18 de mar de 2012

Always (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 108min.

Direção: Song Il-gon
Roteiro: Roh Hong-jin, Song Il-gon

Elenco: So Ji-sub, Han Hyo-joo, Kang Shin-il, Park Cheol-min, Yoon Jong-hwa, Oh Kwang-rok, Kim Mi-keong

Comentário (spoilers mínimos)

A estória do encontro (predestinado) entre o ex-boxeador Cheol-min (So Ji-sub) e a atendente de telemarketing Jeong-hwa (Han Hyo-joo). Cheol-min é um homem que passou boa parte de sua vida na solidão, desde a infância em um orfanato, até o repentino final de uma carreira de sucesso como atleta. Ao se afastar do mundo do boxe ele escolhe uma vida de isolamento e alienação. Isso até conhecer Jeong-hwa, uma jovem que também tem sua cota de sofrimento na vida, mas que é sempre amável e aberta com próximo. Anos atrás, um trágico acidente de carro fez Jeong-hwa perder os pais e ficar cega. Órfã e sem recursos, ela teve de abandonar a universidade para se sustentar. Ao conquistar o coração do arredio Cheol-min, ela dá um novo sentido à vida dele. Ele volta a lutar, ela sonha em voltar a trabalhar com cerâmica... E a vida deles segue numa felicidade jamais imaginada... Até que uma revelação chocante do passado ameaça separá-los para sempre.


Always é um melodrama no sentido mais clássico da palavra. No entanto, apesar de todos os clichês, a direção pouco convencional e a produção esmerada fazem de Always um filme diferenciado. O diretor e roteirista Song Il-gon, até então mais conhecido por trabalhos mais ‘cult’, como The Magicians (2005), segue por uma via mais ‘comercial’ em Always, mas sem deixar de lado a preocupação em desenvolver um produto de qualidade. O resultado é um filme de acabamento primoroso, muito agradável mesmo de se ver.


Os atores So Ji-sub e Han Hyo-joo formam um par belíssimo e ambos desenvolvem seus personagens com segurança e muita sensibilidade. Se falta um pouco mais de ‘pimenta’ nas cenas entre os amantes, deve ter sido por escolha do diretor (e roteirista), que optou por um clima mais etéreo e romântico. E se o filme apresenta mais de uma coincidência que parecem um tanto forçadas e até mesmo desnecessárias, isso não chega a arruinar o desenvolvimento do drama. Assim, Always pode ser recomendado como um belo drama romântico, a ser assistido com grande prazer.

Quem é Quem...

Han Hyo-joo, atriz (1987): Dong Yi (drama, 2010), Postman to Heaven (filme, 2009).


So Ji-sub, ator, cantor (1977): Ghost (drama, 2012), Caim and Abel (filme, 2008), Sorry I Love You (drama, 2004).


Kang Shin-il, ator (1960): Lie to Me (drama, 2011), Fermentation Family (drama, 2012).

Park Cheol-min, ator (1967): Beethoven Virus (drama, 2008), Cyrano Agency (filme, 2010)

Uma cena muito bacana do filme é quando o casal vai ao show de Horan e Alex (Clazziquai):


Trailer Musical:

14 de mar de 2012

When It´s at Night (drama, 2008)


País: Coréia do Sul
Gênero: comédia, romance, drama
Duração: 17 episódios
Produção: MBC

Direção: Son Hyeong-seok
Roteiro: Kim Eun-hee, Yoon Eun-kyeong

Elenco: Kim Seon-ah, Lee Dong-geon, Lee Joo-hyeon, Kim Jeong-hwa, Park Ki-woong.

Resumo

O relacionamento conflituoso entre uma funcionária de um museu e um professor de arqueologia, e que têm em comum o desejo de descobrir antiguidades coreanas, mas com motivações bem diversas.

Ladrões 'profissionais' de antiguidades, que sabem diferenciar de longe uma cerâmica Goryeo de uma cerâmica falsa... Detetives de polícia especializados em perseguir esses ladrões espertinhos... E há ainda os funcionários públicos que dedicam suas vidas à procura dos ladrões de sítios arqueológicos, por puro patriotismo... Essas pessoas estão envolvidas com a herança cultural e, ao mesmo tempo, com os altos e baixos de suas vidas pessoais.

Comentário

Um dos dramas prediletos dessa casa, logo atrás de The City Hall, e não por acaso, estrelado pela mesma Kim Seon-ah, When It´s at Night é pura diversão.

Romance sempre é bom, e se for acompanhado de muita comédia, alguma dose de ação e uma pitada de drama – é a fórmula ideal, presente do início ao fim em When It´s at Night.

O cenário deste drama é a ‘Administração de Herança Cultural da Coréia do Sul’ e o museu anexo que abriga as obras de arte antiga do país. Os personagens são os funcionários da instituição, responsáveis pelo zelo do patrimônio histórico-cultural e pela investigação dos crimes contra esse patrimônio. Na periferia, estão os ‘inimigos’, os ladrões de obras de arte, os intermediários (que repassam os roubos) e os compradores, gente muito rica e poderosa, do país e do exterior. E bem na linha de fogo entre os protetores da herança cultural, gente patriota e abnegada, e os que se apropriam dessas obras, está o professor Kim Beom-sang, uma espécie de ‘Indiana Jones’ coreano.

Kim Beom-sang (Lee Dong-geon) é professor universitário, popular apresentador de TV, playboy, brilhante especialista em restauração de obras de arte antiga, e que tem a habilidade de detectar falsificações de longe.


O problema é que Kim Beom-sang não se preocupa com ética quando se trata de adquirir e restaurar uma antiguidade. Como ele faz questão de frisar “Um restaurador é como um médico, que só se preocupa em tratar do paciente, sem se importar com sua origem”. Um pensamento nada nobre para aqueles que investigam o tráfico de obras antigas.

E quando ele se depara com Heo Cho-hee (Kim Seon-ah), membro da equipe de investigação de crimes contra o patrimônio cultural e funcionária dedicada, o confronto é inevitável.


O principal ponto positivo de When It´s at Night certamente é o roteiro. A dupla feminina de escritoras, Kim Eun-hee e Yoon Eun-kyeong têm se aprimorado a cada trabalho, e vêm conseguido equilibrar com sucesso drama e comédia. Em My Fair Lady (drama, 2009) elas já mostraram com desenvoltura sua veia cômica. Em When It´s at Night elas tratam com muito talento e carinho os personagem secundários, ponto importantíssimo para dar qualidade a um drama. Se os personagens principais ficam um pouco restritos num tom mais dramático – alguns podem lamentar a seriedade excessiva de Kim Seon-ah, excelente nas comédias – os secundários se esbaldam na comédia, o que resulta num equilíbrio muito saudável.

A estória está centrada na funcionária pública Heo Cho-hee, que se tornou investigadora do patrimônio cultural por um só motivo – a busca de um tesouro muito pessoal, o pai desaparecido há 7 anos. Seu mentor e chefe é No Jeong-pil (Ki Joo-bong), um dos poucos que conhece o segredo doloroso do passado de sua família.

Seus colegas, por outro lado, são o estereótipo do servidor público: preguiçosos, e perdem mais tempo bebendo café e fofocando do que produzindo algo de útil. Na Dae-gil (o sempre engraçado Kim Seung-wuk - o mordomo de My Fair Lady) sonha em ser chefe, embora deteste grandes esforços. Lee Sang-hoo (Kim Joon-ho) é a sombra de Na Dae-gil, e eterno apaixonado pela colega Wang Joo-hyeon (a surpreendente atriz Kim Jeong-hwa). Wang Joo-hyeon é uma garota que só é ágil na hora de espalhar alguma fofoca, mesmo que seja sobre ela mesma.




E tem ainda a equipe policial de apoio. O chefe é o jovem e belo detetive Kang Si-wan (Lee Joo-hyeon), viúvo, e que só tem olhos para a filha de cinco anos. Seus colegas são os esforçados, embora um tanto atrapalhados detetives Jo Sang-cheol (Jo Hee-bong) e Park Jin-gook (Kim Hyeong-beom).



No lado dos malvados temos uma trupe de bandidos – por sorte – um tanto inabilidosa, liderada por Kim Sang (sim, o nome é quase igual ao do prof. Kim Beom-sang, confusão garantida entre os personagens), um ladrão de antiguidades que tem mais pose do que fama. Seu principal cliente é o empresário Jang Oh-seong (Kim Yong-geon), um dos maiores colecionadores de arte do país, e que também costuma usar os serviços de consultoria do prof. Kim Beom-sang.


Entre a correria atrás de obras de arte roubadas, dos meliantes, e do pai desaparecido, Heo Cho-hee ainda vai achar tempo para uma descoberta ainda mais preciosa... o amor da sua vida.

A atriz Kim Seon-ah está ótima como sempre, um pouco acima do peso, provavelmente ainda reflexo do drama anterior, My Name is Kim Sam-soon (mas ela emagrece visivelmente ao longo de When It´s at Night). Talvez esse seja seu papel mais contido, mas eu gostei de vê-la num tom mais suave e dramático (sem os excessos de Kim Sam-soon), e sua interação com o ator Lee Dong-geon é excelente. Duvido que alguém concorde comigo (incluindo ela!), mas gostei mais do par com ele do que com Lee Dong-wook. Pelo menos Lee Dong-geon canta bem melhor (o dueto entre ela e Dong-geon é bem mais afinado do que com Dong-wook, em Scent of a Woman).


Lee Dong-geon... O que fazer, não posso resistir ao seu charme masculino, num rosto de menino. Sua carreira curta de ator (Lovers in Paris) e cantor sofreu uma pausa brusca com alistamento militar obrigatório , mas felizmente ele está de volta à vida civil a partir de abril, e ao mundo artístico em breve, esperamos!

Destaque especial para o jovem ator Park Ki-woong, como Heo Gyoon, o irmão caçula de Kim Seon-ah, papel que lhe deu oportunidade de demonstrar seu talento tanto na comédia como no drama. Park fará parte do elenco do drama Bridal Mask (maio de 2012).

Quem é Quem...

- Son Hyeong-seok, diretor: Personal Taste (drama, 2010).

- Kim Eun-hee, roteirista: ela será roteirista do aguardado drama Ghost com o astro Son Ji-sub. Escreveu dramas de sucesso como Sign (2011), Harvest Villa (2010), My Fair Lady (2009) e o clássico Winter Sonata (2002).

- Yoon Eun-kyeong, a roteirista compartilhou o sucesso com Kim Eun-hee nos dramas My Fair Lady (2009), Summer Scent (2003) e Winter Sonata (2002), entre outros.

"For Couples Who Have Just Begun" - Dueto de Lee Dong Gun e Kim Sun Ah.


11 de mar de 2012

Eye for an Eye (filme, 2008)


Um filme de ação que se desenrola com velocidade, estilo e substância.

País: Coréia do Sul
Duração: 101 min.
Gênero: ação, suspense, policial

Direção: Ahn Kwon-tae, Kwak  Gyeong-taek
Roteiro: Kim Dong-woo

Elenco: Han Seok-kyu, Cha Seung-won, Song Yeong-chang, Lee Byeong-joon, Jeong In-ji, Kim Ji-seok-I, Son Byeong-wook, Lim Seong-gyoo, Lee Jae-goo.

Comentário

Dois grandes atores coreanos, Han Seok-kyu e Cha Seung-won se reúnem em Eye for an Eye, num verdadeiro embate de titãs.

Crimes (quase) perfeitos e perseguições de gato e rato se desenrolam num estilo tradicional, mas com o toque picante do cinema coreano.


O filme vale especialmente para ver um Han Seok-kyu (Deep Rooted Tree) bem diferente, com seus cabelos prateados, combinando com os ternos cinza Hermes, no papel de um detetive aparentemente educado, mas de língua afiada, sempre mascando chiclete (tentando curar o vício do cigarro) e que fica obcecado em fechar seu último caso antes de deixar o cargo.


O veterano detetive Baek está para se demitir, sonhando com uma vida mais tranquila e lucrativa como homem de negócios. Mas ele tem de adiar seu desejo quando 1,8 bilhões de won são roubados de um carro forte em plena luz do dia e logo em seguida 600 kg de ouro de importação ilegal desaparece de um aeroporto, sob as barbas da equipe de Baek. Alguém, astutamente, assumiu a identidade do Cap. Baek, o que representa um grande golpe no ego do policial.

No dia seguinte aos roubos, Baek receber um pacote, um maço de dinheiro, assinado “de e para Baek”. Esse gesto ‘amigável’ vem do líder e mentor dos crimes em pessoa, Ahn Hyun-min (Cha). Esse homem misterioso e de inteligência excepcional passa a perna em Baek, além de elaborar seus planos de forma impecável. Para botar mais lenha na fogueira, Ahn tem a petulância de deixar pistas gritantes e até mesmo de aparecer na frente de Baek, sem medo de ser pego. Logo, Baek se dá conta de que está sendo usado como isca para o grande plano de Ahn, de atacar um inimigo maior.


Ao contrário dos bons, mas muitas vezes convencionais filmes da ação de Hollywood, Eye for na Eye, tem aquele toque único do cinema coreano. O drama humano por detrás dos personagens os torna empáticos e nos faz ficar na expectativa sobre o que será deles.

Embora aqui Ahn seja o ‘bandido’, Baek, que não se controla ao usar a violência para atingir os seus fins, parece, em algumas ocasiões, muito mais desprezível. E Ahn, com sua obcessão ‘hamletiana’, desperta um entendimento e uma simpatia inevitáveis nos espectadores.

Destaque para o ator Lee Byung-joon (Secret Garden, drama, 2010), que disfarça sua profunda voz de barítono, no papel de "Antonio", um empresário - de dia, e travesti à noite - que fala num tom agudo e desfila num visual de ‘perua’ impecável. O personagem composto por ele se torna um contraponto sutil e hilário aos dois atores principais.


É claro que o diretor se aproveita muito bem do perfil elegante de Cha Seung-won (que já foi modelo), que desfila pelas cenas em ternos de corte impecável, e com o sorriso debochado que é marca registrada ator. Mas não dá para desmerecer a grande atuação de Cha, sempre intenso e suave na mesma medida. Irresistível!


O filme foi dirigido a quatro mãos: Ahn Kwon-tae (My Brother, 2004), que foi diretor assistente de Kwak Gyeong-ta no seu grande ‘hit’ Friend (2001), rodou a primeira metade de Eye for an Eye, antes de seu mentor assumir a cadeira de diretor. O resultado foi um filme repleto de cenas inspiradas nas estórias em quadrinhos, com a tela dividida ao meio, além de muita ação e perseguições automobilísticas, do início ao fim.

9 de mar de 2012

Shinya Shokudo (drama, 2009)


País: Japão
Título: Shinya Shokudo (Late-Night Diner)
Produção: TBS, MBS
Formato: Renzoku
Duração: 10 episódios
Gênero: Comédia dramática


Produção: Moriya Takeshi, Tosaka Takuma
Estória original (mangá): Abe Yarou
Roteiro: Manabe Katsuhiko, Mukai Kousuke, Oikawa Takurou, Wada K.
Direção: Matsuoka Jouji, Oikawa Takurou, Tosaka Takuma.
Food Stylist: Iijima Nami
Design: Amuse, MBS (Mainichi Housou)
Música Tema (final): Believe in Paradise, de Magic Party
Narração: Kobayashi Kaoru

Elenco: Kobayashi Kaoru, Matsushige Yutaka, Andou Tamae, Ayata Toshiki,
Yamanaka Takashi, Fuwa Mansaku, Motoi Hiroyuki, Odagiri Joe, etc.


Quando o dia chega ao fim, e as pessoas estão a caminho de casa, o meu dia começa.”

{Menu}
Tonjiru Tradicional: 600 yen
Cerveja: 600 yen
Sakê: 500 yen
Shochu: 400 yen
(Máximo de 3 drinques por cliente)

Esse é o meu menu. A possibilidade de servir-se qualquer outra coisa, desde que possível... É o meu modelo de negócio. Estou aberto da meia-noite, às sete da manhã. É o que chamam de... “Shinya Shokudo” (restaurante da meia-noite). Como vão os negócios? Eu diria que “bem o bastante”.

É sempre com essa introdução, e com a belíssima canção Omohide (recordações), de Suzuki Tsunekichi que começa cada episódio do drama japonês Shinya Shokudo.

Mangá original de Abe Yarou

Resumo

Um pequeno restaurante de esquina, em um bairro comercial de Tóquio, que só abre da meia-noite às sete da manhã, e que apresenta um cardápio fixo. Apesar disso, os clientes chegam ao restaurante, noite após noite, pelo prazer de conversar com o proprietário e com os pedidos culinários mais exóticos, os quais ele sempre atende, sem hesitar. A cada episódio, o drama retrata as estórias dos clientes, que vão de um membro da yakuza, à artistas do underground, passando por trabalhadores comuns que vivem a vida solitária de uma metrópole.


Comentário

A memória humana é algo muito complexo, e ela pode nos falhar ou nos enganar, com falsas memórias, ou reconstituições fantasiosas de nosso passado. Mas se tem um sentido que nos faz evocar lembranças do passado, e torna inesquecíveis certos momentos de nossa história pessoal, esse sentido é o paladar.

Quando um cliente chega ao “Shinya Shokudo” e pede ao ‘Master’ (Kobayashi Kaoru) que prepare um prato especial, essa pessoa está tentado resgatar uma lembrança marcante de sua vida. E é através da visão desses indivíduos, devorando os deliciosos pratos preparados pelo misterioso proprietário do restaurante, que descobrimos seus segredos mais íntimos, seus traumas, seus amores, seus arrependimentos.

Em um formato compacto de 25 minutos de duração, com uma sensibilidade incrível em contar as mais diversas estórias de profundo drama humano, os diretores e roteiristas de Shinya Shokudo criaram um produto único, uma joia da dramaturgia televisiva.

Depois do tremendo sucesso de público e crítica, Shinya Shokudo entra em sua segunda temporada, no ano de 2012.

8 de mar de 2012

The Front Line (filme, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: guerra, ação, drama, épico

Duração: 133 min.

Direção: Jang Hoon
Roteiro: Park Sang-yeon
Produção: Lee Woo-jung, Jung Won-chan


Elenco

Ko Soo (como Kim Soo-Hyuk)
Sin Ha-gyoon (como Kang Eun-Pyo)
Kim Ok-bin (como Cha Tae-Kyung)
Ryoo Seung-yong (Hyun Jeong-Yoon)
Lee Je-hoon (Shin Il-Young)
Ko Chang-seok (Yang Hyo-Sam)
Ryoo Seung-soo (Oh Ki-Young)
Lee Da-wit (Nam Sung-Sik)

Resumo

Perto do final da Guerra da Coréia (1951), um cessar-fogo é ordenado, mas na fronteira leste das colinas de Aerok, uma batalha intensa prossegue. Uma corrida para dominar um ponto estratégico e determinar uma nova fronteira entre as duas Coréias é o prêmio final.

É então que se descobre uma bala no cadáver de um comandante de uma companhia do exército sul coreano. A bala que matou esse comandante veio do lado sul coreano. O tenente do Comando de Defesa Kang Eun-Pyo (Shin Ha-Kyun) é encarregado de ir até a linha de frente oriental para investigar essa morte. Quando Kang Eun-Pyo chega nas Colinas de Aerok é surpreendido ao encontrar seu velho amigo Kim Soo-Hyuk (Ko Soo) comandando tropas na região. Kang Eun-Pyo acreditava que Kim Soo-Hyuk estava morto há tempos.

Quando jovem, Kim Soo-hyuk era uma pessoa dócil, mas eventualmente tornou-se líder da companhia como tenente. A situação na companhia Aeok levanta muitas suspeitas aos olhos de Kang Eun-Pyo, com soldados usando uniformes norte-coreanos por causa do frio intenso, um garoto de 20 anos comandando tropas como capitão, além do resurgimento de seu antigo companheiro Kim Soo-hyuk.

A contagem regressiva para o cessar-fogo começa, enquanto a vida de inúmeros soldados se perde no caminho…

Comentário


Para quem gosta de filmes de Guerra e/ou homens bonitos de uniforme, The Front Line é imperdível. Falando sério, The Front Line é um belíssimo filme de guerra, que faz lembrar os clássicos do gênero (quando norte-americanos e ingleses ainda faziam bons filmes). O filme tem uma narrativa linear, com alguns flashbacks, e mesmo para quem não conhece muito dos eventos históricos da terrível Guerra da Coréia, não é difícil de entender o que se passa. A Guerra da Coréia ficou conhecida como “A Guerra Esquecida” e o filme tem o grande mérito de relembrar o impacto que as últimas batalhas, como a retratada (ficcionalmente) nas colinas de Aerok teve sobre as pessoas que lutaram e caíram ali.

O diretor Jang Hoon (1975) é relativamente novato na profissão, tendo dirigido anteriormente apenas dois filmes, Rough Cut (2008) e Secret Reunion (2010). Hoon conduz muito bem o filme e consegue extrair excelentes desempenhos de todo o elenco.


Falando em elenco, o que me atraiu a princípio a ver o filme foi a presença do Dr. Lee Kang-hoon (aham!), ou melhor, o ator Sin Ha-gyoon. Ele está ótimo, como sempre, e foi interessante vê-lo encarnando um personagem ‘normalzinho’ para variar. Se você gostar de vê-lo uniformizado, assista também Welcome to Dongmakgol, outro filme sobre a Guerra da Coréia, mas com um toque de fantasia e comédia.


Agora, não dá para negar a presença marcante do ator Ko Soo, que embora não tão bom ator, é de uma beleza estonteante. Me fez lembrar de atores como Paul Newman ou Robert Redford, no auge de suas carreiras. Tem essa expressão em inglês que diz tudo sobre alguém assim: “eye candy”. O “eye candy” Ko Soo também pode ser visto no filme Hauters (2010) e no melodrama Will it Snow for Christmas? (2009).



E guarde bem esse nome: Lee Je-hoon (Fashion King, drama, 2012). O jovem ator simplesmente arrasa no papel do insano capitão Shin Il-Young.

The Front Line teve uma bilheteria impressionante no seu país, com cerca de 3 milhões de espectadores. Além disso, recebeu quatro prêmios da KAFC (Associação de Críticos de Cinema da Coréia), outros quatro prêmios no Festival de Cinema da Daejong e dois prêmios técnicos do Festival de Cinema Blue Dragon. O filme também foi exibido numa série de festivais de cinema pelo mundo, no ano de 2011.

4 de mar de 2012

Verbal Jint (músico)


O ano de 2011 foi de muito sucesso e reconhecimento para o talentoso rapper coreano Verbal Jint. Primeiro, ele recebeu dois prêmios Hiphopplaya, levando para casa o Prêmio de Single do Ano, além do MV do Ano, pela canção "You Look Good" com o convidado Black Skirt.

Para completar, Verbal Jint acaba de ser agraciado com o título de Artista do Ano, no Korean Music Awards, que aconteceu em 29 de fevereiro, no Ax-Korea, no noroeste de Seoul.

A cerimônia do Korean Music Awards começou em 2004 e pretende reconhecer as realizações dos artistas coreanos. Os prêmios são escolhidos por um grupo de especialistas da indústria musical coreana.

Verbal Jint (Kim Jin Tae) nasceu em 19 de dezembro de 1980, na Coréia do Sul. Seu primeiro álbum foi 'Modern Rhymes' (2001 EP). O músico e produtor formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Nacional de Seul.

Suas maiores influências na infância foram os músicos 2pac e J Dilla. Sua carreira teve início no grupo de hip hop SNP. Seu primeiro EP teve o mérito de adaptar de forma surpreendente as rimas do hip hop para a língua coreana. Seu segundo álbum, ‘False Charge” (2008), é reconhecido como o melhor disco de rap já gravado na Coréia do Sul.




Discografia

- Modern Rhymes (2001, EP)
- Favorite (2007, EP)
-
무명
(2007, primeiro álbum)
- Framed ganbogi (
누명 간보기
) (2008, Single)
-
누명
(2008, álbum)
- Rhythmer Remix (2008, Single)
- Nomnomnom (
놈놈놈
) (2008, Single)
- Afterplay (2008, álbum)
- Seriously Drunk (
취중진담
) (2008, Single, feat. Nodo)
- Seriously Drunk (2009, Single)
- Stay Strong (2009, Single)

- The Good Die Young (2009, Album)


- Go Easy (2011, álbum)

Verbal Jint (feat. Black Skirt): "You Look Good" single

3 de mar de 2012

MIDAS (drama, 2011)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, suspense
Duração: 21 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Kang Sin-hyo, Lee Chang-min-I
Roteiro: Choi Wan-gyoo

Elenco

Jang Hyeok, como Kim Do-hyeon, advogado
Kim Hee-ae , empresária Yoo In-hye
Lee Min-jeong , enfermeira Lee Jeong-yeon
Cheon Ho-jin, advogado Choi Gook-hwan
No Min-woo-I, como o ‘dandy’ Yoo Myeong-joon
Kim Seong-gyeom, magnata Yoo Pil-sang
Yoon Je-moon, sucessor dos negócios da família, Yoo Seong-joon
Choi Jeong-woo, o irmão mais velho, Yoo Gi-joon
Han Yoo-i, a caçula da família, Yoo Mi-ran
Lee Deok-hwa, o pai de Kim Do-hyeon, Kim Tae-seong
Kim Seong-oh, irmão de Kim Do-hyeon, Kim Dong-cheol
Lee Hae-yeong-I, funcionário de Yoo In-hye, Cha Yeong-min
Sin Seung-hwan, colega de cela de Kim Do-hyeon
Lee Sang-yeob, como Han Jang-seok, consultor de Kim Do-hyeon

Resumo

"Um drama sobre disputas entre empresas, no mundo das finanças coreano”, é a sinopse oferecida para Midas, o que pode soar como um tema um tanto árido e pouco atraente. Mas não é esse o caso, felizmente. É claro que a estória gira em torno dos mercados de ações, globalização da economia, disputas entre empresas, envolvimento político das grandes fortunas, etc. E o que há de divertido nisso tudo? São as pessoas que fazem girar esse mundo de ambição, luxo e traição; quais são suas motivações para irem tão longe a ponto de trair, difamar e até mesmo matar quem estiver no seu caminho. Não é por nada que um dos personagens cita o filme “O Poderoso Chefão” como um de seus favoritos. Quando a empresária Yoo In-hye diz ao advogado Kim Do-hyeon (citando uma frase desse filme clássico) “Vou lhe fazer uma oferta impossível de ser recusada”, sentimos que o destino de ambos está prestes a mudar, irreversivelmente.


Kim Do-hyeon é o legítimo “self made man”, um jovem pobre, que lutou muito para estudar e chegar ao topo em sua profissão. Sua carreira começa brilhantemente como operador da bolsa de valores, mas após um investimento arriscado e desastroso ele decide mudar de rumo e se forma em direito. Como advogado recém-formado, ele recebe uma proposta incrível de tornar-se sócio de um importante, porém obscuro escritório de advocacia. Obscuro porque de sua cartela de clientes consta apenas uma família, encabeçada pelo magnata Yoo Pil-sang. O advogado Choi Gook-hwan conta a Do-hyeon que está para se aposentar e quer que ele o substitua aos poucos na administração solitária dos negócios da família Yoo. Embora um tanto desconfiado com tanta sorte, Do-hyeon aceita o desafio assim que fica sabendo que um dos membros da família é a empresária Yoo In-hye, a quem admira profundamente por sua popularidade no mundo das finanças.

Kim Do-hyeon é um homem solitário, que perdeu a mãe e de cujo pai não tem notícias há anos, depois que esse se envolveu na “febre do ouro” e abandonou a família desamparada financeiramente. Revoltado com a ausência do pai, e após crescer vendo a mãe sofrer com a falta de dinheiro, Do-hyeon torna-se um homem ambicioso. Nem mesmo sua bela noiva, a enfermeira Lee Jeong-yeon, consegue convencê-lo a não se preocupar tanto com o dinheiro e o poder.

E o título desse drama já dá uma ideia clara sobre quais são as consequências da ambição desenfreada sobre a vida das pessoas.

Comentário (apenas spoilers leves)

Em primeiro lugar, tenho de me redimir por não ter colocado Midas na lista de melhores dramas de 2011. Quando o drama estreou, no início do ano passado, depois de assistir o primeiro episódio e ler muitas críticas ácidas, resolvi dar um ‘pause’. Mas como grande fã de Jang Hyeok, baixei a série para ver com calma nas férias de verão. No final, a sorte foi minha, e mais uma vez me dei conta que é melhor confiar no próprio gosto, e no sempre maravilhoso Jang Hyeok, que nunca (ao menos até hoje) participou de projetos ruins.

O início um tanto lento e apresentação superficial dos personagens podem afugentar (e afugentaram mesmo, quando de sua estreia) o espectador de Midas mas, passados um ou dois episódios, para quem gosta desse tipo de trama mais elaborada e bem escrita, torna-se impossível não acompanhar o drama até o final. Midas pode ser considerado um drama de sucesso, pela sua duração de 21 sólidos episódios, e se muitas fãs dos k-dramas torceram o nariz para a estória, certamente tem muito a ver com o romance (ou a falta dele) dentro do enredo. Em primeiro lugar, Midas não é um drama romântico, e em segundo lugar, o casal principal da trama, os atores Jang Hyeok e Lee Min-jeong, infelizmente, levam zero em química! Isso faz de Midas um drama ruim? É claro que não, porque tem muitas outras coisas mais importantes, inúmeros personagens interessantes (e divertidíssimos) preenchendo o espaço destinado a desenvolver a estória que, eu repito, é sobre poder, ambição e, finalmente, redenção.


E por favor, criticar a atuação de Jang Hyeok em Midas é covardia. Só quem não acompanhou o drama até o final pode afirmar uma bobagem dessas. Vindo de uma atuação poderosa e certamente desgastante, no saeguk Chuno (2010), obviamente Jang Hyeok queria se descolar um pouco daquele papel tão marcante. O interessante é que ele começa Midas dando ao personagem Kim Do-hyeon um tom mais baixo, discreto, quase frio, mas que vai crescendo, como uma espécie de ‘nona sinfonia’ que explode, surpreendentemente, não com uma cena de violência, ou de ódio, mas de puro choro, pela dor da traição e a terrível sensação de abandono. E sabe chorar, nosso querido Jang Hyeok... Se houvesse um prêmio de atuação para ‘choro mais comovente do ano’, que ele ganharia certo.

Um dos "pontos fortes" da atuação de Jang Hyeok

Não se preocupe, não estou contando o final do drama, pois essa segunda virada no destino do advogado Do-hyeon (no meio da estória) é que vai despertá-lo para a realidade e redimi-lo perante o mundo... Porque afinal, ele é o herói, e merece redenção, amor e um final feliz (ou ao menos justo).

O elenco de Midas é recheado de atuações sólidas, principalmente de atores veteranos do cinema e drama coreanos. Ver atores do calibre de Cheon Ho-jin (como o misterioso advogado Choi Gook-hwan), Kim Seong-gyeom (quantas vezes esse velho gigante simpático já interpretou chaebols em sua vida?!) e Lee Deok-hwa (impagável como pai super-picareta mas de bom coração), é um prazer a parte. O elenco jovem também não faz feio como, por exemplo, a bela revelação de No Min-woo-I, como o ‘dandy’ Yoo Myeong-joon, lindo e tão sexy que (quase) rouba a cena e a noiva de Jang Hyeok.

No Min-woo-I, como um chaebol roqueiro

Entre os atores maduros, mas não velhos, a bela e elegante Kim Hee-ae , realiza um verdadeiro ‘tour de force’ com o personagem complexo que lhe cabe, da ambiciosa  Yoo In-hye. Aliás, estou ansiosa para vê-la ao lado do ator Lee Seong-jae no melodrama A Wife´s Credentials, que acaba de estrear.

Kim Hee-ae

Agora, para mim, quem rouba a cena (e quase o drama inteiro) é Yoon Je-moon, ator talentosíssimo, ultra-versátil, que conseguiu dar um show de interpretação duas vezes em um ano, com Midas no início de 2011, e para fechar com chave de ouro, no drama saeguk Deep Rooted Tree, em que teve atuação destacada, ombro a ombro, com Jang Hyeok (mais uma vez, como seu arqui-inimigo) e Han Seok-kyu (Rei Lee Do). Yoon Je-moon, como o empresário tresloucado Yoo Seong-joon, consegue despertar medo, raiva, asco, espanto e riso, em diferentes situações, sem parecer absurdo que exista uma pessoa assim. A verdade é que ele acaba se revelando um grande ator cômico... Mal posso esperar para vê-lo novamente na telinha, no drama The King 2 Hearts.

Yoon Je-moon, o vilão que adoramos odiar

Mais uma curiosidade é a presença de Sin Seung-hwan (como o gordinho simpático Jae-bok) que repetiu a parceria de camarada de Jang Hyeok, em Deep Rooted Tree, como o soldado Park Po.


Tem gente que só quer saber do elenco principal, mas eu gosto muito de prestar atenção no elenco secundário e, como no caso de Midas, este é enorme e diversificado, só quero acabar ressaltando dois atores que tem potencial para grandes papéis num futuro próximo. Um é Lee Hae-yeong-I (1970), ator quarentão, que embora não tenha tido grandes oportunidades em Hallyu até o momento, me pareceu muito interessante, no papel de Cha Yeong-min. O outro é Lee Sang-yeob (como o consultor Han Jang-seok) que tem uma ‘vibe’ que lembra um pouco o estilo de atuação de Park Hae-il. Uma carreira a ser monitorada com atenção!


Quem é Quem...

Kang Sin-hyo, diretor: All In (drama, 2003), Tazza (2008).

Lee Chang-min-I, diretor: Bride of the Sun (2011).

Choi Wan-gyoo, roteirista (1964): Dramas: Iris (2009), Swallow the Sun (2009), Gourmet (2008), Jumong (2006), Love Story in Harvard (2004).

Jang Hyeok, ator (1976): Deep Rooted Tree (2011), The Client (filme, 2011), Chuno (2010).

Lee Min-jeong, atriz (1982): Wonderful Radio (2011), Cyrano Agency (2010), Boys Over Flowers (2008).

Noh Min-woo-I, ator, músico (1986): ex-mebro da banda "TRAX" , agora no "24/7": Full House 2 (2011), Vampire Idol (2011).

Episódios: http://bit.ly/1JHCi0U

13 de fev de 2012

Patisserie Coin de Rue (Japão, 2011)


Um filme literalmente delicioso, Patisserie Coin de Rue prima por imagens belíssimas, mas nada recomendáveis para quem está de dieta... Um drama delicado e saboroso, como os doces preparados na cozinha da confeitaria “Patisserie Coin de Rue”.

Sinopse

Tomura (Yosuke Eguchi) já foi um confeiteiro altamente conceituado, mas há 8 anos largou a carreira sem dar explicações. Desde então, Tomura trabalha como professor em escolas de culinária e escreveu um guia de confeitaria para críticos de gastronomia.

Natsume (Yu Aoi) é uma jovem que sai de sua cidade natal, Kagoshima, para a capital Tóquio, para encontrar seu namorado. Natsume consegue um emprego na “Patisserie Coin de rue” – uma confeitaria dirigida pelo casal Tandem Yuriko (Keiko Toda) e Julian (Nathan Berg). Na “Patisserie Coin de rue” Natsume trabalha com a talentosa cozinheira Mariko (Noriko Eguchi) e suas criações fascinantes.

Enquanto isso, Tomura é agora um frequentador regular da cofeitaria “Patisserie Coin de rue” e seus encontros com Natsume trazem mudanças à vida de ambos.

Ficha Técnica

Patisserie Coin de rue (“Yougashiten Koandoru”)
País: Japão
Ano: 2011
Duração: 115 min.
Direção e Roteiro: Yoshihiro Fukagawa

Produção: Hideki Hoshino, Hiroko Maeda, Hiroshi Otaru
Distribuição: Asmik Ace Entertainment


Elenco: Yosuke Eguchi , Yu Aoi, Noriko Eguchi, Hiroyuki Onoue, Mariko Kaga, Keiko Toda, Tomoka Yamaguchi, Urara Awata, Nathan Berg, Kyusaku Shimada, Mizuho Suzuki.

Link para Download:
1) http://bit.ly/1Nmguxy
2) http://bit.ly/1axz441

Trailer:

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