28 de ago de 2015

Os Românticos Políticos dos Dramas


Entre os dramas que têm as profissões como tema central, existem os favoritos do público, tanto por seu apelo social - a lei (policiais e advogados), ou a medicina,-  como pelo glamour -, e aí podemos pensar, por exemplo em moda, culinária ou arquitetura. Os dramas políticos, por outro lado, não são tão comuns ou populares, muito em razão da complexidade e aridez do tema. No entanto, os dramas que falam diretamente sobre política costumam ser surpreendentemente divertidos e envolventes. Assistindo o drama atual Assembly (KBS2), um intenso e ao mesmo tempo satírico retrato do dia-a-dia no parlamento sul-coreano, resolvi relembrar outras séries que tiveram a política como pano de fundo.

Nos dramas, os políticos costumam ser (muito) mais idealistas, românticos e bonitos que os da vida real. Ainda bem, já que a política não é o assunto mais sexy do mundo... Mesmo assim, não é bom que se fuja demais da realidade, pois uma boa dose de senso crítico sempre é bem vinda. E o tom de denúncia e crítica é muito bem dosado em Assembly, que, sem levantar bandeiras (à esquerda ou à direita) consegue mostrar as imensas dificuldades de um legislador novato em fazer política com honestidade. “O inferno está cheio de boas intenções”, é um ditado que cabe como uma luva no mundo da política... Entre os discursos inflamados nos palanques, e os interesses pessoais dos políticos, existe um abismo infinito - é a lição que o deputado Jin Sang-pil (Jeong Jae-young) não demora a aprender. Mas não é fácil para um homem antes acostumado a lutar por direitos trabalhistas, à frente de um sindicato operário, aceitar a dura realidade das tramoias sórdidas da política. E, tristemente, parece só haver dois caminhos: juntar-se à maioria, ou render-se e renunciar. Como seria bom se existissem mais homens como Jin Sang-pil, que veem a política como um meio de trazer melhorias sociais reais e urgentes. Com o apoio da assessora Choi In-gyeong (Song Yoon-a) e do jovem Kim Gyu-hwan (Taecyeon), Jin Sang-pil almeja a política que faça diferença na vida do povo de seu país. Ingênuo? Idealista? Certamente, mas é estranhamente um espetáculo emocionante e enaltecedor, como ver um super-herói derrotar os maiores vilões.


Assembly, KBS2, 2015, 20 episódios.

Não é muito fácil imaginar um grande romance florescendo dentro das frias paredes de mármore do congresso, ainda mais entre parlamentares de partidos ideologicamente opostos. Mas é o que acontece em All About My Romance, e o resultado é uma comédia romântica das mais saborosas. Sin Ha-gyoon é Kim Soo-young, um ex-juiz, em seu primeiro mandato como deputado representante de um partido conservador. Lee Min-jeong é No Min-young, que entra na política meio que por acaso, ao substituir a irmã falecida, que pretendia concorrer à presidência do país. Não demora muito para que Soo-young e  Min-young  passem de inimigos políticos, a parceiros no amor.. O problema é enfrentar a forte oposição política a este grande amor... Eu votaria em Sin Ha-gyoon para presidente, sem pestanejar!


All About My Romance, SBS, 2013, 16 episódios.

The City Hall, além de ser um dos melhores dramas de todos os tempos, é um dos poucos que consegue transformar a política num tema atraente. Ou talvez seja o ‘power couple’ Kim Seon-ah e Cha Seung-won que torne fascinante até mesmo acompanhar uma campanha eleitoral... Jo Gook (Cha Seung-won) é o deputado que chega a uma modesta cidade litorânea com o propósito de transformar Shin Mi-rae (Kim Seon-ah) em testa-de-ferro de seu partido, à frente da prefeitura... Só que o pobre Jo Gook acaba tendo seu coração flechado pela adorável caipira Mi-rae. Não é preciso gostar, ou entender de política para cair de amores por este drama. Simplesmente essencial!


The City Hall, SBS, 2009, 20 episódios.

Change é um drama político protagonizado pelo mega ídolo pop Kimura Takuya (Hero), onde ele interpreta ‘apenas’ o Primeiro Ministro do Japão. Quem está familiarizado com os dramas japoneses sabe que muitas vezes a pieguice chega a ser constrangedora... No caso de Change, o tom melodramático passa da conta, pois tratar de política com tanta ingenuidade é, no mínimo, desprezar a inteligência do espectador. Então, porque mencionar um drama com um roteiro tão tolo? Simplesmente porque, para quem é fã de Kimutaku, qualquer oportunidade de vê-lo atuando é um presente. Além do mais, o elenco todo é excelente, com destaque para o sempre charmoso Abe Hiroshi (Shinzanmono) e a adorável Fukatsu Eri (Slow Dance).


Change, Fuji TV, 2008, 10 episódios.

Um drama recente que trabalhou muito bem a conexão entre a justiça e a política é Punch, com Kim Rae-won (Gourmet) e Kim A-joong (Sign). Neste drama vemos o quanto a política pode corromper os demais poderes, e quanto isso pode enfraquecer um país, e prejudicar os seus cidadãos. Realmente, Punch é um drama que deve agradar mais aos fãs de tramas políticas do que os interessados em dramas legais. Mesmo assim, quem simplesmente aprecia um bom thriller, Punch traz uma boa dose de adrenalina à telinha. Um dos melhores dramas do ano!


Punch, SBS, dez/2014 a fev/2015, 19 episódios.

A maioria dos dramas épicos, os chamados ‘sageuk’, tem como pano de fundo as batalhas pelo poder dentro das cortes reais. Mas Hwajung (Splendid Politics) é um dos poucos dramas do gênero que enfoca diretamente a política praticada na época, no caso, na Dinastia Joseon. Em Hwajung temos o ponto de vista de um príncipe, Gwanghae (um espetacular Cha Seung-won), cujo único propósito na vida é ser rei. No entanto, quando seu sonho se torna realidade, todo o peso e a solidão do poder recaem sobre seus ombros. Gwanghae é um rei aprisionado entre as disputas internas pelo poder, e as invasões bárbaras ao pequeno reinado de Joseon. Os reis da época não desfrutavam do poder absoluto, como se pode imaginar, mas dependiam da aprovação dos ministros, nobres e até mesmo dos invasores – nesta estória, o período das insistentes e cruéis invasões das tribos chinesas. Hwajung é um drama muito bonito, como um tom hamletiano, e com Cha Seung-won mais lindo do que nunca, como o melancólico rei Gwanghae.

 
Hwajung, MBC, 2015, 50 episódios.

Outros dramas coreanos que misturam política ao enredo, em maior ou menor dose, e que podem lhe interessar: Three Days, com Park Yoo-chun, como o guarda-costas do Presidente; Queen of Ambition, com Soo Ae como a primeira-dama do país; Dae Mul, Go Hyeon-jeong é a primeira mulher presidente da Coréia do Sul; King 2 Hearts, com Lee Seung-gi como o príncipe que se casa com uma norte-coreana.

19 de ago de 2015

I Remember You (drama, 2015)



País: Coréia do Sul
Gênero: Thriller, Policial, Drama
Duração: 16 episódios
Produção: KBS2

Direção: Kim Jin-won-I, No Sang-hoon
Roteiro: Kwon Ki-yeong

Elenco: Seo In-guk, Jang Nara, Choi Won-yeong, Park Bo-geom, Lee Cheon-hee, Min Seong-wook, Lim Ji-eun, Do Kyeong-soo, Jeon Kwang-ryeol, Kim Jae-young, Son Seung-won.

Resumo

Um especialista em perfis criminais e uma detetive de polícia se unem na caça de um perigoso assassino serial.

Comentário

Parece que os coreanos inventaram (ou ao menos aprimoraram) um novo gênero, o thriller romântico (ou romance policial, como queira). Neste gênero, o romance floresce em meio a perseguições policiais, tramas de vingança e/ou terror. Aqui, nossas heroínas não precisam temer ex-namoradas vingativas, ou sogras malvadas, mas precisam ajudar seus amados a derrotar os mais perversos inimigos – o que requer alto treinamento em artes marciais, e tiro ao alvo, só para começar! Saltos altos e bolsas de marca são substituídos por tênis de corrida e mochilas... Não é fácil a vida de uma protagonista de um drama policial!

Intrigante mesmo é a insistência no gênero, já que os dramas que seguem esta onda não tem tido uma recepção tão boa quanto se poderia esperar. Parece que a audiência ainda segue muito apegada ao makjang, e à comédia romântica clássica. Pinocchio, Healer e The Girl Who Sees Smells são exemplos de últimas incursões no gênero -, dramas muito bem executados, mas que não animaram muito o público coreano. Por outro lado, o povo da internet acolheu com entusiasmo os dramas acima citados, e especialmente o recém-finalizado I Remember You.

Com a direção segura da dupla Kim Jin-won-I (Nice Guy) e No Sang-hoon (Queen of Office) e um elenco charmoso, e notadamente talentoso, I Remember You tinha tudo para ser um grande sucesso para o canal KBS. Nem mesmo a qualidade do roteiro, a cargo do jovem Kwon Ki-yeong (All About My Romance, Protect the Boss) serviu para seduzir a audiência, ultimamente mais afeita aos shows de variedade, e à TV por demanda.

É uma pena mesmo, pois I Remember You é um drama acima da média, com uma trama muito bem desenhada, sem apelar para os excessos comuns ao gênero do suspense. O primeiro ponto positivo do drama é que a trama central é acompanhada de sub-tramas – a cada dois episódios, outros crimes são resolvidos, e estes, ao mesmo tempo, servem como peças que nossos heróis vão encaixando no quebra-cabeça central, que á a busca ao vilão Lee Joon-young (interpretado na juventude por Do Kyeong-soo, de It´s Ok, That´s Love).

Seo In-guk (King of High School) volta ao modo ‘suave’ (como visto em The Master´s Sun) ao encarnar Lee Hyeon, um homem torturado por uma grande tragédia familiar do passado. Lee Hyeon é um respeitado especialista em perfis psicológicos de criminosos, que migrou para os EUA há muitos anos, onde presta consultoria, dá aulas e escreve livros sobre o tema. Uma correspondência misteriosa o traz de volta à Seul, e ele passa a auxiliar a policia na resolução de vários crimes.

Uma pessoa que conhece muito bem o passado de Lee Hyeon é a detetive Cha Ji-an (Jang Nara, de Fated to Love You), embora ele não pareça lembrar-se dela. Ji-an seguiu a carreira policial por não conseguir superar a perda do pai, desaparecido quando ela era criança.

De volta ao país, o primeiro crime a atrair a atenção de Lee Hyeon é uma série de assassinatos de mulheres, e o principal suspeito é um empresário, que parece achar que o dinheiro pode mantê-lo acima da justiça. Seu advogado é Jeong Seon-ho (Park Bo-geom, de Admiral: Roaring Currents, Tomorrow Cantabile), um jovem ambicioso, acostumado a enfrentar casos polêmicos.

Lee Hyeon conhece muitos policiais veteranos, colegas de seu pai, Lee Joong-min (Jeon Kwang-ryeol, de Sign), psicólogo que avaliava a sanidade mental de criminosos perigosos. Após a morte trágica do pai, e o desaparecimento do irmão caçula, Lee Hyeon foi criado pela chefe de polícia Hyeon Ji-soo (Lim Ji-eun , de The King´s Face).

Apesar de ser contratado como consultor da equipe especial do departamento de homicídios de Seul, Lee Hyeon não faz questão de se entrosar com os colegas, já que seu único objetivo é encontrar o assassino de seu pai. Kang Eun-hyeok (Lee Cheon-hee, de Dating Agency Cyrano), o líder, e o resto da equipe, Son Myeong-woo (Min Seong-wook, de Pinocchio), Choi Eun-bok (Son Seung-won, de Healer) e Min Seung-joo (Kim Jae-young, de No Breading, Blade Man), admiram a genialidade de Lee Hyeon, mas odeiam seu ar esnobe e pouco amistoso. Os únicos que parecem compreender e aceitar o caráter peculiar do rapaz são a policial Cha Ji-na, e o médico legista Lee Joon-ho (Choi Won-yeong, de 3 Days, The Heirs).

Minha preocupação inicial em ver Seo In-guk contracenando novamente com uma noona (após tão pouco tempo passado de King of High School) foi substituída pela satisfação em ver a boa parceria que o ator estabeleceu com Jang Nara. A atriz, com seu rostinho angelical, às vezes parece até mais jovem que Seo In-guk.

Por outro lado, provavelmente porque o roteiro foi escrito por um homem, as emoções que afloram a partir dos relacionamentos masculinos são muito mais intensas... O triângulo entre Park Bo-geom, Seo In-guk e Choi Won-yeong é mais complexo e turbulento que muitos romances tradicionais vistos nos dramas coreanos. Choi Won-yeong parece divertir-se imensamente em interpretar o misterioso Lee Joon-ho, e ele sabe muito bem como mexer com a insegurança do espectador. Agora, sem dúvida alguma, a melhor surpresa deste drama é Park Bo-geom, que, como um jovem e malicioso Puck, nos enfeitiça com seu sorriso encantador. E Seo In-guk, ou melhor, Lee Hyeon, passa por muitos apuros até finalmente lembrar-se deste sorriso...

Concluído este ótimo trabalho, só resta torcer para que Seo In-guk fique bem longe dos sageuks (The King´s Face), e quem sabe volte em breve com uma bela comédia romântica!

7 de ago de 2015

Mask (drama, 2015)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, suspense, romance
Duração: 20 episódios
Produção: SBS TV

Direção: Boo Seong-cheol
Roteiro: Choi Ho-cheol

Elenco: Soo Ae, Joo Ji-hoon, Yeon Jeong-hun, Yoo In-young.

Resumo

Byeon Ji-sook, fugindo do assédio de agiotas violentos, assume a identidade de Seo Eun-ha, noiva de Choi Min-woo, herdeiro de um grande conglomerado.

Comentário

Byeon Ji-sook (Soo Ae) é uma jovem trabalhadora, que sofre para pagar as dívidas de sua família. Os pais de Ji-sook administram um pequeno restaurante, e seu irmão mais novo não tem um emprego fixo. Após vários negócios fracassados do pai, ao longo dos anos, a família se afunda em dívidas com agiotas. Ji-sook trabalha como vendedora em uma boutique de um grande shopping center, e sente-se frustrada por ver seu dinheiro suado ir parar nas mãos dos cobradores, todos os meses.

Certo dia, o advogado Min Seok-hoon (Yeon Jeong-hun) vê Byeon Ji-sook, e fica admirado com sua semelhança com Seo Eun-ha (Soo Ae), sua amante, e futura esposa do herdeiro Choi Min-woo (Joo Ji-hoon). Acontece que Byeon Ji-sook trabalha exatamente no shopping que faz parte do conglomerado da família Choi. Choi Min-woo é pressionado pelo pai, o empresário Choi Doo-hyun (Jeon Gook-hwan), a casar-se com Seo Eun-ha, em troca de favores políticos de seu pai, o senador Seo Jong-hoon (Park Yong-soo).

Min Seok-hoon é casado com a irmã de Min-woo, Mi-yeon (Yoo In-young), mas não se contenta em ser apenas o advogado da família Choi. Ambicioso, ele arma um plano com Seo Eun-ha, para que ela se case com Min-woo e tome sua fortuna (por divórcio, ou coisa pior...). Mas o plano de Min Seok-hoon é frustrado com a morte súbita de sua amante. É aí que ele tem a ideia de esconder a morte de Eun-ha, e substituí-la por sua sósia perfeita, Byeon Ji-sook. Perseguida implacavelmente por violentos agiotas, a pobre Ji-sook acaba cedendo à chantagem de Min Seok-hoon, assume a identidade de Eun-ha e se casa com Choi Min-woo.

Em 2013, o roteirista Choi Ho-cheol fazia sucesso com seu primeiro drama, Secret (KBS TV). Em um meio dominado por escritoras, o jovem roteirista impressionou o público com uma versão compacta (16 episódios) dos famosos makjang – melodramas repletos de reviravoltas, e tramas absurdas. Realmente, o que mais me agradou em Secret, além do belo casal de protagonistas, foi a trama enxuta, com emoções exacerbadas, mas que não se prolongaram por cinquenta longos capítulos, como costuma acontecer com os dramas do gênero. É claro que existem bons melodramas de 50 ou mais episódios, mas, para quem não gosta, ou simplesmente não está habituado ao gênero, Secret, ou Mask, são uma boa pedida.

A segunda incursão do escritor Choi no melodrama veio acompanhada do amadurecimento em seu trabalho em muitos aspectos, especialmente na elaboração dos personagens secundários. Se em Secret, o casal de protagonistas era puro charme, seus antagonistas eram no máximo exasperantes. Cada minuto da presença dos personagens secundários parecia um tempo perdido na trama. Em Mask, por outro lado, o casal Min Seok-hoon e Choi Mi-yeon é malignamente sedutor, um caso perfeito para qualquer estudo psiquiátrico... No entanto, algumas fraquezas do escritor Choi persistem e até se agravam em Mask. Os quatro episódios a mais dados ao roteirista neste drama parecem tê-lo deixado perdido, bem como seus personagens, que dão voltas em torno de si mesmos, e acabam sempre no mesmo lugar. Por mais que o espectador releve os absurdos de uma trama clássica makjang, há um limite para tudo. Ninguém quer torcer pelos heróis da trama se eles não têm um mínimo senso de auto-preservação... A sorte do roteirista, e da produção deste drama, é que o elenco é dedicado o bastante para nos fazer querer acompanhar sua jornada até o fim. Soo Ae é uma atriz fantástica, não há como negar, e tem se especializado em papeis dramáticos (A Thousand Days´ Promise). Mesmo assim, confesso que ainda sonho em vê-la novamente em uma comédia romântica nos moldes de 9 end 2 outs, para mim até hoje o melhor papel de sua carreira. Joo Ji-hoon (Antique, Princess Hours) é um de meus atores favoritos, e por mais medíocre ou absurdo o personagem que interprete, ele sempre consegue dar o melhor de si mesmo. Ainda acho que o ator tem sido muito mal aproveitado, tanto no cinema quanto na TV (mas talvez seja culpa sua não escolher os projetos certos). De qualquer modo, presenciando a química fantástica de Joo Ji-hoon e Soo Ae, fiquei imaginando como seria maravilhoso vê-los juntos numa comédia romântica!

Por falar em más escolhas, Yeon Jeong-hun também me parece um ator que poderia escolher melhor seus trabalhos, que variam de grandes atuações, como em Love in Magic (seu melhor filme), ou Vampire Prosecutor, a fiascos como Can Love Become Money, ou Gold, Appear! Por isso, acho que Yeon Jeong-hun acertou em cheio desta vez ao aceitar o papel do vingativo advogado Min Seok-hoon. E ele pareceu desfrutar muito ao interpretar um personagem maligno, mas surpreendentemente complexo. 


E não menos intrigante é Mi-yeon, a esposa de Min Seok-hoon. A garotinha mimada Mi-yeon é um personagem que caiu como uma luva para a atriz Yoo In-young, com seu tom de voz infantil, e seu ar blasé. Sua dependência psicológica do marido a torna uma mulher tão ou mais perigosa que ele. Choi Mi-yeon é o personagem mais inquietante e perigoso da trama, pois nunca sabemos até onde seu amor obsessivo pelo marido a levará.

Enfim, Mask, apesar de todos os defeitos do enredo, ainda tem apelo o bastante para os fãs de romances épicos, e de uma boa dose de suspense.
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