they meant we were supposed to be together… and I knew it. I knew it the very first time I touched her. It was like coming home… only to no home I’d ever known… I was just taking her hand to help her out of a car and I knew. It was like… magic. (Sam Baldwin, em Sleepless In Seattle).

25 de jun de 2012

A Dignidade (das palavras) de um Cavalheiro


Um de meus autores favoritos é Harold Bloom, professor de literatura da Universidade de Yale, que escreveu, entre muitos outros, o livro A Invenção do Humano. Nesse livro, o prof. Bloom nos explica por que William Shakespeare foi o primeiro escritor a colocar em palavras os verdadeiros sentimentos que fazem de nós, seres humanos, e tão complexos. Ao ler no momento, em pílulas, outro estudo muito agradável de Bloom, intitulado Onde Encontrar a Sabedoria?, me deparei com essa frase de La Rochefoucauld “Certas pessoas jamais amariam, se não tivessem ouvido falar do amor”. Foi como um oráculo respondendo a pensamentos que ecoavam na minha mente, ao assistir os últimos episódios do drama A Gentleman´s Dignity. Não, eu não estava associando o roteiro de um melodrama romântico para a TV, com os escritos fantásticos do Bardo. Mas estava pensando em como é agradável ver (ou ler) uma estória bem escrita, por mais banal que pareça. Parece que ouvir falar de amor nos faz entender mais sobre esse sentimento, e a vivê-lo com maior intensidade... e também faz nos sentir mais humanos.

A escritora Kim Eun-sook tem uma sensibilidade fora do comum para colocar em (belas) palavras os sentimentos dos personagens. O sucesso de suas estórias não é gratuito. Se, sem citar nomes, agora mesmo podemos assistir outra meia dúzia de dramas tão ou mais divertidos que esse, mais do que a surpresa de reviravoltas, ou o riso fácil, o que resta no final, como recordação?

Pessoas reais, vivendo situações comuns geram empatia em qualquer um. Poder transformar os sentimentos mais corriqueiros em algo precioso, inestimável, é um talento que poucos possuem. É por isso que é um prazer tão grande ouvir os diálogos dos personagens da escritora Kim Eun-sook.

O personagem Kim Do-jin talvez seja o mais privilegiado pela escritora, pois seus discursos são tão poéticos como certeiros, especialmente ao tentar despertar os sentimentos de Seo In-soo.

Na cena em que Do-jin reconhece seu fracasso em conquistar a professora ele diz “De repente me dei conta... Eu tenho jogado meus sentimentos sobre você, como pedras” “Ser atingida por esses sentimentos – como pedras – deve ter machucado essa mulher” “É por isso que eu devo deixá-la ir”. E ele conclui “Desculpe por eu não ter agido como um cavalheiro, durante todo esse tempo”.

Mesmo em seus momentos de pura imaturidade, quando proclama (aos quarenta anos de idade!) “Eu ainda estou florescendo”, Do-jin desperta simpatia, pois sentimos que ele é está sendo sincero. Nos divertimos ao entender seus sentimentos de frustração quando ele comenta com os amigos “Na nossa idade, ainda estamos falando sobre amor?!” “Mesmo sendo maçante, sem sentido e inútil, o amor é supervalorizado”.

E finalmente nos enternecemos quando ele divaga “A primavera é a estação que mais combina comigo... aquela que ainda está florescendo... Embora aquela mulher (In-soo) fosse rir de mim”. Nobres palavras, de um cavalheiro do século XXI.
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