9 de jul de 2013

My Fair Lady (Drama, 2009)



País: Coréia do Sul
Gênero: comédia romântica
Duração: 16 episódios
Produção: KBS

Direção: Ji Yeong-soo
Roteiro: Kim Eun-hee, Yoon Eun-kyeong

Elenco: Yoon Eun-hye, Yoon Sang-hyeong, Jeong Il-woo, Moon Chae-won.

Resumo

Kang Hye-na é a única herdeira de um império financeiro. Criada pelo avô, presidente do Grupo Kang-san, a jovem Hye-na vive uma vida de princesa, sem preocupações, até cruzar com Seo Dong-chan. Como mordomo pessoal de Hue-na, Dong-chan terá a árdua tarefa de controlar o gênio indomável da jovem.

Comentário

Suave como uma brisa de verão, é como pode ser descrita esta adorável comédia romântica estrelada por Yoon Eun-hye. A trama de My Fair Lady é simples, mas ao menos podemos contar com um toque de originalidade no romance. Isto porque em quase todos os dramas românticos existem dois tipos de par: garota pobre e rapaz rico, ou então casal rico. Em My Fair Lady temos uma (quase) novidade, que é o romance entre uma jovem milionária e um rapaz pobre.

Yoon Eun-kyeong e Kim Eun-hee são parceiras roteiristas de muitos dramas de sucesso, entre eles (o clássico) Winter Sonata (2002), Temptation of Wolves (2004) e When It´s at Night (2008). Juntas, as escritoras têm experiência e sabedoria para conduzir os personagens de forma muito natural ao longo da estória. E elas não têm o péssimo hábito de alguns outros roteiristas que é o de esquecer os personagens secundários ao longo da trama.

O que mais importa em um drama romântico é a cumplicidade do casal protagonista, e Yoon Eun-hye e Yoon Sang-hyeon formam um par dos mais afinados. Em My Fair Lady, Yoon Sang-hyeon personifica o tutor que irá ensinar Yoon Eun-hye a ser uma pessoa melhor, só que na vida real os papéis se inverteram. Foi a jovem Yoon Eun-hye, atriz experiente, quem ajudou o colega Yoon Sang-hyeon a encarar seu primeiro papel principal em um drama. E todos tiveram um final muito feliz, tanto na ficção quanto na realidade.

Algumas curiosidades sobre My Fair Lady:

Yoon Eun-hye e Yoon Sang-hyeon soltaram a voz e gravaram faixas para a trilha musical do drama.

Preste atenção no primeiro episódio do drama, quando o ator Song Joong-ki (bem novinho!) faz uma participação relâmpago, ao ser maltratado por Yoon Eun-hye. Quem diria que alguns anos depois Moon Chae-won e ele voltariam a se encontrar como protagonistas de um drama (Nice Guy).


Kang Hye-na (Yoon Eun-hye, de Lie to Me, Missing You) é uma jovem milionária, que vive uma vida fútil, de muita ostentação. Por ter perdido os pais quando era muito jovem, Hye-na leva uma vida um tanto solitária, já que o avô, o Sr. Kang, está muito ocupado administrando seu império financeiro. E ao invés de ajudar o avô na empresa, ela prefere gastar seu tempo praticando artes marciais, cavalgando, ou simplesmente viajando o para o exterior em seu jatinho particular. Sua única companhia quando está em sua mansão é um séquito de serviçais, vinte e quatro horas à sua disposição. O avô de Hye-na deseja que ela se case, ou então assuma os negócios da família. Mas ela parece estar contente como está, apenas desfrutando da vida de menina rica, sem compromisso algum.

Até que um dia Hye-na se envolve em um acidente de trânsito com um rapaz chamado Seo Dong-chan. O advogado da herdeira tenta subornar Dong-chan, que até cogita aceitar o dinheiro, já que vem passando por dificuldades financeiras. Mas o orgulho fala mais alto e ele recusa a propina. O resultado é desastroso para Hye-na, que se vê obrigada a realizar alguns meses de serviço comunitário – o cúmulo da humilhação para uma garota mimada como ela. Ao cumprir a punição (e após ter sido manchete dos tabloides, que exploram a situação vexatória da milionária ao máximo), Hye-na só pensa em uma coisa: vingar-se de Dong-chan.

Seo Dong-chan (Yoon Sang-hyeon, de Secret Garden, Can´t Lose, I Hear Your Voice) é um rapaz que já passou por muitas dificuldades na vida. Ele teve de desistir da universidade para cuidar da mãe doente, e até trabalhou como gigolô para pagar suas despesas hospitalares. Com a morte da mãe, sobram as dívidas com os agiotas, e Dong-chan aceita qualquer ‘bico’ para conseguir uns trocados. Seu único emprego fixo é na floricultura da senhora Kim Seung-ja (Kwon Ki-seon). Ela e a filha, Yeo Eui-ju (Moon Chae-won, de Arrow, the Ultimate Weapon), tratam Dong-chan como alguém da família, e inclusive lhe deram abrigo quando ele ficou órfão. Yeo Eui-ju nutre uma paixão antiga por Dong-chan, que a trata como uma irmã mais nova.

Lee Tae-yoon (Jeong Il-woo, de Flower Boy Ramyen Shop, 49 Days) é um advogado especializado em direitos humanos. Apesar de vir de uma família rica, o jovem prefere levar uma vida simples e dedicada aos necessitados. Mas, por ironia do destino, ao conhecer a bela herdeira Hye-na, Tae-yoon não resiste aos seus encantos e se apaixona.

Quando o avô de Hye-na conhece Seo Dong-chan, vê a oportunidade de usá-lo para tentar mudar os maus hábitos da neta. Assim, ele contrata Dong-chan como mordomo pessoal da jovem herdeira. Mal sabe Dong-chan que domar a rebelde Hye-na não será tão difícil quanto evitar apaixonar-se por ela.

3 de jul de 2013

Marks no Yama (drama, 2010)


País: Japão
Gênero: Thriller, Policial
Duração: 5 episódios
Produção: WOWOW TV


Direção: Mizutani Toshiyuki, Suzuki Kosuke
Roteiro: Maekawa Youichi, baseado no romance de Takamura Kaoru

Elenco: Takaya Kamikawa, Ken Ishiguro, Kengo Kora, Manami Konishi, Fumiyo Kohinata, Naho Toda, Ren Osugi, Anju Suzuki, Shiro Sano, Renji Ishibashi, Masahiro Komoto, Yoshihiko Hakamada, Shingo Katsurayama, Yukijiro Hotaru, Kyusaku Shimada, Narushi Ikeda, Yuko Ito, Shigemitsu Ogi, Kazuyuki Aijima, Sachiko Kokubu, Hajime Yamazaki, Kenichi Yajima, Takeshi Masu.

Resumo


No alto de uma montanha nevada, em uma noite escura e gélida, uma criança vaga perdida... Vinte anos depois, ao pé da mesma montanha, o esqueleto de um homem é encontrado. Enquanto isso, em Tóquio, a polícia lida com outro mistério: uma série de mortes estranhas e sem ligação evidente. Desvendar a conexão entre os eventos da montanha distante e os crimes atuais na cidade será a tarefa do inspetor de polícia Yuichiro Goda e do promotor Yusuke Kano.


Comentário

Marks no Yama (Marks Mountain) é um drama policial baseado no romance Makusu no Yama (1995) do escritor Takamura Kaoru.

A estória começa com os amigos do tempo de universidade, e hoje homens da lei, o policial Yuichiro Goda (Takaya Kamikawa) e o promotor Yusuke Kano (Ken Ishiguro), chegando ao topo de uma montanha nos Alpes japoneses. Na descida eles se deparam com uma movimentação intensa de policiais, perícia criminal e guardas florestais. Naquela mesma tarde, um esqueleto de identidade desconhecida foi descoberto. De volta à capital, Yuichiro Goda se depara com dois assassinatos aparentemente não relacionados, primeiro o do bandido Hiroshi Hatakeyama (Narushi Ikeda) e, em seguida, do assessor do Ministro da Justiça, Koji Matsui (Kenichi Yajima). O único fato que liga os dois crimes é o modo como os homens foram mortos, com um golpe penetrante na cabeça. Será que há um assassino em série à solta? Tudo se complica quando o inspetor Goda e seus colegas são impedidos de investigar os crimes, devido a interesses políticos superiores.


Uma peça a mais no quebra-cabeças intrincado surge com a aparição de Hiroyuki Mizusawa (Kengo Kora). Recentemente liberado da prisão em um hospital psiquiátrico, Hiroyuki é um jovem perturbado por lembranças trágicas da infância. Ele é acolhido pela enfermeira Machiko Takagi (Naho Toda). Hiroyuki parece sofrer de lapsos de memória e anota em um diário suas atividades e pensamentos. Mas qual será o significado da palavra MARKS escrita no caderno de Hiroyuki, e qual a sua ligação com os crimes investigados pela polícia de Tóquio? É o que o inspetor Goda terá de descobrir...


À primeira vista Marks no Yama tem uma trama um tanto complicada, mas o que pode confundir um pouco o espectador não é tanto a estória, mas o número de personagens que surgem ao longo dos episódios. Entre policiais, promotoria, políticos, repórteres e suspeitos em geral, a trama dá muitas voltas, o que pode incomodar quem não é fã do gênero. Mas para os que gostam de dramas policiais sóbrios e realistas (como por exemplo, Strawberry Night), Marks no Yama é uma ótima indicação.


Sem grandes heróis, ou detetives ‘sherloquianos’, Marks no Yama constrói sua estória com personagens simples, com os quais podemos nos identificar imediatamente, como é o caso do inspetor de polícia Yuichiro Goda. Goda é um ótimo policial, e sua dedicação ao trabalho acaba tornando-o um lobo solitário. Os tênis brancos que o inspetor Goda usa todos os dias são uma expressão de seu bom caráter, e de sua eterna busca pela verdade. O ator Takaya Kamikawa (Hana Kimi) compõe um personagem dos mais simpáticos e é um dos melhores motivos para se acompanhar este drama.


E felizmente podemos voltar a desfrutar da companhia do inspetor Goda no drama Lady Joker (2013, 7 episódios), uma nova adaptação televisiva para outro romance do escritor Takamura Kaoru. Destaque também para os atores Ken Ishiguro (Goen Hunter), como o promotor Yusuke Kano, e o sempre simpático Osugi Ren (Hungry!), como o policial Sano Kunio.

26 de jun de 2013

Confession of Murder (filme, 2012)



País: Coréia do Sul
Gênero: Thriller, Policial
Duração: 119 min.

Direção e Roteiro: Jeong Byeong-gil

Elenco: Jeong Jae-yeong, Park Si-hoo, Jeong Hae-gyoon, Kim Yeong-ae, Choi Won-yeong, Kim Jong-goo, Jo Eun-ji, Woo Yong, Min Ji-ah.

Resumo

O detetive Choi Hyeong-goo persegue um assassino em série de mulheres, mas o deixa escapar, depois de uma luta brutal, em que acaba com o rosto marcado por uma cicatriz. Quinze anos se passam e, com a prescrição do crime, surge Lee Doo-seok, reivindicando a autoria dos assassinatos. E ele vira uma celebridade nacional ao lançar uma autobiografia relatando detalhes dos crimes cometidos.

Comentário

Confession of Murder (o título coreano é I am the Murderer) é o segundo filme do diretor Jeong Byeong-gil, que volta ao tema de ação, mas desta vez com uma estória fictícia, de sua autoria. Action Boys (2008), o primeiro filme do diretor Jeong, é um documentário sobre dublês que sonham em se tornar atores de filmes de ação.

O detetive de polícia Choi Hyeong-goo (Jeong Jae- yeong) é um profissional competente, mas torna-se obsecado em apanhar um assassino serial. Seus motivos são tanto pessoais quanto profissionais, como nos é revelado ao longo da estória. Em um último confronto espetacular e brutal, Choi Hyeong-goo é ferido, e nem ao menos consegue ver o rosto do assassino.

Quinze anos depois, com a prescrição do crime, eis que surge um jovem de nome Lee Doo-seok (Park Si-hoo, de The Princess’ Man), assumindo a autoria dos assassinatos das jovens. Para provar ser o verdadeiro assassino, ele lança um livro contando os detalhes mais escabrosos das mortes, e acaba virando uma celebridade instantânea. As pessoas ficam estranhamente fascinadas com a beleza de Lee Doo-seok, e querem acreditar em sua redenção. Ele vai à casa dos familiares das vítimas para pedir perdão, e doa parte dos lucros com a venda do livro a entidades assistenciais.

O detetive Choi, obviamente, não se deixa convencer pelas manobras midiáticas de Lee Doo-seok. Na verdade, o policial não parece convencido de que o belo jovem seja o criminoso que marcou seu rosto à faca, quinze anos atrás. E enquanto ele investiga as intenções de Lee Doo-seok, as famílias das jovens mortas se unem para planejar uma vingança.

Fiquei agradavelmente surpresa com o fato de Confession of Murder ser um filme tão divertido, mesmo com um tema tão pesado. Parece que o diretor Jeong Byeong-gil inspirou-se em trabalhos de roteiristas como Jang Jin (Righteous Ties), ou Kim Hee-jae (Silmido), que gostam de inserir um toque de humor em seus thrillers. Mesmo nas cenas de ação mais impressionantes – como na luta sobre o capô de um carro em alta velocidade – o diretor parece debochar dos excessos das cenas de ação dos filmes norte-americanos.

A primeira cena do filme já nos faz prender a respiração e arregalar os olhos, com uma perseguição a pé por becos escuros, em uma noite chuvosa. E quando a estória parece enveredar por um caminho mais sério, o ritmo frenético de animê toma conta da tela, e é impossível não se divertir com as cenas de perseguição e as reviravoltas surpreendentes da trama.

Apesar de fã incondicional de Jeong Jae-yeong (Someone Special), estava com medo de assistir Confession of Murder, depois do fiasco do último filme protagonizado pelo ator, o insosso Countdown. Mas felizmente, foi apenas uma pequena mancha na carreira brilhante do querido Jeong Jae-yeong. Em Confession of Murder ele volta à forma em um papel que sempre lhe cai tão bem, o de policial durão. Já as fãs do bonitinho Park Si-hoo podem se assustar um pouco com seu papel de sociopata – seu sorriso fixo é perturbador – mas temos de cumprimentá-lo por aceitar o desafio de encarar um personagem tão antipático.

Além da direção brilhante, o filme conta com um elenco grande e de primeira, com aqueles atores coadjuvantes que conhecemos bem tanto do cinema quanto da TV - Jo Eun-ji (Personal Taste), Min Ji-ah (All About My Romance), Woo Yong (Virus), entre outros – formando um casting dos mais divertidos.

Só lamentei não poder assistir o filme na tela do cinema, para poder desfrutar melhor das cenas de ação. Por isso é bom ver o filme em uma tela de TV o maior possível, de preferência acompanhado de um baldão de pipocas!

25 de jun de 2013

Heartless City (drama, 2013)



País de origem: Coréia do Sul
Gênero: drama, policial
Duração: 20 episódios
Produção: JTBC

Direção: Lee Jeong-hyo, Jang Yong-woo
Roteiro: Yoo Seong-yeol

Elenco: Jeong Kyeong-ho, Lee Jae-yoon-I, Nam Gyoo-ri, Kim Yoo-mi, Son Chang-min, Choi Mo-seong, Kim Byeong-ok, Ko Na-eun, Yoon Hyeon-mi.

Resumo

Heartless City conta a estória do confronto entre o poderoso império das drogas e a polícia coreana. Nesta guerra, a linha que separa os bons dos maus é muito tênue... Muitos serão sacrificados, tanto em nome da justiça quanto pela sede de poder e vingança.
 


Comentário (com mínimos spoilers)

Finalmente surge um drama excitante, em um ano que vinha decepcionando, ao menos em termos de criatividade. Mas podemos respirar aliviados, pois junto com I Hear Your Voice, Heartless City (ou Cruel City) tem tudo para agradar aos fãs de dramas mais exigentes.

O canal JTBC reuniu um elenco muito interessante – e porque não dizer, surpreendente – para este drama policial com toques de noir. No comando do drama temos dois diretores: o jovem Lee Jeong-hyo, do drama I Need Romance 2, e o experiente cineasta, produtor e roteirista Jang Yong-woo (Nineteen, filme; If Tomorrow Comes, drama). Yoo Seong-yeol, é um roteirista novato, mas já mostra um talento excepcional, com uma estória envolvente e com personagens complexos.

Mas quem são os personagens de Heartless City? Jeong Si-hyeon (Jeong Kyeong-ho, de Smile, You), vulgo Doutor, é o caso clássico do órfão que aprendeu nas ruas sobre a dura realidade da vida. Uma parte de sua infância é passada em um orfanato católico, mas sua educação principal vem do convívio com uma prostituta e seu amigo traficante. Jeong Si-hyeon cresce e se torna um gerente do tráfico de drogas. Sua ambição logo o faz entrar em confronto com seu superior, um traficante cruel conhecido como “Escama” (Kim Byeong-ok, o vilão de cabelo oxigenado de When It´s at Night).


A amiga mais antiga do Doutor é Lee Jin-sook (Kim Yoo-mi), que constrói seu império de prostituição, tornando-se uma cafetina rica e influente na capital.

Moon Deok-bae (Choi Mo-seong), vulgo Safari, é o homem que introduziu Jeong Si-hyeon no mundo do crime. Agora ele é o braço direito do principal fornecedor de drogas da região. O poderoso lorde do tráfico, conhecido como Pusan (por residir na cidade litorânea de mesmo nome), ordena que Safari vá a Seul para assumir os negócios. Mas para isso, Safari terá que se livrar dos antigos amigos Jeong Si-hyeon e Lee Jin-sook.

De olho nesta guerra pelo poder está a polícia de Seul, e uma equipe especial é formada para prender os traficantes de drogas. O líder da equipe é Ji Hyeong-min (Lee Jae-yoon-I), um jovem policial que passou um tempo trabalhando como promotor público. Agora de volta ao trabalho de detetive, ele está determinado a acabar não apenas com os traficantes, mas também com a corrupção policial.


Lee Kyeong-mi (Ko Na-eun) passou a vida em um orfanato e batalhou sozinha para ser uma policial. Ela namora Ji Hyeong-min, que se preocupa com o caráter impulsivo dela. Com um pensamento um tanto machista, mas também movido por seu amor, Ji Hyeong-min tenta afastar a noiva das missões mais perigosas, mas sem sucesso.

Yoon Soo-min (Nam Gyoo-ri, de 49 Days) conhece Lee Kyeong-mi no orfanato, e a trata como irmã mais velha, já que a policial é a única pessoa que se preocupa com seu bem estar. Apesar de sua rebeldia, Yoon Soo-min tem um bom coração, e luta para ganhar a vida como atendente em uma loja de conveniência.


Min Hong-gi (Son Chang-min) é um chefe de polícia aparentemente íntegro, mas que tem uma relação nebulosa com certos criminosos, relação esta que será revelada ao longo da trama.

Kim Hyeon-soo (Yoon Hyeon-mi) é o braço direito e melhor amigo do Doutor. Ele é um playboy boa vida, mas que também tem seu lado cruel e vingativo.

Heartless City tem uma trama de suspense envolvente e os spoilers podem estragar o prazer de assistir este drama. Sendo assim, aconselho a evitar maiores revelações - assista o primeiro episódio e veja se lhe agrada. Entretanto, vale a pena comentar algo sobre o elenco. Quem não levou fé no ator Jeong Kyeong-ho interpretando um traficante de drogas, se enganou. Apesar de seu ar ainda juvenil (mesmo depois de uma temporada no quartel) Jeong Kyeong-ho simplesmente arrasa no papel de criminoso. Jeong Si-hyeon é um personagem complexo, de muitas caras... Ele é frio e cruel com os adversários, mas tem seu lado sedutor com as mulheres, e frágil diante do peso do passado, e dos muitos segredos que carrega. Sem dúvidas o drama não seria o mesmo sem a sua presença.

A escolha de Nam Gyoo-ri como protagonista feminina também surpreendeu a muitos, mas acho que ela está dando conta do recado, e muito bem. Apesar da pouca experiência, Nam Gyoo-ri tem potencial para tornar-se uma boa atriz. Seu personagem no drama 49 Days me agradou muito, na época. E sua boa química com o ator Jeong Kyeong-ho é outro ponto positivo do drama. Aliás, no primeiro teaser do drama já dá para sentir o romance épico que está por vir...
 

20 de jun de 2013

Na Cozinha com os Dramas



Um dos temas favoritos dos roteiristas de dramas coreanos e japoneses é a culinária. Talvez seja pelo colorido do cenário, ou simplesmente porque todo mundo adora ver e falar sobre comida. E se normalmente em qualquer drama já ficamos com água na boca com as refeições que os personagens saboreiam no dia a dia, assistir um drama com temática gastronômica é um perigo para qualquer dieta!

Obviamente não dá para listar todos os dramas do gênero já produzidos, mas vou citar alguns que fizeram sucesso, e fizeram o povo literalmente ‘babar’...

Quem aprecia a culinária italiana ou a francesa vai adorar os pratos servidos à mesa dos dramas Pasta (2010) e Hungry! (2012).


O drama coreano Pasta traz Lee Seon-gyoon (Golden Time) como o chef de cozinha Choi Hyeon-wook, misógino, ditatorial, mas que seduz a ingênua aprendiz Seo Yoo-kyeong (atriz Kong Hyo-jin, The Greatest Love). Quantas vezes a ouvimos exclamar com lealdade fervorosa “Yes, Chef!” (na verdade ela pronunciava ‘chep’, o que era engraçado e ao mesmo tempo adorável). Mas por que diabos é tão difícil preparar um macarrão ao alho e óleo?!... É a dúvida que ficará para sempre em nossas mentes...


O clima é bem mais agradável no restaurante Hungry! (2012), com sua mistura inusitada de culinária francesa e funcionários com atitude rock and roll. Eisuke (Mukai Osamu) é filho de uma chef, dona de um restaurante francês. O rapaz chega a cursar gastronomia, mas seu sonho é ser roqueiro. Quando a mãe de Eisuke morre subitamente, e com uma carreira musical que não decola, ele resolve assumir o negócio da família. Um drama de sabor picante, graças ao super sexy Mukai Osamu!


Outras delícias gastronômicas imperdíveis: Flower Boy Ramyun Shop (2011), Dinner (2013).

Agora, os que preferem uma boa pâtissier podem se deleitar com as tortas, cupcakes e doces em geral da confeitaria Panda and the Hedgehog (2012). O confeiteiro Ko Seung-ji (Lee Dong-hae) conquista a proprietária do Café Panda, Pan Da-yang (Yoon Seung-ah) com seus quitutes maravilhosos, e com seu ar de bad boy. Alerta para níveis extremos de doçura!


Em My Name is Kim Sam Soon (2005) a atriz Kim Seon-ah (em papel inesquecível) é uma jovem de origem humilde, que sonha em ser uma grande confeiteira. E é no restaurante de Hyeon Jin-heon (Hyeon Bin, de Secret Garden) que Kim Sam Soon vai realizar seus sonhos mais doces…


Não perca também as receitas de: Bread, Love and Dreams (2010), Ando Natsu (2008).


Para que fazer um curso de enologia se você pode se divertir assistindo Terroir (2008), ou Kami no Shizuku? O empresário Kang Tae-min (Kim Joo-hyeok, de Gu-am Heo Joon) é apaixonado por vinhos e abre o restaurante Terroir, com a ajuda de Lee Woo-joo (Han Hye-jin, de Thorn Birds) uma jovem que sonha em produzir vinhos em seu país, apesar da pouca tradição local.
 
 
Já no drama japonês Kami no Shizuku (2009) acompanhamos a saga do jovem Kanzaki Shizuku (Kamenashi Kazuya, Yamato Nadeshiko Sichi Henge), que precisa por à prova seus conhecimentos sobre enologia, para poder herdar a preciosa coleção de vinhos de seu falecido pai.


Para uma aula de culinária tradicional, a dica é viajar ao interior para conhecer a cozinha de uma família especializada em preparar kimchi, no drama Fermentation Family (2012). Um melodrama que traz lindas paisagens, e ótimo elenco (Song Il-guk, Park Jin-hee e Kang Shin-il).
 
 
No belíssimo drama Gourmet (2008), a cada episódio é revelado um segredo sobre a variada e saborosa culinária coreana. É uma aventura gastronômica inesquecível. Um drama imperdível, com Kim Rae-won (A Thousand Days´ Promise), Nam Sang-mi e Kim So-yeon (Dr. Champ).


A tradição continua em: Shinya Shokudo (2009).

17 de jun de 2013

Dating Agency: Cyrano (drama, 2013)



País de origem: Coréia do Sul
Gênero: comédia romântica
Duração: 16 episódios
Produção: tvN

Direção: Kang Kyeong-hoon
Roteiro: Shin Jae-won

Elenco: Lee Jong-hyuk, Choi Soo-young, Hong Jong-hyeon, Joo Yoon-woo, Lee Cheon-hee, Ha Yeon-ju, Kim Jeong-hwa.

Resumo

A Agência Cyrano é formada por uma equipe muito especial de detetives, que ajudam seus clientes a encontrar o amor.

Comentário

O canal de TV a cabo tvN está se especializando em dramas ‘fofos’, românticos e divertidos, como a série dos Flower Boys (FB Ramyen Shop, Shut Up FB Band, e FB Next Door). Flower Boy, Love Manipulation foi o título originalmente sugerido para este novo drama, mas o canal acabou optando por Dating Agency: Cyrano, em referência ao filme original (Cyrano Agency, 2010). O PD Kang Kyeong-hoon, mais experiente como editor, dirigiu o ótimo Joseon X-files (2010). Shin Jae-won é o roteirista de Tamra, the Island (2009).

Como no filme que inspirou o drama, um diretor de teatro resolve juntar sua trupe em um negócio muito original: uma agência de namoros com ares de agência de detetives.

Seo Byeong-hoon (Lee Jong-hyuk, de Gentleman´s Dignity, Chuno) é o diretor da agência Cyrano. Apesar de desempenhar o papel de cupido moderno, Seo Byeong-hoon é, aparentemente, um homem cínico, que só pensa em dinheiro. Mas aos poucos ficamos sabendo que ele era um diretor de teatro de sucesso, até a morte de seu melhor amigo. Com a perda do amigo, ele resolve se afastar da carreira artística, evitando também encontrar-se com Yoon Yi-seol (Kim Jeong-hwa), o primeiro amor de sua vida.

Fazem parte da equipe de ‘agentes do amor’, Moo-jin (Hong Jong-hyeon), um jovem caladão, especialista em gadgets de espionagem, e o adolescente Ah-rang (Joo Yoon-woo), que sonha em ser ator de teatro.

Gong Mi-yeong (Choi Soo-young, cantora do Girls´Generation) é uma jovem alegre e otimista, que trabalha em uma agência de matrimônios tradicional. Por viver quebrando as regras da empresa, ela acaba pedindo demissão, e entrando para a agência Cyrano.

Em frente à Agência Cyrano temos um restaurante administrado pelo chef Cha Seung-pyo (Lee Cheon-hee). O pessoal da agência costuma frequentar o restaurante, e o chef acaba até dando uma força em algumas missões. Só que Cha Seung-pyo é um homem misterioso, que parece ter segundas intenções com relação ao diretor Seo Byeong-hoon. Hye-ri (Ha Yeon-ju), a nova garçonete do restaurante, é uma garota alegre e extrovertida, que logo se interessa pelo tímido Moo-jin.


O início do primeiro episódio de Dating Agency: Cyrano me entusiasmou, com a aparição especial do casal Ji Jin-hee (He Who Can´t Marry) e Lee Cheon-ah (Flower Boy Ramyen Shop). Mas o caso seguinte não foi tão interessante, com um casal alvo muito chato. Apesar de ter gostado de Lee Yoon-Ji no drama King 2 Hearts, achei seu personagem aqui, a bibliotecária Ma Jae-In, muito insosso. E a atuação de Lim Hyung-Joon, como o veterinário Jin Joon-Hyuk, também não impressiona.

Mas o primeiro caso resolvido serve ao menos para conhecermos a metodologia da agência de namoros (para os que não viram o filme original), e também para mostrar a interação entre a nova equipe. Felizmente, o caso seguinte é bem mais divertido, e os personagens principais começam a revelar suas ‘neuroses’ pessoais. O que mais agrada neste drama sem dúvida alguma é o embate (verbal e físico) entre Seo Byeong-hoon e Gong Mi-yeong. Apesar do choque entre duas personalidades tão opostas, a química é forte e instantânea. A atriz novata Choi Soo-young (The 3rd Hospital), mais conhecida como cantora do grupo feminino de beldades Girls´Generation, até que tem se saído bem no papel, graças ao seu charme natural, e a um bom ‘timing’ cômico. Ajuda , é claro, contracenar com um ator experiente e receptivo como Lee Jong-hyuk. Aliás, que sorriso mortal tem o rapaz (com todo respeito, já que o ator é casado,e com filhos).

Gosto muito também do ator Hong Jong-hyeon, grande presença no thriller White Christmas. Seu personagem Moo-jin é tão calado e quase robótico em termos de expressão e emoção, que ainda não entendi se o efeito é para ser cômico ou trágico, mas acho que as coisas vão mudar com a chegada de um interesse romântico para o rapaz. E temos o ator Joo Yoon-woo, que ficou conhecido pelo drama Flower Boy Ramyen Shop. Joo Yoon-woo tem um ar angelical adorável, e o personagem Ah-rang é perfeito para ele; só falta um pouco mais de experiência ao jovem ator, o que certamente deve vir com o tempo. Já o galã Lee Cheon-hee não me impressionou até o momento com o personagem do chef Cha - o ator é bonito, alto (1,92) e tem uma carreira estabelecida no cinema e na TV. Acho que ele podia se soltar um pouco mais já que, apesar do mistério do personagem, não parece que ele vá se revelar um vilão na trama.

De qualquer modo, o drama vem crescendo em qualidade, e o clima esquentou no episódio 5, com a aparição do primeiro e grande amor de Seo Byeong-hoon, a bela Yoon Yi-seol. Chegou a hora do cupido levar sua flechada!
 

6 de jun de 2013

The Virus (drama, 2013)



País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Suspense
Duração: 10 episódios
Produção: OCN TV

Direção: Choi Yeong-soo
Roteiro: Lee Myeong-sook

Elenco: Eom Gi-joon, Lee Ki-woo, Lee So-jeong-I, Ahn Seok-hwan, Jo Hee-bong, Yubin, Oh Yong, Song Young-kyu.

Resumo

O Dr. Lee Myung-Hyun é o chefe do CDC (Control Disease Centre), e lidera a equipe responsável por responder às crises que envolvem doenças infecciosas graves. Com a detecção de um vírus desconhecido e letal na cidade, o CDC é chamado para investigar o caso.

Comentário

Quem conhece séries de sucesso deste canal da TV a cabo coreana, como Vampire Prosecutor, ou o fantástico drama policial Special Affairs Team Ten, poderia deduzir que The Virus esteja no mesmo nível, o que, infelizmente, não é o caso. Fica claro, já nas primeiras cenas deste drama, que os recursos financeiros e de pessoal são muito limitados. Com um tema relativamente complexo a ser abordado, não basta ser criativo, e uma boa verba conta muito. Hoje em dia, os efeitos especiais são uma necessidade básica em qualquer produção de ação, e sem dinheiro fica complicado... Some-se a isso a inexperiência do diretor Choi Yeong-soo, e da roteirista Lee Myeong-sook. Que eu saiba, ela nunca havia escrito algo no gênero suspense - Lee Myeong-sook ficou conhecida com o drama romântico Heartstrings. E por coincidência, na mesma época estreou um drama de tema similar, At the End of the World, da jTBC, e que foi considerado muito superior a The Virus.

Sendo assim, vale a pena assistir The Virus? É claro que sim, deixando as grandes expectativas de lado. Primeiro, é um quase um mini-drama, com apenas 10 episódios, que podem ser assistidos em ‘maratona’ de duas ou três partes. Segundo, o drama nos envolve e gera um suspense natural, por seu tema atual e realista – as últimas notícias de um novo vírus surgido na China acabaram até fazendo parte da trama. E fiquei curiosa em ver este drama ao saber que o ator Eom Gi-joon seria o protagonista e herói da estória. Ele havia se saído muito bem como vilão no drama Ghost.

Eom Gi-joon é o Dr. Lee Myeong-hyeon, um homem sério e dedicado ao trabalho no centro de controle de doenças de Seul. Um incidente trágico do passado o fez perder a filha – ironicamente vítima de um vírus da gripe – e, consequentemente, separa-se da mulher. Go Soo-gil (ator Jo Hee-bong, de I Do, I Do) é o melhor amigo de Lee Myeong-hyeon, e seu assistente de investigação. Completam a equipe o cientista Bong Seon-dong (Park Min-woo, de Flower Boy Ramyen Shop), a especialista em IT Lee Joo-yeong (Yubin, do grupo Wonder Girls, em seu primeiro trabalho como atriz), e a nova funcionária Jeon Ji-won (Lee So-jeong-I).

A equipe do CDC é ativada pelo ministro da saúde Kim Do-jin (Ahn Seok-hwan, de BIG) quando várias pessoas aparecem mortas, contaminadas por um vírus desconhecido e extremamente agressivo. Em menos de 48 horas as vítimas vem a falecer ao apresentar sintomas de gripe comum, mas que são agravados até um estado de hemorragia incontrolável. É uma morte chocante, e o pior, o vírus é altamente contagioso. O diretor Lee Myeong-hyeon e seu time começam a investigação e logo descobrem que a fonte contaminante é Kim Il-cheol (Kim Hyeon Woo) um jovem que teria fugido de um hospital psiquiátrico que foi destruído por um incêndio. O problema é encontrar o rapaz, que anda à solta pelas ruas de Seul, contaminando dezenas de pessoas no caminho.

O objetivo do CDC é capturar e isolar Kim Il-cheol, que é imune ao vírus. Com a ajuda do Dr. Kim Se-jin (Lee Ki-woo, de Flower Boy Ramyen Shop) eles pretendem produzir uma vacina para conter o vírus e evitar centenas de mortes. Mas logo a tarefa se mostra complicada, pois interesses políticos e financeiros muito maiores se interpõem entre os heróis do CDC e o controle da epidemia.

Questionado em entrevista recente se voltaria ao papel do Dr. Lee Myeong-hyeon, em uma segunda temporada do drama, o ator Eom Gi-joon não pareceu muito entusiasmado com a ideia. Ele colocou como condição a qualidade do novo roteiro, e melhores condições de trabalho no set de filmagens. Segundo ele, foi cansativo gravar tantas cenas de ação (o ator aparece em grande parte das cenas), a maioria rodadas à noite, e sem refeições quentes fornecidas ao elenco - Eom Gi-joon até contou que tinha de preparar um macarrão instantâneo, para não passar fome durante as gravações... É, nem sempre é glamorosa a vida de ator.

4 de jun de 2013

All About My Romance (drama, 2013)



País de Origem: Coréia do Sul
Título alt.: Everything About My Relationship
Gênero: comédia romântica
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Son Jeong-hyeon
Roteiro: Kwon Ki-yeong

Elenco: Sin Ha-gyoon, Lee Min-jeong, Park Hee-soon, Han Chae-ah, Kong Hyeong-jin, Kim Jeong-nan, Kim Hye-ok, Cheon Ho-jin, Jeon Min-seo.

Resumo

A congressista No Min-yeong, do Partido Verde, é uma jovem idealista, que luta pela causa dos fracos e oprimidos. Quando surge em seu caminho o adversário político Kim Soo-yeong, do partido governante, o conflito é inevitável. Mas aos poucos o casal se apaixona, e eles tentam esconder do mundo seu polêmico relacionamento amoroso.

Comentário

No Min-yeong nunca havia pensado em seguir a carreira política, até a morte da irmã e o esposo, em um acidente de carro. O legado para Min-yeong é a sobrinha do casal, e uma vaga no congresso. Com a ajuda do cunhado, o advogado Song Joon-ha, Min-yeong se elege congressista, pelo minúsculo Partido Verde. Min-yeong e a única colega de partido, a divorciada Go Dong-sook, lutam para levar à diante no congresso seus projetos de cunho social, na maioria das vezes sem sucesso. O partido da situação, o GKP (Great Korea Party) domina a política nacional, de forma conservadora e implacável.


Kim Soo-yeong é membro do partido conservador, mas não é bem quisto pelos colegas, por suas opiniões polêmicas e sua independência. Na verdade, Soo-yeong, ex-advogado e juiz, encontra-se profundamente decepcionado com o mundo sujo da política, e está a ponto de renunciar ao cargo... Até o dia em que entra em conflito direto com Min-yeong. Ao atingi-lo, sem querer, com um extintor de incêndio ao tentar arrombar uma porta, a normalmente tranquila Min-yeong fica conhecida nacionalmente. Depois deste incidente o casal passa a ser alvo constante da atenção da mídia, que fica a espera de um novo ataque. Mas o que a imprensa e os colegas dos dois não sabem é que, aos poucos, a animosidade transforma-se em interesse romântico.

De repente, Soo-yeong se vê animado a continuar na política, ao menos para poder se encontrar com a bela Min-yeong nos corredores do congresso nacional. E Min-yeong resiste o quanto pode ao assédio do colega, mas a paixão acaba falando mais alto. Temendo um escândalo, sem contar com a desaprovação de colegas e familiares, o casal tenta namorar escondido. No entanto, nenhum segredo dura para sempre, e eles terão de escolher entre o amor e a responsabilidade profissional.


Apesar do ótimo elenco e uma produção caprichada, o drama político-cômico-romântico All About My Romance não emplacou entre o público coreano. Talvez o desprezo pelo drama se deva mais a uma fase (os dramas da moda continuam sendo, ao que parece, os melodramas e os sageuk), ou à concorrência acirrada do horário. Seja como for, All About My Romance não merecia a fraca recepção que teve... Se não tem uma estória inovadora ou espetacular, cumpre muito bem seu objetivo de divertir e agradar aos fãs de comédias românticas leves. E além do mais, os dramas românticos voltados para o público jovem-adulto não tem sido muito frequentes. Após uma saturação de comédias adolescentes, é um alívio assistir um drama sobre o romance entre um casal adulto.

Quando concluiu as filmagens do drama médico Brain, o ator Sin Ha-gyoon confessou sua vontade de escolher como próximo projeto uma comédia romântica e (felizmente) ele cumpriu o prometido. É visível a satisfação do ator em interpretar o congressista ‘esquentadinho’ Kim Soo-yeong. E mais delicioso ainda para o público feminino é ver como o deputado conservador fica completamente apaixonado por sua maior adversária política. Na maioria dos dramas românticos, a mulher é quem sofre mais e faz grandes bobagens por amor, mas em All About My Romance, é o personagem masculino o centro da trama. É cômico e ao mesmo tempo enternecedor ver como Kim Soo-yeong, um homem de temperamento forte, que já foi até juiz, sucumbe aos encantos de No Min-yeong, e o quanto ele sofre para conquistrá-la.


Quem não simpatiza com a atriz Lee Min-jeong (Wonderful Radio, Midas, Cyrano Agency) não vai mudar de opinião com este drama. A frieza (timidez?) da atriz com seus pares românticos é bem conhecida – com exceção talvez de sua interação com o ator Gong Yoo, em BIG – e ela demora um pouco a relaxar na presença de Sin Ha-gyoon. Mas, graças à simpatia e tranquilidade do ator, os dois acabam formando um par bonito e muito divertido. E, como previ no post sobre noivas nos dramas, Sin Ha-gyoon consegue quebrar uma maldição antiga para Lee Min-jeong - ufa, que alívio!


Absurdamente, alguns reclamaram da pouca profundidade nos temas políticos... Acontece que este não é um drama político, mas sim um drama sobre o romance entre duas pessoas que, por acaso, trabalham como congressistas. Assim, o enfoque político se volta mais para a sátira e o deboche puro, o que gera boas risadas, principalmente nas cenas com o deputado conservador Moon Bong-sik (ator Kong Hyeong-jin, de Dalja´s Spring), e de sua ‘noona’, a deputada Go Dong-sook (Kim Jeong-nan, muito diferente de seu papel anterior no drama A Gentleman´s Dignity). Uma curiosidade foi ver a a triz Min Ji-ah (como Jeong Yoon-hee, assistente de No Min-yeong), que fez um par romântico inesquecível com Kong Hyeong-jin, no drama Chuno. Infelizmente eles não chegam a se encontrar neste drama.


Mas meu maior prazer foi ver o fantástico ator de cinema Park Hee-soon (The Client, Gabi), fazendo um drama pela primeira vez. Ele está sóbrio, mas encantador no papel de Song Joon-ha, o cunhado (e paixão antiga) de Lee Min-jeong. Tomara que ele volte algum dia como protagonista em outro drama romântico, ou em outro gênero qualquer, pois Park Hee-soon convence em qualquer papel, seja de promotor, policial, ou rei.


A atriz Han Chae-ah (do decepcionante Ooh La La Couple) sofre demais como a repórter Ahn Hee-seon, e sua paixão não correspondida por Kim Soo-yeong ( e anteriormente por Song Joon-ha), mas acaba sendo um personagem mais cômico do que maquiavélico.


Os demais coadjuvantes de All About My Romance são atores conhecidos e respeitados. Temos gente bacana como o sempre elegante Cheon Ho-jin (Midas), como Go Dae-ryong, presidente do partido GKP (Great Korea Party). Ou Kim Hye-ok (a mãe chata de Scent of a Woman), como Na Yeong-sook, a tia de No Min-yeong, e a sobrinha Song Bo-ri (a garotinha Jeon Min-seo). Jin Tae-hyeon (como o hilário assistente Kim Sang-soo) e Jang Gwang (secretário Maeng Joo-ho) completam o elenco.


Se não chega aos pés de um clássico como The City Hall, All About My Romance é uma comédia romântica das mais divertidas, e seus meros 16 episódios passam voando. Uma ótima sugestão para uma maratona televisiva de férias.
 
 
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