20 de out de 2013

A Semana em Review



Nos últimos dias nos despedimos de alguns dramas, e demos as boas vindas a muitos outros... O ano está quase acabando, mas algumas surpresas ainda nos esperam na dramalândia!


(Spoiler Alert) Na despedida de The Good Doctor, muitas lágrimas, mas poucas surpresas. Como diria o Bardo, “tudo está bem quando acaba bem”. A parte desinteressante deste drama médico - as intrigas sobre a venda do hospital - teve uma conclusão canhestra e pouco verossímil, mas, quem se importa?! Todos queriam saber se o Dr. Park Shi-ohn iria ficar com a Dra. Cha Yoon-seo, e se o amor dos dois seria aceito pelos colegas do hospital, amigos e familiares. O roteirista Park Jae-bum resolveu não se aprofundar no dilema familiar que, certamente, a Dra. Yoon-seo irá enfrentar no futuro... Mas também não dava tempo, a não ser que a estória se prolongasse até virar um drama de 50 capítulos. O final foi bonito e emotivo, deixando para a audiência uma mensagem edificante de amor e tolerância ao próximo. Minha única reclamação, como fã do ator Joo Sang-wook, foi empurrar para o Dr. Kim Do-han a intragável Yoo Chae Kyung (Kim Min-seo, atriz? sério?), que passou de vilã a vítima em uma piscadela. As cenas “românticas” entre os dois foram das mais embaraçosas e forçadas que já vi. Suspirei de alívio quando tudo terminou sem nenhum beijinho. Não vejo a hora de ver o anúncio da terceira temporada de Special Affairs Team Ten. Mas, sem dúvida alguma, o grande astro de Good Doctor foi Joo Won, que tem demonstrado uma maturidade e uma dedicação pouco vista em outros atores de sua geração. E a atriz Moon Chae-won dispensa comentários, com sua beleza natural e meiguice que dão credibilidade a qualquer papel que ela interprete.


Two Weeks foi o drama que veio para reiterar, caso alguém ainda tivesse alguma dúvida, o talento deste astro chamado Lee Joon-ki. O ator e cantor Joon-ki brilhou do início ao fim, entregando-se de corpo e alma ao papel do atormentado (e injustiçado) Tae-san. Joon-ki recebeu um prêmio de melhor ator este ano, pelo drama Arang and the Magistrate, e certamente vai ser aclamado no próximo ano por sua interpretação impecável em Two Weeks. O drama deu uma desacelerada no final, o que gerou certa estranheza, depois de dezoito episódios de muita correria e grandes emoções. Mas acho que o desfecho foi satisfatório para os personagens, e coerente com o enredo. Como é bom assistir um drama tão bem escrito, dirigido e com um elenco tão afinado. Two Weeks merece estar no topo da lista dos melhores do ano...


Assim como o drama Two Weeks será lembrado pela magnífica atuação de Lee Joon-ki, The Master´s Sun, em minha opinião, não teria o mesmo charme sem a presença de So Ji-sub. Engraçado que o próprio ator comentou não saber possuir um lado “cômico” e, realmente, ele se saiu surpreendente bem no papel do ‘chaebol’ Joo-goon. O par romântico com Kong Hyo-jin não foi eletrizante, mas foi agradável e divertido, graças à leveza da estória. A verdade é que poucas vezes senti tanta pena dos atores, como neste drama, por terem de pronunciar frases tão tolinhas e sem sentido. A conclusão a que cheguei foi que, se os personagens fossem pré-adolescentes, ao invés de adultos, este drama teria sido brilhante. Para variar, as irmãs Hong quase derrapam na conclusão do drama, que vinha num ritmo bem tranquilo... Foi por pouco! Mas (ufa) todos viveram felizes para sempre! E So Ji-sub saiu-se vitorioso, com uma atuação elogiada, e ainda mais amado por suas fãs (suspiros).

As estreias que acompanhei até agora foram as de The Heirs, Marry Him If You Dare, e Medical Top Team.


Medical Top Team foi a menos impactante até agora, mas ainda estou apostando na habilidade reconhecida da roteirista Yoon Kyung-ah, de Brain. Acontece que o elenco não me entusiasma nem um pouco, especialmente Kwon Sang-woo e Jung Ryeo-won. Mas vou continuar conferindo o drama por meu querido Joo Ji-hoon (The Devil), e porque sempre é bom ter um drama médico na agenda...


The Heirs (The Inheritors) estreou com pompa, circunstância e enorme expectativa... Se todo o frisson em torno do drama adolescente é justificado, ainda é cedo para confirmar. Os primeiros quatro episódios serviram para colocar em desfile o grande elenco (ou quase todo ele; imagino que faltem alguns personagens que irão frequentar o campus escolar). Apesar das paisagens deslumbrantes da ensolarada Califórnia, foi com alívio que vimos o casal central cruzar o pacífico de volta para casa. O episódio 4 foi o mais divertido e segurou a audiência até o último segundo, na torcida pelo reencontro do herdeiro Kim Tan com sua cinderela, Eun-sang. Quem conhece bem o trabalho da roteirista Kim Eun-sook deve estar estranhando o ritmo lento do drama nestes primeiros capítulos. Poderia ser uma questão de insegurança com o tema novo para ela (adolescência e drama familiar), mas acho que não é o caso. Kim Eun-sook não é escritora de se intimidar com um desafio, e imagino que ela queira diferenciar seu drama de tantos outros que já passaram pela TV (e as comparações com Boys Over Flowers e o original, Hana Yori Dango surgiram antes mesmo da estreia de Heirs). Restrições à parte, Heirs tem uma produção impecável, e um elenco invejável, não só pelo quesito beleza como pela qualidade de seus atores. Lee Min-ho, mais próximo da maturidade dos 30, do que da adolescência, consegue imprimir uma melancolia e uma suavidade romântica ao personagem – como um Hamlet que fosse parar por acidente no conto de fadas da Cinderela. Por sinal, Kim Eun-sook continua com seu hábito de incluir referências, mais ou menos cifradas, a livros – “Sonhos de Uma Noite de Verão” e “Cinderela” parecem ser seus fetiches em Heirs. Muito discutiremos ainda sobre este drama... Quais foram suas primeiras impressões?


Marry Him If You Dare é outro drama muitíssimo esperado, especialmente para quem aguardou 5 anos pelo retorno de Lee Dong-geon. E podemos garantir que valeu o sacrifício, já que o ator voltou mais bonito, e atuando melhor do que nunca. E vê-lo como par romântico de Yoon Eun-hye, é como receber um presente de Natal adiantado. Os dois primeiros episódios de Marry Me... já deram o tom do drama, que tem a clara ambição de ser inovador, mesmo com um tema tão batido como o da viagem no tempo. Com clara influência dos quadrinhos (manhwa), as imagens estão repletas de animações que saltam na tela, onomatopeias e cortes ágeis; um trabalho extremamente elaborado por parte da produção deste drama. O elenco, como era de se esperar, também parece ter se preparado muito bem, com destaque para Yoon Eun-hye, uma das atrizes mais talentosas da TV coreana. Muito profissional e compenetrada, Yoon Eun-hye está sempre pronta para aceitar novos desafios como atriz... E consegue manter o charme mesmo com um penteado bizarro (sugestão dela, por sinal) como o da personagem Na Mi-rae.

Ainda falaremos muito sobre estes novos dramas; por enquanto fica aqui a sugestão de dar uma conferida nestas novidades, e escolher as suas favoritas. Até mais, e bons dramas!

15 de out de 2013

Dancing Queen (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, comédia, musical
Duração: 124 min.

Direção: Lee Seok-hoon
Roteiro: Lee Seok-hoon, Park Soo-jin

Elenco: Uhm Jung-hwa, Hwang Jung-min, Lee Han-wi, Jeong Seong-hwa, Ra Mi-ran, Lee Dae-yeon, Jeong Gyoo-soo, Oh Na-ra, Choi Woo-ri, Han Soo-ah.

Resumo

Jung-hwa, quando jovem, era conhecida como a “Madona de Shinchon”, por chamar a atenção dançando nas pistas das boates locais. Agora, casada e mãe, ela recebe uma proposta única para se tornar uma artista pop. Mas alcançar este sonho antigo parece ser impossível, já que seu marido resolveu concorrer a prefeito da capital do país.


Comentário

Jung-hwa (Uhm Jung-hwa) e Jung-min (Hwang Jung-min) se conheceram na infância e, anos depois, já adultos, voltaram a se encontrar, e acabaram se casando e tendo uma filha.


Quando jovem, Jung-hwa sonhava em ser uma estrela pop, mas o casamento acabou com este sonho. Jung-hwa sustentou seu marido por anos, até ele finalmente conseguir passar no exame da ordem e tornar-se um advogado, aos 35 anos de idade. Mais alguns anos se passaram até Jung-min conseguir abrir seu próprio escritório, mas a situação financeira da família não melhorou muito. Jung-min só consegue pegar causas menores, de lucro mínimo. Por isso, a familia depende da ajuda do sogro para pagar suas despesas. Jung-hwa é professora de aeróbica em uma academia de ginástica. Ela ainda ama dançar e cantar.


Um dia, por acaso, Jung-min salva um homem de ser atropelado pelo metrô, e fica famoso nacionalmente. Por seu gesto “samaritano”, o advogado torna-se uma celebridade da noite para o dia, e é convidado a participar de programas de auditório e eventos esportivos. Ele acaba atraindo a atenção de um partido político, que o vê como potencial candidato a prefeito de Seul nas próximas eleições.


Enquanto isso, a melhor amiga de Jung-hwa, a cabelereira Myung-ae (Ra Mi-ran) a convida a fazer um teste para um programa de talentos na TV. Elas ensaiam uma coreografia, enquanto tentam perder alguns quilinhos extras.

 
As amigas não passam na audição para o show, mas um velho conhecido de Jung-hwa, Han-wi (Lee Han-wi) a vê na TV. Han-wi trabalha em uma agência de talentos, e está investindo em um grupo pop feminino. Quando uma das componentes do grupo é demitida, ele resolve convidar Jung-hwa para fazer parte das "Dancing Queens".


Quando o marido de Jung-hwa resolve concorrer ao cargo de prefeito de Seul, os sonhos dela parecem fadados, mais uma vez, ao fracasso. Como ela poderá conciliar a função de esposa de político, com a de estrela pop? Se os eleitores e o partido de Jung-min descobrirem, será um grande escândalo, e a carreira política dele estará encerrada, antes mesmo de começar.


O diretor Lee Seok-hoon (The Pirates, 2013) e o roteirista Park Soo-jin (The Spy, 2013), têm experiência com comédias, e Dancing Queen tem uma boa dose de humor, ainda que entremeada de um melodrama por vezes piegas. Se o resultado final é positivo, é graças ao brilho e ao talento de Uhm Jung-hwa. É difícil imaginar outra atriz coreana interpretando com tanta veracidade, sinceridade e paixão o personagem da dona-de-casa e bailarina amadora Jung-hwa. Não sei qual o motivo que levou os roteiristas a batizar os personagens com os mesmos nomes dos atores, mas parece natural que atriz Jung-hwa convença tanto no papel da bailarina frustrada Jung-hwa. Já quarentona, mas com um corpo de dar inveja a qualquer jovenzinha, Uhm Jung-hwa esbanja sensualidade, e mostra um talento impressionante como bailarina. Ela consegue ser sexy sem ser vulgar, divertida sem ser caricata – Jung-hwa já havia demonstrado seu timing para a comédia no ótimo drama He Who Can´t Marry.


O problema em criar-se um personagem tão brilhante, é que ele acaba por ofuscar os demais, o que inclui, neste caso, o marido Jung-min. O ator Hwang Jung-min (Unjust, Black House) interpreta muito bem o advogado (chará) Jung-min, mas seu personagem nunca consegue criar tanta empatia quanto o de Jung-hwa. O sotaque (característico do litoral) de Jung-min dá nos nervos, e seu comportamento machista com Jung-hwa o torna um tanto antipático para o público feminino. Felizmente, ele vai mudando com o tempo, e acaba se redimindo com a mulher, e com a audiência.


Apesar de alguns pequenos deslizes, e do prolongamento desnecessário de algumas situações, Dancing Queen é uma das melhores comédias coreanas dos últimos tempos. A atriz Uhm Jung-hwa não recebeu tantos prêmios quanto merecia por este papel, mas certamente terá admiração e o reconhecimento eternos dos fãs. E quem tiver curiosidade de vê-la em um papel completamente diferente deste, recomendo o thriller Best Seller. Dancing Queen é uma comédia bem “família”, para dar boas risadas e se emocionar na medida certa. Assista!

10 de out de 2013

Unexpected You (drama, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama familiar
Duração: 58 episódios
Produção: KBS TV

Direção: Kim Hyoung-seok
Roteiro: Park Ji-eun

Elenco: Kim Nam-joo, Yoo Joon-sang , Yoo Yeo-jeong, Kang Boo-ja, Jang Yong, Kim Sang-ho, Yang Jeong-ah, Jo Yoon-hee, Oh Yeon-seo, Lee Hee-joon, Kim Yeong-ran.
Han Man-hee.

Resumo

A produtora de dramas Cha Yoon-hee se considera uma mulher de sorte por ter se casado com o médico Terry Kang, filho de família adotiva, e criado nos Estados Unidos. Para Yoon-hee, que sempre sofreu com os conflitos da própria família, não ter sogros por pertos é uma verdadeira bênção. Até que o destino resolve reunir Kang e sua família biológica... E a vida do casal nunca mais será a mesma!


Comentário

A maioria dos fãs de dramas coreanos está habituada com o formato curto do gênero, que varia entre 16 e 24 episódios (com algumas exceções, como em alguns dramas épicos). Já os dramas de final de semana, que costumam ter 58 episódios, ou mais, podem parecer (e muitas vezes são mesmo) um tanto exaustivos para o espectador. Quem não suporta novelões costuma ter um preconceito natural com o gênero. Recheados de conflitos familiares intermináveis, os melodramas coreanos tem o grande desafio de manter o interesse do público ao longo de 2 ou 3 meses de duração das tramas. Mas, de vez em quando, aparece algo novo e refrescante, e que vale a pena conferir, como é o caso de Unexpected You (também chamado My Husband Got a Family, ou ainda You Rollen In Unexpectedly).


E porque dar uma chance a este drama de 58 episódios? Os motivos são vários, a começar pela roteirista. Este foi o primeiro desafio de escrever um drama longo para Park Ji-eun, já conhecida e respeitada pelos dramas Queen of Housewives (2009 – 16 episódios), e Queen of Reversals (2010 – 31 episódios), ambos estrelados por Kim Nam-joo. Em Unexpected You ela repete a parceria de sucesso com Kim Nam-joo, e agrega mais uma dezena de atores de gabarito, como Yoo Joon-sang , Yoo Yeo-jeong e Lee Hee-joon. A estratégia de sucesso de Park Ji-eun foi escrever esta peça como se fosse um drama normal (de curta duração), o que envolve preservar diálogos inteligentes, realistas, e manter um ritmo ágil e ao mesmo tempo leve. Pensando bem, não é uma tarefa nada fácil, com tantos personagens, tantos conflitos paralelos, manter a trama interessante, sem cair no trivial. Nestas horas, o casting conta muito, pois também não adianta ter diálogos brilhantes, se os atores não têm poder para interpretá-los convincentemente.
 
 
Já assisti uns poucos makjung, e o que mais cansa nestes melodramas são alguns personagens secundários, que estão presentes apenas para ajudar a preencher o tempo, e que não acrescentam nada à estória – nesta hora o fast forward funciona que é uma beleza. Mas posso garantir que este não é o caso, em Unexpected You, onde todos os personagens têm motivo para estar ali, e nunca perdemos o interesse em acompanhar suas vidas. Afinal, não adianta seguir um drama familiar, se o interesse é ver apenas o casal centrar.


A fantástica atriz Kim Nam-joo é Cha Yoon-hee, uma mulher madura, trabalhadora, que se casa com Terry Kang (Yoo Joon-sang, do filme Ha Ha Ha, e do recente drama The Secret of Birth), um médico que nasceu na Coréia do Sul, mas que foi criado nos EUA, por pais adotivos. Terry não tem lembrança dos pais biológicos, e não sabe como foi parar em um orfanato, aos cinco anos de idade.


Yoon-hee tem uma rotina diária estressante, trabalhando como produtora de dramas (o que gera muitas piadas internas com o meio artístico). Além disso, Yoon-hee tem de lidar com os problemas financeiros de sua família, que inclui sua mãe, Han Man-hee (Kim Yeong-ran), e seus dois irmãos, Cha Se-joong e Cha Se-kwang. E é por causa de um dos muitos investimentos descabidos do irmão mais velho, que Yoon-hee e o marido perdem dinheiro e têm de se mudar para um apartamento mais simples, com um aluguel mais em conta. Por força do destino eles vão ser inquilinos justamente dos pais biológicos de Terry Kang. Depois de muitas confusões, ele irá descobrir que seu nome de batismo é Bang Gwi-nam, e que faz parte de uma grande família, composta de pais, uma avó, três irmãs e uma sobrinha.


Bang Jang-soo (Jang Yong) e Eom Cheong-ae (Yoo Yeo-jeong, a rainha mãe de King 2 Hearts) são os pais de Gwi-nam, proprietários de uma padaria. Depois de perder o filho, eles tiveram mais três filhas, Bang Il-sook (Yang Jeong-ah), Bang Yi-sook (Jo Yoon-hee, de Lie to Me, Nine, Scandal) e a caçula, Bang Mal-sook (Oh Yeon-seo). Bang Il-sook é a única que mora fora de casa, casada com um gerente de restaurante, e com uma filha de 7 anos.


Bang Yi-sook trabalha com marcenaria, e tem um jeito de moleca, que não leva desaforo para casa.



Bang Mal-sook é o oposto da irmã; fútil e namoradeira, trabalha como secretária em uma clínica de cirurgia plástica.


No prédio da família ainda moram a avó paterna, Jeon Mak-rye (Kang Boo-ja), e os agregados, Bang Jeong-bae (o grande ator Kim Sang-ho, de TEN) com a esposa e o filho adolescente.


Ainda é preciso destacar a presença do carismático Lee Hee-joon (Marriage Blue, The Flu), como o chaebol Cheon Jae-yong (meu personagem favorito na estória), e de Kim Won-joon, como o ex-astro pop Yoon Bin - dois atores que trazem uma dose extra de charme e humor ao drama.

4 de out de 2013

Love 911 (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 120 min.

Direção: Jeong Gi-hoon
Roteiro: Jeong Gi-hoon, Park Sang-min-I

Elenco: Ko Soo, Han Hyo-joo, Ma Dong-seok, Kim Seong-oh, Hyeon Junie, Jeong Jin-yeong.

Resumo

Kang-il é um bombeiro que não tem medo de arriscar a vida em serviço, especialmente depois da morte trágica da esposa. Mi-soo é uma médica plantonista que comete um erro de diagnóstico, e é processada pelo marido da paciente. Desesperada, Mi-soo tenta convencer Kang-il a processar o homem, que o havia agredido dentro do hospital. Com a recusa de Kang-il em ajudá-la, Mi-soo se voluntaria como paramédica, para ficar mais perto dele. Enfrentando situações de perigo juntos, eles acabam se apaixonando. Mas conflitos éticos e de caráter colocam em dúvida a força deste amor.

Comentário

Love 911 é um melodrama romântico, com pitadas de comédia, que encanta especialmente graças ao charme do casal principal. Ko Soo (The Front Line, Empire of Gold, drama) está perfeito no papel de Kang-il, um bombeiro dedicado, mas de caráter instável. Kang-il não se conforma com a morte súbita de sua jovem esposa. Por estar atendendo uma ocorrência grave, ele não pôde socorrê-la quando ela passou mal, e acabou falecendo. Ele não larga o emprego de bombeiro, mas alterna dias de bravura quase suicida, com outros de apatia e desinteresse.


Mi-soo (Han Hyo-joo) é uma boa médica, mas uma dose de inexperiência somada à falta de empatia com os pacientes faz com que ela cometa um grave erro ao atender uma emergência no hospital. A paciente acaba entrando em coma, e o marido ameaça processar Mi-soo. Por coincidência, Kang-il se encontrava no hospital naquele dia, e acabou sendo agredido pelo marido da paciente, num momento de estresse. Correndo o risco de perder sua licença para exercer a medicina, Mi-soo vai atrás de Kang-il, para tentar convencê-lo a processar o agressor. Kang-il ignora o pedido, argumentando que o homem não bateu nele por mal, mas apenas por estar nervoso com o estado de saúde da esposa.


Mi-soo é suspensa do hospital, e resolve insistir com Kang-il, inscrevendo-se como paramédica na estação de bombeiros. Simpática e habilidosa, ela logo faz amizade com o chefe e os colegas de Kang-il. Ela tem a ilusão de que seduzindo Kang-il poderá convencê-lo a ajudá-la. Mas ela não faz ideia do quão teimoso e problemático é este belo bombeiro...

Kim Seong-oh, Hyeon Junie, Ma Dong-seok

Se Love 911 tem um defeito, é o de evoluir da comédia romântica para o melodrama – coisa que me desagrada demais, pois o suspense acaba sendo maior do que a emoção delicada que se sente ao acompanhar o romance, no início. E como não é incomum um filme coreano ter um desfecho trágico, o espectador pode ficar apreensivo, quase até o final, com a dúvida sobre o destino do casal principal. O filme se beneficiaria de um corte em sua duração, que daria maior agilidade à estória – a terça parte final do filme perde ritmo, e o melodrama tira muito da leveza inicial da estória.

E se o diretor e roteirista Jeong Gi-hoon tivesse arrumado uma escritora (no lugar de Park Sang-min-I, diretor e produtor) para auxiliá-lo com o roteiro, o resultado poderia ter sido mais interessante.


Mesmo fazendo estas ressalvas, Love 911 é um filme bonito, e as idiossincrasias dos personagens fazem desta uma estória envolvente e realista. O ator Ko Soo é sempre um colírio para os olhos, e é agradável vê-lo mais relaxado, especialmente nas cenas cômicas. Mas a estrela do filme é mesmo Han Hyo-joo, que tem de encarar um personagem complexo, cujo tom varia do cômico ao dramático com muita rapidez. Han Hyo-joo parece ter amadurecido bastante como atriz desde seu papel de mulher cega no filme Always, de 2011. Vale conferir o novo trabalho desta bela atriz, o filme Cold Eyes, com Seol Kyeong-gu e Jeong Woo-seong.

1 de out de 2013

Lupin no Shosoku (drama special, 2008)



País: Japão
Gênero: Policial
Formato: Tanpatsu
Duração: 120 min.
Produção: WOWOW TV

Direção: Mizutani Toshiyuki

Roteiro: Tanabe Mitsuru, Mizutani Toshiyuki, baseado no romance Lupin no Shosoku (Lupin's News), de Yokoyama Hideo

Elenco: Kamikawa Takaya, Okada Yoshinori, Sato Megumi, Arai Hirofumi, Kashiwabara Shuji, Fukikoshi Mitsuru, Tsuda Kanji, Endo Kenichi, Hada Michiko, Nagatsuka Kyozo, Masana Bokuzou, Shion Mahida.


Resumo

O suposto suicídio de uma professora, há 15 anos, pode ter sido na verdade um assassinato. O detetive Mizogori Yoshito lidera a equipe que irá investigar o crime. Por coincidência, na mesma época em que a professora era encontrada morta, prescrevia o famoso crime do roubo de 300 milhões de yenes, antes que Mizorogi pudesse solucioná-lo. E agora, mais uma vez a polícia terá de correr contra o tempo para prender o culpado.

Comentário

O Japão tem uma tradição de grandes romancistas dedicados ao gênero policial, e a TV e o cinema tem se apropriado muito bem deste rico material. O ator KamikawaTakaya já entrou para o imaginário dos grandes detetives, com o personagem Goda Yuichiro , criado pelo escritor Kaoru Takamura (Marks no Yama, Lady Joker). Mas antes de encarnar tão bem este herói, Kamikawa já ensaiava seus primeiros passos no gênero com o detetive Mizorogi Yoshito, neste drama especial, baseado no romance Lupin no Shosoku, de Yokoyama Hideo.


A estória começa em 1975, com o detetive de polícia Mizorogi amargando uma terrível derrota profissional. Após uma investigação que mobilizou todos os recursos da polícia para tentar resolver o roubo de um malote de banco no ano de 1968, o principal suspeito, gerente de um café, Kazuya Utsumi (Endo Kenichi, de Strawberry Night) é liberado, por falta de provas, e porque o crime havia prescrito, segundo a lei, após 7 anos do ocorrido.


 

Exatamente 15 anos após este fato, em 1990, a polícia recebe uma denúncia anônima de que o suicídio de uma professora teria sido, na verdade, um assassinato. O comissário de polícia Fujiwara Iwao (Nagatsuka Kyozo) convoca o detetive Mizorogi para liderar uma força especial que tem a tarefa ingrata de tentar resolver o caso em 24 horas, antes que o crime prescreva (o prazo para prescrição do crime de homicídio é de 15 anos), e o possível culpado fique livre do braço da justiça.


O detetive Mizorogi é um homem determinado, mas, obviamente, o caso lhe traz lembranças dolorosas do crime não resolvido há 15 anos. Mas, para surpresa de Mizorogi, uma estranha coincidência parece ligar o roubo milionário à morte da professora Mina Maiko (Shion Mahida). Será esta a oportunidade para Mizorogi finalmente redimir-se e resolver o grande mistério que foi o caso “Lupin”?


A princípio, os dois crimes apresentados parecem seguir duas linhas paralelas, e que nunca irão sobrepor-se, a não ser por algum artifício forçado. Mas não é o que acontece, e a trama é elaborada de uma forma muito inteligente, como deve acontecer em um bom romance policial. O uso do flashback para ilustrar os fatos do passado é muito bem aplicado, conduzindo pouco a pouco a estória até o presente, para sua conclusão, surpreendente e, ao mesmo tempo, repleta de emoção.


Os principais suspeitos da morte da professora Maiko são três ex-alunos, interpretados pelos atores Okada Yoshinori (Iryu Sosa), Arai Hirofumi e Kashiwabara Shuji. Ao longo do interrogatório policial, os três homens relembram a amizade profunda que os ligava nos tempos de escola. Mas um fato dramático e inesperado acabou por separá-los, até a sua reunião forçada, 15 anos depois, na delegacia de polícia.


Com um elenco bem conhecido, e uma estória inteligente e sensível, Lupin no Shosoku é um drama altamente recomendáveis para os amantes do gênero policial.

15 de set de 2013

A Semana em Review


Um giro rápido pelos destaques da semana, os dramas que estão dando o que falar, e as estreias mais esperadas... Confira!


O drama Who Are You (tvN) chega ao fim esta semana, e já pode ser considerado a melhor surpresa da temporada. Um drama que começou de forma despretensiosa, e com a responsabilidade de concorrer com a superprodução The Master´s Sun, da SBS. Após uma reviravolta realmente inesperada no episódio 14, podemos apostar em um final para lá de dramático... O casal So I-hyeon e Kim Jae-wook formou um dos pares românticos mais adoráveis dos últimos tempos – e Taecyeon conseguiu nos surpreender com um personagem incrivelmente simpático. O novato Taecyeon não se deixou intimidar e soube aproveitar a experiência dos colegas, para aprender a aprimorar-se como ator. E Kim Jae-wook conseguiu afastar o estigma de ‘criatura andrógina’, e deu um verdadeiro show de interpretação, com um personagem que passa mais da metade do tempo sem proferir uma única palavra. Impossível não se apaixonar pelo policial Lee Hyeong-joon, talvez o fantasma mais sexy já visto.


O único drama japonês que estou acompanhando em tempo real é Summer Nude, um belo romance de verão que deve ter seu desfecho nesta segunda- feira. Foram 11 capítulos de romantismo suave, com toques de melancolia juvenil, típico dos dramas japoneses. Pouca pegação, muita hesitação, mas o charme do elenco, e o belo cenário de praia são suficientes para fazer de Summer Nude uma experiência das mais agradáveis. Se não for pela estória, contemplar Yamashita Tomohisa desfilar seu lindo bronzeado já é uma boa desculpa para conferir o drama. E aproveite para curtir a música tema interpretada por Yamapi, Summer Nude´13.





Os dramas Two Weeks e The Master´s Sun ainda tem duas semanas pela frente, e muitas reviravoltas devem acontecer. O drama romântico-fantasmagórico das irmãs Hong é líder de audiência, embora não traga nenhum elemento novo. O enredo de TMS é uma miscelânea descarada de outros dramas, como Secret Garden, ou The Best Romance (autoplágio?!). Acho que nunca na história dos dramas, atores adultos tiveram de encarar diálogos tão infantilóides, para não dizer, de puro nonsense. É claro que o drama não deixa de ser divertido, e Kong Hyo-jin e So Ji-sub ‘tiram leite de pedra’ com as falas tolinhas de seus personagens. Como par, eles se mostram confortáveis, mas a química não é “explosiva”. Mas, na vida real, acho que eles formariam um casal incrível.


A julgar pelo que vimos até agora, Two Weeks também deve ter um desfecho satisfatório - o que implica em nosso herói, Lee Joon-ki, sobreviver para desfrutar da companhia de sua adorável filhinha, e quem sabe, da amada Park Ha-seon.
 

Um formato que raramente me agrada é o dos “drama special”, um modo eficaz de os canais de TV descobrirem novos talentos, mas cujo resultado não costuma impressionar. Hope for Dating (KBS) é um drama em dois episódios que gerou muita expectativa, graças à presença do ator Choi Daniel e da cantora BoA (co-estrelando, Im Si Wan e Kim Ji Won). O resultado é dos mais irregulares, tanto em termos de roteiro como de interpretação. Choi Daniel é um ator carismático, mas não é dos mais versáteis, e a musa pop BoA é charmosa, mas está longe de ser uma grande atriz. A segunda parte é especialmente frustrante, pois os relacionamentos não evoluem, e os personagens parecem colados ao chão. O que começa como uma comédia romântica contemporânea, acaba em um melodrama dos mais frustrantes. O final é tão abrubto e truncado que, sinceramente, escapou ao meu entendimento. Recomendado apenas para fãs ardorosas de Choi Daniel.


Enquanto isso, aguardamos as estreias de outubro, especialmente o drama juvenil Inheritors, da consagrada roteirista Kim Eun-sook. É a primeira incursão da autora no drama adolescente, vamos ver como ela se sai e, mais importante, se o elenco principal composto de jovens adultos, irá nos convencer interpretando adolescentes. As fãs do lindinho Lee Min-ho devem estar contando os dias!


Mas estou super ansiosa mesmo é com a volta do ator Lee Dong-geon, com o drama Marry Him If You Dare (antes chamado Mirae´s Choice). O par romântico do guapo Lee Dong-geon com Yoo Eun-hye tem tudo para ser memorável. Vamos cruzar os dedos e torcer para que este seja um grande drama! A produção é da KBS2, com roteiro assinado por Hong Jin-ah, famosa por dramas como King 2 Heats, e Beethoven Virus.

Quer mais? Teremos Ji Sung (Protect the Boss), acompanhado de Hwang Jung-eum, Bae Soo-bin e Lee Da-hee, no melodrama de vingança (not again!) Secret (KBS2). O curioso é que os dois galãs da trama deixam a vida de solteiros ainda este mês, na vida real. Sem lua-de-mel para eles e suas noivas, coitadinhos!

 
E para quem não vive sem um bom drama médico, vem aí Medical Top Team (MBC), com os atores Kwon Sang-woo, Jeong Ryeo-won, Joo Ji-hoon (oba!) e Minho, vestindo o jaleco branco. A roteirista Yoo Kyeong-ah volta ao drama médico, depois do grande sucesso de Brain. As perspectivas são muito boas! Qual a sua aposta para a nova temporada?

2 de set de 2013

Alone in Love (drama, 2006)


Título original (lit.): Love Generation
País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Han Ji-seung
Roteiro: Park Yeon-seon

Elenco: Kam Woo-seong, Son Ye-jin, Kong Hyeong-jin, Lee Ha-na, Oh Yoon-ah, Lee Jin-wook, Ha Jae-sook, Kim Kap-soo, Seo Tae-hwa, Moon Jeong-hee

Resumo

Lee Dong-jin e Yoo Eun-ho estão divorciados há três anos, mas não conseguem evitar encontra-se diariamente. Eles levam um estranho relacionamento de dependência emocional, ao ponto de tentarem interferir nos relacionamentos amorosos um do outro. É simples solidão ou amor verdadeiro que os une? Quem terá a coragem de dar o primeiro passo para seguir adiante, mesmo que isto signifique uma separação definitiva? 


 
Comentário
 
Alone in Love talvez seja o drama coreano que melhor tenha abordado, até hoje, as alegrias e as tristezas da vida a dois. Com realismo, e sem ‘adoçar a pílula’, o drama fala sobre o inevitável sentimento de perda que um divórcio traz aos envolvidos. Mas é também com muito bom humor que seguimos as desventuras do casal Eun-ho e Dong-jin, conduzidas pelas hábeis mãos da roteirista Park Yeon-seon (Wild Romance, White Christmas, dramas; White Night, My Tutor Friend, filmes). Alone in Love é uma adaptação de um romance japonês intitulado Love Generation, de Hisashi Nozawa, publicado em 1996, e vencedor do Prêmio Shimase de Literatura. 


No primeiro episódio, quando somos apresentados a Lee Dong-jin (Kam Woo-seong) e Yoo Eun-ho (Son Ye-jin), eles já estão separados há quase três anos. Apesar disso, eles se encontram todos os dias em uma cafeteria, antes de seguirem para o trabalho. Eun-ji é professora de natação em grande uma academia de ginástica; Dong-jin é gerente de uma livraria. Eles também costumam frequentar um pequeno restaurante, desde os tempos de namoro; ali eles se reúnem com o melhor amigo, o médico Kong Joon-pio (o sempre hilário Kong Hyeong-jin), e a irmã caçula de Eun-ho, Yoo Ji-ho (Lee Na-ha). O Dr. Kong não se conforma com a separação do casal e faz de tudo para tentar juntá-los novamente. Yoo Ji-ho, por outro lado, está contente em poder morar com a irmã separada, e não precisar pagar aluguel.


As coisas começam a mudar na rotina confortável do grupo, quando Dong-jin resolve arrumar um namorado para a ex-mulher. Ele arma um encontro às escuras entre Eun-ho e um rapaz chamado Min Hyeon-joong (Lee Jin-wook, de Nine: Time Travelling Nine Times), que conheceu por acaso. Acontece que Min Hyeon-joong lembra muito bem de Eun-ho, pois trabalhou na cerimônia de casamento dela. Entretanto, quando Dong-jin percebe que o interesse do belo jovem por Eun-ho é verdadeiro, começa a preocupar-se... E o mesmo acontece quando Eun-ho apresenta ao ex-marido uma amiga de infância, Kim Mi-yeon (Oh Yoon-ah). Dong-jin não parece entusiasmado em largar a vida de solteiro para ficar com a divorciada Mi-yeon, mas seu coração é conquistado pela filha dela, a pequena Cho Eun-sol (a excelente atriz mirim Jin Ji-hee). Seu forte instinto paternal o faz considerar a possibilidade de levar o relacionamento adiante, para desespero de Eun-ho.


Assim a estória vai se desenrolando, com novos relacionamentos surgindo no caminho de Eun-ho e Dong-jin, mas com o fantasma de uma separação mal resolvida sempre se interpondo em suas vidas.

Anos atrás, quando li pela primeira vez sobre Alone in Love, apesar dos elogios efusivos da crítica, fiquei adiando a hora de assisti-lo, com receio de que o tema pendesse demais para o melodrama. Mas com a presença de um elenco tão adorável, não tinha como deixar de conferir o drama. E a expectativa foi mais do que superada, graças a um roteiro divertido e comovente em igual medida. Kam Woo-seong foi um dos primeiros atores coreanos que conheci e admirei, através do cinema, em filmes inesquecíveis como The King and the Clown, ou R-Point. Depois de vê-lo em papéis tão dramáticos, foi uma surpresa muito agradável constatar sua qualidade como ator cômico. Seu último trabalho foi no drama sageuk King Geunchogo (2010); não sei por onde ele anda, mas espero que volte em breve!

Fazendo par com Kam Woo-seong está a adorável Son Ye-jin, em interpretação memorável (e justamente premiada). A carreira desta atriz é das mais peculiares, já que ela sempre teve a tendência (ou foi levada por circunstâncias externas) a interpretar papéis maduros demais para sua idade. Son Ye-jin, apesar do aspecto jovial, tem o olhar melancólico de uma ‘alma antiga’, como costuma-se dizer. Talvez por isso eu não tenha sido convencida por sua atuação no drama Personal Taste, como uma jovem absurdamente ingênua. Para mim, sua melhor interpretação continua sendo a do belíssimo filme April Snow


Dizem que a dor da separação pode ser comparada à dor da perda de um ente querido... Em Alone In Love somos confrontados com o sentimento mais poderoso, tanto no sofrimento como na alegria, que é o amor... Pois sem amor, somos criaturas solitárias, e a vida não tem sentido. Dong-jin e Eun-ho estão ligados por este fio invisível que une as almas que estão predestinadas... E torcemos muito para que eles encontrem o caminho de volta para o amor.
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