Um
filme de ação que se desenrola com velocidade, estilo e substância. País:
Coréia do Sul Duração:
101 min. Gênero:
ação, suspense, policial
Direção:
Ahn Kwon-tae, KwakGyeong-taek Roteiro:
Kim Dong-woo Elenco:
Han Seok-kyu, Cha Seung-won, Song Yeong-chang, Lee Byeong-joon, Jeong In-ji,
Kim Ji-seok-I, Son Byeong-wook, Lim Seong-gyoo, Lee Jae-goo. Comentário
Dois
grandes atores coreanos, Han Seok-kyu e Cha Seung-won se reúnem em Eye
for an Eye, num verdadeiro embate de titãs.
Crimes (quase) perfeitos e perseguições de gato e rato se desenrolam num estilo
tradicional, mas com o toque picante do cinema coreano. O
filme vale especialmente para ver um Han Seok-kyu (Deep Rooted Tree) bem
diferente, com seus cabelos prateados, combinando com os ternos cinza Hermes,
no papel de um detetive aparentemente educado, mas de língua afiada, sempre
mascando chiclete (tentando curar o vício do cigarro) e que fica obcecado em
fechar seu último caso antes de deixar o cargo.
O veterano detetive Baek está para se demitir, sonhando com uma vida mais
tranquila e lucrativa como homem de negócios. Mas ele tem de adiar seu desejo
quando 1,8 bilhões de won são roubados de um carro forte em plena luz do dia e
logo em seguida 600 kg de ouro de importação ilegal desaparece de um aeroporto,
sob as barbas da equipe de Baek. Alguém, astutamente, assumiu a identidade
do Cap. Baek, o que representa um grande golpe no ego do policial.
No dia seguinte aos roubos, Baek receber um pacote, um maço de dinheiro,
assinado “de e para Baek”. Esse gesto ‘amigável’ vem do líder e mentor dos
crimes em pessoa, Ahn Hyun-min (Cha). Esse homem misterioso e de inteligência
excepcional passa a perna em Baek, além de elaborar seus planos de forma
impecável. Para botar mais lenha na fogueira, Ahn tem a petulância de deixar
pistas gritantes e até mesmo de aparecer na frente de Baek, sem medo de ser
pego. Logo, Baek se dá conta de que está sendo usado como isca para o grande
plano de Ahn, de atacar um inimigo maior. Ao
contrário dos bons, mas muitas vezes convencionais filmes da ação de Hollywood,
Eye for na Eye, tem aquele toque único do cinema coreano. O drama humano por
detrás dos personagens os torna empáticos e nos faz ficar na expectativa sobre
o que será deles. Embora
aqui Ahn seja o ‘bandido’, Baek, que não se controla ao usar a violência para
atingir os seus fins, parece, em algumas ocasiões, muito mais desprezível. E
Ahn, com sua obcessão ‘hamletiana’, desperta um entendimento e uma simpatia
inevitáveis nos espectadores. Destaque
para o ator Lee Byung-joon (Secret Garden, drama, 2010), que disfarça sua profunda voz de barítono, no papel
de "Antonio", um empresário - de dia, e travesti à noite - que fala num tom agudo e
desfila num visual de ‘perua’ impecável. O personagem composto por ele se torna
um contraponto sutil e hilário aos dois atores principais.
É
claro que o diretor se aproveita muito bem do perfil elegante de Cha Seung-won (que já
foi modelo), que desfila pelas cenas em ternos de corte impecável, e com o sorriso
debochado que é marca registrada ator. Mas não dá para desmerecer a grande
atuação de Cha, sempre intenso e suave na mesma medida. Irresistível!
O
filme foi dirigido a quatro mãos: Ahn Kwon-tae (My Brother, 2004), que foi
diretor assistente de Kwak Gyeong-ta no seu grande ‘hit’ Friend (2001), rodou a
primeira metade de Eye for an Eye, antes de seu mentor assumir a cadeira de
diretor. O resultado foi um filme repleto de cenas inspiradas nas estórias em quadrinhos, com a tela
dividida ao meio, além de muita ação e perseguições automobilísticas, do início
ao fim.
País: Japão Título: Shinya Shokudo (Late-Night Diner)
Produção: TBS, MBS
Formato: Renzoku
Duração: 10 episódios
Gênero: Comédia dramática Produção: Moriya Takeshi, Tosaka Takuma Estória
original (mangá): Abe Yarou Roteiro:
Manabe Katsuhiko, Mukai Kousuke, Oikawa Takurou, Wada K. Direção:
Matsuoka Jouji, Oikawa Takurou, Tosaka Takuma. Food
Stylist: Iijima Nami Design:
Amuse, MBS (Mainichi Housou) Música
Tema (final): Believe in Paradise, de Magic Party Narração:
Kobayashi Kaoru Elenco: Kobayashi Kaoru, Matsushige Yutaka, Andou Tamae, Ayata Toshiki,
Yamanaka Takashi, Fuwa Mansaku, Motoi Hiroyuki, Odagiri Joe, etc. “Quando
o dia chega ao fim, e as pessoas estão a caminho de casa, o meu dia começa.”
{Menu}
Tonjiru
Tradicional: 600 yen Cerveja:
600 yen Sakê:
500 yen Shochu:
400 yen (Máximo
de 3 drinques por cliente) “Esse
é o meu menu. A possibilidade de servir-se qualquer outra coisa, desde que
possível... É o meu modelo de negócio. Estou
aberto da meia-noite, às sete da manhã. É o que chamam de... “Shinya Shokudo”
(restaurante da meia-noite). Como
vão os negócios? Eu diria que “bem o bastante”. É sempre
com essa introdução, e com a belíssima canção Omohide (recordações), de
Suzuki Tsunekichi que começa cada episódio do drama japonês Shinya Shokudo.
Mangá original de Abe Yarou
Resumo Um
pequeno restaurante de esquina, em um bairro comercial de Tóquio, que só abre
da meia-noite às sete da manhã, e que apresenta um cardápio fixo. Apesar disso,
os clientes chegam ao restaurante, noite após noite, pelo prazer de conversar
com o proprietário e com os pedidos culinários mais exóticos, os quais ele sempre
atende, sem hesitar. A cada episódio, o drama retrata as estórias dos clientes,
que vão de um membro da yakuza, à artistas do underground, passando por
trabalhadores comuns que vivem a vida solitária de uma metrópole.
Comentário A
memória humana é algo muito complexo, e ela pode nos falhar ou nos enganar, com
falsas memórias, ou reconstituições fantasiosas de nosso passado. Mas se tem um
sentido que nos faz evocar lembranças do passado, e torna inesquecíveis certos momentos
de nossa história pessoal, esse sentido é o paladar. Quando
um cliente chega ao “Shinya Shokudo” e pede ao ‘Master’ (Kobayashi Kaoru) que
prepare um prato especial, essa pessoa está tentado resgatar uma lembrança marcante
de sua vida. E é através da visão desses indivíduos, devorando os deliciosos
pratos preparados pelo misterioso proprietário do restaurante, que descobrimos
seus segredos mais íntimos, seus traumas, seus amores, seus arrependimentos. Em
um formato compacto de 25 minutos de duração, com uma sensibilidade
incrível em contar as mais diversas estórias de profundo drama humano, os
diretores e roteiristas de Shinya Shokudo criaram um produto único, uma joia da
dramaturgia televisiva. Depois
do tremendo sucesso de público e crítica, Shinya Shokudo entra em sua segunda
temporada, no ano de 2012.
País: Coréia
do Sul
Gênero: guerra, ação, drama, épico
Duração: 133 min.
Direção:
Jang Hoon
Roteiro: Park Sang-yeon
Produção: Lee Woo-jung, Jung Won-chan Elenco Ko
Soo (como Kim Soo-Hyuk) Sin Ha-gyoon (como Kang Eun-Pyo)
Kim Ok-bin (como Cha Tae-Kyung) Ryoo Seung-yong (Hyun Jeong-Yoon)
Lee Je-hoon (Shin Il-Young)
Ko Chang-seok (Yang Hyo-Sam) Ryoo Seung-soo (Oh Ki-Young)
Lee Da-wit (Nam Sung-Sik)
Resumo Perto
do final da Guerra da Coréia (1951), um cessar-fogo é ordenado, mas na
fronteira leste das colinas de Aerok, uma batalha intensa prossegue. Uma
corrida para dominar um ponto estratégico e determinar uma nova fronteira entre
as duas Coréias é o prêmio final. É
então que se descobre uma bala no cadáver de um comandante de uma companhia do
exército sul coreano. A bala que matou esse comandante veio do lado sul coreano.
O tenente do Comando de Defesa Kang Eun-Pyo (Shin Ha-Kyun) é encarregado de ir
até a linha de frente oriental para investigar essa morte. Quando Kang Eun-Pyo
chega nas Colinas de Aerok é surpreendido ao encontrar seu velho amigo Kim
Soo-Hyuk (Ko Soo) comandando tropas na região. Kang Eun-Pyo acreditava que Kim
Soo-Hyuk estava morto há tempos. Quando
jovem, Kim Soo-hyuk era uma pessoa dócil, mas eventualmente tornou-se líder da
companhia como tenente. A situação na companhia Aeok levanta muitas suspeitas
aos olhos de Kang Eun-Pyo, com soldados usando uniformes norte-coreanos por causa
do frio intenso, um garoto de 20 anos comandando tropas como capitão, além do
resurgimento de seu antigo companheiro Kim Soo-hyuk. A
contagem regressiva para o cessar-fogo começa, enquanto a vida de inúmeros
soldados se perde no caminho…
Comentário Para
quem gosta de filmes de Guerra e/ou homens bonitos de uniforme, The Front Line
é imperdível. Falando sério, The Front Line é um belíssimo filme de guerra, que
faz lembrar os clássicos do gênero (quando norte-americanos e ingleses ainda
faziam bons filmes). O filme tem uma narrativa linear, com alguns flashbacks, e
mesmo para quem não conhece muito dos eventos históricos da terrível Guerra da
Coréia, não é difícil de entender o que se passa. A Guerra da Coréia ficou
conhecida como “A Guerra Esquecida” e o filme tem o grande mérito de relembrar
o impacto que as últimas batalhas, como a retratada (ficcionalmente) nas
colinas de Aerok teve sobre as pessoas que lutaram e caíram ali.
O
diretor Jang Hoon (1975) é relativamente novato na profissão, tendo dirigido
anteriormente apenas dois filmes, Rough Cut (2008) e Secret Reunion (2010).
Hoon conduz muito bem o filme e consegue extrair excelentes desempenhos de todo
o elenco.
Falando
em elenco, o que me atraiu a princípio a ver o filme foi a presença do Dr. Lee Kang-hoon (aham!), ou melhor, o ator Sin Ha-gyoon. Ele está ótimo, como sempre,
e foi interessante vê-lo encarnando um personagem ‘normalzinho’ para variar. Se
você gostar de vê-lo uniformizado, assista também Welcome to Dongmakgol,
outro filme sobre a Guerra da Coréia, mas com um toque de fantasia e comédia.
Agora,
não dá para negar a presença marcante do ator Ko Soo, que embora não tão bom
ator, é de uma beleza estonteante. Me fez lembrar de atores
como Paul Newman ou Robert Redford, no auge de suas carreiras. Tem essa
expressão em inglês que diz tudo sobre alguém assim: “eye candy”. O “eye candy”
Ko Soo também pode ser visto no filme Hauters (2010) e no melodrama Will it
Snow for Christmas? (2009).
E
guarde bem esse nome: Lee Je-hoon (Fashion King, drama, 2012). O jovem ator
simplesmente arrasa no papel do insano capitão Shin Il-Young.
The Front Line teve uma bilheteria impressionante
no seu país, com cerca de 3 milhões de espectadores. Além disso, recebeu quatro
prêmios da KAFC (Associação de Críticos de Cinema da Coréia), outros quatro
prêmios no Festival de Cinema da Daejong e dois prêmios técnicos do Festival de
Cinema Blue Dragon. O filme também foi exibido numa série de festivais de
cinema pelo mundo, no ano de 2011.
O
ano de 2011 foi de muito sucesso e reconhecimento para o talentoso rapper
coreano Verbal Jint. Primeiro, ele recebeu dois prêmios Hiphopplaya, levando
para casa o Prêmio de Single do Ano, além do MV do Ano, pela canção "You
Look Good" com o convidado Black Skirt. Para
completar, Verbal Jint acaba de ser agraciado com o título de Artista do Ano,
no Korean Music Awards, que aconteceu em 29 de fevereiro, no Ax-Korea, no
noroeste de Seoul. A
cerimônia do Korean Music Awards começou em 2004 e pretende reconhecer as
realizações dos artistas coreanos. Os prêmios são escolhidos por um grupo de
especialistas da indústria musical coreana.
Verbal
Jint (Kim Jin Tae) nasceu em 19 de dezembro de 1980, na Coréia do Sul. Seu primeiro
álbum foi 'Modern Rhymes' (2001 EP). O
músico e produtor formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Nacional
de Seul.
Suas
maiores influências na infância foram os músicos 2pac e J Dilla. Sua carreira
teve início no grupo de hip hop SNP. Seu primeiro EP teve o mérito de adaptar
de forma surpreendente as rimas do hip hop para a língua coreana. Seu segundo
álbum, ‘False Charge” (2008), é reconhecido como o melhor disco de rap já
gravado na Coréia do Sul.
Discografia - Modern Rhymes (2001, EP)
- Favorite (2007, EP)
- 무명
(2007, primeiro álbum)
- Framed ganbogi (누명간보기) (2008, Single)
- 누명
(2008, álbum)
- Rhythmer Remix (2008, Single)
- Nomnomnom (놈놈놈) (2008, Single)
- Afterplay (2008, álbum)
- Seriously Drunk (취중진담) (2008, Single, feat. Nodo)
- Seriously Drunk (2009, Single)
- Stay Strong (2009, Single) - The Good Die Young (2009, Album)
- Go Easy (2011, álbum)
Verbal Jint (feat. Black Skirt): "You Look Good" single
País: Coréia do Sul Gênero: drama, suspense Duração: 21 episódios Produção: SBS TV
Direção:
Kang Sin-hyo, Lee Chang-min-I
Roteiro: Choi Wan-gyoo Elenco
Jang Hyeok, como Kim Do-hyeon, advogado Kim Hee-ae , empresária Yoo In-hye Lee Min-jeong , enfermeira Lee Jeong-yeon Cheon Ho-jin, advogado Choi Gook-hwan No Min-woo-I, como o ‘dandy’ Yoo Myeong-joon Kim Seong-gyeom, magnata Yoo Pil-sang Yoon Je-moon, sucessor dos negócios da família, Yoo Seong-joon Choi Jeong-woo, o irmão mais velho, Yoo Gi-joon Han Yoo-i, a caçula da família, Yoo Mi-ran Lee Deok-hwa, o pai de Kim Do-hyeon, Kim Tae-seong Kim Seong-oh, irmão de Kim Do-hyeon, Kim Dong-cheol Lee Hae-yeong-I, funcionário de Yoo In-hye, Cha Yeong-min Sin Seung-hwan, colega de cela de Kim Do-hyeon Lee Sang-yeob, como Han Jang-seok, consultor de Kim Do-hyeon
Resumo
"Um
drama sobre disputas entre empresas, no mundo das finanças coreano”, é a sinopse
oferecida para Midas, o que pode soar como um tema um tanto árido e pouco
atraente. Mas não é esse o caso, felizmente. É claro que a estória gira em
torno dos mercados de ações, globalização da economia, disputas entre empresas,
envolvimento político das grandes fortunas, etc. E o que há de divertido nisso
tudo? São as pessoas que fazem girar esse mundo de ambição, luxo e traição;
quais são suas motivações para irem tão longe a ponto de trair, difamar e até
mesmo matar quem estiver no seu caminho. Não é por nada que um dos personagens
cita o filme “O Poderoso Chefão” como um de seus favoritos. Quando a empresária
Yoo In-hye diz ao advogado Kim Do-hyeon (citando uma frase desse filme clássico)
“Vou lhe fazer uma oferta impossível de ser recusada”, sentimos que o destino
de ambos está prestes a mudar, irreversivelmente.
Kim
Do-hyeon é o legítimo “self made man”, um jovem pobre, que lutou muito para
estudar e chegar ao topo em sua profissão. Sua carreira começa brilhantemente
como operador da bolsa de valores, mas após um investimento arriscado e
desastroso ele decide mudar de rumo e se forma em direito. Como advogado
recém-formado, ele recebe uma proposta incrível de tornar-se sócio de um importante,
porém obscuro escritório de advocacia. Obscuro porque de sua cartela de clientes
consta apenas uma família, encabeçada pelo magnata Yoo Pil-sang. O advogado
Choi Gook-hwan conta a Do-hyeon que está para se aposentar e quer que ele o
substitua aos poucos na administração solitária dos negócios da família Yoo.
Embora um tanto desconfiado com tanta sorte, Do-hyeon aceita o desafio assim
que fica sabendo que um dos membros da família é a empresária Yoo In-hye, a
quem admira profundamente por sua popularidade no mundo das finanças. Kim
Do-hyeon é um homem solitário, que perdeu a mãe e de cujo pai não tem notícias
há anos, depois que esse se envolveu na “febre do ouro” e abandonou a família
desamparada financeiramente. Revoltado com a ausência do pai, e após crescer
vendo a mãe sofrer com a falta de dinheiro, Do-hyeon torna-se um homem ambicioso.
Nem mesmo sua bela noiva, a enfermeira Lee Jeong-yeon, consegue convencê-lo a
não se preocupar tanto com o dinheiro e o poder. E
o título desse drama já dá uma ideia clara sobre quais são as consequências da
ambição desenfreada sobre a vida das pessoas.
Comentário (apenas spoilers leves) Em
primeiro lugar, tenho de me redimir por não ter colocado Midas na lista de
melhores dramas de 2011. Quando o drama estreou, no início do ano passado, depois
de assistir o primeiro episódio e ler muitas críticas ácidas, resolvi dar um ‘pause’.
Mas como grande fã de Jang Hyeok, baixei a série para ver com calma nas férias
de verão. No final, a sorte foi minha, e mais uma vez me dei conta que é melhor
confiar no próprio gosto, e no sempre maravilhoso Jang Hyeok, que nunca (ao
menos até hoje) participou de projetos ruins. O
início um tanto lento e apresentação superficial dos personagens podem
afugentar (e afugentaram mesmo, quando de sua estreia) o espectador de Midas
mas, passados um ou dois episódios, para quem gosta desse tipo de trama mais
elaborada e bem escrita, torna-se impossível não acompanhar o drama até o
final. Midas pode ser considerado um drama de sucesso, pela sua duração de 21 sólidos
episódios, e se muitas fãs dos k-dramas torceram o nariz para a estória,
certamente tem muito a ver com o romance (ou a falta dele) dentro do enredo. Em
primeiro lugar, Midas não é um drama romântico, e em segundo lugar, o casal
principal da trama, os atores Jang Hyeok e Lee Min-jeong, infelizmente, levam zero
em química! Isso faz de Midas um drama ruim? É claro que não, porque tem muitas
outras coisas mais importantes, inúmeros personagens interessantes (e
divertidíssimos) preenchendo o espaço destinado a desenvolver a estória que, eu
repito, é sobre poder, ambição e, finalmente, redenção.
E
por favor, criticar a atuação de Jang Hyeok em Midas é covardia. Só quem não
acompanhou o drama até o final pode afirmar uma bobagem dessas. Vindo de uma
atuação poderosa e certamente desgastante, no saeguk Chuno (2010), obviamente
Jang Hyeok queria se descolar um pouco daquele papel tão marcante. O
interessante é que ele começa Midas dando ao personagem Kim Do-hyeon um tom
mais baixo, discreto, quase frio, mas que vai crescendo, como uma espécie de ‘nona
sinfonia’ que explode, surpreendentemente, não com uma cena de violência, ou de
ódio, mas de puro choro, pela dor da traição e a terrível sensação de abandono.
E sabe chorar, nosso querido Jang Hyeok... Se houvesse um prêmio de atuação
para ‘choro mais comovente do ano’, que ele ganharia certo.
Um dos "pontos fortes" da atuação de Jang Hyeok
Não
se preocupe, não estou contando o final do drama, pois essa segunda virada no
destino do advogado Do-hyeon (no meio da estória) é que vai despertá-lo para a
realidade e redimi-lo perante o mundo... Porque afinal, ele é o herói, e merece
redenção, amor e um final feliz (ou ao menos justo). O
elenco de Midas é recheado de atuações sólidas, principalmente de atores
veteranos do cinema e drama coreanos. Ver atores do calibre de Cheon Ho-jin (como
o misterioso advogado Choi Gook-hwan), Kim Seong-gyeom (quantas vezes esse
velho gigante simpático já interpretou chaebols em sua vida?!) e Lee Deok-hwa (impagável
como pai super-picareta mas de bom coração), é um prazer a parte. O elenco
jovem também não faz feio como, por exemplo, a bela revelação de No Min-woo-I,
como o ‘dandy’ Yoo Myeong-joon, lindo e tão sexy que (quase) rouba a cena e a
noiva de Jang Hyeok.
No Min-woo-I, como um chaebol roqueiro
Entre
os atores maduros, mas não velhos, a bela e elegante Kim Hee-ae , realiza um
verdadeiro ‘tour de force’ com o personagem complexo que lhe cabe, da ambiciosa
Yoo In-hye. Aliás, estou ansiosa para
vê-la ao lado do ator Lee Seong-jae no melodrama A Wife´s Credentials, que
acaba de estrear.
Kim Hee-ae
Agora,
para mim, quem rouba a cena (e quase o drama inteiro) é Yoon Je-moon, ator
talentosíssimo, ultra-versátil, que conseguiu dar um show de interpretação duas
vezes em um ano, com Midas no início de 2011, e para fechar com chave de ouro,
no drama saeguk Deep Rooted Tree, em que teve atuação destacada, ombro a
ombro, com Jang Hyeok (mais uma vez, como seu arqui-inimigo) e Han Seok-kyu
(Rei Lee Do). Yoon Je-moon, como o empresário tresloucado Yoo Seong-joon, consegue
despertar medo, raiva, asco, espanto e riso, em diferentes situações, sem
parecer absurdo que exista uma pessoa assim. A verdade é que ele acaba se
revelando um grande ator cômico... Mal posso esperar para vê-lo novamente na
telinha, no drama The King 2 Hearts.
Yoon Je-moon, o vilão que adoramos odiar
Mais
uma curiosidade é a presença de Sin Seung-hwan (como o gordinho simpático Jae-bok)
que repetiu a parceria de camarada de Jang Hyeok, em Deep Rooted Tree, como o
soldado Park Po.
Tem
gente que só quer saber do elenco principal, mas eu gosto muito de prestar
atenção no elenco secundário e, como no caso de Midas, este é enorme e
diversificado, só quero acabar ressaltando dois atores que tem potencial para
grandes papéis num futuro próximo. Um é Lee Hae-yeong-I (1970), ator quarentão,
que embora não tenha tido grandes oportunidades em Hallyu até o momento, me
pareceu muito interessante, no papel de Cha Yeong-min. O outro é Lee Sang-yeob
(como o consultor Han Jang-seok) que tem uma ‘vibe’ que lembra um pouco o
estilo de atuação de Park Hae-il. Uma carreira a ser monitorada com atenção!
Quem
é Quem... Kang
Sin-hyo, diretor: All In (drama, 2003), Tazza (2008). Lee
Chang-min-I, diretor: Bride of the Sun (2011). Choi
Wan-gyoo, roteirista (1964): Dramas: Iris (2009), Swallow the Sun (2009),
Gourmet (2008), Jumong (2006), Love Story in Harvard (2004). Jang
Hyeok, ator (1976): Deep Rooted Tree (2011), The Client (filme, 2011), Chuno
(2010). Lee
Min-jeong, atriz (1982): Wonderful Radio (2011), Cyrano Agency (2010), Boys
Over Flowers (2008). Noh
Min-woo-I, ator, músico (1986): ex-mebro da banda "TRAX" , agora no
"24/7": Full House 2 (2011), Vampire Idol (2011).
Um
filme literalmente delicioso, Patisserie Coin de Rue prima por imagens
belíssimas, mas nada recomendáveis para quem está de dieta... Um drama delicado
e saboroso, como os doces preparados na cozinha da confeitaria “Patisserie Coin
de Rue”. Sinopse
Tomura
(Yosuke Eguchi) já foi um confeiteiro altamente conceituado, mas há 8 anos largou
a carreira sem dar explicações. Desde então, Tomura trabalha como professor em
escolas de culinária e escreveu um guia de confeitaria para críticos de
gastronomia. Natsume
(Yu Aoi) é uma jovem que sai de sua cidade natal, Kagoshima, para a capital
Tóquio, para encontrar seu namorado. Natsume consegue um emprego na “Patisserie
Coin de rue” – uma confeitaria dirigida pelo casal Tandem Yuriko (Keiko Toda) e
Julian (Nathan Berg). Na “Patisserie Coin de rue” Natsume trabalha com a
talentosa cozinheira Mariko (Noriko Eguchi) e suas criações fascinantes. Enquanto
isso, Tomura é agora um frequentador regular da cofeitaria “Patisserie Coin de
rue” e seus encontros com Natsume trazem mudanças à vida de ambos.
Um resumo dos dramas mais marcantes de 2011, segundo
THC. Perdi um tempo que eu não tinha essa semana, mas
não resisti em ler (nos blogs que sempre acompanho) algumas retrospectivas dos
dramas que passaram neste ano de 2011. Na verdade o que eu buscava não era
saber o que foi bom para os outros, mas sim (de forma egoísta, reconheço) encontrar
quem compartilhasse da minha opinião sobre os melhores (e piores) deste ano,
entre um cardápio tão variado de séries (coreanas e japonesas). Mas como os
gostos pessoais são sempre muito variados, é impossível encontrar reações iguais,
especialmente quando se fala de produtos culturais, como filmes e séries de TV.
E o pior, nem sempre é agradável ouvir (ou ler) alguém ‘detonando’ aquele drama
que te emocionou tanto: “Como podem criticar o ator ‘x’, ou desprezar a
obra-prima da roteirista ‘y’?!”. Aliás, acho que esse ano foi um dos mais atípicos
nesse sentido, pois não consegui detectar um drama sequer que tenha sido
consenso entre os fãs do gênero.
Falando exclusivamente do que eu consegui assistir
até o final, certamente boas lembranças vão ficar, mas não tantas como as do
ano de 2010 (Chuno, Secret Garden, só para lembrar de dois exemplos). E com o
risco certo de desagradar a muitos, também tenho de apontar as minhas
principais decepções. O que mais lamento foi ter perdido tempo com alguns
dramas taiwaneses, pois sua qualidade está anos luz atrás da produção coreana e
japonesa de TV. Atraída pelos comentários positivos de várias blogueiras,
assisti uma boa parte dos dramas Love Keeps Going e Drunken
To Love You. O primeiro tinha um casal bonitinho (Cindy Wang e Mike He), mas o
nível de atuação era abaixo do sofrível. Se alguma coisa se salva é a canção
tema “Don´t Cry” – Cindy Wang tem uma belíssima voz.
A segunda, Drunken to Love
You, foi uma febre entre os fãs de dramas, principalmente pela presença
carismática do ator Joseph Chang. A Atriz Rainie Yang foi a mulher mais
invejada do ano por poder contracenar com esse homem maravilhoso! Para ver
pulando as partes em que Chang não aparece.
Dos poucos dramas japoneses que vi (infelizmente
o tempo foi curto) em 2010, os melhores foram os dramas colegiais, surpreendente,
pois não tenho muita paciência com temas adolescentes. AsukoMarch!, já comentado aqui, é divertido, emocionante, e tem um elenco jovem adorável.
Outro elenco adorável é o de Hana Kimi Remake. Apesar dos fãs da série original
terem torcido o nariz para essa refilmagem, é puro mau humor, pois quem gosta
de uma boa comédia escolar tem diversão garantida. E é mais uma pá de meninos
lindos para alegria de qualquer adolescente (e de muitas ‘ahjummas’).
Para
fechar a minha ‘trilogia’ de dramas escolares, recomendo o anime Kimi ni Todoke
(Reaching You). Na verdade a primeira temporada foi ao ar no Japão entre
outubro de 2009 e março de 2010. A segunda temporada passou na NTV em janeiro
desse ano. Kimi ni Todoke é até hoje um mangá shojo (romance) de grande
sucesso, com direito a videogame, anime e filme ‘live-action’ (com o casal Mikako
Tabe e Haruma Miura). Veja primeiro as duas temporadas do anime, antes de ver o
filme, pois embora este não seja de todo ruim, perde muito de sua força
dramática ao resumir demais a estória do romance adolescente entre a tímida
Sawako Kuronuma e o popular Shota Kazehaya.
A maior expectativa fica sempre com os dramas
coreanos, seja pela qualidade das suas produções, ou pela variedade de temas e
formatos. Mas as decepções não deixaram de acontecer, mesmo com dramas que
teimei em assistir até o final. O drama ‘sobrenatural’ 49 Days, por exemplo,
para mim foi um tanto frustrante, por vários aspectos, sendo o principal o
roteiro, mas o elenco fraco também não ajudou. O princípio do enredo é muito
interessante: uma jovem que entra em coma na véspera de seu casamento, e se vê,
como espírito, na missão de ‘emprestar’ o corpo de outra jovem para consertar
os erros cometidos em vida. Muita gente gostou de 49 Days, e o drama gerou
muitos debates, inclusive sobre o seu final surpreendente. Mas o que restou
como lembrança de 49 Days (e seus longos 20 episódios), para mim, foi o ator
Jung Il-woo, como o inesquecível ‘Squeduler’. O garoto é mesmo impressionante,
tem grande presença como ator dramático e, ao mesmo tempo tem um ótimo ‘timing’
para comédia. Quem assistiu Flower Boys Ramyen Shop, o drama seguinte de Jung
Il-woo, sabe do que estou falando. Ele certamente é a grande revelação de 2011.
Outro drama que sofri (muito mais) para ver, nos
seus infindáveis 20 episódios, foi Baby-faced Beauty. Esse drama também teve
seus fãs e por isso, para não despertar a ira de ninguém só quero comentar
sobre o desperdício dos dois atores masculinos principais, Daniel Choi e Ryu
Jin. Ainda não estou certa se Choi é um grande ator, ou apenas uma figura
carismática, mas acho que ele tem potencial para se transformar em um
profissional de respeito. E foi o motivo, no final das contas, para que Baby-faced
Beauty não tenha sido um fracasso completo. Agora, desperdício mesmo foi a
presença de Ryu Jin, que tinha surpreendido positivamente público e crítica com
seu papel cômico no drama Call of the Country (2010).
E por fim, The Greatest Love não me agradou (e
olha que aguentei até o episódio 11), apesar de adorar o ator Cha Seung Won e
ele ser literalmente o galã desse drama. Uma coisa que percebi recentemente é
que existem duas correntes de fãs na dramaland: os que amam as irmãs Hong,
incensadas roteiristas de dramas como You´re Beautiful e My Girlfriend is a
Gumiho, e os que admiram a escritora Kim Eun Sook, de The City Hall e Secret
Garden. Eu me enquadro no segundo grupo, e prefiro me lembrar de Cha Seung Won
como o inesquecível Jo Gook, de City Hall.
E quais foram as boas surpresas de 2011? Bem,
especialmente os dramas produzidos pela TV a cabo coreana, como:
- O thriller policial Vampire Prosecutor, que felizmente
deve ter uma segunda temporada,
- A comédia (às vezes dramática) I Need Romance,
que caiu um pouco de ritmo nos episódios finais, mas que no conjunto fez
bonito,
- A comédia Flower Boy Ramyen Shop, mais voltada
para o público adolescente, mas que agradou a quem gosta de roteiros ágeis, e
pela oportunidade de ver Jung Il-woo brilhar duas vezes no mesmo ano.
E os favoritos da casa? É difícil colocar os títulos
em ordem de preferência, principalmente com tantos temas diferentes sendo
abordados, de investigação policial à comédia, do drama médico ao histórico,
teve de tudo um pouco. Para não cometer a mesma injustiça dos eleitores do Oscar,
que sempre se esquecem dos filmes que passaram no início do ano, não posso
deixar de citar o drama que talvez tenha sido o meu favorito de 2011, Sign.
Sign, um drama em 20 episódios da SBS TV, é estrelado
por Park Shin Yang (Painter of the Wind), que faz o papel de um médico legista
que trabalha junto à polícia e promotoria para resolver crimes de homicídio. Para
quem gosta do gênero policial, com uma pitada de drama e romance, é imperdível.
Uma grande estória e, para mim, sem dúvida o final de drama mais emocionante do
ano.
Por outro lado, num clima bem mais leve, tivemos a
comédia romântica Lie to Me, também produzida pela SBS TV (16 episódios). Se
não foi consenso, Lie to Me certamente foi o drama mais comentado do ano,
especialmente pela química ‘explosiva’ entre o casal Yoon Eun-hye e Kang
Ji-hwan. Aparentemente a troca de roteiristas no meio da produção foi a grande
responsável pela queda de ritmo no drama, e o que achei lamentável foi
abandonar-se os personagens secundários que eram interessantes, e poderiam ter
dado mais ‘substância’ à estória. Mesmo assim, foi um dos dramas mais
divertidos para mim, até mesmo na hora da tradução das legendas.
Scent of a Woman superou muitas falhas para
terminar como um dos melhores dramas do ano. Pessoalmente, achei o núcleo dos
personagens ‘ricos’ do drama irritante, para não dizer maçante. Este é um ponto
fraco do roteirista No Ji-seol (o mesmo de Dr. Champ) que ainda precisa aprender
a criar personagens secundários mais complexos e significativos para o enredo.
Mas pelo menos dessa vez ele acertou no final – comovente e esperançoso na
medida exata. E o que dizer de Kim Sun-ah? Ninguém poderia ter feito um maior
elogio à atriz do que o seu amigo e ex-par romântico Cha Seung Won que, ao
ligar para ela e cumprimentá-la pelo sucesso de Scent of a Woman, reclamou, “O
que vai ser de nós, pobres atores, depois de nos depararmos com essa sua grande
atuação?” Ele tem razão, Kim Sun-ah é a grande rainha do drama coreano.
E não posso esquecer de mencionar Protect the Boss,
sobre o qual já falei aqui, certamente o drama com elenco mais afiado do ano e,
para as românticas de plantão, talvez o único que satisfez o desejo delas de
ver uma cena de casamento para fechar a estória. Que Eun Seol e Ji Heon vivam
felizes para sempre na nossa memória.
O único drama histórico que pude ver em 2011 foi Deep-Rooted Tree, e por sorte, está valendo muito a pena! Apesar de alguns episódios de
ritmo mais lento no começo, o terceiro ato desse drama está sendo emocionante.
A qualidade do roteiro me surpreende a cada reviravolta que acontece e, apesar
de ter escolhido ver Deep-Rooted Tree por causa do ator Jang Hyuk (Chuno),
tenho de reconhecer que o grande personagem desse drama ‘sageuk’ é o Rei
Sejong, interpretado brilhantemente por Han Suk-kyu. Han Suk-kyu certamente vai
receber muitos prêmios por essa atuação. E já estão falando em uma segunda
temporada para Deep-Rooted Tree. Veremos o que 2012 nos reserva!
E quem diria que 2011 iria fechar com chave de
ouro?! Estou falando, é claro, do drama médico Brain (KBS2). Que Sin Ha-gyoon é
um grande ator, todo mundo já sabia (Sympathy for Mr. Vengeance, No Mercy for
the Rude), mas até ele se surpreendeu com o alvoroço que tem gerado (principalmente
entre as mulheres) o personagem do médico temperamental e egocêntrico, Lee
Kang-hoon.
Em resumo, são as lembranças mais marcantes que
ficaram de 2011.
Só temos que agradecer a toda essa gente
maravilhosa que produz arte da melhor qualidade, e torcer para que 2012 chegue
logo, com mais bons dramas para satisfazer nossa sede infinita de assistir e de
fazer, mesmo que por alguns momentos, parte desse mundo.
Após
lançar o álbum colaborativo de inverno da gravadora SMTOWN,
Super Junior chega com esse novo MV especial de Natal “Santa U Are The One”.
“Santa
U Are The One” é a faixa título do álbum “2011 SMTOWN Winter ‘The Warmest Gift”,
cantado pelos 13 integrantes do grupo Super
Junior. O MV ainda conta com a presença de Henry e Zhou Mi, do Super
Junior M, todos cantando em inglês.
Para
ir entrando no clima natalino, veja o MV muito fofo dos garotos
(eu
queria ter uma miniatura de cada um para pendurar no pinheiro de natal!).
O ano de 2011 chega ao final dando passagem a uma nova leva
de dramas coreanos, e embora a essa altura a expectativa seja menor, algumas
boas surpresas ainda podem surgir. Façam suas apostas! Acompanhei os primeiros episódios de três novos dramas:
Padam, Padam, Color of Woman e Fermentation Family.
1. Fermentation Family (ou Fermented Family, ou Kimchi Family),
uma produção jTBC TV, tem como pano de fundo o tema da gastronomia, retratando
uma família que administra um restaurante especializado em kimchi, no interior.
O dono do restaurante é Lee Gi-chan (ator Kang Shin-il), um cozinheiro viúvo
que tem duas filhas. A mais velha, que mora com ele e ajuda no restaurante, é
Lee Woo-joo (Lee Min-yeong), uma jovem simples e extrovertida. A irmã mais
nova é Lee Kang-san (Park Jin-hee) que trabalha como sub-chef de um restaurante
chique em Seul. Depois de uma briga de família, o pai sai de casa e deixa as
duas filhas sozinhas para cuidar dos negócios. Nesse meio tempo, surge um jovem
misterioso, Gi Ho-tae (Song Il-gook), que está se escondendo de seu chefe
mafioso. Com a ajuda do cozinheiro e antigo amigo da família Jo Mi-nam, e do
rebelde (e belo) Gi Ho-tae as garotas vão tentar manter intactas as tradições
culinárias da família Lee. Um drama que eu estava esperando muito para ver,
especialmente pela presença de Park Jin-hee (do drama The Woman Who Still Wants to
Marry, e do filme Lost and Found) uma atriz maravilhosa, e que sempre está
envolvida em produções de qualidade. E tem também o ator Song Il-gook que
trabalhou em dramas como Detectives in Trouble (2011), Land of Wind (2008), e
Jumong (2006). O primeiro episódio é um tanto irregular, principalmente na
edição, mas também na direção (as cenas de luta dos mafiosos destoam muito das
demais cenas bucólicas do interior).
Os pontos positivos são o bom elenco e,
talvez o mais importante, a boa química entre o casal principal. O segundo
episódio já foi bem melhor, muitos segredos do passado do gangster Gi Ho-tae já
são revelados, e os personagens parecem se entrosar naturalmente. Aliás, o
episódio termina com uma belíssima cena das irmãs Lee cantando juntas.
Comovente.
2. Color of Woman (produção Channel A), é uma comédia romântica
sobre duas amigas muito diferentes, que acabam trabalhando na mesma empresa de
cosméticos. Byeon So-ra (atriz Yoon Soy) é uma jovem completamente ‘geek’, que
só pensa nos estudos e é muito azarada no amor. Já a amiga e colega de quarto
Wang Jin-joo (Lee Soo-kyeong) é o extremo oposto, mais preocupada com a
aparência pessoal e em seduzir todos os homens bonitos que aparecem na sua
frente. As duas passam a disputar o interesse do herdeiro da firma de
cosméticos, Yoon Joon-soo. Mas o que Wang Jin-joo não sabe, é que a amiga So-ra
e o belo Joon-soo tiveram um romance no passado, que deixou muitas cicatrizes
para ambos.
Color of Woman é uma comédia divertida, mas satisfaz tanto quanto
um algodão doce. É difícil dizer se a estória vai se sustentar, ou não, ao longo dos episódios. A boa
surpresa é a presença da atriz Yoon Soy, que teve uma excelente estréia, no ano
de 2003, em um de meus filmes coreanos favoritos, Arahan (em DVD no Brail). Já Lee
Soo-kyeong (Lawyers of Korea, 2008) me parece estar dando um passo atrás na
carreira com esse papel tão insípido de ‘garota sexy e burra’. Vamos torcer
para que o personagem tenha chance de evoluir. Vou dar mais uma chance ao drama
mais pela presença do charmoso Jae Hee, que vi pela primeira vez no filme Art
of Fighting (2005, em DVD no Brasil). O ‘chaebol’ Yoon Joon-soo é um
personagem interessante, meio ‘nerd’, e um senso de humor que o torna muito
atraente.
3. Padam, Padam...The Sound of His and Her Heartbeats (produção jTBC TV), dos
três dramas aqui mencionados, certamente o mais esperado, principalmente pelo
elenco estelar encabeçado pelo carismático Jeong Woo-seong. O título longo e
empolado do drama (‘padam’ quer dizer ‘bater’ em francês – como em ‘batidas do
coração’) faz jus à sua grande produção. Mais uma série da TV a cabo coreana de
acabamento impecável, começando pela direção, passando pela belíssima
fotografia, e fechando com um roteiro de impacto.
Um melodrama que narra, em forma de fantasia ficcional, a
vida de um homem, Yang Kang-chil (Jeong Woo-seong) que cumpre uma longa pena na
cadeia por um crime que não cometeu. Ao receber dois dias de liberdade
condicional, seu destino tem uma reviravolta ao conhecer a jovem veterinária
Jeong Jina. Com a ajuda do colega de cela Lee Gook-soo (Kim Beon), que se proclama
‘anjo da guarda’ Kang-chil partirá em busca de uma segunda chance na vida. Os
pontos positivos do drama, como já comentado, estão na qualidade da produção e
principalmente na atuação brilhante de Jeong Woo-seong. Mas o que pode afastar,
na mesma proporção que atrair muitos espectadores é tom extremamente pesado
desse drama. Fiquei com a impressão que Padam, Padam poderia ter rendido um
belíssimo filme, mas que talvez, como drama, faça os nossos corações baterem
mais do que possam suportar.