17 de dez de 2015

Os Dramas Coreanos que Marcaram 2015 (Parte 2)


Seguindo com a lista dos dramas mais significativos do ano (para mim, é claro), falemos de thrillers, sageuks e as últimas surpresas da temporada...


Assembly (KBS, 20 episódios), Jeong Jae-young, Song Yoon-a e Taecyeon.

Assembly é um drama político excepcional, tanto por sua trama robusta e envolvente, como pela presença inédita de um dos maiores atores do cinema coreano, o fantástico Jeong Jae-young.

Apesar da tvN levar o mérito de inovação, os canais abertos tradicionais procuraram manter o frescor temático, com um leque de estórias interessantes para todos os tipos de público. Os dramas Assembly (KBS) e The Village: Acchiara´s Secret (SBS) são dois exemplos do esforço meritório de duas grandes redes de TV em apresentar produtos diferenciados, embora a resposta do público tenha sido francamente decepcionante. Os embates políticos entre Jeong Jae-young e Jang Hyeon-seong foram dramáticos e estimulantes... Mas memorável mesmo é o encontro explosivo entre Jeong Jae-young e Song Yoon-a, um ‘quase’ casal perfeito... Quem sabe numa próxima oportunidade...

 
The Village: Achiara´s Secret (SBS, 16 episódios), com Moon Geun-young, Yook Seong-jae, On Joo-wan, Kim Min-jae.

Tome nota de dois nomes: Park Eun-seok e Choi Jae-woong. O Segredo de Acchiara foi o drama mais prolífico em termos de revelação de novos talentos (talvez com exceção apenas de Six Flying Dragons). Os fãs (que não são poucos) de Moon Geun-young (Painter of the Wind) devem ter ficado chateados com a aparição apagada da atriz, diante de tantas atuações marcantes do resto do elenco. Na verdade, em uma entrevista muito esclarecedora, o PD Lee Yong-suk revelou que Moon Geun-young entendeu que seu personagem iria repartir sua importância com muitos outros na trama. Moon Geun-young é experiente o bastante para saber dar espaço, com elegância, para seus colegas brilharem. E não há como negar que este drama foi dominado por duas atrizes: Sin Eun-kyeong (Oh My Ghostess) e Han Hee-jin (Scholar Who Walks the Night). Yook Seong-jae e Kim Min-jae também formaram uma dupla adorável, e quase mereciam um spin off só para eles. Outro ator fantástico que acabou um tanto ofuscado foi On Joo-wan (Punch), mas sua atuação não poderia ser mais correta, com o material que lhe foi presenteado. Por falar em presente, quem ganhou a sorte grande, no final das contas, foi o desconhecido (até então) Choi Jae-woong. Ator de teatro e musicais, Choi Jae-woong foi o único a aceitar o desafio (outros atores convidados rejeitaram o convite) de encarnar o misterioso travesti conhecido apenas como ‘ahjussi’. Outro ator que deixou uma ótima impressão foi Park Eun-seok, no papel do torturado professor de artes plásticas Nam Geon-woo.

The Village: Achiara´s Secret tem referências tão amplas como o filme “O Silêncio dos Inocentes”, ou a série Cult “Twin Peaks”. Da ambientação, à trilha sonora, da direção com toques cinematográficos, ao elenco impecável,  Achiara´s Secret merece estar no Top 5 dos melhores dramas do ano, e entre as melhores de todos os tempos.


Bubblegum (tvN), com Lee Dong-wook, Jeong Ryeo-won e Lee Jong-hyuk.

Bubblegum foi o melhor presente de fim de ano que um fã de dramas poderia pedir. A tvN surpreende mais uma vez com este drama romântico, divulgado sem estardalhaço, como mais uma de suas belas produções indie. Até aqui, Oh My Ghostess estava no topo da minha lista de comédias românticas do ano, e de melhor casal, mas com a estreia de Bubblegum, tive de mudar de opinião. Mesmo quem não simpatiza com Lee Dong-wook, se assistir Bubblegum, terá de admitir a atuação brilhante do rapaz. Há tantas cenas cruciais em que as espressões faciais do ator dizem mais do que mil palavras... É impressionante o quanto Lee Dong-wook evoluiu como ator, e o quanto este drama (e a influência direta do PD Kim Byeong-soo e da roteirista Lee Mi-na-I) foi importante em sua carreira. Lee Dong-wook e Jeong Ryeo-won formam um casal tão real, tão convincente, que nos apaixonamos por eles, e por sua emocionante estória de amor. Ah, e o beijo ‘bubblegum’ é o mais sexy do ano!


Oh My Venus (KBS, 16 episódios) com So Ji-sub, Shin Min-a.

Ainda não cansou de estórias românticas? Depois de Oh My Ghostess, She Was Pretty, Warm And Cozy, Twenty Again, ainda sobrou espaço para uma boa comédia romântica, e provavelmente com o casal mais bonito do ano, So Ji-sub e Shin Min-a. Oh My Venus começou morno, previsível, mas o clima vem esquentando entre a advogada gordinha Joo-eun (uma vez conhecida como Venus de Daeju) e o personal trainer/chaebol Yeong-ho. Shin Min-a (Arang and the Magistrate) está encantadora como sempre, mas quem rouba a cena é So Ji-sub (A Company Man) com sua beleza etérea e seu olhar sofredor que desperta instintos não confessáveis na mulherada. Tanta beleza deveria dar cadeia!


Hidden Identity (tvN, 16 episódios), com Kim Beom, Park Seong-woong, Kim Tae-hoon.

Um drama para fãs incondicionais de Kim Beom (eu preferia ouvi-lo cantar de novo, ou atuar numa comédia romântica).

Quem curte um bom drama policial, ou thriller teve poucas opções este ano, mas cada emissora ofereceu ao menos um título interessante. A tvN já produziu dramas policiais melhores que Hidden Identity, mas eu curti está série, mais pelo elenco do que pela trama. Kim Beom é um policial traumatizado com o assassinato brutal da noiva, e busca vingança a qualquer preço. Seus parceiros bem que tentam acalmar sua ira, mas, como diz o ditado, a vingança é cega... Destaque para o charmoso Park Seong-woong, que acaba de voltar à telinha com um papel bem diferente, no drama Remember: war of the son.


Mrs. Cop (SBS, 18 episódios), com Kim Hee-ae, Kim Min-jong, Son Ho-jun, Lee Da-hee.

Mrs. Cop foi sem dúvida o melhor drama policial do ano, tanto que a SBS está pensando seriamente numa nova temporada para muito em breve. Enquanto isso, ficamos com a lembrança da unidade especial de combate ao crime chefiada pela durona Choi Yeong-jin, - mais um papel memorável da atriz Kim Hee-ae (Midas). Numa mistura interessante de drama policial e familiar, Mrs. Cop mostra as dificuldades que uma mulher enfrenta para conciliar a carreira exigente de policial com a de mãe solteira.


Last (jTBC, 16 episódios), com Yoon Kye-sang, Lee Beom-soo.

Apesar da expectativa com a adaptação do webtoon Awl, fiquei muito mais satisfeita com a versão live action do manhwa Last (de Kang Hyeong-gyu), muito bem adaptada pelo roteirista Han Ji-Hoon (Time Between Dog and Wolf). A direção, a cargo de Jo Nam-gook (The Chaser) é impecável, e o carinho e respeito com os atores e seus respectivos personagens é visível. Yoon Kye-sang (The Greatest Love) e Lee Beom-soo (Triangle) brilham em um duelo de forças (e egos), apoiados por suas respectivas “gangues” de atores igualmente geniais. Se você quer fazer seu namorado gostar de dramas, uma boa dica é apresentá-lo a Last – ele vai querer mais!


Awl (jTBC), com Ji Hyun-woo e Ahn Nae-sang.

Um drama belíssimo, mas para um público muito restrito, que curta quadrinhos cult, dramas com temas político/sociais, como Misaeng, ou Last. Muitos esperavam ver algo no nível de Misaeng, mas Awl, apesar de totalmente recomendável, não tem o apelo emocional do já cultuado Incomplete Life. Awl conta várias estórias individuais de vida, dentro de uma estória de luta coletiva por direitos trabalhistas, numa Coréia do Sul que estava engatinhando na democracia, nos anos noventa, após anos de uma ditadura brutal. Grandes atuações de Ji Hyun-woo (que evoluiu absurdamente como ator, de uma atuação apática em Queen In-hyun's Man, até seu retorno do período de serviço militar) e Ahn Nae-sang (Splendid Politics).


Missing Noir M (OCN, 10 episódios), com Kim Kang-woo e Park Hee-soon.

Os dramas policiais da OCN são sempre estilosos, embora nem sempre tão bem resolvidos em termos de roteiro e produção final. Missing Noir M tem um visual cinematográfico (que lembra o fantástico TEN), e um elenco bacana, encabeçado pelo bonitão Kim Kang-woo. Apesar de o drama policial ser meu gênero favorito, junto com a comédia romântica, Missing Noir M pecou muito com um roteiro arrastado e com mistérios demais, que acabaram não resolvidos, deixando uma frustração desagradável no espectador. O pior é que não há notícias de uma segunda temporada, e assim, como no saudoso TEN, ficaremos na eterna expectativa de ver a resolução de seus maiores mistérios.


D-Day (jTBC, 20 episódios), com Kim Young-kwang, Jeong So-min e Ha Seok-jin, Kim Sang-ho, Lee Kyeong-yeong, Cha In-pyo.

O ano de 2015 não foi feliz para quem aprecia um bom drama médico, mas pelo menos D-Day surgiu para suprir em parte esta carência. D-Day foi um de meus dramas favoritos do ano, apesar de alguns pequenos defeitos, - o maior talvez tenha sido a duração da trama, que se beneficiaria muito de uma redução no número de episódios de 20 para 16. Mas, apesar de um certo congestionamento na trama, D-Day contava com personagens tão queridos, atores tão carismáticos como Kim Young-kwang, Jeong So-min ou Kim Sang-ho, que os episódios passavam voando. Mas certamente Kim Young-kwang é a grande revelação desta estória que mistura com sabedoria thriller catástrofe com drama médico. O médico Kim Young-kwang e o bombeiro Kim Sang-ho são os grandes heróis anônimos, que ajudam a reerguer uma cidade atingida por um terremoto devastador. Neste drama Kim Young-kwang graduou-se definitivamente como protagonista de dramas. É muito bom ver surgir uma nova e talentosíssima geração de atores coreanos!


Hwajung (MBC, 50 episódios), com Kim In-yeong, Lee Yeon-hee, Seo Kang-joon, Cha Seung-won.

Hwajung, ou Splendid Politics é criação da talentosa roteirista Kim In-yeong (The Woman Who Still Wants to Marry). Nem bem concluiu o drama Unkind Women, e Kim In-yeong aceitou trabalhar pela primeira vez no roteiro de um sageuk. Acontece que não basta ter talento para escrever dramas, quando se trata de dramas épicos o autor precisa de múltiplas habilidades: conhecimento histórico, facilidade em criar cenas de ação e suspense, e especialmente, criar diálogos adaptados ao período. A roteirista já provou seu talento para criar belas estórias contemporâneas, mas, por sua inexperiência com o gênero épico, teria sido interessante uma parceria com um segundo roteirista, que fosse encarregado de desenvolver as cenas de ação. Mesmo assim, para quem curte os dramas sageuk, e é fã de Cha Seung-won, vale a pena dar uma chance à Hwajung. Graças ao belo elenco, e à produção caprichada, acabei desfrutando deste drama, mas sem pressa de chegar ao final de seus 50 episódios.


Scholar Who Walks the Night (MBC, 20 episódios), com Lee Jeong-ki, Lee Yoo-bi, Lee Soo-hyeok.

Diferentemente do drama épico tradicional, ocasionalmente os dramas coreanos inspiram-se nos filmes e dramas chineses que misturam mitologia local e fantasia, para criar estórias fantásticas, repletas de romance e ação. Scholar Who Walks the Night é mais um drama inspirado em um webtoon de sucesso, e procura seguir o estilo e o ritmo característico das estórias em quadrinhos. Lee Jeong-ki, sempre muito confortável em papeis em dramas épicos, resolveu embarcar nesta aventura, talvez pensando poder repetir o sucesso de Arang and the Magistrate, e de The Joseon Gunman. Só que, infelizmente, não foi o caso. As fãs adolescentes parecem ter ficado satisfeitas com o resultado, mas, francamente, Scholar Who Walks the Night é um desastre, e Lee Jeong-ki merecia um material de maior qualidade. Sentindo que o drama naufragava vergonhosamente, o ator ainda tentou salvar a produção trazendo às pressas o escritor Lee Jeong-woo-III (The Joseon Gunman) para dar um ‘up’ no roteiro, mas, àquela altura o estrago estava feito. Foi difícil não abandonar Scholar... a meio caminho, - apenas o respeito e a admiração pela atuação brilhante de Lee Jeong-ki me fizeram chegar ao fim deste que foi o drama mais absurdamente ruim do ano – mesmo com tanto empenho de seu jovem elenco. Uma pena...


Six Flying Dragons (SBS, 50 episódios), com Kim Myeong-min, Yoo Ah-in, Shin Se-kyung, Byun Yo-han, Yoon Gyoon-sang, Jeong Yoo-min.

O drama que chegou para salvar a boa fama dos dramas épicos coreanos foi o maravilhoso e já clássico Six Flying Dragons. Aconteça o que acontecer até o final desta estória, os Seis Dragões Voadores já conquistaram os fãs do gênero. Não é todo dia que se tem a oportunidade de ver um elenco tão superior em uma única produção. O mesmo prazer que senti com cada personagem no drama Misaeng, repetiu-se com Six Flying Dragons. Do carisma dos veteranos - Kim Myeong-min, Cheon Ho-jin, Park Hyeok-kwon, – aos novos talentos - Yoo Ah-in, Shin Se-kyung, Byun Yo-han, - Six Flying Dragons tem todos elementos que compõe um drama épico de primeira qualidade. É uma alegria ver Kim Myeong-min de volta ao sageuk, 11 anos após seu inesquecível papel em Immortal Admiral Yi Sun-shin (2004). E é uma sorte ter como protagonista o jovem ator mais badalado (e premiado) do momento, Yoo Ah-in. Recém vindo de dois grandes sucessos no cinema, - The Throne, no qual interpreta o famoso príncipe Sado, e de Veteran (de Ryoo Seung-wan) como um chaebol mau caráter, Yoo Ah-in está afiadíssimo como ator. Não há desculpas para deixar de ver este drama belíssimo, seja pelo romantismo épico, ou pelas exuberantes coreografias de luta - Six Flying Dragons é o drama do ano.

Os Dramas Coreanos que Marcaram 2015 (Parte 1)


Para o bem ou para o mal, 2015 foi um ano dos mais prolíficos na TV coreana, tanto em termos de dramas como de programas de variedades. Para quem curte ver seus ídolos na vida cotidiana (The Return of Superman, We Got Married...), ou tendo sua resistência/paciência testada até os últimos limites (Three Meals a Day, Law of the Jungle...) 2015 foi um ano excepcional. E para quem aprecia a dramaturgia de alta qualidade da TV coreana, não faltaram boas estórias.

Divorce Lawyer in Love (SBS, 16 episódios), com Yeon Woo-jin, Jo Yeo-jeong.

O ano começou bem, com esta comédia romântica despretenciosa, mas muito agradável. Yeon Woo-jin e Jo Yeo-jeong é um casal de advogados que vive uma verdadeira montanha russa de emoções: do desprezo ao ódio, da redescoberta à amizade e, finalmente, ao amor. Um dos casais mais “quentes” da temporada. Leia a review completa aqui: Divorce Lawyer in Love


Ex-Girlfriends’ Club (tvN, 12 episódios), com Song Ji-hyo, Byun Yo-han.

Mais um projeto bacana do canal tvN, Ex-Girlfriends’ Club infelizmente não fez tanto sucesso quanto outros dramas do gênero na emissora (e acabou tendo sua duração reduzida). Pessoalmente, foi um dos meus dramas favoritos do ano... Do elenco ao roteiro, da trilha sonora à direção, O Clube das Ex-Namoradas tem tudo para agradar aos fãs de dramas mais irreverentes, marca registrada da tvN. Nunca fui uma grande fã de Song Ji-hyo (fiquei com trauma da sua vilã chatérrima no drama Goong), mas achei que ela esteve perfeita no papel de Soo-jin, a produtora de cinema apaixonada pelo trabalho, e romântica incorrigível. Byun Yo-han, por outro lado, me conquistou desde o primeiro instante em que o vi, em sua primeira participação na TV, no belo drama Misaeng (tvN, 2014). Vindo do teatro e cinema, Byun Yo-han impressiona por sua atuação camaleônica: de executivo ambicioso e namorador em Misaeng, a herói guerreiro em Six Flying Dragons (SBS, 2015), Byun Yo-han é uma das grandes revelações do cinema e TV coreanos, e tem um grande futuro pela frente como ator.


Oh My Ghostess (tvN, 16 episódios), com Park Bo-young, Cho Jeong-seok, Kim Seul-gi.

Outro drama da tvN na lista dos melhores do ano, Oh My Ghostess é quase bom demais para acreditar. Fazia tempo que eu não vibrava tanto com um romance como o de Park Bo-young e Cho Jeong-seok (King 2 Heart). Encarnando (literalmente) uma jovem possuída por um fantasma que só pensa em sexo, Park Bo-young só prova o quanto fazem falta mais atrizes de calibre nos dramas coreanos. Por mais que as adolescentes idolatrem a leva de artistas pop transmutadas em atrizes da noite para o dia, a volta de Park Bo-young à TV é como um oásis no deserto das boas atuações nas comédias românticas. 


The Time We Were Not In Love (SBS, 16 episódios), com Ha Ji-won e Lee Jin-wook.

Não há como negar que no gênero comédia romântica, a tvN ganhou de goleada dos concorrentes. Para muita gente The Time We Were Not In Love deve ter sido um dos dramas mais esperados, mas certamente foi uma das maiores decepções do ano. Francamente, os roteiristas coreanos costumam produzir material muito superior em termos de qualidade, e profundidade, que os taiwaneses e japoneses. Remake de um drama taiwanês de sucesso, The Time We Were Not In Love não soube se adaptar ao ‘clima’ dos dramas coreanos. O romance morno surgido artificialmente da longa amizade entre Ha Ji-won e Lee Jin-wook não convence por um instante sequer. Ha Ji-won nunca esteve tão linda e elegante, mas também nunca atuou tão mal – a entonação por demais aguda de sua voz, e as constantes passadas de mão no cabelo foram pequenos detalhes que me tiraram do sério!


Warm and Cozy (MBC, 16 episódios), com Kang So-ra e Yoo Yeon-seok.

Mais um drama romântico decepcionante, mas que se comparado com The Time We Were Not In Love, nem foi tão ruim assim. Pelo menos Warm and Cozy fez juz ao título, com uma ambientação aconchegante (a paradisíaca ilha Jeju) e um elenco caloroso. Mas nem mesmo o esforço de Kang So-ra e Yoo Yeon-seok, e de atores veteranos e respeitados como Lee Seong-jae e Kim Hee-jeong pôde evitar o desastre. E a culpa é toda das irmãs Hong, roteiristas tão incensadas, mas que mesmo a quatro mãos conseguem escrever mais do que diálogos constrangedores, e tramas descaradamente plagiadas. Desculpem-me o desabafo, mas está cada vez mais difícil ‘engolir’ os dramas destas senhoras, que deveriam fazer uma boa reciclagem profissional antes de nos submeter a mais um drama tão sofrível quanto este nada original Warm and Cozy – nada mais que uma longa e cara divulgação turística de Jeju.

 
She Was Pretty (MBC, 16 episódios) com Hwang Jeong-eum, Park Seo-joon, Choi Si-won, Ko Joon-hee.

Se o canal MBC pisou na bola com Warm and Cozy, ao menos se redimiu na última temporada do ano com o simpático drama romântico She Was Pretty, da criativa roteirista Jo Seong-hee (The King of High School of Manners, tvN, 2014). Com uma atuação espetacular de Hwang Jeong-eum, e a revelação de Choi Si-won como ator cômico, She Was Pretty foi uma das melhores surpresas de 2015. Imperdível para quem gosta de romances sensíveis e calorosos.


Twenty Again (tvN, 16 episódios), com Choi Ji-woo, Lee Sang-yoon.

No mesmo clima de She Was Pretty, e misturando o drama e a comédia romântica em doses homeopáticas, a tvN nos trouxe mais uma pérola, nas mãos da talentosíssima roteirista So Hyeon-kyeong (49 Days, My Daughter Seo-yeong, Two Weeks). Para este projeto a tvN trouxe um elenco de peso: a diva Choi Ji-woo, e os atores Lee Sang-yoon (Liar Game) e Choi Won-yeong (Remember Me), como seus interesses românticos. Twenty Again é um drama de ritmo mais tranquilo, mas que nos envolve pela estória enaltecedora de uma mulher que tem uma segunda chance de ser plenamente feliz na vida. Ha No-ra é um dos personagens femininos mais bonitos da história dos dramas coreanos, e a atriz Choi Ji-woo a encarnou com brilhantismo!


Unkind Women (KBS, 24 episódios), com Kim Hye-ja, Chae Si-ra, Lee Ha-na, Kim Ji-seok, Song Jae-rim, entre outros.

Apesar de Unkind Women ser um drama familiar, foi uma das séries que mais me fez rir, com suas mulheres tresloucadas, apaixonadas, e apaixonantes... Leia meu comentário sobre este drama espetacular aqui: Unkind Women


Mask (SBS, 20 episódios), com Soo Ae, Joo Ji-hoon, Yeon Jeong-hun, Yoo In-young.

Mask começa como um melodrama clássico, pesado, quase teatral, mas conquista o espectador com seu inesperado romantismo e uma dose saudável de humor negro. Dois casais muito carismáticos dividem nossa atenção (os bonzinhos Soo Ae e Joo Ji-hoon, e os deliciosamente malévolos Yeon Jeong-hun e Yoo In-young), numa trama cheia de reviravoltas, e um desfecho a altura de tantas emoções. Imperdível!


High Society (SBS, 16 episódios), com Uee, Seong Joon, Park Hyeong-sik, Lim Ji-yeon.

Outra grande decepção do ano foi High Society, um drama que deveria mirar um público jovem, mas que enganou a todos com uma trama rasteira e piegas. High Society nos deixa uma boa lição: não basta juntar um elenco de celebridades jovens e belas, se falta estória, química, e principalmente, uma dose de auto-crítica. Com uma roteirista mediana (Ha Myeong-hee, de Can We Get Married) e um PD com mão pesada para romances (Choi Yeong-hoon, de Five Fingers), High Society só tem o mérito de deslocar toda a atenção do público para o casal secundário da trama. O romance entre Park Hyeong-sik e Lim Ji-yeon é a única luz que ilumina este drama escuro e denso, que não vai deixar saudades...


Who Are You – School 2015 (KBS, 16 episódios), com Kim So-hyeon-I, Nam Joo-hyeok e Yook Seong-jae.

Todos os anos, cada emissora apresenta seu drama escolar, com o intuito de atrair o público adolescente, mas, especialmente, de lançar novos talentos. Este ano a KBS volta com sua já famosa franquia escolar, com Who Are You – School 2015. Para inovar, adicionou-se uma dose de suspense e mistério à trama, na tentativa (não tão bem sucedida) de apimentar o drama escolar clássico. O resultado foi um tanto irregular, talvez por culpa da inexperiência da dupla de roteiristas, mas mesmo assim o drama tem seus méritos. Com um elenco adolescente pra lá de competente – capitaneado pela talentosa Kim So-hyeon-ISchool 2015 é uma produção que merece ser vista, pelo público jovem, ou por quem tenha interesse em conhecer os bons atores da nova geração...


Cheer Up! (KBS, 12 episódios), com Jung Eun-ji, Lee Won-geun, Ji Soo.

Não satisfeita em ficar apenas com sua franquia ‘School’, a KBS foi a cata de mais uma leva de jovens talentos, para produzir o drama escolar Cheer Up! Infelizmente o resultado é bem mais irregular que o de School 2015. No entanto, o público pré-adolescente deve apreciar a beleza e o talento do elenco masculino, nas figuras de Lee Won-geun e Ji Soo. Se você ainda não conhece os dois rapazes, corra atrás, pois eles já estão migrando para o primeiro time de jovens atores coreanos.


Answer Me 1988 (tvN, 20 episódios), com Park Bo-geom, Ko Gyeong-pyo, Hyeri.

A franquia de sucesso da tvN ‘Answer Me...’ volta para contar a estória de uma turma que viveu intensamente os anos 80. A tvN também encontrou uma fórmula de trazer o público adolescente (e um pouco mais antenado) para a emissora, enquanto desenvolve o talento de atores pouco conhecidos, mas de grande futuro. Como todos os produtos do canal, um drama para um público diferenciado, muito mais crítico e exigente.


I Remember You (KBS, 16 episódios), com Seo In-guk, Jang Nara, Park Bo-geom, Choi Won-yeong.

Foi em Answer Me 1997 que Seo In-guk e Jung Eun-ji, dois cantores pop de sucesso foram revelados como atores. Mas, se Jung Eun-ji não tem tido tanta sorte como atriz, Seo In-guk tem tido um saldo muito positivo em sua carreira tespiana. I Remember You é um thriller inteligente, envolvente, e com um elenco irretocável. Mesmo assim, não teve uma audiência à altura de suas qualidades... Este realmente não foi o ano do canal KBS. Leia meu comentário sobre o drama aqui: I Remember You.


The Girl Who Sees Smells (SBS, 16 episódios), com Park Yoo-chun, Shin Se-kyeong, Namgung Min.

O canal SBS também tentou investir no que venho chamando de “thriller romântico” (Healer e Pinocchio são bons exemplos, todos muito comentados online, mas fracassos de audiência em seu país), com The Girl Who Sees Smells, mas, como a KBS e seu I Remember You, não foi bem sucedido. The Girl Who Sees Smells é um drama adorável: romântico, repleto de suspense, e com um grande (e super sexy) vilão, o ator Namgung Min. Diversão garantida!
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