6 de mai de 2012

Twelve Men In A Year (drama, 2012)


País: Coréia do Sul
Duração: 16 episódios
Produção: tvN

Direção: Oh Jong-rok
Roteiro: Hwang  Jo-yoon

Elenco: Yoon Jin-seo, Cha Jin-oh, Ko Joon-hee, Lee Yong-woo.

Resumo

Uma jornalista de uma revista de moda tem a tarefa de escrever uma coluna de comportamento, descrevendo suas aventuras amorosas com um homem de cada signo do zodíaco.

Comentário

- Um parênteses sobre a produção atual de dramas coreanos na TV fechada (cabo):

Quem acompanha de perto os dramas coreanos, sabe que existem 3 grandes redes de TV (KBS, SBS e MBC) responsáveis por uns noventa por cento da produção desse gênero. O restante fica, principalmente, a cargo de alguns canais de TV a cabo, que tem se aventurado com maior ou menor sucesso na realização de dramaturgia televisiva. Pode-se dizer que a tvN é uma das poucas, se não a única, que tem se saído bem nessa tarefa. Os demais canais de TV já declararam abertamente estarem ‘tirando seus times de campo’ no que se refere à produção de dramas. Após (menos de) um ano de fracassos humilhantes de público e crítica, redes como TV Chosun (Operation Proposal, Good Luck) e Channel A (Bachelor’s Vegetable Shop, Goodbye Wife), vão reduzir ou extinguir de vez seus investimentos em drama.

Canais como OCN ainda conseguem produzir algumas coisas originais, como é o caso do drama Vampire Prosecutor, que conseguiu atingir uma audiência expressiva de 4%. A tvN é a rede que vem alcançando o melhor resultado, tanto de crítica (Once Upon a Time in Saengchori, Joseon X-Files,  Harvest Villa) como de público (I Need Romance, Flower Boy Ramyun Shop,  Shut Up: Flower Boy Band). Sendo assim, sempre é bom ficar de olho na produção de canais como OCN, tvN,e CGV, e ficar com um pé atrás quanto as demais redes.


Como namorar doze homens em um ano...

Sem tempo para assistir todos os dramas que se tem vontade, a única solução é separar o ‘joio do trigo’, sem dó nem piedade – o que implica em ver um ou dois episódios iniciais de cada drama que lhe atrair, e dar o veredicto final. Algumas vezes (poucas, é verdade) alguma coisa interessante pode nos escapar do radar. Foi quase o que me aconteceu com a ‘saga romântico-astrológica’ Twelve Men In A Year.

O segredo para curtir esse drama passa por: Enfrentar com bravura os dois ou três primeiros episódios, acostumar-se com o tom de voz às vezes enervante da atriz Yoon Jin-seo (sua interpretação cresce muito ao longo do drama) e com uma edição um tanto ‘nervosa’. A estória engrena quando Mi-roo começa a escrever a coluna de sexo e a ter seus primeiros encontros românticos. O desfile de homens belos e ‘sarados’ também ajuda a prender a atenção das moçoilas. O drama acaba fluindo surpreendente bem, e tem um desfecho dos mais satisfatórios e coerentes, ao menos entre os dramas que assisti nos últimos tempos.


Mas vamos à estória. Yoon Jin-seo (The Fugitive Plan B), é Na Mi-roo, 30 anos, editora de reportagens da revista de moda XX. Mi-roo é uma mulher inteligente, apaixonada pelo trabalho, mas que passa por uma revolução sentimental ao romper com seu grande amor, On Joo-wan (ator Cha Jin-oh, My Love By My Side). Ela fica ainda mais estressada ao ser pressionada no trabalho pela chefe, Michelle Jang (atriz Choi Soo-rin). A editora Jang quer que Mi-roo convença a famosa cronista conhecida apenas como “Sophia” a escrever para a revista XX uma coluna mensal sobre comportamento sexual. A ponto de perder o emprego, caso fracasse na tarefa, Mi-roo decide se passar por Sophia e escrever  secretamente a popular coluna sentimental. Com a ajuda de sua fiel escudeira (e melhor amiga), a fotógrafa Park Tanya (Ko Joon-hee, Can You Hear My Heart), Mi-roo tem de encontrar um homem para cada signo do zodíaco, e conhecê-lo ‘intimamente’, para poder escrever a coluna assinada por Sophia.

Nessa verdadeira ‘cruzada romântica’, Mi-roo vai tentar desvendar os segredos da mente masculina e, ao mesmo tempo, encontrar o verdadeiro amor.


O ator Lee Yong-woo (Birdie  Buddy) é o introvertido escritor Lee Joon. Kim Da-hyeong (Warrior Baek Dong-soo) é Hyeong-woo, o belo professor de astronomia. Kim Jin-woo (Queen Yn-hyun´s Man) é o músico Won-bin. Bae Geu-ri (49 Days) é Hae-ra, herdeira de um império hoteleiro, que se apaixona por Joo-wan, ex-namorado de Mi-roo. Yang Geum-seok é Yeon-soon, mãe de Mi-roo.

Muita gente pode se espantar (mas não mais do que eu) em saber que quem assina esse drama é ninguém mais, ninguém menos que Hwang  Jo-yoon, roteirista do aclamado e premiado filme coreano Old Boy, escrito a quatro mãos com o diretor Park Chan-wook. Hwang também é roteirista de filmes como o divertidíssimo The Beast and the Beauty (2005), e Go Go Sister (2006). Seu trabalho mais recente é o filme Masquerade (2012).

O PD de Twelve Men In A Year, Oh Jong-rok é um profissional dos mais experientes, como produtor, roteirista e diretor. Dirigiu dramas importantes como Daemul (2010), 90 Days, Time to Love (2006) e Happy Together (1999). Dirigiu e escreveu o roteiro do filme Crazy First Love (2003).

5 de mai de 2012

Sign (Episódio 6)


Recap (spoilers!)

No final do episódio 5, o Dr. Yoon Ji-hoon e a Dra. Go Da-kyeong descobrem o local onde as jovens vítimas de atropelamento foram originalmente mortas, e mais que isso, encontram mais restos mortais humanos. Uma equipe de policiais, investigadores e peritos começa a examinar a cena do crime e a recolher todas as provas possíveis.


A promotora Jeong Woo-ji e o Dr. Yoon vão para Seul, reunir-se com o chefe da promotoria, enquanto Da-kyeong fica no interior, na companhia do detetive Choi I-han.


Em Seul, o chefe da promotoria convoca o Dr. Yoon para que volte à sede do SNI e lidere a investigação dos assassinatos em série. Sem alternativa, o Dr. Lee Myeong-han é obrigado a aceitar a ordem.


Logo eles ficam sabendo que o possível assassino acabara de ser capturado pela polícia ao chegar à cena do crime.


Enquanto isso, na filial sul do SNI, Da-kyeong e Choi I-han se divertem ao relembrar os fatos que levaram ao seu primeiro encontro, quando um achou que o outro era o criminoso e quase morreram de susto. Na conversa eles se dão conta de que havia mais alguém no local naquela noite, e que talvez fosse o verdadeiro assassino. Querendo voltar a Seul com urgência para relatar o fato, o detetetive Choi pede uma carona justamente ao rapaz que ele antes suspeitava ser um incendiário, e que havia encontrado por acaso na noite anterior.


Da-kyeong entrega ao Dr. Yoon o casaco que ela usava na noite anterior, e que poderia conter algum traço do DNA do assassino. Ela fica decepcionada quando ele nega sua ajuda com a investigação, e simplesmente ordena que ela volte para o laboratório no interior.


Na delegacia onde trabalha, o detetive Choi consulta um especialista em perfis psicológicos de criminosos. Choi acaba percebendo uma relação suspeita entre os locais onde foram encontrados os corpos das jovens assassinadas, com os pontos onde houve os vários incêndios criminosos que ele estava investigando.


No instituto forense, o grupo de especialistas liderado pelo Dr. Yoon tenta encontrar evidências que liguem os esqueletos antigos encontrados na cena do crime ao assassino das jovens atropeladas recentemente. É então que o Dr. Yoon descobre uma característica particular do assassino, que é ser canhoto. Essa evidência descarta a pessoa que está presa no momento, suspeita de ser o culpado. Mas então, quem é o verdadeiro assassino em série?


O detetive Choi volta ao interior e encontra, por acaso, a mãe de uma das moças vítimas de atropelamento. Ela conta a ele que a filha, anos atrás, foi assediada por um colega de escola, que na época chegou a botar fogo na casa da família, ao não ter seus sentimentos retribuídos. Ao ver a foto do rapaz em um álbum escolar, o detetive Choi fica chocado ao ver que se trata de alguém que ele já conhecia muito bem.


Quase ao mesmo tempo, no SNI, o Dr. Yoon também pôde ver mesmo rosto - do provável psicopata - em uma foto resgata pelo perícia, do telefone celular de uma das vítimas. Ele fica em pânico ao perceber que se trata da mesma pessoa que ele viu dando carona (em um caminhão branco!) para a Dra. Go Da-kyeong. Ele tenta ligar para ela e alertar sobre o perigo... mas é tarde demais. Da-kyeong acaba de cair nas garras do mais cruel assassino.


Um alerta de busca é expedido e um enorme aparato policial é mobilizado para encontrar Da-kyeong e o seu sequestrador. Será que a Dra. Da-kyeong será encontrada viva a tempo?


Link para legendas PT (uma cortesia “Tea House and Cinema”): http://bit.ly/GO72BR
Link para vídeo (raw) torrent: http://bit.ly/1H4jIAD

Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

29 de abr de 2012

Chilling Romance (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: comédia, romance, suspense
Duração: 114 min.


Direção e Roteiro: Hwang In-ho

Elenco: Son Ye-jin, Lee Min-ki, Park Cheol-min, Kim Hyeon-sook, Lee Mi-do, Sin Seong-hoon.

Resumo


Um jovem mágico medíocre faz suas pequenas apresentações de rua, quando um dia avista na plateia uma garota muito bonita, mas de aspecto um tanto ‘fantasmagórico’. A presença marcante da moça faz o mágico ter uma ótima ideia para um espetáculo. Juntos, eles passam a apresentar um show de ilusionismo de grande sucesso. No entanto, o mágico começa a ficar intrigado com a personalidade tímida e arredia da garota, e quer descobrir qual é o grande mistério que cerca sua vida.



Comentário

Como vale para todo bom filme de suspense, não tem graça contar os detalhes do enredo de Chilling Romance, para não estragar suas surpresas (e sustos). Mas, dá sim para adiantar que o filme é delicioso. Trata-se de uma mistura bem dosada de comédia romântica com filme de assombração. Aliás, os próprios personagens discutem várias vezes – de forma muito divertida – as diferenças entre os dois gêneros de cinema, e em qual deles a vida da heroína se enquadra. É um uso muito inteligente e pouco afetado da metalinguagem, que acaba ajudando a deixar o clima mais leve, mesmo nas situações mais dramáticas.



O ponto alto certamente são as boas interpretações do casal principal. Ainda bem, já que o filme está basicamente centrado nos dois. Lee Min-ki, como o mágico Jo-goo, está adorável como sempre, e percebe-se sua maturidade como ator, ao transitar confortavelmente entre o drama e a comédia.

Son Ye-jin então... Nem há mais o que dizer sobre essa grande atriz do cinema coreano, que com apenas 30 anos já trabalhou com alguns dos melhores diretores do seu país. No papel de Yeo-ri, uma jovem que é assombrada dia e noite por espíritos nem sempre camaradas, Son Ye-jin mais uma vez esbanja charme e doçura. Ela e Lee Min-ki formam um casal tão bonito que nos faz torcer para que o filme realmente seja uma comédia romântica disfarçada de filme de terror – e não o contrário.

Imperdível para os corações românticos – e que também gostem de levar sustos moderados.


Quer ver mais de Son Ye-jin? Assista o belíssimo filme April Snow (2005), em que Son Ye-jin e Bae Yong-joon (Winter Sonata) formam um dos pares mais românticos da história do cinema coreano. E para ver Lee Min-ki (1985) em modo ‘super sexy’, não perca o filme A Good Day to Have an Affair (2007).

Sign (Episódio 5)



Recap (spoilers!)

No episódio anterior (ep. 4), vimos o Dr.Yoon Ji-hoon realizar a autópsia no corpo de uma jovem estudante encontrada em uma rodovia do interior. Sem os equipamentos necessários disponíveis para um exame mais apurado, eles decidem improvisar, pegando emprestado (na verdade ‘afanando’) lâmpadas ultravioleta de um bar de karaoquê local. Para isso, a Dra. Go Da-kyeong faz o Dr. Yoon pagar um verdadeiro ‘mico’!


Mas, graças à ajuda da luz ultravioleta, o Dr. Yoon pode mostrar ao policial encarregado do caso que a vítima foi atingida por um caminhão, o qual deixou uma marca diferenciada em seu corpo, um emblema em forma de águia. Além disso, o legista conclui que ela foi ferida em duas ocasiões distintas, o que sugere a possibilidade de atropelamento proposital.


Em Seul, o detetive de polícia Choi I-han também presencia uma autópsia de resultado quase idêntico, em que a vítima foi atropelada por um caminhão que deixou em seu corpo a marca clara de um emblema de águia. Mas ao contrário do Dr. Yoon, o legista nesse caso, o diretor do SNI, Dr. Lee Myeong-han, conclui que a morte foi acidental.


Nas redondezas da filial do SNI, o suposto assassino do caminhão volta a atacar.


Investigando o antigo caso do incendiário misterioso, Choi I-han vai para o sul do país, onde, por coincidência, ouve o relato de policial local sobre os casos de atropelamento de jovens garotas. Ele logo relaciona esses casos com a autópsia que acaba de presenciar em Seul.


Choi I-han convoca a promotora Jeong Woo-ji para investigar um suposto caso de assassinatos em série.


Vislumbrando uma possibilidade de restaurar sua carreira profissional decadente, ela corre para o interior, para falar com o Dr. Yoon sobre o caso. Mas primeiro, ela vai até a sede do SNI questionar os resultados da autópsia do Dr. Lee Myeong-han, sobre o caso do suposto atropelamento. Ele se vê numa saia justa ao se dar conta de ter ignorado evidências importantes durante a autópsia.

"Quer ir lá em casa ver minha coleção de gravatas borboleta?"

Na filial do SNI, a promotora Jeong cobra do Dr. Yoon os resultados das autópsias das jovens atropeladas. Ele se irrita e, para variar, mágoas do passado são relembradas. A Dra. Da-kyeong houve a discussão por detrás da porta, e fica surpresa ao saber que, no passado, os dois já foram um casal.


Frustrados por não encontrar provas concretas sobre a causa da morte das jovens, o Dr. Yoon e a colega Da-kyeong se encontram por acaso, à noite, na cena da última morte. Eles resolvem investigar as redondezas em busca de provas, e acabam encontrando uma fazenda local suspeita, onde os crimes podem ter acontecido.


O Dr. Yoon examina um dos galpões e encontra dezenas de embalagens de um anestésico de uso animal, um produto químico que pode ter sido usado nas vítimas.


Enquanto isso, a Dra. Da-kyeong encontra o caminhão com brasão de águia.


Ao ouvir alguém se aproximar e tocá-la ela toma o maior susto, e foge correndo para o interior de um dos galpões.


Ao ser acudida pelo Dr. Yoon e pela promotora Jeong, eles se dão conta que não se trata do suposto assassino, mas sim do detetive Choi. Ele conta que chegou até ali por acaso, seguindo a pista do criminoso incendiário.


Para surpresa ainda maior do grupo, vários esqueletos humanos são encontrados na fazenda, deixando claro que o assassino vem agindo há muito mais tempo do que eles imaginavam.


Link para legendas PT (cortesia “Tea House and Cinema”): http://bit.ly/1X5aQmm
Link para vídeo (raw) torrent: http://bit.ly/1H4jIAD

Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

23 de abr de 2012

Wu Xia/Swordsmen (2011)



Wuxia – gênero cinematográfico, ou literário chinês, que mistura fantasia e artes marciais, e que pode ser traduzido livremente como ‘herói das artes marciais’. O filme “O Tigre e o Dragão”, por exemplo, foi baseado no gênero wuxia.

País: Hong Kong, China
Gênero: thriller, artes marciais
Duração: 115 min.

Produção: Peter Chan, Huang Jianxin, Jojo Hui
Direção: Peter Chan
Roteiro: Aubrey Lam

Elenco: Donnie Yen, Takeshi Kaneshiro, Tang Wei, Jimmy Wang, Kara Hui.

Wu Xia é um filme que mistura suspense com artes marciais, dirigido por Peter Chan, estrelando Donnie Yen, Takeshi Kaneshiro e Tang Wei. O filme estreiou  em maio de 2011, no Festival Internacional de Cinema de Cannes (na categoria ‘Seção da Meia-Noite’).

Para quem gosta de filmes de artes marciais, ou de dramas policiais (se gostar dos dois gêneros, está premiado!), Wu Xia é uma obra imperdível. E se o espectador (como eu) gosta de se surpreender, nem leia a sinopse abaixo e corra para ver o filme. A surpresa, no caso desse filme, realça em muito o prazer em acompanhar a trama.


Sinopse (com spoilers médios)

Wu Xia se passa no ano de 1917, pós-Dinastia Qing, na pequena vila Liu (cada vila tinha o nome de um clã, o que significava que todos os seus habitantes compartilhavam o mesmo sobrenome, no caso Liu), na fronteira de Yunnan, China.

Liu Jinxi (Donnie Yen) e sua esposa Yu (Tang Wei) são um casal simples com dois filhos pequenos, Fangzheng e Xiaotian, que mora na vila Liu. Um dia, dois bandidos entram na vila e tentam assaltar o armazém local. Liu Jinxi, que se encontrava no local no momento do assalto, luta (desajeitadamente) com os ladrões, quando vê que estes começam a agredir o casal de proprietários idosos. Ele acaba matando os bandidos durante o embate. O detetive Xu Baijiu (Takeshi Kaneshiro) é chamado para investigar o ocorrido, e descobre que os bandidos eram fugitivos perigosos, procurados pelo governo chinês. O magistrado local fica satisfeito por eles terem sido mortos em sua comarca, e Liu Jinxi é considerado um herói pelo povo da aldeia.

Entretanto, o detetive Xu fica intrigado e suspeitoso, pois não acredita que os bandidos com fama de serem grandes lutadores, poderiam ser facilmente mortos por Liu, um mero fabricante de papel. Examinando a cena do crime como um verdadeiro Sherlock Holmes, Xu é capaz de deduzir que Liu na verdade é um mestre em artes marciais, pelo ‘estrago’ que fez nos corpos dos bandidos. E investigando mais fundo ele descobre a verdadeira identidade de Liu Jinxi.

Comentário

Tive, pessoalmente, minha fase de fã de filmes chineses de artes marciais. E apesar de admirar e reconhecer o talento de Donnie Yen como lutador, sempre o achei sofrível como ator, além de pouco carismático – ao contrário de figuras simpáticas como Jackie Chan e Jet Li. Aliás, Donnie Yen nunca teve fama de simpático, muito pelo contrário. Assim, fui feliz da vida assistir Wu Xia só para ver o maravilhoso (lindo, simpático, ótimo ator) Takeshi Kaneshiro. E é claro que não me decepcionei, pois sua atuação como o detetive Xu é sensacional. Dá para perceber sua evolução constante como ator (e ele continua lindíssimo!).


Mas tive de rever meus conceitos sobre Yen. Não sei como, mas o diretor Peter Chan fez um milagre ao arrancar uma atuação tão boa de Yen. Ele consegue passar uma imagem de homem meigo, doce – no convívio com a mulher e os filhos – é verdadeiramente tocante ver o relacionamento dele com a família.


Por outro lado, quando seu passado é revelado, e vemos todo seu potencial de mestre das artes marciais, é de ‘cair o queixo’. O homem está em plena forma, e ainda tem o mérito de ter se encarregado da direção de ação, ou seja, de elaborar todas as coreografias das lutas. Aliás, as cenas de ação são verdadeiramente memoráveis. Mesmo para quem já viu muitos filmes do gênero, não tem como não se surpreender. Duvido que mesmo alguém que não goste de filmes de artes marciais, não fique sem fôlego ao presenciar coreografias tão elaboradas, de uma plasticidade única.

A bela e talentosa atriz Tang Wei

Juntando o talento de Yen, com a direção impecável do cantonês Peter Chan, mais a fotografia belíssima de Lai Yiu-fat e Jake Pollock – as paisagens das florestas úmidas da Tailândia dão uma sensação de mistério, sonho e assombração, tornando-se um personagem a mais na estória. Algo que me impressionou muito também foi a edição de som - quem puder assistir o filme com fones vai perceber bem a qualidade sonora. Sem contar a trilha envolvente, a cargo de Chan Kwong-wing e Peter Kam.

Todo esse pacote de alta qualidade cinematográfica – roteiro inteligente, bons atores, produção impecável – custaram ‘meros’ U$ 20 milhões. E depois tem quem se pergunte por que Hollywood gasta tanto para produzir filmes tão medíocres. Pena que não tivemos a oportunidade (no Brasil) de desfrutar de Wu Xia na tela grande dos cinemas.

18 de abr de 2012

Sign (Episódio 4)



Recap (spoilers!)

No final do episódio 3, passaram-se dois anos e o Dr. Yoon Ji-hoon é surpreendido com o surgimento de Go Da-kyeong, agora uma médica legista recém formada. Ela quer ajudar o Dr. Yoon a voltar a investigar o caso Seo Yoon-hyung. Ele, por outro lado, está estressado com as péssimas condições de trabalho na filial do SNF no interior, e não recebe nada bem a notícia da chegada da jovem médica. Para se vingar, ele a faz realizar uma autópsia sozinha, apesar da falta de experiência dela.


A funcionária Hong Sook-joo dá conselhos à Go Da-kyeong de como lidar com os colegas no novo emprego, e sugere que ela ofereça a eles um belo jantar em um restaurante, para agradá-los.


Ao escrever seu primeiro relatório de autópsia, Go Da-kyeong fica confusa sobre a causa da morte da vítima e, a contragosto, acaba procurando a ajuda do Dr. Yoon. Ele dá a Da-kyeong uma verdadeira de aula de como interpretar os elementos tanto da autópsia como da cena do crime. Finalmente tudo fica claro para ela.


Ao visitar a viúva do homem em que realizou sua primeira autópsia, a Dra. Go Da-kyeong descobre que o Dr. Yoon já havia estado lá e explicado para a família as circunstâncias do falecimento. Da-kyeong se dá conta que o Dr. Yoon é uma pessoa muito mais sensível do que imaginava que ele fosse.


Go Da-kyeong reserva uma mesa em um bom restaurante mas, para sua decepção, nenhum dos colegas do SNF aparece. O Dr. Yoon é chamado pelo dono do restaurante, para buscar a jovem, que está completamente bêbada.


Enquanto isso, em Seul, uma cena parecida se repete, só que é o detetive de polícia Choi I-han que tem de resgatar a promotora Jeong Woo-jin, que anda bebendo demais, após ter perdido o caso Seo Yoon-hyung, e uma provável promoção.


Depois de uma noite de ‘fortes emoções’ com Da-kyeong, o Dr. Yoon resolve telefonar para o velho amigo e ex-diretor do SNF, o Dr. Jeong Byeong-do.


Fazia um ano que eles não se falavam e o velho médico fica feliz em ter notícias do afilhado. O Dr. Jeong o aconselha a não ser tão fechado e a tentar interagir mais com quem está ao seu lado.


O corpo de uma jovem chega à filial do SNF, e o Dr. Yoon e sua equipe estabelecem que ela morreu atropelada, possivelmente por um caminhão.


Ao mesmo tempo, na sede do SNF em Seul, o Dr. Lee Myeong-han realiza uma autópsia (para se exibir) diante da audiência de um ministro de governo, que veio entregar uma verba polpuda para o instituto forense. Por coinscidência (ou não) também se trata de uma jovem que teria morrido atropelada por um caminhão.


Ao final da autópsia, o Dr. Lee Myeong-han conclui que a causa da morte da jovem foi acidental, pelo trauma do choque ao ser atropelada por um veículo.

Já o Dr. Yoon Ji-hoon conclui que a morte da garota que ele examinou não foi acidental, mas sim um homicídio disfarçado de atropelamento.



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Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.
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