2 de mar de 2013

Hero (drama, 2001)



País de Origem: Japão
Produção: Fuji TV
Gênero: Drama, Policial
Duração: 11 episódios (+1 especial 2006)
Música Tema: “Can You Keep a Secret” Utada Hikaru

Direção: Sawada Kensaku, Suzuki Masayuki, Hirano Shin, Kamon Ikuo
Roteiro: Fukuda Yasushi, Ootake Ken, Hata Takehiro, Tanabe Mitsuru

Elenco: Kimura Takuya, Abe Hiroshi, Matsu Takako, Katsumura Masanobu, Kohinata Fumiyo, Otsuka Nene, KadonoTakuzo, Kodama Kiyoshi.

Resumo

Um ex-delinquente juvenil se torna um promotor de sucesso em Tóquio, graças a seus métodos pouco ortodoxos de trabalho.


Comentário

Hero é um dos maiores sucessos da longa carreira do ator/cantor Kimura Takuya (Priceless) na TV japonesa. Com seu carisma habitual, Kimutaku encarna Kuryu Kouhei, um jovem que, mesmo sem formação universitária (na verdade ele apenas concluiu o ensino fundamental), consegue chegar ao cargo de promotor de justiça. Acontece que no Japão basta uma pessoa passar no exame da ordem dos advogados para poder exercer a profissão.

Ao ser transferido para um escritório da promotoria na capital japonesa, Kuryu obviamente tem de encarar a desconfiança de colegas, policiais, vítimas e até dos suspeitos.


Mas logo fica claro que o jovem tem uma mente brilhante e inquieta. Ao contrário dos colegas promotores, que raramente se arriscam a sair de suas salas no prédio antigo em que advogam, o provinciano Kuryu prefere ir às ruas para investigar os casos que lhe são designados. No começo os colegas ficam incomodados com as andanças do rapaz, mas acabam se envolvendo e entrando no ritmo dele.


A promotora assistente Amamiya (Matsu Takako) é a mais jovem da equipe. Entusiasmada e ambiciosa, ela logo se oferece para auxiliar o novo promotor Kuryu, apesar de já ser assistente do promotor Nakamura Egami (Katsumura Masanobu). 


Nakamura, por sua vez gosta de Amamiya e vive tentando convidá-la para sair com ele. E Amamiya resiste o quanto pode aos encantos do promotor Kuryu, obviamente sem sucesso. Quem resistiria?!


Outros dois promotores assistentes são Suetsugu Takayuki (Kohinata Fumiyo), cuja maior paixão é a dança de salão, e o sorridente Endo Kenji (Yajima Norito), que sempre tem um 'go-con' agendado, embora nunca pareça conseguir namorada.

A promotora Misuzu-san (Otsuka Nene) e o colega Shibayama (Abe Hiroshi) tem um caso em segredo, pois ele é casado.

O baixinho Ushimaru Yutaka (KadonoTakuzo) é promotor chefe que vive estressado com as maluquices de seus subordinados.

Finalmente, temos o Promotor Chefe Nabeshima Toshimitsu (Kodama Kiyoshi), uma espécie de padrinho oculto do jovem Kuryu.


O que chama a atenção é o tom teatral de algumas cenas, especialmente as que se passam no ambiente antiquado do escritório da promotoria. A equipe de colegas do promotor Kuryu funciona como uma espécie de coral grego em cena – trazendo um toque de comicidade e leveza muito bem vindo à série.


Por outro lado, temos o drama e o suspense dos crimes. Muitos dos delitos não são tão graves ou dramáticos, mas a determinação do jovem paladino da justiça Kuryu torna cada caso especialmente importante, pelo fator humano envolvido. Cada estória nos traz uma bela lição de moral – bem ao gosto dos japoneses – que nos faz ponderar sobre a importância de se viver em sociedade de forma honesta e solidária. 



O bom é que os episódios são divertidos e ao mesmo tempo comoventes, graças ao charme absurdo de nosso protagonista. Seria divertido ver Kimura Takuya voltando ao personagem Kuryu Kouhei, e ver se ele continua em forma como herói dos fracos e oprimidos. Como isto dificilmente irá ocorrer recomendo assistir o drama Change, em que se repete a parceria entre Kimura Takuya e Abe Hiroshi.

1 de mar de 2013

Ohitorisama (drama, 2009)



País de Origem: Japão
Gênero: Comédia, Romance, Drama
Duração: 10 episódios
Produção: TBS TV
Música Tema: Koe wo Kikasete (BIGBANG)

Direção: Ueda Hisashi, Kan Satoshi
Roteiro: Ozaki Masaya, Seki Erika

Elenco: Mizuki Alisa, Koike Teppei, Matsushita Nao, Tachibana Keita, Suzuki Ami, Kitagawa Hiromi.

Resumo
 
O dia-a-dia de Akiyama Satomi, uma jovem professora de escola particular para moças. Levando uma vida confortável, mas solitária, sua dedicação ao trabalho deixa pouco tempo para pensar em casamento. Mas um hóspede inesperado irá fazer a professora repensar suas escolhas pessoais.
 

Comentário
 
Ohitorisama é um drama que fez bastante sucesso quando passou na TV japonesa, há três anos, e não sem motivo. O casal principal parece ter saído de um mangá, pelo contraste cômico que faz, tanto no aspecto físico como emocional. 
 

A princípio parece absurdo que uma professora de 33 anos, madura e responsável, se interesse por um homem dez anos mais jovem, e apenas começando na carreira de educador. Sem contar que ela é um “mulherão” e ele é franzino e baixinho. Mesmo assim, eles acabam formando um par inesquecível.
 

A verdade é que a atriz Mizuki Alisa domina o drama, com um personagem sensível, simpático e verossímil. As situações que envolvem a rotina escolar servem bem para ilustrar o caráter individual dos personagens. 
 

A direção da escola e os colegas de Akiyama ‘sensei’ muitas vezes abusam de sua dedicação, sobrecarregando a jovem com tantas atividades. Como não sabe recusar qualquer pedido de ajuda, ela acaba cumprindo muito mais que seu dever de ensinar história. Akiyama assume as mais variadas tarefas: de treinadora de vôlei a organizadora de eventos sociais da escola, ou ainda, tutora de um novo professor.
 

E é exatamente esta dedicação que irá inspirar o jovem professor Kamisaka Shinichi (Koike Teppei) a seguir a carreira com coragem e determinação. Por não ter conhecido a mãe, que o abandonou na infância, o jovem aprendeu cedo a se virar sozinho. É esta experiência pessoal que ele trará para a relação com a bela professora. Na escola ela é organizada e pontual. Em casa, despreza os deveres “do lar”, não sabe cozinhar e adora gastar o salário em objetos inúteis comprados em catálogos. Kamisaka Shinichi irá mostrar a ela o valor da economia doméstica, já que ele sempre levou uma vida frugal.
 

E é nessas idas e vindas entre a escola e o pequeno apartamento, que o improvável casal irá descobrir as alegrias e frustrações de uma vida a dois.
 
Agora, é preciso ressaltar que Ohitorisama funciona bem como um típico drama japonês. Digamos que amanhã ou depois se fizesse um remake coreano do drama... O que provavelmente mudaria? Acho que o personagem do jovem tutor seria um rapaz mais, digamos assim, másculo. É só lembrar-se de dramas como I Do, I Do, onde a trama é semelhante: uma mulher bem sucedida profissionalmente, que se apaixona por um jovem inexperiente.
 

Sinceramente, quando a professora Akiyama encontra homens espetaculares como os atores que fazem os papéis de ex-noivo e novo interesse romântico, é difícil acreditar que na vida real alguma mulher, em sã consciência, trocaria qualquer um dos dois por um garotinho franzino e imaturo. Mas, como eu havia comentado a princípio, Akiyama Satomi e Kamisaka Shinichi acabam formando um casal muito divertido, embora um tanto bizarro. Ou talvez, mais uma boa dupla do que um casal perfeito. E o amor tem destas coisas, é um sentimento que pode nos surpreender a qualquer momento, não é mesmo?
 

Enfim, Ohitorisama é uma comédia leve e despretenciosa, mas que também nos faz refletir sobre a importância do amor familiar e romântico em nossas vidas.
 
Mizuki Alisa, atriz, cantora, modelo (1976): Answer (TV Asashi, 2012), Hanawake no Yon Shimai (TBS, 2011), Tenshi no Wakemae (NHK, 2010).
 
Koike Teppei, ator, cantor (1986): Naniwa Shonen Tanteidan (TBS, 2012); Propose Kyodai (Fuji TV, 2011); Tetsu no Hone (NHK, 2010).

14 de jan de 2013

He Who Can´t Marry (drama, 2009)


Título alternativo: The Man Who Can´t Get Married
País de origem: Coréia do Sul

Gênero: Romance, Comédia
Duração: 16 episódios

Direção: Kim Jeong-gyoo
Roteiro: Yeo Ji-na

Elenco: Ji Jin-hee, Yoo Ah-in, Uhm Jung-hwa, Yang Jeong-ah, Kim So-eun, Kim Byeong-gi.
 
Resumo
 
Um arquiteto neurótico se apaixona por uma bela médica, mas hesita em abdicar da vida confortável de solteiro.

Comentário

He Who Can´t Marry foi um dos primeiros dramas coreanos que assisti. Recentemente o revi e pude comprovar que não fui iludida pela memória, pois me diverti tanto quanto da primeira vez com os 16 episódios desta comédia romântica deliciosa.

He Who Can´t Marry é um remake do drama Kekkon Dekinai Otoko produzido pela Fuji TV (Japão), e estrelado por Abe Hiroshi.


Na versão coreana, Ji Jin-hee assume o papel do arquiteto neurótico Jo Jae-hee, que, como diz o título, não pode (ou não quer) se casar. Quarentão, ele é um arquiteto bem sucedido, premiado por seu talento profissional. Mas, para a família e colegas de trabalho, ele é um fracasso como pessoa, por ainda não ter se casado e constituído família. A mãe de Jae-hee não se conforma que ele não seja comprometido, enquanto a irmã mais nova é bem casada com um médico e tem uma menina adorável.


A sócia do arquiteto, Yoon Gi-ran (Yang Jeong-ah), e o estagiário, Park Hyeon-gyoo (Yoo Ah-in), fazem coro ao criticar seus hábitos de solteirão recluso. Eles o acham muito esquisito, mas não parecem perceber que o problema é bem mais sério. As neuroses de Jae-hee tem um alto grau de patologia, o que muitas vezes chega a atrapalhar sua rotina e saúde física. Obsessivo-compulsivo, ele é organizado ao extremo. Seu apartamento é impecável, não se vê nenhuma manchinha de sujeira ou objeto fora do lugar.


No entanto, dois eventos distintos irão mexer com a rotina do arquiteto. Primeiro, a chegada de uma nova vizinha, Jeong Yoo-jin (Kim So-eun), uma jovem adorável, com seu cachorrinho chamado Sanggu. 


Ela não fica nada satisfeita com os hábitos estranhos do vizinho, que adora ouvir música clássica no volume máximo. Uma noite, ela resolve bater em sua porta para reclamar do barulho, mas acaba encontrando o coitado passando mal, e chama uma ambulância. No hospital Jae-hee vai conhecer outra mulher interessante. É a doutora Jang Moon-jung (Uhm Jung-hwa), uma bela mulher de trinta e cinco anos, solteira. Como Jae-hee, Moon-jung também vive sendo pressionada pelo pai viúvo para que se case, o que gera muitos conflitos familiares. Mas ao contrário de Jae-hee, a médica é uma pessoa muito normal, que apenas não teve a sorte de encontrar o amor.


Jae-hee se sente atraído pela médica, mas ao invés de admitir o interesse por ela, passa a frequentar o hospital quase diariamente, sempre com algum sintoma diferente, só para poder revê-la. Mas tudo que ele consegue é deixar a médica confusa e irritada na maioria dos encontros, pois ele tem a mania de ressaltar os supostos defeitos da moça, incluindo o fato de ela ser uma “solteirona”. É claro que ele não admite se encontrar na mesma situação. Na visão machista do arquiteto, ao contrário das mulheres, um homem pode ser descomprometido por opção, e ser muito feliz assim.


E é entre o convívio diário mais ou menos forçado com a jovem vizinha Yoo-jin, e a médica charmosa Moon-jung, que não sai de sua cabeça, que Jae-hee irá repensar seus conceitos de vida.


Além da temática moderna – a solidão nas grandes cidades, o dilema do casamento, as dificuldades de sucesso profissional entre os jovens – o drama conquista o espectador com seu elenco encantador. 


A surpresa começa pela escolha improvável do ator Ji Jin-hee (The Great Seer) como o arquiteto neurótico, quase assexuado. Ji, um homem bonito e másculo, acostumado a papéis fortes, se revela um grande comediante, e convence cem por cento na construção de seu personagem. Não é fácil tornar simpático um personagem tão falho, mas no final das contas, percebemos que Jae-hee é um vencedor, um homem que luta contra todas as suas fraquezas para viver em uma sociedade egoísta e pouco benevolente, para tentar ser feliz. No fundo, acho que é o drama nos traz uma bela mensagem de solidariedade e tolerância.


Contracenando com Ji, Uhm Jung-hwa (Bestseller) uma atriz sempre segura em seus papéis, e que consegue fazer rir e emocionar com igual intensidade, sem perder sua feminilidade natural. Uhm Jung-hwa é irmã do ator Uhm Tae-woong (Cyrano Agency, Doctor Champ).


Adorável é o casal formado por Yoo Ah-in e Kim So-eun (The Horse Healer), que nos fazem dar boas risadas ao longo da trama. A fama de Yoo Ah-in veio com seu papel inesquecível no drama sageuk SungKyunKwan Scandal, mas o ator pisou na bola com o drama Fashion King. Yoo, que também faz muito sucesso como modelo, deixa as fãs na expectativa quanto aos seus novos projetos, tanto na TV como no cinema.


A roteirista Yeo Ji-na é uma grande escritora e, para quem não conhece seu trabalho, vale conferir o drama 9 End 2 Outs, e o filme Il Mare.

31 de dez de 2012

Um Brinde ao Novo Ano!


Nesta época do ano costumamos lembrar e refletir sobre todas as coisas que aconteceram.

Que tal ser tempo de imaginar?

Pensar como será 2013, como aproveitar melhor o tempo ao lado das pessoas queridas e como alcançar todos os seus sonhos.

Desejo que tudo que você imagina para o próximo ano vire realidade.

Bjs,
Sam.

28 de dez de 2012

White Christmas (Drama Special)


Ano: 2011
Produção: KBS
Gênero: Drama, Thriller
Duração: 8 episódios

Direção: Kim Yong-soo-I (Equator Man)
Roteiro: Park Yeon-seon (Alone in Love)

Elenco:
Kim Sang-kyeong, psiquiatra Kim Yo-han
Baek Seong-hyeon, aluno Park Moo-yeol
Kim Yeong-kwang, aluno Jo Yeong-jae
Lee Soo-hyeok, aluno Yoon Soo
Hong Jong-hyeon, aluno Lee Jae-gyoo
Esom, aluna Yoon Eun-seong
Kim Woo-bin, aluno Kang Mir
Seong Joon, aluno Choi Chi-hoon
Jeong Seok-won, professor Yoon Jong-il

Resumo

A Escola de Ensino Médio Susin, apelidada de "Escola Prisão", é um colégio de elite frequentado pelos melhores estudantes do país. Suas notas exemplares são resultado de uma pressão constante, e um sistema extremamente rigoroso, ao ponto de os alunos evitarem qualquer atividade além do estudo. É nesta atmosfera sufocante que sete estudantes e um professor permanecem na escola durante o período de férias de inverno, com a presença adicional de um psiquiatra chamado Kim Yo Han, forçado a se abrigar com eles após envolver-se em um acidente de carro. Enquanto celebram a véspera de Natal isolados do mundo, os alunos descobrem que cartas anônimas enviadas a cada um deles não foi resultado de uma brincadeira inocente; há um assassino entre eles. Resta apenas uma pergunta: Os monstros são criados, ou já nascem monstros?

Comentário

Primeiro, estabelecido que se trata de um suspense, é altamente recomendável evitar ‘spoilers’ ou descrições mais detalhadas da estória, sob o risco de estragar o prazer e as surpresas que acompanham este drama.

O que vale a pena ressaltar é a qualidade excepcional do roteiro e da direção, o elenco pequeno, mas obviamente escolhido ‘a dedo’, e a trilha musical de extremo bom gosto. O que desejar mais de um drama especial?

Confesso que a maioria dos dramas especiais coreanos que assisti até hoje foram decepcionantes, para dizer o mínimo. Mas depois de ler tantos comentários entusiasmados sobre White Christmas, pude confirmar que os elogios eram mais do que merecidos.

A primeira coisa que chama a atenção é o cuidado com a produção – incluindo-se fotografia, cenografia e música. Em segundo lugar, e o ponto mais delicado de qualquer drama ou filme, a estória. É no gênero suspense (thriller) que os clichês mais se proliferam e destroem as expectativas do espectador mais exigente, com a maior facilidade. Felizmente, não é o caso de White Christmas, onde o drama é construído em camadas que vão de sobrepondo e criando uma estória concisa e de profundidade psicológica impressionante.

No entanto, como todos sabem, a melhor das produções pode ser arruinada por um elenco mal escolhido (‘miscasting’ é o termo inglês, muito apropriado). Pessoalmente, não gosto muito de estórias que reúnam um elenco principal muito grande, pois a chance da trama sair enfraquecida no processo é muito grande, e proporcional ao número de personagens. Mas não é o caso deste drama, pois cada personagem – especialmente os estudantes – é tratado com atenção especial. E cada um dos atores brilha sem exceção em seu papel, coisa raríssima neste tipo de situação.

É claro que é natural a tendência do espectador se identificar mais com este ou aquele personagem. E tratando-se de uma estória que se passa dentro de uma escola, quem já passou ou ainda se encontra nesta fase da vida, certamente vai se reconhecer em um dos personagens – o tímido, o estudioso, o gênio desligado, o rebelde, e assim por diante.

Talvez o personagem mais interessante e simpático – e que pode ser considerado o personagem central da trama - seja Park Moo-yeol (interpretado brilhantemente pelo jovem Baek Seong-hyeon, do drama BIG), pois reúne várias características marcantes, como inteligência, charme, coragem, e um toque de timidez. Ele parece ser o personagem mais equilibrado, mais normal, embora as aparências muitas vezes enganem, e é da natureza humana que certas fraquezas sejam expostas em momentos de crise ou estresse.

E este é o ponto de questionamento da estória: somos todos normais, até sermos pressionados a agir de forma irracional? Ou somos capazes de controlar nossos instintos mais primitivos, mesmo nas situações mais ameaçadoras? Nascemos monstros ou a sociedade pode nos transformar em monstros? Um questionamento intrigante, perturbador e muito difícil de ser respondido.

Mas é o que White Christmas tenta esclarecer e, se a conclusão é correta ou não, fica a cargo do espectador decidir. O certo é que o drama traz referências claras a romances como O Senhor das Moscas, ou a filmes como O Silêncio dos Inocentes, que lidam com temas psicológicos complexos.

Para quem não tem preconceitos sonoros e gosta de música de qualquer gênero, desde que seja boa, White Christmas é um prato cheio – vale correr atrás da trilha musical após concluir os oito episódios eletrizantes do drama. Do rock nervoso de AC/DC à música clássica de Mozart , da ultra pop Britney Spears ao eletrônico elegante de Massive Attack, a mistura improvável, estranhamente, se encaixa perfeitamente em cada cena, sem ficar ‘over’.

Não vou me deter individualmente nos atores, pois são todos maravilhosos, e embora muito jovens, já são bem conhecidos do público que acompanha os dramas coreanos. Mas vale destacar a presença sempre impressionante de Kim Sang-kyeong, que raramente dá o ar da graça na TV, por estar muito ocupado com sua carreira cinematográfica. Recomendo assistir qualquer filme que puder com este ator – que acaba de estrear a megaprodução The Tower, filme catástrofe, com grande elenco.

18 de dez de 2012

Novidades e Expectativas para 2013


O que vai estrear em breve, quem estará em alta no próximo ano...  Muitas certezas e algumas especulações sobre o que vai acontecer de bom no mundo do cinema e drama coreanos.

Em primeiro lugar, desejo que o ano de 2013 nos traga mais romances e comédia, já que este foi definitivamente o ano do melodrama. Até mesmo nos dramas que pendiam mais para o lado da comédia, como Rooftop Prince, ou I Do I Do, por exemplo, os finais foram lacrimosos (não que tenham sido decepcionantes, muito pelo contrário).


Mas chega de lágrimas! Que venha a aventura e a ação, com Iris 2 e o duelo entre espiões das duas Coréias. Com um elenco estelar, encabeçado pelo sempre maravilhoso Jan Hyeok (Midas,  The Client), repetindo par romântico com Lee Da-hae (Chuno),  além do baixinho (mas grande ator) Lee Beom-soo (On Air) como espião da Coréia do Norte. O roteirista é Jo Gyoo-won, de Iris e Poseidon, ou seja, um especialista em dramas de ação.

A atriz Soo-ae está de volta com o drama político Yawang (SBS), que deve estrear em janeiro. “Uma publicitária é demitida por organizar um protesto contra a morte do marido, e acaba se tornando a primeira mulher presidente do país.” Achou a estória parecida com Daemul? É porque Yawang está sendo produzido por Park In-kwon, o criador de Daemul. O roteiro está a cargo de Lee Hee-myeong, autor do drama Rooftop Prince. O par romântico de Soo-ae é o galã Kwon Sang-woo.

A simpática Choi Kang-hee (Protect the Boss) volta à telinha com Level 7 Civil Servant (antes chamado My Girlfriend is an Agent), fazendo par romântico com o garotão Joo Won (Bridal Mask).  Choi  Kang-hee é dez anos mais velha que Joo Won.  Só uma dúvida... Será que faltam boas atrizes jovens para atuar com parceiros da mesma idade? Nada contra diferença de idade entre casais, mas acho que últimos exemplos, como o do par Kim Seon-ah e Lee Jang-woo (no drama I Do I Do), ou Yoo Eun-hye e Yoo Seung-ho (Missing You) parecem forçar um pouco a barra, e tiram um pouco do clima romântico da estória, ao menos para mim. O mesmo valeria para uma situação contrária (o ator muito mais velho que a atriz), mas não sei se tem acontecido na mesma proporção, ao menos entre os dramas que assisti ultimamente. Independente disso, são dois ótimos atores, e Level 7... tem tudo para ser um bom drama.

Três dramas que começaram no segundo semestre e que entram em 2013 dando o que falar e agradando muito ao público são: King of Dramas (que já garantiu uma extensão), School 2013 (com Choi Daniel, de Ghost) e Cheongdam-dong Alice. Ainda não começou a assisti-los? Vale a pena correr atrás!


No cinema, curiosidade é o que não falta – ao menos para mim - com a estreia de Park Shin-yang (Sign, Painter of the Wind, Lovers in Paris) na comédia The Gangster Shaman. Sempre achei que Park Shin-yang tinha um lado cômico pouco aproveitado, e esta é uma boa oportunidade de ver como ele se sai num papel mais irreverente. O diretor é Jo Jin-kyoo, de My Wife is a Gangster.


E parece que o tema do ano, tanto na TV quanto no cinema será a espionagem. Além do aguardado drama Iris 2, a expectativa é grande com a produção cinematográfica The Berlin File, com um elenco impressionante: o onipresente Ha Jeong-woo (Take Off), seu melhor amigo Ryo  Seok-Kyu (Arahan, The Unjust), o veterano Han Seok-Kyu (Eye for an Eye) e a atriz Jeon Ji-hyeon (The Thieves). Tem potencial para blockbuster do ano!

As fãs de Kang Dong-won (Secret Reunion) terão de esperar um pouco mais para vê-lo atuando novamente, e será no filme Band of Thieves, ao lado de ninguém menos que Ha Jeong-woo (de novo!), talvez o ator mais prestigiado da atualidade no cinema coreano. A direção estará a cargo de Yoon Jong-bin, do recente blockbuster Nameless Gangster.  Band of Thieves se passará no período da Dinastia Joseong.

Alguns filmes que já estrearam ou estão a ponto de estrear e que estou ansiosa para ver são:


My P.S. Partner, comédia romântica 'sexy', com Ji Seong (Protect the Boss) e Kim Ah-joong (Sign).

O drama romântico Love 911, com o gatíssimo (e em breve papai) Ko Soo (The Front Line), e Han Hyo-joo (Always).


O filme The Man and The Woman´s Inside Story, em que Jeong Da-hye terá de escolher com qual destes três homens irá ter um relacionamento sério: Yeon Je-wook, Seo Ji-seok ou Lee Sang-il.

O filme catástrofe The Tower, com Seol Kyeong-gu (Silmido), Kim Sang-kyeong (Ha Ha Ha) e Son Ye-jin (Chilling Romance). O engraçado é que o filme se passa em plena véspera de Natal, quando centenas de pessoas ficam presas em um prédio altíssimo em chamas. E The Tower estreia no dia 25 de dezembro, na Coréia do Sul. Isto é que é espírito (anti) natalino!


Este foi sem dúvida alguma o ano de Song Joong-ki, que arrasou na TV com o melodrama de vingança Nice Guy, e especialmente com um dos filmes coreanos do ano, A Werewolf Boy. O ator de 27 anos foi eleito celebridade masculina do ano pelo canal SBS, e recheou sua conta bancária protagonizando dezenas de comerciais de TV e editoriais de revistas de moda em seu país. Os próximos passos deste verdadeiro prodígio serão seguidos com atenção...


Um ator que me agrada até mais que Song Joong-ki é Lee Min-ki (Dalja´s Spring), e estou muito curiosa para ver seu novo filme, Interviewing Him and Her, coestrelado por Kim Min-hee e dirigido pela jovem cineasta Roh Deok.

Grande expectativa também com a volta de Hyeon Bin, que vinha numa ascensão impressionante em sua carreira de ator, tanto na TV (Secret Garden) como no cinema (Late Autumn). Embora vê-lo nos dramas, em princípio, seja mais satisfatório para as fãs, acho que o ator acertaria se investisse mais na carreira cinematográfica, daqui em diante. Hyeon Bin já provou ser um grande ator, e a qualidade e popularidade do cinema coreano voltou a crescer muito nos últimos dois ou três anos. Espero que ele aproveite esta boa onda e, se sobrar um tempinho, que faça também algum bom drama (de preferência um bem romântico, com Yoo Eun-hye).

Outro que cumpriu seu serviço militar obrigatório e saiu faz horas é Lee Dong-geon (When It´s at Night, Lovers in Paris), mas o ator parece hesitante em escolher um novo projeto (talvez porque rompeu com sua antiga agência). Sua contratação foi especulada por vários canais de TV, mas até agora nada se concretizou. Esperemos que o próximo ano nos brinde com a presença deste talentoso (e lindo) ator e cantor coreano.


Para finalizar, um ator que amo de paixão, Lee Jeong-jin (9 End 2 Outs, Wonderful Radio), volta aos dramas com A Hundred Year´s Inheritance, pela rede MBC,  contracenando com a atriz e cantora Eugene (Bread, Love and Dreams).  Lee Jeong-jin teve um ano especial, com sua marcante participação no filme Pieta (melhor filme no Festival de Cinema de Veneza e no Blue Dragon Awards), do polêmico diretor Kim Ki-duk.

13 de dez de 2012

Ha Ha Ha (filme, 2010)


País de origem: Coréia do Sul
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 115 min.

Direção e Roteiro: Hong Sang-soo

Elenco: Kim Sang-kyeong, Yoo Joon-sang, Kim Kang-woo, Yeh Ji-won, Moon So-ri.
 
Resumo
 
Dois amigos se reunem para beber e compartilhar estórias sobre suas aventuras no último verão.

Comentário

Depois de acumular quase uma dúzia de filmes em sua carreira de diretor/roteirista/produtor, Hong Sang-soo (1960) conquistou os jurados do 63º Festival de Cinema de Cannes (na categoria "Un Certain Regard") com a comédia Ha Ha Ha.

Com um tom bem menos sarcástico, e muito mais cômico, o cineasta Hong não chega a inovar, mas pode surpreender e agradar a um público não tão afeito ao cinema independente.

Os personagens de Hong continuam essencialmente os mesmos, homens intelectuais que circulam no meio acadêmico, e que perseguem belas jovens impressionáveis e, na maioria das vezes, emocionalmente instáveis.

A palavra é o combustível que move os personagens de Hong Sang-soo , e é impossível não comparar o seu trabalho ao de cineastas como Woody Allen, Eric Rohmer, entre outros. Aliás, não surpreende que os críticos franceses admirem tanto o cineasta coreano – muito mais do que os conterrâneos dele. Esta foi a sexta visita do diretor ao prestigiado festival de cinema francês.

Como em Woman on the Beach, os protagonistas de Ha Ha Ha vão à praia, só que desta vez na cidade litorânea de Tongyeong, onde a paisagem urbana predomina sobre a marinha, que aparece apenas em alguns relances.

O “gatilho” da estória está no encontro entre dois amigos, Moon-gyeong (Kim Sang-kyeong), cineasta, e Joong-sik (Yoo Joon-sang), crítico de cinema. Numa conversa de bar, entre um brinde de outro de  makgeolli (vinho de arroz tradicional coreano), eles acabam se dando conta que estiveram em Tongyeong ao mesmo tempo, no último verão. Eles se revezam na descrição de suas aventuras, as novas amizades que fizeram e as mulheres que conheceram.

Durante este bate-papo descontraído, descobrimos que as pessoas que ambos encontraram em Tongyeong foram as mesmas, embora os amigos não tenham concidido em nenhuma ocasião. Realmente, esta é a grande ‘sacada’ do filme, pois a interligação das estórias cria uma expectativa crescente, além de realçar o lado cômico da trama.

Felizmente, não se trata da repetição da mesma estória sob dois pontos de vista, mas da visão única de dois homens, sobre a sociedade que que os cerca. Moon-gyeong e  Joong-sik não estão interessados em discutir, mas sim compartilhar suas desventuras amorosas e familiares, num divertido clima de camaradagem.

Os personagens masculinos de Hong Sang-soo continuam imaturos, fracos, mulherengos e convencidos.  Embora anteriormente eu tenha deixado clara minha aversão ao caráter dos personagens de Hong Sang-soo (especificamente no filme Woman on the Beach), os protagonistas de Ha Ha Ha, se não chegam a ser adoráveis, geram uma empatia quase involuntária no espectador.

Kim Sang-kyung (Memories of Murder, White Christmas) está hilário como o auto-intitulado diretor de cinema Moon-gyeong – obviamente um alter-ego do diretor Hong. Com trejeitos nervosos a la Woody Allen, e bem acima do peso, ainda assim Kim Sang-kyung não perde seu charme de eterno garotão. Cena inesquecível do filme: Moon-gyeong apanhando da mãe com um cabide.

Yoo Joon-sang, como o crítico de cinema Joong-sik também compõe um personagem complexo, neurótico, bipolar. Ele passa o filme engolindo pílulas, e não se constrange em admitir, para quem quiser ouvir, que sofre de depressão profunda. A namorada tenta apoiá-lo, mas o clima pesa quando ela cobra que Joong separe de uma vez da esposa.

Até Kim Kang-woo (Haeundae Lovers), que considero um ator dos mais fracos (embora seja muito bonito), não está nada mal como o poeta Kang Jeong-ho. Ele consegue ser o personagem mais equilibrado do filme. Adoro os momentos em que ele lê seus poemas para os amigos, em busca de aprovação. E o mais engraçado, Moon-gyeong e Joong-sik entram na onda e escrevem seus próprios versos – com o único objetivo de impressionar as garotas.

Ao contrário de Woman on the Beach, as mulheres deste filme, Yeon-joo (interpretada por Yeh Ji-won) e Seong-ok (Moon So-ri) são muito mais interessantes e bem resolvidas. Não que elas não tenham suas neuras, mas seu modo de encarar a vida está bem mais próximo do senso comum feminino, e este é um dos pontos mais positivos do filme e que mostra, talvez, um amadurecimento tardio do autor. Quem sabe ele, ao contrário de seus personagens masculinos, esteja aprendendo a entender as mulheres.

10 de dez de 2012

Because It´s Christmas


Para entrar no clima natalino...

As bandas de kpop sempre lançam singles e vídeos divertidos para comemorar as festas de fim de ano.

Veja estes vídeos fofos dos projetos especiais Jelly Christmas 2012 HEART PROJECT - Sung Si-kyung, Park Hyo-shin, Lee Seok-hoon, Seo In-guk e VIXX (Jellyfish Entertainment), e Brand New Project - As One, Verbal Jint, Swings, Miss S, Bizniz e PHANTOM.

E Boas Festas a todos!
 
 
 
 



 
 "Because It´s Christmas" single:
 

 
 
 
 


 
 
  


"Happy Brand New Year" single:

6 de dez de 2012

Sign (Episódio Final)


Chegamos ao final desta longa, mas satisfatória recaptulação do drama coreano Sign, de autoria da talentosa roteirista Kim Eun-hee-I (Ghost). Quem acompanhou este drama pôde desfrutar de momentos de suspense, ação, uma pitada de romance e comédia, e um final de grande impacto emocional. O Dr. Yoon Ji-hoon (interpretado magistralmente por Park Shin-yang) é daqueles personagens para ficar na história da dramaturgia televisiva. Acompanhar a trajetória dos protagonistas de Sign e não se emocionar com seu desfecho é simplesmente impossível. Um belo drama, sem sombra de dúvida.

Recap (spoilers!)

Como visto no episódio anterior, o Dr. Yoon Ji-hoon envia uma mensagem para Go Da-kyeong, pedindo que ela vá até o seu apartamento.

Continua... (clique abaixo)


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