21 de ago de 2012

Agosto, Menos Dramas e Mais Filmes


Depois de empreender uma pequena maratona para assistir ao menos o primeiro episódio das muitas estréias de dramas coreanos nos últimos dias, a conclusão a que chego é a seguinte: se os novos dramas não entusiasmam, ao menos à primeira vista, é uma ótima oportunidade para ver bons filmes que estavam aguardando na lista de espera.

Um comentário breve (e muito pessoal, se não gosta de ler a opinião alheia, abstenha-se!) sobre os dramas que assisti até agora, os que gostei e pretendo acompanhar, os que ficam pendentes, e os que vão para a guilhotina, sem dó nem piedade!


Arang and the Magistrate (Episódios 1-2)

O grande vencedor da temporada! Graças aos deuses de Hades por este drama incrível, que salvou a dramalândia da mediocridade, ao menos nesse segundo semestre. A expectativa para a estréia dos dramas Arang and… e Faith era enorme, levando a inevitáveis comparações, devido a uma suposta semelhança de temas. Realmente, os dois dramas mesclam a trama histórica (sageuk) com a fantasia, mas felizmente a similaridade para por aí.

Arang and… conta a estória de um jovem de origem nobre, Eun-oh (Lee Jun-ki) que viaja pelo país em busca da mãe desaparecida há três anos. Junto de seu fiel escudeiro, ele chega a uma pequena aldeia, onde acaba sendo nomeado magistrado local. O grande segredo de Eun-oh é a capacidade de ver e falar com espíritos, e é ao cruzar com o fantasma de uma jovem donzela, que sua vida sofre uma grande reviravolta. A missão do magistrado Eun-oh será ajudar a jovem conhecida apenas como ‘Arang’ (Sin Mi-ah) a recuperar sua memória e descobrir como ela veio a falecer.

É difícil uma trama conseguir englobar de forma tão orgância elementos diversos como mistério e terror, drama, romance e comédia. E todos estes elementos fluem tão bem dentro do drama que é impossível não se encantar com cada aspecto do mesmo.

Mais adiante quero postar um comentário mais detalhado sobre o drama, mas posso afirmar que ele me encantou à primeira vista. Um roteiro muito bem resolvido este, que coloca os dois personagens principais na mesma cena em menos de nove minutos de projeção… E por sorte, a empatia entre o casal Eun-oh e Arang (Lee Jun-ki e Sin Mi-ah) é imediata e explosiva.

O resto do elenco (especialmente os ‘guapos’ Han Jeong-soo (Chuno) e Kwon O-joong (Goumet) também é excelente, e direção, fotografia e demais detalhes técnicos são impecáveis. Parabéns à MBC TV, que dessa vez veio para arrasar com a concorrência.

Com Lee Jun-ki e Sin Mi-ah.
MBC, 20 episódios, 4as e 5as-feiras.
Gênero: Sageuk, Fantasia.


Five Fingers (episódio 1)

Melodrama da rede SBS, que parece ter esgotado toda sua munição criativa no primeiro semestre, pois chega agora em marcha lenta, embora com luxo e pompa. Junto do drama fantástico Faith, Five Fingers gerou muita expectativa e comentários, especialmente pela volta do jovem ator Joo Ji-hoon (recém saído do serviço militar, e de uma condenação anterior por uso de drogas)… Sem falar da polêmica recente envolvendo o grupo pop T-ara, do qual faz parte a cantora e atriz Ham Eun-jeong. Deixando de lado fofocas bobas de internet, o que importa é o drama em si. Assim como outra estreia da semana, o drama May Queen, a trama de Five Fingers começa mostrando a infância dos personagens principais. Yoo In-ha (Ji Chan-wook) é o filho único de um empresário de sucesso, Yoo Man-se (Jo Min-ki) dono de uma escola de música. Ele é treinado desde a mais tenra infância pela mãe, Yeong-ran (Chae Si-ra), para se tornar um grande pianista, além de herdar no futuro os negócios da família. Mas tudo muda no dia em que Yoo Man-se traz para casa outra criança, fruto de um relacionamento anterior. Logo eles descobrem que o menino, Ji-sang, tem um talento natural para a música, e passará a  ser um adversário para o irmão mais novo, tanto na música como na titularidade sobre a herança paterna.

Como só assisti o primeiro episódio, em que Joo Ji-hoon (Antique Bakery) aparece apenas de relance na primeira cena, fica em suspenso avaliar o desempenho do elenco adulto, bem como a força da trama. Este será um drama longo (30 episódios) e pelo jeito ultra melodramático. Recomendado para quem gosta muito do gênero novelão, e/ou do belo Joo Ji-hoon. Minhas saudades de Joo Ji-hoon é que me inclinam a dar mais uma espiada nesse drama, mas se for para escolher um melodrama para seguir na temporada, acho que aposto mais em May Queen.

Com Joo Ji-hoon, Ji Chan-wook, Chae Si-ra, Ham Eun-jeong.
SBS, 30 episódios, sábados e domingos.
Gênero: Drama


May Queen (Episódio 1)

Assim como Five Fingers, esse melodrama segue os passos de personagens que se conhecem na infância, até os dias atuais. No primeiro episódio, vemos como o destino é cruel com a garotinha Jeon Hae-joo (Han Ji-hye) que perde o pai, e em seguida é sequestrada e criada por uma família paupérrima.

Na cidade portuária de Ulsan, ela irá cruzar com Kang-san (Kim Jae-won), neto de um soldador, e que sonha em ser um engenheiro naval, e com Park Chan-hee (Jae Hee), cujo passado tem uma ligação íntima e dramática com o de Hae-joo.

Mais uma vez, um melodrama longo (ao menos 32 episódios), mas cuja trama parece melhor construída que a do drama musical Five Fingers. Somente assistindo mais um pouco da estória, e vendo o quão interessantes serão os personagens adultos – que viverão um triângulo amoroso – para saber se vale a pena apostar em May Queen. Vou dar mais uma chance para o ator Jae Hee, que teve azar com seu último trabalho, o fraquíssimo Color of Woman, e porque achei interessante a trama se passar em uma cidade litorânea.

Com Jae Hee, Kim Jae-won, Han Ji-hye.
MBC, 32 episódios, sábados e domingos.
Gênero: Drama.


Haeundae Lovers (Episódio 1)

Por coincidência, muitos dramas foram de muda para o litoral, talvez aproveitando o belo clima de verão. O lado bom disso? Belas paisagens, a galera bronzeada e semi-nua… O lado ruim? O sotaque pra lá de irritante de Busan. Ouvir um personagem falando o ‘dialeto’ local é engraçadinho, mas o elenco inteiro, não é tão agradável assim.

Na agitada praia de Haeundae, na cidade portuária de Busan, vive Go So-ra (Jo Yeo-jeong), filha de um mafioso aposentado. Com a ajuda dos ‘tios’ (na verdade os antigos capangas do pai) ela faz milhares de ‘bicos’, entre eles a pesca, para pagar as dívidas do pai, que sofre de demência. Seu sonho é recuperar o hotel que um dia pertenceu à família, e que foi ‘adquirido’ por um grupo mafioso rival.

Investigando os grupos criminosos da região está o promotor público Lee Tae-seong (Kim Kang-woo), que de tão obsecado com o trabalho, tem a frieza de, a caminho da lua-de-mel (!), deixar sua noiva no hospital, com uma crise de apendicite, para investigar um caso.

Haeundae Lovers tem um ritmo muito truncado em que, por exemplo, as cenas de ação tentam ser cômicas, as engraçadas são apenas bobas, e assim por diante. Sinceramente, acho o ator Kim Kang-woo um grande canastrão (embora bonito), ainda não decidi se acho Jo Yeo-jeong uma boa atriz (em I Need Romance ela era às vezes divertida e muitas outras irritante). Por que ainda dar uma chance ao drama? Porque tem Jeon Seok-won (Rooftop Prince, Doctor Champ) – pena que ele não seja o interesse romântico principal de Go So-ra – e porque é um drama curto (16 episódios) e divertido o bastante para ver sem estresse.

Com Kim Kang-woo, Jo Yeo-jeong, Jeon Seok-won, Nam Gyoo-ri.
KBS, 16 episódios, 2as. e 3as. feiras.
Gênero: Ação, Comédia, Romance.

Faith (Episódio 1)

Lee Min-ho tem uma legião de fãs enlouquecidas? Sim. Ele é alto, lindo e tem um sorriso que abala qualquer mulher que esteja respirando? Sem dúvida. Ele  é um grande ator? Há controvérsias. Antes de ver o primeiro episódio de Faith, li duas opiniões opostas sobre o drama, e logo vi que este é daquele tipo ame-o ou deixe-o, sem meio termo. Sendo assim, vou avisando com antecedência, se viu o primeiro episódio e adorou, parabéns - você certamente é uma fã de Lee Min-ho vai desfrutar de 24 horas de sua presença magnífica na telinha. Infelizmente, não foi o meu caso. Até agora não entendi como a SBS conseguiu investir tanto dinheiro - e certamente os profissionais mais qualificados - em cenários e efeitos especiais, para chegar a um resultado tão decepcionante. Tentei muito me interessar pela trama, pelos personagens, mas o tédio me venceu. A atriz Kim Hee-seon volta à TV depois de uma longa pausa (Smile Again, 2006) como dona-de-casa e, sinceramente, parece que ela perdeu o ritmo. Você até pode se apaixonar por algo à segunda vista, mas é raro, e ao menos para mim, acho que não vai ser o caso com Faith.

Com Lee Min-ho e Kim Hee-seon.
SBS, 24 episódios, 2as e 3as.
Gênero: Sageuk, Fantasia.

Outros dramas que abandonei, não por serem tão ruins, mas por não serem bons ou despertarem interesse o bastante foram I Need Romance (2) (bela embalagem mas pouco conteúdo), Can love Become Money (fazer um bom elenco atuar terrivelmente não é para qualquer um) e The Wedding Scheme (simplesmente medíocre).

14 de ago de 2012

Sign (Episódio 14)


Recap (spoilers!)

O Episódio 14 começa com os investigadores do SNF, o Dr. Yoon Ji-hoon e sua assistente, a Dra. Go Da-kyeong procurando pelo cadáver desaparecido de um homem, em uma pequena vila no interior.


continua... clique abaixo!

13 de ago de 2012

Architecture 101 (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 118 min.

Direção e Roteiro: Lee Yong-joo-I

Elenco: Eom Tae-woong, Ha Ga-in, Lee Je-hoon, Suzy, Jo Jeong-seok.

Resumo

O arquiteto Seung-min é surpreendido quando Seo-yeon, seu primeiro amor, reaparece em sua vida despertando lembranças agridoces do passado.

Comentário

O ator Eom Tae-woong é Seung-min, arquiteto que trabalha em uma empresa especializada em projetos comerciais. Certo dia aparece uma cliente, Seo-yeon (Ha Ga-in), querendo que ele faça o projeto de uma casa, na paradisíaca Ilha de Jeju. A princípio ele finge não reconhecê-la, mas trata-se de uma pessoa com quem ele teve uma forte ligação emocional, muito tempo atrás. Foi no primeiro ano de universidade que Seung-min e Seo-yeon se conhecem na classe de Introdução à Arquitetura. Morando no mesmo bairro, eles ficam amigos, e Seung-min se apaixona pela bela Seo-yeon. O rapaz é muito tímido e não tem coragem de declarar seus sentimentos, ainda mais ao ficar sabendo que Seo-yeon está interessada em outro colega, rico e popular entre as garotas.


Mas agora Seung-min não parece disposto a lembrar-se das experiências que viveu um dia com Seo-yeon. Contratar o arquiteto para construir sua casa é a forma que Seo-yeon encontra para tentar descobrir o que fez sua amizade romper-se bruscamente, quando então eram tão unidos.

Architecture 101 é um filme que gerou boas expectativas na época de seu lançamento, seja pela forte campanha publicitária prévia, seja pela fama do elenco principal. Aliás, apesar de Eom Tae-woong e Ha Ga-in serem muito populares, foi a versão jovem do casal, Lee Je-hoon e Suzy que acabou chamando mais a atenção, tanto do público como da crítica.


Faz sentido, afinal, é a estória de um primeiro amor. Apesar das idas e vindas entre o passado e o presente, as grandes emoções se concentram no casal quando jovem, principalmente no sofrimento de Seung-min. Lee Je-hoon compõe um personagem incrivelmente simpático. Ele esbanja talento ao interpretar com delicadeza e muita segurança o estudante de arquitetura Seung-min, um jovem humilde, tímido, mas cheio de sonhos. Quem o viu anteriormente na pele de um soldado psicótico, no filme The Front Line, sabe bem do que esse ator é capaz.

As cenas que mais me comoveram e ao mesmo tempo divertiram foram as protagonizadas por Lee Je-hoon, na companhia de Jo Jeong-seok (grande ator!), que faz o papel de Nap-tteuk-I, o melhor amigo do rapaz.


Na universidade o professor determina “Saiam pelas ruas e conheçam a cidade em que moram”. Assim, Seung-min e Seo-yeon andam juntos por Seul, descobrindo seus recantos, e ao mesmo tempo conhecendo um ao outro. É interessante perceber que o olhar de Seo-yeon está sempre voltado para o futuro. Ela sonha com a casa em que vai morar, o marido rico que vai ter... Enquanto Seung-min só pensa no presente,em  como viver com pouco dinheiro, como conquistar o coração da sua amada. No presente, a situação se inverte. Seung-min agora é um homem responsável, pragmático, que quer ter sucesso na carreira, viajar... E Seo-yeon sofreu muitas decepções na vida, e se apega mais e mais às memórias de um amor puro da adolescência.

Para mim, estas foram as grandes sacadas do filme, que no geral, peca por uma grande falta de originalidade, tanto nos diálogos, como na premissa romântica. Infelizmente, Eom Tae-woong acaba sendo o mais prejudicado como ator, já que sobra pouco espaço para seu personagem, o adulto Seung-min. Ha Ga-in (The Sun and the Moon, drama), por outro lado, teve mais oportunidade de construir seu personagem, e até que não se saiu tão mal. Entretanto, apesar de ela ser uma mulher belíssima, nesse filme ela está tão parecida com a atriz Son Ye-jin, que não pude deixar de comparar as duas, e concluir que talvez a segunda tivesse feito um trabalho melhor. E a cantora Suzy (Big, drama), estreando como atriz (com a corajem de aceitar tamanho desafio), também não decepciona no papel da jovem Seo-yeon. Ainda falta muito para ela ser chamada de atriz, mas seu carisma e intuição natural demonstram que tem um belo futuro pela frente.

O cineasta, produtor e roteirista Lee Yong-joo-I escreve  e dirige, surpreendentemente, um melodrama, após uma carreira mais ligada a filmes de terror (Living Death, 2009) e suspense. Isso explica a mão meio pesada nas cenas mais românticas, mas espero que ele siga nessa direção, pois demonstrou ter sensibilidade o bastante no gênero.

Concluindo, embora não seja uma obra excepcional ou inovadora, o filme acompanha de forma muito sensível as alegrias e tristezas do primeiro amor, e é impossível não identificar-se ao menos um pouquinho com o casal protagonista de Architecture 101.

7 de ago de 2012

Os Filmes Favoritos de Bong Joon-ho


A cada dez anos a revista Sight & Sound realiza uma pesquisa que resulta na lista dos (supostos) 50 melhores filmes de todos os tempos. Obviamente, à medida que o tempo passa, a lista sofre alterações, e embora os clássicos (como Cidadão Kane) sempre estejam presentes, a ordem muda, assim como surgem algumas novidades.

Além desse ‘listão’, a revista pede aos diretores de cinema que realizem uma lista com suas preferências pessoais, e para os cinéfilos é muito interessante descobrir o que move e influencia os seus diretores preferidos.

No meu caso, fiquei muito curiosa em ver a lista do diretor coreano Bong Joon-ho (Mother, The Host), um dos meus cineastas favoritos. Ao contrário das listas de outros diretores, a lista de Bong tem muito a ver mesmo com seu trabalho como cineasta. A influência do suspense psicológico é bem nítida em sua cinematografia. Agora, o que achei intrigante mesmo foi ele ter escolhido o filme Zodiac, exatamente entre seus dez filmes favoritos de todos os tempos. Não que Zodiac não seja um bom filme, muito pelo contrário. Acontece que, na época (2007) de seu lançamento, ao assistir no cinema esse filme do diretor David Fincher (Clube da Luta, Seven), não pude evitar pensar em suas semelhanças incríveis com Memories of Murder (2003) de Bong. Ambos os thrillers coincidem espantosamente ao contar uma estória baseada em fatos reais, a de um assassino serial que assusta a sociedade, levando um grupo de policiais a perseguir obsessivamente o criminoso, sem nunca conseguir capturá-lo. Memories of Murder até hoje é meu filme coreano favorito, e cada vez que revejo essa obra não deixo de me surpreender com sua beleza. É um sentimento de prazer indescritível desfrutar de imagens tão maravilhosas, somadas a uma música que flui com tamanha perfeição. Um sentimento que, confesso, repetiu-se poucas vezes até hoje, em filmes como Blade Runner, ou In the Mood for Love.

Quer ver a lista completa da revista Sight & Sound? Siga esse link: http://bit.ly/Mz5wld
Quer ver as listas individuais dos cineastas? Clique aqui: http://bit.ly/OwDfPm

Tanto o filme Memories of Murder (2003) de Bong Joon-ho, como Zodiac (2007), do norte-americano David Fincher estão disponíveis em DVD no Brasil. Se ainda não assistiu, corra até uma boa locadora, ou melhor ainda, compre os dois filmes.


A lista de Bong Joon-ho:

1. A City of Sadness (1989, dir. Hou Hsiao-hsien)
2. Cure (1997, dir. Kiyoshi Kurosawa)
3. The Housemaid (1960, dir. Kim Ki-young)
4. Fargo (1996, dir. the Coen Brothers)
5. Psycho (1960, dir. Alfred Hitchcock)
6. Raging Bull (1980, dir. Martin Scorsese)
7. Touch of Evil (1958, dir. Orson Welles)
8. Vengeance Is Mine (1973, dir. Shohei Imamura)
9. The Wages of Fear (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
10. Zodiac (2007, dir. David Fincher)

5 de ago de 2012

Christmas in August (filme, 1998)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, romance
Duração: 97 min.

Direção: Heo Jin-Ho
Roteiro: Oh Seung-wook, Heo Jin-Ho

Elenco: Han Suk-kyu, Shim Eun-ha, Lee Han-wi, Sin Goo.

Resumo

Jung-won (Han Suk-kyu) é dono de um pequeno estúdio fotográfico e leva uma vida rotineira e solitária. Apenas seus parentes mais próximos sabem que ele foi diagnosticado com uma doença grave e tem pouco tempo de vida. Eis que surge a jovem Da-rim (Shim Eun-ha), como um presente de Natal adiantado, e dá a Jung-won uma última chance de ser feliz.


Comentário

O tema envolvendo a “fatalidade de um amor condenado por uma doença terminal” é um dos mais repetidos (para não dizer quase esgotados) no cinema mundial - vide clássicos como Love Story, ou sucessos comerciais mais recentes como Sweet November, e Autumn in New York. Pessoalmente, prefiro fugir dessa temática piegas, mas felizmente esse não é o caso de Christmas in August. Em seu primeiro trabalho como diretor, Heo Jin-ho (April Snow) optou por um enfoque mais sensível, preocupando-se mais com as ações do que com as palavras dos personagens.

Embora Jung-won pareça conformado com seu destino, ele não consegue externar seus sentimentos diante dos amigos, e especialmente de Da-rim. Essa angústia interna que cresce em Jung-won gera um sentimento de profunda empatia no espectador. O final é como uma pílula amarga mas inevitável, como tudo nessa nossa curta passagem pela Terra.


Intrigante é o modo como o ator Han Suk-kyu constrói seu personagem. Ele retrata Jung-won como um homem quase ‘bom demais’, uma figura sempre tranquila e sorridente. Mas aos poucos percebemos que esse ar ‘juvenil’ de Jung-won é na verdade uma máscara que ele acostumou-se a usar para disfarçar diante dos outros suas angústias pessoais – a perda da mãe na infância, o amor de sua vida que casou-se com outro... Jung-won é um homem de uma dignidade comovente, que tem sempre um olhar de carinho e preocupação com o próximo. Um personagem dos mais humanos e inesquecíveis. Grande ator, como sempre, Han Suk-kyu. Recomendo assistir a outros trabalhos de Han, como Shiri (1999), Tell Me Something (1999), Eye for an Eye (2008), ou o drama Deep-rooted Tree (2011), em que interpreta magnificamente o Rei Lee Do.

Pode-se descrever Christmas in August como um romance singular, onde não se ouvem palavras de amor, nem se presenciam gestos dramáticos, mas nem por isso as emoções são menos poderosas. Han Suk-kyu e Shim Eun-ha vivem um drama romântico único e por isso mesmo, inesquecível.
Além de ter sido um grande sucesso de bilheteria em seu país, na época de seu lançamento, Christmas in August recebeu no Korean Film Awards (1998) os prêmios de melhor filme, diretor, atriz e fotografia.

31 de jul de 2012

Golden Time (drama, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama médico
Duração: 20 episódios
Produção: MBC TV

Direção: Kwon Seok-jang
Roteiro: Choi Hee-ra

Elenco: Lee Seon-gyoon, Hwan Jeong-eum, Lee Sung-min, Song Seon-mi.

Resumo

Golden Time é uma gíria médica que remete aos momentos críticos que o paciente enfrenta após sofrer uma parada cardíaca ou acidente traumático grave. Na Emergência do Hospital Sejong, na cidade litorânea de Haeundae, acompanhamos a luta diária dos médicos para salvar seus pacientes.

Comentário

Se o tema pode parecer repetitivo para alguns, quem gosta do gênero ‘drama médico’ certamente vai apreciar Golden Time. A roteirista Choi Hee-ra (Obstetrics and Gynecology Doctors, drama, 2010) volta ao mundo dos hospitais e dos jalecos brancos, nesta série carregada de tintas dramáticas e realistas. O diretor Kwon Seok-jang (Pasta, 2010, My Princess, 2011) filma com maestria as cenas quase brutais das cirurgias que o Dr. Choi In-hyeok (Lee Sung-min) realiza na emergência do hospital Sejong.

Através das palavras e ações dos médicos fictícios, a roteirista critica abertamente as falhas do sistema de saúde de seu país. A ambição e falta de altruísmo de administradores e médicos do hospital entram em choque com aqueles poucos profissionais abnegados, que levam a sério o juramento que um dia fizeram de salvar vidas, acima de tudo.

O Dr. Lee Min-woo (Lee Seon-gyoon) resolve mudar o rumo de sua carreira após uma experiência traumática com um paciente, e começar do zero como médico interno de um hospital em Haeundae. A Dra. Kang Jae-in (Hwan Jeong-eum) é colega do Dr. Lee e namorada de seu melhor amigo. Para evitar preconceitos ou privilégios, ela ainda esconde o fato de ser neta do dono do hospital. Juntos, Lee e Kang desafiam constantemente as regras que impõe a submissão dos médicos internos aos mais graduados. Mesmo sendo punidos e repreendidos a todo instante, eles não conseguem evitar envolver-se em problemas, ainda mais ao seguir os passos do rebelde Dr. Choi In- hyeok (Lee Sung-min).

Os dois primeiros episódios de Golden Time não são muito bem resolvidos no que se refere ao roteiro, e principalmente à edição. A transição do personagem principal (Lee Seon-gyoon) da sua situação inicial até a admissão no hospital Sejong é confusa e muito mal editada. Passado esse pequeno percalço, os demais episódios fluem relativamente bem, os personagens se adaptam às suas posições e passam a brilhar. O ator Lee Seon-gyoon tem a oportunidade de se descolar da aura ‘cool’ que adquiriu ao longo dos anos - com personagens como o chef de cozinha egocêntrico, no drama Pasta. O Dr. Lee Min-woo é um homem imaturo e inseguro, mas tem a coragem de encarar suas fraquezas e recomeçar praticamente do zero sua carreira de médico.


A jovem atriz Hwan Jeong-eum (Full House 2, 2011) esbanja simpatia e desde o começo desenvolve uma ótima química com Lee Seon-gyoon. É bacana ver que a interação profissional dos dois surge bem antes de uma futura (e provável) relação afetiva.


Agora, quem dá mesmo um show de interpretação é o ator Lee Sung-min. Sem tirar o jaleco, ele pulou de um drama médico (Brain) para o outro, mas numa ‘vibe’ completamente diferente. Em Brain ele era um médico ambicioso (no pior sentido da palavra), narcisista e seu comportamento histriônico trazia os momentos mais divertidos a um drama de temática tão pesada. Como o Dr. Choi In- hyeok, ele está mais parecido com o Dr. Kim Sang-cheol, neurocirurgião do drama Brain, que era totalmente dedicado à profissão e aos pacientes. O Dr. Choi é um cirurgião brilhante, mas encontra a oposição ferrenha dos colegas, que temem que ele assuma a direção do futuro Centro de Traumatologia, um projeto antigo do hospital. Sem ligar para disputas pelo poder, ele apenas se preocupa em salvar vidas na emergência sempre lotada do hospital Sejong.

Golden Time é o líder de audiência em seu horário de veiculação e, passados 8 episódios, veremos se consegue manter o mesmo ritmo ágil até a sua conclusão.

22 de jul de 2012

Sign (Episódio 13)


Recap (spoilers!)

Como visto ao final do episódio 13, o Dr. Yoon Ji-hoon destrói os argumentos da promotoria, que acusava o empresário Jeong Cha-yeong  pelo crime de homicídio. Segundo o argumento do legista, a quantidade de veneno (antimônio) encontrada nas vítimas não era suficiente para comprovar a causa das mortes.


Sendo assim, o juiz ordena a liberação do acusado. A promotora Jeong Woo-ji e o detetive Choi I-han ficam frustrados e revoltados com a atitude do Dr. Yoon. Já a Dra. Go Da-kyeong tenta acreditar que há um motivo plausível para o seu chefe ter agido dessa forma.


Ao confrontar o Dr. Yoon, Da-kyeong houve o argumento de que as provas encontradas até o momento seriam muito frágeis para conseguir incriminar alguém nos tribunais. O Dr. Yoon resolve investigar o caso mais a fundo e encontrar provas sólidas para condenar o magnata.


A primeira dedução de Yoon é que o empresário Jeong teria passado a usar um veneno diferente dos primeiros casos, muito mais rápido e letal. O conglomerado Han Young adquiriu uma indústria farmacêutica que estaria fazendo pesquisas com uma toxina natural, extraída do baiacú. Yoon e Da-kyeong se dão conta que essa pode ser a prova que faltava.


Enquanto isso, Lee Cheol-eon, funcionário do Grupo Han Young, chega ao escritório do presidente Jeong. O detetive Choi avisa o Dr. Yoon sobre o perigo da situação e todos correm até a empresa, temendo o pior.


Lee Cheol-eon diz ao chefe que não está ali para chantageá-lo, mas para esclarecer que além dos amigos, Jeong teria matado sua futura esposa, Han Tae-joo, que ainda por cima estava grávida. Jeong não parece preocupado e oferece uma bebida para Lee. Trêmulo, ele aceita o copo de uísque. Jeong também bebe, e faz piada com o medo visível do rapaz de estar sendo envenenado. Lee explica que desta vez ele mesmo envenenou a bebida, e que ambos estão condenados.


O Dr. Yoon fica chocado com a conclusão trágica do caso e sente-se responsável por ter deixado o criminoso escapar, resultando na morte de mais um inocente. Da-kyeong tenta consolá-lo dizendo que não foi sua culpa, mas o médico se sente culpado demais para ouvir qualquer argumento racional.


Num clima muito mais ameno, a promotora Jeong e seu policial favorito, o detetive Choi, bebem soju em um bar. Choi pede que a promotora coloque seus óculos de leitura, pois ela fica muito charmosa com eles. Ela fica encabulada, mas concorda e é surpreendida por um beijo do rapaz. Furiosa, ela o chuta para fora da mesa.


Nesse momento o detetive Choi recebe um telefonema importante. É a jovem Lee Soo-jung, condenada pelo assassinato do músico Seo Yoon-hyung. Ela diz estar com medo de ser morta e pede que Choi vá até o presídio, pois ela quer contar toda a verdade sobre a morte do ex-namorado Seo.

Já a Dra. Da-kyeong está preocupada com o sumiço do Dr. Yoon e vai procurá-lo em uma pequena vila do interior, à beira de um grande lago, onde ele costumava ir pescar com o falecido Dr. Jeong Byeong-do.


O detetive Choi e a promotora Jeong vão até o presídio conversar com Lee Soo-jung, mas ao chegar ao local, são avisados de que terão de esperar, pois ela tem outra visita no momento. Trata-se de Kang Seo-yeon, que veio alertar Soo-jung para que fique calada, e cumpra a pena completa sem protestar.


É à beira de um lago congelado que Da-kyeong encontra o Dr. Yoon. Ela pede que ele volte à Seul, e conta que interceptou a carta de demissão que ele enviara ao SNF.


No presídio feminino, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam perplexos com a atitude de Lee Soo-jung, que nega ter algo a dizer a eles, e diz que na verdade não estava sendo ameaça de morte por ninguém.


Go Da-kyeong insiste em ficar com o Dr. Yoon até que ele decida voltar para Seul, mas ele está irredutível. Ao descobrir que terá de dividir um quarto com ele na única pousada da vila, ela fica nervosa, mas não quer partir.


Ela resolve dar uma volta pelas redondezas sozinha, e ao tentar alcançar uma das crianças da vila vai parar em uma casa vazia, onde encontra um idoso morto.


Ela chama o Dr. Yoon, mas quando eles chegam ao local, o corpo desapareceu. Eles resolvem chamar a polícia, mas não há sinal de celular, e alguém esvaziou os pneus de seus carros.

Em Seul, a promotora Jeong e o detetive Choi ficam desconfiados com a reação de Lee Soo-jung durante sua visita. Choi resolve voltar ao presídio para interrogar novamente a jovem.


Da-kyeong e o Dr. Yoon encontram-se isolados na aldeia e resolvem procurar o cadáver sumido, antes que ele e as provas de um possível crime desapareçam para sempre.

Legendas em português, cortesia “Tea House and Cinema”
Link: http://bit.ly/GO72BR
Link para vídeo (raw) torrent: http://bit.ly/1H4jIAD

Observação importante: "Esse não é um site do tipo 'fansub'. Todas as legendas traduzidas por esse blog foram feitas para consumo pessoal (para encaminhar a amigos e familiares) e são divulgadas aqui como cortesia. Portanto, não serão aceitos pedidos (de títulos de dramas ou filmes), sugestões (de formato de vídeo, etc.) ou reclamações (sobre atrasos, formato de arquivos, etc.). Por favor, peço a sua consideração e respeito, pois muitas horas de lazer e descanso são perdidas na realização dessas traduções.

19 de jul de 2012

Dramas Japoneses (Julho, 2012)

Para quem ficou ansioso e confuso com a infinidade de estreias deste mês na TV japonesa, indico três dramas em especial:

Dois dramas baseados em mangás (Sprout e Omo ni Naitemasu) e um romance adulto (Rich Man, Poor Woman) parecem promissores, já nos primeiros episódios. A conferir!


Sprout

Baseando na série mangá Bessatsu Friend (de Nanba Atsuko), este drama romântico acompanha com delicadeza e realismo o prazer e a dor do primeiro amor de jovens adolescentes, com belas paisagens litorâneas, e fotografia de sonho. Tudo começa quando os pais da jovem Ikenochi Miku (Morikawa Aoi) transformam sua casa em uma pensão estudantil. Como filha única, a princípio ela se sente incomodada com a presença de estranhos, mas logo é cativada pela presença carismática de Narahashi Sohei (Chinen Yuri).

Sprout: Drama romântico, Japão, NTV, episódios aos sábados.



Omo ni Naitemasu

Um drama que segue o ritmo louco do mangá original em que se baseia, Omoni Naite Imasu (de Higashimura Akiko, 2010).

Konno Izumi (Nanao) é uma espécie de ‘Corcunda de Notre Dame’ às avessas. Em um argumento hilário e ao mesmo tempo absurdo, acompanhamos Izumi, uma jovem que por ser bela demais, não pode sequer sair às ruas sem provocar grandes tragédias. Por isso, ela vive uma vida miserável, tendo como única amiga e protetora Midorikawa Tsune (Kusakari Mayuu). Até que um dia surge Akamatsu Keisuke(Nakamaru Yuichi), um estudante de artes plásticas, que aos poucos consegue conquistar a confiança e a amizade de Izumi e Keisuke. Repleto de referências da cultura pop nipônica, Omo ni Naitemasu talvez seja o drama mais diferenciado entre as últimas estreias, tanto pela irreverência, como pela maravilhosa direção de fotografia. Resumindo em uma só palavra, irresistível.

Omo ni Naitemasu (Mostly Crying): Comédia, Romance,Japão, Fuji TV, sábados.



Rich Man, Poor Woman

Entre os três dramas indicados, Rich Man, Poor Woman é o mais convencional, mas consegue seduzir especialmente pela presença carismática do sexy Oguri Shun.

Oguri Shun é Hyuga Toru, uma espécie de jovem Steve Jobs, um empresário bilionário de sucesso, que conduz uma empresa de IT. Como todo gênio, Hyuga Toru tem suas excentricidades, mas suas maiores fraquezas são de fundo emocional, entre elas ter sido abandonado pela mãe na infância.

Seu mundo perfeitamente controlado é sacudido pela chegada de Sawaki Chihiro (Ishihara Satomi). Chihiro é uma estudante universitária inteligente e esforçada, mas que não vem tendo sorte em arrumar emprego, no mercado super disputado de Tóquio. Hyuga chama Chihiro para ajudar em um projeto importante, com a intenção de descartá-la em seguida, mas a honestidade e dedicação da jovem acabam conquistando o coração do empresário temperamental.

Rich Man, Poor Woman: Drama, Romance, Japão, Fuji TV, segundas-feiras.
 

15 de jul de 2012

Boohwal (Korean Rock)


Há quase três anos sem lançar um novo álbum, o Boohwal volta à cena com Purple Wave, seu décimo terceiro disco, em uma carreira longa e consistente, e com milhares de admiradores fiéis.

Para quem (ainda) não conhece o Boohwal ("Ressurreição", em coreano), esta é uma das bandas de rock mais influentes no seu país de origem e, desde sua estreia em 1985 até os dias de hoje, conseguiu permanecer relevante na cena musical.

Ao longo de suas dez faixas, o disco Purple Wave se mantém fiel ao estilo musical conhecido do grupo. O Boohwal também mantém sua formação com o líder, guitarrista e compositor Kim Tae-won, o talentosíssimo vocalista Chung Dong-ha, o baixista Seo Jae-hyuck e o baterista Chae Je-min.

Ficou curioso em saber mais sobre a carreira impressionante do grupo Boohwal? Assista o belíssimo Rock Rock Rock (2010), um documentário em forma de drama sobre a vida do guitarrista Kim Tae Won, líder da banda de rock legendária Boohwal. São 4 episódios que contam de forma sensível e emocionante a estória da banda e das pessoas que fizeram parte de sua história.
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