22 de dez de 2011

Os Bons, os Maus e os Favoritos (Dramas de 2011)



Um resumo dos dramas mais marcantes de 2011, segundo THC.

Perdi um tempo que eu não tinha essa semana, mas não resisti em ler (nos blogs que sempre acompanho) algumas retrospectivas dos dramas que passaram neste ano de 2011. Na verdade o que eu buscava não era saber o que foi bom para os outros, mas sim (de forma egoísta, reconheço) encontrar quem compartilhasse da minha opinião sobre os melhores (e piores) deste ano, entre um cardápio tão variado de séries (coreanas e japonesas). Mas como os gostos pessoais são sempre muito variados, é impossível encontrar reações iguais, especialmente quando se fala de produtos culturais, como filmes e séries de TV. E o pior, nem sempre é agradável ouvir (ou ler) alguém ‘detonando’ aquele drama que te emocionou tanto: “Como podem criticar o ator ‘x’, ou desprezar a obra-prima da roteirista ‘y’?!”. Aliás, acho que esse ano foi um dos mais atípicos nesse sentido, pois não consegui detectar um drama sequer que tenha sido consenso entre os fãs do gênero.

Falando exclusivamente do que eu consegui assistir até o final, certamente boas lembranças vão ficar, mas não tantas como as do ano de 2010 (Chuno, Secret Garden, só para lembrar de dois exemplos). E com o risco certo de desagradar a muitos, também tenho de apontar as minhas principais decepções. O que mais lamento foi ter perdido tempo com alguns dramas taiwaneses, pois sua qualidade está anos luz atrás da produção coreana e japonesa de TV. Atraída pelos comentários positivos de várias blogueiras, assisti uma boa parte dos dramas Love Keeps Going e Drunken To Love You. O primeiro tinha um casal bonitinho (Cindy Wang e Mike He), mas o nível de atuação era abaixo do sofrível. Se alguma coisa se salva é a canção tema “Don´t Cry” – Cindy Wang tem uma belíssima voz.



A segunda, Drunken to Love You, foi uma febre entre os fãs de dramas, principalmente pela presença carismática do ator Joseph Chang. A Atriz Rainie Yang foi a mulher mais invejada do ano por poder contracenar com esse homem maravilhoso! Para ver pulando as partes em que Chang não aparece.


Dos poucos dramas japoneses que vi (infelizmente o tempo foi curto) em 2010, os melhores foram os dramas colegiais, surpreendente, pois não tenho muita paciência com temas adolescentes. AsukoMarch!, já comentado aqui, é divertido, emocionante, e tem um elenco jovem adorável. Outro elenco adorável é o de Hana Kimi Remake. Apesar dos fãs da série original terem torcido o nariz para essa refilmagem, é puro mau humor, pois quem gosta de uma boa comédia escolar tem diversão garantida. E é mais uma pá de meninos lindos para alegria de qualquer adolescente (e de muitas ‘ahjummas’).


Para fechar a minha ‘trilogia’ de dramas escolares, recomendo o anime Kimi ni Todoke (Reaching You). Na verdade a primeira temporada foi ao ar no Japão entre outubro de 2009 e março de 2010. A segunda temporada passou na NTV em janeiro desse ano. Kimi ni Todoke é até hoje um mangá shojo (romance) de grande sucesso, com direito a videogame, anime e filme ‘live-action’ (com o casal Mikako Tabe e Haruma Miura). Veja primeiro as duas temporadas do anime, antes de ver o filme, pois embora este não seja de todo ruim, perde muito de sua força dramática ao resumir demais a estória do romance adolescente entre a tímida Sawako Kuronuma e o popular Shota Kazehaya.


A maior expectativa fica sempre com os dramas coreanos, seja pela qualidade das suas produções, ou pela variedade de temas e formatos. Mas as decepções não deixaram de acontecer, mesmo com dramas que teimei em assistir até o final. O drama ‘sobrenatural’ 49 Days, por exemplo, para mim foi um tanto frustrante, por vários aspectos, sendo o principal o roteiro, mas o elenco fraco também não ajudou. O princípio do enredo é muito interessante: uma jovem que entra em coma na véspera de seu casamento, e se vê, como espírito, na missão de ‘emprestar’ o corpo de outra jovem para consertar os erros cometidos em vida. Muita gente gostou de 49 Days, e o drama gerou muitos debates, inclusive sobre o seu final surpreendente. Mas o que restou como lembrança de 49 Days (e seus longos 20 episódios), para mim, foi o ator Jung Il-woo, como o inesquecível ‘Squeduler’. O garoto é mesmo impressionante, tem grande presença como ator dramático e, ao mesmo tempo tem um ótimo ‘timing’ para comédia. Quem assistiu Flower Boys Ramyen Shop, o drama seguinte de Jung Il-woo, sabe do que estou falando. Ele certamente é a grande revelação de 2011.

Outro drama que sofri (muito mais) para ver, nos seus infindáveis 20 episódios, foi Baby-faced Beauty. Esse drama também teve seus fãs e por isso, para não despertar a ira de ninguém só quero comentar sobre o desperdício dos dois atores masculinos principais, Daniel Choi e Ryu Jin. Ainda não estou certa se Choi é um grande ator, ou apenas uma figura carismática, mas acho que ele tem potencial para se transformar em um profissional de respeito. E foi o motivo, no final das contas, para que Baby-faced Beauty não tenha sido um fracasso completo. Agora, desperdício mesmo foi a presença de Ryu Jin, que tinha surpreendido positivamente público e crítica com seu papel cômico no drama Call of the Country (2010).

E por fim, The Greatest Love não me agradou (e olha que aguentei até o episódio 11), apesar de adorar o ator Cha Seung Won e ele ser literalmente o galã desse drama. Uma coisa que percebi recentemente é que existem duas correntes de fãs na dramaland: os que amam as irmãs Hong, incensadas roteiristas de dramas como You´re Beautiful e My Girlfriend is a Gumiho, e os que admiram a escritora Kim Eun Sook, de The City Hall e Secret Garden. Eu me enquadro no segundo grupo, e prefiro me lembrar de Cha Seung Won como o inesquecível Jo Gook, de City Hall.

E quais foram as boas surpresas de 2011? Bem, especialmente os dramas produzidos pela TV a cabo coreana, como:
- O thriller policial Vampire Prosecutor, que felizmente deve ter uma segunda temporada,
- A comédia (às vezes dramática) I Need Romance, que caiu um pouco de ritmo nos episódios finais, mas que no conjunto fez bonito,


- A comédia Flower Boy Ramyen Shop, mais voltada para o público adolescente, mas que agradou a quem gosta de roteiros ágeis, e pela oportunidade de ver Jung Il-woo brilhar duas vezes no mesmo ano.

E os favoritos da casa? É difícil colocar os títulos em ordem de preferência, principalmente com tantos temas diferentes sendo abordados, de investigação policial à comédia, do drama médico ao histórico, teve de tudo um pouco. Para não cometer a mesma injustiça dos eleitores do Oscar, que sempre se esquecem dos filmes que passaram no início do ano, não posso deixar de citar o drama que talvez tenha sido o meu favorito de 2011, Sign.

Sign, um drama em 20 episódios da SBS TV, é estrelado por Park Shin Yang (Painter of the Wind), que faz o papel de um médico legista que trabalha junto à polícia e promotoria para resolver crimes de homicídio. Para quem gosta do gênero policial, com uma pitada de drama e romance, é imperdível. Uma grande estória e, para mim, sem dúvida o final de drama mais emocionante do ano.


Por outro lado, num clima bem mais leve, tivemos a comédia romântica Lie to Me, também produzida pela SBS TV (16 episódios). Se não foi consenso, Lie to Me certamente foi o drama mais comentado do ano, especialmente pela química ‘explosiva’ entre o casal Yoon Eun-hye e Kang Ji-hwan. Aparentemente a troca de roteiristas no meio da produção foi a grande responsável pela queda de ritmo no drama, e o que achei lamentável foi abandonar-se os personagens secundários que eram interessantes, e poderiam ter dado mais ‘substância’ à estória. Mesmo assim, foi um dos dramas mais divertidos para mim, até mesmo na hora da tradução das legendas.


Scent of a Woman superou muitas falhas para terminar como um dos melhores dramas do ano. Pessoalmente, achei o núcleo dos personagens ‘ricos’ do drama irritante, para não dizer maçante. Este é um ponto fraco do roteirista No Ji-seol (o mesmo de Dr. Champ) que ainda precisa aprender a criar personagens secundários mais complexos e significativos para o enredo. Mas pelo menos dessa vez ele acertou no final – comovente e esperançoso na medida exata. E o que dizer de Kim Sun-ah? Ninguém poderia ter feito um maior elogio à atriz do que o seu amigo e ex-par romântico Cha Seung Won que, ao ligar para ela e cumprimentá-la pelo sucesso de Scent of a Woman, reclamou, “O que vai ser de nós, pobres atores, depois de nos depararmos com essa sua grande atuação?” Ele tem razão, Kim Sun-ah é a grande rainha do drama coreano.
E não posso esquecer de mencionar Protect the Boss, sobre o qual já falei aqui, certamente o drama com elenco mais afiado do ano e, para as românticas de plantão, talvez o único que satisfez o desejo delas de ver uma cena de casamento para fechar a estória. Que Eun Seol e Ji Heon vivam felizes para sempre na nossa memória.

O único drama histórico que pude ver em 2011 foi Deep-Rooted Tree, e por sorte, está valendo muito a pena! Apesar de alguns episódios de ritmo mais lento no começo, o terceiro ato desse drama está sendo emocionante. A qualidade do roteiro me surpreende a cada reviravolta que acontece e, apesar de ter escolhido ver Deep-Rooted Tree por causa do ator Jang Hyuk (Chuno), tenho de reconhecer que o grande personagem desse drama ‘sageuk’ é o Rei Sejong, interpretado brilhantemente por Han Suk-kyu. Han Suk-kyu certamente vai receber muitos prêmios por essa atuação. E já estão falando em uma segunda temporada para Deep-Rooted Tree. Veremos o que 2012 nos reserva!


E quem diria que 2011 iria fechar com chave de ouro?! Estou falando, é claro, do drama médico Brain (KBS2). Que Sin Ha-gyoon é um grande ator, todo mundo já sabia (Sympathy for Mr. Vengeance, No Mercy for the Rude), mas até ele se surpreendeu com o alvoroço que tem gerado (principalmente entre as mulheres) o personagem do médico temperamental e egocêntrico, Lee Kang-hoon.


Em resumo, são as lembranças mais marcantes que ficaram de 2011.
Só temos que agradecer a toda essa gente maravilhosa que produz arte da melhor qualidade, e torcer para que 2012 chegue logo, com mais bons dramas para satisfazer nossa sede infinita de assistir e de fazer, mesmo que por alguns momentos, parte desse mundo.

Sam.

16 de dez de 2011

“Santa U Are The One” MV


Após lançar o álbum colaborativo de inverno da gravadora SMTOWN, Super Junior chega com esse novo MV especial de Natal “Santa U Are The One.

“Santa U Are The One” é a faixa título do álbum “2011 SMTOWN Winter ‘The Warmest Gift”, cantado pelos 13 integrantes do grupo Super Junior. O MV ainda conta com a presença de Henry e Zhou Mi, do Super Junior M, todos cantando em inglês.

Para ir entrando no clima natalino, veja o MV muito fofo dos garotos
(eu queria ter uma miniatura de cada um para pendurar no pinheiro de natal!).

13 de dez de 2011

Novíssimos Dramas Coreanos (dezembro 2011)

O ano de 2011 chega ao final dando passagem a uma nova leva de dramas coreanos, e embora a essa altura a expectativa seja menor, algumas boas surpresas ainda podem surgir. Façam suas apostas!

Acompanhei os primeiros episódios de três novos dramas: Padam, Padam, Color of Woman e Fermentation Family.



1. Fermentation Family (ou Fermented Family, ou Kimchi Family), uma produção jTBC TV, tem como pano de fundo o tema da gastronomia, retratando uma família que administra um restaurante especializado em kimchi, no interior. O dono do restaurante é Lee Gi-chan (ator Kang Shin-il), um cozinheiro viúvo que tem duas filhas. A mais velha, que mora com ele e ajuda no restaurante, é Lee Woo-joo (Lee Min-yeong), uma jovem simples e extrovertida. A irmã mais nova é Lee Kang-san (Park Jin-hee) que trabalha como sub-chef de um restaurante chique em Seul. Depois de uma briga de família, o pai sai de casa e deixa as duas filhas sozinhas para cuidar dos negócios. Nesse meio tempo, surge um jovem misterioso, Gi Ho-tae (Song Il-gook), que está se escondendo de seu chefe mafioso. Com a ajuda do cozinheiro e antigo amigo da família Jo Mi-nam, e do rebelde (e belo) Gi Ho-tae as garotas vão tentar manter intactas as tradições culinárias da família Lee.

Um drama que eu estava esperando muito para ver, especialmente pela presença de Park Jin-hee (do drama The Woman Who Still Wants to Marry, e do filme Lost and Found) uma atriz maravilhosa, e que sempre está envolvida em produções de qualidade. E tem também o ator Song Il-gook que trabalhou em dramas como Detectives in Trouble (2011), Land of Wind (2008), e Jumong (2006). O primeiro episódio é um tanto irregular, principalmente na edição, mas também na direção (as cenas de luta dos mafiosos destoam muito das demais cenas bucólicas do interior).


Os pontos positivos são o bom elenco e, talvez o mais importante, a boa química entre o casal principal. O segundo episódio já foi bem melhor, muitos segredos do passado do gangster Gi Ho-tae já são revelados, e os personagens parecem se entrosar naturalmente. Aliás, o episódio termina com uma belíssima cena das irmãs Lee cantando juntas. Comovente.


2. Color of Woman (produção Channel A), é uma comédia romântica sobre duas amigas muito diferentes, que acabam trabalhando na mesma empresa de cosméticos. Byeon So-ra (atriz Yoon Soy) é uma jovem completamente ‘geek’, que só pensa nos estudos e é muito azarada no amor. Já a amiga e colega de quarto Wang Jin-joo (Lee Soo-kyeong) é o extremo oposto, mais preocupada com a aparência pessoal e em seduzir todos os homens bonitos que aparecem na sua frente. As duas passam a disputar o interesse do herdeiro da firma de cosméticos, Yoon Joon-soo. Mas o que Wang Jin-joo não sabe, é que a amiga So-ra e o belo Joon-soo tiveram um romance no passado, que deixou muitas cicatrizes para ambos.



Color of Woman é uma comédia divertida, mas satisfaz tanto quanto um algodão doce. É difícil dizer se a estória vai se sustentar, ou não, ao longo dos episódios. A boa surpresa é a presença da atriz Yoon Soy, que teve uma excelente estréia, no ano de 2003, em um de meus filmes coreanos favoritos, Arahan (em DVD no Brail). Já Lee Soo-kyeong (Lawyers of Korea, 2008) me parece estar dando um passo atrás na carreira com esse papel tão insípido de ‘garota sexy e burra’. Vamos torcer para que o personagem tenha chance de evoluir. Vou dar mais uma chance ao drama mais pela presença do charmoso Jae Hee, que vi pela primeira vez no filme Art of Fighting (2005, em DVD no Brasil). O ‘chaebol’ Yoon Joon-soo é um personagem interessante, meio ‘nerd’, e um senso de humor que o torna muito atraente.




3. Padam, Padam... The Sound of His and Her Heartbeats (produção jTBC TV), dos três dramas aqui mencionados, certamente o mais esperado, principalmente pelo elenco estelar encabeçado pelo carismático Jeong Woo-seong. O título longo e empolado do drama (‘padam’ quer dizer ‘bater’ em francês – como em ‘batidas do coração’) faz jus à sua grande produção. Mais uma série da TV a cabo coreana de acabamento impecável, começando pela direção, passando pela belíssima fotografia, e fechando com um roteiro de impacto.


Um melodrama que narra, em forma de fantasia ficcional, a vida de um homem, Yang Kang-chil (Jeong Woo-seong) que cumpre uma longa pena na cadeia por um crime que não cometeu. Ao receber dois dias de liberdade condicional, seu destino tem uma reviravolta ao conhecer a jovem veterinária Jeong Jina. Com a ajuda do colega de cela Lee Gook-soo (Kim Beon), que se proclama ‘anjo da guarda’ Kang-chil partirá em busca de uma segunda chance na vida. Os pontos positivos do drama, como já comentado, estão na qualidade da produção e principalmente na atuação brilhante de Jeong Woo-seong. Mas o que pode afastar, na mesma proporção que atrair muitos espectadores é tom extremamente pesado desse drama. Fiquei com a impressão que Padam, Padam poderia ter rendido um belíssimo filme, mas que talvez, como drama, faça os nossos corações baterem mais do que possam suportar.

Real Clothes (drama, 2009)


País: Japão
Gênero: romance, drama
Duração: 11 episódios
Produção: Fuji TV

Direção: Keiichiro Shiraki, Keita Motohashi
Roteiro: Satomi Oshima, baseado no mangá de Satoru Makimura

Elenco: Karina, como Kinue Amano; Hitomi Kuroki, como Miki Jinbo; Hidetoshi Nishijima, como YusakuTabushi, Sousuke Takaoka, como Tatsuya Yamauchi; Kotaro Koizumi, Natsuki Kato, Anna Nose, Yuko Mano, Erena, Akina Minami, Tomonobu Fukui.

Sinopse

Kinue é uma jovem que trabalha na seção de colchões e roupa de cama de uma grande loja de departamentos em Tóquio. Apesar de ter um emprego estável e um namorado bonito, ela não liga para a aparência pessoal, pois acha que o que conta é o interior da pessoa e não o exterior. Mas seus conceitos irão mudar radicalmente no momento em que é transferida para o departamento de roupas femininas. O novo ambiente de trabalho de Kinue respira moda e glamour, e sua chefe é Miki Jinbo, uma mulher elegante e sofisticada, que acaba de vir de Paris. Logo Jinbo vai ensinar Kinue que “o interior é refletido pela aparência exterior e, portanto, o exterior revela tudo sobre uma pessoa.

Comentário
 
No mesmo ano em que estreava no Japão o drama Real Clothes, o drama coreano Style gerava expectativas para quem gosta do tema ‘moda’.

O roteiro do drama Style (SBS TV, 16 episódios) foi baseado no romance famoso da escritora Park Yeong-ok, que retrata a vida de um grupo de pessoas que trabalha em uma revista de moda.

O drama japonês Real Clothes fala do mesmo tema, sob a perspectiva de quem produz e vende roupas.

Style foi o primeiro drama coreano que assisti, e foi uma grande decepção, não apenas para mim, mas para todos que conseguiram (à duras penas) acompanhar a estória até o fim. Enredo frouxo, elenco canastrão, nada se encaixava nessa série. Até os atores reclamaram, na época, da falta de motivação com o roteiro capenga. Por mais que o tema da moda seja atraente, não há absolutamente nada que recomende esse drama.


Já o drama Real Clothes é bem mais interessante. Mesmo não sendo uma produção brilhante, tem um elenco carismático, porções bem divididas de melodrama e comédia e ao final, deixa um gostinho de ‘quero mais’. Aliás, o final de Real Clothes, como acontece freqüentemente com os dramas japoneses, sofre de certo anticlímax. Não sei se é pela curta duração, ou pelo estilo nipônico mesmo de resolver enredos, mas o fato é que muitos dramas acabam sendo meio frustrantes para quem não está acostumado (com os dramas japoneses). Deixando de lado esse ponto (que não sei se pode ser considerado negativo, pois gosto muito dos dramas japoneses), os 11 episódios de Real Clothes são muito divertidos de se acompanhar. A grande popularidade da atriz/cantora/modelo Karina se explica totalmente ao vê-la em ação nesse drama. Ao contrário da maioria das atrizes japonesas, que tem uma aura de delicadeza e feminilidade, o estilo de Karina é bem mais despojado, e seu ar meio ‘moleque’ é irresistível. Depois de vê-la em outro papel, um pouco mais sóbrio, no drama Love Shuffle, passei a admirá-la ainda mais. A garota tem muito carisma e simpatia. E tem a grande sorte de sempre contracenar com os atores mais gatos, como é o caso do super charmoso Hidetoshi Nishijima (Boku to Star  no 99 Nichi, drama, 2011), que faz o papel do ambicioso chefe de compras YusakuTabushi. Além disso, o não menos maravilhoso ator Sosuke Takaoka (Battle Royale) é o noivo de Karina em Real Clothes.


Hidetoshi Nishijima

Link: http://bit.ly/1IIGVdx

5 de dez de 2011

Arrow, the Ultimate Weapon (filme, 2011)


País de Origem: Coréia do Sul
Duração: 122 min.
Direção e Roteiro: Kim Han-min
Elenco: Park Hae-il, Ryoo Seung-yong, Kim Moo-yeol, Moon Chae-won.

Resumo

No ano de 1636 aconteceu a segunda invasão dos bárbaros vindos da Manchúria ao território coreano. Treze anos antes, após a revolta do reino de Injo, os irmãos Nam-i e Ja-in ficam órfãos e vão morar no interior. No dia do casamento de Ja-in com Seo Goon, a vila é devastada pelos invasores, e muitos coreanos são aprisionados e escravizados. Nam-i, sozinho, parte no encalço do exército manchuriana para resgatar sua irmã e o cunhado, e chama a atenção do temido general Jyu Shinta, por sua habilidade excepcional com o arco e flecha.


Comentário

A maior bilheteria do ano de 2011 no seu país de origem (quase 8 milhões de espectadores), Arrow é um filmão. Com estrutura clássica de filme de ação, Arrow é uma dessas aventuras para se assistir sem piscar os olhos. Seus heróis são muito bons e os vilões muito maus, como devem ser numa estória dessas. Mas os personagens não são caricatos – até mesmo os bárbaros são possuídos por uma fúria e determinação que parece muito natural (e terrivelmente assustadora). Nam-i é um jovem que vive a constante tristeza pela perda do pai e, quando sua irmã se casa, ele se sente ainda mais sozinho no mundo. Apesar de ser uma pessoa simples e sem ambições, é um grande arqueiro, e é graças a essa habilidade que ele se transforma em um grande herói. Quem conhece o ator Park Hae-il, mas não sabe que ele faz parte do elenco, pode muito bem não reconhecê-lo, tal é sua transformação no papel do jovem arqueiro Nam-i. Outra atuação brilhante é do charmoso ‘ahjussi’ Ryoo Seung-yong, como o cruel general bárbaro Jyu Sinta. Outros destaques são de dois jovens atores, Moon Chae-won (como a corajosa Ja-in) e Park Ki-woong (como o príncipe Do Reu-gon), muito conhecidos pelos fãs dos dramas coreanos. Park Hae-il recebeu o prêmio de melhor ator no Blue Dragon Film Awards 2011, pelo filme Arrow.

Kim Han-min, diretor, roteirista (1969): Paradise Murderer (2006), Hand Phone (2009).

Park Hae-il, ator (1977): jovem mas já veterano ator, Hae-il é um dos atores mais respeitados e premiados do cinema coreano. Estrelou filmes como Heartbeat (2010), Moss (2010), A Million (2009), The Host (2006) e Memories of Murder (2003), entre muitos outros. É casado com a roteirista Seo Yoo-seon (“Drama Special - Ji-hoon's Born in 1982").


Ryoo Seung-yong, ator (1970): outro ator de carreira sólida no cinema e TV coreanos; pode ser visto em grandes produções como The Front Line (2011), Bestseller (2010), The Recipe (2009), The Big Scene (2005), e em dramas como Personal Taste (2010) e Iris (2009).


Kim Moo-yeol, ator (1982): After the Banquet (2009), Iljimae (drama, 2008).


Moon Chae-won, atriz (1986): The Princess Man (drama, 2011), My Fair Lady (drama, 2009).


Park Ki-woong, ator (1985): When It´s at Night (2008), Chuno (2010) e The Musical (2011).

2 de dez de 2011

Brain (drama, 2011)



País: Coréia do Sul
Gênero: drama médico
Episódios: 20
Produção: KBS2 TV

Direção: Song Hyeon-wook, Yoo Hyeon-gi
Roteiro: Yoon Kyeong-ah (Master of Study, 2010)

Elenco: Sin Ha-gyoon, Jeong Jin-yeong, Choi Jeong-won, Jon Dong-hyeok, Lee Sung-min.

Resumo

Brain é um drama médico que mostra o dia-a-dia de uma equipe de neurocirurgiões em um grande hospital de Seul.

Personagens

Lee Kang-hoon (Sin Ha-gyoon) é um médico residente, neurocirurgião brilhante, mas muito ambicioso e que, por sua origem humilde, tem de vencer sozinho para ter o reconhecimento merecido dentro do hospital. Seu sonho é ser professor assistente do hospital escola, bem como ser respeitado como um grande cirurgião e pesquisador na área de neurologia.


Kim Sang-cheol (Jeong Jin-yeong) é o professor titular do hospital e pesquisador respeitado na área de neurocirurgia. Um verdadeiro humanista que, embora um tanto excêntrico, é um médico extremamente preocupado em tratar os pacientes com carinho e respeito, e tenta passar esses conceitos importantes para os seus pupilos.


Yoon Ji-hye (Choi Jeong-won) é a médica estudante de neurocirurgia, uma jovem inteligente, simpática, admirada por colegas e professores do hospital. Enquanto desfruta do apoio do cirurgião chefe Kim, é constantemente repreendida pelo rigoroso Dr. Kang-hoon. Apesar disso, ela não deixa de devolver as críticas, quando não concorda com o comportamento dele. Assim sendo, faíscas vivem voando de um lado para o outro entre Ji-hye e Kang-hoon.


Por outro lado, o relacionamento entre a Dra. Ji-hye e o médico Seo Joon-seok (Jon Dong-hyeok) é mais do que harmonioso. O belo Joon-seok é o extremo oposto de seu principal rival, o Dr. Kang-hoon, sendo sempre simpático e educado com enfermeiras, pacientes e colegas médicos. Ele vem de uma família de médicos bem sucedidos, e recentemente foi aceito na conceituada universidade de Stanford.


O diretor do hospital  Go Jae-hak (Lee Sung-min) é, a primeira vista, um chefe alegre e bonachão, mas debaixo desse verniz se esconde um homem extremamente ambicioso e vaidoso. Apesar de ser um bom cirurgião, ele se preocupa mais com seu futuro de administrador e celebridade na área médica.


Comentário

Apesar de eu gostar muito de dramas médicos (ah, saudades da série ER), não pensei que fosse me animar tanto com Brain. Mas a surpresa com a qualidade do drama foi das mais agradáveis. Os três pilares que sustentam uma boa série estão lá: elenco, direção e roteiro.

Cada vez admiro mais Sin Ha-gyoon, acima de tudo um grande ator de cinema, que arrasou em filmes como  Sympathy for Mr. Vengeance (2002), Welcome to Dongmakgol (2005), The Big Scene (2005), Thirst (2009) e no mais recente The Front Line (2011), um drama de guerra excelente. Depois de Harvest Villa (2010), Ha-gyoon volta à TV como o ambicioso Dr. Lee Kang-hoon, e ele não hesita em interpretar o médico como uma figura antipática, calculista, quase cruel na ambição em atingir seus objetivos profissionais. Não é um papel para qualquer ator, pois ao contrário de outro personagem famoso (só para comparar) o Dr. House, que é grosseiro, mas ao mesmo tempo divertido, o Dr. Lee é um ‘osso duro de roer’. Mesmo assim, Sin Ha-gyoon controla com maestria o personagem, tornando impossível não admirar muitas vezes (embora desaprovando em outras) suas ações. Afinal, mais do que o herói de um drama, ele é um ser humano com todas as suas falhas e qualidades. Talvez seja por isso que a Dra. Yoon Ji-hye sinta-se mais atraída por ele do que pelo ‘príncipe’ Seo Joon-seok. Aliás, num dos muitos diálogos divertidos do drama Ji-hye desabafa para Kang-hoon sobre seu comportamento pouco ético: “Dr., o Sr.não tem cura. Ainda não descobri como diagnosticá-lo”. Talvez o amor seja a única cura para esse ‘paciente’ tão complicado.

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