4 de out de 2013

Love 911 (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 120 min.

Direção: Jeong Gi-hoon
Roteiro: Jeong Gi-hoon, Park Sang-min-I

Elenco: Ko Soo, Han Hyo-joo, Ma Dong-seok, Kim Seong-oh, Hyeon Junie, Jeong Jin-yeong.

Resumo

Kang-il é um bombeiro que não tem medo de arriscar a vida em serviço, especialmente depois da morte trágica da esposa. Mi-soo é uma médica plantonista que comete um erro de diagnóstico, e é processada pelo marido da paciente. Desesperada, Mi-soo tenta convencer Kang-il a processar o homem, que o havia agredido dentro do hospital. Com a recusa de Kang-il em ajudá-la, Mi-soo se voluntaria como paramédica, para ficar mais perto dele. Enfrentando situações de perigo juntos, eles acabam se apaixonando. Mas conflitos éticos e de caráter colocam em dúvida a força deste amor.

Comentário

Love 911 é um melodrama romântico, com pitadas de comédia, que encanta especialmente graças ao charme do casal principal. Ko Soo (The Front Line, Empire of Gold, drama) está perfeito no papel de Kang-il, um bombeiro dedicado, mas de caráter instável. Kang-il não se conforma com a morte súbita de sua jovem esposa. Por estar atendendo uma ocorrência grave, ele não pôde socorrê-la quando ela passou mal, e acabou falecendo. Ele não larga o emprego de bombeiro, mas alterna dias de bravura quase suicida, com outros de apatia e desinteresse.


Mi-soo (Han Hyo-joo) é uma boa médica, mas uma dose de inexperiência somada à falta de empatia com os pacientes faz com que ela cometa um grave erro ao atender uma emergência no hospital. A paciente acaba entrando em coma, e o marido ameaça processar Mi-soo. Por coincidência, Kang-il se encontrava no hospital naquele dia, e acabou sendo agredido pelo marido da paciente, num momento de estresse. Correndo o risco de perder sua licença para exercer a medicina, Mi-soo vai atrás de Kang-il, para tentar convencê-lo a processar o agressor. Kang-il ignora o pedido, argumentando que o homem não bateu nele por mal, mas apenas por estar nervoso com o estado de saúde da esposa.


Mi-soo é suspensa do hospital, e resolve insistir com Kang-il, inscrevendo-se como paramédica na estação de bombeiros. Simpática e habilidosa, ela logo faz amizade com o chefe e os colegas de Kang-il. Ela tem a ilusão de que seduzindo Kang-il poderá convencê-lo a ajudá-la. Mas ela não faz ideia do quão teimoso e problemático é este belo bombeiro...

Kim Seong-oh, Hyeon Junie, Ma Dong-seok

Se Love 911 tem um defeito, é o de evoluir da comédia romântica para o melodrama – coisa que me desagrada demais, pois o suspense acaba sendo maior do que a emoção delicada que se sente ao acompanhar o romance, no início. E como não é incomum um filme coreano ter um desfecho trágico, o espectador pode ficar apreensivo, quase até o final, com a dúvida sobre o destino do casal principal. O filme se beneficiaria de um corte em sua duração, que daria maior agilidade à estória – a terça parte final do filme perde ritmo, e o melodrama tira muito da leveza inicial da estória.

E se o diretor e roteirista Jeong Gi-hoon tivesse arrumado uma escritora (no lugar de Park Sang-min-I, diretor e produtor) para auxiliá-lo com o roteiro, o resultado poderia ter sido mais interessante.


Mesmo fazendo estas ressalvas, Love 911 é um filme bonito, e as idiossincrasias dos personagens fazem desta uma estória envolvente e realista. O ator Ko Soo é sempre um colírio para os olhos, e é agradável vê-lo mais relaxado, especialmente nas cenas cômicas. Mas a estrela do filme é mesmo Han Hyo-joo, que tem de encarar um personagem complexo, cujo tom varia do cômico ao dramático com muita rapidez. Han Hyo-joo parece ter amadurecido bastante como atriz desde seu papel de mulher cega no filme Always, de 2011. Vale conferir o novo trabalho desta bela atriz, o filme Cold Eyes, com Seol Kyeong-gu e Jeong Woo-seong.

1 de out de 2013

Lupin no Shosoku (drama special, 2008)



País: Japão
Gênero: Policial
Formato: Tanpatsu
Duração: 120 min.
Produção: WOWOW TV

Direção: Mizutani Toshiyuki

Roteiro: Tanabe Mitsuru, Mizutani Toshiyuki, baseado no romance Lupin no Shosoku (Lupin's News), de Yokoyama Hideo

Elenco: Kamikawa Takaya, Okada Yoshinori, Sato Megumi, Arai Hirofumi, Kashiwabara Shuji, Fukikoshi Mitsuru, Tsuda Kanji, Endo Kenichi, Hada Michiko, Nagatsuka Kyozo, Masana Bokuzou, Shion Mahida.


Resumo

O suposto suicídio de uma professora, há 15 anos, pode ter sido na verdade um assassinato. O detetive Mizogori Yoshito lidera a equipe que irá investigar o crime. Por coincidência, na mesma época em que a professora era encontrada morta, prescrevia o famoso crime do roubo de 300 milhões de yenes, antes que Mizorogi pudesse solucioná-lo. E agora, mais uma vez a polícia terá de correr contra o tempo para prender o culpado.

Comentário

O Japão tem uma tradição de grandes romancistas dedicados ao gênero policial, e a TV e o cinema tem se apropriado muito bem deste rico material. O ator KamikawaTakaya já entrou para o imaginário dos grandes detetives, com o personagem Goda Yuichiro , criado pelo escritor Kaoru Takamura (Marks no Yama, Lady Joker). Mas antes de encarnar tão bem este herói, Kamikawa já ensaiava seus primeiros passos no gênero com o detetive Mizorogi Yoshito, neste drama especial, baseado no romance Lupin no Shosoku, de Yokoyama Hideo.


A estória começa em 1975, com o detetive de polícia Mizorogi amargando uma terrível derrota profissional. Após uma investigação que mobilizou todos os recursos da polícia para tentar resolver o roubo de um malote de banco no ano de 1968, o principal suspeito, gerente de um café, Kazuya Utsumi (Endo Kenichi, de Strawberry Night) é liberado, por falta de provas, e porque o crime havia prescrito, segundo a lei, após 7 anos do ocorrido.


 

Exatamente 15 anos após este fato, em 1990, a polícia recebe uma denúncia anônima de que o suicídio de uma professora teria sido, na verdade, um assassinato. O comissário de polícia Fujiwara Iwao (Nagatsuka Kyozo) convoca o detetive Mizorogi para liderar uma força especial que tem a tarefa ingrata de tentar resolver o caso em 24 horas, antes que o crime prescreva (o prazo para prescrição do crime de homicídio é de 15 anos), e o possível culpado fique livre do braço da justiça.


O detetive Mizorogi é um homem determinado, mas, obviamente, o caso lhe traz lembranças dolorosas do crime não resolvido há 15 anos. Mas, para surpresa de Mizorogi, uma estranha coincidência parece ligar o roubo milionário à morte da professora Mina Maiko (Shion Mahida). Será esta a oportunidade para Mizorogi finalmente redimir-se e resolver o grande mistério que foi o caso “Lupin”?


A princípio, os dois crimes apresentados parecem seguir duas linhas paralelas, e que nunca irão sobrepor-se, a não ser por algum artifício forçado. Mas não é o que acontece, e a trama é elaborada de uma forma muito inteligente, como deve acontecer em um bom romance policial. O uso do flashback para ilustrar os fatos do passado é muito bem aplicado, conduzindo pouco a pouco a estória até o presente, para sua conclusão, surpreendente e, ao mesmo tempo, repleta de emoção.


Os principais suspeitos da morte da professora Maiko são três ex-alunos, interpretados pelos atores Okada Yoshinori (Iryu Sosa), Arai Hirofumi e Kashiwabara Shuji. Ao longo do interrogatório policial, os três homens relembram a amizade profunda que os ligava nos tempos de escola. Mas um fato dramático e inesperado acabou por separá-los, até a sua reunião forçada, 15 anos depois, na delegacia de polícia.


Com um elenco bem conhecido, e uma estória inteligente e sensível, Lupin no Shosoku é um drama altamente recomendáveis para os amantes do gênero policial.

15 de set de 2013

A Semana em Review


Um giro rápido pelos destaques da semana, os dramas que estão dando o que falar, e as estreias mais esperadas... Confira!


O drama Who Are You (tvN) chega ao fim esta semana, e já pode ser considerado a melhor surpresa da temporada. Um drama que começou de forma despretensiosa, e com a responsabilidade de concorrer com a superprodução The Master´s Sun, da SBS. Após uma reviravolta realmente inesperada no episódio 14, podemos apostar em um final para lá de dramático... O casal So I-hyeon e Kim Jae-wook formou um dos pares românticos mais adoráveis dos últimos tempos – e Taecyeon conseguiu nos surpreender com um personagem incrivelmente simpático. O novato Taecyeon não se deixou intimidar e soube aproveitar a experiência dos colegas, para aprender a aprimorar-se como ator. E Kim Jae-wook conseguiu afastar o estigma de ‘criatura andrógina’, e deu um verdadeiro show de interpretação, com um personagem que passa mais da metade do tempo sem proferir uma única palavra. Impossível não se apaixonar pelo policial Lee Hyeong-joon, talvez o fantasma mais sexy já visto.


O único drama japonês que estou acompanhando em tempo real é Summer Nude, um belo romance de verão que deve ter seu desfecho nesta segunda- feira. Foram 11 capítulos de romantismo suave, com toques de melancolia juvenil, típico dos dramas japoneses. Pouca pegação, muita hesitação, mas o charme do elenco, e o belo cenário de praia são suficientes para fazer de Summer Nude uma experiência das mais agradáveis. Se não for pela estória, contemplar Yamashita Tomohisa desfilar seu lindo bronzeado já é uma boa desculpa para conferir o drama. E aproveite para curtir a música tema interpretada por Yamapi, Summer Nude´13.





Os dramas Two Weeks e The Master´s Sun ainda tem duas semanas pela frente, e muitas reviravoltas devem acontecer. O drama romântico-fantasmagórico das irmãs Hong é líder de audiência, embora não traga nenhum elemento novo. O enredo de TMS é uma miscelânea descarada de outros dramas, como Secret Garden, ou The Best Romance (autoplágio?!). Acho que nunca na história dos dramas, atores adultos tiveram de encarar diálogos tão infantilóides, para não dizer, de puro nonsense. É claro que o drama não deixa de ser divertido, e Kong Hyo-jin e So Ji-sub ‘tiram leite de pedra’ com as falas tolinhas de seus personagens. Como par, eles se mostram confortáveis, mas a química não é “explosiva”. Mas, na vida real, acho que eles formariam um casal incrível.


A julgar pelo que vimos até agora, Two Weeks também deve ter um desfecho satisfatório - o que implica em nosso herói, Lee Joon-ki, sobreviver para desfrutar da companhia de sua adorável filhinha, e quem sabe, da amada Park Ha-seon.
 

Um formato que raramente me agrada é o dos “drama special”, um modo eficaz de os canais de TV descobrirem novos talentos, mas cujo resultado não costuma impressionar. Hope for Dating (KBS) é um drama em dois episódios que gerou muita expectativa, graças à presença do ator Choi Daniel e da cantora BoA (co-estrelando, Im Si Wan e Kim Ji Won). O resultado é dos mais irregulares, tanto em termos de roteiro como de interpretação. Choi Daniel é um ator carismático, mas não é dos mais versáteis, e a musa pop BoA é charmosa, mas está longe de ser uma grande atriz. A segunda parte é especialmente frustrante, pois os relacionamentos não evoluem, e os personagens parecem colados ao chão. O que começa como uma comédia romântica contemporânea, acaba em um melodrama dos mais frustrantes. O final é tão abrubto e truncado que, sinceramente, escapou ao meu entendimento. Recomendado apenas para fãs ardorosas de Choi Daniel.


Enquanto isso, aguardamos as estreias de outubro, especialmente o drama juvenil Inheritors, da consagrada roteirista Kim Eun-sook. É a primeira incursão da autora no drama adolescente, vamos ver como ela se sai e, mais importante, se o elenco principal composto de jovens adultos, irá nos convencer interpretando adolescentes. As fãs do lindinho Lee Min-ho devem estar contando os dias!


Mas estou super ansiosa mesmo é com a volta do ator Lee Dong-geon, com o drama Marry Him If You Dare (antes chamado Mirae´s Choice). O par romântico do guapo Lee Dong-geon com Yoo Eun-hye tem tudo para ser memorável. Vamos cruzar os dedos e torcer para que este seja um grande drama! A produção é da KBS2, com roteiro assinado por Hong Jin-ah, famosa por dramas como King 2 Heats, e Beethoven Virus.

Quer mais? Teremos Ji Sung (Protect the Boss), acompanhado de Hwang Jung-eum, Bae Soo-bin e Lee Da-hee, no melodrama de vingança (not again!) Secret (KBS2). O curioso é que os dois galãs da trama deixam a vida de solteiros ainda este mês, na vida real. Sem lua-de-mel para eles e suas noivas, coitadinhos!

 
E para quem não vive sem um bom drama médico, vem aí Medical Top Team (MBC), com os atores Kwon Sang-woo, Jeong Ryeo-won, Joo Ji-hoon (oba!) e Minho, vestindo o jaleco branco. A roteirista Yoo Kyeong-ah volta ao drama médico, depois do grande sucesso de Brain. As perspectivas são muito boas! Qual a sua aposta para a nova temporada?

2 de set de 2013

Alone in Love (drama, 2006)


Título original (lit.): Love Generation
País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Han Ji-seung
Roteiro: Park Yeon-seon

Elenco: Kam Woo-seong, Son Ye-jin, Kong Hyeong-jin, Lee Ha-na, Oh Yoon-ah, Lee Jin-wook, Ha Jae-sook, Kim Kap-soo, Seo Tae-hwa, Moon Jeong-hee

Resumo

Lee Dong-jin e Yoo Eun-ho estão divorciados há três anos, mas não conseguem evitar encontra-se diariamente. Eles levam um estranho relacionamento de dependência emocional, ao ponto de tentarem interferir nos relacionamentos amorosos um do outro. É simples solidão ou amor verdadeiro que os une? Quem terá a coragem de dar o primeiro passo para seguir adiante, mesmo que isto signifique uma separação definitiva? 


 
Comentário
 
Alone in Love talvez seja o drama coreano que melhor tenha abordado, até hoje, as alegrias e as tristezas da vida a dois. Com realismo, e sem ‘adoçar a pílula’, o drama fala sobre o inevitável sentimento de perda que um divórcio traz aos envolvidos. Mas é também com muito bom humor que seguimos as desventuras do casal Eun-ho e Dong-jin, conduzidas pelas hábeis mãos da roteirista Park Yeon-seon (Wild Romance, White Christmas, dramas; White Night, My Tutor Friend, filmes). Alone in Love é uma adaptação de um romance japonês intitulado Love Generation, de Hisashi Nozawa, publicado em 1996, e vencedor do Prêmio Shimase de Literatura. 


No primeiro episódio, quando somos apresentados a Lee Dong-jin (Kam Woo-seong) e Yoo Eun-ho (Son Ye-jin), eles já estão separados há quase três anos. Apesar disso, eles se encontram todos os dias em uma cafeteria, antes de seguirem para o trabalho. Eun-ji é professora de natação em grande uma academia de ginástica; Dong-jin é gerente de uma livraria. Eles também costumam frequentar um pequeno restaurante, desde os tempos de namoro; ali eles se reúnem com o melhor amigo, o médico Kong Joon-pio (o sempre hilário Kong Hyeong-jin), e a irmã caçula de Eun-ho, Yoo Ji-ho (Lee Na-ha). O Dr. Kong não se conforma com a separação do casal e faz de tudo para tentar juntá-los novamente. Yoo Ji-ho, por outro lado, está contente em poder morar com a irmã separada, e não precisar pagar aluguel.


As coisas começam a mudar na rotina confortável do grupo, quando Dong-jin resolve arrumar um namorado para a ex-mulher. Ele arma um encontro às escuras entre Eun-ho e um rapaz chamado Min Hyeon-joong (Lee Jin-wook, de Nine: Time Travelling Nine Times), que conheceu por acaso. Acontece que Min Hyeon-joong lembra muito bem de Eun-ho, pois trabalhou na cerimônia de casamento dela. Entretanto, quando Dong-jin percebe que o interesse do belo jovem por Eun-ho é verdadeiro, começa a preocupar-se... E o mesmo acontece quando Eun-ho apresenta ao ex-marido uma amiga de infância, Kim Mi-yeon (Oh Yoon-ah). Dong-jin não parece entusiasmado em largar a vida de solteiro para ficar com a divorciada Mi-yeon, mas seu coração é conquistado pela filha dela, a pequena Cho Eun-sol (a excelente atriz mirim Jin Ji-hee). Seu forte instinto paternal o faz considerar a possibilidade de levar o relacionamento adiante, para desespero de Eun-ho.


Assim a estória vai se desenrolando, com novos relacionamentos surgindo no caminho de Eun-ho e Dong-jin, mas com o fantasma de uma separação mal resolvida sempre se interpondo em suas vidas.

Anos atrás, quando li pela primeira vez sobre Alone in Love, apesar dos elogios efusivos da crítica, fiquei adiando a hora de assisti-lo, com receio de que o tema pendesse demais para o melodrama. Mas com a presença de um elenco tão adorável, não tinha como deixar de conferir o drama. E a expectativa foi mais do que superada, graças a um roteiro divertido e comovente em igual medida. Kam Woo-seong foi um dos primeiros atores coreanos que conheci e admirei, através do cinema, em filmes inesquecíveis como The King and the Clown, ou R-Point. Depois de vê-lo em papéis tão dramáticos, foi uma surpresa muito agradável constatar sua qualidade como ator cômico. Seu último trabalho foi no drama sageuk King Geunchogo (2010); não sei por onde ele anda, mas espero que volte em breve!

Fazendo par com Kam Woo-seong está a adorável Son Ye-jin, em interpretação memorável (e justamente premiada). A carreira desta atriz é das mais peculiares, já que ela sempre teve a tendência (ou foi levada por circunstâncias externas) a interpretar papéis maduros demais para sua idade. Son Ye-jin, apesar do aspecto jovial, tem o olhar melancólico de uma ‘alma antiga’, como costuma-se dizer. Talvez por isso eu não tenha sido convencida por sua atuação no drama Personal Taste, como uma jovem absurdamente ingênua. Para mim, sua melhor interpretação continua sendo a do belíssimo filme April Snow


Dizem que a dor da separação pode ser comparada à dor da perda de um ente querido... Em Alone In Love somos confrontados com o sentimento mais poderoso, tanto no sofrimento como na alegria, que é o amor... Pois sem amor, somos criaturas solitárias, e a vida não tem sentido. Dong-jin e Eun-ho estão ligados por este fio invisível que une as almas que estão predestinadas... E torcemos muito para que eles encontrem o caminho de volta para o amor.

26 de ago de 2013

Good Doctor (drama, 2013)


País de origem:Coréia do Sul
Gênero: drama médico
Episódios: 20
Produção: KBS2

Direção: Ki Min-soo
Roteiro: Park Jae-beom-I

Elenco: Joo Won, Moon Chae-won, Joo Sang-wook, Kim Min-seo, Cheon Ho-jin, Kwak Do-won, Na Young-hee, Jo Hee-bong, Lee Ki-yeol.

Resumo

Quando criança, Park Shi-on tem a sorte de conhecer o Dr. Choi Woo-seok, que diagnostica seu autismo e, além disso, descobre uma mente brilhante. O Dr. Choi torna-se protetor e mentor de Shi-on, ajudando-o a formar-se em medicina. Mas não é nada fácil para o rapaz adaptar-se ao ambiente competitivo de um hospital universitário... Park Shi-on possui um cérebro privilegiado, mas um desenvolvimento emocional de uma criança, o que gera muitos conflitos, sem falar em preconceito por parte de colegas e pacientes. Mas, com o apoio da Dra. Cha Yoon-seo, e do cirurgião Kim Do-han, o jovem Shi-on talvez possa realizar seu sonho de ser um pediatra.



Comentário
 
O jovem (e gato) roteirista Park Jae-beom-I parece gostar do gênero médico, já que seu único trabalho anterior como escritor foi o drama God´s Quiz, uma espécie de CSI coreano, produção da OCN TV, e que teve duas temporadas. Agora o roteirista volta ao tema médico, mas num tom bem mais melodramático. Aliás, pelo clima romântico e lacrimoso da estória, eu poderia jurar que o roteiro era assinado por uma mulher. E Park Jae-beom-I repete a parceria de sucesso do drama God´s Quiz com o diretor Ki Min-soo (Bachelor´s Vegetable Store).
 
 
O cenário principal deste drama é o departamento pediátrico de um hospital universitário de Seul. Como em todo drama médico, a trama se divide entre os casos médicos, e as intrigas internas pelo poder. E é em meio a uma batalha muito suja entre os administradores do hospital que Park Shi-on (Joo Won) chega do interior, para começar sua residência médica. Shi-on teve uma infância muito pobre e, com o desaparecimento dos pais, acabou sendo criado pelo Dr. Choi Woo-seok (Cheon Ho-jin), que desde cedo reconheceu sua capacidade intelectual, apesar do desenvolvimento emocional lento, fruto do autismo. Quando Shi-on perde o irmão mais velho em um acidente, faz uma promessa a si mesmo de tornar-se um médico pediatra, para poder salvar a vida de outras crianças.
 
 
No hospital, Shi-on é hostilizado por muitos, mas protegido por outros, especialmente pela Dra. Cha Yoon-seo (Moon Chae-won), uma mulher de caráter forte e um tanto impetuoso, mas ao mesmo tempo uma pessoa extremamente gentil. O Dr. Kim Do-han (Joo Sang-wook), cirurgião chefe da ala pediátrica, a princípio rejeita a contratação de Park Shi-on, mas é convencido pelo Dr. Choi, que além de seu mentor, é diretor do hospital, a tutorar o jovem em sua residência médica. O Dr. Kim Do-han não tem interesse algum na área administrativa do hospital, apesar de sua noiva, Yoo Chae-kyung (Kim Min-seo) tentar convencê-lo do contrário. Yoo Chae-kyung é uma mulher ambiciosa, cujo objetivo principal é livrar-se de sua madrasta Lee Hyuk-pil (Lee Ki-yeol), responsável pela fundação que sustenta o hospital. O vice-presidente administrativo do hospital, Kang Hyun-tae (Kwak Do-won), também tem sua agenda própria para assumir o hospital, derrubando o diretor atual, o Dr. Choi Woo-seok.
 
 
Na verdade, a parte mais chata da estória são as maquinações dos “vilões”, com planos para lá de malignos que, no fim das contas, parecem um tanto forçados. Afinal, por mais que um hospital seja uma empresa, deixar que uma instituição médica sofra abalos de ordem ética e profissional não resulta em algo bom para ninguém. É claro que a administração atual tem sua culpa, com a contratação de profissionais baseada mais em indicações pessoais, do que na qualidade dos currículos. Como consequência, um médico sério como Kim Do-ha tem de aguentar um chefe medíocre como o Dr. Go Choong-man (Jo Hee-bong), chefe do departamento de pediatria. Enfim, este ângulo mais político da administração hospitalar já foi abordado de forma mais eficiente por outros dramas, como o brilhante Brain.
 
 
Quem conseguir superar esta parte da trama pode desfrutar de personagens muito interessantes, especialmente o triângulo central, Park Shi-on, Cha Yoon-seo e Kim Do-ha. O charme destes três personagens é suficiente para garantir o interesse do espectador que goste de dramas médicos. Muitos devem ter se surpreendido com a ótima atuação de Joo Won (Bridal Mask), não que ele não seja um bom ator, mas não é fácil encarar este tipo de personagem sem cair em uma fórmula caricata. Entretanto, Joo Won encarna o jovem autista Park Shin-on de forma verossímil e muito empática. Park shi-on comete erros no hospital, mas as pessoas se apressam em afirmar que é por culpa de sua condição, e não pelo fato de ele ser apenas um estudante. É nestas situações que percebemos que o preconceito fala mais alto, já que médicos experientes também cometem erros muitas vezes graves, e que acabam sendo relevados pela diretoria do hospital.
 
 
Moon Chae-won (Nice Guy), charmosa como sempre, é a Dra. Cha Yoon-seo, uma jovem completamente dedicada ao trabalho, e que nutre uma paixão secreta pelo Dr. Kim, desde os tempos de estudante de medicina. Com sua bondade e simpatia, ela é a primeira a acolher Park Shi-on como seu pupilo, e um pouco como um irmão mais novo.
 
 
Surpreendentemente, o ator Joo Sang-wook (TEN) ficou com o personagem mais complexo da trama, o Dr. Kim Do-han. Apesar de ser um cirurgião brilhante, Kim Do-han não é um homem vaidoso ou ambicioso. Seu noivado com a intragável Yoo Chae-kyung parece andar mais pela inércia, do que por paixão ou interesse político. Kim Do-han é um tanto brusco com os colegas e alunos, não por mau caráter, mas por excesso de zelo profissional. Além disso, seu ar melancólico está ligado à perda do irmão mais novo, e a uma culpa não superada. Ele parece corresponder ao interesse da Dra. Cha, mas talvez tenha medo de romper a barreira profissional que os separa. Ou apenas tenha medo de entregar-se a um amor verdadeiro.
 
 
Para mim, Joo Sang-wook é o grande (e ótimo) motivo para encarar este melodrama. E a possibilidade de vê-lo envolvido romanticamente com Moon Chae-won é o que basta para me manter ligada em Good Doctor ao longo dos próximos episódios.

15 de ago de 2013

Two Weeks (drama, 2013)



País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Thriller, Ação, Drama
Duração: 16 episódios
Produção: MBC TV

Direção: Son Hyeong-seok
Roteiro: So Hyeon-kyeong

Elenco: Lee Joon-ki, Kim So-yeon, Ryoo Soo-yeong, Park Ha-seon, Kim Hye-ok, Jo Min-ki, Lee Chae-mi, Yoon Hee-seok, Eom Hyo-seop, Jung In-ki.

Resumo

Jang Tae-san é um mero peão do mundo do crime, levando uma vida inútil e solitária... Até descobrir ser o pai de uma menina de oito anos e, logo depois, ser é acusado de um assassinato brutal. Ele terá de correr contra o tempo para provar sua inocência, e poder salvar a vida da filha doente.
 


Comentário (spoilers!)

Apesar das várias estreias simultâneas de dramas nos últimos dias, a expectativa de ver Two Weeks, com Lee Joon-ki, era grande, ao menos para as fãs do rapaz. Lee Joon-ki, apesar de jovem, tem uma carreira sólida e de respeito, tendo tido a sorte de escolher sempre bons projetos, tanto no cinema quanto na TV (sem contar sua bela carreira musical).

Two Weeks é um drama que agrada e surpreende desde a primeira cena e, se continuar neste ritmo, já pode ser considerado um dos melhores do ano. Com elenco sólido e roteiro afiado, Two Weeks tem tudo para cativar os fãs de estórias de ação, mas sem abrir mão dos aspectos mais humanos dos personagens. A produção conta com gente experiente, como So Hyeon-kyeong, roteirista do maior hit de 2012, My Daughter Seo-yeong, também autora do drama sobrenatural 49 Days, e Son Hyeong-seok diretor de When It´s at Night (2008) e Personal Taste (2010).

É impressionante a perfeição com que Lee Joon-ki encarna o personagem Jang Tae-san. A princípio Tae-san parece ser um grande canalha, um bandido da pior espécie. Mas logo percebemos que o comportamento agressivo de Tae-san não é natural, mas apenas uma forma de ele se proteger de um mundo violento e opressivo.

 
E quando Tae-san reencontra Seo In-hye (Park Ha-seon), o grande amor de sua vida, a máscara cai, e vemos que ele não passa de um jovem assustado e solitário. Entretanto, maior choque mesmo para Tae-san é descobrir que tem uma filha, fato que In-hye escondeu dele por oito anos. Neste período, Tae-san esteve por duas vezes na cadeia (como bode expiatório de crimes cometidos por seu chefe, o empresário e mafioso Moon Il-seok), fato que o afastou de In-hye... Até que a jovem é obrigada a revelar a existência da filha, a pequena Soo-jin (Lee Chae-mi).

 
Acontece que Soo-jin tem leucemia, e sua única chance de sobreviver à doença é um transplante de medula óssea, e seu pai biológico seria um doador em potencial. Tae-san aceita fazer o teste de compatibilidade e o resultado é positivo.

 
In-hye exige que Tae-san mantenha-se afastado da filha que, segundo ela, não sabe de sua existência. Além disso, In-hye está noiva do detetive de polícia Im Seung- woo (Ryoo Soo-yeong), que trata Soo-jin como se fosse sua filha.



Jo Seo-hee (Kim Hye-ok, em um papel bem diferente da costumeira ‘mãe chata’) é uma congressista amada pelo povo por suas atividades filantrópicas, mas que esconde intenções muito diversas do que se esperaria de alguém em sua posição social.


Moon Il-seok (Jo Min-ki) é um empresário poderoso, mas também um mafioso perigosamente psicótico. Por causa dele, a vida de Tae-san vira um inferno, quando o chefe arma uma cilada que leva o jovem a ser caçado por polícia e bandidos.


Park Jae-kyeong (Kim So-yeon) é uma promotora de justiça obcecada em provar a ligação criminosa entre Moon Il-seok e a senadora Jo Seo-hee. Kim So-yeon (Doctor Champ) está muito divertida, como uma promotora encarnada no trabalho, e nada feminina.


Junto do drama médico Good Doctor, e da trama sobrenatural Who Are You, Two Weeks é uma das grandes estreias da temporada. Imperdível!

9 de ago de 2013

I Hear Your Voice (drama, 2013)



País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Thriller, Fantasia
Duração: 18 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Jo Soo-won
Roteiro: Park Hye-ryeon

Elenco: Lee Bo-young, Lee Jong-suk, Yoon Sang-hyun, Lee Da-hee, Kim Kwang-gyu,Jung Dong-hwan, Kim Hae-sook, Jung Woong-in, Kim Ga-eun, Yoon Joo-sang, Choi Sung-joon, Kim Byung-ok, Park Doo-shik.

Resumo

I Hear Your Voice conta a estória de Jang Hye-sung, uma defensora pública que conhece Park Soo-ha, um jovem que tem a habilidade de ler a mente das pessoas. Com a ajuda dele, e do colega advogado Cha Kwan-woo, ela irá defender os pobres e oprimidos... Mas com a volta de um assassino que marcou suas vidas no passado, o perigo estará à espreita...


Comentário (com spoilers!)

O drama I Hear Your Voice foi o grande sucesso da temporada na TV coreana, tendo inclusive estendidos seus 16 episódios originais para um total de 18 (aliás, o drama poderia tranquilamente ter durado 20 episódios, como é comum no gênero drama, e imagino que isto não tenha ocorrido por uma questão de agenda dos atores).

O sucesso do drama é atribuído especialmente aos protagonistas Lee Bo-young, como a advogada Jang Hye-sung, e Lee Jong-suk, como Park Soo-ha, o jovem com poderes paranormais. Com uma mistura arriscada de gêneros ( um suspense dramático, com toques de fantasia, romance e até comédia), em mãos menos experientes, I Hear Your Voice poderia ter sido um grande fiasco. Felizmente, o resultado foi dos mais interessantes, e a experiência plenamente satisfatória para os espectadores. A roteirista Park Hye-ryeon fez um excelente trabalho, considerando-se seus projetos anteriores, não tão marcantes, como Dream High (2011), ou Stranger Than Paradise (2006).


Apesar do mix de gêneros, a trama segue o esquema normal dos dramas de TV; o frescor e a novidade podem ser atribuídos à personalidade espontânea da personagem central. Jang Hye-sung é uma mulher de caráter brutalmente honesto, sem papas na língua, como poucas vezes visto nos dramas coreanos. Por maiores que sejam suas aflições, ela nunca assume o papel de vítima, encarando seus problemas de frente. Muitas vezes sua independência é encarada como teimosia e frieza por seus colegas, o que em parte é verdade. Acontece que Jang Hye-sung teve uma infância e adolescência difíceis, tendo sido criada pela mãe, uma mulher pobre, mas batalhadora. Aliás, o temperamento orgulhoso de Hye-sung foi herdado da mãe, Eo Choon-shim (interpretada pela fantástica atriz Kim Hae-sook). Dois eventos dramáticos irão afetar a vida da adolescente Hye-sung (intrepretada por Kim So-hyun). O primeiro é ser acusada injustamente de ferir a colega de escola Seo Do-yeon, filha do juiz Seo Dae-seok. Como consequência, Hye-sung e a mãe são expulsas da casa do juiz, onde Eo Choon-shim trabalhava há anos como empregada. O segundo evento é um homicídio brutal presenciado por Hye-sung e Do-yeon. No momento de testemunhar o crime, apenas Hye-sung comparece no tribunal, enfurecendo o assassino, que jura vingança à jovem garota. Mas ao menos Hye-sung tem o consolo de ter a gratidão do garotinho Park Soo-ha, filho da vítima.


Os anos se passam e nos encontramos com a personagem Jang Hye-sung adulta, formada em direito. Sua mãe agora é dona de um pequeno restaurante de frango frito e, apesar de ter orgulho da filha, vive pressionando para que ela consiga um bom emprego, ou desista da carreira e se case. Jang Hye-sung não demonstra muito entusiasmo com a profissão, mas resolve candidatar-se a uma vaga na defensoria pública. Para sua própria surpresa, ela acaba contratada, juntamente com o advogado Cha Kwan Woo (Yoon Sang-hyun), um ex-policial com um coração de ouro. Cha Kwan Woo é o extremo oposto da colega Jang Hye-sung: entusiasmado, idealista e educado com seus superiores.


Park Soo-ha, o garotinho que viu seu pai ser morto brutalmente, tornou-se um jovem inteligente, mas muito solitário. Abandonado à própria sorte pelo tio, e único parente vivo, Soo-ha frequenta o estudo secundário, como qualquer adolesce normal, mas esconde um segredo... Desde a trágica morte do pai, Soo-ha adquire o poder de ler a mente das pessoas, uma habilidade que é mais um tormento do que uma bênção em sua vida, por ser algo que não pode ser controlado. Park Soo-ha nunca se esqueceu da garota que ajudou a prender o assassino de seu pai e, por isso, passou muito tempo tentando encontrá-la. Jang Hye-sung é sua benfeitora, e seu primeiro amor...


Quando finalmente Park Soo-ha consegue reencontrar Jang Hye-sung, uma sombra maléfica se aproxima dos dois. Min Joon-gook (Jung Woong-in, em uma caracterização assustadora), o assassino do pai de Soo-ha, deixa a prisão, e vai atrás de Hye-sung e Soo-ha, em busca de vingança.


O fator mais interessante deste drama é a dinâmica entre os personagens, que evolui de forma muito inesperada ao longo do tempo. No princípio a advogada Jang Hye-sung parece entusiasmada com a possibilidade de um relacionamento sério com o colega Cha Kwan Woo. Pouco interessada na carreira profissional, Hye-sung vê o casamento como uma alternativa muito cômoda. Entretanto, as coisas mudam com o surgimento de Park Soo-ha, que passa a ajudá-la no tribunal, com sua habilidade única de descobrir a verdade na mente das pessoas. A partir daí, Cha Kwan Woo deixa de ser um interesse romântico para Hye-sun (embora ele não deixe de gostar dela), mas passa a ter um papel fundamental como mentor profissional para ela. É graças a Cha Kwan Woo que Hye-sun aprende a respeitar e lutar pelos direitos de seus clientes diante da justiça.


A relação entre a advogada e Soo-ha também tem uma trajetória surpreendente, e muito romântica. No começo, o jovem Soo-ha é apenas alguém que Hye-sun pode usar para ganhar facilmente seus casos no tribunal; até que ela descobre que Park Soo-ha é o garotinho que ela salvou da morte há dez anos. Sua ligação se fortalece com o surgimento de Min Joon-gook, que passou todo este tempo na prisão, maquinando sua vingança. Soo-ha fará de tudo para proteger Hye-sun do bandido, inclusive arriscar sua própria vida.


Sobre o par Lee Bo-young e Lee Jong-suk, tenho minhas restrições (muito pessoais). Os espectadores amaram o casal Hye-sung e Soo-ha, e torceram fervorosamente para que eles tivessem um final feliz. E realmente, eles formaram um casal dos mais adoráveis, mas... Quando percebi que a estória seguiria por este caminho, fiquei um tanto incomodada. Mais um drama em que uma mulher madura, profissionalmente estabelecida, se apaixona por um jovem, muito lindo, mas muito imaturo. Nada a ver com o preconceito quanto à idade, mas qualquer psicólogo diria, neste caso, que o personagem Park Soo-ha vê na advogada Jang Hye-su a mãe (e a família) que ele nunca teve. A estória poderia tranquilamente ter se desenvolvido sem o envolvimento romântico entre os dois; seria mais natural e verossímil. Neste ponto, podemos dizer que IHYV não foi inovador, mas seguiu à risca a cartilha dos dramas românticos. O desfecho acabou sendo agradável para todos, já que a expectativa e o medo de uma grande tragédia eram grandes. Para mim, IHYV é um drama altamente recomendável, mas não entra para a lista dos melhores que já assisti (mas está sim entre os melhores do ano!).

Apesar de eu ser fã de Yoon Sang-hyun e Lee Jong-suk (que já haviam trabalhado juntos no drama Secret Garden), se tem alguém que merece destaque por sua atuação é a atriz Lee Bo-young (My Daughter Seo-yeong, 2012). A energia e principalmente a credibilidade que a atriz imprime ao personagem são dignas de todos os elogios (e prêmios) possíveis. Lee Bo-young é uma atriz que merece ser aplaudida e seguiremos de perto seus futuros projetos (após seu casamento com o ator Ji Sung, em setembro).
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