30 de out de 2013

Hanzawa Naoki (drama, 2013)


País: Japão
Gênero: drama, suspense
Episódios: 10
Produção: TBS

Direção: Fukuzawa Katsuo
Roteiro: Yazu Hiroyuki, baseado em novelas de Ikeido Jun

Elenco: Sakai Masato, Ueto Aya, Oikawa Mitsuhiro, Takito Kenichi, Kitaoji Kinya, Kagawa Teruyuki, Morita Junpei, Kataoka Ainosuke, Shoufukutei Tsurube, Lily, Yamazaki Naoko.

Resumo

O herói desta emocionante estória é Hanzawa Naoki, gerente de empréstimos de um dos maiores bancos do Japão. Cedendo à pressão do chefe, ele concede um empréstimo de risco a uma empresa, cujo dono acaba declarando falência, e embolsando o dinheiro do banco. A Hanzawa só resta correr atrás do prejuízo e tentar, por conta própria, resgatar os milhões perdidos, e evitar sua demissão do banco.


Comentário

Hanzawa Naoki é uma adaptação de duas novelas do consagrado escritor Ikeido Jun. Por isso mesmo, não passa despercebido ao espectador a qualidade excepcional do roteiro deste drama. A estória é muito bem estruturada, em um thriller envolvente, com um herói cativante, algo raro de se ver hoje em dia. E a escolha do ator Sakai Masato não poderia ser mais acertada. Sakai Masato é um dos atores mais demandados pela TV japonesa, graças a papéis marcantes em dramas como Joker, ou o magnífico Legal High, já em sua segunda temporada. E em Hanzawa Naoki Sakai domina a cena do início ao fim, mesmo com um elenco grande e poderoso desfilando ao longo dos eletrizantes dez episódios da série.

Apesar do tema aparentemente árido do mundo das finanças, Hanzawa Naoki não chega a ser complexo a ponto de afugentar o espectador interessado em desfrutar de um bom thriller. Quando entra nos meandros das transações bancárias, o roteiro é muito didático, o que é ótimo, já que a maioria das pessoas não entende tanto do assunto. Mas o tema central é o da vingança pessoal e suas inevitáveis consequências.
 
 
O drama nos mostra a trajetória de Hanzawa Naoki, um homem que entrou no cruel e obscuro mundo das instituições financeiras, não para se tornar um grande executivo, mas para vingar uma tragédia familiar. Este homem é movido pela vingança e pelo ódio, mas seu comportamento pessoal é, contraditoriamente, o oposto... Hanzawa tem uma esposa bonita e sensível (Ueto Aya, a eterna Azumi), amigos fiéis, e colegas de trabalho que respeitam sua integridade e senso ético. Este é um personagem que nos provoca sentimentos conflituosos, pois sabemos que sua vendetta poderá prejudicar muitas pessoas inocentes... Mas, ao mesmo tempo, é impossível não simpatizar com uma pessoa que procura um pouco de justiça, em um mundo frio e materialista.


A estória começa na cidade de Osaka, em uma filial do Tokyo Chuo Bank. Hanzawa Naoki é responsável pelo setor de empréstimos do banco. Certo dia, o diretor do banco, Asano Tadasu (Ishimaru Kanji), pede que Hanzawa facilite um empréstimo de $500 milhões de yen para a empresa Nishi Osaka Steel. Hanzawa tenta primeiro verificar a estabilidade da empresa, mas é pressionado pelo chefe a repassar o valor imediatamente. Pouco tempo depois, descobre-se que o dono da empresa declarou falência, e embolsou o valor do empréstimo do banco. Hanzawa percebe ter caído em uma armadilha, quando Asano o acusa de ser responsável direto pelo grande prejuízo sofrido pelo banco. Desesperado, mas determinado, Hanzawa decide investigar o caso, e reaver os milhões ‘roubados’ pelo empresário, custe o que custar...


Quando se trata de suspenses, não gosto de entrar em muitos detalhes sobre o enredo, para não estragar a surpresa. Mas basta dizer que Hanzawa Naoki, além do roteiro sólido, tem uma produção digna dos grandes filmes, com destaque para a belíssima fotografia, além da atuação inesquecível de Sakai Masato.

26 de out de 2013

Watashi ga Renai Dekinai Riyuu (drama, 2011)


País: Japão
Gênero: Drama, Romance
Episódios: 10
Produção: Fuji TV

Música Tema: Love Story, por Namie Amuro
Música de abertura: Sit! Stay! Wait! Down! , por Namie Amuro

Direção: Ishii Yusuke, Namiki Michiko
Roteiro: Yamazaki Takako, Sakaguchi Riko

Elenco: Karina, Yoshitaka Yuriko, Oshima Yuko, Inamori Izumi, Tanaka Kei, Nakao Akiyoshi, Kurashina Kana, Gouriki Ayame, Koyanagi Yu, Aoyagi Sho.

Resumo

Nos dias de hoje, o que as mulheres mais desejam? Encontrar um grande amor, ter uma carreira de sucesso, ou ter amigos com quem contar nas horas difíceis? Fujii Emi , Ogura Saki e Shiraishi Misuzu  são três jovens mulheres que tentam descobrir o verdadeiro caminho para a felicidade...

Comentário

Watashi ga Renai Dekinai Riyuu (The Reason I Can't Find My Love) nos traz um tema caro aos dramas japoneses: a dificuldade de encontrar um lugar no mundo, especialmente para as mulheres. Em uma sociedade tecnológica, mas ainda extremamente machista e conservadora, ser mulher é – literalmente – padecer no paraíso. Watashi... segue o destino de três mulheres, no florescer de uma bela amizade, na descoberta do amor, e na luta por um espaço digno em suas carreiras profissionais.


Fujii Emi , Ogura Saki e Shiraishi Misuzu, as três amigas desta estória, são muito diferentes uma da outra e, a princípio, parece impossível que uma amizade verdadeira surja entre elas. Mas, quando as três passam a morar juntas – em uma bela casa antiga, emprestada pela tia de Misuzu – os conflitos, apesar de naturais, são superados pelo respeito e carinho mútuo que cresce entre as garotas.



Karina (Real Clothes, Summer Nude) é Fujii Emi, a mais velha das amigas, com 27 anos. Emi trabalha em uma companhia de iluminação de eventos. Ela não se importa em realizar tarefas pesadas, como carregar holofotes e cabos, e nem em ser a única mulher da empresa. Os colegas a tratam como um camarada, e Emi sente-se confortável neste meio... Até a volta do ex-colega e ex-namorado, Hasegawa Yu (Tanaka Kei), que havia passado alguns anos nos EUA.


Yoshitaka Yuriko (Galileo 2) é Ogura Saki, 24 anos, e a mais descontraída e falante das três amigas. Saki veio para Tóquio com o sonho de ser editora e escritora. Só que a realidade não é nada fácil e, para ajudar no sustento da mãe viúva e da irmã mais nova, Saki terá de aceitar trabalhos pouco dignos... Mas nem por isso ela abandona o sonho de ter uma carreira de sucesso. Saki proclama seu ceticismo sobre o amor... Até o dia em que conhece Shiraishi Takumi (Hagiwara Masato), o chefe da amiga Emi. Saki se apaixona antes de descobrir que Takumi é casado, justamente com Shiraishi Misuzu (Inamori Izumi), diretora de uma grande produtora de eventos. Uma observação sobre a atriz Yoshitaka Yuriko: apesar de ela ter desagradado os fãs de Galileo com sua participação desastrosa na segunda temporada do drama policial, achei que ela se saiu muito bem no papel de Ogura Saki.



Por fim, temos Hanzawa Mako (Oshima Yuko), 22 anos, uma jovem tímida e ingênua, que sonha em encontrar um grande amor, mas que sempre acaba escolhendo o homem errado (o que vai acabar lhe custando o emprego além de muita desilusão no amor). Mas é graças à forte amizade que une estas mulheres, que elas serão capazes de apoiar umas às outras, e encontrar a felicidade verdadeira.




Existe uma série de dramas japoneses que abordam os dilemas da mulher moderna, de uma forma realista, mas não menos interessante ou agradável. Já nos dramas coreanos é mais difícil encontrar temas semelhantes, embora haja algumas exceções, como, por exemplo, The Woman Who Still Wants to Marry, ou Dalja´s Spring. É por isso que, como mulher, me agrada tanto assistir este gênero de drama japonês.
 

 
Watashi ga Renai Dekinai Riyuu é mais uma boa indicação para quem gosta de acompanhar uma estória sensível sobre o dia-a-dia de mulheres vivendo dramas que poderiam ser os seus, ou os meus... Em alguma fase de nossas vidas passamos, ou passaremos por situações semelhantes às destas três amigas. A jornada de Emi, Saki e Misuzu é repleta de desafios, algumas decepções e tristezas, mas também de esperança e realização.

21 de out de 2013

My P.S. Partner (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 114 min.

Direção: Byun Sung-hyun
Roteiro: Byun Sung-hyun, Kim Min-soo-I, Kim Soo-A

Elenco: Ji Seong, Kim Ah-joong, Shin So-yul, Kang Kyeong-joon, Kim Seong-oh.

Resumo

Yoon-jeong liga por engano para um estranho (Hyeon-seong), achando ser seu o namorado, e acaba fazendo sexo por telefone com ele. Dias depois, bêbado e deprimido pelo fim de um longo relacionamento, Hyeon-seong liga para Yoon-jeong, e os dois acabam se conhecendo melhor.


Comentário

Apesar do tema picante, My P.S. Partner surpreende pelo romantismo e pela discussão séria sobre os relacionamentos complicados entre homens e mulheres. Outros filmes coreanos do gênero (como Petty Romance, ou You Pet) já tentaram misturar, sem sucesso, comédia romântica com uma pitada de sexo. Em My P.S. Partner os roteiristas acertam na dose, usando o sexo como fio condutor da estória, mas sem cair no mau gosto. O quase novato Byun Sung-hyun (diretor e roteirista de The Beat Goes On, 2010), faz um excelente trabalho, filmando com sensualidade, vibração e, ao mesmo tempo, muita leveza, as cenas de amor entre os casais. E dá para perceber a mão feminina de Kim Soo-A, co-autora do roteiro, ao criar personagens que falam e vivem como mulheres reais. Kim Soo-A é autora de outro grande filme sobre relacionamentos amorosos, The Worst Man of My Life (2007).



O elenco de apoio é discreto, mas muito divertido. O destaque vai para Shin So-yul (Ugly Alert), como So-yeon, a ex-namorada de Hyeon-seong. Apesar da osadia de suas cenas com Ji Seong, a atriz não perde a elegância, e mostra grande talento dramático. Kang Kyeong-joon (o professor de educação física de To The Beautiful You) também está muito bem no papel de Seung-joon, namorado de Yoon-jeong.
 
 
Mas é claro que as estrelas do filme são o casal central, Kim A-joong e Ji Seong. A escolha dos atores não poderia ter sido mais perfeita. Kim A-joong (Sign) prova, mais uma vez, seu talento para a comédia. Mesmo com sua beleza exuberante, a atriz não se prende ao visual, procurando sempre papeis que lhe dêem a oportunidade de mostrar sua capacidade interpretativa. Ela já tinha revelado seu lado cômico e sua bela voz no filme 200 Pounds Beauty (2006). Em My P.S. Partner ela volta a cantar, e sua voz é muito bem explorada nas falas ao telefone, criando as cenas mais excitantes e divertidas do filme. E Ji Seong (Protect the Boss) é o par perfeito para Kim A-joong, por sua naturalidade, seu ar juvenil, e seu grande talento dramático. Como Kim A-joong, ele consegue transpirar sensualidade num instante, e fragilidade quase infantil no seguinte. Ah, e ele também canta muito bem!


O filme me agradou especialmente por dar tempo para que a amizade se desenvolvesse entre o casal, para que os dois se conhecessem a fundo, antes de descobrir o amor. Primeiro veio a paixão, seguida pela amizade e, finalmente, pela descoberta de um grande amor. Uma bela comédia romântica, para aquele público cansado de ver adultos sendo retratados como pseudo-adolescentes no cinema.
 
 
Não importa que o final não seja surpreendente – afinal, é uma comêdia romântica – o que importa é o que acontece enquanto os personagens se apaixonam.

20 de out de 2013

A Semana em Review



Nos últimos dias nos despedimos de alguns dramas, e demos as boas vindas a muitos outros... O ano está quase acabando, mas algumas surpresas ainda nos esperam na dramalândia!


(Spoiler Alert) Na despedida de The Good Doctor, muitas lágrimas, mas poucas surpresas. Como diria o Bardo, “tudo está bem quando acaba bem”. A parte desinteressante deste drama médico - as intrigas sobre a venda do hospital - teve uma conclusão canhestra e pouco verossímil, mas, quem se importa?! Todos queriam saber se o Dr. Park Shi-ohn iria ficar com a Dra. Cha Yoon-seo, e se o amor dos dois seria aceito pelos colegas do hospital, amigos e familiares. O roteirista Park Jae-bum resolveu não se aprofundar no dilema familiar que, certamente, a Dra. Yoon-seo irá enfrentar no futuro... Mas também não dava tempo, a não ser que a estória se prolongasse até virar um drama de 50 capítulos. O final foi bonito e emotivo, deixando para a audiência uma mensagem edificante de amor e tolerância ao próximo. Minha única reclamação, como fã do ator Joo Sang-wook, foi empurrar para o Dr. Kim Do-han a intragável Yoo Chae Kyung (Kim Min-seo, atriz? sério?), que passou de vilã a vítima em uma piscadela. As cenas “românticas” entre os dois foram das mais embaraçosas e forçadas que já vi. Suspirei de alívio quando tudo terminou sem nenhum beijinho. Não vejo a hora de ver o anúncio da terceira temporada de Special Affairs Team Ten. Mas, sem dúvida alguma, o grande astro de Good Doctor foi Joo Won, que tem demonstrado uma maturidade e uma dedicação pouco vista em outros atores de sua geração. E a atriz Moon Chae-won dispensa comentários, com sua beleza natural e meiguice que dão credibilidade a qualquer papel que ela interprete.


Two Weeks foi o drama que veio para reiterar, caso alguém ainda tivesse alguma dúvida, o talento deste astro chamado Lee Joon-ki. O ator e cantor Joon-ki brilhou do início ao fim, entregando-se de corpo e alma ao papel do atormentado (e injustiçado) Tae-san. Joon-ki recebeu um prêmio de melhor ator este ano, pelo drama Arang and the Magistrate, e certamente vai ser aclamado no próximo ano por sua interpretação impecável em Two Weeks. O drama deu uma desacelerada no final, o que gerou certa estranheza, depois de dezoito episódios de muita correria e grandes emoções. Mas acho que o desfecho foi satisfatório para os personagens, e coerente com o enredo. Como é bom assistir um drama tão bem escrito, dirigido e com um elenco tão afinado. Two Weeks merece estar no topo da lista dos melhores do ano...


Assim como o drama Two Weeks será lembrado pela magnífica atuação de Lee Joon-ki, The Master´s Sun, em minha opinião, não teria o mesmo charme sem a presença de So Ji-sub. Engraçado que o próprio ator comentou não saber possuir um lado “cômico” e, realmente, ele se saiu surpreendente bem no papel do ‘chaebol’ Joo-goon. O par romântico com Kong Hyo-jin não foi eletrizante, mas foi agradável e divertido, graças à leveza da estória. A verdade é que poucas vezes senti tanta pena dos atores, como neste drama, por terem de pronunciar frases tão tolinhas e sem sentido. A conclusão a que cheguei foi que, se os personagens fossem pré-adolescentes, ao invés de adultos, este drama teria sido brilhante. Para variar, as irmãs Hong quase derrapam na conclusão do drama, que vinha num ritmo bem tranquilo... Foi por pouco! Mas (ufa) todos viveram felizes para sempre! E So Ji-sub saiu-se vitorioso, com uma atuação elogiada, e ainda mais amado por suas fãs (suspiros).

As estreias que acompanhei até agora foram as de The Heirs, Marry Him If You Dare, e Medical Top Team.


Medical Top Team foi a menos impactante até agora, mas ainda estou apostando na habilidade reconhecida da roteirista Yoon Kyung-ah, de Brain. Acontece que o elenco não me entusiasma nem um pouco, especialmente Kwon Sang-woo e Jung Ryeo-won. Mas vou continuar conferindo o drama por meu querido Joo Ji-hoon (The Devil), e porque sempre é bom ter um drama médico na agenda...


The Heirs (The Inheritors) estreou com pompa, circunstância e enorme expectativa... Se todo o frisson em torno do drama adolescente é justificado, ainda é cedo para confirmar. Os primeiros quatro episódios serviram para colocar em desfile o grande elenco (ou quase todo ele; imagino que faltem alguns personagens que irão frequentar o campus escolar). Apesar das paisagens deslumbrantes da ensolarada Califórnia, foi com alívio que vimos o casal central cruzar o pacífico de volta para casa. O episódio 4 foi o mais divertido e segurou a audiência até o último segundo, na torcida pelo reencontro do herdeiro Kim Tan com sua cinderela, Eun-sang. Quem conhece bem o trabalho da roteirista Kim Eun-sook deve estar estranhando o ritmo lento do drama nestes primeiros capítulos. Poderia ser uma questão de insegurança com o tema novo para ela (adolescência e drama familiar), mas acho que não é o caso. Kim Eun-sook não é escritora de se intimidar com um desafio, e imagino que ela queira diferenciar seu drama de tantos outros que já passaram pela TV (e as comparações com Boys Over Flowers e o original, Hana Yori Dango surgiram antes mesmo da estreia de Heirs). Restrições à parte, Heirs tem uma produção impecável, e um elenco invejável, não só pelo quesito beleza como pela qualidade de seus atores. Lee Min-ho, mais próximo da maturidade dos 30, do que da adolescência, consegue imprimir uma melancolia e uma suavidade romântica ao personagem – como um Hamlet que fosse parar por acidente no conto de fadas da Cinderela. Por sinal, Kim Eun-sook continua com seu hábito de incluir referências, mais ou menos cifradas, a livros – “Sonhos de Uma Noite de Verão” e “Cinderela” parecem ser seus fetiches em Heirs. Muito discutiremos ainda sobre este drama... Quais foram suas primeiras impressões?


Marry Him If You Dare é outro drama muitíssimo esperado, especialmente para quem aguardou 5 anos pelo retorno de Lee Dong-geon. E podemos garantir que valeu o sacrifício, já que o ator voltou mais bonito, e atuando melhor do que nunca. E vê-lo como par romântico de Yoon Eun-hye, é como receber um presente de Natal adiantado. Os dois primeiros episódios de Marry Me... já deram o tom do drama, que tem a clara ambição de ser inovador, mesmo com um tema tão batido como o da viagem no tempo. Com clara influência dos quadrinhos (manhwa), as imagens estão repletas de animações que saltam na tela, onomatopeias e cortes ágeis; um trabalho extremamente elaborado por parte da produção deste drama. O elenco, como era de se esperar, também parece ter se preparado muito bem, com destaque para Yoon Eun-hye, uma das atrizes mais talentosas da TV coreana. Muito profissional e compenetrada, Yoon Eun-hye está sempre pronta para aceitar novos desafios como atriz... E consegue manter o charme mesmo com um penteado bizarro (sugestão dela, por sinal) como o da personagem Na Mi-rae.

Ainda falaremos muito sobre estes novos dramas; por enquanto fica aqui a sugestão de dar uma conferida nestas novidades, e escolher as suas favoritas. Até mais, e bons dramas!

15 de out de 2013

Dancing Queen (filme, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama, comédia, musical
Duração: 124 min.

Direção: Lee Seok-hoon
Roteiro: Lee Seok-hoon, Park Soo-jin

Elenco: Uhm Jung-hwa, Hwang Jung-min, Lee Han-wi, Jeong Seong-hwa, Ra Mi-ran, Lee Dae-yeon, Jeong Gyoo-soo, Oh Na-ra, Choi Woo-ri, Han Soo-ah.

Resumo

Jung-hwa, quando jovem, era conhecida como a “Madona de Shinchon”, por chamar a atenção dançando nas pistas das boates locais. Agora, casada e mãe, ela recebe uma proposta única para se tornar uma artista pop. Mas alcançar este sonho antigo parece ser impossível, já que seu marido resolveu concorrer a prefeito da capital do país.


Comentário

Jung-hwa (Uhm Jung-hwa) e Jung-min (Hwang Jung-min) se conheceram na infância e, anos depois, já adultos, voltaram a se encontrar, e acabaram se casando e tendo uma filha.


Quando jovem, Jung-hwa sonhava em ser uma estrela pop, mas o casamento acabou com este sonho. Jung-hwa sustentou seu marido por anos, até ele finalmente conseguir passar no exame da ordem e tornar-se um advogado, aos 35 anos de idade. Mais alguns anos se passaram até Jung-min conseguir abrir seu próprio escritório, mas a situação financeira da família não melhorou muito. Jung-min só consegue pegar causas menores, de lucro mínimo. Por isso, a familia depende da ajuda do sogro para pagar suas despesas. Jung-hwa é professora de aeróbica em uma academia de ginástica. Ela ainda ama dançar e cantar.


Um dia, por acaso, Jung-min salva um homem de ser atropelado pelo metrô, e fica famoso nacionalmente. Por seu gesto “samaritano”, o advogado torna-se uma celebridade da noite para o dia, e é convidado a participar de programas de auditório e eventos esportivos. Ele acaba atraindo a atenção de um partido político, que o vê como potencial candidato a prefeito de Seul nas próximas eleições.


Enquanto isso, a melhor amiga de Jung-hwa, a cabelereira Myung-ae (Ra Mi-ran) a convida a fazer um teste para um programa de talentos na TV. Elas ensaiam uma coreografia, enquanto tentam perder alguns quilinhos extras.

 
As amigas não passam na audição para o show, mas um velho conhecido de Jung-hwa, Han-wi (Lee Han-wi) a vê na TV. Han-wi trabalha em uma agência de talentos, e está investindo em um grupo pop feminino. Quando uma das componentes do grupo é demitida, ele resolve convidar Jung-hwa para fazer parte das "Dancing Queens".


Quando o marido de Jung-hwa resolve concorrer ao cargo de prefeito de Seul, os sonhos dela parecem fadados, mais uma vez, ao fracasso. Como ela poderá conciliar a função de esposa de político, com a de estrela pop? Se os eleitores e o partido de Jung-min descobrirem, será um grande escândalo, e a carreira política dele estará encerrada, antes mesmo de começar.


O diretor Lee Seok-hoon (The Pirates, 2013) e o roteirista Park Soo-jin (The Spy, 2013), têm experiência com comédias, e Dancing Queen tem uma boa dose de humor, ainda que entremeada de um melodrama por vezes piegas. Se o resultado final é positivo, é graças ao brilho e ao talento de Uhm Jung-hwa. É difícil imaginar outra atriz coreana interpretando com tanta veracidade, sinceridade e paixão o personagem da dona-de-casa e bailarina amadora Jung-hwa. Não sei qual o motivo que levou os roteiristas a batizar os personagens com os mesmos nomes dos atores, mas parece natural que atriz Jung-hwa convença tanto no papel da bailarina frustrada Jung-hwa. Já quarentona, mas com um corpo de dar inveja a qualquer jovenzinha, Uhm Jung-hwa esbanja sensualidade, e mostra um talento impressionante como bailarina. Ela consegue ser sexy sem ser vulgar, divertida sem ser caricata – Jung-hwa já havia demonstrado seu timing para a comédia no ótimo drama He Who Can´t Marry.


O problema em criar-se um personagem tão brilhante, é que ele acaba por ofuscar os demais, o que inclui, neste caso, o marido Jung-min. O ator Hwang Jung-min (Unjust, Black House) interpreta muito bem o advogado (chará) Jung-min, mas seu personagem nunca consegue criar tanta empatia quanto o de Jung-hwa. O sotaque (característico do litoral) de Jung-min dá nos nervos, e seu comportamento machista com Jung-hwa o torna um tanto antipático para o público feminino. Felizmente, ele vai mudando com o tempo, e acaba se redimindo com a mulher, e com a audiência.


Apesar de alguns pequenos deslizes, e do prolongamento desnecessário de algumas situações, Dancing Queen é uma das melhores comédias coreanas dos últimos tempos. A atriz Uhm Jung-hwa não recebeu tantos prêmios quanto merecia por este papel, mas certamente terá admiração e o reconhecimento eternos dos fãs. E quem tiver curiosidade de vê-la em um papel completamente diferente deste, recomendo o thriller Best Seller. Dancing Queen é uma comédia bem “família”, para dar boas risadas e se emocionar na medida certa. Assista!

10 de out de 2013

Unexpected You (drama, 2012)


País: Coréia do Sul
Gênero: drama familiar
Duração: 58 episódios
Produção: KBS TV

Direção: Kim Hyoung-seok
Roteiro: Park Ji-eun

Elenco: Kim Nam-joo, Yoo Joon-sang , Yoo Yeo-jeong, Kang Boo-ja, Jang Yong, Kim Sang-ho, Yang Jeong-ah, Jo Yoon-hee, Oh Yeon-seo, Lee Hee-joon, Kim Yeong-ran.
Han Man-hee.

Resumo

A produtora de dramas Cha Yoon-hee se considera uma mulher de sorte por ter se casado com o médico Terry Kang, filho de família adotiva, e criado nos Estados Unidos. Para Yoon-hee, que sempre sofreu com os conflitos da própria família, não ter sogros por pertos é uma verdadeira bênção. Até que o destino resolve reunir Kang e sua família biológica... E a vida do casal nunca mais será a mesma!


Comentário

A maioria dos fãs de dramas coreanos está habituada com o formato curto do gênero, que varia entre 16 e 24 episódios (com algumas exceções, como em alguns dramas épicos). Já os dramas de final de semana, que costumam ter 58 episódios, ou mais, podem parecer (e muitas vezes são mesmo) um tanto exaustivos para o espectador. Quem não suporta novelões costuma ter um preconceito natural com o gênero. Recheados de conflitos familiares intermináveis, os melodramas coreanos tem o grande desafio de manter o interesse do público ao longo de 2 ou 3 meses de duração das tramas. Mas, de vez em quando, aparece algo novo e refrescante, e que vale a pena conferir, como é o caso de Unexpected You (também chamado My Husband Got a Family, ou ainda You Rollen In Unexpectedly).


E porque dar uma chance a este drama de 58 episódios? Os motivos são vários, a começar pela roteirista. Este foi o primeiro desafio de escrever um drama longo para Park Ji-eun, já conhecida e respeitada pelos dramas Queen of Housewives (2009 – 16 episódios), e Queen of Reversals (2010 – 31 episódios), ambos estrelados por Kim Nam-joo. Em Unexpected You ela repete a parceria de sucesso com Kim Nam-joo, e agrega mais uma dezena de atores de gabarito, como Yoo Joon-sang , Yoo Yeo-jeong e Lee Hee-joon. A estratégia de sucesso de Park Ji-eun foi escrever esta peça como se fosse um drama normal (de curta duração), o que envolve preservar diálogos inteligentes, realistas, e manter um ritmo ágil e ao mesmo tempo leve. Pensando bem, não é uma tarefa nada fácil, com tantos personagens, tantos conflitos paralelos, manter a trama interessante, sem cair no trivial. Nestas horas, o casting conta muito, pois também não adianta ter diálogos brilhantes, se os atores não têm poder para interpretá-los convincentemente.
 
 
Já assisti uns poucos makjung, e o que mais cansa nestes melodramas são alguns personagens secundários, que estão presentes apenas para ajudar a preencher o tempo, e que não acrescentam nada à estória – nesta hora o fast forward funciona que é uma beleza. Mas posso garantir que este não é o caso, em Unexpected You, onde todos os personagens têm motivo para estar ali, e nunca perdemos o interesse em acompanhar suas vidas. Afinal, não adianta seguir um drama familiar, se o interesse é ver apenas o casal centrar.


A fantástica atriz Kim Nam-joo é Cha Yoon-hee, uma mulher madura, trabalhadora, que se casa com Terry Kang (Yoo Joon-sang, do filme Ha Ha Ha, e do recente drama The Secret of Birth), um médico que nasceu na Coréia do Sul, mas que foi criado nos EUA, por pais adotivos. Terry não tem lembrança dos pais biológicos, e não sabe como foi parar em um orfanato, aos cinco anos de idade.


Yoon-hee tem uma rotina diária estressante, trabalhando como produtora de dramas (o que gera muitas piadas internas com o meio artístico). Além disso, Yoon-hee tem de lidar com os problemas financeiros de sua família, que inclui sua mãe, Han Man-hee (Kim Yeong-ran), e seus dois irmãos, Cha Se-joong e Cha Se-kwang. E é por causa de um dos muitos investimentos descabidos do irmão mais velho, que Yoon-hee e o marido perdem dinheiro e têm de se mudar para um apartamento mais simples, com um aluguel mais em conta. Por força do destino eles vão ser inquilinos justamente dos pais biológicos de Terry Kang. Depois de muitas confusões, ele irá descobrir que seu nome de batismo é Bang Gwi-nam, e que faz parte de uma grande família, composta de pais, uma avó, três irmãs e uma sobrinha.


Bang Jang-soo (Jang Yong) e Eom Cheong-ae (Yoo Yeo-jeong, a rainha mãe de King 2 Hearts) são os pais de Gwi-nam, proprietários de uma padaria. Depois de perder o filho, eles tiveram mais três filhas, Bang Il-sook (Yang Jeong-ah), Bang Yi-sook (Jo Yoon-hee, de Lie to Me, Nine, Scandal) e a caçula, Bang Mal-sook (Oh Yeon-seo). Bang Il-sook é a única que mora fora de casa, casada com um gerente de restaurante, e com uma filha de 7 anos.


Bang Yi-sook trabalha com marcenaria, e tem um jeito de moleca, que não leva desaforo para casa.



Bang Mal-sook é o oposto da irmã; fútil e namoradeira, trabalha como secretária em uma clínica de cirurgia plástica.


No prédio da família ainda moram a avó paterna, Jeon Mak-rye (Kang Boo-ja), e os agregados, Bang Jeong-bae (o grande ator Kim Sang-ho, de TEN) com a esposa e o filho adolescente.


Ainda é preciso destacar a presença do carismático Lee Hee-joon (Marriage Blue, The Flu), como o chaebol Cheon Jae-yong (meu personagem favorito na estória), e de Kim Won-joon, como o ex-astro pop Yoon Bin - dois atores que trazem uma dose extra de charme e humor ao drama.
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