13 de ago de 2012

Architecture 101 (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 118 min.

Direção e Roteiro: Lee Yong-joo-I

Elenco: Eom Tae-woong, Ha Ga-in, Lee Je-hoon, Suzy, Jo Jeong-seok.

Resumo

O arquiteto Seung-min é surpreendido quando Seo-yeon, seu primeiro amor, reaparece em sua vida despertando lembranças agridoces do passado.

Comentário

O ator Eom Tae-woong é Seung-min, arquiteto que trabalha em uma empresa especializada em projetos comerciais. Certo dia aparece uma cliente, Seo-yeon (Ha Ga-in), querendo que ele faça o projeto de uma casa, na paradisíaca Ilha de Jeju. A princípio ele finge não reconhecê-la, mas trata-se de uma pessoa com quem ele teve uma forte ligação emocional, muito tempo atrás. Foi no primeiro ano de universidade que Seung-min e Seo-yeon se conhecem na classe de Introdução à Arquitetura. Morando no mesmo bairro, eles ficam amigos, e Seung-min se apaixona pela bela Seo-yeon. O rapaz é muito tímido e não tem coragem de declarar seus sentimentos, ainda mais ao ficar sabendo que Seo-yeon está interessada em outro colega, rico e popular entre as garotas.


Mas agora Seung-min não parece disposto a lembrar-se das experiências que viveu um dia com Seo-yeon. Contratar o arquiteto para construir sua casa é a forma que Seo-yeon encontra para tentar descobrir o que fez sua amizade romper-se bruscamente, quando então eram tão unidos.

Architecture 101 é um filme que gerou boas expectativas na época de seu lançamento, seja pela forte campanha publicitária prévia, seja pela fama do elenco principal. Aliás, apesar de Eom Tae-woong e Ha Ga-in serem muito populares, foi a versão jovem do casal, Lee Je-hoon e Suzy que acabou chamando mais a atenção, tanto do público como da crítica.


Faz sentido, afinal, é a estória de um primeiro amor. Apesar das idas e vindas entre o passado e o presente, as grandes emoções se concentram no casal quando jovem, principalmente no sofrimento de Seung-min. Lee Je-hoon compõe um personagem incrivelmente simpático. Ele esbanja talento ao interpretar com delicadeza e muita segurança o estudante de arquitetura Seung-min, um jovem humilde, tímido, mas cheio de sonhos. Quem o viu anteriormente na pele de um soldado psicótico, no filme The Front Line, sabe bem do que esse ator é capaz.

As cenas que mais me comoveram e ao mesmo tempo divertiram foram as protagonizadas por Lee Je-hoon, na companhia de Jo Jeong-seok (grande ator!), que faz o papel de Nap-tteuk-I, o melhor amigo do rapaz.


Na universidade o professor determina “Saiam pelas ruas e conheçam a cidade em que moram”. Assim, Seung-min e Seo-yeon andam juntos por Seul, descobrindo seus recantos, e ao mesmo tempo conhecendo um ao outro. É interessante perceber que o olhar de Seo-yeon está sempre voltado para o futuro. Ela sonha com a casa em que vai morar, o marido rico que vai ter... Enquanto Seung-min só pensa no presente,em  como viver com pouco dinheiro, como conquistar o coração da sua amada. No presente, a situação se inverte. Seung-min agora é um homem responsável, pragmático, que quer ter sucesso na carreira, viajar... E Seo-yeon sofreu muitas decepções na vida, e se apega mais e mais às memórias de um amor puro da adolescência.

Para mim, estas foram as grandes sacadas do filme, que no geral, peca por uma grande falta de originalidade, tanto nos diálogos, como na premissa romântica. Infelizmente, Eom Tae-woong acaba sendo o mais prejudicado como ator, já que sobra pouco espaço para seu personagem, o adulto Seung-min. Ha Ga-in (The Sun and the Moon, drama), por outro lado, teve mais oportunidade de construir seu personagem, e até que não se saiu tão mal. Entretanto, apesar de ela ser uma mulher belíssima, nesse filme ela está tão parecida com a atriz Son Ye-jin, que não pude deixar de comparar as duas, e concluir que talvez a segunda tivesse feito um trabalho melhor. E a cantora Suzy (Big, drama), estreando como atriz (com a corajem de aceitar tamanho desafio), também não decepciona no papel da jovem Seo-yeon. Ainda falta muito para ela ser chamada de atriz, mas seu carisma e intuição natural demonstram que tem um belo futuro pela frente.

O cineasta, produtor e roteirista Lee Yong-joo-I escreve  e dirige, surpreendentemente, um melodrama, após uma carreira mais ligada a filmes de terror (Living Death, 2009) e suspense. Isso explica a mão meio pesada nas cenas mais românticas, mas espero que ele siga nessa direção, pois demonstrou ter sensibilidade o bastante no gênero.

Concluindo, embora não seja uma obra excepcional ou inovadora, o filme acompanha de forma muito sensível as alegrias e tristezas do primeiro amor, e é impossível não identificar-se ao menos um pouquinho com o casal protagonista de Architecture 101.

7 de ago de 2012

Os Filmes Favoritos de Bong Joon-ho


A cada dez anos a revista Sight & Sound realiza uma pesquisa que resulta na lista dos (supostos) 50 melhores filmes de todos os tempos. Obviamente, à medida que o tempo passa, a lista sofre alterações, e embora os clássicos (como Cidadão Kane) sempre estejam presentes, a ordem muda, assim como surgem algumas novidades.

Além desse ‘listão’, a revista pede aos diretores de cinema que realizem uma lista com suas preferências pessoais, e para os cinéfilos é muito interessante descobrir o que move e influencia os seus diretores preferidos.

No meu caso, fiquei muito curiosa em ver a lista do diretor coreano Bong Joon-ho (Mother, The Host), um dos meus cineastas favoritos. Ao contrário das listas de outros diretores, a lista de Bong tem muito a ver mesmo com seu trabalho como cineasta. A influência do suspense psicológico é bem nítida em sua cinematografia. Agora, o que achei intrigante mesmo foi ele ter escolhido o filme Zodiac, exatamente entre seus dez filmes favoritos de todos os tempos. Não que Zodiac não seja um bom filme, muito pelo contrário. Acontece que, na época (2007) de seu lançamento, ao assistir no cinema esse filme do diretor David Fincher (Clube da Luta, Seven), não pude evitar pensar em suas semelhanças incríveis com Memories of Murder (2003) de Bong. Ambos os thrillers coincidem espantosamente ao contar uma estória baseada em fatos reais, a de um assassino serial que assusta a sociedade, levando um grupo de policiais a perseguir obsessivamente o criminoso, sem nunca conseguir capturá-lo. Memories of Murder até hoje é meu filme coreano favorito, e cada vez que revejo essa obra não deixo de me surpreender com sua beleza. É um sentimento de prazer indescritível desfrutar de imagens tão maravilhosas, somadas a uma música que flui com tamanha perfeição. Um sentimento que, confesso, repetiu-se poucas vezes até hoje, em filmes como Blade Runner, ou In the Mood for Love.

Quer ver a lista completa da revista Sight & Sound? Siga esse link: http://bit.ly/Mz5wld
Quer ver as listas individuais dos cineastas? Clique aqui: http://bit.ly/OwDfPm

Tanto o filme Memories of Murder (2003) de Bong Joon-ho, como Zodiac (2007), do norte-americano David Fincher estão disponíveis em DVD no Brasil. Se ainda não assistiu, corra até uma boa locadora, ou melhor ainda, compre os dois filmes.


A lista de Bong Joon-ho:

1. A City of Sadness (1989, dir. Hou Hsiao-hsien)
2. Cure (1997, dir. Kiyoshi Kurosawa)
3. The Housemaid (1960, dir. Kim Ki-young)
4. Fargo (1996, dir. the Coen Brothers)
5. Psycho (1960, dir. Alfred Hitchcock)
6. Raging Bull (1980, dir. Martin Scorsese)
7. Touch of Evil (1958, dir. Orson Welles)
8. Vengeance Is Mine (1973, dir. Shohei Imamura)
9. The Wages of Fear (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
10. Zodiac (2007, dir. David Fincher)

5 de ago de 2012

Christmas in August (filme, 1998)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 97 min.

Direção: Heo Jin-Ho
Roteiro: Oh Seung-wook, Heo Jin-Ho

Elenco: Han Suk-kyu, Shim Eun-ha, Lee Han-wi, Sin Goo.

Resumo

Jung-won (Han Suk-kyu) é dono de um pequeno estúdio fotográfico e leva uma vida rotineira e solitária. Apenas seus parentes mais próximos sabem que ele foi diagnosticado com uma doença grave e tem pouco tempo de vida. Eis que surge a jovem Da-rim (Shim Eun-ha), como um presente de Natal adiantado, e dá a Jung-won uma última chance de ser feliz.


Comentário

O tema envolvendo a “fatalidade de um amor condenado por uma doença terminal” é um dos mais repetidos (para não dizer quase esgotados) no cinema mundial - vide clássicos como Love Story, ou sucessos comerciais mais recentes como Sweet November, e Autumn in New York. Pessoalmente, prefiro fugir dessa temática piegas, mas felizmente esse não é o caso de Christmas in August. Em seu primeiro trabalho como diretor, Heo Jin-ho (April Snow) optou por um enfoque mais sensível, preocupando-se mais com as ações do que com as palavras dos personagens.

Embora Jung-won pareça conformado com seu destino, ele não consegue externar seus sentimentos diante dos amigos, e especialmente de Da-rim. Essa angústia interna que cresce em Jung-won gera um sentimento de profunda empatia no espectador. O final é como uma pílula amarga mas inevitável, como tudo nessa nossa curta passagem pela Terra.


Intrigante é o modo como o ator Han Suk-kyu constrói seu personagem. Ele retrata Jung-won como um homem quase ‘bom demais’, uma figura sempre tranquila e sorridente. Mas aos poucos percebemos que esse ar ‘juvenil’ de Jung-won é na verdade uma máscara que ele acostumou-se a usar para disfarçar diante dos outros suas angústias pessoais – a perda da mãe na infância, o amor de sua vida que casou-se com outro... Jung-won é um homem de uma dignidade comovente, que tem sempre um olhar de carinho e preocupação com o próximo. Um personagem dos mais humanos e inesquecíveis. Grande ator, como sempre, Han Suk-kyu. Recomendo assistir a outros trabalhos de Han, como Shiri (1999), Tell Me Something (1999), Eye for an Eye (2008), ou o drama Deep-rooted Tree (2011), em que interpreta magnificamente o Rei Lee Do.

Pode-se descrever Christmas in August como um romance singular, onde não se ouvem palavras de amor, nem se presenciam gestos dramáticos, mas nem por isso as emoções são menos poderosas. Han Suk-kyu e Shim Eun-ha vivem um drama romântico único e por isso mesmo, inesquecível.
Além de ter sido um grande sucesso de bilheteria em seu país, na época de seu lançamento, Christmas in August recebeu no Korean Film Awards (1998) os prêmios de melhor filme, diretor, atriz e fotografia.

31 de jul de 2012

Golden Time (drama, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama médico
Duração: 20 episódios
Produção: MBC TV

Direção: Kwon Seok-jang
Roteiro: Choi Hee-ra

Elenco: Lee Seon-gyoon, Hwan Jeong-eum, Lee Sung-min, Song Seon-mi.

Resumo

Golden Time é uma gíria médica que remete aos momentos críticos que o paciente enfrenta após sofrer uma parada cardíaca ou acidente traumático grave. Na Emergência do Hospital Sejong, na cidade litorânea de Haeundae, acompanhamos a luta diária dos médicos para salvar seus pacientes.

Comentário

Se o tema pode parecer repetitivo para alguns, quem gosta do gênero ‘drama médico’ certamente vai apreciar Golden Time. A roteirista Choi Hee-ra (Obstetrics and Gynecology Doctors, drama, 2010) volta ao mundo dos hospitais e dos jalecos brancos, nesta série carregada de tintas dramáticas e realistas. O diretor Kwon Seok-jang (Pasta, 2010, My Princess, 2011) filma com maestria as cenas quase brutais das cirurgias que o Dr. Choi In-hyeok (Lee Sung-min) realiza na emergência do hospital Sejong.

Através das palavras e ações dos médicos fictícios, a roteirista critica abertamente as falhas do sistema de saúde de seu país. A ambição e falta de altruísmo de administradores e médicos do hospital entram em choque com aqueles poucos profissionais abnegados, que levam a sério o juramento que um dia fizeram de salvar vidas, acima de tudo.

O Dr. Lee Min-woo (Lee Seon-gyoon) resolve mudar o rumo de sua carreira após uma experiência traumática com um paciente, e começar do zero como médico interno de um hospital em Haeundae. A Dra. Kang Jae-in (Hwan Jeong-eum) é colega do Dr. Lee e namorada de seu melhor amigo. Para evitar preconceitos ou privilégios, ela ainda esconde o fato de ser neta do dono do hospital. Juntos, Lee e Kang desafiam constantemente as regras que impõe a submissão dos médicos internos aos mais graduados. Mesmo sendo punidos e repreendidos a todo instante, eles não conseguem evitar envolver-se em problemas, ainda mais ao seguir os passos do rebelde Dr. Choi In- hyeok (Lee Sung-min).

Os dois primeiros episódios de Golden Time não são muito bem resolvidos no que se refere ao roteiro, e principalmente à edição. A transição do personagem principal (Lee Seon-gyoon) da sua situação inicial até a admissão no hospital Sejong é confusa e muito mal editada. Passado esse pequeno percalço, os demais episódios fluem relativamente bem, os personagens se adaptam às suas posições e passam a brilhar. O ator Lee Seon-gyoon tem a oportunidade de se descolar da aura ‘cool’ que adquiriu ao longo dos anos - com personagens como o chef de cozinha egocêntrico, no drama Pasta. O Dr. Lee Min-woo é um homem imaturo e inseguro, mas tem a coragem de encarar suas fraquezas e recomeçar praticamente do zero sua carreira de médico.


A jovem atriz Hwan Jeong-eum (Full House 2, 2011) esbanja simpatia e desde o começo desenvolve uma ótima química com Lee Seon-gyoon. É bacana ver que a interação profissional dos dois surge bem antes de uma futura (e provável) relação afetiva.


Agora, quem dá mesmo um show de interpretação é o ator Lee Sung-min. Sem tirar o jaleco, ele pulou de um drama médico (Brain) para o outro, mas numa ‘vibe’ completamente diferente. Em Brain ele era um médico ambicioso (no pior sentido da palavra), narcisista e seu comportamento histriônico trazia os momentos mais divertidos a um drama de temática tão pesada. Como o Dr. Choi In- hyeok, ele está mais parecido com o Dr. Kim Sang-cheol, neurocirurgião do drama Brain, que era totalmente dedicado à profissão e aos pacientes. O Dr. Choi é um cirurgião brilhante, mas encontra a oposição ferrenha dos colegas, que temem que ele assuma a direção do futuro Centro de Traumatologia, um projeto antigo do hospital. Sem ligar para disputas pelo poder, ele apenas se preocupa em salvar vidas na emergência sempre lotada do hospital Sejong.

Golden Time é o líder de audiência em seu horário de veiculação e, passados 8 episódios, veremos se consegue manter o mesmo ritmo ágil até a sua conclusão.

22 de jul de 2012

Sign (Episódio 13)


Recap (spoilers!)

Como visto ao final do episódio 13, o Dr. Yoon Ji-hoon destrói os argumentos da promotoria, que acusava o empresário Jeong Cha-yeong  pelo crime de homicídio. Segundo o argumento do legista, a quantidade de veneno (antimônio) encontrada nas vítimas não era suficiente para comprovar a causa das mortes.


Sendo assim, o juiz ordena a liberação do acusado. A promotora Jeong Woo-ji e o detetive Choi I-han ficam frustrados e revoltados com a atitude do Dr. Yoon. Já a Dra. Go Da-kyeong tenta acreditar que há um motivo plausível para o seu chefe ter agido dessa forma.


Ao confrontar o Dr. Yoon, Da-kyeong houve o argumento de que as provas encontradas até o momento seriam muito frágeis para conseguir incriminar alguém nos tribunais. O Dr. Yoon resolve investigar o caso mais a fundo e encontrar provas sólidas para condenar o magnata.


A primeira dedução de Yoon é que o empresário Jeong teria passado a usar um veneno diferente dos primeiros casos, muito mais rápido e letal. O conglomerado Han Young adquiriu uma indústria farmacêutica que estaria fazendo pesquisas com uma toxina natural, extraída do baiacú. Yoon e Da-kyeong se dão conta que essa pode ser a prova que faltava.


Enquanto isso, Lee Cheol-eon, funcionário do Grupo Han Young, chega ao escritório do presidente Jeong. O detetive Choi avisa o Dr. Yoon sobre o perigo da situação e todos correm até a empresa, temendo o pior.


Lee Cheol-eon diz ao chefe que não está ali para chantageá-lo, mas para esclarecer que além dos amigos, Jeong teria matado sua futura esposa, Han Tae-joo, que ainda por cima estava grávida. Jeong não parece preocupado e oferece uma bebida para Lee. Trêmulo, ele aceita o copo de uísque. Jeong também bebe, e faz piada com o medo visível do rapaz de estar sendo envenenado. Lee explica que desta vez ele mesmo envenenou a bebida, e que ambos estão condenados.


O Dr. Yoon fica chocado com a conclusão trágica do caso e sente-se responsável por ter deixado o criminoso escapar, resultando na morte de mais um inocente. Da-kyeong tenta consolá-lo dizendo que não foi sua culpa, mas o médico se sente culpado demais para ouvir qualquer argumento racional.


Num clima muito mais ameno, a promotora Jeong e seu policial favorito, o detetive Choi, bebem soju em um bar. Choi pede que a promotora coloque seus óculos de leitura, pois ela fica muito charmosa com eles. Ela fica encabulada, mas concorda e é surpreendida por um beijo do rapaz. Furiosa, ela o chuta para fora da mesa.


Nesse momento o detetive Choi recebe um telefonema importante. É a jovem Lee Soo-jung, condenada pelo assassinato do músico Seo Yoon-hyung. Ela diz estar com medo de ser morta e pede que Choi vá até o presídio, pois ela quer contar toda a verdade sobre a morte do ex-namorado Seo.

Já a Dra. Da-kyeong está preocupada com o sumiço do Dr. Yoon e vai procurá-lo em uma pequena vila do interior, à beira de um grande lago, onde ele costumava ir pescar com o falecido Dr. Jeong Byeong-do.


O detetive Choi e a promotora Jeong vão até o presídio conversar com Lee Soo-jung, mas ao chegar ao local, são avisados de que terão de esperar, pois ela tem outra visita no momento. Trata-se de Kang Seo-yeon, que veio alertar Soo-jung para que fique calada, e cumpra a pena completa sem protestar.


É à beira de um lago congelado que Da-kyeong encontra o Dr. Yoon. Ela pede que ele volte à Seul, e conta que interceptou a carta de demissão que ele enviara ao SNF.


No presídio feminino, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam perplexos com a atitude de Lee Soo-jung, que nega ter algo a dizer a eles, e diz que na verdade não estava sendo ameaça de morte por ninguém.


Go Da-kyeong insiste em ficar com o Dr. Yoon até que ele decida voltar para Seul, mas ele está irredutível. Ao descobrir que terá de dividir um quarto com ele na única pousada da vila, ela fica nervosa, mas não quer partir.


Ela resolve dar uma volta pelas redondezas sozinha, e ao tentar alcançar uma das crianças da vila vai parar em uma casa vazia, onde encontra um idoso morto.


Ela chama o Dr. Yoon, mas quando eles chegam ao local, o corpo desapareceu. Eles resolvem chamar a polícia, mas não há sinal de celular, e alguém esvaziou os pneus de seus carros.

Em Seul, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam desconfiados com a reação de Lee Soo-jung durante sua visita. Choi resolve voltar ao presídio para interrogar novamente a jovem.


Da-kyeong e o Dr. Yoon encontram-se isolados na aldeia e resolvem procurar o cadáver sumido, antes que ele e as provas de um possível crime desapareçam para sempre.

Legendas em português, cortesia “Tea House and Cinema”
Link: http://bit.ly/GO72BR
Link para vídeo (raw) torrent: http://bit.ly/1H4jIAD

Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

19 de jul de 2012

Dramas Japoneses (Julho, 2012)

Para quem ficou ansioso e confuso com a infinidade de estreias deste mês na TV japonesa, indico três dramas em especial:

Dois dramas baseados em mangás (Sprout e Omo ni Naitemasu) e um romance adulto (Rich Man, Poor Woman) parecem promissores, já nos primeiros episódios. A conferir!


Sprout

Baseando na série mangá Bessatsu Friend (de Nanba Atsuko), este drama romântico acompanha com delicadeza e realismo o prazer e a dor do primeiro amor de jovens adolescentes, com belas paisagens litorâneas, e fotografia de sonho. Tudo começa quando os pais da jovem Ikenochi Miku (Morikawa Aoi) transformam sua casa em uma pensão estudantil. Como filha única, a princípio ela se sente incomodada com a presença de estranhos, mas logo é cativada pela presença carismática de Narahashi Sohei (Chinen Yuri).

Sprout: Drama romântico, Japão, NTV, episódios aos sábados.



Omo ni Naitemasu

Um drama que segue o ritmo louco do mangá original em que se baseia, Omoni Naite Imasu (de Higashimura Akiko, 2010).

Konno Izumi (Nanao) é uma espécie de ‘Corcunda de Notre Dame’ às avessas. Em um argumento hilário e ao mesmo tempo absurdo, acompanhamos Izumi, uma jovem que por ser bela demais, não pode sequer sair às ruas sem provocar grandes tragédias. Por isso, ela vive uma vida miserável, tendo como única amiga e protetora Midorikawa Tsune (Kusakari Mayuu). Até que um dia surge Akamatsu Keisuke(Nakamaru Yuichi), um estudante de artes plásticas, que aos poucos consegue conquistar a confiança e a amizade de Izumi e Keisuke. Repleto de referências da cultura pop nipônica, Omo ni Naitemasu talvez seja o drama mais diferenciado entre as últimas estreias, tanto pela irreverência, como pela maravilhosa direção de fotografia. Resumindo em uma só palavra, irresistível.

Omo ni Naitemasu (Mostly Crying): Comédia, Romance,Japão, Fuji TV, sábados.



Rich Man, Poor Woman

Entre os três dramas indicados, Rich Man, Poor Woman é o mais convencional, mas consegue seduzir especialmente pela presença carismática do sexy Oguri Shun.

Oguri Shun é Hyuga Toru, uma espécie de jovem Steve Jobs, um empresário bilionário de sucesso, que conduz uma empresa de IT. Como todo gênio, Hyuga Toru tem suas excentricidades, mas suas maiores fraquezas são de fundo emocional, entre elas ter sido abandonado pela mãe na infância.

Seu mundo perfeitamente controlado é sacudido pela chegada de Sawaki Chihiro (Ishihara Satomi). Chihiro é uma estudante universitária inteligente e esforçada, mas que não vem tendo sorte em arrumar emprego, no mercado super disputado de Tóquio. Hyuga chama Chihiro para ajudar em um projeto importante, com a intenção de descartá-la em seguida, mas a honestidade e dedicação da jovem acabam conquistando o coração do empresário temperamental.

Rich Man, Poor Woman: Drama, Romance, Japão, Fuji TV, segundas-feiras.
 

15 de jul de 2012

Boohwal (Korean Rock)


Há quase três anos sem lançar um novo álbum, o Boohwal volta à cena com Purple Wave, seu décimo terceiro disco, em uma carreira longa e consistente, e com milhares de admiradores fiéis.

Para quem (ainda) não conhece o Boohwal ("Ressurreição", em coreano), esta é uma das bandas de rock mais influentes no seu país de origem e, desde sua estreia em 1985 até os dias de hoje, conseguiu permanecer relevante na cena musical.

Ao longo de suas dez faixas, o disco Purple Wave se mantém fiel ao estilo musical conhecido do grupo. O Boohwal também mantém sua formação com o líder, guitarrista e compositor Kim Tae-won, o talentosíssimo vocalista Chung Dong-ha, o baixista Seo Jae-hyuck e o baterista Chae Je-min.

Ficou curioso em saber mais sobre a carreira impressionante do grupo Boohwal? Assista o belíssimo Rock Rock Rock (2010), um documentário em forma de drama sobre a vida do guitarrista Kim Tae Won, líder da banda de rock legendária Boohwal. São 4 episódios que contam de forma sensível e emocionante a estória da banda e das pessoas que fizeram parte de sua história.

10 de jul de 2012

Lucky Seven (drama, 2012)


País: Japão
Formato: Renzoku
Gênero: Detetive, Comédia
Episódios: 10
Produção: Fuji TV

Roteiro: Hayafune Kaeko , Nogi Akiko, Kanazawa Tatsuya
Direção: Sato Shinsuke, Narita Gaku, Hirano Shin
Música Tema: Wild At Heart by Arashi

Elenco: Matsumoto Jun, Eita, Naka Riisa, Kadono Takuzo, Oizumi Yo, Iriki Mari, Matsushima Nanako.

Resumo

Na agência de detetives Lucky, a proprietária do negócio, Fujisaki Touko, comanda um grupo de funcionários dos mais peculiares. Individualmente, eles costumam se envolver em grandes encrencas, mas juntos formam uma equipe imbatível. No dia a dia nada glamoroso de um verdadeiro detetive, eles investigam os casos mais corriqueiros, como o desaparecimento de um cão, ou uma infidelidade matrimonial. Mas alguns casos mais complicados põem à prova tanto a habilidade, como a força da amizade dos sete detetives particulares.

Comentário

Como bem diz o material de divulgação oficial de Lucky Seven, esse é um drama que agrada a toda a família. Com boas doses de ação, sem nunca perder o senso de humor, e com um elenco dos mais coesos, Lucky Seven é diversão garantida. A grande sacada foi a parceria entre os atores Eita (como o detetive Nitta Teru) e Matsumoto Jun (como o novato Tokita Shuntaro).


Eita (Nodame Cantabile, Sunao ni Narenakute) acerta o alvo mais uma vez, com um personagem que nos surpreende a cada episódio, com suas incríveis habilidades ocultas. Ele vai de mestre das artes marciais, a nerd da química, sem perder o charme e sempre mantendo seu personagem verossímil.


Matsumoto Jun (Natsu no Koi wa Nijiiro ni Kagayaku) apesar de ser um ator bem menos experiente, tem carisma o bastante para conquistar a nossa simpatia sem fazer muito esforço. Além do mais, o garoto impressiona nas cenas de luta. E só o ‘bromance’ entre ele e Eita já vale o passeio que é assistir esse drama delicioso.


Para completar a gangue dos sete temos a lindinha Naka Riisa (Shiawase ni Narou yo),como a espevitada Mizuno Asuka, o sempre hilário Oizumi Yo (Ogon No Buta, 2011), como o detetive atrapalhado Asahi Junpei, a pequena Iriki Mari (como a hacker Kayano Mei), e o veterano Kadono Takuzo (Hero, 2001), como o gerente da agência, Tsukushi Masayoshi.


E o personagem central da estória é a bela Matsushima Nanako (como a chefe da agência, Fujisaki Touko). O trabalho anterior da atriz, o drama Kaseifu no Mita (2011) teve uma ótima audiência no Japão e arrecadou vários prêmios no “Television Drama Academy Awards”.

5 de jul de 2012

Woman on the Beach (filme, 2006)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama
Duração: 127 min.

Direção e Roteiro: Hong Sang-soo

Elenco: Kim Seung-woo, Ko Hyeon-jeong, Song Seon-mi, Kim Tae-woo, Jeong Chan, Lee Ki-woo.

Resumo
Um cineasta de nome Joong-rae prepara seu próximo filme, mas é incapaz de finalizar o roteiro do mesmo. Ele implora ao amigo Chang-wook, que vá viajar com ele, mas esse hesita já que tinha outros planos com a namorada, a compositora Moon-sook. Finalmente, Chang-wook leva a namorada junto, e eles viajam para a costa oeste, até a bela praia de Shinduri. Lá, Joong-rae começa a flertar descaradamente com Moon-sook. A garota, uma fã dos filmes do diretor, não esconde seu interesse. Mas ela vai acabar descobrindo que paixão e amor são conceitos muito vagos na mente de Joong-rae.

Comentário
Algum desavisado que não conheça o trabalho do cineasta Hong Sang-soo pode se deixar enganar pelos cartazes de promoção do filme. Por isso é bom avisar, essa não é uma comédia romântica! Se há pitadas de comédia, são ácidas demais para os corações ingênuos. O diretor e roteirista Hong costuma retratar seus personagens masculinos, repetidamente, como figuras emocionalmente fracas, homens que tentam seduzir jovens ingênuas com sua filosofia de botequim e seu status de produtores artísticos.

Antes de ver Woman on the Beach eu já tinha ouvido falar muito do filme, considerado uma obra ‘cult’ do cinema coreano. Do ponto de vista feminino, assistir Woman on the Beach (bem como os demais filmes desse autor) é como ver um filme de ação – ou qualquer desses filmes voltados para o público masculino – é interessante pela curiosidade em (tentar) entender o que se passa na mente deles. As jovenzinhas vão ficar chocadas, as mais experientes vão murmurar “já vi isso, já estive lá”.
Joong-rae (Kim Seung-woo) é um cineasta que desfruta de certa fama, é um homem charmoso, que encanta jovens como Moon-sook (Ko Hyeon-jeong), ou simplesmente atrai mulheres mais velhas como Sun-hee. Mas sua superficialidade emocional e egoísmo apagam qualquer traço de simpatia ou atração que desperte inicialmente. A compositora Moon-sook, por outro lado, não desperta grande empatia no público feminino, por sua ingenuidade e insistência em tentar fazer Joong-rae amá-la a qualquer custo. Fica mais do que óbvio quem vai sair ferido nessa estória.

Sinceramente, da metade para o final do filme (que se beneficiaria muito de uma edição mais enxuta) comecei a ficar incomodada e a me questionar sobre as intenções do diretor Hong. Ele queria mesmo retratar Joong-rae como um idiota memorável? Será Joong-rae um alter-ego do autor do filme? Será que a crueza dos personagens é uma tentativa de se aproximar ao máximo da realidade? É bem provável, e na verdade, é esse o ponto mais positivo – e como os filmes de Hong devem ser encarados. Não como fábulas, mas como recortes da vida real (da vida dele?). O diretor Hong tem um caráter muito hermético, não gosta de falar sobre suas obras, ou sobre o sentido delas. Por entrevistas que li, ele tem um método de criação semelhante ao do diretor chinês Wong Kar Wai (In the Mood for Love), ao não se basear em um roteiro fechado. Ele diz que gosta de se deixar levar pela intuição e o acaso, modificando o roteiro à medida que filma (bom para ele, nem tanto para os atores). Talvez seja por isso que muitos críticos de cinema norte-americanos rotulem seu trabalho como amadorístico, enquanto os franceses sejam apaixonados por ele. Por sinal, Hong teve seu último filme, In Another Country, entre os concorrentes ao Festival Internacional de Cannes. O filme tem no papel principal a atriz francesa Isabelle Ruppert.
Hong Sang-soo, diretor e roteirista (1960): Oki´s Movie (2010), Ha Ha Ha (2009), Tale of Cinema (2005).

Kim Seung-woo, ator (1969): Miss Ripley (drama, 2011), 71-Into the Fire (2009), Athena (drama, 2010).
Ko Hyeon-jeong, atriz (1971): Daemul (drama, 2010), Actresses (2009).

Lee Ki-woo, ator (1981): Flower Boy Ramyen Shop (drama, 2011), Lost and Found (2008).

2 de jul de 2012

Doctor Champ (drama, 2010)


País: Coréia do Sul
Gênero: Drama, Romance
Duração: 16 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Park Hyeong-gi (Scent of a Woman)
Roteiro: No Ji-seol

Elenco: Kim So-yeon, Jeong Kyeo-woon, Eom Tae-woong, Cha Ye-ryeon, Jeong Seok-won.

Resumo

A médica Kim Yeon-woo (Kim So-yeon) é demitida do hospital em que trabalha por tentar denunciar um erro médico de seu superior. Sem alternativa, ela vai parar na clínica médica da vila olímpica sul coreana, onde a elite esportiva do país se prepara para as grandes competições. Ali, ela vai se envolver profissional e sentimentalmente com o judoca Park Ji-heon (Jeong Kyeo-woon) e o temperamental Dr. Lee Do-wook (Eom Tae-woong).


Comentário
 
Aproveitando o clima pré-olímpico,me  lembrei do drama médico-esportivo Doctor Champ, dos mesmos criadores do melodrama Scent of a Woman (2011).

Se Dr. Champ não leva a medalha de ouro no quesito romance, leva ao menos prata pelo conjunto da obra. Como drama esportivo é interessante, principalmente para quem se interessa por judô – o esporte mais enfocado no enredo. O tema da medicina esportiva também é original – principalmente ao mostrar a importância dos médicos no bom desempenho dos atletas, igual ou maior até do que a de treinadores e técnicos.

O diretor Park Hyeong-gi (ver Scent of a Woman) é conhecido por sua preocupação em explorar a estética pictórica de cada cena. Com a visão sensível de Park, uma simples corrida de táxi se transforma numa imagem poética... Ou ainda, quando centenas de balões coloridos iluminados sobem os céus da cidade... Cenas como essas fazem esse drama valer a pena ser visto.


O elenco talvez seja o fator mais crítico de Dr. Champ, principalmente a metade feminina dele. Eu até gosto da atriz Kim So-yeon (Gourmet), mas não é fácil simpatizar com seu personagem aqui. A Dra. Kim Yeon-woo é uma profissional capaz, mas ela consegue despertar sentimentos contraditórios com seu comportamento rígido. Com sua ética implacável, ela não perdoa deslize de ninguém, seja do colega Dr. Lee, ou de seus pacientes. Embora suas ações sejam corretas, acabam passando uma sensação de insensibilidade. Talvez seja por isso que o Dr. Lee prefira perseguir seu antigo amor, a treinadora Kang Hee-yeong (atriz Cha Ye-ryeon), do que a nova colega médica. Cha Ye-ryeon (My Black Mini Dress), por outro lado, não chega a ser uma má atriz, mas está longe de ter uma presença impactante.


Quanto ao elenco masculino, o drama está bem melhor servido. Eom Tae-woong (Dr. Lee) é um canastrão, mas seu charme compensa suas limitações como ator. Eu adorei seu trabalho no filme Cyrano Agency - acho que os papéis cômicos combinam mais com ele. Já Jeong Kyeo-woon (como o judoca Park Ji-heon) é um dos jovens atores mais promissores dos últimos tempos (Sign) e junto do ator Jeong Seok-won (Rooftop Prince) ele forma um ‘bromance’ inesquecível.


Ao final do drama, algo estranho acontece com a edição, e parece que fica faltando uma parte da estória – principalmente em uma cena importante de uma disputa de judô. Certamente não foi culpa do diretor, parece ter sido algum percalço da produção. Apesar disso, pode-se recomendar Dr. Champ como um drama divertido, bem produzido e com um tema original.
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