16 de nov de 2010

Amalfi: Rewards of the Goddess (filme, 2009)


País: Japão
Gênero: Ação, Suspense
Duração: 125 min.
Título original: Amalfi: Megami No Hoshu
 
Direção: Hiroshi Nishitani
Roteiro: Yuichi Shinpo
Produção: Chihiro Kameyama, Toru Ota
Estúdio: Fuji T

Elenco: Yuji Oda, Yuki Amami, Koichi Sato, Erika Toda, Mitsuru Hirata, Nene Otsuka, Masaharu Fukuyama.

Sinopse

Kuroda (Yuji Oda) é um diplomata japonês que chega a Roma para trabalhar como chefe da segurança da embaixada de seu país. Ele se envolve na investigação do desaparecimento de uma menina japonesa, que estava visitando a Itália com sua mãe, Saeko (Yuki Amami).

Comentário

“Amalfi" é uma produção especial da Fuji TV, para comemorar os 50 anos da rede de televisão japonesa.

A ação de “Amalfi” se desenrola com o pano de fundo de paisagens turísticas famosas da Itália: o Coliseu, o Forum, as escadarias espanholas, a magnífica costa rochosa de Amalfi – todos captados pelas lentes do diretor de fotografia Hideo Yamamoto com um romântico brilho dourado. Aliás, o filme foi rodado inteiramente em locações italianas.

A enfermeira Saeko leva sua filha de seis anos para passar o Natal na bela Itália, e a tragédia começa quando a menina desaparece dentro de um museu.

A embaixada japonesa logo convoca Kuroda para auxiliar Saeko na busca da filha. Ele é um diplomata que acabara de chegar à Roma, com a missão de proteger o Ministro do Exterior em sua visita à Itália para um encontro de chefes de estado.

Kuroda fala italiano fluentemente, é culto, mas é um sujeito sério e fechado, que não tem jeito para consolar a pobre mãe desesperada com o sumiço da filha. Ignorando a polícia italiana, ele começa a investigar por conta própria o possível seqüestro da criança.

Essa primeira hora do filme se desenvolve razoavelmente bem, tanto no suspense como no drama. Mas no momento em que “Amalfi” se transforma num arremedo de “James Bond”, a estória vai ladeira abaixo.

Mesmo assim, para quem está acostumado com os problemas de continuidade dos filmes de ação orientais (dá para dizer que é quase uma tradição do cinema asiático – John Woo, por exemplo, parece que faz de propósito) pode até se divertir com “Amalfi”. Ao menos pelas belíssimas paisagens italianas, já vale a sessão. Certamente você vai colocar a Itália no seu roteiro de viagem. Ah, só cuide (segundo dica do filme) com os batedores de carteira nas ruas de Roma. Arrivederci!


O Elenco:

A bela atriz Yuki Amami tem trabalhado muito na TV japonesa, nos últimos tempos. Ela foi a estrela dos j-dorama “Boss” (Fuji, 2009) e "Around 40" (TBS, 2008), e seu último drama foi "Gold" (Fuji TV, 2010).

O ator Yuji Oda é mais conhecido por ter estrelado a série de TV e sua posterior trilogia no cinema, “Bayside Shakedown”.

O gatíssimo Masaharu Fukuyama ("Galileo") faz uma ponta no filme como um repórter amigo de Yuji Oda.

15 de nov de 2010

My Dear Desperado/ Gangster Lover (filme, 2010)



País: Coréia do Sul
Gênero: Romance, Drama
Duração: 100 min.
 
Direção e Roteiro: Kim Kwang-sik-I
Elenco: Park Joong-hoon, Jeong Yu-mi

Sinopse

Se-jin deixa sua cidade natal, no litoral, para trabalhar na capital, Seul. Apesar de recém-formada, consegue um bom emprego e leva uma vida feliz. Até que a empresa em que trabalha vai à falência e sua vida profissional e emocional sofre uma mudança drástica. Sem perspectiva de encontrar um novo emprego, ela se muda para um bairro pobre e logo descobre que seu nada educado vizinho de porta é um mafioso.

Dong-chul não sabe lutar, mas é um gangster bom de papo. Ele está ficando velho para o serviço, mas tenta manter o espírito elevado. Quando uma garota se muda para o apartamento vizinho, no princípio ele a trata com desprezo e grosseria, aproveitando-se de sua ingenuidade. Mas aos poucos, ele se sente compelido a ajudá-la.

Comentário

My Dear Desperado é um daqueles filmes que podem ser classificados como comédia romântica, romance, drama, dependendo de onde houver mais espaço vazio na prateleira da locadora. Mas pesando o resultado final, pode-se dizer que a estória pende mais para o drama.

O romance entre Se-jin e Dong-chul se desenvolve mais por força das circunstâncias (solidão, frustração) do que por sintonia emocional ou paixão. É um relacionamento entre opostos em tudo, seja na diferença de idade, de nível cultural, de caráter, ou nos objetivos de vida, ou no caso de Dong-chul, na falta deles.


Mas a influência de um na vida do outro, mesmo com tantos conflitos, com ou sem um final romântico, é real.

Se no início, assim como Se-jin, achei Dong-chul irritante e mal educado, não demorou muito para perceber que a estória dele valia muito mais a pena ser contada que a dela.

Dong-chul é um soldado raso do mundo do crime, que nunca conseguiu subir na “carreira” de bandido, pois ele só tem mesmo é a pose de durão. É um sujeito patético, ignorante, mas que tem um lado gentil e sensível que deve ser escondido do mundo, para o bem de sua sobrevivência.


O drama desse velho gangster poderia render um filme e tanto. Alguém pode argumentar que já existem filmes demais sobre o tema, mesmo dentro da iconografia do cinema coreano, mas não me recordo de um filme que fale sobre os “velhos lobos” da máfia, com exceção talvez do cinema japonês (vide Takeshi Kitano). Existem muitos filmes sobre policiais às portas da aposentadoria (aliás, a pior maldição para um personagem é proferir as palavras “Faltam apenas alguns dias para eu me aposentar...” – é morte certa), mas na ficção é mais comum acompanhar os jovens ambiciosos, ou os chefões mafiosos.

Enfim, “My Dear Desperado” não é um épico, mas é um filme que trata com sinceridade e veracidade dos problemas da vida moderna, como a falta de oportunidade de trabalho para as novas gerações, e a realidade brutal e nada glamorosa do mundo do crime. (Sam, THC)

Sobre o elenco e a direção

Park Joong-hoon (nascido em 1964), trabalhou em filmes como “Radio Star” (2006) e “Two Guys” (2004). Seu mais novo projeto é o filme “Scooping Up the Moonlight” do veterano diretor Im Kwon-taek.

Jeong Yu-mi (1983) atuou em filmes como “A Bittersweet Life” (2005, em DVD no Brasil), “A Million” (2009) e tem pelo menos duas estréias para esse ano: “Oki´s Movie” e “Come, Closer”.

Kim Kwang-sik-I (1972), jovem diretor e roteirista. Foi assistente de direção do filme “Oasis” (2002) e roteirizou os filmes “Iljimae Returns” (2008) e “Off Road” (2007).
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